Chantajeada por mi hermano

Beleza, galera, trouxe mais um conto pra vocês lerem de boa. Sou novo nisso, não sei bem como fazer posts, mas vou aprendendo, ainda mais se contar com o apoio de vocês. Valeu... pitufito!Meu irmão Antonio sempre foi um cara muito especial, o xodó da família desde que me entendo por gente. Ele ganhou essa fama por causa do jeito meigo e afável dele; sem gestos ruins, palavras desagradáveis ou sentimentos negativos. Em casa, a gente chamava ele de Toño ou Toñin, dependendo de quem falava; minha mãe, por exemplo, preferia o diminutivo, porque dizia que pra ela ele sempre seria “o pequenininho dela”.

Eu achava ele bem gostoso, não só do ponto de vista de irmã, mas como mulher também me parecia atraente; alto, bem proporcionado, rosto másculo e uns olhos cinzas que enlouqueciam qualquer uma que reparasse neles, inclusive eu. Mas, como todo mundo, ele também tinha seus defeitos; era desorganizado e tímido, extremamente tímido, mas aquela timidez só aparecia no trato com as minas, principalmente com as que ele tava a fim.

Meu namorado Sérgio e eu decidimos passar o Natal de 2011 na nossa cidade de origem, no calor dos nossos respectivos lares. Não foi um problema maior, já que a gente era da mesma cidade, porque a gente podia se ver todo dia e, assim, a saudade não ia estragar as festas pra gente.

Tava há dois dias em casa quando notei meu irmão Toño meio irritado, uma coisa que me estranhou porque não era normal nele. Aconteceu enquanto a gente comia, quando, do nada, ele respondeu com grosseria pra minha mãe. Na hora, meu pai deu uma bronca nele, o que acabou numa briga nada agradável. Lá pelo meio da tarde, eu tava muito preocupada, porque não vi ele sair do quarto nem pra ir no banheiro. Decidida, fui direto pro quarto dele pra tentar descobrir o que tava rolando.

Bati na porta dele, com duas batidinhas leves, mas ele não respondeu. Aí entrei, mesmo correndo o risco de encontrar ele numa situação embaraçosa. Ele não percebeu que eu tava ali até eu tocar no ombro dele; ele tava de fones de ouvido, olhos fechados e balançando a cabeça, se sentindo uma estrela do rock na solidão do quarto dele. quarto.

―Você nunca aprendeu a bater na porta? ―me perguntou com um tom de desprezo depois de tirar os fones de ouvido.

Se já fiquei surpresa com a reação dele durante o almoço, aquela forma de falar comigo indicava que o assunto era mais grave do que parecia.

―Desculpa, Toño ―respondi com cara de arrependida―, mas bati várias vezes e você não respondeu. Se não colocasse a música tão alta…

―Pois acho que não é da sua conta o volume que eu coloco ou deixo de colocar. Ou será que vocês vão querer controlar isso também?

Imaginando que minha presença irritava ele, me dirigi até a porta com passo firme, resmungando baixinho. Então parei, antes de sair para o corredor, e me virei para ele.

―Também não é pra ficar assim, Toño ―falei triste―, porque, pelo que eu saiba, não te fiz nada. Só estava tentando conversar com meu irmão e ajudar no que puder se ele tiver um problema, mas acho que hoje eu não sou uma irmã pra você. E, se for pra ser sincera, nem um lixo.

Me virei de novo, pronta pra continuar andando depois de desabafar.

―Espera, Mônica, não vai não! ―a voz dele me parou, mas estranhei ele me chamar pelo nome em vez de Moni, como sempre fez.

Olhei pra ele e a raiva tinha sumido do rosto dele, voltando o sorriso de sempre, embora meio forçado.

Conversamos por um bom tempo, nos animando conforme ele ganhava confiança. Acontece que ele estava saindo com uma garota da idade dele, Patrícia, notícia que me surpreendeu porque eu não sabia, e ele tinha certos problemas com ela de natureza sexual. No começo, pensei que o conflito vinha de uma experiência ruim, pra um dos dois ou pra ambos. Depois tirei a dúvida, conforme a informação que recebia aumentava. Toño e a namorada planejavam ter a primeira relação íntima e ele não se sentia capaz, porque ela não era virgem e ele sim.

Tentei de todo jeito fazer ele entender que a situação dele era totalmente normal e que sempre Teve uma primeira vez. Mas aquela resposta não o consolava, nem tirava ele da enrascada; ele tinha dito pra Patrícia que perdeu a virgindade com uma estranha antes de sair com ela. Toño sabia que tinha metido os pés pelas mãos e tava com medo que ela percebesse na hora H. Chegando nesse ponto da conversa, meu irmão fez uma proposta que quase me deu um treco.

— Moni — falou todo nervoso —, por que você não me ensina como se faz? E não tô falando de teoria, que pra isso tenho internet e as lorotas que meus amigos soltam, mas sim na prática. Você é mulher e pode me dizer o que vocês gostam, como gostam e de que jeito ficam mais satisfeitas.

— Mas, Toño, eu não posso te dar mais informação do que essa que você já mencionou — falei tentando escapar da tempestade que vinha.

— Sim! Sim, pode! — exclamou, agitado e me olhando com aqueles olhinhos que eu sabia que anulavam minha vontade; sempre que fazia isso, conseguia de mim o que queria.

— Vamos ver — falei tentando me acalmar —. Vamos por partes, porque acho que entendi algo que é totalmente impossível…

— Entendeu perfeitamente! — Me interrompeu —. Você é minha irmã e, desde pequenos, sempre te vi pelada, não vejo qual o problema agora que crescemos.

Fiquei paralisada com a resposta dele; não podia acreditar no que meus ouvidos ouviam; era incapaz de aceitar que meu irmão mais novo queria ganhar experiência comigo.

— Claro que vê o problema, o que acontece é que você é um sem-vergonha. Tá falando de quando a gente tinha oito ou nove anos, e agora você tem dezoito e eu vinte e um. Acho que a diferença é bem grande.

— Então não vai me ajudar? — perguntou sem querer desistir e me olhando de novo com aqueles olhinhos inocentes —. Pensei que seria mais fácil de convencer.

— Claro que vou te ajudar! — Levantei irritada com o comentário final, tirei do bolso uma nota de cinquenta euros e Depois eu ofereci pra ele, estendendo o braço—. Toma, pra você ir pra puta que pariu, porque é a única coisa que posso fazer se você ficar nessa porra de pose!

Toño franziu a testa, contrariado e surpreso ao mesmo tempo, depois afastou minha mão com a dele, recusando o dinheiro. Aí eu entendi que eu era a única opção que ele tava considerando e encerrei o assunto com um "então fica aí!" enquanto deixava a nota em cima da cama.

Por uns dois dias a gente não se falou, a não ser pra soltar um "sai da frente, deixa eu passar!" quando se esbarrava no corredor, ou um "muda de canal, que esse programa é uma merda!" quando a gente tava vendo TV.

Três dias depois, me senti mal depois do jantar e percebi que tava perdendo a consciência, então resolvi deitar cedo, abrindo mão da trepada que meu namorado tinha me prometido se eu passasse na casa dele.

De manhã, acordei estranha e fui pro banheiro tomar um banho. Aí, enquanto tava deitada na banheira, com água até o pescoço e os olhos fechados, veio na minha cabeça o sonho que eu tinha tido durante a noite, como um flash. Nesse sonho, eu me via deitada na cama, enquanto umas mãos percorriam meu corpo e depois me masturbavam. A manhã toda fiquei inquieta, relembrando o sonho na minha mente, depois me distraí com minhas coisas e não pensei mais nele.

Naquela mesma noite, aconteceu a mesma coisa: primeiro eu perdia a consciência e depois sentia que tava desmaiando. Cheguei na cama como pude e rapidamente caí no sono. No dia seguinte, o mesmo sonho voltou enquanto eu ajudava minha mãe na cozinha. A situação começou a me intrigar, porque não era normal acontecer duas noites seguidas e de manhã acordar com a mesma sensação e o mesmo sonho.

De tarde, fui visitar minha avó, que tava meio dodói, e pensei que minha companhia ia fazer bem pra ela. A gente tava conversando numa boa, quando ela me disse uma coisa desconcertante:

— Nossa, vocês são uns netos dos mais sem-vergonha. Estranho" — ela disse — "Ou vocês passam um tempão sem me visitar, ou então aparecem todos em poucos dias."

— Não entendi o que você quer dizer, vó. Quem é esse "todos" que você tá falando?

Ela riu, tentando segurar a dentadura no lugar enquanto fazia isso.

— Minha filha, quem mais eu ia falar? Do seu irmão e de você! Sei que a cabeça tá indo embora aos poucos e que até perco os remédios, mas ainda tenho juízo.

— Toño? Você tá falando do Toño?

— O próprio, de calça legging e tudo! — respondeu minha avó —. Esse sem-vergonha é um baita malandro. Passa quase seis meses sem me visitar e depois aparece de boa, como se nada tivesse acontecido.

— Mas vó, também não precisa dar tanta importância, porque você sabe que os meninos são assim, doidões: uma hora te enchem de beijos, outra te deixam a pão e água. Mas... me diz... O que é isso de perder os remédios? Que remédios você tá falando?

Minha avó me olhou séria, provavelmente pensando que eu tava tentando fazer o papel de enfermeira que ela nunca quis ter desde que começaram os problemas de saúde dela.

— Ah, tenho tantos... que nem sei te dizer, mas acho que são os que tomo pra dormir.

Remédios pra dormir sumidos, meu irmão no mesmo cenário e na mesma época? Aquela situação tava ganhando ares de romance policial.

Logo me despedi da minha avó, mas não sem antes pegar, numa das gavetas da penteadeira dela, a receita com o nome dos remédios perdidos. Com ela, fui até a farmácia mais próxima, onde o farmacêutico confirmou que eram mesmo pra dormir, acrescentando que os efeitos eram muito fortes se abusassem deles.

Saí da farmácia com uma ideia bem clara sobre o que tinha rolado nas noites anteriores. Cheguei a essa conclusão depois de ligar os pontos: de um lado, meu irmão Toño, que fez as pizzas no forno nessas duas noites; do outro, os sonhos estranhos, idênticos nas duas vezes; e, por fim, meu irmão visitando minha avó, e ela Perdendo as pílulas de forma misteriosa.

Naquela noite, a gente jantou lasanha, que, claro, o Toño preparou no forno sem ninguém pedir, para surpresa dos meus pais e minha. Sentei na mesa com o celular da minha mãe na mão, escondido discretamente e com meu número já discado, de modo que só precisava apertar o botão de chamada. Mal começamos a jantar, apertei o botão e meu telefone tocou no quarto. Me desculpei e saí correndo, fingindo que ia atender a ligação, gritando que devia ser o Sergio e que não podia deixar ele esperando.

Por cinco minutos, encenei uma farsa onde eu falava sem parar, supostamente respondendo ao meu namorado. Depois, voltei pra sala pra pegar minha janta e levar pro quarto, argumentando que ia esfriar e que iria comendo enquanto conversava. A lasanha acabou, no fim, no canto mais escondido do meu armário, onde ia esperar até o dia seguinte, quando eu me livraria dela.

Depois de terminar minha suposta conversa, me despedi da família com o beijo de boa-noite de sempre e dizendo que não tava bem, que ia dormir. Minha mãe ficou bem preocupada, falando que três noites seguidas era demais. Tive que acalmá-la quando ela já ia ligar pra emergência, justificando meu mal-estar com possíveis problemas menstruais. Obviamente, não tava menstruada. Minha mãe não pediu mais explicações, porque já era bem experiente no assunto.

Fiquei acordada umas três horas, com o abajur da mesinha de cabeceira aceso, como de costume, tentando não dormir, nem que fosse contando ovelhinhas, às vezes, ou balançando elefantes na teia de uma aranha, outras tantas. Naquele momento, já tava achando que não ia rolar nada, quando, de repente, ouvi a dobradiça de sempre chiando na minha porta. Rapidamente fechei os olhos e fingi uns ronquinhos leves pelo nariz. Meu coração tava batendo acelerado, e eu tava impaciente, ansiosa pra pegar o safado no flagra. Cabronzão do meu irmão. De repente, veio um pensamento na minha cabeça que gelou meu sangue: e se não fosse meu irmão e fosse meu pai? Essa possibilidade quase me deu uma taquicardia.

Senti como aquele desconhecido puxou o edredom e o juntou aos pés da cama, fazendo a mesma coisa com o lençol em seguida. Eu tava de pijama com casaco abotoado e shortinho, sem nada por baixo. As mãos dele não demoraram a percorrer minhas pernas e subiram até as coxas. Era impossível adivinhar quem era só pelo toque, e a memória me dava vontade de pular em cima dele e pegar de surpresa; mas, no fim, eu só podia acusá-lo de passar a mão nas minhas pernas, um crime que considerei de pouca importância: precisava de provas mais fortes.

Não satisfeito com isso, ele mexeu meu corpo até me deixar deitada de barriga pra cima, com as pernas esticadas, e colocou as mãos nos meus peitos, apalpando por uns segundos. Eu fiquei de olhos fechados, sem fazer nenhum gesto que me entregasse. Nem quando ele tirou meu casaco do pijama e acariciou meus peitos nus, com a mesma cara de pau e intensidade. "Qual vai ser o próximo passo?", pensei. A situação me deixava desconfortável, apesar da delicadeza dos movimentos dele, e eu rezava pra ele se contentar sem ir além. Não foi assim, porque as carícias deram lugar a uma série de beijos, lambidas e mordidinhas nos seios, primeiro, e nos bicos, depois, alternando metodicamente entre os dois.

Meus piores pressentimentos se realizaram quando ele começou a tirar meu shortinho, virando meu corpo de um lado pro outro pra soltar o pano que ficava preso entre minha carne e a cama. Quando a peça saiu pelos meus pés, me xinguei por ter deixado ele ir tão longe; já tinha provas suficientes do crime dele. Abri os olhos na hora em que ele separou minhas pernas e colocou a mão na buceta. Não consegui mais me segurar e pulei, dando tapas pra todo lado, sem me importar quem era ou não. onde terminavam. Devia ter sentido como marteladas, a julgar pelos gritos que soltava e pelo jeito que se mexia para desviar deles.

— Toño! — falei ao ver que era ele, virando um sussurro o que queria ser um grito. — Você não tem vergonha nem nunca teve! Vai se ferrar quando papai e mamãe souberem. Porco, você é um porco! — acrescentei enquanto saía correndo igual um ladrão vagabundo.

Cobri meu corpo com o primeiro que peguei e fui atrás dele, tentando alcançá-lo antes que entrasse no quarto e trancasse a porta. Não consegui, porque a vantagem dele era grande demais, e tive que me contentar em falar com ele pela porta:

— Você é um porco e dessa vez não vai se safar fácil! Aliás, no momento em que eu botar a mão em você, não vai sobrar dente na boca nem ovo entre as pernas.

Por um tempo continuei soltando ameaças, lembrando da nossa mãe e chamando ele de tudo, menos de bonito. Talvez ele não tenha me ouvido, mas o desabafo ajudou, pelo menos, a pegar no sono depois de umas duas horas virando e revirando o assunto. Jurei e rejurei por todos os Santos do Céu que aquela sacanagem não ficaria sem resposta, pelo menos até acalmar a raiva ou me vingar.

De manhã, acordei cedo, com a intenção de surpreendê-lo quando saísse do quarto, mas, quando ia fazer isso, ouvi duas vozes vindo da cozinha, que, pelo tom, pareciam a dele e a da minha mãe.

Ao chegar na cozinha, encontrei ele tomando café da manhã como se nada tivesse acontecido.

— Vem comigo, Toño! — ordenei com energia. — Preciso te falar umas boas verdades e não quero fazer isso na frente da mamãe, que já tem trabalho e problemas demais, coitada.

Lógico que ela se assustou, sem saber o que dizer ou como reagir ao mau humor da filha. Não demorou muito para encontrar as palavras.

— Mas, filha! Dá pra saber o que está acontecendo? — perguntou com a voz trêmula e segurando firme o encosto da cadeira na frente dela. Fiquei pensativa por uns segundos, tentando encontrar argumentos que justificassem minha entrada como um elefante em loja de louças.

— Nada, mãe. Não é nada grave; não se preocupa. É por causa desse porco, que saiu do banheiro deixando tudo uma pocilga. Agora mesmo ele vai limpar, se souber o que é bom pra ele!

Minha mãe, mais calma, não conseguiu segurar umas boas risadas.

— Assim que eu gosto, filha, que você comece a tratar os homens como deve ser! Já chega de ficar atrás deles o dia todo feito empregada, virando tudo de cabeça pra baixo o que a gente se mata pra deixar arrumado e limpo! — Ela largou a cadeira e foi até meu irmão —. Vamos, vagabundo, faz o que sua irmã mandar se não quiser que eu faça… e você sabe como eu sou! — Terminou dando um baita cascudo na cabeça dele.

Como se o golpe da nossa mãe não bastasse, eu peguei ele pela orelha e puxei com força, como se quisesse arrancar, obrigando ele a levantar da cadeira.

Levei ele direto pro meu quarto, sem soltar a orelha dele, e tranquei a porta com chave; não ia deixar ele escapar de novo, de rabo entre as pernas, quando a porrada chegasse. A tática era simples: primeiro a diplomacia, depois a pancada.

— Agora você vai me contar por que fez isso, porco, porque você é um porco! — comecei suave antes de aumentar o tom.

Ele me encarou nos olhos e eu vi algo que não esperava; longe de parecer arrependido, o olhar dele era desafiador, como se estivesse orgulhoso do que fez. O sorriso debochado dele me convenceu de vez.

— A culpa é sua! Tudo culpa sua! — respondeu agressivo —. Outro dia te pedi na boa e você me humilhou com uma merda de nota, pra eu ir receber de uma puta o que você me negou como irmã. Só te pedi ajuda e você respondeu com deboche. Isso me fez pensar e cheguei à conclusão de que pra você eu sou um zero à esquerda. esquerda.

Depois de me dizer aquelas palavras desoladoras, que encolheram meu coração igual a uma estrela moribunda, não consegui segurar as lágrimas e desmoronei, afastando de mim qualquer traço de raiva ou desejo de vingança.

— Vejo que você não soube ler minha intenção — respondi soluçando —, e também não percebeu a situação tão complicada em que você me colocou. Será que você imaginou que todo santo dia um irmão me pede para ficar pelada na frente dele? Achou que eu era uma mina tão fácil assim pra me jogar nos seus braços sem mais nem menos? — fiz uma pausa pra secar as lágrimas antes de continuar —. Se não gostou da minha resposta, a gente devia ter conversado direito e achado uma solução em comum acordo.

Toño não parava de me olhar, sem diminuir um pingo seu semblante severo e sem mostrar um mínimo de compaixão.

— Olha só que santinha virou a ‘irmã Mônica’! — disse Toño com um tom bem sarcástico —. Ou Mônica ‘DELUXE’, se preferir. Será que você achou que eu nunca ia ficar sabendo das suas putarias por essa cidade toda e, se for pra ser sincero, pelo estado inteiro?

O comentário dele foi muito pesado, o mais doloroso que já ouvi na vida, e não pelo conteúdo, mas pelo tom, pela forma e por quem disse. O pior de tudo é que não tinha saída, ele me pegou no pulo e apertou forte. Procurei na minha cabeça, tentando encontrar palavras que, pelo menos, soassem sinceras e que me livrassem da culpa aos ouvidos de um irmão que sempre me adorou.

— Me perdoa, irmão — apelei pro tratamento de irmão numa tentativa desesperada de comovê-lo assim —, nunca imaginei que você fosse ficar sabendo das minhas aventuras e loucuras de adolescente. Nunca considerei a possibilidade de você se sentir humilhado por causa disso, e até mesmo seus amigos zuarem você por minha causa. Mas é verdade, e você tem todo direito de me jogar na cara: eu transei com todo mundo que eu quis porque eu gostava. E, como imagino que te contaram tudo, também é verdade que várias vezes fiz com três ao mesmo tempo, isso Sim, sempre com os mesmos amigos de confiança, embora agora não possa ter eles em tão alta conta. Mas, porra!, você é meu irmão e isso é muito diferente.

— E o Lucas? O que houve com o Lucas? Ele também não é seu irmão? — rebateu Toño, muito irritado — SIM! Não me olha com essa cara de besta, porque também fiquei sabendo daquela viagenzinha da namorada dele e da sua. Imagino que você não devia ter considerado ele irmão naquela hora, porque você se deixou foder por ele todas as vezes que ele quis e do jeito que ele achou melhor; com certeza você gritou igual uma puta enquanto ele te comia no cu até deixar bem aberto. Acho que já está na hora de todos vocês pararem de me tratar como um moleque, porque pode ser que eu ainda seja virgem aos dezoito anos, mas não sou burro.

Enquanto aquelas palavras, dilacerantes, saíam cuspidas da boca dele, igual veneno de cobra, eu olhava nos olhos dele, atônita e sem reação. O que eu fiz pra merecer tanto castigo? Era a pergunta que martelava minha cabeça sem parar.

— E como você sabe do Lucas? — perguntei, tentando ganhar tempo e pensar em algo coerente.

— Simples, é só escutar atrás das portas — respondeu — Você não faz ideia de como esse mau hábito é útil em certos momentos. Um fim de semana ele veio com a namorada e eu ouvi os dois falando sobre isso. Como pensei que um dia poderia ser útil ter um trunfo na manga, peguei o celular e gravei quase toda a conversa.

Essa última revelação me matou de vez, porque foi a estocada final. Como meu irmão mais velho e a boca aberta da namorada dele podiam ter sido tão estúpidos? Eles tinham todos os dias do ano pra falar sobre isso, e tiveram que fazer justamente no momento mais inoportuno e no lugar mais errado. Percebi que estava encurralada e sem saída, situação que nunca me caiu bem.

— Tá bom! O que você quer pra me deixar em paz? e esquecer de tudo? — eu disse num rompante de dignidade.

Ele levou seu tempo pra decidir, do mesmo jeito que fazia quando a gente, criança, ia na banca de doces e queria tudo. Aí tinha que escolher só um e a gente demorava um tempão.

— No outro dia eu só queria olhar enquanto você me dava instruções — respondeu Toño —, e até podia tocar um pouquinho, mas nada mais…

— Tá bom! — eu interrompi. — Decide de uma vez e vamos acabar com isso!

Toño sentou na minha cama e me indicou, com duas palmadas no colchão, pra sentar do lado dele. Peguei aquele gesto como um jeito de acalmar as águas e fiz o que ele queria.

— Como eu te falei — disse Toño —, eu só quero aprender, e não passar vergonha na primeira vez que ficar com a Patrícia. Quero que você me ensine o que vocês, garotas, gostam, como vocês gostam e como eu tenho que fazer…

— Mas isso é fácil, Toño — cortei. — Isso eu posso explicar sem precisar ir além.

— Não, mana, já te falei que de teoria eu tô cheio. O que eu quero é praticar com você, que você me fale na hora se tá gostando do jeito que eu faço e vá me corrigindo no caminho.

— Cê acha mesmo que vou deixar você me comer enquanto te falo como fazer? Acho que você pirou! Da minha parte, não tem mais o que conversar.

Levantei com intenção de ir embora, mas meu irmão me segurou pelo pulso e me sentou de novo com um puxão forte no braço.

— Acho que você não sabe o que tá dizendo — ele falou num tom ameaçador. — O que cê acha que mamãe e papai vão pensar se eu fizer eles ouvirem a gravação?

Pela primeira vez em todo aquele tempo, as palavras do meu irmão conseguiram me arrancar umas risadas.

— Vai lá e fala o que quiser! — eu disse desafiadora. — Com certeza vão mencionar na conversa, que você diz ter, uma tal de Mônica, mas imagino que você sabe que não sou a única com esse nome. Acho que você tem pouca lenha pra queimar.

Toño mostrou um sorriso largo e Sorriso desconcertante, forte demais pro meu gosto. Aí ele tirou o celular do bolso e procurou o arquivo de áudio. Quando achou, apertou o play e o mundo desabou na minha cabeça: meu irmão e a namorada dele estavam mesmo falando de mim, dando detalhes mais que suficientes pra me incriminar. Tentei arrancar o celular dele e jogar no vaso, mas ele era mais forte que eu, forte demais.

—Não se altera, Moni, porque você ainda não viu a melhor parte. —O tom dele soou ameaçador de novo. Ele mexeu no celular de novo e me mostrou uma coisa que meu cérebro não conseguia processar—. Olha, essas eu tirei faz três noites… E essas, faz duas.

O que ele me mostrou era, nem mais nem menos, uma série de fotos onde nós dois parecíamos muito agarradinhos na minha cama, numa pose mais que explícita e completamente pelados. Pra conseguir aquilo, nas duas noites citadas ele teve o trabalho de se despir, deitar do meu lado e fazer um monte de posições que dessem a entender que nós dois participávamos ativamente. Obviamente, ele também me deixou nua. Numa delas, ele tava por cima de mim, na posição de papai e mamãe, aparentemente com o pau dentro da minha buceta, enquanto eu tava de boca aberta e olhos fechados, como se tivesse gemendo de prazer. Numa outra foto, eu aparecia deitada, com a cabeça no travesseiro e levemente inclinada pra frente, enquanto ele enfiava o pau na minha boca no que parecia um boquete de verdade.

Lutei de novo pra arrancar o celular dele, e fracassei de novo. Não tive escolha a não ser apelar pra palavra.

—Tô vendo que você se virou muito bem, mas posso justificar essas fotos te acusando de ter me drogado, que é o que você realmente fez.

—Nisso você tem razão, mas analisa como as coisas tão: de um lado, tenho a conversa entre o Lucas e a namorada dele; do outro, tenho essas fotos…

—E para por aí! —interrompi.

—Não, irmãzinha, você esqueceu um detalhe pequeno.

—É? Fala, espertão. Me explica direito!

— Você tá esquecendo da fama que você tem. Se eu somar isso com tudo que você já fez e que certas pessoas podem confirmar… Quem você acha que vão acreditar, na piranha da família ou no filhinho querido, no xodó de todo mundo? Melhor ainda, olha só o que eu vou te falar: posso acrescentar que você me assediou por anos, que me obrigou a dar pra você, aproveitando da minha inocência, e que por causa disso eu tenho problemas psicológicos até hoje. E agora… Como é que fica, espertinha?

Diante da atitude metida e babaca do Toño, eu realmente pensei que ele não era meu irmão, mas uma espécie de maluco frio e calculista. Mas eu não ia ceder ao chantagem dele.

— Tô nem aí pro que você diz ou faz. Aliás, acho que você não tem coragem, porque ia matar a mamãe de desgosto. E não esquece do Lucas, porque onde ele te pegar, arranca sua cabeça.

— Lucas? — Toño soltou umas gargalhadas assustadoras — Com ele não sei o que vou fazer, mas não descarto comer a bunda gostosa da namorada dele um dia. Mas vamos deixar os ausentes de lado. Você já disse sua última palavra, irmãzinha?

Eu já tava começando a me irritar com ele me chamando de "irmãzinha" naquele tom debochado.

— Não, não disse, mas vou completar com uma frase inteira, pra você entender bem. — Respirei fundo e me joguei — Vai tomar no cu, seu idiota!

Meu irmão ficou realmente sem graça e o sorriso idiota sumiu do rosto dele.

— OK! Você quem quis! — ele disse num tom ameaçador e saiu correndo pra cozinha.

Demorei uns segundos pra reagir e quando percebi, já era tarde pra segurar ele. Cheguei na cozinha bem na hora em que ele cuspia as primeiras palavras.

— Mãe! — chamou a atenção dela — Preciso te contar uma coisa que rolou entre eu e minha irmã. — O sem-vergonha ainda apelou pro tratamento filial pra piorar a situação.

— E o que é tão importante assim? — perguntou minha mãe, meio indiferente e sem parar de preparar a comida.

Eu tinha que agir rápido se quisesse chegar viva no dia seguinte.

— Nada, mãe, é Só uma besteira!... — tive que improvisar rápido—. O que acontece é que, quando o Toño limpou o banheiro, eu dei um beijo nele por ser tão prendado. Nada de mais!

— E por essa bobagem vocês me fazem perder tempo? — ela disse enquanto eu puxava o braço do meu irmão para tirá-lo da cozinha, ao mesmo tempo que sussurrava que precisávamos conversar com mais calma.

De volta ao meu quarto, tentei de todo jeito fazê-lo cair na real, mas, pelo visto, ele não tinha essa capacidade.

— Minhas condições são inegociáveis — ele me disse com firmeza na voz—. Pode ser que agora você tenha impedido, mas posso soltar a bomba a qualquer momento. Até quando você não estiver por perto para me desmentir ou dar desculpas absurdas. Assim, vão contar só com a minha versão e com minhas provas, e você só vai poder se defender quando a bola de neve estiver grande demais para parar.

— Tá bom! — falei decidida—. Se você quer me foder… Vai em frente, não se acanhe! Podemos fazer agora mesmo. Olha que fácil eu estou facilitando!

Fui até a porta e tranquei o ferrolho, em seguida tirei a calça e a calcinha, me joguei na cama de barriga pra cima, abri as pernas e minha buceta ficou totalmente acessível.

— Bom, aqui estou eu, bem disposta. Enfia sua coisa e vamos acabar logo com isso. Mas bota uma camisinha, não vá me passar uma doença — falei com total indiferença e tirei uma da gaveta do criado-mudo.

O filho da puta ainda teve a cara de pau de rir na minha cara. Pra ele, era só um jogo onde não tinha pensado nas possíveis consequências. Eu não sabia o que diabos passava pela cabeça dele, mas, da minha parte, tinha certeza de que meu irmão Toño deixava de ser meu irmão naquele exato momento.

— Não vai tão rápido, minha querida Moni — ele disse com toda a calma do mundo—. Por enquanto, me contento em você me chupar. Depois pode engolir ou cuspir, o que achar melhor. Mas tira mais roupa, porque assim você não me motiva.

Não motivava ele? Nunca tinha conhecido alguém com tanta cara de pau. Era até mais canalha que meu próprio namorado, pra quem eu deixava tudo passar por amor. Querendo acabar logo com aquilo, tirei toda a roupa e me sentei na beirada da cama.

— Vai, tira ela logo, que a gente não tem o dia inteiro! — falei igual uma puta apressada porque outro cliente tá esperando.

Ele, claro, não parecia ter pressa nenhuma, porque se ajoelhou atrás de mim, em cima da cama, e começou a apalpar meus peitos por trás. Depois desceu a mão e enfiou dois dedos na minha buceta. A cena deve ter animado ele, porque não demorou pra colocar o pau na minha cara.

— Não gosto de te ver com essa cara, irmãzinha. Quero um pouco de entusiasmo e que você me faça o melhor boquete da sua vida.

Não respondi, pra evitar problemas, e só me limitei a meter o pau dele na boca e chupar o melhor que sabia, pra ele gozar o mais rápido possível. Não foi difícil conseguir meu objetivo, considerando que era o primeiro boquete que ele recebia na vida. Os novatos não costumam aguentar muito!

Com a boca cheia, custava acreditar que ele tinha soltado tanta porra. Provavelmente tava há um bom tempo sem bater uma. Levantei, com intenção de cuspir no lixo, mas o Toño me deu um empurrão que me fez cair deitada no colchão. Por causa dessa violência, abri a boca instintivamente e parte do sêmen escorreu pelo canto dos lábios; o resto, a maior parte, foi direto pro estômago sem que eu pudesse fazer nada pra evitar. Não deu tempo de reclamar ou xingar ele de tudo, porque ele saiu correndo de novo com o rabo entre as pernas.

Durante uns dois dias, no máximo o que ele fez foi me passar a mão quando queria e não tinha ninguém por perto; umas vezes vinha por trás e apalpava meus peitos; outras, quando eu tava de saia curta, enfiava a mão por baixo e mexia na minha buceta, por cima da calcinha. Cheguei a pensar que essas... As ações dele tinham o objetivo de me esquentar pra que eu ficasse o mais receptiva possível quando chegasse a hora da verdade. Mas… quando seria? O que ele planejava? A incerteza me matava porque ele não tinha me contado nada.

No dia de Natal, voltei tarde pra casa. Tinha jantado com meu namorado na casa dos pais dele e depois a gente tinha se esfregado no quarto dele. Obviamente, não contei nada sobre a chantagem que meu irmão tava fazendo comigo. Se não contei, foi por dois motivos de peso: primeiro, porque sabia como ele era impulsivo e podia piorar as coisas; segundo, porque meu irmão tinha me ordenado, explicitamente, que não contasse, e ainda disse que, se ele desconfiasse do mínimo, me “afundava na lama”, exatamente assim.

Quando entrei no meu quarto, encontrei o Toño fuçando na gaveta onde eu guardava minha roupa íntima, o que me deixou puta, porque ele não só me manipulava com a chantagem, mas ainda tinha a cara de pau de invadir minha privacidade.

— Toño! — falei com cara feia. — Já vai saindo pela porta!

— Calma, Moni, que você fica muito feia quando se irrita! — respondeu ele, enquanto tirava da gaveta um conjunto vermelho. — Quero que você vista esse sutiã e essa calcinha pra mim.

Olhei nos olhos dele e não vi nenhum sinal de que ele aceitaria um não como resposta. Me armei de paciência e comecei a me despir depois de trancar a porta com o ferrolho; só faltava meus pais me pegarem pelada na frente do meu irmão vestido. Depois, vesti o conjunto que o Toño escolheu.

— Linda! — exclamou meu irmão, que tinha se sentado na cama. — Definitivamente, o vermelho paixão é a sua cor. — Agora quero que você tire tudo bem devagar.

Obedeci de novo e fiquei nua diante do olhar atento dele.

— Bom, agora já pode ir embora! — falei, com a vergonha estampada no meu rosto.

— Não, não, tão rápido não, irmãzinha…

— Para de me chamar de “irmãzinha” de uma vez! — falei. com raiva―. Já encheu o saco com essa palavrinha do caralho.

―OK! OK! ―repetiu enquanto a mão dele pedia calma―. Vem comigo pra cama, que tenho um presentinho pra você ―completou, mostrando uma camisinha lacrada.

―Você não vai querer…

―Chega de besteira! ―exclamou, contrariado―. Não vou repetir as coisas duas vezes, nem vou permitir que você questione minhas ordens. Já deu! De agora em diante, você cala a boca e obedece. No menor deslize, largo mão de ser bonzinho e te encho de tanta porrada que você vai ter dificuldade até pra respirar. Me irrita pra caralho você tentar brincar comigo, depois de ter se esfregado, ao longo de vários anos, com todo mundo que quis te foder ou enfiar o pau nessa boca safada.

Aquelas palavras confirmaram que o mister Hyde tinha tomado o corpo do meu irmão, e a mente dele, que era o pior. Fiquei apavorada pra cacete, porque nunca tinha visto meu irmão naquele estado, nem acreditaria se alguém me contasse. Tinha que tomar muito cuidado a partir dali, porque as reações dele podiam ser imprevisíveis.

―Calma, Toño, é melhor manter a cabeça no lugar ―falei com um certo jeitinho―. Você manda e eu faço sem reclamar.

―Viu? Agora a gente fala a mesma língua. Quero que você se deite na cama e me receba de pernas abertas; acho que já tá na hora de meter no pussy, pra saber qual é a sensação.

Não pensei duas vezes e fiz o que ele queria. No momento em que o tive entre as pernas, pelado, ele tentou me penetrar, mas tava dando murro em ponta de faca porque o que encontrou foi o cu. Baixei a mão pra guiar o pau e facilitar as coisas, mas um novo olhar de desaprovação caiu sobre mim como uma tonelada.

―Não quero sua ajuda, porque quando eu tiver em cima da minha namorada, você não vai estar lá pra colocar no lugar certo… Ou vai?

―Não, Toño, desculpa pela mancada. Acho melhor você meter antes de deitar. Sobre mim, porque não é fácil acertar no escuro. Se quiser, eu abro bem as pernas e você se ajoelha entre elas. Aí é só dar uma olhada na área da buceta e ver claramente onde tem que meter.

Por sorte pra mim, meu irmão aceitou o conselho e conseguiu me penetrar com total conforto, sem pressa. O pau dele não era nada demais, mas tenho que admitir que ele conseguiu arrancar um gemido meu ao penetrar. Enquanto me fodia, eu tentava me mexer e posicionar meu corpo pra que ele não notasse suas falhas, que eram muitas, e acompanhava os movimentos com gemidos leves e palavras de incentivo.

― Isso, Toño, você tá indo muito bem e eu tô perto do orgasmo. Adoro como você me fode, parece que faz isso a vida toda.

Ele não dizia nada, só soltava uns resmungos de prazer e cansaço, mas demorava demais pra gozar, e isso não era nada normal.

― Irmão, por que você tá demorando tanto? Algo errado? Quer tentar de outro jeito?

― Tá tudo bem, Moni. É que eu bati uma umas três horas atrás, pra aguentar mais.

A resposta me deixou perplexa e quebrou todos os meus esquemas, porque significava que a gente podia ficar ali um bom tempo, na melhor das hipóteses. Além da falta de experiência, ainda tinha a chance de um broxar, e isso não fazia parte dos meus planos. Principalmente porque a reação dele podia ser imprevisível. Eu tinha que agir rápido e com esperteza.

― Toño, que tal eu montar em cima de você? ― perguntei com todo cuidado ―. Lembra que, quando você estiver com a Patrícia, ela também vai querer tomar a iniciativa em algum momento.

― Tem razão. Assim eu vou poder ver como os melões dela balançam na minha frente. Você teve uma boa ideia, maninha… ― Pelo menos ele teve a delicadeza de se segurar antes de completar a maldita palavra.

Montar em cima dele, me mexer como devia e fazer ele gozar não foi tarefa fácil, mas levei só uns dez minutos e um par de Orgasmos impossíveis de conter. Tenho que admitir que tive que me dedicar de verdade, usando toda a minha experiência acumulada ao longo dos anos, porque não bastava só me mover com precisão, eu também tinha que estimular os sentidos dela enquanto fazia isso. As tetas tiveram um papel importante quando peguei as mãos dela e coloquei sobre elas, guiando com as minhas e apertando quando necessário. Depois, quando ela cansou de apalpar, meus lábios assumiram o controle, percorrendo o pescoço, a boca, os ombros e o peito dela. Foi aí que a motivação dela atingiu o nível máximo, bem no momento em que eu gozei pela segunda vez. Senti ela ofegando sem controle e, em poucos segundos, se acalmou, empurrando o pau dentro de mim com umas poucas batidas de quadril quase imperceptíveis. Mergulhado no auge do prazer, o Toño ficou imóvel por uns segundos, enquanto eu me mexia de leve, tentando extrair a última gota de porra.

A despedida foi silenciosa e, de certa forma, agradável: sem um único rancor, nem um olhar de desprezo, nem um gesto grosseiro, nada disso da parte dele, só um simples “Valeu!”, sussurrado na hora de ir embora. Lembro que, quando a porta se fechou, sentimentos conflitantes vieram à minha cabeça, uns prontos pra me atormentar e outros querendo me consolar. Na real, eu não ousava avaliar o que tinha acontecido. Talvez por medo de perceber que não tinha sido tão traumático assim, porque, durante o tempo que o tive dentro de mim, ele se comportou como uma pessoa, como o irmão que eu achava que tinha perdido pra sempre. Será que dava pra perdoar meu irmão desgarrado quando tudo estivesse esquecido? Tinha alguma chance de ele voltar pro caminho do bom senso? Ele ainda tinha salvação? Perguntas demais que só o tempo ia responder.

Nas duas noites seguintes, a mesma coisa aconteceu de novo, pela buceta e em posições diferentes. Aí foi mais fácil e menos traumático pra mim, porque já encontrei o jeito de controlar os surtos dele e guiá-lo por um caminho pacífico e humano. Na segunda dessas duas noites, acabei saciando minha curiosidade sobre quais eram os planos dele. Ele me disse que tinha ouvido meus pais comentarem que em dois dias iam pra Cádiz, visitar nossos tios, e que iam passar uma noite na casa deles. Ele completou que era a oportunidade perfeita pra transformá-lo num amante experiente. Depois me deu um bilhete com instruções precisas pra seguir:

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Instruções para a noite de 29 de dezembro.

1º) Nada de foder com o Sergio naquele dia. Se seu namorado insistir, manda ele pra merda se for preciso.

2º) Você tem que chegar em casa à meia-noite, nem antes nem depois.

3º) Antes das doze e quinze, você deve entrar no meu quarto completamente pelada. Não precisa bater na porta, porque eu vou estar te esperando.

4º) Você tem que tomar a iniciativa o tempo todo, como se entrasse pra seduzir um garoto tímido e inexperiente. Lembra que você vai ser a professora e eu o aluno, e o tempo todo você tem que me mostrar o que eu devo fazer, como devo fazer e me corrigir quando não te satisfizer, me ensinando o jeito certo. Só assim vou poder aprender o que vocês, garotas, gostam, como vocês gostam de ser tocadas, posições preferidas, palavras e frases que excitam ou emocionam vocês e, resumindo, tudo que possa me deixar bem quando eu estrear com minha namorada.

NOTA: lembra do que já aconteceu até agora e que eu posso ser uma pessoa razoável ou seu pior pesadelo. Se você se comportar como eu espero e me transformar num expert antes de sair do meu quarto, tem minha palavra de que a gravação e as fotos vão sumir pra sempre, e você vai viver tranquila e feliz no que depender de mim. Você continuar me vendo como irmão ou como um completo estranho a partir dessa noite, só depende de você.

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Claro que o bilhetinho tinha seus detalhes e parecia ter tudo bem amarrado. Pensei que, com certeza, ele Tinha me inspirado em algum filme Promíscuo, onde o típico jovenzinho tímido é seduzido pela coroa da vez, só que nesse caso, ele de tímido não tinha nada e eu ainda faltava muitos anos pra ser considerada uma coroa.

No dia marcado, cheguei em casa exatamente meia-noite, entrei no meu quarto, me despi completamente e cinco minutos depois entrei no quarto do Toño sem bater na porta, exatamente como ele tinha mandado. Encontrei ele deitado na cama, coberto com o lençol, de lado e de costas pra porta. Fiquei muito surpresa com aquela cena e pensei que talvez ele tivesse esquecido ou confundido o dia.

― Toño! ― chamei ele enquanto balançava ele de leve.

― Oi. Que horas são? Acho que acabei dormindo ― ele respondeu.

― Já passou da meia-noite e eu segui suas instruções à risca.

― Boa menina! ― ele sussurrou docemente e completou do mesmo jeito ―. Pode começar, tô pronto pra aprender tudo que você me ensinar.

Comecei minha atuação sentando na cama, me inclinei e beijei os lábios dele quando ficaram ao alcance dos meus. Ele tava vestido, quando vi depois de puxar o lençol, com uma camiseta de algodão e uma cueca bem justa. Deslizei a mão direita por baixo da camiseta dele e acariciei o peito dele enquanto beijava a boca dele. A atitude dele era muito passiva e tive que ser eu a colocar as mãos dele nos meus peitos, guiando elas com as minhas pra percorrer toda a superfície.

― Você tá indo muito bem, meu rei ― falei ―. Sentir suas mãos na minha pele é um prazer que deixa minha bucetinha molhada.

Abri as pernas e desci a mão direita dele até colocar no meu sexo, que realmente tava molhado, enquanto com a minha eu aprofundava dentro da cueca dele. Assim que toquei no pau dele e segurei com minha mão, foi crescendo progressivamente até atingir o máximo esplendor. Forcei a cueca até liberar o membro dele e me apressei em enterrar dentro da minha boca. Por uns minutos, eu beijei, lambi e chupei como se fosse a coisa mais gostosa que já tinha entrado entre meus lábios.

— Sei que você é inexperiente e que ainda tem muito o que aprender, mas eu vou ser a professora que vai te mostrar o caminho que leva ao prazer. — Sem dúvida, eu estava me jogando de cabeça no meu papel. Pelo menos os olhos e o sorriso dele me diziam isso. — Agora deixa eu deitar, pra você começar a praticar seguindo minhas instruções.

Assim que me deitei, pedi pra ele se inclinar sobre mim e manter uma certa distância entre o corpo dele e o meu.

— Isso! Agora você precisa prestar atenção numa coisa muito importante. Você tem que me estimular o máximo possível pra eu ficar receptiva quando você me penetrar. Pra isso, começa me beijando nessa ordem: lábios, pescoço, bochechas e termina no lóbulo da orelha que for mais confortável pra você. Pode acompanhar esses beijos com carícias suaves nos meus ombros, peitos e barriga. Assim você vai acender minha chama.

Toño seguiu minhas instruções à risca por alguns minutos, aumentando ou diminuindo o ritmo conforme eu ia orientando. A primeira lição não tinha dificuldade nenhuma e ele aprendeu fácil, conseguindo me excitar de um jeito que eu já tinha até esquecido. Sem dúvida, meu irmão tinha um jeito muito peculiar de usar as mãos e os lábios, com uma delicadeza dos infernos.

— Agora você pode estimular a área mais delicada e complicada. Você precisa saber que ela é extremamente sensível e exige um toque especial, evitando qualquer coisa que possa parecer rude. Fica entre minhas pernas, que vou posicioná-las pra ficar confortável e fácil de acessar pra você.

Toño não perdeu tempo e logo estava posicionado do jeito que eu tinha sugerido. Seguindo minhas instruções, ele começou a beijar, lamber e mordiscar levemente os lábios da buceta, com atenção especial pro clitóris. Aos poucos, meu prazer foi aumentando por causa das correções que eu ia fazendo. indicava durante o caminho.

— Você aprende rápido, maninho. Acho que já está na hora de começar a brincar com um ou dois dedos dentro de mim, isso sim, estimulando o clitóris do jeito que você faz, porque a velocidade e a pressão da sua língua estão no ponto certo.

Pode-se dizer que os dedos do meu irmão eram perfeitos pra brincar dentro da minha buceta, já que eram bem compridos e não muito grossos. Além disso, eram muito curiosos e tentavam alcançar todos os cantinhos da cavidade que exploravam.

— Isso, Toño, você tá mandando muito bem! — eu o incentivei com os primeiros gemidos. — Acho que você já tá pronto pra me foder e me levar à loucura. Mas antes vou colocar uma camisinha em você. É importante que você incentive a Patrícia a ser ela mesma a colocar, pra criar um clima de cumplicidade que vai fazer bem pra vocês dois, principalmente pra ela.

Coloquei a camisinha na ponta da glande e fui desenrolando até cobrir o pau dele por completo. Depois ele se posicionou e beijou meus peitos antes de meter na buceta. Gostei que ele fez nessa ordem, porque foi um gesto carinhoso que a namorada dele ia agradecer. Pelo menos eu agradeci. Não demorou pra ele começar a se mexer dentro de mim com agilidade e eficiência, aumentando a frequência e os decibéis dos meus gemidos.

— Isso, meu amor, assim que se faz! — exclamei quando o prazer tomou conta de mim por completo. — Você tá mandando muito bem e me deixando à beira da loucura. A tal da Patrícia não faz ideia do prazer que vai sentir quando você tiver fodendo ela.

— Adoraria que ela se mexesse tão bem quanto você — me disse o Toño —, porque você me deixa louco.

— Tenta falar o mínimo possível numa situação dessas — respondi —, porque é bem capaz de soltar algum comentário sem noção se se deixar levar pelo instinto. Você só continua me fodendo do jeito que tá, que eu tô prestes a te dar um orgasmo.

Minhas palavras provocaram a reação que eu esperava, porque o ritmo dele ficou mais firme, saindo quase por completo da buceta antes de voltar a meter de uma vez, provocando um roçar mais prolongado e eficaz.

— Sim, meu rei! Você é um verdadeiro garanhão — falei no momento final do meu orgasmo —. Você conseguiu que eu encharcasse a buceta toda. Sente como seu pau entra e sai com mais facilidade. Você vai gozar pra mim?

— Não, por enquanto não — sussurrou meu irmão —. Ainda quero continuar, quero que você monte em mim, igual da primeira vez.

— OK! Deixa eu me levantar e você se deita.

Rapidamente nos posicionamos, coloquei o pau na buceta e fui descendo até enfiar tudo. Depois me movi com agilidade, querendo alcançar meu segundo orgasmo antes que ele tivesse o dele; já estava totalmente solta e tinha esquecido o que tinha acontecido até chegar na situação em que me encontrava. Não demorei a atingir meu objetivo e presenteei ele com gemidos e palavras de agradecimento pelo bem que ele estava se comportando, mas estranhei de novo porque o orgasmo dele não vinha.

— O que que tem, meu amor? Não me diga que hoje você também ficou brincando com seu brinquedinho?

Ele negou com a cabeça e depois me mandou sair de cima, com o rosto triste. Levantou da cama e foi em direção à porta.

— Onde você vai? — perguntei, intrigada com a reação dele —. Não se preocupa, porque o que você tá sentindo é normal; às vezes acontece, mas tem outras formas de fazer você gozar.

Minhas palavras pareceram convencê-lo e ele voltou pra cama, sentando na borda.

— Quero meter no seu cu — ele falou como se fosse nada —. Quero saber como é, porque tenho certeza que minha namorada nunca vai deixar ou, no melhor dos casos, vou demorar muito pra experimentar, se é que a gente ainda vai estar junto até lá.

— Isso não fazia parte do que a gente combinou, irmão; mas não acho que vai piorar o que já fizemos. Só me diz qual posição você prefere e vou fazer você não esquecer disso por muito tempo.

— Fica de quatro, que é a posição que mais me Põe.
Rapidamente assumi a posição sugerida, mais por medo de que a excitação dele diminuísse do que por vontade de levar no cu, embora, depois de tudo que aconteceu, também não me fizesse mal. Toño se ajoelhou atrás de mim e foi enfiando devagar no meu ânus, enquanto eu via o pau dele sumir dentro do meu cu. Depois me sodomizou por uns cinco minutos. Quando percebi, pelos gemidos dele e pela força das estocadas, que ele estava prestes a gozar, vi a camisinha que supostamente deveria estar nele bater no travesseiro. Não deu tempo de reagir, porque, quando me toquei, já era tarde demais para impedir que ele inundasse meu reto de porra. Tentei engatinhar para frente para tirar ele de dentro, mas ele me segurou firme pelos quadris e não me deixou avançar. Assim ele conseguiu os dois ou três segundos extras que precisava para descarregar completamente.

— Seu filho da puta! — falei puta da vida —. Passou a noite inteira se comportando como gente e terminou como um animal. Agora deixa eu ir no banheiro, por favor, quero soltar no vaso essa porra nojenta sua.

Quando o pau dele saiu do meu cu, tampei o buraco com a mão e, sem tirar ela de lá, fui andando igual um pato até o banheiro. Depois voltei direto pro meu quarto. Passei a noite inteira sem dormir, tentando achar alguma explicação que justificasse o comportamento dele. Não conseguia entender que, tendo ganhado minha vontade e também meu apreço, ele tivesse se esforçado tanto pra jogar tudo fora.

De manhã, um pouco mais calma, a primeira coisa que fiz foi exigir que o Toño deletasse a gravação e as fotos. No começo ele recusou, mas acabei me impondo e eu mesma fiz isso. Na mesma tarde, durante o almoço, anunciei pros meus pais que voltava pra Málaga. Minha mãe ficou muito triste e tentou de todo jeito me convencer a ficar, mas minha decisão já estava tomada. Justifiquei minha partida repentina, dizendo que Me tinham proposto trabalhar até 7 de janeiro na livraria onde trabalhei tempos atrás.

Sérgio também ficou surpreso quando pedi pra ele vir comigo pra casa e, embora tenha me pedido explicações, só pedi que confiasse em mim e tivesse paciência, prometendo que contaria tudo quando encontrasse o momento certo.

Aquelas férias de Natal marcaram um antes e um depois na relação com meu irmão Toño. Nunca na vida imaginei que uma pessoa tão meiga e carinhosa com todo mundo, e especialmente comigo, pudesse mudar tão rápido e de forma tão drástica. O que um dia foi um garoto adorável tinha se transformado numa espécie de monstro frio e calculista. Poucos meses depois, tive a chance de ver que meus pensamentos nem chegavam perto da realidade cruel, porque ele me surpreendeu de novo, junto com um amigo dele, não com um ás na manga, mas com um verdadeiro pôquer de ases. O que aconteceu naquela ocasião daria uma reviravolta inesperada na relação com meu irmão Toño. Mas isso é outra história…

1 comentários - Chantajeada por mi hermano

El libro me duerme..... por lo menos hubieras echo un resumen..