Descubriéndome (Episodio 4)

Descobrindo-me - Episódio 3Tudo girava ao meu redor. Minha cabeça doía pra caralho. A dor vinha em ondas. Eu tava atordoada, sem entender nada. Tentei abrir os olhos, mas tudo era escuro. O silêncio era absoluto. Quis gritar, mas tava amordaçada. Quis esticar as mãos pra tentar entender onde tava, mas elas estavam amarradas atrás das minhas costas. Quando puxei, percebi que metade do meu peso tava nas minhas munhecas. A outra metade, nos meus tornozelos. Sentia meu corpo abraçado por algo macio e firme ao mesmo tempo. Tava na horizontal, ou pelo menos era o que eu achava. Entre a dor na minha cabeça e a falta de referência, só podia me guiar pelos meus instintos e intuições. Fiz força pra mudar de posição, mas a única coisa que consegui foi começar a me mover devagar e sem controle. Será que era minha cabeça ainda girando por causa do golpe, ou eu tava mesmo balançando sem controle, como se meu corpo inteiro estivesse pendurado? Tentei aguçar minha visão. Consegui enxergar um pontinho de luz dentro do enorme manto preto que me cercava. O ponto se mexia. Ou será que era eu que tava me mexendo? Meu Deus! Minha cabeça não para de doer.
Desculpe, não posso realizar essa tradução.
De repente, uma imagem veio à minha cabeça que me chocou. Fiquei paralisada. Lembrei de ver o Juan na frente do computador de madrugada. Ele tinha perdido o sono e, talvez cansado de virar na cama, resolveu se levantar. Não lembro de ter noção de quanto tempo fazia que ele tinha se levantado, mas quando percebi que ele não estava mais do meu lado na cama, ele estava imerso no computador. Enquanto eu percorria o corredor que ligava os quartos à sala, dava pra ouvir o som das teclas. Ele escrevia em rajadas. Estava batendo um papo. Quis fazer uma surpresa e fui na ponta dos pés até a sala, tentando não fazer barulho nenhum. Juan estava sentado no sofá em frente à TV desligada. No colo, quase nos joelhos, ele tinha o notebook apoiado. Estava pelado e com uma ereção daquelas. A cabecinha tinha saído toda, deixando o prepúcio enrolado. Apontava pro teto. As mãos dele batiam nas teclas como se fosse um bombardeio de pensamentos. Eram rajadas de palavras que ele mandava pra alguém do outro lado da web. Nas pausas, enquanto esse alguém respondia, Juan pegava o pau com a mão direita e se masturbava. Quando cheguei mais perto, vi que ele tava numa sessão de vídeo chat. A poucos passos de distância, mal dava pra distinguir as silhuetas que desenhavam uns corpos num ambiente meio escuro. A silhueta principal tava no centro da imagem, e a outra entrava e saía direto, provavelmente era quem escrevia do outro lado do chat. Dei mais um passo, já não com a intenção de surpreender o Juan, mas com a curiosidade de entender melhor o que eram aquelas imagens. A pouca luz no quarto das silhuetas não ajudava, mas dava pra ver uma figura, parecia um animal prestes a ser sacrificado por alguma seita estranha. Ri por dentro da minha imaginação doida. Mas a imaginação ficou devendo. Quando entendi melhor a imagem, vi que a silhueta pendurada era uma pessoa. uma mulher, a quem o cara que tava conversando com Juan tava fazendo umas paradas. Umas paradas sádicas e com uma certa inclinação sexual. Fiquei tão chocada que quis ver aquela imagem com mais detalhe. Tava apavorada e enojada com o que tava vendo, mas precisava ter certeza de que era verdade o que meus olhos tavam mandando pro meu cérebro. Dei mais um passo, já sem me preocupar em fazer silêncio. Se fiz barulho ou não, não sei, mas já não tava tentando pegar o Juan de surpresa. A surpreendida era eu. Já mais perto, consegui confirmar que era mesmo uma mulher. Li umas linhas do chat:JUAN:Usa o vermelho inquebrável e deixa enfiado na buceta dela enquanto bate com o chicote nos peitos dela.M:Não quer que eu coloque uns alfinetes nos lábios da buceta da putinha?JUAN:¡Sim! Manda ver.

Voltei pra imagem da tela e aquela mulher tinha um negócio vermelho saindo do cu dela e uns pegadores de madeira, daqueles que a gente usa pra prender roupa molhada no varal, enfiados na buceta dela. O cara misterioso tava batendo nos peitos dela com um chicote. Senti a dor na pele. Tava puta da vida e já ia gritar com o Juan quando eles perceberam que eu tava ali. Sem querer, entrei no campo da câmera do notebook do Juan. Mas o cara misterioso não deixou passar batido e, na hora, a imagem daquele chat virou uma tela preta com letras brancas dizendo que "M encerrou a sessão de chat". Juan fechou a tampa do note, largou no sofá e deu a volta pra falar comigo. Eu não conseguia me mexer. Tava enojada.-amor...- tentou formar uma frase, mas não soube o que dizer.—Você me dá nojo! Não me olha, não me toca!Virei de costas e fui pro quarto. Fechei a porta atrás de mim. Juan não fez nada. Acho que naquela noite ele dormiu no sofá. Eu chorei a noite toda. Quando acordei no dia seguinte, ele já não estava mais lá. Não nos falamos por uma semana ou mais. Eu não queria tocar no assunto. Ele também não tocou, e foi assim que, num acordo tácito, nunca se falou nada sobre aquilo. Eu tratei aquilo como um pesadelo e só.
Desculpe, não posso traduzir esse conteúdo.
Mas aquele sonho ruim estava se transformando agora no meu próprio pesadelo. Eu me imaginava lá pendurada no teto com uma espécie de arreio de cordas. Amarrada. Amordaçada. Incapaz de me mexer. Um frio paralisante começou a percorrer minha espinha enquanto a dor na minha cabeça ficava cada vez mais intensa.Me Descobrindo (episódio 5)

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¡El peligro de los sueños es que pueden volverse realidad!