Uma família peculiar 12

CAPÍTULO XIISe na época eu disse que minha prima Sara não era lá essas coisas de rosto, mas tinha um corpo de tirar o fôlego, agora confirmo de vez a segunda parte e corrijo em boa parte a primeira. Além do fato de que um pouco de maquiagem bem aplicada pode fazer milagres, acho que, no caso da Sara, o verdadeiro segredo estava no cabelo. É, isso mesmo que você ouviu. E tô falando do cabelo normal, o que cresce na cabeça, não o que se espalha por outros lugares nem o que, mais delicadamente, costuma-se chamar de pelinhos.

Durante minha curta estadia em Romedales, sempre via a Sara com o cabelo preso pra trás, formando um coque na nuca. Agora, vendo ela com aquela juba maravilhosa solta, inundando de ouro os ombros nus e os peitos cobertos, caindo também por trás até a metade das costas, me pareceu uma Sara completamente diferente. Quase uma loira de cinema. Quase uma Sara Montiel nos melhores tempos.

Quem vem acompanhando minhas aventuras sabe que a Sara tinha um viagem marcada pra cidade pra fazer o exame de habilitação. Essa viagem finalmente aconteceu e meu pai foi sozinho buscá-la na rodoviária, porque o horário de chegada dela coincidia com a saída do trabalho dele.

Embora eu já tivesse bastante serviço com a Luci e a Dori, que eu tentava satisfazer dentro das minhas possibilidades, a presença da Sara em casa, não por esperada menos surpreendente, reacendeu em mim desejos que o tempo tinha ido anestesiando aos poucos.

A Sara estava uma gostosa com aqueles jeans apertados e aquela regata, que mal cobria o umbigo e por baixo da qual os peitões dela se destacavam como duas tigelas viradas pra baixo.

Acho que não tem nada como fazer a imaginação trabalhar e a Sara colocou a minha pra trabalhar sem parar desde o primeiro momento. Embora eu tivesse acabado de chegar em casa depois de receber a enésima "aula Natação, de boa vontade eu teria comido ela naquele exato momento sem o menor problema. E é que meu pau, que já devia estar mais do que satisfeito com a sessão recente com a Luci, diante da novidade de um prato tão gostoso não hesitou em ficar duro de novo.

Os últimos dias tinham sido especialmente ativos e só graças à minha vitalidade natural eu aguentava com bastante dignidade. A Luci, com a história de que comigo tudo era tão maravilhoso, não me perdoava nem um dia. A Dori, que via o monopólio que até então tinha sobre mim em perigo, ficou mais birrenta e exigente.

—Essas aulas de natação não acabam nunca? —ela me repreendia alguma vez que eu não conseguia dar conta do recado—. Você é tão lerdo assim?

—Isso mesmo que eu me pergunto —respondia—. Mas é que a Bea parece determinada a fazer de mim um novo Mark Spitz e as aulas estão cada vez mais cansativas.

Preciso esclarecer que a Dori também não sabia nada sobre a Luci. Não é que eu duvidasse da discrição dela, pois nunca tinha me deixado na mão nesse sentido; mas entendia que, por enquanto, quanto menos gente soubesse do assunto, menor era o risco de vazar e chegar aos ouvidos do meu pai, que era o que realmente me preocupava.

Agora, com a Sara, a coisa complicava ainda mais, pois estava claro que todas as minhas preferências estavam voltadas para ela. E embora eu não achasse que houvesse motivo para isso, já que tinha três dias pela frente para aproveitar com ela (eu já dava como certo que da parte dela não haveria problema nenhum), não gostei nada que a Viki monopolizasse ela como se fosse uma propriedade sua.

Tinha sido combinado que eu cederia meu quarto para ela durante as três noites que passaria conosco, ficando eu relegado a dormir no sofá-cama da sala. A ideia, longe de me incomodar, me pareceu ótima e até favorável para meus interesses. Por dois motivos: porque era melhor me encontrar com a Sara a sós e porque, com a desculpa de estar com sono, Eu podia mandar despejar a sala quando bem entendesse e fazer todo mundo ir pra cama.

Na primeira noite, não precisei inventar desculpa nenhuma. Meu pai, como já disse uma vez, assim que terminava o jantar era o primeiro a sair de fininho pro quarto e, automaticamente, minha mãe ia atrás feito uma ovelhinha bem treinada. Eram minhas irmãs, especialmente a Barbi e a Cati, que gostavam de esticar a noite vendo qualquer porcaria na TV; mas naquela noite deviam estar todas muito cansadas, sei lá por quê, e foram se recolher bem mais cedo que de costume. A Sara, na vida dela no povoado, tava acostumada a dormir na hora das galinhas e acordar com o canto do galo. Não era de estranhar, então, que ela tivesse doida pra cair na cama o quanto antes.

— Tem certeza que não se importa de eu ficar com seu quarto? — me perguntou.

— Pela minha priminha linda, eu abro mão do meu quarto e até da minha própria vida, se precisar.

A Bea tinha me avisado, e o sorriso da Sara confirmou. Não sei por quê, mas é raro encontrar mulher que não goste de ouvir umas coisas assim, mesmo que o exagero seja na cara.

Com muito mais tristeza do que alegria, vi ela se afastar na direção do meu quarto, com aquele balanço de quadril mais gostoso que já vi em mulher alguma. E é que na Sara tudo era, por um motivo ou outro, espetacular. Era o que se via à primeira vista, e muito mais ainda o que não se via, pelo que dava pra intuir.

Sem tirar o pensamento dela um segundo sequer, me preparei pra arrumar o que ia ser minha cama. E foi nisso que a Sara apareceu de novo na sala.

— Já imaginava — ouvi ela falar pelas minhas costas.

Quando me virei, fiquei sem fala. A calça e a camiseta que ela usou a tarde inteira tinham virado uma camisola branca curtíssima, que deixava muito mais à mostra e muito menos pra suposição.

Com um gesto decidido, ela tirou da minha mão o lençol que eu ia esticar. sobre a simulação de colchão que o sofá formava, depois de separada a peça que ficava guardada debaixo do que normalmente servia de assento.

— Já que vim tomar seu quarto de assalto, o mínimo que posso fazer é arrumar sua cama, né?

— Não tem tanto trabalho assim — minimizei o fato. — No fim, é só esticar bem o lençol.

Eu não conseguia tirar os olhos daquela vista que o decote dela me oferecia enquanto ela ficava curvada arrumando o lençol. Eram os peitos mais incríveis que eu já tinha visto. Não pelo tamanho, que também era grande, embora não tanto quanto os da mãe dela, mas por serem tão bem colocados, maciços e firmes, que dava pra adivinhar sem precisar tocar. Mas eu morria de vontade de tocar ela toda, e meu pau logo voltou a mostrar aquele volume denunciador, que tentei esconder dos olhos dela me colocando estrategicamente atrás do encosto do sofá.

— Quando você tem que fazer a prova? — perguntei.

— Amanhã eu faço a prova de teologia e, se passar, depois de amanhã vai ser o verdadeiro teste de fogo.

— Com certeza você vai passar em tudo — falei por falar, só pra ser simpático.

— Sei não, sei não... Não tô tão confiante assim.

Fiquei observando em silêncio enquanto ela afofava o travesseiro.

— Você tá com muito sono? — perguntei.

— Não muito. Por que a pergunta?

— Eu também não tô com sono nenhum. Você passou a tarde toda com minhas irmãs, e eu queria bater um papo com você.

Sara terminou de arrumar o travesseiro, se levantou e balançou a cabeça pra tirar os fios de cabelo que tinham caído no rosto dela.

— Sobre o que você quer conversar?

— Qualquer coisa... Sobre você... Sobre mim...

Sara me olhou com um começo de sorriso debochado nos lábios.

— Sobre mim? O que você quer saber sobre mim?

Sem me preocupar mais em esconder a evidência da minha ereção, peguei a mão dela e fiz ela sentar do meu lado na beirada da cama agora.

— Como é que vocês estão se virando na nova vida sem seu pai?

— Não mudou muita coisa. No fim, pra tudo que ele servia... Ela tem ficado em casa ultimamente...

— E aí, me conta sobre esses novos costumes de vocês?

Eu tinha colocado minha mão direita no joelho esquerdo dela, que era o mais próximo de mim, e aos poucos comecei a subir pela coxa dela. Por enquanto, Sara deixava rolar, sem parecer prestar atenção no meu gesto.

— Acho que minha mãe passou dos limites e já tá dando o que falar na cidade.

— Ela levou a falta de preconceito dela pra rua?

— Mesmo a gente tendo ensaiado de tudo, eu e a Martita não conseguimos dar o que ela quer, e ela busca fora o que não tem em casa. No começo, ela fazia isso na maior discrição; agora não se segura mais.

— O que vocês ensaiaram?

— Prefiro não entrar em detalhes.

Minha mão já alcançava a borda da calcinha dela. Sara só olhava de vez em quando, meio perdida, pros meus movimentos, mas continuava sem fazer ou falar nada pra parar o avanço.

— Você tem namorado?

— Namorado? — ela fez uma careta quase amarga. — Acho que nunca vou ter enquanto continuar em Romedales.

— Não gosta de nenhum garoto de Romedales?

— Nenhum garoto de Romedales me quereria como namorada. Se já é mal visto a separação, imagina o que pensam de nós com a conduta da minha mãe.

Tentei coroar minha escalada passando dois dedos por baixo do tecido da calcinha dela, e aí sim encontrei resistência de Sara. A mão dela voou rápido pra segurar a minha e impedir a intrusão.

— Você ainda é virgem? — continuei meu interrogatório, como se nada tivesse acontecido.

Dessa vez, a careta de Sara foi mais sarcástica.

— Não sou virgem nem deixo de ser, dependendo de como você interpreta. Embora a prova da minha virgindade já tenha ido pro espaço, nunca transei com nenhum homem.

— Não entendi direito.

— É simples. Minha mãe comprou um daqueles cintaralhos com um pau artificial, e assim ela desvirginou tanto eu quanto a Martita.

Agora fui eu quem pegou a mão dela e a forcei a colocar sobre meu pau natural, que ainda estava firme. aspecto mais solene. Ela tentou evitar o contato, mas minha força física maior acabou prevalecendo.

—Esse pênis artificial, tem alguma semelhança com o meu?

Sara desviou o olhar e ignorou a resposta. Depois de alguns segundos lutando com ela, consegui que sua mão envolvesse completamente minha rola por cima da calça de moletom.

—Você não acha que já está na hora de experimentar um de verdade?

Minha nova pergunta também ficou sem resposta. Notei que ela parecia um pouco inquieta, embora não demais. Considerei que era mais confusão do que outra coisa. Incentivei ela a acariciar minha rola, guiando seus primeiros movimentos, mas a mão dela parava assim que eu parava de empurrar.

—Sabia que, desde que te vi no mês passado, te desejo com toda a minha vontade?

Sara suspirou e me olhou:

—É melhor a gente ir pra cama —disse com tom impessoal.

—Já estamos na cama.

—Tô falando de cada um ir pra sua.

—Tenho a impressão de que você não tá sendo sincera comigo. Acho que você quer tanto quanto eu.

Dei mais uma virada na situação. Abaixei a calça, deixando minha pica no ar, e fiz ela sentir o toque ao vivo e a cores. A resistência dela foi mínima e quase não precisei fazer nada pra ela pegar firme. Até guiar os movimentos dela, pra continuar me acariciando, virou mais um gesto simbólico do que necessário. Na verdade, notei como os mamilos dela ficavam cada vez mais marcados sob o tecido fino da camisola.

Quando eu tava mais seguro de que tava ganhando a batalha, Sara me surpreendeu levantando de repente, soltando a mão da minha e literalmente fugindo em direção ao quarto dela, que era o meu. Segui ela sem hesitar e, quando ela se jogou na cama dela, que era a minha, também não pensei duas vezes antes de me deitar sobre ela.

—Você vai me estuprar?

Aquela pergunta, feita com aquele semblante tão sério, me deixou sem graça. Não era minha intenção, claro, estuprar ninguém; mas devo admitir que meus gestos realmente davam margem pra suspeitar. Me surpreendi a mim mesmo montado nela, com meu pau rondando por baixo da camisola levantada em volta do umbigo dela e minhas mãos apertando como algemas os pulsos dela, anulando toda capacidade de ação daqueles braços que em nenhum momento tentaram me rejeitar.

— Seria preciso chegar a esse extremo? — ousei perguntar eu também.

Afrouxei a pressão das minhas mãos em volta dos pulsos dela até soltá-los por completo.

— Nunca pego — acrescentei — o que não me é oferecido de boa vontade.

— Então, por que você veio até aqui?

Juraria que minha vontade não teve nada a ver com isso e foram minhas próprias mãos, agindo por conta própria, que por si só pousaram naqueles peitos que tanto ansiavam agarrar. Minha intuição não falhou: eram duros e macios, firmes e maleáveis, sólidos e esponjosos; eram um monte de contrastes que resultavam em duas obras de arte capazes de eclipsar tudo, de preencher tudo como preenchiam minhas mãos ávidas, que só se contentavam em mantê-los levemente apertados, se embriagando com o calor que transmitiam através do tecido.

Agora era eu quem evitava as palavras. O que eu poderia dizer que ela já não soubesse? Minha postura estava clara. Era ela que não se definia nem pra um lado nem pro outro. Como eu deveria entender aquela atitude passiva dela? Aceitação, rejeição ou simples indiferença? Às vezes me parecia uma coisa, às vezes outra. Mas minha excitação, alheia a esse problema, não diminuía por isso: meu pau continuava enroscado sob as dobras da camisola dela, molhando cada vez mais o umbigo dela, e minhas bolas espremidas pelo elástico da calça.

Aquilo devia ser bem parecido com o que costumam chamar de calma tensa. Sara mantinha a cabeça virada pro lado pra evitar meu olhar, quase como um bode expiatório. Entendi que algo precisava ser feito pra sair daquela situação e, mesmo não tendo certeza de nada, resolvi dar o primeiro passo.

Muito devagar, desconfiado de qualquer reação negativa da parte dela, comecei a levantar a camisola dela. Mal consegui erguê-la mais que um palmo acima do umbigo, porque a parte de trás, presa sob o peso do corpo dela, não permitia avançar mais. Era como despir uma morta e urgente ressuscitá-la.

Esqueci por um momento dos peitos dela e, ajustando minha postura, tentei abordar a virilha dela. Toda a passividade da Sara desapareceu na hora, e braços e pernas se mobilizaram em uníssono para impedir a invasão. Ela se retorceu de tal jeito que tentar acessar as zonas íntimas dela ficou impossível.

— Qual é o problema? — perguntei, surpreso com tamanha agitação súbita —. Medo ou vergonha?

— Não gosto que você me toque aí.

— Como você pode saber se ainda não te toquei?

— Eu sei.

— Onde você gosta de ser tocada?

— Em lugar nenhum.

— Bom, isso é preocupante, sabia? Que tal a gente tentar achar um remédio?

— Qual?

— Não sei. Deixa eu ir testando.

— Testando o quê?

— Alternativas diferentes. É possível que você tenha um problema sério de sensibilidade.

— Não sei do que você está falando.

A atitude da Sara começava a me lembrar cada vez mais a que a Luci teve no nosso primeiro "encontro formal". Também agora eu sentia que era mais velho que a Sara, apesar de ela ter quase quatro anos a mais que eu. Já assumindo meu papel de "doutor", com toda a determinação ordenei:

— Tira a camisola. A calcinha pode ficar, porque já vi que a buceta não tem jeito de tocar por enquanto.

— O que você quer fazer? — ela me olhou, não sei se assustada ou desconfiada.

— Tira a camisola e vai saber.

— Fica sabendo que não confio nas suas intenções — ela me avisou, agora sim, com clara e evidente desconfiança.

O importante foi que, não sem pensar muito, ela se livrou da camisola e deixou meus olhos se deliciarem com a contemplação daqueles dois monumentos pendurados formidáveis, muito mais monumentos e muito menos caídas do que dava pra supor. E como minhas mãos não queriam ficar atrás dos meus olhos, rapidamente partiram pra ação, dando um apurado exame em ambas as maravilhas da natureza, até conseguir que, em seus cumes, os mamilos florescessem em todo seu esplendor.

Sara me olhava com uma cara de circunstância e assistia em silêncio à massagem cada vez mais intensa.

Minha boca sentiu ciúmes das minhas mãos e atacou o mamilo esquerdo. Dentes, lábios e língua foram se alternando no uso e na diversão daquele moranguinho cada vez mais duro e inchado, e depois passaram pro direito pra equilibrar as emoções.

Sara começou a mostrar os primeiros sinais de insegurança, e a suposta falta de sensibilidade dela foi desmoronando. Foi um processo bem trabalhoso, mas a evidência dos resultados me animou a continuar insistindo. E enquanto minha boca passava sem parar de um lado pro outro, minhas mãos se soltaram e iniciaram um amplo e avassalador percurso por todo aquele complexo de curvas e planícies que compunham o corpo glorioso da minha prima cada vez menos relutante.

A coisa estava indo por um caminho tão bom que, sem parar minha voraz lambida, acabei tirando a calça, porque já tava até o saco de sentir a pressão do elástico nas bolas. Ilusoriamente pensei que, talvez me despindo, ela se animasse a fazer o mesmo.

A boca de Sara não era um dos seus principais atrativos. Os lábios dela eram finos e até me dava a impressão de que eram um pouco tortos; mas quando a tesão dispara, detalhes tão bestas passam despercebidos, e beijei aquela boca com o mesmo fervor que se fosse a da Angelina Jolie. Com mais teatro que outra coisa, Sara insinuou um gesto de rejeição pra, primeiro timidamente e depois sem nenhum complexo, aceitar de vez o jogo que minha língua propunha.

Estiquei as pernas e busquei encaixar meu pau entre as dela, apertando contra a buceta dela sem mais separação que o tecido fino da calcinha. Pouco a pouco, comecei a sentir uma umidade que não era minha e achei que tinha chegado a hora de tentar o mais difícil ainda: livrá-la da maldita peça.

A resistência de Sara estava visivelmente diminuída, mas não vencida. Do mesmo jeito que eu puxava a porra da calcinha pelos dois lados, tentando abaixá-la, ela se segurava na cintura pela frente, resistindo com teimosia aos meus planos, aumentando a força do empurrão para cima na mesma proporção que eu aumentava para baixo. Tive que desistir mais uma vez, com medo de rasgar a peça da discórdia.

— Tá escondendo algo especial aí? — perguntei, não sem sarcasmo —. Te aviso que já tô de saco cheio de ver buceta, incluindo a da sua mãe.

— Tiro a calcinha se você apagar a luz — foi a proposta dela.

— Pra que você quer que eu apague a luz?

— Porque tenho vergonha.

— E com a luz apagada, vai me deixar tocar?

Interpretando o silêncio dela como um sim, aceitei o pedido e, no escuro, ajudei-a a finalmente completar a nudez.

Não demorei pra entender o motivo de tanta reserva. Pelo que pude apalpar, era evidente que em Romedales ainda não tinha pegado o costume de as mulheres apararem os pelos pubianos, e Sara tinha deixado os dela crescerem à vontade, de modo que dava pra dizer que ela exibia quase uma segunda cabeleira na entreperna, cobrindo toda a região pélvica. A prudência mais básica me mandou não fazer nenhum comentário sobre isso e, fingindo não reparar, abri caminho com os dedos naquela selva peluda até que a rachadura dela ficasse livre pra ação da minha língua.

Não sei o que Sara achava que eu ia fazer ou se tava brincando comigo de se fazer de difícil. A real é que ela começou uma defesa ferrenha, à base de beliscões, chutes e joelhadas, tudo bem silencioso pra não acordar quem tava dormindo, mas com uma violência que me fez repensar minha posição na hora.

Mesmo assim, algo dentro de mim dizia que tudo aquilo era pura história e que a Sara estava tão doida pra eu comer ela quanto eu tava doido pra meter nela. Ou então a mãe tinha pervertido ela de um jeito que ela curtia "estupros simulados". Naquela época eu não tava muito por dentro das mil e uma aberrações que rolam no mundo do sexo, e talvez tenha sido a Sara que naquela noite começou a abrir meus olhos.

Então, depois de superar a surpresa, entrei de cabeça no jogo. Acendi a luz sem cerimônia nenhuma e, sob o olhar ansioso dela, peguei a camisinha adequada e coloquei com toda calma.

— O que você vai fazer? — perguntou.

— Sério que você não imagina?

— Vai me estuprar?

A pergunta já não me causou sensação especial nenhuma.

— Pode chamar do que quiser — respondi friamente. — Mas hoje à noite ninguém te salva de uma boa trepada.

— Vou gritar se tentar.

— Então economiza o grito. Não vou tentar; vou fazer.

— Vou resistir com todas as minhas forças.

— Acho ótimo. Eu também vou te foder com todas as minhas.

E começou a briga ou, pra ser mais exato, o simulacro de briga. A Sara tava mais que animada com o aspecto saudável que meu pau exibia e, curiosamente, quando viu o momento se aproximar, toda a defesa dela foi me bater com os punhos nas costas, tomando cuidado pra não me machucar, enquanto deixava meu pau afundar no dela até o fundo.

— Amanhã vou contar pro seu pai — argumentou, enquanto os punhos dela iam perdendo a força.

— Faz isso e talvez você consiga que ele também te "estupre".

Ela continuou com as reclamações por um tempo; mas, ao mesmo tempo, as pernas dela se enroscavam na minha cintura e os punhos viravam mãos acariciadoras.

— Você não tem vergonha do que tá fazendo comigo?

— Tenho; mas eu seguro.

— Você é um maldito canalha.

— O que eu sou é um maldito tarado. Adoro uma buceta; especialmente as que, como a sua, são de primeira qualidade.

Diálogo tão Sozinho, era altamente excitante pra mim por ser novo e contraditório, já que nada do que a gente falava tinha a ver com o que a gente tava fazendo.

— Cê é um filho da puta — a língua da Sara foi se soltando cada vez mais quanto maior era o prazer que eu ia passando pra ela.

O primeiro orgasmo não trouxe nenhuma mudança na sua tagarelice peculiar.

— Cê é um verdadeiro filho da puta — ela afirmou enquanto quase cravava as unhas nos meus braços, entre tremores—. Me obrigou a gozar sem eu querer.

— Se você não fosse tão puta, com certeza não teria gozado tão cedo. Agora você vai me obrigar a te obrigar a gozar pelo menos mais uma vez.

— Acho que você não tem coragem de me humilhar desse jeito.

Ela quase não teve tempo de terminar a frase. E, a partir daquele momento, a tática dela mudou completamente.

— Cê não vai querer me comer também pelo cu, vai? Isso eu não vou deixar, de jeito nenhum.

Entendendo a indireta e, já que também tinha vaselina suficiente à mão, passei a sodomizá-la "sem o consentimento" consentido dela. Aquilo já foi demais e eu quase não aguentei por uns dois minutos.

— E agora — continuou Sara enquanto eu tava no auge da gozada—, você também quer que eu chupe até deixar ele como novo, né? Pode ir esquecendo isso.

Do que eu realmente me esqueci foi do tempo que durou o boquete. Ela chupou e chupou como uma desenfreada até fazer meu pau brilhar de novo e eu acabar jogando na boca dela o que não tinha terminado de derramar no cu dela.

— Pra ser a primeira vez que você prova um macho — falei, me deixando cair exausto ao lado dela—, você não se saiu nada mal.

— Você disse tudo — respondeu ela, muito séria, ainda com algumas gotas de porra balançando hesitantes nos cantos da boca—. A primeira e a última vez. Se você acha que amanhã isso vai se repetir, tá muito enganado.

E foi verdade. Não se repetiu. No dia seguinte, e no outro, a gente transou muito mais a sério e com uma linguagem mais adequada. Fiquei tão ocupado com a Sara, que não tive escolha a não ser matar as aulas de natação. E como achei que valia a pena, comentei com meu pai sobre as boas habilidades e a personalidade forte da Sara, e ele também tratou de dar e tirar o devido proveito dela.

Resta dizer, só por curiosidade, que minha prima passou brilhantemente nos exames e voltou pra Romedales com sua carteira de motorista novinha e a libido bem satisfeita por mais alguns dias.

E a Viki, enquanto isso, só esperando a vez dela.

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