Liguei pra ela, me apresentei de antemão. Por sorte ela já nos conhecia, por mais sorte ainda ela gostava da gente e a fazíamos rir. Contei minha ideia. Ela disse que sim, que topava, desde que fosse algo sério e textual. Falei que sim, que essa ia ser a graça. Ela perguntou pelo lugar, marquei num café, ela disse que não, que preferia que fosse no apartamento dela.
Dois dias depois, às cinco da tarde, tava no centro, num prédio do caralho tocando a campainha da Mayra. Subi até o quarto andar, bati na porta. Uma loira gostosa pra caralho abriu…
- Mayra?
- Não, entra. Ela tá terminando de se arrumar.
Quando entrei, não sabia se olhava pra loira ou pro apartamento que tava. Era um luxo, piso de madeira, janelões com vista pra montanha, desníveis, um balcão de carvalho e mármore, uma TV de pelo menos 40 polegadas. Tudo impecável. A loira mandou eu sentar.
Aí vi ela vindo. Tinha acabado de sair do banho, cabelo molhado e um roupão justo, sem sutiã e não precisava ser nenhum gênio pra perceber. Os olhos azuis profundos e o cabelo preto, junto com a pele branca, criavam um contraste foda. Ela se movia igual uma gazela, e olha que tava descalça. Me cumprimentou com um beijo na bochecha e ofereceu algo pra beber.
- O que você tomar.
- Não é hora de tomar o que eu tomo. Quer um uísque?
- Beleza, com gelo se der.
Ela virou e foi pro balcão. A umidade da pele fazia o roupão grudar na bunda dela e deixar ver a firmeza. Balançava o quadril igual uma cobra. Começou a preparar dois uísques de costas pra mim, eu não conseguia parar de olhar. As panturrilhas perfeitas denunciavam o começo de umas pernas duras, que sustentavam uma glória ainda mais firme. Fechei os olhos segurando meus pensamentos e olhei pra minha aliança de casado, como pra voltar à realidade. Ela tava me olhando pelo vidro do balcão, deduzi pela pergunta dela.
- Quanto tempo de casado?
- Dois anos.
- Quantas vezes por semana você come ela?
- Hmm… sei lá – falei meio nervoso – não levo conta.
- Se quer manter um casamento feliz, tem que comer ela pelo menos quatro vezes por semana. A cota de sexo é muito mais exigente que a cota de amor conforme os anos passam, mais tentadora e mais divertida.
- E mais fácil de conseguir também.
Essa resposta parece que não agradou nem um pouco, ela parou de servir, se virou e me cravou aqueles olhos azuis na alma.
- Já esteve com uma puta?
- Não.
- Por quê?
- Sei lá, me dá uma certa pena – falei me fazendo de filosófico.
Parece que essa resposta também não agradou, porque ela veio como um vento. Endireitou minha cadeira me deixando sentado debaixo dela, sentou no meu colo, com movimentos finos e ensaiados se aproximou, mordeu de leve minha orelha e entre dentes falou.
- Eu poderia te fazer gozar só com minha língua e amanhã você estaria desesperado atrás de grana pra me comer, depois de me ver por algumas semanas poderia me dar na telha de brincar com você e dizer que não vou te cobrar mais. Te garanto que em menos de dois meses planto uma dúvida na sua cabeça e destruo seu casamento. Então não diga que não esteve com uma puta por “pena”, não esteve porque não sabe procurar, porque não tem coragem ou porque não tem grana. Comigo pode ser sincero.
Ela me deu um beijo no pescoço, se levantou e foi terminar de servir os uísques. Eu estava duro, em todos os sentidos.
- Sobre o assunto da “pena” – ela disse enquanto se aproximava da mesa com os dois uísques sem parar de reboltar a bunda – Quanto você trabalha?
- Bastante…
- Gosta do que faz?
- Mais ou menos, bah… menos que mais.
- E ganha muito trabalhando?
- Não o que acho que mereço.
- Isso dá pena. Olha… eu me formei na universidade, me dediquei dois anos a trabalhar na minha profissão, de graça, sem ganhar um puto. Me mantinha trabalhando como promotora, desde os 18 anos. Sempre gostei de sexo, sou ninfomaníaca desde Poderia dizer. Uma vez me ofereceram grana e eu topei porque o cara era lindo, daí nunca mais parei de cobrar pra transar. Já comeu muitas gostosas?
- Não
- Você gosta de transar?
- Sim, óbvio, mas…
- Mas nada… sabe quantos caras que eu amei eu já comi?
- Chuto que muitos… Só come os bonitos?
- Não, mas os feios pagam muito mais. Quem escolhe sou eu, pode-se dizer. Trabalho à noite, quatro vezes por semana, fazendo algo que amo, que curto e me faz gozar. Tenho este apartamento meu, uma casa no Dalvian, vários apartamentos alugados e dois carros — onde você mora? Já viajei o mundo todo também… várias vezes. Posso trabalhar em qualquer lugar, meu diploma me permite, você pode?
- Não
- Tenho só alguns anos a mais que você, objetivamente… quem é que dá pena?
- Eu sou casado e apaixonado.
- Ponto pra você. Em alguma coisa você podia me ganhar — disse e acendeu um cigarro — as pessoas não entendem que a vida comum ou ordinária, pra falar de um jeito mais cru, não é o que todo mundo busca. Aquela foto de casal feliz, com filhos e numa casa em condomínio fechado não é o que todos queremos. O namorado ideal não está nos meus planos.
- Você não tá namorando?
- Tenho amantes.
- E tá apaixonada por algum?
- Já comeu uma funcionária ou colega de trabalho?
- Não.
- Se fizer, vai saber por que não tô apaixonada. Pra mim é incrível que uma pessoa só transe por estar apaixonada, ou que não tenha sexo casual e libertino por não sentir love, ou por manter um estado fiel. Assim como você não entende minha putaria, eu não entendo sua virgindade mental.
- Não é bem assim, também tem coisas que qualquer pessoa pode se sentir intimidada… você diz que come caras diferentes quatro vezes por semana — não tem medo de pegar uma doença ou engravidar?
- Sobre a primeira, tomo todas as precauções possíveis, mas é algo que tá em jogo, a gente nunca sabe. Sobre a segunda, tenho duas filhos “do coração”, filhos de sangue de duas amigas que engravidaram e eu convenci elas a, em vez de abortar, me darem os bebês. Elas continuam vendo as crianças, mas eu que mantenho e faço o papel de mãe. No meio em que eu circulo, posso ter quantos filhos quiser… e sustentar todos com o melhor. Você tem filhos?
- Ainda não.
- Não consegue?
- Conseguir, até consigo, mas ainda não tenho nem vontade nem grana.
- Grana?… patético. Filhos não consomem “grana”, gente comum planeja demais as coisas. Quando todo mundo viver mais o dia a dia, o mundo vai ser mais feliz. Começa a comer sua esposa sem camisinha e deixa a natureza fluir.
- A natureza fluir? Que loucura você dizer isso… E se você engravidar de um cliente?
- Meus clientes não são como você, são caras com muita grana… políticos, empresários, gente da farofada. Com certeza o que eu ganho numa noite é parecido com o que você ganha num mês.
- E o que isso tem a ver?
- Quantos políticos, empresários ou famosos têm filhos com putas?
- Nunca ouvi falar de nenhum…
- É porque isso é todo gerenciado por operadores, intermediários. O operador te conhece, sabe quem você é, de onde vem e toda a sua vida. É ele que gerencia a agenda dos tubarões e sabe de você. Se por esse azar você engravidar, em três dias você vira defunto. Afinal, você é uma desconhecida. Não é meu negócio engravidar de um peixe grande, esse é outro caminho que começa como todas as periguetes que você vê na TV. As garotas que levamos isso como carreira sabemos quais são as alternativas a seguir e até quando nos aposentar.
- E quando você se aposenta?
- Quando você se aposenta do seu trabalho? – Mayra devolveu a pergunta.
- Sei lá, quando ficar velho.
- Bom… isso é um trabalho como qualquer outro. Não sou como as garotas que trabalham por necessidade, eu faço porque adoro estar nessa e de quebra ganho muita grana, é uma questão de conveniência. Nenhuma colega de Meu estúdio ganha metade do que eu ganho. Eu sou minha própria empresa, meus funcionários buscam clientes pra mim por comissão, e quanto mais alto eles chegam, mais caro eles me custam, mas melhores lucros me geram. Tenho meus contatos em tribunais, em toda a casa do governo, em empresas grandes, em hotéis cinco estrelas, cassinos e baladas. Dou trabalho pra várias minas, como a que te abriu a porta, e muita gente come do nosso trampo. A gente faz algo que gosta e cobra por isso. Até você entender isso, não vai sacar quando vou parar de fazer. Não tem outra coisa que me dê vontade de fazer.
- Eu sempre penso que uma hora você vai querer fazer outra coisa, porque as mulheres, mais cedo ou mais tarde, se apaixonam por alguém e ficam com vontade de ficar com essa pessoa pra sempre, tipo um homem ideal que não querem deixar escapar.
- Seu pensamento é básico, igual ao da maioria dos homens, que acham que as putas precisam desse "príncipe encantado" pra vir nos "tirar" da "miséria" que a gente vive – Mayra falou eloquente, fazendo gestos com os dedos onde iam as aspas – Se eu pegar um cara cheio da grana, com certeza vou acabar dando de graça pro jardineiro, porque o que eu gosto é do sexo, mais do que do dinheiro. Essa ideia de macho salvador é patética e machista. Tenho vários apartamentos meus alugados, poderia viver da renda e mesmo assim continuo trabalhando todo dia, é algo que me enche de adrenalina e vida. Não me vejo cozinhando pra minhas noras ou dormindo numa sexta na luz de um filme romântico. Isso não é pra mim. Você ganha bem escrevendo?
- Não, é mais por paixão.
- Se você colocasse preço na paixão, estaria prostituindo conteúdo. Você faria isso?
- Já nos ofereceram e a gente não fez. E você, qual seria a última coisa que faria?
- Me apaixonar por um cara casado e feliz. De resto, eu topo qualquer proposta. Enfim… o mais "louco" que já fiz até agora foi dar uma entrevista pra um site. Quando você quiser, a gente pode começar. O que você vai me perguntar?
- Acho que não tenho mais nada pra te perguntar…
- Então terminamos por aqui?
- Eu quase terminei – falei, me levantei pra me despedir e ir embora.
Com um sorriso que mostrava um monte de dentes perfeitos e brancos, a Mayra se levantou pra me acompanhar até a porta do apartamento. Me perguntou quando eu ia sair e me avisou pra não publicar fotos dela ou do apê. Antes de ir, virei o uísque de uma vez e fui em direção à porta. Lá, ela me abraçou forte, apertando os peitos duros contra o meu peito e, de novo, mordeu minha orelha de leve…
- Lembra… quatro vezes por semana, no mínimo – e me deu um beijo no pescoço.
Naquela noite, tive uma das melhores noites de sexo com a minha esposa.
Dois dias depois, às cinco da tarde, tava no centro, num prédio do caralho tocando a campainha da Mayra. Subi até o quarto andar, bati na porta. Uma loira gostosa pra caralho abriu…
- Mayra?
- Não, entra. Ela tá terminando de se arrumar.
Quando entrei, não sabia se olhava pra loira ou pro apartamento que tava. Era um luxo, piso de madeira, janelões com vista pra montanha, desníveis, um balcão de carvalho e mármore, uma TV de pelo menos 40 polegadas. Tudo impecável. A loira mandou eu sentar.
Aí vi ela vindo. Tinha acabado de sair do banho, cabelo molhado e um roupão justo, sem sutiã e não precisava ser nenhum gênio pra perceber. Os olhos azuis profundos e o cabelo preto, junto com a pele branca, criavam um contraste foda. Ela se movia igual uma gazela, e olha que tava descalça. Me cumprimentou com um beijo na bochecha e ofereceu algo pra beber.
- O que você tomar.
- Não é hora de tomar o que eu tomo. Quer um uísque?
- Beleza, com gelo se der.
Ela virou e foi pro balcão. A umidade da pele fazia o roupão grudar na bunda dela e deixar ver a firmeza. Balançava o quadril igual uma cobra. Começou a preparar dois uísques de costas pra mim, eu não conseguia parar de olhar. As panturrilhas perfeitas denunciavam o começo de umas pernas duras, que sustentavam uma glória ainda mais firme. Fechei os olhos segurando meus pensamentos e olhei pra minha aliança de casado, como pra voltar à realidade. Ela tava me olhando pelo vidro do balcão, deduzi pela pergunta dela.
- Quanto tempo de casado?
- Dois anos.
- Quantas vezes por semana você come ela?
- Hmm… sei lá – falei meio nervoso – não levo conta.
- Se quer manter um casamento feliz, tem que comer ela pelo menos quatro vezes por semana. A cota de sexo é muito mais exigente que a cota de amor conforme os anos passam, mais tentadora e mais divertida.
- E mais fácil de conseguir também.
Essa resposta parece que não agradou nem um pouco, ela parou de servir, se virou e me cravou aqueles olhos azuis na alma.
- Já esteve com uma puta?
- Não.
- Por quê?
- Sei lá, me dá uma certa pena – falei me fazendo de filosófico.
Parece que essa resposta também não agradou, porque ela veio como um vento. Endireitou minha cadeira me deixando sentado debaixo dela, sentou no meu colo, com movimentos finos e ensaiados se aproximou, mordeu de leve minha orelha e entre dentes falou.
- Eu poderia te fazer gozar só com minha língua e amanhã você estaria desesperado atrás de grana pra me comer, depois de me ver por algumas semanas poderia me dar na telha de brincar com você e dizer que não vou te cobrar mais. Te garanto que em menos de dois meses planto uma dúvida na sua cabeça e destruo seu casamento. Então não diga que não esteve com uma puta por “pena”, não esteve porque não sabe procurar, porque não tem coragem ou porque não tem grana. Comigo pode ser sincero.
Ela me deu um beijo no pescoço, se levantou e foi terminar de servir os uísques. Eu estava duro, em todos os sentidos.
- Sobre o assunto da “pena” – ela disse enquanto se aproximava da mesa com os dois uísques sem parar de reboltar a bunda – Quanto você trabalha?
- Bastante…
- Gosta do que faz?
- Mais ou menos, bah… menos que mais.
- E ganha muito trabalhando?
- Não o que acho que mereço.
- Isso dá pena. Olha… eu me formei na universidade, me dediquei dois anos a trabalhar na minha profissão, de graça, sem ganhar um puto. Me mantinha trabalhando como promotora, desde os 18 anos. Sempre gostei de sexo, sou ninfomaníaca desde Poderia dizer. Uma vez me ofereceram grana e eu topei porque o cara era lindo, daí nunca mais parei de cobrar pra transar. Já comeu muitas gostosas?
- Não
- Você gosta de transar?
- Sim, óbvio, mas…
- Mas nada… sabe quantos caras que eu amei eu já comi?
- Chuto que muitos… Só come os bonitos?
- Não, mas os feios pagam muito mais. Quem escolhe sou eu, pode-se dizer. Trabalho à noite, quatro vezes por semana, fazendo algo que amo, que curto e me faz gozar. Tenho este apartamento meu, uma casa no Dalvian, vários apartamentos alugados e dois carros — onde você mora? Já viajei o mundo todo também… várias vezes. Posso trabalhar em qualquer lugar, meu diploma me permite, você pode?
- Não
- Tenho só alguns anos a mais que você, objetivamente… quem é que dá pena?
- Eu sou casado e apaixonado.
- Ponto pra você. Em alguma coisa você podia me ganhar — disse e acendeu um cigarro — as pessoas não entendem que a vida comum ou ordinária, pra falar de um jeito mais cru, não é o que todo mundo busca. Aquela foto de casal feliz, com filhos e numa casa em condomínio fechado não é o que todos queremos. O namorado ideal não está nos meus planos.
- Você não tá namorando?
- Tenho amantes.
- E tá apaixonada por algum?
- Já comeu uma funcionária ou colega de trabalho?
- Não.
- Se fizer, vai saber por que não tô apaixonada. Pra mim é incrível que uma pessoa só transe por estar apaixonada, ou que não tenha sexo casual e libertino por não sentir love, ou por manter um estado fiel. Assim como você não entende minha putaria, eu não entendo sua virgindade mental.
- Não é bem assim, também tem coisas que qualquer pessoa pode se sentir intimidada… você diz que come caras diferentes quatro vezes por semana — não tem medo de pegar uma doença ou engravidar?
- Sobre a primeira, tomo todas as precauções possíveis, mas é algo que tá em jogo, a gente nunca sabe. Sobre a segunda, tenho duas filhos “do coração”, filhos de sangue de duas amigas que engravidaram e eu convenci elas a, em vez de abortar, me darem os bebês. Elas continuam vendo as crianças, mas eu que mantenho e faço o papel de mãe. No meio em que eu circulo, posso ter quantos filhos quiser… e sustentar todos com o melhor. Você tem filhos?
- Ainda não.
- Não consegue?
- Conseguir, até consigo, mas ainda não tenho nem vontade nem grana.
- Grana?… patético. Filhos não consomem “grana”, gente comum planeja demais as coisas. Quando todo mundo viver mais o dia a dia, o mundo vai ser mais feliz. Começa a comer sua esposa sem camisinha e deixa a natureza fluir.
- A natureza fluir? Que loucura você dizer isso… E se você engravidar de um cliente?
- Meus clientes não são como você, são caras com muita grana… políticos, empresários, gente da farofada. Com certeza o que eu ganho numa noite é parecido com o que você ganha num mês.
- E o que isso tem a ver?
- Quantos políticos, empresários ou famosos têm filhos com putas?
- Nunca ouvi falar de nenhum…
- É porque isso é todo gerenciado por operadores, intermediários. O operador te conhece, sabe quem você é, de onde vem e toda a sua vida. É ele que gerencia a agenda dos tubarões e sabe de você. Se por esse azar você engravidar, em três dias você vira defunto. Afinal, você é uma desconhecida. Não é meu negócio engravidar de um peixe grande, esse é outro caminho que começa como todas as periguetes que você vê na TV. As garotas que levamos isso como carreira sabemos quais são as alternativas a seguir e até quando nos aposentar.
- E quando você se aposenta?
- Quando você se aposenta do seu trabalho? – Mayra devolveu a pergunta.
- Sei lá, quando ficar velho.
- Bom… isso é um trabalho como qualquer outro. Não sou como as garotas que trabalham por necessidade, eu faço porque adoro estar nessa e de quebra ganho muita grana, é uma questão de conveniência. Nenhuma colega de Meu estúdio ganha metade do que eu ganho. Eu sou minha própria empresa, meus funcionários buscam clientes pra mim por comissão, e quanto mais alto eles chegam, mais caro eles me custam, mas melhores lucros me geram. Tenho meus contatos em tribunais, em toda a casa do governo, em empresas grandes, em hotéis cinco estrelas, cassinos e baladas. Dou trabalho pra várias minas, como a que te abriu a porta, e muita gente come do nosso trampo. A gente faz algo que gosta e cobra por isso. Até você entender isso, não vai sacar quando vou parar de fazer. Não tem outra coisa que me dê vontade de fazer.
- Eu sempre penso que uma hora você vai querer fazer outra coisa, porque as mulheres, mais cedo ou mais tarde, se apaixonam por alguém e ficam com vontade de ficar com essa pessoa pra sempre, tipo um homem ideal que não querem deixar escapar.
- Seu pensamento é básico, igual ao da maioria dos homens, que acham que as putas precisam desse "príncipe encantado" pra vir nos "tirar" da "miséria" que a gente vive – Mayra falou eloquente, fazendo gestos com os dedos onde iam as aspas – Se eu pegar um cara cheio da grana, com certeza vou acabar dando de graça pro jardineiro, porque o que eu gosto é do sexo, mais do que do dinheiro. Essa ideia de macho salvador é patética e machista. Tenho vários apartamentos meus alugados, poderia viver da renda e mesmo assim continuo trabalhando todo dia, é algo que me enche de adrenalina e vida. Não me vejo cozinhando pra minhas noras ou dormindo numa sexta na luz de um filme romântico. Isso não é pra mim. Você ganha bem escrevendo?
- Não, é mais por paixão.
- Se você colocasse preço na paixão, estaria prostituindo conteúdo. Você faria isso?
- Já nos ofereceram e a gente não fez. E você, qual seria a última coisa que faria?
- Me apaixonar por um cara casado e feliz. De resto, eu topo qualquer proposta. Enfim… o mais "louco" que já fiz até agora foi dar uma entrevista pra um site. Quando você quiser, a gente pode começar. O que você vai me perguntar?
- Acho que não tenho mais nada pra te perguntar…
- Então terminamos por aqui?
- Eu quase terminei – falei, me levantei pra me despedir e ir embora.
Com um sorriso que mostrava um monte de dentes perfeitos e brancos, a Mayra se levantou pra me acompanhar até a porta do apartamento. Me perguntou quando eu ia sair e me avisou pra não publicar fotos dela ou do apê. Antes de ir, virei o uísque de uma vez e fui em direção à porta. Lá, ela me abraçou forte, apertando os peitos duros contra o meu peito e, de novo, mordeu minha orelha de leve…
- Lembra… quatro vezes por semana, no mínimo – e me deu um beijo no pescoço.
Naquela noite, tive uma das melhores noites de sexo com a minha esposa.
2 comentários - Acción y comprension, explicación y estructura.
Muy buen relato....invito a @bigwomannqn a leerlo