Meu amante desconhecido

Oi, nunca imaginei que aquele trabalho ia mudar tanto minha vida. Me chamo Alegra e no verão passado consegui um trampo num hotel por causa de uma amiga da minha mãe — o marido dela é o dono daquele hotelzinho rural numa cidade costeira pequena.

Fui na entrevista, mas assim que souberam quem eu era, a vaga foi minha. Me instalei num quartinho no apartamento do casal, que ficava no próprio hotel. A gente dividia o mesmo banheiro, só que eles, além do quarto ser maior, ainda tinham uma salinha.

Ela não trabalha no hotel; tocava junto com outro sócio um restaurante de luxo dentro do próprio terreno do hotel.

Tudo era muito bem organizado, e meu trampo era ficar na recepção, manter ela limpa eu mesma e ainda coordenar as meninas da limpeza.

Meu horário era de dia, porque as noites quem cobria era meu chefe, o dono do hotel.

O serviço era meio parado, então eu tinha muito tempo pra ficar na internet. Comecei a frequentar salas de bate-papo e falar com gente. Virou um costume, e eu conhecia um monte de gente. Um dia, fui surpreendida por uma mensagem pela secura dela.

— Seria possível te conhecer um pouco mais?

— Quem é você?

— Que importa quem sou aqui?

— Tem razão, você me conhece? — perguntei.

— Sim, embora eu gostaria de saber mais coisas sobre você.

— O que sabe de mim?

— Sei que você é mais nova que a média dessa sala, sei que gosta de gente mais velha que você e que é bem brincalhona. Além disso, sei que você é muito gostosa e que o vermelho cai superbem em você.

Essa última afirmação me arrepiou toda. Podia ser um blefe, mas quando me olhei, vi que minha camiseta era vermelha e comecei a tremer. Fechei o computador e não entrei mais naquele dia. Dois dias depois, assim que apareci de novo, aquele homem:

— Oi, gostosa, não suma mais assim como ontem.

— Ou senão o quê?

— Se fizer de novo, vou ter que te castigar.

— É uma ameaça ou você só vai me deixar sem sobremesa?

— Não é ameaça, gostosa, é uma promessa, não vou te deixar sem sobremesa, vou te deixar sem sexo.

De repente, percebi que o nervosismo tinha passado e eu estava ficando excitada. Ele pareceu perceber e continuou na mesma linha. Depois de meia hora conversando, se despediu:

— Agora tenho que ir, Alegra. A propósito, azul também fica bem em você. Até outra hora, linda.

Aí sim eu fiquei nervosa. Eu não tinha dito meu nome pra ele e, de novo, quando olhei pra minha camiseta, era azul. Algo me fazia voltar pra ele todo dia. Apesar de tudo, não conseguia evitar o tesão que ele me causava. Tivemos conversas muito pesadas, até que um dia ele me pediu pra me tocar enquanto ele me escrevia como eu deveria fazer. Consegui ter um orgasmo incrível sob as ordens dele.

Já fazia semanas que estávamos assim. Ele continuava me dando informações sobre mim, até me descreveu uma conversa sexual que tive com um homem no chat. Eu não sabia de onde ele tirava aquilo, mas cada dia me dava mais tesão e eu ficava mais excitada. Um dia ele me disse:

— Linda, tô morrendo de vontade de te foder. Você vai me deixar brincar com seu corpo?

— Sim.

— Com minhas regras?

— Sim, você manda.

— Beleza, vou preparar tudo e te dizer o que quero que você faça.

Dois dias depois, ele me disse o que eu devia fazer. Eu tinha que sair assim que terminasse o trabalho, pegar o ônibus que ele indicou e descer num ponto específico, ir até um hotel e, depois de dar meu nome e subir pro quarto, encontraria mais instruções. Só de ler tudo aquilo já tava toda molhada, excitada pra caralho. Não sabia por que nem como ele fazia, mas aquele homem conseguia fazer meu corpo não obedecer minha mente.

Naquela tarde, segui à risca tudo que tinha anotado que devia fazer. No trabalho, não me esperavam até o dia seguinte. Cheguei no hotel na hora planejada e, quando dei meu nome, me entregaram uma chave. Subi pro quarto e, ao entrar, vi em cima da cama um envelope e uma caixa.

— Linda, dentro da caixa você vai encontrar tudo que quero que você vista. Pense bem, você precisa estar disposta a... Entregar-se completamente, se você ainda não tem certeza, ainda dá tempo. Volte pra sua vida e prometo nunca mais te incomodar. Mas quero que saiba: se ficar, vai jogar o meu jogo e será inteiramente minha.

Eu não precisei pensar. Morria de vontade de sentir as mãos dele no meu corpo. Nada parecia mais importante naquele momento. Abri a caixa e só tinha uma faixa de gaze preta com um bilhete escrito: "Coloque nos olhos e sente na cama só com isso, com as mãos no colo."

Comecei a me despir e fiquei completamente nua. Amarrei a faixa nos olhos e vi que só enxergava escuridão. Sentei na borda da cama e cruzei as mãos sobre o colo. Na mesma hora, percebi que tinha mais alguém no quarto, e minha pele toda se arrepiou. Ele foi se aproximando devagar. Senti o cheiro masculino dele me invadir por completo. Suspirei quando senti as mãos dele pousarem sobre as minhas.

— Oi — falei, sem receber resposta, e resolvi me calar.

Senti ele se ajoelhar na minha frente. As mãos dele seguraram meus tornozelos, acariciando, subindo pelas minhas pernas até chegar na parte interna das coxas. Ele as abriu e deixou minha bucetinha à vista.

Ouvi ele suspirar sobre ela. Senti o hálito quente ali e fiquei ainda mais molhada. Ele não me tocou. Continuou acariciando minhas pernas, subiu pela minha barriga e chegou aos meus peitos. Pegou cada um com uma mão, mal conseguindo segurá-los porque meus peitos são grandes. Apertava como podia, e meus bicos endureceram. Na hora, senti a língua dele lambendo, mordendo, e as mãos voltaram para minhas coxas. Eu me arqueava em direção à boca dele, sentindo um prazer indescritível, até que fui surpreendida por um orgasmo fortíssimo que deixou meu corpo mole como gelatina.

Ele não parou de me acariciar, de beijar meus peitos, descendo e se ajoelhando entre minhas pernas. Me abriu e se banquetou com meus sucos. Lambeu minha bucetinha molhada, limpando-a. Mordeu, deixando-a molhada de novo, e lambeu até me fazer gritar outra vez. Nunca ninguém tinha me lambido assim, enfiando a língua tão fundo e mexendo de um jeito que dava uns choquinhos elétricos. Foi assim que ele me levou ao meu segundo orgasmo. Senti a cama afundar do meu lado e, na hora, o pau dele roçou meus lábios. Passei a língua e lambi aquela buceta quente enquanto ele batia uma na minha boca. Ele empurrou pra dentro, e eu lambi e chupei até ele querer tirar. Depois senti as bolas dele e coloquei elas na boca também, dando batidinhas com a língua e lambendo enquanto sentia ele se mexendo.

Ficamos um tempão assim até ele descer da cama. Quase chorei quando senti que ele ia embora, mas na hora notei a cama ceder de novo, agora entre minhas pernas. Não conseguia pensar em nada além de ter ele dentro de mim, e ele me deu isso. Na hora senti a cabeça do pau dele forçando pra entrar. Ele se apoiou na cama e, de uma só vez, entrou completamente em mim. Levantei o quadril e ele empurrou mais. Senti os testículos dele batendo em mim e a respiração acelerada perto do meu ouvido. Ele empurrava forte, como se quisesse entrar mais e mais, e eu levantava ainda mais o quadril pra receber ele. Tava louca, aquele homem tinha me enlouquecido. Não ligava pra quem ele era, como era, só queria que ele me fodesse assim pelo resto da vida. Era tudo tão safado, tão excitante…

— Continua me fodendo assim, não para, você me deixa louca — eu tava quase gozando de novo.

Aquele sexo sem frescura, sem saber quem era, nem como era, nem porquê, fazia eu me concentrar só nas sensações que meu corpo sentia com cada carinho louco que aquele homem me dava. E além disso, o jeito dele me foder, sem piedade, meio bruto, me deixava doida. Tava excitadíssima.

— Isso, putinha, você se mexe maravilhosamente bem, não para, vou encher você de porra. Desde o primeiro dia que te vi, sonhei em foder cada canto do seu corpo, Alegra. Sabia que você seria assim tão gostosa. Faz semanas que tô com o pau durasso, tendo que disfarçar na frente de todo mundo, enquanto só pensava em enfiar desse jeito em você, putinha. —quero que você seja minha putinha, quero te foder sempre que eu quiser. Isso, alegria, se mexe, gostosa, aperta meu pau com essa bucetinha linda que você tem.

Aquela voz me era familiar, no meio da névoa do meu desejo algo lutava pra sair, aquela voz, aquela voz. Eu pensava enquanto, na força das estocadas dele, meu orgasmo crescia dentro de mim sem me deixar pensar. Eu estava no limite e comecei a gozar quando senti as mãos dele na fita. Ele puxou forte e penetrou fundo, sem piedade, dentro de mim, gozando e me fazendo gozar enquanto eu descobria quem estava me fodendo.

Gritei como uma louca e quase perdi os sentidos enquanto ele não parava de bombar dentro de mim. Os espasmos dele não cediam e o esperma enchia a camisinha. Meu orgasmo não parava de crescer, minhas entranhas se agarravam àquele pau proibido que tanto prazer me tinha dado.

Quando voltei à realidade, não podia acreditar que, de todos os homens, era ele quem tão bem tinha me fodido. Como eu poderia resistir àquela boca que tão bem tinha me lambido e mordido, àquelas mãos que tão bem tinham me acariciado e àquele pau que tanto me fez vibrar?

Como olhar pra ele de novo só como meu chefe?

Continua...

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