Ébano e Marfim 4

Sendo diplomata, o Awekonosecuanto viaja direto pro país dele, então eu sabia que uma hora a gente ia ter que se separar. Não sabia por quanto tempo, mas fossem dias, semanas ou meses, tinha certeza que eu ia sentir falta dele. Eu tinha me acostumado demais com ele, com ele e com o pau dele, tanto que durante o tempo que a gente ficou junto, não existiu outro homem pra mim, fora meu marido, claro.

Os dias antes da partida dele, a gente se via praticamente toda hora pra foder até cair de exaustão. Não dávamos trégua nem descanso, qualquer tempo livre que a gente tinha, aproveitava pra soltar umas daquelas gozadas que já tinham se tornado essenciais pros dois. Quase sempre ele gozava dentro de mim, e quando não, jogava a porra dele em cima de mim como se fosse uma cachoeira. Eu já tinha provado o sêmen dele de todo jeito: pela buceta, pelo cu, pela boca, mas sentir escorrendo na minha pele, me encharcando com aquele calor gostoso, era como um presente dos céus. Mas... o dia da partida chegou, e mesmo sabendo desde o começo que a nossa história não ia ser eterna, foi difícil me desapegar daquilo que tão rápido tinha virado parte da minha vida.

Fui visitar ele no apartamento umas horas antes do voo dele, a gente trepou como se fosse a última vez — e talvez fosse —, tentando expressar naqueles breves momentos o que sentíamos um pelo outro. Não era amor, óbvio, era algo mais forte, mais intenso, mais... sei lá, a gente se divertia junto, se curtia, e mesmo depois do sexo ninguém tinha pressa de ir embora, pelo contrário, a gente queria ficar junto o máximo de tempo possível. Embora sejamos de culturas diferentes, etnias diferentes, parecia que a gente se conhecia desde sempre, e na cama éramos o complemento perfeito um do outro. A gente se conhecia até o menor gesto, adivinhando muito antes o que o outro queria.

Naquele dia, o da despedida, ele me comeu como nunca, me fazendo vibrar no ritmo do pau dele. Enfiações devastadoras. Ele também quis me foder bem fundo no cu, mas apesar da insistência e da boa vontade dos dois, mais da metade não entrava. Lembro de ter montado nele, de costas, subindo e descendo naquela coluna de ébano brutal, balançando como se estivesse no topo do mundo, até que num impulso tentei de novo pelo cu. Eu gostava daquela sensação de dor, ardor, a pressão que me provocava, mas por mais que tentasse, tinha uma barreira intransponível que não deixava entrar mais da metade do volume dele; mais significaria rasgo, ruptura, o estrago violento e feroz das minhas partes. Então voltei a envolvê-lo com minha buceta e a mimá-lo com o roçar daquelas paredes quentes e aveludadas.

Dessa vez ele gozou em cima de mim, eu de joelhos, como uma súdita, e ele de pé na minha frente, batendo uma como se quisesse arrancar a própria pele. O barulho do atrito e dos nossos suspiros enchia meus ouvidos, enquanto eu esperava ali, ansiosa e na expectativa, de boca aberta, amassando meus peitos, oferecendo-os pra ele me encharcar com o leite dele. Gozou como se em vez de pau tivesse um chafariz, jorrando sobre minha humanidade jato após jato de esperma. Uma parte escorreu na minha boca, quase me afogando com a efervescência, enquanto o resto caiu no meu rosto, no cabelo, nos peitos... foi apoteótico, épico, transcendental... podem passar os homens, mas pra sempre vai perdurar em mim aquela imagem do negão gozando em cima de mim, deixando a marca da virilidade dele.

Ele teve que me ajudar a levantar, porque fiquei cega; o gozo que tinha caído no meu cabelo escorreu pela minha testa e desceu sobre minhas pálpebras, me deixando momentaneamente sem visão nenhuma. Ele me levou pro banheiro, assim, toda leitada como eu tava, e a gente tomou banho junto. Na banheira ele me comeu de novo, me espremeu de cara contra os azulejos e me pegou por trás. Ele tinha que se abaixar bastante e eu me equilibrar nas bordas da banheira pra nossas partes se encaixarem. Mas conseguimos, podendo aproveitar uma sobra que ambos precisávamos com urgência. Ele gozou dentro de mim, me enchendo de porra até em dutos que eu achava esquecidos, e aí sim, a despedida se tornou iminente e inevitável.

Depois daquele último sexo (até quando?), tomamos banho juntos e o acompanhei até o carro que o levaria ao aeroporto. Nos despedimos com um beijo bem molhado e cheio de tesão, na frente de todo mundo, prometendo um próximo encontro. Quando ele foi embora, fiquei triste, desolada, nas últimas semanas só tinha estado com ele, então sua ausência não passaria despercebida no meu dia a dia.

Caminhei umas quadras até a Santa Fé e peguei o metrô, tinha o resto do dia livre, então não estava com pressa. Ia distraída nos meus pensamentos, tentando não pensar no Awekonosei lá o quê, quando meu olhar cruza com o de um cara que está parado na porta do vagão, me encarando. Ao ficarmos nos olhando, não consigo evitar um sorriso, não porque estivesse procurando algo, mas por puro reflexo. Desvio o olhar e fico observando ele pelo reflexo da janela, ele continua me olhando, sorrindo também. É um cara bem gostoso, uns trinta e poucos anos, de terno impecável e pasta executiva, o remédio perfeito para me esquecer, por enquanto, do meu querido amante africano. Mas já estamos chegando na estação, se vou fazer alguma coisa, tenho que fazer agora. Levanto e vou até a porta, ficando bem do lado dele. Nesse horário viaja pouca gente, então não tem muitos intrusos entre nós.

— A próxima é Uruguai? — pergunto.
Já sei que é Uruguai, mas tento puxar algum papo.

— Sim, você desce aí? — ele me pergunta de volta.

— Sim, por quê? — respondo.

— Talvez eu pudesse te convidar para um café.

— Só talvez? — provoco com um sorriso.

— Te convido para um café, quero dizer — ele se corrige.

— Ok, aceito — falo sorrindo e estendo a mão para me apresentar — Mariela.

— Alfonso — ele se apresenta, apertando minha mão.

O trem já Tô chegando na plataforma, a gente desce e caminha junto pelos corredores e escadas até sair pra rua. Parece mentira, mas quando me despedi do Awekonosecuanto uns minutos atrás, tava nublado e prestes a chover, agora o céu tá limpo e o sol brilhando, igual meu astral. Entramos numa padaria, sentamos numa mesa e pedimos dois cafés. Batemos papo por um bom tempo, cêis devem achar que nessa altura já devia ter rolado uma foda (eu também, kkk), mas o Alfonso tinha que ir trabalhar e eu vinha de uma sessão sexual exaustiva com o Awekonosecuanto, nem imaginam como eu tava com a buceta, coitada, precisava de pelo menos umas horas pra se recuperar. Além disso, eu tava curtindo esse joguinho de sedução, ir devagar, passo a passo, sem exagerar, claro, também não é pra ficar de santinha.

— Olha que sou casada — avisei quando ele pediu meu número de celular.
— Eu também — ele respondeu, mostrando a aliança.
A gente riu e trocou os números, combinando os horários que dava pra ligar ou mandar mensagem. Quando chegou a hora de se despedir, ele pagou o que a gente consumiu, caminhamos até a porta, saímos na rua e... nos beijamos. Foi um beijo curto, mas satisfatório, um prólogo apropriado pro que com certeza ia rolar nos próximos dias.

19 comentários - Ébano e Marfim 4

increible relato, la saga excelente,

van puntos
las fantasias tienen un fin Marita y...sos una genia como escribis...porque inmediatamente metes otra historia...es un "Continuara" constante...gran pluma...!! estas para un Cervantes...excelente!!
genial!
me voy a empezar a parar en las puertas del subte a ver si tengo suerte
ludaza +1
Que genialidad, vos y tus relatos! EXCELENTE, sera Alfonso el coprotagonista de tu próximo relato? @maritainfiel y qué pasó con el pibe que te cruzabas en la plaza?
Lo veo a veces cuando me tomo mi hora de almuerzo en la plaza, siempre que el clima lo permita, claro.... en cualquier momento lo hago hombrecito... jaja!!!
ludaza
@maritainfiel metele fichas que se nos viene el invierno encima y el clima no acompaña para ir a la plaza para el almuerzo!
Excelente conclusión para tu saga. Ahora el tema es que cómo se hace para seguir con una chota normal después de un negro???
buenisimo el relato! y te voy a decir que me quede con intriga por saber como sigue, esperamos la historia, gracias x compartir, saludos! 😘
No podría ser distinto el final de esta historia. Y pregunta... que paso con aquel adolescente que encontrabas por la plaza? Besos y puntos para la mejor
Sos incorregible @maritainfiel. No le das paz a tu pobre cotorrita...
voy a estar esperando lo que viene, gran relato, me haces calentar muchisimo nena!!!+10
Uuuf tremendo!!
Muuuy caliente como siempre!!
Gracias por compartir
Marita de daría....100 puntos si pudiera!!!!! Que bien relatas tus experiencias!!! salen puntos...me dejaste on fire!!!!
muy bueno marita, las pajas que me clave ajajajaj
"Así que volví a envolverlo con mi concha y a agasajarlo con el roce de esas paredes cálidas y aterciopeladas"

Que manera tan especial y hasta poética que tienes de tratar una buena culeada!!

¡Felicitaciones otra vez! 👏 👏 👏 👏 👏

Negro