Uns anos atrás, pouco depois de fazer quarenta, trabalhei um tempo na filial de uma multinacional, em Buenos Aires, presidida por uma senhora que por vários meses chegou a amargar minha vida. Ela era tão exigente, absorvente e demandante que dava pra dizer que minha rotina se resumia a dormir e trabalhar. Épocas difíceis em que as dívidas me mantinham preso àquele cargo, que, sem ser executivamente importante, me permitia enfrentar essa situação e ficar relativamente folgado no financeiro. Mas, sinceramente, eu queria vazar.
A tal mulher tinha idade incerta, embora comentassem que estava bem perto de fazer 70, se já não tinha. Como empresária, era muito habilidosa, porque de algum jeito dava um jeito de ir subjugando o pessoal sob seu jugo, até a gente ficar preso na teia dela e acabar pensando o tempo todo no trabalho.
Era bem baixinha, acho que não mais que um metro e cinquenta de altura, muito magra e miúda. Mas essa aparência frágil contrastava com uma aura de dominação que sempre me chamou a atenção. Nunca levantava a voz nem perdia a compostura, mas na voz grave e profunda dela tinha uma liderança marcante, que se acentuava com o olhar penetrante dos olhos azuis enormes. A senhora Isabel, esse era o nome dela, tinha alguma coisa que amedrontava só com a presença, e quando mandava algo, a gente era obrigado a cumprir, sem desculpa que valesse.
Ela sempre se vestia elegante, embora sóbria, com tailzinhos estilo anos 50 e saltos exageradamente altos, certeza que era por causa do complexo de baixinha, embora fosse estranho que uma personalidade daquelas tivesse algum complexo.
Ouvir os saltos dela, que ecoavam tão seguidos por causa dos passinhos rápidos e curtos, me irritava, porque significava que ela vinha me encher de trabalho. Fazia uns dois meses que parecia ter pegado no meu pé, já que vivia me chamando no escritório dela pra mandar isso e aquilo, e assim meus dias terminavam com coisas pendentes. fazer na minha casa. Na manhã seguinte, ela estava fresca como uma alface no escritório quando todo mundo chegava, e eu ia vê-la, olheiras e sonolento, para entregar o fruto da minha noite em claro, que ela recebia sem me olhar e deixava em cima da mesa. Essa atitude, sem valorizar meu esforço, só aumentava a raiva que ela me causava. Não era feia, também não era bonita, mas tinha energia e classe, com os cabelos loiros acinzentados bem curtos, brincos pequenos e óculos de grife; um visual que contrastava com a roupa e com a idade, mas que a fazia parecer executiva e moderna. Às vezes eu me pegava olhando para ela e lembrava como, aos meus vinte e poucos anos, me fascinavam mulheres mais velhas como ela, nada da típica vovó de chinelo de pano, mas sim donas de muita vivacidade. Claro que, perto dos 40, eu tinha virado a chave para as meninas novas. Meus gostos cronológicos tinham se invertido e, com certeza, eu ia acabar sendo um velho tarado.
E aqui chegamos ao início do epicentro da história. Certa noite, eu estava especialmente interessado em sair cedo, porque tinha marcado de tomar um drink com a secretária de outra empresa que funcionava no mesmo prédio, e que eu sempre encontrava no elevador. Estava arrumando as coisas para ir embora quando a dona Isabel me chamou. Meio puto, fui até a sala dela e, ao entrar, ela disse, sem me olhar:
- Senhor Sable, preciso pedir que fique um pouco mais hoje. Amanhã de manhã temos que apresentar o relatório sobre as amostras do Pacífico.
- Mas... isso é para a semana que vem, senhora.
- Era para a semana que vem - respondeu, meio irritada com meu comentário -. A reunião foi adiantada por questões que não vêm ao caso. Precisa de alguém para ficar e ajudar?
Se não me engano, era sexta-feira. Não dava para ser tão filho da puta a ponto de incomodar meus colegas, todos casados e com filhos, embora, se tivesse ajuda, não adiantaria nada. Aquele relatório tinha sido passado para mim. quase que exclusivamente, então toda a informação estava na minha mesa.
Eram 18h quando cancelei meu encontro, que, pra minha irritação, pareceu não importar muito pra secretária gostosa, o que me deixou ainda mais puto. Foi assim que tirei o paletó, afrouxei a gravata e me enfiei naquele trabalho chato. Ao meu redor, todo mundo foi saindo, até que o lugar pareceu ainda maior e até sinistro, com algumas luzes de neon iluminando friamente a masmorra de computadores onde eu passava a maior parte dos meus dias. Umas uns cinquenta metros dava pra ver a dona Isabel, sentada na mesa dela, continuando com sei lá o quê.
Lá pelas 22h, já com os olhos cansados, ela se aproximou com aquele salto odioso e me perguntou como ia o trabalho. Respondi que em meia hora estaria pronto, e ela voltou pro escritório dela. Antes do previsto, suspirei, dando por encerrado o maldito relatório, mas levei um baita susto quando, ao olhar pra sala dela, não vi minha chefe. Fiquei puto imaginando que ela tinha ido embora sem esperar o trabalho que me fez ficar até tarde de novo. Muito irritado e com vontade de amassar e jogar pela janela a pasta que tinha terminado, fui até a mesa dela pra deixar e depois vazar pra descontar minha raiva num bar, quando na porta fiquei paralisado.
Estendida no chão, totalmente desacordada, estava a dona Isabel. Um arrepio me percorreu inteiro, pensando que ela tinha morrido de infarto, e me recuperando meio que me ajoelhei do lado dela. A primeira coisa que fiz foi encostar meu ouvido no peito dela, descobrindo que o coração tava batendo. Imediatamente comecei a falar com ela enquanto dava tapinhas no rosto dela, até que depois de alguns segundos ela começou a piscar.
- O que foi...? - murmurou com uma voz fraca.
- É o que eu pergunto - falei -, encontrei você desmaiada. Tem problema de pressão alta, diabetes ou algo assim?
- Não tenho nada disso - exclamou, tentando se Me sentei, embora desmaiando na tentativa e ficando nos meus braços.
— Não force, não é hora — falei, passando um braço por baixo das pernas dela e outro por baixo das costas, levantando-a no ar. — Nossa! Você é leve que nem uma pluma.
— E o que você achava? — respondeu.
Sem esforço nenhum, levei ela até o sofá macio no outro lado do escritório e a deitei.
— É a primeira vez que isso me acontece, tô me sentindo tonta pra caralho.
— Vou chamar o médico da empresa — decidi. — Pode ser só cansaço, mas é melhor prevenir.
— Me deixa quieta, já vai passar, nada de médico. Obrigada. Terminou o relatório?
— Sim — respondi, meio contrariado. Claramente a patroa não tinha talento pra gratidão.
— Pronto, pode ir, amanhã a gente conversa.
Sem mais, saí do escritório puto da vida. Peguei minhas coisas e fui pro elevador. Mas enquanto esperava a porta abrir, meus bons costumes pesaram e resolvi não ir embora ainda.
Cinco minutos depois, voltei ao escritório, dessa vez com um copo d'água gelada e uma xícara de chá que acabei de preparar no buffet.
— Sempre que alguém passa mal, sugerem dar chá, mesmo que eu não ache que faça diferença.
— Mas... o que cê tá fazendo, senhor Sable? Falei que podia ir — ela se surpreendeu, ainda deitada no sofá.
— Se meu funcionário me deixasse sozinho depois de eu desmaiar, eu mandava ele embora.
— Não mandaria, senhor Sable — ela se apressou em esclarecer. — Fui eu mesma que disse que podia ir.
— Tanto faz, aqui está seu chá e água gelada. Como você tá?
— Atordoada, mas já vai passar. Insisto, pode ir pra casa.
— Eu queria ir embora há quatro horas, agora vai ter que me aguentar até você melhorar ou até seu carro vir te buscar. Mas insisto, devia chamar o médico, em 20 minutos ele tava aqui.
— Esquece isso. Só preciso... oh!
— O que foi?
— Nada... minhas pernas tão dormentes... não sinto elas.
Ela falou aquilo num murmúrio. Pela primeira Uma vez vi a dona Isabel completamente frágil e vulnerável, a ponto de me dar pena.
Peguei seus tornozelos com minhas mãos e os esfreguei.
— Sente alguma coisa?
— Quase nada... — disse ela, assustada.
Em seguida, tirei seus barulhentos sapatos de salto agulha e comecei a massagear seus pés, que eram menores do que eu imaginava, com as unhas pintadas de vermelho. Achei graça no detalhe, já que, apesar da idade e do jeito grosso e distante, minha chefe tinha um certo charme.
Na minha juventude, tinha aprendido um pouco de acupressão e outras paradas, resquícios de uma época new age, conhecimentos que usei pra tentar melhorar o estado da dona. Gostei do momento, porque nunca tinha colocado em prática o que aprendi, mas logo percebi que meu prazer vinha de ficar apalpando aquelas pernas tão delicadas por cima de meias fininhas. Notei então como a empresária cheirava bem e como ela curtia minha atenção, já que relaxou e me deixou fazer. Nunca imaginei que chegaria o dia em que estaríamos assim, nem sequer tinha passado pela minha cabeça como fantasia.
Com toda a sutileza possível, intensifiquei minhas carícias e subi devagar até um pouco acima dos joelhos, esperando que a qualquer momento ela me chamasse a atenção. A verdade é que eu já tava muito excitado naquela hora e, se tivesse que me levantar, ia ter problema pra esconder a ereção.
— Sente que tá melhorando?
Minha pergunta não teve resposta na hora. Quando olhei pra ela, vi seus olhos incríveis brilhando atrás das lentes dos óculos, me encarando como nunca antes. Fiquei intrigado e com vontade de saber o que ela tava pensando.
— Você faz muito bem, senhor Sable... muito bem.
— Tá falando sério? — murmurei, me aproximando um pouco e olhando fundo nos olhos dela.
Ela não disse nada, mas a respiração ficou bem pesada e não desviou o olhar.
— Muito bem — repetiu, quase num soluço.
Foi quando senti que devia fazer o que fiz, então fui me aproximando devagar mas de forma contínua, até que minha boca encontrou seus lábios entreabertos e nos fundimos num beijo que de suave passou a intenso num instante, enquanto eu dispensava qualquer preâmbulo e minha mão direita se aventurava por baixo de sua saia. Senti ela tremer quando apertei sua virilha, iniciando uma massagem por cima da calcinha, que ela agradeceu enlaçando meu pescoço com os braços e bagunçando meu cabelo ao perder os dedos em meus fios.
- Ai... seu Sable... isso não está certo... não está certo - murmurou enquanto eu beijava seu pescoço.
Mas sua mão fina de unhas compridas e dedos adornados com anéis caros dizia o contrário, pois logo a senti no meu volume, apalpando minha ereção.
- A senhora está sentindo as pernas? - perguntei, me afastando um pouco para olhar nos olhos dela.
- Estou sentindo melhor do que nunca, seu Sable - respondeu, tomando ela a iniciativa e buscando minha boca com a dela.
Enquanto nossas línguas se enroscavam numa dança molhada e quente, dei um jeito de desabotoar seu casaquinho e puxar o decote para baixo, libertando dois peitos pequenos mas firmes, com apenas um pouquinho de silicone; outro sinal de vaidade que desafiava a idade, e meus lábios se dedicaram a saborear os bicos, coroados por auréolas rosadas e largas, provando sua maciez, seu calor e o perfume caro que exalava o corpinho da senhora mais velha.
Minha chefa curtiu aquela carícia, aquela chupada profunda, se entregando por completo e não resistindo nem um pouco quando minhas mãos tiraram sua calcinha e levantaram sua saia até a cintura. Pelo contrário, ajudou com movimentos pra facilitar meu trabalho e abriu as pernas quando ficou clara minha intenção. Ajoelhado sobre uma almofada que instintivamente coloquei no chão, enfiei o rosto entre suas coxas e minha boca encontrou um monte de Vênus com poucos pelinhos brancos. A buceta que descobri era pequena e quente, e me apresentei primeiro com a língua, molhando sua frestinha com uma generosa camada de saliva, pra depois chupar com fome, esfregando os lábios no clitóris. Os gemidos ficaram profundos, intensos, me mostrando que a mulher tinha caído num transe de prazer que a fez se render completamente a mim. Senti ela tremer uma, duas vezes ou mais, e na última puxou meus cabelos até doer, enquanto soltava um suspiro abafado. A senhora tinha orgasmos múltiplos, e foi no fim daquele que me levantei para desafivelar o cinto, abaixar o zíper e deixar as calças caírem até meus tornozelos, junto com a cueca. Ela olhou pra minha rola dura e molhada, adivinhei a intenção dela de meter na boca e até queria aquilo, mas me daria tanto tesão que eu gozaria na hora, então subi direto no sofá, abri as pernas dela e, apoiando a cabeça inchada e nua nos lábios da buceta dela, olhei na cara dela.
— Depois disso pode se considerar demitido — murmurou, com os olhos brilhando e a respiração ofegante.
Minha resposta foi enfiar o pau na pussy, intrusão que ela recebeu fechando os olhos com força e mordendo o lábio inferior, enquanto gemia. A rola foi abrindo caminho num túnel apertado e molhado, acho que causei um pouco de dor, porque pareceu que ela segurou um grito, mas não parei até minhas bolas se apertarem contra a pele dela. Ela me abraçou com força e envolveu minha cintura com as pernas, começando a bombar com cadência.
Por momentos lembrei da minha adolescência, quando fiz amor pela primeira vez, desvirginando minha vizinha. Nunca pensei que a senhora Isabel fosse virgem, mas sim assexuada, já que não se conhecia passado sentimental dela e pelo que se sabia não tinha filhos. Daí, supus, que se dedicava tanto ao trabalho, o que me fez pensar que alguma desilusão a levou à solteirice. Tudo isso passou pela minha mente numa fração de segundo e voltei a pensar nisso mais tarde, porque naquele momento só me concentrei na cena de ter a chefe que tanto Detestava no sofá do escritório dele. Tinha devorado a boca dela, chupado os peitos, lambido a buceta e agora tava comendo ela, cada vez com mais força. Já não segurava mais o tesão e gemia, ofegava, gritava, sabendo muito bem que ninguém mais além da gente tava no apartamento naquele momento. E eu me mexia cada vez mais rápido, quase com violência, serrando ela, devorando a boca dela de novo, beijando a garganta e ofegando igual um possesso. Senti ela gozar, senti ela tremer, se sacudir como se tivesse convulsões, soube que ela tava chegando no auge do orgasmo mais intenso dela, então enfiei meu pau o mais fundo que pude e apertei ela, sentindo como ela inchava mais e mais, até que experimentei o instante delicioso em que o corpo treme por dentro e por fora e invade aquela sensação incomparável. O pau começou a pulsar, como um segundo coração, e senti meu esperma jorrar, encharcando o interior quente da dona Isabel, que ao perceber aquela inundação me abraçou com desespero, mexendo a buceta num massagem que envolveu todo o tronco do pau e me fez estremecer. Ficamos uns segundos assim, grudados, até que percebi que meu peso tava incomodando ela. Dei o último beijo na boca dela e saí, me levantando e começando a arrumar a roupa, sem saber o que dizer. Ela ficou deitada, ainda ofegando, relaxada e exausta. — Como a senhora está? — perguntei, estendendo meu lenço. — As pernas... tão tremendo... o corpo inteiro treme... mas tô bem... bem demais — respondeu, pegando o lenço pra levar até a virilha e se limpar. — Hum... em cima da mesa deixei o relatório... — Perfeito. Vou dar uma olhada depois. Agora sim, senhor Sable, pode se retirar... por favor. — Até amanhã — respondi, saindo do escritório. Mais tarde, o que aconteceu foi a única coisa em que pensei, até o sono me vencer, mas continuei relembrando e até analisando a Situação quando o despertador marcou o início de mais um dia.
Cheguei no escritório sem saber qual seria a atitude da minha chefe comigo. A história da demissão eu entendi que tinha sido uma piada de mau gosto do momento, mas... com a dona Isabel a gente nunca sabia o que esperar. Mas não a vi naquela manhã, nem no resto da tarde ou da semana. Fiquei sabendo que ela tinha tirado uns dias pra fazer uns exames, provavelmente por causa do desmaio. Quando finalmente voltou ao trabalho, tudo continuou exatamente igual, o mesmo tratamento, a mesma seriedade, as mesmas exigências, tanto que cheguei a me perguntar se tudo não tinha sido um sonho ou se a gente realmente tinha transado. Até que uma tarde ela me mandou chamar no escritório dela e, quando cheguei, sem tirar os olhos dos papéis que estava assinando, disse:
- Senhor Sable, preciso pedir que fique um pouco mais hoje. Amanhã cedo temos que apresentar o relatório sobre as amostras do Pacífico.
Nesse momento, ela levantou os olhos e eu vi neles uma expressão indefinível, mas que me pareceu ser de súplica.
- Se não tiver problema, claro.
E acrescentou isso com tanta gentileza que me desarmou, enquanto me estendia o lenço que eu tinha dado a ela noites atrás, claro, passado e até com um pouco do perfume dela.
- Nenhum, senhora.
- Muito obrigada - finalizou, voltando a atenção para o que estava fazendo.
Saí sorrindo por dentro e desejando que o expediente acabasse logo pra ficar a sós com a minha chefe. Nós dois sabíamos que aquele relatório era uma coisa totalmente resolvida, mas eventualmente ela me mencionaria aquilo não mais como uma ordem, mas como um convite tácito. Um convite que eu nunca recusei.
A tal mulher tinha idade incerta, embora comentassem que estava bem perto de fazer 70, se já não tinha. Como empresária, era muito habilidosa, porque de algum jeito dava um jeito de ir subjugando o pessoal sob seu jugo, até a gente ficar preso na teia dela e acabar pensando o tempo todo no trabalho.
Era bem baixinha, acho que não mais que um metro e cinquenta de altura, muito magra e miúda. Mas essa aparência frágil contrastava com uma aura de dominação que sempre me chamou a atenção. Nunca levantava a voz nem perdia a compostura, mas na voz grave e profunda dela tinha uma liderança marcante, que se acentuava com o olhar penetrante dos olhos azuis enormes. A senhora Isabel, esse era o nome dela, tinha alguma coisa que amedrontava só com a presença, e quando mandava algo, a gente era obrigado a cumprir, sem desculpa que valesse.
Ela sempre se vestia elegante, embora sóbria, com tailzinhos estilo anos 50 e saltos exageradamente altos, certeza que era por causa do complexo de baixinha, embora fosse estranho que uma personalidade daquelas tivesse algum complexo.
Ouvir os saltos dela, que ecoavam tão seguidos por causa dos passinhos rápidos e curtos, me irritava, porque significava que ela vinha me encher de trabalho. Fazia uns dois meses que parecia ter pegado no meu pé, já que vivia me chamando no escritório dela pra mandar isso e aquilo, e assim meus dias terminavam com coisas pendentes. fazer na minha casa. Na manhã seguinte, ela estava fresca como uma alface no escritório quando todo mundo chegava, e eu ia vê-la, olheiras e sonolento, para entregar o fruto da minha noite em claro, que ela recebia sem me olhar e deixava em cima da mesa. Essa atitude, sem valorizar meu esforço, só aumentava a raiva que ela me causava. Não era feia, também não era bonita, mas tinha energia e classe, com os cabelos loiros acinzentados bem curtos, brincos pequenos e óculos de grife; um visual que contrastava com a roupa e com a idade, mas que a fazia parecer executiva e moderna. Às vezes eu me pegava olhando para ela e lembrava como, aos meus vinte e poucos anos, me fascinavam mulheres mais velhas como ela, nada da típica vovó de chinelo de pano, mas sim donas de muita vivacidade. Claro que, perto dos 40, eu tinha virado a chave para as meninas novas. Meus gostos cronológicos tinham se invertido e, com certeza, eu ia acabar sendo um velho tarado.
E aqui chegamos ao início do epicentro da história. Certa noite, eu estava especialmente interessado em sair cedo, porque tinha marcado de tomar um drink com a secretária de outra empresa que funcionava no mesmo prédio, e que eu sempre encontrava no elevador. Estava arrumando as coisas para ir embora quando a dona Isabel me chamou. Meio puto, fui até a sala dela e, ao entrar, ela disse, sem me olhar:
- Senhor Sable, preciso pedir que fique um pouco mais hoje. Amanhã de manhã temos que apresentar o relatório sobre as amostras do Pacífico.
- Mas... isso é para a semana que vem, senhora.
- Era para a semana que vem - respondeu, meio irritada com meu comentário -. A reunião foi adiantada por questões que não vêm ao caso. Precisa de alguém para ficar e ajudar?
Se não me engano, era sexta-feira. Não dava para ser tão filho da puta a ponto de incomodar meus colegas, todos casados e com filhos, embora, se tivesse ajuda, não adiantaria nada. Aquele relatório tinha sido passado para mim. quase que exclusivamente, então toda a informação estava na minha mesa.
Eram 18h quando cancelei meu encontro, que, pra minha irritação, pareceu não importar muito pra secretária gostosa, o que me deixou ainda mais puto. Foi assim que tirei o paletó, afrouxei a gravata e me enfiei naquele trabalho chato. Ao meu redor, todo mundo foi saindo, até que o lugar pareceu ainda maior e até sinistro, com algumas luzes de neon iluminando friamente a masmorra de computadores onde eu passava a maior parte dos meus dias. Umas uns cinquenta metros dava pra ver a dona Isabel, sentada na mesa dela, continuando com sei lá o quê.
Lá pelas 22h, já com os olhos cansados, ela se aproximou com aquele salto odioso e me perguntou como ia o trabalho. Respondi que em meia hora estaria pronto, e ela voltou pro escritório dela. Antes do previsto, suspirei, dando por encerrado o maldito relatório, mas levei um baita susto quando, ao olhar pra sala dela, não vi minha chefe. Fiquei puto imaginando que ela tinha ido embora sem esperar o trabalho que me fez ficar até tarde de novo. Muito irritado e com vontade de amassar e jogar pela janela a pasta que tinha terminado, fui até a mesa dela pra deixar e depois vazar pra descontar minha raiva num bar, quando na porta fiquei paralisado.
Estendida no chão, totalmente desacordada, estava a dona Isabel. Um arrepio me percorreu inteiro, pensando que ela tinha morrido de infarto, e me recuperando meio que me ajoelhei do lado dela. A primeira coisa que fiz foi encostar meu ouvido no peito dela, descobrindo que o coração tava batendo. Imediatamente comecei a falar com ela enquanto dava tapinhas no rosto dela, até que depois de alguns segundos ela começou a piscar.
- O que foi...? - murmurou com uma voz fraca.
- É o que eu pergunto - falei -, encontrei você desmaiada. Tem problema de pressão alta, diabetes ou algo assim?
- Não tenho nada disso - exclamou, tentando se Me sentei, embora desmaiando na tentativa e ficando nos meus braços.
— Não force, não é hora — falei, passando um braço por baixo das pernas dela e outro por baixo das costas, levantando-a no ar. — Nossa! Você é leve que nem uma pluma.
— E o que você achava? — respondeu.
Sem esforço nenhum, levei ela até o sofá macio no outro lado do escritório e a deitei.
— É a primeira vez que isso me acontece, tô me sentindo tonta pra caralho.
— Vou chamar o médico da empresa — decidi. — Pode ser só cansaço, mas é melhor prevenir.
— Me deixa quieta, já vai passar, nada de médico. Obrigada. Terminou o relatório?
— Sim — respondi, meio contrariado. Claramente a patroa não tinha talento pra gratidão.
— Pronto, pode ir, amanhã a gente conversa.
Sem mais, saí do escritório puto da vida. Peguei minhas coisas e fui pro elevador. Mas enquanto esperava a porta abrir, meus bons costumes pesaram e resolvi não ir embora ainda.
Cinco minutos depois, voltei ao escritório, dessa vez com um copo d'água gelada e uma xícara de chá que acabei de preparar no buffet.
— Sempre que alguém passa mal, sugerem dar chá, mesmo que eu não ache que faça diferença.
— Mas... o que cê tá fazendo, senhor Sable? Falei que podia ir — ela se surpreendeu, ainda deitada no sofá.
— Se meu funcionário me deixasse sozinho depois de eu desmaiar, eu mandava ele embora.
— Não mandaria, senhor Sable — ela se apressou em esclarecer. — Fui eu mesma que disse que podia ir.
— Tanto faz, aqui está seu chá e água gelada. Como você tá?
— Atordoada, mas já vai passar. Insisto, pode ir pra casa.
— Eu queria ir embora há quatro horas, agora vai ter que me aguentar até você melhorar ou até seu carro vir te buscar. Mas insisto, devia chamar o médico, em 20 minutos ele tava aqui.
— Esquece isso. Só preciso... oh!
— O que foi?
— Nada... minhas pernas tão dormentes... não sinto elas.
Ela falou aquilo num murmúrio. Pela primeira Uma vez vi a dona Isabel completamente frágil e vulnerável, a ponto de me dar pena.
Peguei seus tornozelos com minhas mãos e os esfreguei.
— Sente alguma coisa?
— Quase nada... — disse ela, assustada.
Em seguida, tirei seus barulhentos sapatos de salto agulha e comecei a massagear seus pés, que eram menores do que eu imaginava, com as unhas pintadas de vermelho. Achei graça no detalhe, já que, apesar da idade e do jeito grosso e distante, minha chefe tinha um certo charme.
Na minha juventude, tinha aprendido um pouco de acupressão e outras paradas, resquícios de uma época new age, conhecimentos que usei pra tentar melhorar o estado da dona. Gostei do momento, porque nunca tinha colocado em prática o que aprendi, mas logo percebi que meu prazer vinha de ficar apalpando aquelas pernas tão delicadas por cima de meias fininhas. Notei então como a empresária cheirava bem e como ela curtia minha atenção, já que relaxou e me deixou fazer. Nunca imaginei que chegaria o dia em que estaríamos assim, nem sequer tinha passado pela minha cabeça como fantasia.
Com toda a sutileza possível, intensifiquei minhas carícias e subi devagar até um pouco acima dos joelhos, esperando que a qualquer momento ela me chamasse a atenção. A verdade é que eu já tava muito excitado naquela hora e, se tivesse que me levantar, ia ter problema pra esconder a ereção.
— Sente que tá melhorando?
Minha pergunta não teve resposta na hora. Quando olhei pra ela, vi seus olhos incríveis brilhando atrás das lentes dos óculos, me encarando como nunca antes. Fiquei intrigado e com vontade de saber o que ela tava pensando.
— Você faz muito bem, senhor Sable... muito bem.
— Tá falando sério? — murmurei, me aproximando um pouco e olhando fundo nos olhos dela.
Ela não disse nada, mas a respiração ficou bem pesada e não desviou o olhar.
— Muito bem — repetiu, quase num soluço.
Foi quando senti que devia fazer o que fiz, então fui me aproximando devagar mas de forma contínua, até que minha boca encontrou seus lábios entreabertos e nos fundimos num beijo que de suave passou a intenso num instante, enquanto eu dispensava qualquer preâmbulo e minha mão direita se aventurava por baixo de sua saia. Senti ela tremer quando apertei sua virilha, iniciando uma massagem por cima da calcinha, que ela agradeceu enlaçando meu pescoço com os braços e bagunçando meu cabelo ao perder os dedos em meus fios.
- Ai... seu Sable... isso não está certo... não está certo - murmurou enquanto eu beijava seu pescoço.
Mas sua mão fina de unhas compridas e dedos adornados com anéis caros dizia o contrário, pois logo a senti no meu volume, apalpando minha ereção.
- A senhora está sentindo as pernas? - perguntei, me afastando um pouco para olhar nos olhos dela.
- Estou sentindo melhor do que nunca, seu Sable - respondeu, tomando ela a iniciativa e buscando minha boca com a dela.
Enquanto nossas línguas se enroscavam numa dança molhada e quente, dei um jeito de desabotoar seu casaquinho e puxar o decote para baixo, libertando dois peitos pequenos mas firmes, com apenas um pouquinho de silicone; outro sinal de vaidade que desafiava a idade, e meus lábios se dedicaram a saborear os bicos, coroados por auréolas rosadas e largas, provando sua maciez, seu calor e o perfume caro que exalava o corpinho da senhora mais velha.
Minha chefa curtiu aquela carícia, aquela chupada profunda, se entregando por completo e não resistindo nem um pouco quando minhas mãos tiraram sua calcinha e levantaram sua saia até a cintura. Pelo contrário, ajudou com movimentos pra facilitar meu trabalho e abriu as pernas quando ficou clara minha intenção. Ajoelhado sobre uma almofada que instintivamente coloquei no chão, enfiei o rosto entre suas coxas e minha boca encontrou um monte de Vênus com poucos pelinhos brancos. A buceta que descobri era pequena e quente, e me apresentei primeiro com a língua, molhando sua frestinha com uma generosa camada de saliva, pra depois chupar com fome, esfregando os lábios no clitóris. Os gemidos ficaram profundos, intensos, me mostrando que a mulher tinha caído num transe de prazer que a fez se render completamente a mim. Senti ela tremer uma, duas vezes ou mais, e na última puxou meus cabelos até doer, enquanto soltava um suspiro abafado. A senhora tinha orgasmos múltiplos, e foi no fim daquele que me levantei para desafivelar o cinto, abaixar o zíper e deixar as calças caírem até meus tornozelos, junto com a cueca. Ela olhou pra minha rola dura e molhada, adivinhei a intenção dela de meter na boca e até queria aquilo, mas me daria tanto tesão que eu gozaria na hora, então subi direto no sofá, abri as pernas dela e, apoiando a cabeça inchada e nua nos lábios da buceta dela, olhei na cara dela.
— Depois disso pode se considerar demitido — murmurou, com os olhos brilhando e a respiração ofegante.
Minha resposta foi enfiar o pau na pussy, intrusão que ela recebeu fechando os olhos com força e mordendo o lábio inferior, enquanto gemia. A rola foi abrindo caminho num túnel apertado e molhado, acho que causei um pouco de dor, porque pareceu que ela segurou um grito, mas não parei até minhas bolas se apertarem contra a pele dela. Ela me abraçou com força e envolveu minha cintura com as pernas, começando a bombar com cadência.
Por momentos lembrei da minha adolescência, quando fiz amor pela primeira vez, desvirginando minha vizinha. Nunca pensei que a senhora Isabel fosse virgem, mas sim assexuada, já que não se conhecia passado sentimental dela e pelo que se sabia não tinha filhos. Daí, supus, que se dedicava tanto ao trabalho, o que me fez pensar que alguma desilusão a levou à solteirice. Tudo isso passou pela minha mente numa fração de segundo e voltei a pensar nisso mais tarde, porque naquele momento só me concentrei na cena de ter a chefe que tanto Detestava no sofá do escritório dele. Tinha devorado a boca dela, chupado os peitos, lambido a buceta e agora tava comendo ela, cada vez com mais força. Já não segurava mais o tesão e gemia, ofegava, gritava, sabendo muito bem que ninguém mais além da gente tava no apartamento naquele momento. E eu me mexia cada vez mais rápido, quase com violência, serrando ela, devorando a boca dela de novo, beijando a garganta e ofegando igual um possesso. Senti ela gozar, senti ela tremer, se sacudir como se tivesse convulsões, soube que ela tava chegando no auge do orgasmo mais intenso dela, então enfiei meu pau o mais fundo que pude e apertei ela, sentindo como ela inchava mais e mais, até que experimentei o instante delicioso em que o corpo treme por dentro e por fora e invade aquela sensação incomparável. O pau começou a pulsar, como um segundo coração, e senti meu esperma jorrar, encharcando o interior quente da dona Isabel, que ao perceber aquela inundação me abraçou com desespero, mexendo a buceta num massagem que envolveu todo o tronco do pau e me fez estremecer. Ficamos uns segundos assim, grudados, até que percebi que meu peso tava incomodando ela. Dei o último beijo na boca dela e saí, me levantando e começando a arrumar a roupa, sem saber o que dizer. Ela ficou deitada, ainda ofegando, relaxada e exausta. — Como a senhora está? — perguntei, estendendo meu lenço. — As pernas... tão tremendo... o corpo inteiro treme... mas tô bem... bem demais — respondeu, pegando o lenço pra levar até a virilha e se limpar. — Hum... em cima da mesa deixei o relatório... — Perfeito. Vou dar uma olhada depois. Agora sim, senhor Sable, pode se retirar... por favor. — Até amanhã — respondi, saindo do escritório. Mais tarde, o que aconteceu foi a única coisa em que pensei, até o sono me vencer, mas continuei relembrando e até analisando a Situação quando o despertador marcou o início de mais um dia.
Cheguei no escritório sem saber qual seria a atitude da minha chefe comigo. A história da demissão eu entendi que tinha sido uma piada de mau gosto do momento, mas... com a dona Isabel a gente nunca sabia o que esperar. Mas não a vi naquela manhã, nem no resto da tarde ou da semana. Fiquei sabendo que ela tinha tirado uns dias pra fazer uns exames, provavelmente por causa do desmaio. Quando finalmente voltou ao trabalho, tudo continuou exatamente igual, o mesmo tratamento, a mesma seriedade, as mesmas exigências, tanto que cheguei a me perguntar se tudo não tinha sido um sonho ou se a gente realmente tinha transado. Até que uma tarde ela me mandou chamar no escritório dela e, quando cheguei, sem tirar os olhos dos papéis que estava assinando, disse:
- Senhor Sable, preciso pedir que fique um pouco mais hoje. Amanhã cedo temos que apresentar o relatório sobre as amostras do Pacífico.
Nesse momento, ela levantou os olhos e eu vi neles uma expressão indefinível, mas que me pareceu ser de súplica.
- Se não tiver problema, claro.
E acrescentou isso com tanta gentileza que me desarmou, enquanto me estendia o lenço que eu tinha dado a ela noites atrás, claro, passado e até com um pouco do perfume dela.
- Nenhum, senhora.
- Muito obrigada - finalizou, voltando a atenção para o que estava fazendo.
Saí sorrindo por dentro e desejando que o expediente acabasse logo pra ficar a sós com a minha chefe. Nós dois sabíamos que aquele relatório era uma coisa totalmente resolvida, mas eventualmente ela me mencionaria aquilo não mais como uma ordem, mas como um convite tácito. Um convite que eu nunca recusei.
1 comentários - Madura sob o jugo da minha chefe