Vacaciones a la francesa

Depois de 2 anos de trabalho ininterrupto, as férias eram mais que necessárias, eram essenciais pra seguir em frente com os projetos pessoais. Não foi difícil escolher o destino, já que o sul do Chile tem um encanto que facilita o relaxamento e a desconexão total.

Daqui a duas semanas chegaria em Pucón. Só tinha passagem de ida. Não tinha reservas nem data de volta. O plano original era chegar, curtir uma semana e seguir viagem pra outra cidade do sul, ainda indefinida até então.

Foram as duas semanas mais longas da minha vida, mas com Pucón na cabeça ficou um pouco mais suportável. E quando cheguei ao destino, o ar pré-cordilheirano, o magnetismo vulcânico e as cores da paisagem já tinham conseguido tirar da minha cabeça o cimento, o barulho e a prepotência de Santiago. Seria o começo da aventura com destino incerto.

E assim foram passando as tardes de caminhadas, cavalos, praia, termas, sem grandes contratempos, apesar de Pucón ficar lotada de turistas durante o verão. Sem querer, a rotina da capital me seguiu pro sul e, depois das atividades diárias, eu ia pro mesmo lugar comer ou tomar café, enquanto as cores do entardecer deixavam tudo ainda mais lindo.

Que lindas são as cores do sul e que maravilhas são esses entardeceres onde as cores competem pra ser mais bonitas e pra alcançar cada superfície disponível! Um lugar imbatível. Curtir essa beleza na solidão não é muito comum, mas eu gosto de conviver com esse eu interior, com meus pensamentos, com meus sonhos, admirar a natureza, a sociedade, os sons; me conectar com o passado e tentar moldar um futuro distante; ver como os medos são deixados de lado pelo ambiente e confirmar que sim, é possível realizar seus sonhos.

Por causa do ritmo que me impus, fazia 3 anos que não tinha um relacionamento sério e meu trabalho ocupava todo o tempo. Aos meus 28 anos, não morria por ninguém, embora reconhecesse o valor da vida a dois. Não sou o homem gostoso que todas (e todos) ficam Olhando na rua, também não sou o mais simpático do mundo. Também não sou o mais feio. Digamos que sou o homem médio (meio fominha).

No terceiro dia de férias em Pucón, decido subir o vulcão Villarrica, um passo quase obrigatório pra qualquer jovem que visita a região. Acordo de madrugada pra avaliar a subida e, enquanto esperava com os guias turísticos, chega um grupo de 5 amigos franceses, 2 homens e 3 mulheres, que também iam fazer o tour. 3 mulheres muito gostosas que era impossível não notar a presença delas.

Naquele dia conseguimos subir, e cada hora de caminhada era pior. Não sou muito chegado a esporte, então o cansaço tava pesando. O amanhecer no vulcão é uma paisagem que vale a pena ver, mas se você adiciona as francesas, a coisa ficava imbatível. Nunca falei com elas, mas ficava de olho dentro do que dava na atividade. Enfim, uma viagem única.

Quando cheguei no hotel, dormi um pouco e fui pro meu lugar pra comer algo e curtir o momento. Tava cansado, mas Santiago não oferecia essas paradas. Pouco depois, algumas mesas pra lá, os 5 franceses sentaram, falando sei lá o quê, enquanto eu tomava café amargo e lia um livro. Dos 5 franceses, 4 eram casais e uma delas tava sozinha, então ela ficava sem assunto direto.

Tava mergulhado na leitura e a xícara de café só tinha mais uns dois goles. Alguém se aproxima e me pergunta num espanhol perfeito: — Com licença, posso pegar essa cadeira?

Típico de café, tem mais de uma cadeira por mesa, e enquanto sobram cadeiras pra uns clientes, faltam pra outros. Tiro os olhos do livro e olho pra mulher que tava perguntando. Era a francesa, que, sorrindo, tinha feito a pergunta pra mim. Eu, também com um sorriso e talvez um pouco de vergonha na cara, falei que sim, podia pegar, igual sempre falei pra todo mundo que pedia pra usar aquela cadeira pra incluir mais alguém. à mesa dela.
Tirei a cadeira e fiz um gesto pra ela levar pra mesa dela. Surpresa. Ela pegou a cadeira, arrastou uns centímetros e sentou do meu lado. Sempre achei que os franceses eram frios e distantes, e são, mas de algum jeito, ela sentou ali do meu lado com um sorriso que não dá pra descrever. Ela se apresenta, chega perto de mim e conta que os amigos dela apostaram que ela não era capaz de vir na minha mesa sentar. Claramente perderam.

Ela, junto com os amigos, tava visitando o Chile por causa de estudo. Eram alunos de intercâmbio de alguma universidade, mas antes das aulas estavam viajando pelo Chile. Umas semanas em Pucón e depois iam pro sul da Argentina e voltavam pra Santiago. Dá pra imaginar a beleza dessa mina. A gente conversou sobre Chile, Santiago, economia, Pinochet (mesmo que a gente não goste, é o pouco que os estrangeiros conhecem do Chile), educação e qualquer assunto que ela puxasse. Logo eu já tava integrado no grupo dos franceses e parecia que a gente se conhecia há muito tempo.

O entardecer e as cores que trazem o romantismo chegaram no café e o olhar dela ficou quase hipnótico. O cabelo dela, as curvas dos lábios, as mãos, o tom de voz, tudo indicava que era um sonho. Mas todo sonho acaba. Alguns sonhos acabam quando você cai de um precipício e acorda pulando na cama; outros acabam com o som do despertador e outros acabam com um beijo. O meu acabou com um beijo. O clima pedia pra se aproximar e ela foi. Colocou os lábios perto dos meus e murmurou alguma palavra que não consegui entender. Eu não fiz nenhum esforço pra ela terminar o serviço. Um beijo tímido, morno e infantil. Um olhar. Um beijo doce, com gosto de café e chocolate. Ela sabia usar a língua nos beijos e aparentemente a saliva dela era viciante.

Nunca tinha rolado algo assim comigo e nunca imaginei que podia rolar. Chega a hora de ir embora e enquanto os amigos vão pro hostel, eu vou com a minha francesa pro hotel, coisa que ela sugeriu e que eu não recusei. Neguei. Como dois estranhos, chegamos ao hotel, subimos as escadas, abri a porta, entramos, fechei a porta. Em um segundo, nos olhamos e nos jogamos um no outro.

Ela tinha vindo pra curtir no Chile e eu tinha chegado em Pucón pra apreciar a paisagem. Minhas mãos mornas percorreram seu pescoço, do mesmo jeito que percorro as páginas do meu livro. Meus lábios buscavam os dela, tentando transmitir os escritos de Mistral. O calor era intenso, mas o suor era como óleo, fazendo minhas mãos escorregarem pro resto do corpo. Os peitos dela, bem formados, não ficavam muito atrás das altas montanhas andinas. Eu os beijava e acariciava como se estivesse esculpindo. Suas costelas marcadas eram como os vales do sul, que eu tanto queria explorar. Passava meus dedos como se estivesse cultivando frutas, e depois passava minha boca pra colhê-las.

O vestido foi descendo e mostrando mais da minha paisagem. A barriga dela, a cintura, o umbigo, os quadris. Parei e olhei nos olhos dela. Era minha vez, e ela não hesitou em fazer minha camisa desaparecer e roçar o corpo dela no meu. Ela curtiu meu pescoço como se estivesse medindo distâncias. Desabotoou minha calça e, com a língua, percorreu cada centímetro da minha cueca enquanto meu pau ficava duro, esperando pra ser libertado da cela. Ela me senta e me tira a calça. Acaricia minhas coxas enquanto começa a subir em mim. É minha vez. O resto do vestido é arrancado do corpo dela como se fosse pecado. Posso ver um corpo perfeito. O cansaço físico de ter subido o vulcão naquela manhã tinha sumido, substituído por uma vontade de me perder no corpo dela.

Levanto da cadeira e, os dois só de calcinha e cueca, começamos a nos tocar e nos estimular. Nos tocar com mãos, corpo, lábios, línguas, nariz. Começamos a roçar nossos corpos. Ela se vira e se abaixa, me mostrando aquela bunda maravilhosa. Só a calcinha minúscula impedia a vista. Meus dedos percorreram as curvas dela e chegaram sem dificuldade até a buceta. Sem entrar, conseguia sentir como o tecido ficava molhado enquanto ela mexia os quadris simulando a penetração. Com a outra mão, pegava meu pau e batia uma lentamente. Percorria todo o comprimento e massageava minhas bolas. De repente, ela se vira e devora ele. Os movimentos da cabeça dela, a pressão dos lábios no meu pau e o uso da língua eram muito estimulantes. O melhor boquete da minha vida. Ela beijava minhas bolas e as engolia. A sensibilidade no meu pau aumentava e ela sabia disso. Ela solta ele e começa a percorrer quase sem tocar com a língua, desde minhas bolas até a ponta da glande, pra depois envolver e percorrer de novo.

Enquanto massageava meu pau com as duas mãos, ela se levanta e aponta ele pra buceta dela, como se quisesse meter mas com o tecido molhado no meio. Ela de costas, procura minhas mãos e coloca na cintura dela. Era o sinal pra tirar o último pano do corpo dela. Você olhava e parecia que ia explodir. Os sucos dela estavam vivos e dava quase pra ouvir os lábios inferiores implorando pra serem chupados. Meus lábios e dedos rodearam e tentaram atacar de surpresa, enquanto a excitação aumentava. Os movimentos dela, o suor e os gemidos me esquentavam ainda mais. Ela fala algo em francês e eu não entendo. Dane-se o francês! A gente se entendia perfeitamente sem precisar de palavras.

Dessa vez pelados, ela exibe a bunda gostosa de novo, pega meu pau e guia até a vulva dela. Eu nem precisei fazer esforço. Ela tá no controle. Deixa meu pau na vulva dela e os quadris dela avançam contra os meus com uma força que surpreendia. Eu curtia cada movimento. Pra frente. A carne dela varria os restos que ficavam no meu tronco e a glande avisava que o fim tava perto. Pra trás. O corpo dela parecia sugar meu pedaço de carne como se fosse um truque de mágica. Minhas bolas batiam e causavam uma dor leve mas gostosa.

Mas eu não queria curtir ela de costas. O rosto dela era bonito demais pra desperdiçar. Sem tirar meu pau da corpo, pego ela pela cintura, deito na cama e ajudo ela a virar sobre mim, a girar no eixo, no meu eixo. Dava pra ver ela inteira, tocar os peitos dela, beijá-los, enquanto via o movimento dela. Que movimentos.

A barriga dela parecia ondas em época de ressaca, violentas mas sistemáticas. As pernas dela se ajustavam ao meu corpo e as mãos dela tocavam meus lábios. Os peitos dela mostravam microgrânulos de suor. Trocamos de posição. Ela se deita na cama e eu procuro uma posição boa.

A noite tinha chegado em algum momento sem a gente perceber e os gemidos dela eram uma sinfonia de Beethoven pros meus ouvidos. Meu pau virava o arco e a buceta dela o violino, e a gente tocava uma sinfonia pra violino do Tchaikovsky. O impacto das minhas pernas nas coxas dela soava como os tímpanos de Haydn. O orgasmo dela vem com força e é tipo uma obra do Pink Floyd. Os gemidos explodem e os músculos dela se contraem. Meus pelos se arrepiam como quando escuto a 9ª sinfonia.

Ela se afasta do meu corpo, já cansada. Pega meu pau que já não aguentava mais de prazer. Pega ele só com dois dedos. O polegar e o indicador dela se moviam pra cima e pra baixo num movimento suave, com pressões intermediárias. Quando chegava bem na base, começava devagar o caminho de volta pra minha glande. Era como um carinho. Era como ouvir uma caixinha de música depois de um concerto sinfônico. Mas era estimulante. Um ritmo que ela controlava e só dois dedos, que prolongaram o prazer por vários minutos. Enquanto os dois dedos percorriam o tronco devagar, uma e outra vez, com a outra mão ela acariciava minhas coxas, costas e peito.

A hora do gozo tava perto e ela sabia. Uma última chupada com uma língua muito bem ocupada e volta pros dois dedos. Ela se deita e começa os movimentos mais brutos e rápidos. Explodo de porra e cai nos peitos dela, se acumula entre eles e se deposita nos sulcos das costelas dela. Imediatamente a boca dela se aproxima do meu membro e suga tudo que sobrou. mas não engole. Ela me olha, abre a boca e me mostra que meu sêmen está retido. Ela se aproxima e me beija. Meu sêmen circulava da boca dela pra minha e da minha pra dela, até desaparecer por completo.

Já exaustos, dormimos sem tomar banho. Na manhã seguinte, só de nos olhar, já sabíamos o que viria. Estendi minha estadia em Pucón por mais uma semana e nossos encontros se repetiram pelos três dias seguintes com um desenfreado total. No quarto dia, a coisa mudou. Durante a semana seguinte, ela ficou hospedada comigo e não com os amigos dela, embora as atividades diárias fizéssemos juntos.

No último dia, eles partiam em viagem para a Argentina e eu já precisava voltar para Santiago. Nós dois sabíamos que isso ia acontecer e parecia não nos importar muito. Ela estudaria em Santiago e eu trabalhava em Santiago, mas não trocaríamos telefones nem nenhum meio de contato. Embora sempre existisse a tentação de nos procurar nas redes sociais, não era nossa intenção. Seria um love de verão. Como um amor desenfreado de Shakespeare, mas que termina antes da tragédia. Um acordo tácito de relacionamento com final definido.

Aceitamos isso e nenhum dos dois parecia arrependido. Pouco mais de uma semana de bom sexo e boa companhia. Uma despedida ardente e um adeus definitivo. Os franceses foram viajar e eu voltei pra realidade.

Ao chegar em Santiago, volto às minhas rotinas. Três semanas depois, as aulas na universidade começavam. Meu trabalho em Santiago era de professor universitário. Apesar da minha idade, meu desempenho destacado me abriu as portas da docência. Primeiro dia de aula. Sala cheia. Organizo meus papéis e me preparo para me apresentar aos novos alunos. Um "bom dia" e um olhar panorâmico bastaram para detectar entre os alunos duas alunas de intercâmbio. Uma delas era a minha francesa. O rosto dela estava descomposto, assim como o meu também devia estar. Ela nunca soube o que eu fazia porque nunca me perguntou. Também não perguntei o que ela não estudaria nem em qual universidade. No fim das contas, a gente não precisava saber muito um do outro.

O silêncio seria eterno e as curvas dela e o jeito que se mexia inundaram minha cabeça.

Pelo visto, tudo estava só começando.

3 comentários - Vacaciones a la francesa

Muy buen relato amigo.... logró impregnar la atmósfera con música selecta que escapa de sus letras... Felicitaciones..:!!! 👏 👏 👏