CAPÍTULO XXIX
A Viki tava com um humor de cão há dois dias. Se em algum momento eu cheguei a criar a ilusão de que as coisas entre a gente tinham melhorado, agora eu tinha a impressão de que era bem o contrário. Não adiantou nada eu tentar ser o mais simpático possível quando falava com ela, perguntando o motivo daquela raiva toda, porque as respostas dela não eram menos grosseiras. Quem não a conhecesse, podia até pensar que eu era o culpado daquela irritação.
— Será que ela descobriu que a gente tá lendo o diário dela? — perguntei pra Dori.
— Acho que não. Ela continua guardando no mesmo lugar.
— Pode ser que ela desconfie de algo e esteja esperando a chance de pegar a gente no flagra.
— Viki nunca desconfia — falou Dori, bem séria —. Seja lá o que for, ou ela tem certeza que sabe tudo ou não sabe nada. Não tem meio termo. Já comprovei isso várias vezes. Se ela tivesse notado o menor sinal, ia ter certeza que alguém tá lendo o diário pelas costas dela e já teria feito um escândalo.
— Então o que pode ser essa puta raiva toda? Não lembro de ter visto ela tão mal-humorada antes.
— Acho que é algo que aconteceu fora de casa, e não me surpreenderia se esse tal de Luís estivesse no meio.
Esse Luís, que acho que já mencionei de passagem uma vez, era colega de faculdade da Viki. Nunca cheguei a conhecê-lo pessoalmente, mas pra minha irmã mais velha ele era tipo o resumo de todas as virtudes que, na opinião dela, um homem tem que ter: gato, simpático, inteligente... O problema é que essa opinião devia ser bem comum entre as outras colegas, e o Luís não dava conta de todas, deixando a Viki de lado, completamente esquecida.
— Ela ainda tá afim desse Luís que não dá bola pra ela? — perguntei.
— Ultimamente as coisas tinham mudado bastante e, na real, eu mesma vi ela com ele um par de vezes.
— Quer dizer dizer que são namorados oficiais?
— Eu não diria tanto; mas é evidente que tem algo entre eles.
Na tarde em que Barbi, usando seu turno, apareceu no meu quarto com o jornal popular na mão, deduzi que Dori tinha razão e que Viki não sabia nada da nossa intromissão sistemática nos assuntos mais reservados dela.
Dessa vez, não resisti ao ritual das outras vezes e, assim que vi Barbi abrindo o livrinho, arranquei ele dela e fui virando as páginas até chegar na última que estava escrita, esperando encontrar ali a resposta para o misterioso desentendimento que mantinha Viki em constante estado de guerra e, com a consequente exasperação de Barbi, fiz menção de ler por mim mesmo.
— Nada disso! — protestou minha irmã ofendida, tentando recuperar o diário.
— Por favor, só um momento — supliquei —. Só quero ver uma coisa.
— Me diz o que você quer que eu leia que eu leio pra você.
Tava claro que Barbi não ia dar o braço a torcer e, na hora, tentei achar uma solução que deixasse nós dois satisfeitos.
— Vamos mudar um pouco a estratégia — sugeri.
— Do que se trata? — Barbi parou de forcejar.
— Embora eu nunca tenha te falado, você é de longe a que melhor chupa. Então pensei que, enquanto você me chupa do jeito que só você sabe, eu posso ir lendo o que me interessa.
Barbi me fulminou com o olhar e respondeu.
— Embora eu também nunca tenha te falado, ninguém até agora me comeu a buceta do jeito que você come. Então pensei...
— Já sei o que você pensou — interrompi —. Mas assim já começamos um monte de vezes. Você não acha que já tá na hora de trocarmos os papéis?
Barbi ia soltar outra das dela, mas se conteve. Finalmente, depois de pensar alguns segundos na resposta, acabou cedendo.
— Tá bom — disse, deixando os braços caírem ao longo do corpo —. Você tem razão. Mas a verdade é que não tô muito a fim da sua proposta.
— Só vai ser uns dois minutos. ganhando terreno, nos despimos ao mesmo tempo. Deitei de barriga pra cima na cama e ela se preparou pra iniciar a missão dela, fazendo de propósito com todo capricho pra dificultar minha leitura. E, sinceramente, não foi nada fácil conseguir que minha atenção se fixasse em outra coisa que não fosse o gostinho maravilhoso que os lábios e a língua dela me davam ao percorrer minha rola de ponta a ponta. Mesmo assim, consegui ler uns dois parágrafos.
* * *
20 de setembro
Hoje foi um dos dias mais felizes da minha vida. Finalmente aconteceu o milagre pelo qual tanto sofri e rezei: Luís e eu ficamos a sós por fim e, embora ele não tenha dito claramente, tem coisas que qualquer garota adivinha sem precisar ouvir. O Luís me quer! O Luís me ama!
Também não falei pra ele sobre meus sentimentos, mas acho que ele sabe do mesmo jeito. Deve ter visto nos meus olhos, assim como eu li nos dele. Os verdadeiros sentimentos são assim: não dá pra esconder e se mostram de mil maneiras, sem precisar de palavras pra passar pros outros...
* * *
Fechei o diário de repente por dois motivos fortões. Aquele tipo de confissão não era o que eu esperava encontrar e a ação da Barbi na minha rola dura começava a me levar a uma situação limite, onde não adiantava querer bancar o valente nem jogar de "ver quem aguenta mais", porque minha derrota já tava cantada. Então, antes que fosse tarde demais e eu tivesse que fazer um esforço extra, passei meus braços por baixo dos braços dela e fiz ela se deitar sobre mim até a boca dela ficar ao alcance da minha. Chupei aquela língua molhada do meu caldo e tentei esquecer os amores da Viki pra focar nos calores da Barbi.
Mas a parada não era tão simples assim. Por mais que quisesse resistir a admitir, era fato que aqueles dois parágrafos tinham me ferrado legal. E tudo por minha falta de reflexão. O 20 de Setembro, quando Viki escreveu aquilo, já tinha ficado bem para trás e a felicidade transbordante que ela mencionava agora era pura infelicidade escancarada. O mais certo é que Dori, como quase sempre, estava certa e Viki tinha levado um baita fora do seu Romeu...
— Dá pra saber o que você tem hoje?
Barbi, também prestes a perder a paciência, me fulminava mais uma vez com o olhar. Mas minha preocupação sumiu como num passe de mágica, quando concluí que o caso entre Viki e Luís tinha ido pro ralo; e, recuperando a alegria, deixei o diário em cima da mesinha de cabeceira e me dediquei de corpo e alma a dar à Barbi o tratamento que ela esperava e merecia.
Lembrando do elogio peculiar dela, tirei ela de cima de mim e enfiei minha cabeça entre as pernas dela sem mais delongas, começando a lamber a buceta inteira dela, pra ir aos poucos delimitando o terreno, até praticamente foder ela com a minha língua, no sentido literal.
A bucetinha da Barbi, além de ser das mais apetitosas, tinha um gosto muito especial, quase de geleia pura. Depois dos lábios externos arroxeados, se escondia uma cor rosada linda que acentuava ainda mais a sensação de estar chupando um morango suculento. O clitóris dela, além disso, era dos mais agradecidos e rapidamente se fazia notar ao menor carinho que recebesse. E era nesse ponto que a Barbi perdia o controle dos próprios atos e virava pura luxúria desenfreada, ficando até potencialmente perigosa.
Sem poder evitar, porque já tinha sacado que era um ato reflexo total, ela prendia minha cabeça entre as coxas dela, tipo chave de luta, e a única coisa que eu podia mexer era a língua. Talvez fosse isso que ela buscava inconscientemente, louca pra chegar ao máximo do prazer e totalmente alheia ao dano que podia causar. É que, por baixo da aparência frágil, tanto a Barbi quanto a Cati enganavam, e a força delas era bem maior do que aparentavam.
Nessas condições, o orgasmo acabava sendo um alívio tanto pra ela como pra quem tava atrás, no caso eu. Por sorte, as gozadas dela não demoravam muito e, depois de saciar a necessidade mais urgente, ela relaxava tanto que por uns minutos virava uma boneca, dava pra fazer o que quisesse com ela.
Só que era só uma trégua e nunca uma rendição, porque assim que passava a fraqueza, ela virava um vulcão de novo. Quando isso acontecia, eu tratava de deixar bem enterrado, único jeito de proteger a integridade do meu pau; porque, senão, ela partia pra cima como uma possessa e metia sem a menor cerimônia, não parando até sentir bem no fundo das entranhas dela.
Na hora de foder, a Barbi não queria meia boca. Queria tudo pra dentro e assumia as posições mais absurdas só pra não deixar nada sem explorar direito. Não era uma ninfomaníaca, mesmo que agisse como tal, mas o que ela buscava e queria era o que chamava de "foda total"; ou seja, uma foda que deixasse ela satisfeita por uns dias, embora nunca tivesse problema em repetir no dia seguinte se a ocasião pintasse.
Pegar ela de frente era perigoso, porque as unhas e os dentes viravam armas mortais. Depois de aprender a lição, eu sempre tentava atacar por trás, o que me dava o privilégio extra de amassar os peitos dela enquanto meu pacote fazia o serviço em outros cantos mais escondidos.
Os bicos da Barbi, que ficavam durinhos ao menor toque, eram pontos super sensíveis nela, e isso me dava uma vantagem a mais nessas brigas desiguais. Passando a mão ou beliscando de leve, eu conseguia acalmar um pouco a agitação dela e diminuir o nível da exigência. O único problema é que essa sensibilidade era igual ao olfato, que acostuma rápido clima ambiente, e exigia que eu ficasse variando quase sem parar o jeito de lidar com ela pra o efeito não cair.
Outro ponto a considerar eram as pernas dela. Se eu deixasse soltas, aos poucos, conforme as sensações ficavam mais intensas, ganhavam uma mobilidade crescente e podiam acabar virando hélices de moinho, o que podia me render uma torcida no saco nada agradável. Por isso também era importante pegá-la de lado, de forma que a perna que ficava embaixo permanecesse presa e a outra ficasse sob meu controle, segurando pelo tornozelo ou por onde melhor coubesse conforme as circunstâncias de cada momento.
Com razão costumam dizer que o que mais custa é o que mais agrada. Ter que foder com tantas precauções pode parecer ingrato aos olhos de quem nunca experimentou; no entanto, nada mais longe da realidade. Além de que, com a prática, todos os movimentos de defesa acabam sendo feitos quase automaticamente, acho que nada pode deixar um homem mais tesudo do que ver a parceira tão possuída pela lascívia. Vendo as coisas pela perspectiva certa, é preciso entender que tudo o que a Barbi fazia não passava de consequência do prazer que a gente proporcionava e que ela manifestava de forma incomum, mas bem eloqüente. Era como domar uma potranca à base de orgasmos, porque o mais normal era rolar dois ou três dela antes que eu chegasse ao meu, que sempre saía apoteótico depois de tanta luta.
De resto, a Barbi era muito grata.
— Assim, assim! — me incentivava quase sem parar, fizesse o que fizesse.
E isso era algo que me excitava e me dava novas forças pra continuar lutando com o maior afinco. Meu pau chegava a se mover com tanta velocidade que era um vai e vem. Aquela buceta, ora dilatada, ora contraída, dependendo do ângulo maior ou menor de abertura das pernas dela, cuidava do resto. Minhas gozadas com a Barbi eram daquelas de se ver. vinham de longe e não dependiam tanto de mim quanto dela e das posições que ela resolvia adotar nos momentos decisivos. Meu suposto controle da situação era mais relativo do que eu pensava.
Na verdade, desde que a Barbi se soltou como o animal sexual que potencialmente era, nunca soube ao certo se minhas gozadas aconteciam quando eu queria ou quando ela queria. Eu fui desenvolvendo minhas próprias técnicas pra foder com ela, e ela foi aceitando todas sem nenhuma objeção. O mais importante era obter prazer, e isso eu tinha garantido, do jeito que a gente fizesse.
Mesmo seguindo caminhos diferentes, a Barbi e a Cati também eram gêmeas no que diz respeito à concepção do sexo. Sexo era a satisfação de um instinto primitivo, e nele não tinha espaço pra outros sentimentos além do desejo de possuir e ser possuído. Carinho e outras frescuras ficavam pra antes e depois do ato, mas não pro ato em si.
E lá estava eu, bufando que nem um bicho em busca de finalizar meu serviço, quando uma tossida nas minhas costas me fez parar na hora as que seriam minhas últimas investidas.
— Por que você parou? — perguntou a Barbi com a voz quase inaudível, ainda sob os efeitos da terceira ou quarta crise dela.
Mas, assim como eu, ela só precisou olhar pra trás pra ter a resposta. De pé, quase colada na beirada da cama, lá estava a Viki me encarando firme, com o diário na mão. O rosto dela não mostrava nem pena nem alegria, e nem sequer surpresa.
Com medo das possíveis represálias, a Barbi optou por se retirar prudentemente, me deixando sozinho diante do perigo. A Viki não fez nada pra impedir, e acho que até queria ficar a sós comigo. Nem preciso dizer que aquela foi uma das situações mais complicadas que já enfrentei, e aquele rosto impassível na minha frente não ajudava em nada.
— Desculpa — me atrevi a sussurrar, já que ela não dizia nada. Nada.
Sem sair do mutismo, Viki sentou na cadeira do computador e girou pra ficar de frente pra mim. Com um gesto displicente, largou o diário na mesa e cruzou uma perna sobre a outra, me dando uma vista generosa das coxas dela. Sem chegar à perfeição das gêmeas, as pernas da Viki também eram fantásticas.
— Sério, tô arrependido — insisti, sem saber o que mais dizer.
O olhar dela ficou enérgico, quase inquisidor.
— Já deu pra foder com mais alguém ou a gente pode conversar numa boa? — perguntou com uma voz gelada.
Achei que o gesto dela era de reprovação, mas não tinha certeza nenhuma. Na real, a única certeza que eu tinha é que, mesmo sem demonstrar de forma óbvia, a Viki tinha todo direito de estar puta comigo.
— Juro que não vai rolar de novo — continuei murmurando.
— Tá falando disso? — Viki pegou o diário de novo.
Concordei com a cabeça e, quando ela se levantou de novo, achei que ia finalmente explodir. Fechei os olhos, pronto pra levar o tapa mais que merecido. Mas não foi a mão dela que acertou minha cara, foi o diário.
— Pode continuar lendo até se cansar — ouvi ela dizer enquanto se aproximava da cama. — Não vou escrever mais uma palavra nele.
— Então do que você quer que a gente converse?
Pra minha surpresa, Viki se inclinou sobre mim, acariciou minha bochecha e disse:
— Quero que a gente converse sobre você e eu.
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A Viki tava com um humor de cão há dois dias. Se em algum momento eu cheguei a criar a ilusão de que as coisas entre a gente tinham melhorado, agora eu tinha a impressão de que era bem o contrário. Não adiantou nada eu tentar ser o mais simpático possível quando falava com ela, perguntando o motivo daquela raiva toda, porque as respostas dela não eram menos grosseiras. Quem não a conhecesse, podia até pensar que eu era o culpado daquela irritação.
— Será que ela descobriu que a gente tá lendo o diário dela? — perguntei pra Dori.
— Acho que não. Ela continua guardando no mesmo lugar.
— Pode ser que ela desconfie de algo e esteja esperando a chance de pegar a gente no flagra.
— Viki nunca desconfia — falou Dori, bem séria —. Seja lá o que for, ou ela tem certeza que sabe tudo ou não sabe nada. Não tem meio termo. Já comprovei isso várias vezes. Se ela tivesse notado o menor sinal, ia ter certeza que alguém tá lendo o diário pelas costas dela e já teria feito um escândalo.
— Então o que pode ser essa puta raiva toda? Não lembro de ter visto ela tão mal-humorada antes.
— Acho que é algo que aconteceu fora de casa, e não me surpreenderia se esse tal de Luís estivesse no meio.
Esse Luís, que acho que já mencionei de passagem uma vez, era colega de faculdade da Viki. Nunca cheguei a conhecê-lo pessoalmente, mas pra minha irmã mais velha ele era tipo o resumo de todas as virtudes que, na opinião dela, um homem tem que ter: gato, simpático, inteligente... O problema é que essa opinião devia ser bem comum entre as outras colegas, e o Luís não dava conta de todas, deixando a Viki de lado, completamente esquecida.
— Ela ainda tá afim desse Luís que não dá bola pra ela? — perguntei.
— Ultimamente as coisas tinham mudado bastante e, na real, eu mesma vi ela com ele um par de vezes.
— Quer dizer dizer que são namorados oficiais?
— Eu não diria tanto; mas é evidente que tem algo entre eles.
Na tarde em que Barbi, usando seu turno, apareceu no meu quarto com o jornal popular na mão, deduzi que Dori tinha razão e que Viki não sabia nada da nossa intromissão sistemática nos assuntos mais reservados dela.
Dessa vez, não resisti ao ritual das outras vezes e, assim que vi Barbi abrindo o livrinho, arranquei ele dela e fui virando as páginas até chegar na última que estava escrita, esperando encontrar ali a resposta para o misterioso desentendimento que mantinha Viki em constante estado de guerra e, com a consequente exasperação de Barbi, fiz menção de ler por mim mesmo.
— Nada disso! — protestou minha irmã ofendida, tentando recuperar o diário.
— Por favor, só um momento — supliquei —. Só quero ver uma coisa.
— Me diz o que você quer que eu leia que eu leio pra você.
Tava claro que Barbi não ia dar o braço a torcer e, na hora, tentei achar uma solução que deixasse nós dois satisfeitos.
— Vamos mudar um pouco a estratégia — sugeri.
— Do que se trata? — Barbi parou de forcejar.
— Embora eu nunca tenha te falado, você é de longe a que melhor chupa. Então pensei que, enquanto você me chupa do jeito que só você sabe, eu posso ir lendo o que me interessa.
Barbi me fulminou com o olhar e respondeu.
— Embora eu também nunca tenha te falado, ninguém até agora me comeu a buceta do jeito que você come. Então pensei...
— Já sei o que você pensou — interrompi —. Mas assim já começamos um monte de vezes. Você não acha que já tá na hora de trocarmos os papéis?
Barbi ia soltar outra das dela, mas se conteve. Finalmente, depois de pensar alguns segundos na resposta, acabou cedendo.
— Tá bom — disse, deixando os braços caírem ao longo do corpo —. Você tem razão. Mas a verdade é que não tô muito a fim da sua proposta.
— Só vai ser uns dois minutos. ganhando terreno, nos despimos ao mesmo tempo. Deitei de barriga pra cima na cama e ela se preparou pra iniciar a missão dela, fazendo de propósito com todo capricho pra dificultar minha leitura. E, sinceramente, não foi nada fácil conseguir que minha atenção se fixasse em outra coisa que não fosse o gostinho maravilhoso que os lábios e a língua dela me davam ao percorrer minha rola de ponta a ponta. Mesmo assim, consegui ler uns dois parágrafos.
* * *
20 de setembro
Hoje foi um dos dias mais felizes da minha vida. Finalmente aconteceu o milagre pelo qual tanto sofri e rezei: Luís e eu ficamos a sós por fim e, embora ele não tenha dito claramente, tem coisas que qualquer garota adivinha sem precisar ouvir. O Luís me quer! O Luís me ama!
Também não falei pra ele sobre meus sentimentos, mas acho que ele sabe do mesmo jeito. Deve ter visto nos meus olhos, assim como eu li nos dele. Os verdadeiros sentimentos são assim: não dá pra esconder e se mostram de mil maneiras, sem precisar de palavras pra passar pros outros...
* * *
Fechei o diário de repente por dois motivos fortões. Aquele tipo de confissão não era o que eu esperava encontrar e a ação da Barbi na minha rola dura começava a me levar a uma situação limite, onde não adiantava querer bancar o valente nem jogar de "ver quem aguenta mais", porque minha derrota já tava cantada. Então, antes que fosse tarde demais e eu tivesse que fazer um esforço extra, passei meus braços por baixo dos braços dela e fiz ela se deitar sobre mim até a boca dela ficar ao alcance da minha. Chupei aquela língua molhada do meu caldo e tentei esquecer os amores da Viki pra focar nos calores da Barbi.
Mas a parada não era tão simples assim. Por mais que quisesse resistir a admitir, era fato que aqueles dois parágrafos tinham me ferrado legal. E tudo por minha falta de reflexão. O 20 de Setembro, quando Viki escreveu aquilo, já tinha ficado bem para trás e a felicidade transbordante que ela mencionava agora era pura infelicidade escancarada. O mais certo é que Dori, como quase sempre, estava certa e Viki tinha levado um baita fora do seu Romeu...
— Dá pra saber o que você tem hoje?
Barbi, também prestes a perder a paciência, me fulminava mais uma vez com o olhar. Mas minha preocupação sumiu como num passe de mágica, quando concluí que o caso entre Viki e Luís tinha ido pro ralo; e, recuperando a alegria, deixei o diário em cima da mesinha de cabeceira e me dediquei de corpo e alma a dar à Barbi o tratamento que ela esperava e merecia.
Lembrando do elogio peculiar dela, tirei ela de cima de mim e enfiei minha cabeça entre as pernas dela sem mais delongas, começando a lamber a buceta inteira dela, pra ir aos poucos delimitando o terreno, até praticamente foder ela com a minha língua, no sentido literal.
A bucetinha da Barbi, além de ser das mais apetitosas, tinha um gosto muito especial, quase de geleia pura. Depois dos lábios externos arroxeados, se escondia uma cor rosada linda que acentuava ainda mais a sensação de estar chupando um morango suculento. O clitóris dela, além disso, era dos mais agradecidos e rapidamente se fazia notar ao menor carinho que recebesse. E era nesse ponto que a Barbi perdia o controle dos próprios atos e virava pura luxúria desenfreada, ficando até potencialmente perigosa.
Sem poder evitar, porque já tinha sacado que era um ato reflexo total, ela prendia minha cabeça entre as coxas dela, tipo chave de luta, e a única coisa que eu podia mexer era a língua. Talvez fosse isso que ela buscava inconscientemente, louca pra chegar ao máximo do prazer e totalmente alheia ao dano que podia causar. É que, por baixo da aparência frágil, tanto a Barbi quanto a Cati enganavam, e a força delas era bem maior do que aparentavam.
Nessas condições, o orgasmo acabava sendo um alívio tanto pra ela como pra quem tava atrás, no caso eu. Por sorte, as gozadas dela não demoravam muito e, depois de saciar a necessidade mais urgente, ela relaxava tanto que por uns minutos virava uma boneca, dava pra fazer o que quisesse com ela.
Só que era só uma trégua e nunca uma rendição, porque assim que passava a fraqueza, ela virava um vulcão de novo. Quando isso acontecia, eu tratava de deixar bem enterrado, único jeito de proteger a integridade do meu pau; porque, senão, ela partia pra cima como uma possessa e metia sem a menor cerimônia, não parando até sentir bem no fundo das entranhas dela.
Na hora de foder, a Barbi não queria meia boca. Queria tudo pra dentro e assumia as posições mais absurdas só pra não deixar nada sem explorar direito. Não era uma ninfomaníaca, mesmo que agisse como tal, mas o que ela buscava e queria era o que chamava de "foda total"; ou seja, uma foda que deixasse ela satisfeita por uns dias, embora nunca tivesse problema em repetir no dia seguinte se a ocasião pintasse.
Pegar ela de frente era perigoso, porque as unhas e os dentes viravam armas mortais. Depois de aprender a lição, eu sempre tentava atacar por trás, o que me dava o privilégio extra de amassar os peitos dela enquanto meu pacote fazia o serviço em outros cantos mais escondidos.
Os bicos da Barbi, que ficavam durinhos ao menor toque, eram pontos super sensíveis nela, e isso me dava uma vantagem a mais nessas brigas desiguais. Passando a mão ou beliscando de leve, eu conseguia acalmar um pouco a agitação dela e diminuir o nível da exigência. O único problema é que essa sensibilidade era igual ao olfato, que acostuma rápido clima ambiente, e exigia que eu ficasse variando quase sem parar o jeito de lidar com ela pra o efeito não cair.
Outro ponto a considerar eram as pernas dela. Se eu deixasse soltas, aos poucos, conforme as sensações ficavam mais intensas, ganhavam uma mobilidade crescente e podiam acabar virando hélices de moinho, o que podia me render uma torcida no saco nada agradável. Por isso também era importante pegá-la de lado, de forma que a perna que ficava embaixo permanecesse presa e a outra ficasse sob meu controle, segurando pelo tornozelo ou por onde melhor coubesse conforme as circunstâncias de cada momento.
Com razão costumam dizer que o que mais custa é o que mais agrada. Ter que foder com tantas precauções pode parecer ingrato aos olhos de quem nunca experimentou; no entanto, nada mais longe da realidade. Além de que, com a prática, todos os movimentos de defesa acabam sendo feitos quase automaticamente, acho que nada pode deixar um homem mais tesudo do que ver a parceira tão possuída pela lascívia. Vendo as coisas pela perspectiva certa, é preciso entender que tudo o que a Barbi fazia não passava de consequência do prazer que a gente proporcionava e que ela manifestava de forma incomum, mas bem eloqüente. Era como domar uma potranca à base de orgasmos, porque o mais normal era rolar dois ou três dela antes que eu chegasse ao meu, que sempre saía apoteótico depois de tanta luta.
De resto, a Barbi era muito grata.
— Assim, assim! — me incentivava quase sem parar, fizesse o que fizesse.
E isso era algo que me excitava e me dava novas forças pra continuar lutando com o maior afinco. Meu pau chegava a se mover com tanta velocidade que era um vai e vem. Aquela buceta, ora dilatada, ora contraída, dependendo do ângulo maior ou menor de abertura das pernas dela, cuidava do resto. Minhas gozadas com a Barbi eram daquelas de se ver. vinham de longe e não dependiam tanto de mim quanto dela e das posições que ela resolvia adotar nos momentos decisivos. Meu suposto controle da situação era mais relativo do que eu pensava.
Na verdade, desde que a Barbi se soltou como o animal sexual que potencialmente era, nunca soube ao certo se minhas gozadas aconteciam quando eu queria ou quando ela queria. Eu fui desenvolvendo minhas próprias técnicas pra foder com ela, e ela foi aceitando todas sem nenhuma objeção. O mais importante era obter prazer, e isso eu tinha garantido, do jeito que a gente fizesse.
Mesmo seguindo caminhos diferentes, a Barbi e a Cati também eram gêmeas no que diz respeito à concepção do sexo. Sexo era a satisfação de um instinto primitivo, e nele não tinha espaço pra outros sentimentos além do desejo de possuir e ser possuído. Carinho e outras frescuras ficavam pra antes e depois do ato, mas não pro ato em si.
E lá estava eu, bufando que nem um bicho em busca de finalizar meu serviço, quando uma tossida nas minhas costas me fez parar na hora as que seriam minhas últimas investidas.
— Por que você parou? — perguntou a Barbi com a voz quase inaudível, ainda sob os efeitos da terceira ou quarta crise dela.
Mas, assim como eu, ela só precisou olhar pra trás pra ter a resposta. De pé, quase colada na beirada da cama, lá estava a Viki me encarando firme, com o diário na mão. O rosto dela não mostrava nem pena nem alegria, e nem sequer surpresa.
Com medo das possíveis represálias, a Barbi optou por se retirar prudentemente, me deixando sozinho diante do perigo. A Viki não fez nada pra impedir, e acho que até queria ficar a sós comigo. Nem preciso dizer que aquela foi uma das situações mais complicadas que já enfrentei, e aquele rosto impassível na minha frente não ajudava em nada.
— Desculpa — me atrevi a sussurrar, já que ela não dizia nada. Nada.
Sem sair do mutismo, Viki sentou na cadeira do computador e girou pra ficar de frente pra mim. Com um gesto displicente, largou o diário na mesa e cruzou uma perna sobre a outra, me dando uma vista generosa das coxas dela. Sem chegar à perfeição das gêmeas, as pernas da Viki também eram fantásticas.
— Sério, tô arrependido — insisti, sem saber o que mais dizer.
O olhar dela ficou enérgico, quase inquisidor.
— Já deu pra foder com mais alguém ou a gente pode conversar numa boa? — perguntou com uma voz gelada.
Achei que o gesto dela era de reprovação, mas não tinha certeza nenhuma. Na real, a única certeza que eu tinha é que, mesmo sem demonstrar de forma óbvia, a Viki tinha todo direito de estar puta comigo.
— Juro que não vai rolar de novo — continuei murmurando.
— Tá falando disso? — Viki pegou o diário de novo.
Concordei com a cabeça e, quando ela se levantou de novo, achei que ia finalmente explodir. Fechei os olhos, pronto pra levar o tapa mais que merecido. Mas não foi a mão dela que acertou minha cara, foi o diário.
— Pode continuar lendo até se cansar — ouvi ela dizer enquanto se aproximava da cama. — Não vou escrever mais uma palavra nele.
— Então do que você quer que a gente converse?
Pra minha surpresa, Viki se inclinou sobre mim, acariciou minha bochecha e disse:
— Quero que a gente converse sobre você e eu.
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2 comentários - Uma família peculiar 29
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