CAPÍTULO XXX
Acho que alguns (os menos) iam querer saber tintim por tintim qual foi a conversa que eu e a Viki tivemos; mas como temo que outros (a maioria) não vão gostar de tanto detalhe, vou me limitar a contar que, resumindo, a Viki se abriu pra mim como nunca tinha feito com ninguém. Ela se estendeu me explicando o longo calvário que foi pra ela ter que conviver com os costumes libertinos do resto da família e acabou me confessando a grande decepção que sofreu ao descobrir a verdadeira condição do adorado Luís e como ele destruiu todas as esperanças que ela tinha depositado nele.
— Pra mim ele era tipo um ídolo — declarou, sem conseguir segurar mais as lágrimas que já fazia tempo que lutavam pra escapar dos olhos dela —. Eu só via virtudes nele e me recusava a acreditar no que as outras me contavam sobre o comportamento dele com as garotas. Perdi todas as minhas amizades por causa dele e agora...
Aquela que eu achava a mais forte das minhas irmãs desabou nos meus braços e, completamente destruída, por um tempo que me pareceu uma eternidade, continuou derramando no meu peito as lágrimas mais amargas. Tanta tristeza solta acabou me fazendo chorar também e isso provocou uma situação tão inesperada que quase me pareceu um milagre.
Ao ver meus olhos molhados, o rosto da Viki se transformou.
— Você tá chorando por mim! — exclamou, como se aquilo fosse a coisa mais extraordinária que ela já tinha visto.
— Você é minha irmã, né? Acha que eu gosto de te ver sofrendo?
— Você me ama tanto assim?
— Você já duvidou disso alguma vez?
— Não me expressei bem. O que eu queria te perguntar é se, durante todo esse tempo, foi amor e não só desejo que te motivava a me perseguir.
— Faz muito tempo que parei de te perseguir. Desde aquela que você me fez no chuveiro, entendi que não ia conseguir nada...
— Pensei que você me odiava por causa disso.
— Não vou negar que mais de uma vez quis me vingar, mas no fim sempre acabei me convencendo de que não valia a pena. Pena. Você não era obrigada a fazer o que não tava a fim.
—Já vi que você quase não leu nada do meu diário.
—É verdade. Por que você diz isso?
—Porque, se tivesse lido, saberia que eu tava a fim de fazer o que você queria. Às vezes, tive muito mais vontade do que você pode imaginar.
—Então, se também queria, por que sempre recusou?
—No meu diário está a resposta.
—Prometi que não vou ler mais uma palavra do seu diário e não vou.
—Mas eu quero que você leia.
—Então vai ter que ler você mesma por mim.
—A partir de agora, vou fazer por você tudo o que quiser que eu faça.
A seriedade no rosto dela me deixou bem claro que não estava brincando.
—Devo entender que nesse "tudo" também entra transar comigo?
—Se você ainda quiser...
A atitude de vítima dela me deixou meio sem graça.
—Não é questão de eu querer, é questão de você também querer.
Mesmo falando do mesmo assunto, a conversa deu uma virada estranha. Depois de tanta resistência, a Viki teve dificuldade em admitir que não só estava disposta a ceder, mas que realmente queria dar o passo. No fim, acabou reconhecendo e, pra não deixar tudo tão fácil de repente, fez um pedido como condição:
—Quero que a gente faça fora de casa, em qualquer outro lugar.
—Por que em outro lugar?
Mesmo sendo meio confusa, a explicação dela ficou mais ou menos clara pra mim. As reticências dela não tinham sumido de vez e, na cabeça dela, era melhor que a primeira vez fosse num lugar onde nem nossas irmãs nem, principalmente, nosso pai pudessem nos pegar.
—Depois de criticar tanto o comportamento delas —ela explicou, se referindo às nossas irmãs—, tenho uma certa vergonha de que vejam eu fazendo a mesma coisa.
Quanto ao nosso pai, a situação era mais delicada. Ela nunca tinha se sentido realmente pressionada por ele, mas as insinuações tinham sido muitas e ela sempre resistiu. todas as tentações. Por questão de princípio, eu considerava abominável que uma filha transasse com o próprio pai, e esse era um preconceito que talvez eu nunca conseguisse superar.
— Não tô a fim de fazer isso com ele — afirmou categórica, se recusando a dar mais explicações diante do meu interrogatório insistente.
Durante a conversa interminável, a Viki foi se abrindo espaço aos poucos na minha cama e agora já estava praticamente deitada de barriga pra cima do meu lado, com as duas pernas dobradas e as mãos atrás da nuca. Nessa posição, o visual dela era tentador demais pro meu pau ficar indiferente. De um lado, as coxas dela totalmente à mostra; do outro, os peitos enormes dela ameaçando estourar a blusa apertada. Não sei se consciente ou inconscientemente, minha mão começou a percorrer aquela paisagem tão sugestiva e, atraída pelo feitiço natural que aqueles volumes cativos exerciam, se preparava pra soltar os botões que os prendiam.
A Viki se deixava levar enquanto continuava falando, mas reagiu assim que sentiu a palma da minha mão pegando um dos peitos dela.
— Pelo amor de Deus, aqui não! — protestou, segurando minha mão com as dela.
Na real, mais que um protesto, foi um pedido e, embora de bom grado eu a tivesse comido ali mesmo naquele exato instante, topei acatar a vontade dela, deixando ela ir. Depois de ter esperado tanto, agora que tudo parecia caminhar bem, tanto fazia esperar mais um pouco.
Desde o momento em que a Viki tinha meio que imposto a condição de que a nossa primeira transa fosse fora de casa, pensei na Mansão como o melhor lugar possível. Depois de três tentativas frustradas, em que uma voz feminina monótona repetiu que o número discado estava sem sinal ou fora de serviço, na quarta consegui falar com a Bea. Ela devia estar fazendo algum dos trabalhos especiais dela, porque não me deixou nem explicar o motivo da minha ligação. —Agora não posso falar — foi sua mensagem lacônica —. Amanhã a gente se vê em casa, tá?
Nem me deu tempo de marcar um horário pro encontro. Já conhecendo bem os costumes dela, considerei que o meio-dia era o momento mais adequado, e foi o que fiz. Decidi ir sozinho, porque aparecer com a Viki sem avisar não me pareceu muito oportuno. Era de se esperar que a Bea quisesse que eu fodesse com ela, e não com minha irmã.
Meus cálculos falharam. Além da sempre presente Pet, a Luci era a única que estava na Mansão. Fazia pelo menos duas semanas que a gente não se via, e o jeito como ela recebeu minha visita inesperada não poderia ter sido mais efusivo. Não devia estar acordada há muito tempo e me recebeu na sala com uma camisola curta tão transparente que, visualmente, dava no mesmo que estar pelada. O calorão já tinha passado, mas dentro da Mansão ainda reinava aquele clima primaveril de sempre.
— Você não tem vergonha de nos deixar tão abandonadas? — me censurou com cara feia, mas sem parar de me abraçar com toda força —. A gente já tava começando a achar que você tava doente ou que algo ruim tinha acontecido.
— Como vocês nunca me ligam, não sei se realmente querem me ver ou não.
— Olha que besteira enorme! — agora ela pareceu realmente irritada —. Você sabe muito bem que sempre será bem recebido nesta casa, a qualquer hora do dia ou da noite, e que pode vir quando quiser. Esta é sua casa.
A Luci devia estar mais que necessitada. Apesar da raiva aparente, não demorou pra me tirar o suéter e fazer o mesmo com minha calça e cueca. E se a frieza nunca foi uma das características dela, naquela ocasião o tesão parecia ter atingido o nível máximo.
— Se você soubesse o quanto senti sua falta...
Não sei se a frase foi dirigida a mim ou à minha pica, que ela agarrou com uma energia incomum, começando a sacudi-la pra que ela tomasse as medidas que a urgência pedia. do caso exigia. Diante de tamanho empurrão, meu pau não demorou a levantar voo; mas Luci deve ter achado que ele não estava atingindo a altura adequada e trocou o amasso por uma boquete magistral, que logo transformou meu instrumento num verdadeiro estoque, capaz de enfrentar a mais exigente das ocasiões.
— Se continuar assim — avisei, vendo que ela não parava com o empenho —, acho que daqui a pouco você vai detonar todas as minhas resistências.
— É pra isso mesmo — respondeu ela, fazendo uma pausa mínima —. Ainda não tomei café da manhã e isso vai cair como uma luva.
E seguiu sua atividade em velocidade alucinante, reforçando o trabalho da boca com uma massagem não menos enérgica da mão até que, inevitavelmente, todo o fogo da minha virilidade se derramou em chamas na garganta dela, que engoliu com avidez tudo que meu pipa teve a bem deixar escapar.
Se não foi testemunha dos fatos, pouco deve ter faltado para a Pet nos pegar. Ainda não tinha me recuperado do gozo quando levei o susto, e a empregada gorducha, com certeza mais que acostumada com cenas daquele tipo, não mostrou o menor sinal de espanto ou pudor diante da minha nudez e procedeu, com toda a naturalidade do mundo, a servir o café da manhã para a patroa.
— Não quer comer nada? — me consultou Luci.
— Não, obrigado. Eu já tomei café.
Pet desapareceu tão silenciosamente quanto tinha entrado.
— Tem certeza que não quer comer nada? — repetiu Luci mais uma vez.
Eu ia reiterar minha recusa, mas desconfiei que talvez a pergunta de Luci pudesse ter segundas intenções e me corrigi na hora.
— Acho que vou comer algo bem especial — falei.
Me meti debaixo da mesa onde Luci estava sentada e, abrindo caminho entre as pernas dela, afastei a calcinha de lado até deixar a bucetinha dela à mostra e comecei a atiçar com lábios, dentes e língua.
Não deixa de ser curioso que, apesar de na aparência todas as bucetas terem um aspecto mais ou menos parecido com relativamente poucas variações, Quando a gente se familiariza com eles, começa a perceber que cada um tem suas próprias peculiaridades e que, no fim das contas, é mais que possível que não existam dois que sejam exatamente iguais, meio como acontece com as impressões digitais. Talvez seja a mesma coisa com os membros viris, mas nisso não tenho experiência nem tenho interesse em fazer esse tipo de comparação.
Independentemente da tal ponto G, cuja existência nem todo mundo parece acreditar, o que está fora de dúvida é que não tem nada como saber mexer bem num clitóris pra que a dona dele fique logo pronta pra receber tudo que vier. Meu pai era da opinião de que não existem mulheres frígidas, só homens incompetentes. Eu, como nunca tive esse tipo de problema e acho que sempre dei a todas o que elas mais ou menos esperavam e também recebi o que esperava, fico na minha e não tiro nem ponho vírgula.
Eu não era nem me considerava nenhum expert, mas dentro do círculo onde eu desenvolvia minhas habilidades, achava que me virava bem pra caralho, e melhor ainda quanto mais eu conhecia minhas oponentes. O coelhinho da Luci já era um velho amigo pra mim, e a gente se entendia que era uma maravilha. Eu sabia muito bem onde e como tocar pra fazer ele e tudo que vinha junto vibrar no ritmo que eu quisesse. Os efeitos não demoraram: Luci preferiu terminar o café da manhã muito antes do previsto e esquecer qualquer outro apetite que não fosse o puramente sexual.
A excitação dela tinha chegado a um ponto tão alto que ela não ligou pra mais nada e, como a coisa não dava pra esperar mais, nós dois acabamos rolando pelo carpete aveludado que cobria o chão. Ela tirou a calcinha e jogou longe como se fosse um objeto odioso. Da minha parte, sempre fã do contato direto nessas paradas, também libertei ela da camisola leve e, já nua nos meus braços, enquanto meu pau começava a Primeiros movimentos de aproximação em busca do tão desejado abrigo que tantos momentos bons já tinha me proporcionado em encontros anteriores, minha boca e minhas mãos começaram a percorrer alucinadamente até o mais recôndito cantinho daquele corpo que eu mais queria quanto mais obtinha e do qual nunca conseguia me saciar por completo.
E é que em ninguém, depois da minha insubstituível Dori, eu encontrava satisfação tão extraordinária e tão plena. Se Dori era quem melhor me conhecia, Luci parecia ter um instinto especial para tirar de mim tudo o que desejava e ao mesmo tempo sempre me proporcionar algo a mais do que eu pudesse querer. Não sei se era a sensualidade feita ternura ou a ternura feita sensualidade, mas tinha algo nela que me tornava insaciável. Seus gestos, seus mimos, suas carícias, me jogavam num poço sem fundo de alegria e prazer que me mantinha num estado constante, como de hipnose.
Enquanto minha rola permanecia ancorada no fundo do seu delicioso túnel, enterrada até a raiz nas suas entranhas, nossos corpos não paravam de girar pelo chão como se fossem um só. Tão logo era ela quem estava por cima de mim quanto eu quem estava por cima dela, ambos alheios a tudo que não fosse nosso próprio gozo. Nós dois estávamos à beira do orgasmo, mas algo parecia intervir naquele doce e apaixonado jogo, freando nossa explosão final.
Mas, inevitavelmente, uma rola tão eriçada e uma buceta tão excitada não podem ficar tempo demais tão intimamente unidas sem que saltem faíscas, seja na forma de uma chuva leitosa de um lado ou de uma garoa persistente do outro. E aconteceu que, desta vez, a chuva e a garoa se combinaram para se desencadear ao mesmo tempo, e foi como se um oceano inteiro se agitasse e balançasse nossos corpos numa ventania de ondas bruscas.
— Deus, como fiquei satisfeita! — exclamou Luci quando, desfazendo o laço, mais que abraço, que tínhamos mantido, ficamos deitadas de barriga para cima, uma do —do outro lado. —Como já estava sentindo falta de algo assim!
—Não é pra menos —soou uma voz, que não era a minha nem a da Luci.
Confortavelmente espreguiçada numa poltrona, de onde podia ter acompanhado em detalhes as evoluções da irmã e as minhas, Bea nos observava com um sorriso divertido e safado.
—Tá aí há muito tempo? —perguntou Luci.
—O suficiente pra ter visto a melhor parte do espetáculo —respondeu Bea. E, virando-se pra mim, completou: —Acho que, dadas as circunstâncias, nem preciso pedir desculpas por não ter estado aqui quando você chegou. Aposto que até me agradece.
O que mais agradeci foi que ela não me exigisse os mesmos serviços que acabara de prestar à Luci e que fôssemos direto ao verdadeiro motivo da minha visita.
—Exigência curiosa da Viki —comentou ela—; mas, por outro lado, até que é compreensível até certo ponto.
—Posso trazê-la aqui pra satisfazer essa vontade?
—Claro que pode trazer ela pra dar todo o gosto que quiser. Você acha melhor que eu e minha irmã saiamos de cena?
—Pelo contrário. Se eu for trazê-la, quero que vocês a conheçam.
—Por que não traz também suas outras irmãs? —interveio Luci—. Tô morrendo de vontade de conhecer todas elas.
—Por enquanto acho melhor vir só com a Viki.
—Então que seja —concluiu Bea.
—Pode ser ainda hoje à tarde? —consultei.
—Se pra vocês não tiver problema, pra nós também não. Você já sabe que pode usar esta casa como se fosse sua.
Da minha parte não tinha problema nenhum, muito pelo contrário. Mas as coisas nem sempre acontecem como a gente quer e, quando voltei pra casa, meu pai tinha feito outros planos que iam ferrar com os meus.
PRÓXIMO RELATOOOOwww.poringa.net/posts/relatos/2611387/Uma-família-peculiar-31.html
Acho que alguns (os menos) iam querer saber tintim por tintim qual foi a conversa que eu e a Viki tivemos; mas como temo que outros (a maioria) não vão gostar de tanto detalhe, vou me limitar a contar que, resumindo, a Viki se abriu pra mim como nunca tinha feito com ninguém. Ela se estendeu me explicando o longo calvário que foi pra ela ter que conviver com os costumes libertinos do resto da família e acabou me confessando a grande decepção que sofreu ao descobrir a verdadeira condição do adorado Luís e como ele destruiu todas as esperanças que ela tinha depositado nele.
— Pra mim ele era tipo um ídolo — declarou, sem conseguir segurar mais as lágrimas que já fazia tempo que lutavam pra escapar dos olhos dela —. Eu só via virtudes nele e me recusava a acreditar no que as outras me contavam sobre o comportamento dele com as garotas. Perdi todas as minhas amizades por causa dele e agora...
Aquela que eu achava a mais forte das minhas irmãs desabou nos meus braços e, completamente destruída, por um tempo que me pareceu uma eternidade, continuou derramando no meu peito as lágrimas mais amargas. Tanta tristeza solta acabou me fazendo chorar também e isso provocou uma situação tão inesperada que quase me pareceu um milagre.
Ao ver meus olhos molhados, o rosto da Viki se transformou.
— Você tá chorando por mim! — exclamou, como se aquilo fosse a coisa mais extraordinária que ela já tinha visto.
— Você é minha irmã, né? Acha que eu gosto de te ver sofrendo?
— Você me ama tanto assim?
— Você já duvidou disso alguma vez?
— Não me expressei bem. O que eu queria te perguntar é se, durante todo esse tempo, foi amor e não só desejo que te motivava a me perseguir.
— Faz muito tempo que parei de te perseguir. Desde aquela que você me fez no chuveiro, entendi que não ia conseguir nada...
— Pensei que você me odiava por causa disso.
— Não vou negar que mais de uma vez quis me vingar, mas no fim sempre acabei me convencendo de que não valia a pena. Pena. Você não era obrigada a fazer o que não tava a fim.
—Já vi que você quase não leu nada do meu diário.
—É verdade. Por que você diz isso?
—Porque, se tivesse lido, saberia que eu tava a fim de fazer o que você queria. Às vezes, tive muito mais vontade do que você pode imaginar.
—Então, se também queria, por que sempre recusou?
—No meu diário está a resposta.
—Prometi que não vou ler mais uma palavra do seu diário e não vou.
—Mas eu quero que você leia.
—Então vai ter que ler você mesma por mim.
—A partir de agora, vou fazer por você tudo o que quiser que eu faça.
A seriedade no rosto dela me deixou bem claro que não estava brincando.
—Devo entender que nesse "tudo" também entra transar comigo?
—Se você ainda quiser...
A atitude de vítima dela me deixou meio sem graça.
—Não é questão de eu querer, é questão de você também querer.
Mesmo falando do mesmo assunto, a conversa deu uma virada estranha. Depois de tanta resistência, a Viki teve dificuldade em admitir que não só estava disposta a ceder, mas que realmente queria dar o passo. No fim, acabou reconhecendo e, pra não deixar tudo tão fácil de repente, fez um pedido como condição:
—Quero que a gente faça fora de casa, em qualquer outro lugar.
—Por que em outro lugar?
Mesmo sendo meio confusa, a explicação dela ficou mais ou menos clara pra mim. As reticências dela não tinham sumido de vez e, na cabeça dela, era melhor que a primeira vez fosse num lugar onde nem nossas irmãs nem, principalmente, nosso pai pudessem nos pegar.
—Depois de criticar tanto o comportamento delas —ela explicou, se referindo às nossas irmãs—, tenho uma certa vergonha de que vejam eu fazendo a mesma coisa.
Quanto ao nosso pai, a situação era mais delicada. Ela nunca tinha se sentido realmente pressionada por ele, mas as insinuações tinham sido muitas e ela sempre resistiu. todas as tentações. Por questão de princípio, eu considerava abominável que uma filha transasse com o próprio pai, e esse era um preconceito que talvez eu nunca conseguisse superar.
— Não tô a fim de fazer isso com ele — afirmou categórica, se recusando a dar mais explicações diante do meu interrogatório insistente.
Durante a conversa interminável, a Viki foi se abrindo espaço aos poucos na minha cama e agora já estava praticamente deitada de barriga pra cima do meu lado, com as duas pernas dobradas e as mãos atrás da nuca. Nessa posição, o visual dela era tentador demais pro meu pau ficar indiferente. De um lado, as coxas dela totalmente à mostra; do outro, os peitos enormes dela ameaçando estourar a blusa apertada. Não sei se consciente ou inconscientemente, minha mão começou a percorrer aquela paisagem tão sugestiva e, atraída pelo feitiço natural que aqueles volumes cativos exerciam, se preparava pra soltar os botões que os prendiam.
A Viki se deixava levar enquanto continuava falando, mas reagiu assim que sentiu a palma da minha mão pegando um dos peitos dela.
— Pelo amor de Deus, aqui não! — protestou, segurando minha mão com as dela.
Na real, mais que um protesto, foi um pedido e, embora de bom grado eu a tivesse comido ali mesmo naquele exato instante, topei acatar a vontade dela, deixando ela ir. Depois de ter esperado tanto, agora que tudo parecia caminhar bem, tanto fazia esperar mais um pouco.
Desde o momento em que a Viki tinha meio que imposto a condição de que a nossa primeira transa fosse fora de casa, pensei na Mansão como o melhor lugar possível. Depois de três tentativas frustradas, em que uma voz feminina monótona repetiu que o número discado estava sem sinal ou fora de serviço, na quarta consegui falar com a Bea. Ela devia estar fazendo algum dos trabalhos especiais dela, porque não me deixou nem explicar o motivo da minha ligação. —Agora não posso falar — foi sua mensagem lacônica —. Amanhã a gente se vê em casa, tá?
Nem me deu tempo de marcar um horário pro encontro. Já conhecendo bem os costumes dela, considerei que o meio-dia era o momento mais adequado, e foi o que fiz. Decidi ir sozinho, porque aparecer com a Viki sem avisar não me pareceu muito oportuno. Era de se esperar que a Bea quisesse que eu fodesse com ela, e não com minha irmã.
Meus cálculos falharam. Além da sempre presente Pet, a Luci era a única que estava na Mansão. Fazia pelo menos duas semanas que a gente não se via, e o jeito como ela recebeu minha visita inesperada não poderia ter sido mais efusivo. Não devia estar acordada há muito tempo e me recebeu na sala com uma camisola curta tão transparente que, visualmente, dava no mesmo que estar pelada. O calorão já tinha passado, mas dentro da Mansão ainda reinava aquele clima primaveril de sempre.
— Você não tem vergonha de nos deixar tão abandonadas? — me censurou com cara feia, mas sem parar de me abraçar com toda força —. A gente já tava começando a achar que você tava doente ou que algo ruim tinha acontecido.
— Como vocês nunca me ligam, não sei se realmente querem me ver ou não.
— Olha que besteira enorme! — agora ela pareceu realmente irritada —. Você sabe muito bem que sempre será bem recebido nesta casa, a qualquer hora do dia ou da noite, e que pode vir quando quiser. Esta é sua casa.
A Luci devia estar mais que necessitada. Apesar da raiva aparente, não demorou pra me tirar o suéter e fazer o mesmo com minha calça e cueca. E se a frieza nunca foi uma das características dela, naquela ocasião o tesão parecia ter atingido o nível máximo.
— Se você soubesse o quanto senti sua falta...
Não sei se a frase foi dirigida a mim ou à minha pica, que ela agarrou com uma energia incomum, começando a sacudi-la pra que ela tomasse as medidas que a urgência pedia. do caso exigia. Diante de tamanho empurrão, meu pau não demorou a levantar voo; mas Luci deve ter achado que ele não estava atingindo a altura adequada e trocou o amasso por uma boquete magistral, que logo transformou meu instrumento num verdadeiro estoque, capaz de enfrentar a mais exigente das ocasiões.
— Se continuar assim — avisei, vendo que ela não parava com o empenho —, acho que daqui a pouco você vai detonar todas as minhas resistências.
— É pra isso mesmo — respondeu ela, fazendo uma pausa mínima —. Ainda não tomei café da manhã e isso vai cair como uma luva.
E seguiu sua atividade em velocidade alucinante, reforçando o trabalho da boca com uma massagem não menos enérgica da mão até que, inevitavelmente, todo o fogo da minha virilidade se derramou em chamas na garganta dela, que engoliu com avidez tudo que meu pipa teve a bem deixar escapar.
Se não foi testemunha dos fatos, pouco deve ter faltado para a Pet nos pegar. Ainda não tinha me recuperado do gozo quando levei o susto, e a empregada gorducha, com certeza mais que acostumada com cenas daquele tipo, não mostrou o menor sinal de espanto ou pudor diante da minha nudez e procedeu, com toda a naturalidade do mundo, a servir o café da manhã para a patroa.
— Não quer comer nada? — me consultou Luci.
— Não, obrigado. Eu já tomei café.
Pet desapareceu tão silenciosamente quanto tinha entrado.
— Tem certeza que não quer comer nada? — repetiu Luci mais uma vez.
Eu ia reiterar minha recusa, mas desconfiei que talvez a pergunta de Luci pudesse ter segundas intenções e me corrigi na hora.
— Acho que vou comer algo bem especial — falei.
Me meti debaixo da mesa onde Luci estava sentada e, abrindo caminho entre as pernas dela, afastei a calcinha de lado até deixar a bucetinha dela à mostra e comecei a atiçar com lábios, dentes e língua.
Não deixa de ser curioso que, apesar de na aparência todas as bucetas terem um aspecto mais ou menos parecido com relativamente poucas variações, Quando a gente se familiariza com eles, começa a perceber que cada um tem suas próprias peculiaridades e que, no fim das contas, é mais que possível que não existam dois que sejam exatamente iguais, meio como acontece com as impressões digitais. Talvez seja a mesma coisa com os membros viris, mas nisso não tenho experiência nem tenho interesse em fazer esse tipo de comparação.
Independentemente da tal ponto G, cuja existência nem todo mundo parece acreditar, o que está fora de dúvida é que não tem nada como saber mexer bem num clitóris pra que a dona dele fique logo pronta pra receber tudo que vier. Meu pai era da opinião de que não existem mulheres frígidas, só homens incompetentes. Eu, como nunca tive esse tipo de problema e acho que sempre dei a todas o que elas mais ou menos esperavam e também recebi o que esperava, fico na minha e não tiro nem ponho vírgula.
Eu não era nem me considerava nenhum expert, mas dentro do círculo onde eu desenvolvia minhas habilidades, achava que me virava bem pra caralho, e melhor ainda quanto mais eu conhecia minhas oponentes. O coelhinho da Luci já era um velho amigo pra mim, e a gente se entendia que era uma maravilha. Eu sabia muito bem onde e como tocar pra fazer ele e tudo que vinha junto vibrar no ritmo que eu quisesse. Os efeitos não demoraram: Luci preferiu terminar o café da manhã muito antes do previsto e esquecer qualquer outro apetite que não fosse o puramente sexual.
A excitação dela tinha chegado a um ponto tão alto que ela não ligou pra mais nada e, como a coisa não dava pra esperar mais, nós dois acabamos rolando pelo carpete aveludado que cobria o chão. Ela tirou a calcinha e jogou longe como se fosse um objeto odioso. Da minha parte, sempre fã do contato direto nessas paradas, também libertei ela da camisola leve e, já nua nos meus braços, enquanto meu pau começava a Primeiros movimentos de aproximação em busca do tão desejado abrigo que tantos momentos bons já tinha me proporcionado em encontros anteriores, minha boca e minhas mãos começaram a percorrer alucinadamente até o mais recôndito cantinho daquele corpo que eu mais queria quanto mais obtinha e do qual nunca conseguia me saciar por completo.
E é que em ninguém, depois da minha insubstituível Dori, eu encontrava satisfação tão extraordinária e tão plena. Se Dori era quem melhor me conhecia, Luci parecia ter um instinto especial para tirar de mim tudo o que desejava e ao mesmo tempo sempre me proporcionar algo a mais do que eu pudesse querer. Não sei se era a sensualidade feita ternura ou a ternura feita sensualidade, mas tinha algo nela que me tornava insaciável. Seus gestos, seus mimos, suas carícias, me jogavam num poço sem fundo de alegria e prazer que me mantinha num estado constante, como de hipnose.
Enquanto minha rola permanecia ancorada no fundo do seu delicioso túnel, enterrada até a raiz nas suas entranhas, nossos corpos não paravam de girar pelo chão como se fossem um só. Tão logo era ela quem estava por cima de mim quanto eu quem estava por cima dela, ambos alheios a tudo que não fosse nosso próprio gozo. Nós dois estávamos à beira do orgasmo, mas algo parecia intervir naquele doce e apaixonado jogo, freando nossa explosão final.
Mas, inevitavelmente, uma rola tão eriçada e uma buceta tão excitada não podem ficar tempo demais tão intimamente unidas sem que saltem faíscas, seja na forma de uma chuva leitosa de um lado ou de uma garoa persistente do outro. E aconteceu que, desta vez, a chuva e a garoa se combinaram para se desencadear ao mesmo tempo, e foi como se um oceano inteiro se agitasse e balançasse nossos corpos numa ventania de ondas bruscas.
— Deus, como fiquei satisfeita! — exclamou Luci quando, desfazendo o laço, mais que abraço, que tínhamos mantido, ficamos deitadas de barriga para cima, uma do —do outro lado. —Como já estava sentindo falta de algo assim!
—Não é pra menos —soou uma voz, que não era a minha nem a da Luci.
Confortavelmente espreguiçada numa poltrona, de onde podia ter acompanhado em detalhes as evoluções da irmã e as minhas, Bea nos observava com um sorriso divertido e safado.
—Tá aí há muito tempo? —perguntou Luci.
—O suficiente pra ter visto a melhor parte do espetáculo —respondeu Bea. E, virando-se pra mim, completou: —Acho que, dadas as circunstâncias, nem preciso pedir desculpas por não ter estado aqui quando você chegou. Aposto que até me agradece.
O que mais agradeci foi que ela não me exigisse os mesmos serviços que acabara de prestar à Luci e que fôssemos direto ao verdadeiro motivo da minha visita.
—Exigência curiosa da Viki —comentou ela—; mas, por outro lado, até que é compreensível até certo ponto.
—Posso trazê-la aqui pra satisfazer essa vontade?
—Claro que pode trazer ela pra dar todo o gosto que quiser. Você acha melhor que eu e minha irmã saiamos de cena?
—Pelo contrário. Se eu for trazê-la, quero que vocês a conheçam.
—Por que não traz também suas outras irmãs? —interveio Luci—. Tô morrendo de vontade de conhecer todas elas.
—Por enquanto acho melhor vir só com a Viki.
—Então que seja —concluiu Bea.
—Pode ser ainda hoje à tarde? —consultei.
—Se pra vocês não tiver problema, pra nós também não. Você já sabe que pode usar esta casa como se fosse sua.
Da minha parte não tinha problema nenhum, muito pelo contrário. Mas as coisas nem sempre acontecem como a gente quer e, quando voltei pra casa, meu pai tinha feito outros planos que iam ferrar com os meus.
PRÓXIMO RELATOOOOwww.poringa.net/posts/relatos/2611387/Uma-família-peculiar-31.html
1 comentários - Família Peculiar 30
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