À força

Sempre sustentei que não se pode odiar o que não se conhece. Não vejo lógica em sentir desprezo por algo sobre o qual você não tem conhecimento suficiente. A garota de quem vou falar aprendeu isso de um jeito meio cruel, mas, sendo sinceros, de que outro jeito eu poderia fazê-la cair na real? ;)

Isso aconteceu no começo do meu último ano no ensino médio. Como eu tinha me mudado para os Estados Unidos e não sabia muito sobre a cultura americana nem falava o idioma fluentemente, o orientador da minha turma achou que seria uma boa ideia eu passar uma hora, três vezes por semana, batendo papo com outra aluna da mesma idade, em vez de ficar anotando coisas ou algo assim. Para mim, a ideia de passar uma hora falando de bobeira em vez de ficar sentada numa sala de aula chata fazendo tarefas parecia muito tentadora, e pelo que sei, Emily (esse é o nome da garota) pensou exatamente igual a mim, além de ganhar créditos extras por "ajudar" uma aluna nova.

No dia em que conheci Emily, ela parecia super simpática e divertida, e, embora eu não sentisse nenhuma atração física ou sexual por ela, estaria mentindo se dissesse que ela não era uma gostosa. Mas, em vez de desejá-la por seus olhos verdes, sua juba cacheada e preta, seu rosto angelical e safado ao mesmo tempo, ou seu corpo atlético, achei que a gente podia até virar amiga ou pelo menos curtir o tempo que passaríamos juntas; mas minhas teorias estavam longe da realidade… Naquele primeiro dia, Emily e eu nos apresentamos. Tínhamos quase a mesma idade, estávamos na mesma série, ambas tínhamos o mesmo horário de almoço, enfim, tudo era perfeito para formar uma amizade.

Emily e eu estávamos nos dando superbem, já tinha passado a primeira semana e não tivemos dificuldade em encontrar assunto. Naquela época, Emily tinha namorado e falava muito dele comigo. Ela não era o tipo de garota romântica que sempre queria mais e mais detalhes da parte do namorado dela, o que fazia ele se sentir confortável com ela por não ser "como as outras". Embora Emily se desse muito bem com ele, ela me contava que ele era mais como um amigo pra ela, e num momento de sinceridade (e por causa da conversa que a gente tava tendo) ela confessou que ele não era bom na cama.

Até então, tudo era muito divertido com ela, até me fazia esquecer que tinha deixado meus amigos mais velhos na República Dominicana. O conselheiro que nos apresentou no começo notou a amizade que crescia entre a gente. Como a gente sempre ficava sentada numa antesala do escritório dele, ele decidiu dar uma permissão pra gente sair pra comprar uns hambúrgueres ou uns milk-shakes fora da escola. Emily e eu não desperdiçamos a oferta, e logo pegamos o papelzinho que ia deixar a gente sair sem ser parada ou castigada.

Já que Emily tinha carro, fomos pro estacionamento e lá ela achou o veículo dele, que pra ela ser tão nova, o carro era bem moderno. Na hora ela apertou o botãozinho pra destravar, eu abri a porta e fui entrar... Não dava pra acreditar, que bagunça que tinha lá dentro! E um monte de bituca de cigarro. Parecia que tinha passado um furacão ou algo assim (ri por dentro ao pensar nisso).

- Desculpa a bagunça - falou Emily, meio divertida ao ver minha cara de espanto - Não tive tempo de lavar o carro essa semana.

Depois de alguns minutos, consegui fazer meu rosto voltar ao normal, sem aquela expressão de antipatia e nojo. Afinal, quem era eu pra julgar ela, que com apenas 18 anos já era tão viciada em cigarro? Como já falei no começo, não dá pra julgar o que a gente não conhece, e eu nunca experimentei vício em tabaco.

Fiquei entretida olhando os carros que passavam por nós e respirando o ar "puro" da cidade — falo "puro" porque, embora na cidade não dê pra sentir um cheiro fresco, era com certeza impossível respirar direito no carro da Emily.

- Ei - Emily me tirou do transe.

- Fala - —Dime? —respondi com um sorriso.
—Sei que no teu país isso talvez não seja tão comum, mas... te incomoda se eu fumar? —ela demorou um segundo pra me olhar.
—Não, de jeito nenhum. —sorri pra ela— É que eu não sabia que você fumava, só isso. Além disso, minha mãe fuma igual ou mais que você —as duas rimos. Ela tirou um cigarro da bolsa e acendeu. Segurava o cigarro entre os dedos indicador e médio da mão esquerda. Ficava tão gostosa que não consegui evitar ficar olhando enquanto ela abraçava o cigarro com os lábios finos e depois soltava a fumaça devagar, com os olhos semicerrados. Mesmo eu não fumando, amava esse jeito dela de fazer isso.

Quando chegamos no lugar, pedimos nossas batidas, conversamos mais um pouco enquanto bebíamos, e fomos direto pra escola. Tinha sido legal sair, mas não podíamos passar do tempo combinado.

Ao voltar pro escritório e sentar de novo nas mesmas cadeiras onde a gente tava há quatro semanas, as duas sentiram um cansaço e um tédio estranhos. A gente tava tomando o resto das batidas quando Emily teve uma cãibra na perna esquerda de tanto ficar sentada na mesma posição. Falei pra ela sacudir a perna, que passava mais rápido e não doía tanto. Ela começou a sacudir a perna e ficou tão engraçada que não aguentei e soltei uma gargalhada. Ela dizia que não era engraçado, mas também ria pra caralho enquanto me xingava. Entre as risadas e o movimento da perna, Emily tropeçou na estante e derrubou uns livros. Rimos mais um pouco e peguei dois livros pra colocar de volta no lugar. Parece que um dos livros chamou a atenção de Emily, porque enquanto eu arrumava os que tinha pegado, ela ficou olhando a capa de um que tinha apanhado do chão.

—Ecaaaa! —Emily exclamou com nojo. ao perceber do que se tratava o livro.
- O que foi, o livro é tão ruim assim? – falei, divertida
- Não é só ruim, é nojento!
- Você não pode julgar um livro pela capa
- Fala o que quiser, mas pra você ver que não tô errada, escuta a descrição atrás. – pegou o livro e começou a ler.

Seria impossível descrever minha decepção e expressão facial ao saber do que se tratava o tal livro. Cada palavra que Emily lia na parte de trás do livro adicionava ao rosto dela outra expressão de repulsa, e em mim provocava decepção e uma certa tristeza saber que uma história romântica de lésbicas causava (na garota que eu achava que podia ser minha amiga) uma reação tão forte. A única coisa que consegui pensar, ou melhor, me perguntar, foi: o que ela diria, ou pensaria, se soubesse que todas essas semanas esteve lidando com uma lésbica?

- É nojento como duas mulheres podem ficar juntas. – opinou Emily – Ficar com uma mulher é como ficar com um homem sem pinto, são inúteis pro sexo. – acrescentou com ainda mais grosseria do que no começo. – Se vestem como homens, cortam o cabelo igual a eles – continuou – O problema delas é tão grave que até a igreja é contra todos os viados e essas putas lésbicas que vivem olhando pros peitos da gente, que somos normais. – Ela se expressava com repulsa, indiferença, ignorância, e dava pra dizer até ódio, enquanto afastava o livro da vista.

Depois de ouvir isso, já não me sentia mais decepcionada, surpresa, nem nada do tipo; me sentia irritada e indignada. Dava pra ver que Emily não sabia do que tava falando, que nunca tinha tido uma amiga ou um amigo homossexual. Era óbvio que, se sabia algo sobre lésbicas e gays, era porque via eles de longe, em vez de ter tido uma interação real. O simples fato de ter na cabeça esse estereótipo tão simplificado e, muitas vezes, errado sobre as lésbicas me irritava pra caralho.

Naquele dia, cheguei em casa e me sentia meio enjoada. Enfurecida e ansiosa por causa do que a Emily tinha dito. Sentia que precisava "dar uma lição" nela por ter essa visão tão errada sobre as lésbicas e por se referir a nós como putas que só ficam olhando pros peitos das "normais". Mas o que eu podia dizer, "sou lésbica e não tenho cabelo curto"? ou algo como "Sou lésbica e não fico olhando pras suas tetas"? Tinha que ser algo que realmente fizesse ela mudar de ponto de vista ou pelo menos pensar um pouco mais sobre isso pra não sair por aí ofendendo gente com comentários sem fundamento.

À noite, quando eu ia dormir, algo aconteceu;

-Tive uma ideia!- falei do nada e em voz alta- Claro, como é que não tinha passado pela minha cabeça- continuei conversando comigo mesma- O melhor jeito de fazer ela pensar melhor nas coisas é seduzindo ela!-(Juro que na hora não percebi o quão doida essa ideia era)- Se eu seduzir ela e ela gostar de mim, ela vai estar se comportando e sentindo exatamente o que ela descreveu e humilhou com tanto ódio sem motivo!- Falei comigo mesma cheia de determinação- Que genial que eu sou!

No dia seguinte na escola, estava planejando cada detalhe do que faria: quando, como, o quê, e onde. Sempre fui muito determinada e boa em fazer planos, então tinha certeza de que isso ia dar certo. Não lembrava de ter usado minhas "habilidades" pra um ato tão sinistro, mas isso não só me animava como também me fazia sentir que ia fazer algo bom dando uma lição na Emily usando esse método. O dia passou voando, e no que parecia pouco tempo, já estava em casa ajustando os últimos detalhes do meu plano genial, já que no dia seguinte começaria a colocá-lo em prática.

Naquele dia que decidi botar meu plano em ação, as três primeiras aulas foram tão divertidas que parecia que o tempo voou, e logo chegou a hora de ir "conversar" com a Emily.

-Oi, gata!- falei animada enquanto dava um beijo na bochecha dela. Notei que esse Esse gesto não é comum neste país, mas eu fiz mesmo assim.

— Oi, você tá muito animada hoje. — falei enquanto ela correspondia ao meu beijo amigável.
— Que raridade, você me cumprimentando com um beijo? — perguntou meio sem jeito.

— Desculpa, foi sem querer. No meu país é assim que a gente se cumprimenta. Ainda não me acostumei. — respondi com um sorriso despreocupado.

— Sem problema, até que eu gostei desse gestinho. — rimos as duas (eu com segundas intenções, claro).

O dia passou como qualquer outro no escritório, e assim se foram muitos mais. Não foi fácil fazer a Emily ficar mais próxima de mim, mas com o tempo meu plano estava dando resultados positivos. A Emily parecia ter muito mais confiança em mim e, em várias ocasiões, demonstrava afeto com gestos — aqueles tipos de gestos que amigas normalmente fazem, mas que me ajudariam a concluir meu plano como eu queria. E se não desse certo, eu tinha outra opção, um pouco arriscada, mas igualmente decidida: um plano B...

Um dia, estávamos eu, a Emily e o conselheiro conversando sobre como eu estava indo bem em apenas quatro meses. A Emily me parabenizou pelo meu progresso, e o conselheiro disse que estava orgulhoso das minhas conquistas. Eu só respondi com um amigável: "Obrigado por tornar isso possível". De repente, o ar-condicionado parou de fazer aquele barulho característico e desligou. Poucos segundos depois, as luzes apagaram no prédio inteiro.

— O que será que tá acontecendo agora? — questionou a Emily.

— Provavelmente é mais um daqueles tornados que têm nos atormentado ultimamente. — supôs o conselheiro.

— Já é o segundo esta semana. — completei no escuro do escritório.

*O telefone do escritório toca*

— Alô?... O quê?!... Tem certeza?... Ok... Claro, já tô indo pra lá. — concluiu meio exaltado.

— Algum problema? — perguntei.

— Sim, parece que esse apagão não é por causa de nenhum desastre natural. Um dos garotos do quarto ano quis fazer uma piada de mau gosto e tá na sala do diretor por ter mexido no... fiação da escola, e como eu sou o psicólogo aqui, tenho que falar com ele - explicou com um tom de tédio na voz

- Cê acha que vão nos liberar mais cedo hoje, ou melhor, a gente tem que ir pra casa? - Perguntou Emily

- Acho que não é uma boa ideia, sem energia elétrica o sistema de chamada não funciona, então não poderia deixar vocês irem pra casa faltando mais de uma hora pra liberação, além disso o diretor não me falou nada sobre isso... Desculpem, meninas.

- Sem problema. Agora vai antes que te chamem de novo - falei ansiosa, "essa pode ser minha chance de finalizar meu plano. Mesmo não tendo nenhum sinal de que seduzi a Emily, quem sabe ela se solta hoje" pensei... Mas o mais provável é que eu acabe colocando o plano B em prática e não minha ideia inicial...

- Cê tem razão - murmurou o conselheiro, depois pegou as chaves e fechou a porta que separava o escritório dele da salinha onde Emily e eu sempre ficamos, isso fez tudo ficar ainda mais escuro já que a única janela estava atrás daquela porta que ele tinha fechado. - Desculpa não poder deixar a porta aberta em vez de deixar vocês nessa escuridão, mas são as regras, meninas.

- Sem problema - falou Emily, despreocupada

Quando ele saiu, também fechou a porta que separava a sala onde eu estava do corredor comum, de um jeito que ninguém pudesse entrar, só sair. Tudo parecia estar a meu favor e eu sabia que uma oportunidade como essa não aparecia todo dia; na minha mente só agradecia ao garoto que tinha causado aquela escuridão e a situação em geral.

- O que a gente faz agora? - perguntou Emily, inocente, sem fazer ideia do que eu tinha planejado pra nós duas.

- Sei lá... - Levantei da cadeira e no escuro fui até ela. "É agora ou nunca" falei pra mim mesma... Peguei ela pelo braço delicadamente pra ela se levantar igual a mim.

- O que cê tá fazendo? - ela sorriu pra mim com uma cara confusa. Uma risadinha safada escapou de mim. —Abraçando ela— Respondi, e então a envolvi com meus braços ternamente. Ela correspondeu ao meu abraço por alguns segundos.

—Muita frescura— Ela riu— Não vai me dizer que agora você é—

—Lésbica?— Falei antes que ela terminasse de falar, enquanto a encarava, me penetrando com aqueles olhos verdes. Depois, aproximei meu rosto do pescoço dela.

—Sim…— Dava pra ver que ela tava meio confusa com a situação— Não vai me dizer que agora você é igual aquelas putas— Ela riu de novo, mas dessa vez com um nervosismo na voz por causa da situação

—E se eu fosse?— Sussurrei no ouvido dela— Você não seria minha amiga?— Sussurrei de novo no ouvido dela e apertei um pouco mais o abraço

—Tá me assustando agora— Com cuidado, ela tentou se soltar, mas eu não deixei. Sabia que a Emily ia reagir assim, por isso já tinha o plano B na manga.

—E se eu te disser que não curto nada você falar que as lésbicas são umas putas?— Beijei o pescoço dela

—Já chega, essa brincadeira é de muito mau gosto. É sério.— Dava pra ver a preocupação e o nervosismo

—Não é brincadeira, e não é de mau gosto.— Continuei falando no ouvido dela— Sabe o que é de mau gosto? Você nos ver, os homossexuais, como pessoas anormais; isso sim é de mau gosto— Dei uma mordidinha no lóbulo da orelha dela

—Se isso é sério, exijo que me solte— A preocupação quase não deixava ela falar direito

—Você fala isso da gente porque não nos conhece. Pensei que a gente podia ser amiga, mas vejo que você é muito ignorante— Segurei as mãos dela contra a parede com firmeza e beijei o pescoço quentinho dela com paixão

—Me solta! Você vai se meter em encrenca, não vou ficar calada!— Ela quase conseguiu se soltar com a força dos movimentos dela.

—Fica calma, Emily, não vou te machucar— Com minhas pernas longas, prendi as dela contra a parede e apertei ainda mais meu corpo contra o dela pra ela sentir o roçar de um corpo feminino— Que tal sentir outros peitos contra os seus, Emily?— Falei no ouvido dela

—Chega!, O que você tá fazendo, sua puta louca?!— Ela continuava se mexendo bruscamente, mas dessa vez sem nenhum resultado

—Se continuar me chamando de puta, não vou responder… — Dessa vez, rocei minha pélvis contra a dela

—Socorro! Alguém, por favor, me ajudem! — Gritava Emily desesperada

—Você sabe que ninguém vai te ouvir, por que desperdiçar energia? — Beijei seu pescoço com mais paixão — Não tem salas neste andar e acho que não tem ninguém nos laboratórios ou nos centros de informática, já que não tem eletricidade — explicava calmamente no outro ouvido

—Por que você está fazendo isso comigo? — murmurou

—O que estou fazendo com você? — Me fiz de desentendida enquanto continuava beijando, lambendo e chupando a área do pescoço perto da orelha esquerda dela

—Me fazer sua contra a minha vontade! — gritou irritada e tentou se soltar, mas, igual antes, não conseguiu nada

Por alguns minutos, rocei meu púbis e meus seios contra os dela lentamente, num movimento de cima pra baixo. Enquanto isso, com minha boca, beijava, lambia e acariciava seu pescoço, orelhas e bochechas com sutileza.

—Hummm… Pelo que estou sentindo, não é tão contra a sua vontade assim como você diz… — Um cheiro familiar invadia minhas narinas enquanto uma substância quente diminuía o atrito entre minhas pernas e as da Emily

—Você não sabe nem do que está falando! Me solta agora e me deixa ir! — Continuava tentando se soltar

—Que delícia… — Rocei por um instante meu joelho na buceta da Emily. Deixei o pescoço dela e me aproximei do ouvido — Emily, você tá toda molhada! — mordi a orelha direita dela sem conseguir conter minha excitação.

Emily não disse nada e seu corpo ficou tenso — imagino que isso aconteceu porque ela não tinha percebido que a buceta dela estava adorando o momento.

Uns 2 ou 3 minutos se passaram sem que nem ela nem eu disséssemos uma palavra, mas no quarto, o eco gostoso das nossas respirações ofegantes invadia cada canto. Umas gotinhas de suor escorreram pela testa dela, e com a pouca luz que entrava, pude perceber que os olhos dela estavam fechados e a expressão no rosto era uma mistura de pânico, nervosismo e, principalmente, prazer. - Você gosta que eu te beije, né? - dei uma mordidinha de leve no pescoço dela - Você gosta que eu faça isso em você, né? - enquanto perguntava, passei meu joelho esquerdo roçando na buceta dela, já que a tal "santinha" não tava de calcinha e ainda por cima usava uma saia.

- Me deixa... em paz..., sua puta! - ela respondeu de novo entre suspiros abafados, tentando fugir das minhas perguntas e soar imponente, mas o corpo dela não tava do lado do cérebro dessa vez.

- Eu te falei que se me chamasse de puta mais uma vez, eu não respondia. Quer que eu não responda? - apertei ela ainda mais forte contra a parede - Claro que é isso que você quer! - soltei uma risada - O problema é que você não quer admitir... - peguei os pulsos pequenos dela com minhas mãos e juntei o máximo que pude acima da cabeça dela, entrelaçando meus dedos nos dela. Ela não resistiu.

Tirei minha boca da dela pra tentar olhar no rosto dela, e ela aproveitou pra tentar se soltar de novo. Como sou bem mais alta e forte que ela, as tentativas dela de se libertar foram em vão, eu só observava ela se frustrar por não conseguir se soltar, com um sorriso no rosto. Depois de alguns segundos de luta, Emily parecia cansada e o corpo dela não tinha mais forças pra tentar se soltar, não fazia o menor esforço pra escapar, o que me deixava fazer mais e mais coisas nela.

Segurei os pulsos dela só com a mão direita - sorte que eram tão pequenos. Com a mão esquerda livre, acariciei o rosto dela, depois a orelha, e passei meus dedos pelos lábios dela, ao que ela reagiu balançando a cabeça e dizendo "nem louca você vai me beijar!". Eu tirei os dedos da boca dela e levei a mão pro cabelo dela, dando um puxãozinho e avisando que "não sei se você percebeu, mas nessa situação, quem manda sou eu, querida". Ainda com o cabelo dela entre meus dedos, aproximei meus lábios do rosto dela, beijei as maçãs do rosto, lambi as orelhas, passei meu lábio inferior pelo queixo dela e cheguei minha boca perto da dela, deixando só uns centímetros de distância. elas.

- Por favor, para com isso, por favor, por favor... - ela implorava entre suspiros.

- Você sabe que não quer que eu te solte - beijei ela a um centímetro da boca dela - Você sabe que quer que eu te beije inteira - beijei o canto dos lábios dela - que quer sentir prazer de verdade e sabe que vai conseguir comigo. - Um suspiro intenso escapou dos lábios da Emily, o que me fez beijá-la. O roçar dos lábios macios dela era delicioso. No começo, o beijo não foi correspondido, já que os lábios dela não se mexiam, mas bastaram alguns segundos para ela se entregar ao beijo. Os lábios dela eram extremamente suaves e macios, e, apesar de ela fumar como uma chaminé, a boca dela não tinha o menor traço de nicotina. Em dado momento, rocei do meu joelho até a minha coxa na buceta molhada dela várias vezes, e a Emily não teve escolha a não ser separar os lábios dos meus para soltar um gemido que parecia estar engasgado desde que comecei a beijá-la.

Ainda presa contra a parede e com minha mão esquerda no cabelo dela, a Emily tentou tomar o controle do beijo, enfiando cada vez mais a língua na minha boca, então puxei o cabelo dela de novo e afastei nossos lábios.

- Não esquece quem manda aqui - avisei ela.

Coloquei minha mão esquerda de volta nos pulsos fininhos dela, para ter mais jeito com a direita. Desci com a mão pela nuca e pelos ombros dela até o peito e, decidida, apertei a mão toda no peito esquerdo dela enquanto pressionava minha pélvis contra a dela de novo. Enfiei a mão por dentro da blusa dela para soltar o sutiã, porque queria mais intensidade no roçar dos peitos dela. Quando o sutiã não estava mais apertando, rocei os peitos dela por cima da blusa e notei como os biquinhos estavam durinhos. Continuei acariciando delicadamente os peitos e os biquinhos dela por cima da roupa e beijando ela por mais alguns minutos, até que decidi desabotoar a blusa para poder provar os peitos dela. Com cada botão... que tirava, sentia como o corpo de Emily (que não tinha dito mais nada) tremia.

Embora a camisa dela ainda estivesse pendurada nos ombros, os peitos dela estavam livres e à minha completa disposição. Peguei um dos meus dedos e percorri a circunferência perfeita que os seios dela formavam, depois os mamilos, que belisquei de leve. Emily se contorcia de prazer contra a parede, mas ainda não soltava nenhum som além da respiração ofegante. Enrolei meus dedos no cabelo dela e exigi que me dissesse o que sentia ao ter uma mulher lhe dando prazer.

— Você é louca! — ela tentou se soltar (essa garota realmente não entendia que não conseguia se livrar de mim?) — Você é uma doente, me solta, falei!

— Por que você tem tanta dificuldade em admitir? — Segurei firme no cabelo dela e apertei entre meus dentes um dos mamilos dela.

— Você tá me machucando! Para com isso, sua puta sapatão! — Ela tinha me chamado de puta de novo, essa imbecil.

— Já chega de me chamar de puta, eu te avisei, e agora você vai se arrepender — falei com um tom vingativo.

Segurei com força os braços dela e a fiz cair no chão com uma das minhas pernas (sem machucar ela, claro). Lá no chão, Emily se debatia pra caralho tentando ficar de costas pra mim pra impedir que eu tocasse mais nos peitos dela. Foi tanta força que ela fez que não consegui colocá-la de frente pra mim, então me contentei em apalpar e mordiscar a bunda dela, as costas e a nuca. Levantei a saia dela até deixar as nádegas redondas à mostra. Lambi e bati de leve nos glúteos firmes dela. Emily continuava se contorcendo debaixo do meu corpo.

— Fala — exigi — Fala que eu sou melhor que aquele namorado inútil teu e que eu te faço gozar de verdade, fala.

— Você vai se meter em encrenca, vou contar tudo assim que sair daqui! — O corpo dela contradizia a mente, porque ela levantava mais a bunda pra eu continuar com os carinhos.

— Fala logo! — Bati na bunda dela de novo.

— Não! — Ela gemia — É... você... Você é loucaaaah! — Ela gemia enquanto eu esfregava e batia na bunda dela.

— Se não gosta, por que geme, hein? — falei no ouvido dela enquanto finalmente tinha conseguido apertar os peitos dela de novo.

- Ahhhhhh! - Ao sentir minhas mãos no peito dela de novo, um grito forte de prazer da Emily invadiu o quarto e com certeza os corredores também.

- Grita o quanto quiser, gostosa. Vai, aproveita, ninguém pode te ouvir além de mim… - Falei no ouvido dela e beijei a nuca dela. Ao ouvir e sentir isso, Emily gemeu mais alto.

Como a Emily já não tava mais fazendo força pra ficar de costas pra mim, virei o corpo dela de um jeito que eu continuasse por cima, mas dessa vez de frente. Com a mão esquerda e as pernas prendendo ela contra o chão, e ela de barriga pra cima, a Emily tava ainda mais vulnerável às minhas brincadeiras. Naquele carpete, dava pra ver o corpo dela com mais clareza por causa da luz que entrava por baixo da porta. Que mulher gostosa! Os peitos firmes e os bicos levemente iluminados estavam lindos e tentadores, a buceta dela totalmente depilada brilhava um pouco por causa da luz que batia nos fluidos que eu tinha espalhado com meu joelho, e aquele olhar de menina boa e safada ao mesmo tempo me desafiava.

Olhando nos olhos dela, vi o desejo e a luxúria nos olhos verdes dela. Ela queria que eu comesse ela, mesmo eu sendo mulher, pelo visto aquelas semanas tentando nos aproximar não tinham sido um fracasso total… Depois de manter os olhos fixos nos meus por uns segundos intensos, ela fechou eles com a mesma sensualidade de quando eu vi ela fumando, arqueou o corpo curvilíneo me convidando a tomar posse dos peitos dela e, com um sorrisinho safado nos lábios, jogou a cabeça pra trás pra se entregar ao prazer. Obviamente a percepção da Emily sobre lésbicas já não era mais a mesma…

Observei por mais um segundo aquele brilho de luz vindo da buceta dela; dava pra ouvir ela chamando minha boca… Soltei as mãos da Emily, mas ela nem pareceu notar e deixou elas na mesma posição. Aproximei meus lábios da pélvis dela e comecei meu caminho até os peitos dela. Beijava e mordiscava ternamente a área debaixo. do seu umbigo enquanto acariciava os seios dela com minhas mãos. Subia com minha boca pelas laterais do quadril e cintura dela, no mesmo jogo de beijos e mordidas. Eu ouvia ela gemer e suspirar fundo, fruto das minhas carícias. As mãos dela ainda estavam juntas sobre a cabeça, mesmo sem eu estar mais segurando. Chegando nos seus seios lindos, me dediquei a dar beijinhos nas laterais, me aproximando cada vez mais do mamilo. Adorava criar tensão; aquele tipo de tensão gostosa que só faz você querer prazer urgentemente — me excitava ver ela ansiosa.

Peguei o mamilo dela entre meus lábios, exatamente como ela tinha pegado o cigarro entre os lábios naquela manhã quando tudo começou. Já tinha encaixado a buceta dela na minha coxa e a minha na coxa dela, mas só agora comecei a esfregar devagar (queria que ela estivesse no auge). Os fluidos dela escorriam pela minha perna e os meus pela dela. Enquanto segurava o seio direito dela na minha mão, fazia círculos pequenos com a ponta da língua ao redor da aréola e beliscava de leve o mamilo esquerdo com a mão livre. Depois fazia no esquerdo o que fazia no direito e vice-versa. Ela gritava de prazer e minha buceta continuava molhando uma das pernas dela. Sem parar de massagear os seios dela, já molhados pela minha saliva, me aproximei da orelha dela:

— Cê tá gostando, né, Emily?… — lambi a orelha dela

— hmmm… si… sim… mmmm — conseguiu dizer entre gemidos; eu tava fascinada com a situação! Era muito excitante estar numa sala da escola no escuro, transando com uma mina que até pouco tempo atrás se expressava como uma homofóbica.

— Viu que não ia te fazer mal… — um sorriso se formou nos meus lábios ao pensar que já estava quase concluindo meu plano

Quando resolvi voltar pros seios dela, ela me pegou de surpresa e me deu um beijo super sensual na boca; daqueles que só mulher sabe dar. Brincava com meus lábios, se deixando levar pelo prazer que tava sentindo, a língua dela, já nem tão tímida, inspecionava meus lábios e O interior da minha boca, ela tomando conta do beijo e assumindo o controle. De vez em quando, Emily afastava a boca para gemer no meu ouvido, ou para dar umas golfadas de ar e recuperar o fôlego. Eu sentia as leves pulsações do clitóris dela na minha coxa. Emily se mexia timidamente, num vai e vem lento, esfregando nossas bucetas cada vez mais forte com as coxas.

Mesmo sem querer parar aquele beijo tão apaixonado, eu precisava terminar meu plano, já que faltavam só uns 20 minutos pra bater o sinal. Me separei dos lábios dela e vi um sorriso se desenhar no rosto de Emily quando percebeu que eu estava indo em direção à buceta dela.

— Agora você vai descobrir o que é prazer de verdade... — murmurei enquanto apertava uma das nádegas dela. Ela soltou uma risadinha safada e disse: “...ah, é?...” Já já! A que ela ia levar. Ia se arrepender do que tinha dito umas semanas atrás...

Só de passar a ponta dos meus dedos pelos lábios maiores de Emily, ela se contorceu no tapete. Embora estivesse uma delícia daquele jeito, eu não queria que ela gozasse logo... Peguei as nádegas durinhas dela nas minhas mãos e apertei forte — com certeza estavam vermelhas de tanto apertão e palmada.

Com meus lábios, eu acariciava o contorno da vulva dela e dava pequenas mordidas na parte interna das coxas. Emily não parava de suspirar, mexendo os quadris pra cima e pra baixo, implorando com o corpo aquele orgasmo que ela tanto esperava.

Peguei a ponta da minha língua e, com ela, separei os lábios da buceta dela. Lambi e beijei toda a parte de fora da buceta dela, de cima pra baixo, uma vez e outra.

— Ahhh! Isso!!! Assim!!! — gritava Emily, e então levou as mãos pros peitos e começou a se acariciar.

Eu peguei minhas mãos e abri as pernas dela. Posicionei meus lábios sobre o clitóris dela e comecei a beijar, lamber e brincar com ele. O clitóris dela tava durinho, talvez mais que os mamilos, e os gemidos não paravam. Ela tirou as mãos dos peitos pra entrelaçar os dedos no meu cabelo e fazer pressão contra a buceta dela. Acariciei os lábios dela com meus dedos e, devagar, fui introduzindo meu dedo médio dentro da sua buceta excitada, depois mais um, e por ela estar tão molhada, eles entravam e saíam suave. Com os movimentos da minha língua no clitóris dela e o vai-e-vem rápido dos meus dedos dentro dela, passei uns minutos em que Emily não parava de gritar. Ela tava descontrolada de tanto prazer, gritava que nem uma louca enquanto eu chupava o clitóris pequenininho dela, mas durinho. Continuei lambendo toda aquela área e peguei os peitos dela com as mãos, apertei com força, e ela colocou as mãos dela por cima das minhas pra eu apertar ainda mais. Mesmo tudo isso tendo começado "contra a vontade dela", eu não queria machucar ela fisicamente, mas não só tava deixando ela com tesão, como também me deixava ainda mais molhada do que eu já tava.

Num momento, senti que já não tava mais no controle, então peguei as mãos dela de novo com ainda mais força e prendi elas no chão, do mesmo jeito prendi as pernas dela e depois beijei ela na boca. Ainda não tinha terminado com ela, e tinha que aproveitar os minutos que ainda ia ter com a Emily.

Beijei os lábios dela com raiva, desejo e safadeza. Chupei o lábio inferior dela, depois o superior, mordisquei os lábios dela de leve e fiz uns chupões no pescoço, na bunda e na lombar dela. A Emily tava adorando tudo aquilo, e eu nem se fala.

Voltei a me ajeitar de um jeito que nossos clitóris roçassem nas nossas coxas pra voltar aquele vai-e-vem que a gente tinha antes e poder gozar. "Sentadas" no carpete, eu e a Emily começamos a nos mexer com gosto na coxa uma da outra. Nessa altura, as duas já tavam muito excitadas e as nossas roupas estavam espalhadas por toda aquela sala escura. Na minha missão de retomar o controle, segurei as mãos dela com força contra as costas enquanto a gente se mexia. Os gritos ensurdecedores da Emily enchiam a sala e imagino que até os corredores, então com a mão que minutos antes tava masturbando ela, tampei a boca dela com firmeza, e ela lambeu ela. Chupo meus dedos desta vez entre suspiros.

Eu quase chegava ao orgasmo e, embora tivesse atrasado ao máximo a chegada da Emily, faltava pouco para ela atingir esse prazer máximo. "Chegou a hora"... disse para mim mesma.

— Você gosta?! — perguntei enquanto me movia com mais velocidade e força do que antes.

— Sim!! Siiim!! Ahhhhh!! Eu amooo!! — gritava ela, tentando acompanhar meu ritmo.

— Melhor que seu namoradinho, né?! — gritei enquanto continuava me esfregando na coxa dela.

— Sim! Melhor que ele! Melhor que outros! Ahhh! Você me encanta! — confessou finalmente a Emily.

— Quem é a puta agora, hein? Diz quem é a puta agora?! — perguntei enquanto a beijava com frenesi.

— Aaahhhhh!!... Aaaaaaahhhhh!!! Eu!... Eu sou a puta!! Aaaaaaahhhhh!!!!!

— Perfeito, era isso que eu queria ouvir...

Na mesma hora, tive um orgasmo excitante e desta vez foram meus gemidos que inundaram o lugar. Emily também gozou, deixando seus fluidos nas minhas coxas, quadril e joelho. Foi espetacular. Emily caiu exausta no tapete e eu fiquei ali sentada, observando por alguns segundos, esperando recuperar minhas energias.

— O que... O que você tá fazendo? — perguntou Emily ao me ver de pé, catando minhas roupas no escuro.

— Tô me vestindo pra ir embora. Você devia fazer o mesmo — falei secamente.

— E... nós... O que vai acontecer depois disso? — disse ela, sentando-se.

— Não tem "nós", Emily. Você é uma garotinha ignorante e mal-educada. Pelo visto, também muito indecisa, já que uns meses atrás disse que as lésbicas eram umas putas e inúteis na cama. Mas olha só pra você, cheia de marcas das minhas mãos e dentes que só te deram prazer por quase uma hora. Até admitiu que ninguém te comeu como eu, que você nunca tinha sentido tanto prazer. Quem é a puta agora, Emily? Ah, verdade, você já disse antes: VOCÊ É A PUTA.

Na mesma hora, a luz voltou ao lugar. Meus olhos se apertaram e vesti minha camiseta. Enquanto Emily ainda estava deitada no chão... No carpete, aproveitei a luz e tirei um espelhinho da minha mochila pra arrumar o cabelo.

— É sério? Cê acha que me come e depois vai embora assim, na moral? — ela questionou, indignada.

— Não acho, tenho certeza. E como já te falei, melhor você ir se vestindo, porque eu já tô indo.

— Você é uma sem-vergonha. — disse resignada, perdendo o olhar no chão.

— Hahaha! Posso ser sem-vergonha, querida, mas há uns minutos atrás você tava adorando. — falei, segurando o rosto dela bem perto do meu. Ela se aproximou um pouco mais pra me beijar, mas com um sorrisinho eu me afastei. — Ah! Ia esquecendo — falei enquanto pegava minha mochila pra ir embora. — Agora que você sabe o que é sexo de verdade, pode falar pro seu namoradinho como você gosta de ser comida 😉

Abri a porta e fui embora com um sorriso no rosto e uma sensação estranha de maldade, mas também de vitória dentro de mim. Enquanto eu ia pra saída, tocou o sinal. Poucos minutos depois, vi o carro da Emily saindo rápido do estacionamento.

Como era de se esperar, não vi a Emily na aula seguinte, nem na outra, nem na outra. O conselheiro me disse que ela tinha conseguido outra turma pra preencher aquele horário vago que eu tinha. Eu sabia que não era esse o motivo e fiquei curiosa pra saber o que ela tinha dito pro conselheiro, mas tinha certeza de que não contou o que rolou.

Eu nunca mais troquei palavra com a Emily, não via ela na hora do almoço nem nos corredores onde a gente sempre se encontrava. Mas um dia, na biblioteca, vi ela de longe, lendo aquele livro que tinha causado tudo isso em primeiro lugar. Não consegui evitar um sorriso ao ver aquela cena. A Emily estava toda coberta, até cachecol ela tava usando! Ainda escondendo as marcas que eu tinha feito uma semana antes.

De vez em quando via ela tomando café na cantina, mas nunca mais a gente teve um encontro igual àquele…


MUITO OBRIGADO POR APARECER

7 comentários - À força

Es innegable que Emily a pesar de su negación gozó como nunca !!! 😉 😉 😉

Gracias por compartir.
Angie te deja Besos y Lamiditas !!!

À força
La mejor forma de agradecer la buena onda que se recibe es comentando, al menos al que te comenta. Yo comenté tu post, vos comentaste el mío?
Compartamos, comentemos, apoyemos, hagamos cada vez mejor esta maravillosa Comunidad !!!
excelente relato muy bien narrado, muy caliente, me encanto te dejo mis puntos del dia
Muy buen relato. Excelente la forma de narración y muy candente como queda la escena mental. Te dejo mis puntos.
no suelo comentar estas cosas pero pobre emily, todos podemos equivocarnos por ignorancia pero si recapacitamos merecemos una segunda oportunidad xD
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