El Pelotero caliente... (Parte Inicial)

Há dois meses vivi algo novo, algo que nunca esteve presente nas minhas fantasias sexuais. Talvez por isso tenha curtido tanto, porque como não tinha imaginado nada, tudo me surpreendeu, tudo improvisei.
Domingo de novembro. Estavam comemorando o aniversário da minha sobrinha num salão de festas em Banfield. Na entrada do salão, um pula-pula gigante. Uma moça muito simpática me recebe, e eu digo que sou o tio do aniversariante. Ela me faz entrar e me mostra um sorriso que, junto com uns olhos verdes, fez um combo que me matou de primeira. Desde aquele momento, meu objetivo foi pegar o número dela.

No meio da festa, tive que me fantasiar de Pluto, algo que nunca recuso quando é pra fazer feliz algum dos meus sobrinhos. Por acaso, a responsável por me levar ao lugar onde eu ia me trocar era a mesma moça que me recebeu quando cheguei. "Se arruma aqui que já te trago a fantasia." "Muito obrigado", falei, olhando pra ela enquanto ela me sorria. Cinco minutos depois, ela voltou e disse: "Fica à vontade pra se trocar que eu te aviso quando tiver que sair. Se precisar de ajuda com isso, me fala." Depois de trocado e já fantasiado de Pluto, a moça vem me buscar e pergunta se tava faltando alguma coisa. "Preciso que você suba o zíper atrás, por favor." Assim que ficou atrás de mim, começou a rir e disse: "Que bunda gostosa que o Pluto tem." O comentário veio depois que ela percebeu que eu tinha ficado só de cueca, algo que sempre faço por causa do calor que uma fantasia dessas dá. "A mesma coisa que o Pluto diz da bunda da moça do salão." "Olha só, é bom ser elogiada pelo Pluto", respondeu ela, com vontade de entrar na brincadeira.
- O Pluto ficou encantado com você.
- E eu também com o Pluto. Pena que ele já tem que entrar em cena.

Nessa hora, minha irmã veio me buscar e tive que ir divertir as crianças. Mas na minha cabeça ficaram as palavras dela e minha vontade de fazer de tudo com ela. A garota me deixou louco.
Quando minha parte terminou, voltei a me trocar. Esperava que ela Vai, mas nunca chegou. Pouco depois cruzei com ela noutra parte do salão e falei no ouvido dela: "Quero que a gente continue conversando, só nós dois". Ela respondeu no meu ouvido: "Quando quiser, Sr. Pluto".
A festinha tinha chegado ao fim. Quando saí do salão, deixei meu número de celular num papel pra ela, sem dizer nada. Um sorriso de nós dois foi suficiente pra dizer tudo.
No dia seguinte de manhã, chegou uma mensagem no WhatsApp: "Hoje tô no salão sozinha. A partir das 21h pode vir, Pluto".
Sem saber, eu tava recebendo uma das mensagens mais gostosas da minha vida... A gostosa do pula-pula me esperava, e naquela hora eu ainda não sabia...

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