poringa boys e poringa girls:
Esse relato que trago pra vocês hoje é um dos últimos e fez com que eu adiasse vários outros que tô escrevendo, por causa do impacto e da necessidade que senti de escrevê-lo. Tô terminando ele agora porque ainda tá gravado em mim de todas as formas. Deve ser uma das experiências mais doidas e incríveis, além de gostosas, que já rolou na minha vida. Espero que curtam...Não sou de Buenos Aires nem arredores, às vezes por trampo preciso viajar pra grande capital. Quase sempre, uma das empresas que presto serviço precisa que eu vá pra gerenciar clientes ou resolver pepinos de trabalho por lá. E quase sempre vou de avião pra economizar pelo menos um dia de viagem.
Num sábado de manhã, um dos meus chefes me liga e pede que eu vá urgente pra Baires pra fechar um negócio pessoalmente. Segunda-feira de manhã eu já tinha que estar lá. Quase de cor, liguei pra agência de viagens que cuidava dessas paradas e, depois de 2 horas de negociação, a secretária me responde que não tinha nenhum voo que me deixasse na Capital antes das 8 da manhã de segunda. Falei da urgência da situação e ela pediu pra esperar mais meia hora. Nessa espera, liguei pro meu chefe e ele colocou à disposição qualquer um dos carros de luxo dele pra eu ir dirigindo, se precisasse. Preferi esperar a agência de turismo pra não ter que dirigir tanto tempo sozinho.
De fato, meia hora depois o celular toca e a secretária da agência me dá opções de horário pra pegar um busão no domingo pra Baires, sendo a única opção que ela tinha conseguido. Meio puto e contrariado com a situação, aceitei sair domingo à tarde pra não ter que dirigir tanto tempo, além de chegar um pouco mais descansado na reunião.
Naquele sábado saí com uns amigos "na boa" e fomos conhecer um bar novo que tava com muita propaganda e abria naquela noite. Entre cervejas, drinks e umas porções, passamos uma noite da hora, tão boa que fomos notados pelo dono do lugar por ser uma das mesas mais barulhentas e divertidas da noite. Ele agradeceu com umas garrafas de champanhe e energético que tavam fazendo propaganda. Em menos de um piscar de olhos, 5 gostosas deslumbrantes enfiadas em roupas de couro sintético com os logos do champanhe e do energético passaram a nos servir de um jeito bem sensual e posando pras câmeras, várias taças que a gente recebeu com maior gritaria, típica da bebedeira que já tava rolando. Ridicularizando a gente, mas a gente soltava cantadas pras minas gostosas e posando pras câmeras como bêbados felizes, a gente encerrou a menção. Os energéticos aparentemente deram uma segurada e a gente acabou conversando mais civilizadamente nas mesas. Depois de um tempo me acalmando, comecei a olhar pro balcão e pude ver, me excitando de repente, as 5 garotas promotoras dançando entre elas de um jeito mais que sensual. Aquilo me hipnotizou e acho que até babava, fruto de tudo que tava rolando no meu cérebro. Dava pra ver que as minas não tavam muito convencidas. Nisso, o dono, percebendo a situação, pegou as 5 e trouxe elas pra nossa mesa meio na marra. Na nossa frente, ele levantou 5 de nós e ofereceu uma mina pra cada um dançar "sensualmente". Nessa altura, o DJ já tinha colocado uma música no clima. A cena, mesmo eu estando bem "alterado", eu tinha entendido bem, e quando me emparelhei com uma das minas, soube que não tava errado. A mina, talvez a mais escultural e gostosa das 5, começou a rir falso quando pegou na minha mão. Vendo isso e que meus 4 amigos já tinham tomado o controle da cena, peguei ela na cintura, algo que ela tentou evitar, e bem firme no ouvido falei: — Vamos pro lado, não precisa fazer nenhuma cena — falei apontando pros meus amigos que dançavam mais que excitados e felizes. A gente foi pro canto e eu, na frente dela, comecei a "fingir que dançava", mas tampando ela e não deixando ela participar do número armado. O dono olhou umas duas vezes e sorriu pra mim. Não deu nem pra passar uma música inteira e as minas voltaram pro balcão chamadas pelo dono. Quando voltei pra mesa, ouvi no ouvido, quase gritando pra passar por cima da música: — Muito obrigada, você foi foda. Umas 10 segundos depois do atraso que meus sentidos tavam, me virei e vi a promotora impressionante do meu lado se afastando e se juntando com as amigas. Sorrindo, sentei com os caras. Meus amigos e as gargalhadas foram todas pra mim quando me contaram que eu não tinha tocado na mina, sendo que eu tinha pegado a melhor. Meia hora depois, vi as 5 promotoras indo embora com o dono do bar, e ele quase pegando na bunda da morena incrível com quem eu tinha "dançado". Foi uma cena estranha que evaporou igual o álcool no sangue. Quis pensar na situação, mas meus amigos saíram com qualquer uma e apagou tudo da minha cabeça.
No meio da madrugada, decidimos ir embora porque eu precisava descansar um pouco e preparar o que ia levar pra Buenos Aires. Alguns dos meus amigos foram pra balada. Eu, pra minha cama.
No dia seguinte, depois da ressaca, organizei tudo e no meio da tarde já tava esperando o busão na rodoviária. Quase no horário, o ônibus chegou na plataforma e subimos todo mundo que tava esperando. O ônibus era um desses de Primeira Classe, onde todos os assentos viravam cama e, supostamente, te davam o melhor serviço a bordo. Meu lugar era na parte de baixo, no fundão. Acho que atrás só tinha o bagageiro e o motor. O único problema é que não consegui lugar sozinho, era compartilhado. Mas minha alegria era contida porque a gente já ia partir e ninguém tinha ocupado o banco do lado. Me acomodando com o notebook e procurando o Wi-Fi do busão, foi que nem vi as portas fechando e os últimos passageiros subindo. De repente, procurando o mouse que tinha caído entre minhas pernas, ouço um "Com licença, me desculpa". Levanto e vejo uma mulher incrivelmente gostosa com um vestido preto apertadíssimo, curtíssimo e quase de gala, na minha frente. Levantei a cabeça e não consegui evitar de admirar toda aquela escultura de mulher, quase babando enquanto gaguejava um "Pode passar, por favor".
O sorriso dela foi ainda mais cativante quando viu que eu me levantei e deixei ela passar pro lugar dela (janela), quase segurando a mão dela e ajudando, já que o busão começava a se afastar da plataforma. Na correria de me sentar de novo e me acalmar, consegui ver, sem fôlego, ela puxando pra baixo o vestidinho minúsculo que tava usando, que quase tinha virado uma cinturinha quando ela sentou. Até hoje, enquanto escrevo essa história, lembro que o mouse ficou largado em algum lugar daquele ônibus.
Uns 5 minutos depois, nem lembro o que eu tava fazendo perdendo tempo no note, quando chegou o "Auxiliar de bordo" pra falar dos serviços que a gente tinha e dar uns cobertores e meias pra viagem. Agradecemos o gesto e, de repente, minha companheira de assento se inclinou sobre as pernas, tirou os sapatos de festa que tava usando e calçou as meias. Eu tava hipnotizado com aquelas poses e pernas, quando ela se levantou, me olhou e, sorrindo, com a minha cara de espanto, perguntou: — Te incomoda se eu ficar descalça só de meia? Quase engasguei de vergonha de voyeur e soltei um: — Nada... como vai me incomodar se eu também quero tirar os meus. Na mesma hora, fiquei só de meia.
De novo, ela ajeitou o vestido e se recostou no banco, que tava meio reclinado, soltando um suspiro bem longo e decepcionante, quase um lamento. Ao mesmo tempo, as luzes do ônibus diminuíram, já era meio da tarde e o sol de inverno tinha se escondido. A penumbra tomou conta dos nossos assentos, cortada só pela luz da minha tela.
Passaram uns 10 minutos em que eu tentava, sem sucesso, me conectar ao Wi-Fi do busão, quando o celular dela tocou e ela, quase dormindo, deu um pulo assustada. A conversa que ouvi foi mais ou menos assim: — Sim, sim... já tô na viagem... Não, vim sozinha porque a Belém não quis ir... Sei lá, pergunta pra ela. Tchau. E imaginei que a ligação tinha acabado porque ela se reclinou de novo no banco. Não sei por que, mas sentia que ela tava me observando. Devia ser minha ressaca e a vontade.
Não passaram nem 5 minutos quando comecei a ouvir ela respirando meio forçado, estranho. Bem na hora que conectei o Wi-Fi, senti um choro bem afogado nela. O "comissário" desce bem no nosso nível e oferece bebidas, alfajores e sanduíches. Consigo ouvir ela suspirar soluçando e pedir, com a voz embargada, uma garrafinha d'água. O segurança alcança quase que na hora e, de um jeito bem educado, passo pra ela. Consigo ver, entre olhares, o rostinho triste dela. Ela acende a luzinha pessoal dela, como pra se ajeitar, e se vira pra mim com a voz mais firme: —Desculpa pela cena. Espero não te deixar constrangido— falou quase sorrindo, e não sei por quê, mas achei que conhecia aquele sorriso. —Sou a Paula e vou até Buenos Aires— Quase por reflexo, falei: —Sou o Diego e a gente desce na última parada, parece— Ela sorriu de leve e pegou na minha mão como cumprimento. —Tudo bem?— perguntei, quase que de forma idiota. Um suspiro enorme veio antes da resposta dela. —Não, não tá tudo bem, mas fazer o quê. Não tenho outra opção.— E voltou a falar, quase abafando a besteira que eu ia responder: —Você gosta ou entende de tecnologia? Desculpa, mas meu celular tá biruta e isso tá me deixando maluca— Quase engasgado de emoção por ter um contato com ela, falei: —Trabalho com isso, o que que tá rolando?
Dei uma olhada e ensinei ela a usar a Blackberry Z10, último modelo, quase que intuitivamente, porque ela nunca tinha mexido em outro antes, mas dei um curso avançado comparado com o que ela sabia. Batemos um papo bem agradável sobre o assunto e pude ver várias fotos dela posando e de produções de fotos; aparentemente, ela era modelo, e não me surpreendeu nem um pouco. Uma morena de mais de 1,75, esbelta, rosto divino, medidas perfeitas e o melhor de tudo é que parecia ser toda natural. As fotos eram sugestivas, mas dava pra ver que era modelo profissional. Quase no fim da conversa sobre o celular, ela me diz que tinha um cartão de memória de uma câmera digital que queria ver no telefone. Pergunta se isso era possível. Quase ao mesmo tempo em que eu falava que sim, ela remexia na bolsa, tirando uma carteira bem feminina e, de dentro, um cartão de memória minúsculo. Peguei e perguntei o que ela queria fazer. Só ver as fotos que uma amiga tinha passado pra ela. Só de ver as fotos e eu sem ideia de como fazer, coloco a Sweetie no meu notebook e começo a mostrar as fotos pra ela. Aparecem várias minas, aparentemente modelos pela aparência, em situações diferentes no que parecia ser um depósito. Enquanto passava as fotos, percebi que ela sorria e murmurava. Gostosas pra caralho em poses divertidas e algumas ousadas. De repente, algumas me parecem conhecidas, mas eu relevo, pensando que eram modelos e que sempre podem estar em anúncios. Uns dois vídeos curtos sem sentido e, de repente, um camarim com menos minas se vestindo e se maquiando. Devo ter ficado vermelho ao vê-las de calcinha e sutiã, porque ela sorriu e zoou meu constrangimento. De novo caras que achava reconhecer e, de novo, minha descrença. De repente, uma foto em grupo com umas 10 minas me bate na memória. Vestidas de couro, numa formação quase de futebol, consigo identificar algumas das promoter que tinham estado com a gente no bar na noite anterior. Várias fotos em grupo e, em seguida, fotos do tal bar. Várias no balcão, com o dono e com uns caras que achava reconhecer do bar. Umas duas fotos do bar já lotado e, logo depois, outros tapas na minha memória e na minha vergonha. Uma mesa de amigos ao longe onde consigo reconhecer a gente em detalhes, mais fotos do bar e a gente abraçado com elas como troféus. Paula fala, quase rindo: — Não me fala que esse é você!!! — e me apontou numa foto quase deplorável com meus amigos e elas. — Ha... Não acredito — falei, sincero. Depois de mais fotos vergonhosas, vejo uma de um dos meus amigos, completamente bêbado, dançando com a fotógrafa. — Minhas desculpas por esse cara — falei, também envergonhado. E, em seguida, fotos minhas conversando com a promoter que me tocou dançar, várias fotos quase em sequência e eu quase não me reconheci do que lembrava. Eu tava muito bem na fita e a mina com quem eu tava parecia tranquila e quase sorrindo da situação. Umas duas fotos minhas dançando na frente dela. Ela só posando, e umas a mais que confirmavam aquilo que ela tinha me dito no ouvido ao se afastar de mim, mas que coroava com um beijo na minha bochecha. Ainda bem que não percebi aquele beijo na hora, senão eu teria morrido, pensei.
— Não acredito... — disse a Paula.
— Sim... eu era um daqueles bêbados ontem à noite.
— Não... a Belén estava certa.
— Ah, pensei que você tava falando de mim.
— Tô, de você mesmo — ela disse, já me olhando nos olhos.
— Por quê?
— Você foi o cavalheiro pela qual a Belén morreu de paixão ontem à noite! — disse quase com uma voz de fascinação.
— Eu, o quê? — falei com a voz mais sincera de incredulidade que consegui.
— Daí que eu te reconheci quando te vi agora.
— Você me reconheceu?
— Ué... não vai ser fácil te esquecer.
— Ha!... Me conta do que você tá falando, porque juro que não entendi a piada.
— Nenhuma piada. Ontem à noite a gente passou uma noite muito ruim depois que aconteceu tudo isso das fotos.
— Por quê?
— História longa, resumindo: a Belén passou mal depois daquilo ontem à noite, e no apartamento hoje de manhã ela contou maravilhada como você ontem a cativou e cuidou dela.
— O que ela disse que eu fiz? — já gaguejando, falei.
— Não acredito em você!... E ainda é como ela te descreveu, igualzinho, gentil e bonito.
Engasguei com a saliva que quase não conseguia engolir naquela altura.
— A Belén ontem à noite teve que... como dizer?... passar a noite com o dono daquele lugar. Uma situação de merda e uma noite longa. Mas hoje de manhã ela chegou no hotel maravilhada falando do seu gesto de ontem. Tava toda boba. Depois a gente discutiu muito sobre o trampo e eu decidi voltar pra Capital Federal, onde não me pagam como aqui, mas não preciso ficar fazendo "coisas estranhas".
— Vocês não são daqui? — saiu quase involuntariamente do meu espanto.
— Não, somos de vários lugares e viemos contratadas pela franquia do bar por um mês. Mas o de ontem à noite não me agradou e tchau... tô voltando... E COM VOCÊ! — disse quase sorrindo nervosamente.
Respirei fundo vendo as últimas fotos delas fora do bar fechando "a noite" com o dono. do bar que parecia mais que babaca.
Enquanto terminava de ver as fotos e sem saber o que fazer, ouço a Paula começar a falar no celular. Fico olhando de novo as fotos do bar. Misturando na minha cabeça vergonha e uma sensação estranha entre orgulho e tesão.
— Sabe com quem eu tô viajando?... Nem imaginaaaa... Não, não... Nada a ver. Ainda por cima no mesmo banco... Kkkk... Não acredito... O que cê tá fazendo?... Ah... ok. Tá melhor?... Nossa que bom... sim, sim... Bom, adivinha... não... ok... Com o cara que te apaixonou ontem à noite!!! — E ela disse quase em segredo, sussurrando e rindo... e eu, sem saber se queria morrer ou inflar o peito. — Kkk... bom, ok... fala sério... te prometo... depois te conto a loucura. Tchau, beijos... te amo — E desligou.
— Diego, sabe com quem acabei de falar?... Sim... com a Belén... ela manda mil beijos e de novo obrigada por ser um cavalheiro — Ela disse e eu fiquei sem saliva e sem palavras... — É?...
— É... que loucura, né?... Mas amanhã ela volta pra Buenos Aires também... também não aguentou a merda que ofereceram na sua cidade... sem ofensa, né? — E guardou o celular. Eu a via muito... contente, já relaxada.
Nisso, pego o pendrive e devolvo pra ela, ela guarda e quando eu ia criando coragem pra falar algo, o cobrador chega com a comida acendendo todas as luzes do busão.
Enquanto jantamos, conversamos sobre tudo e sempre voltava minha "performance" da noite anterior, a ponto de quase acreditar nessa história de cavalheiro. Enquanto bebíamos vinho, a Paula ia ficando cada vez mais espontânea e relaxada. Terminamos conversando tão animadamente que vários passageiros nos mandaram calar a boca de inveja pra poder ouvir o filme que, entediados, assistiam nos LCDs.
De repente, as telas se apagaram e as luzes ficaram só como ajuda no chão do ônibus. Era madrugada, muito escuro, e só ficamos eu e a Paula conversando na parte de baixo. Sozinhos, iluminados pela luz de leitura dela. De repente, alguém mandou calar a boca e rimos de vergonha. Estávamos terminando a segunda taça de champanhe que o segurança tinha servido com toda educação. Nos reclinamos juntos nos bancos, apagamos a luz e, quase sussurrando, continuamos conversando de lado, cara a cara, bem pertinho pra nos ouvir. A escuridão nos envolveu e meu coração e minha cabeça estavam explodindo por ter uma modelo incrível na minha frente... a poucos centímetros, sentindo o hálito e o pescoço dela. A conversa tinha sido tão gostosa que ela me contou sobre a carreira dela, que a colocava entre as modelos de promoção mais fodas da Argentina. Ela não parava de elogiar minha simpatia e como estava se divertindo depois de tantos dias estranhos. Eu não sabia como me render a ela. Embora já tivesse feito isso desde o começo.
Do nada, ela levanta o cobertor que estava usando e sussurra: — Levanta teu cobertor, por favor. — O quê? — Levanta teu cobertor que quero te falar uma coisa? — Nossas vozes, mesmo com todo mundo dormindo e em silêncio, não eram fáceis de ouvir por causa do barulho chato do motor do ônibus. Entrando na brincadeira e pensando em não acordar ninguém, levantei meu cobertor também. Ela enfiou os braços entre os meus e os cobertores, e de repente estávamos cobertos, totalmente tampados até a cabeça. — Shhhhhhh — disse ela, cúmplice, a um centímetro do meu rosto. Quase dava pra sentir os lábios dela roçando meu nariz, meu cérebro começou a despertar partes do meu corpo. A proximidade era única.
— Posso te beijar? — disse ela, e apoiou a mão esquerda na minha bochecha, puxando os poucos milímetros que faltavam do meu rosto. O beijo foi suave porque eu quase não conseguia reagir, mas foi incrivelmente incrível. Ela se afastou quase mordendo meus lábios e sussurrou: — Não quer me beijar? — Aí eu não aguentei mais e quase machuquei a boca dela de tanto tentar devorá-la. As línguas começaram a se enroscar na hora... Era inacreditável e meu cérebro nem sabia onde eu estava sentado. Algo que hoje me envergonha um pouco... ou não. Minha mão direita foi Peguei ela pela nuca, tentando soldar a boca dela na minha. Ela começou a quase gemer, passava a língua nos meus lábios e isso me mostrava que ela tava muito excitada. Devemos ter nos beijado por vários minutos, porque já comecei a beijar o pescoço dela e lamber. A gente não se via, mas a imagem dela parecia nítida enquanto eu passava a língua. De repente, alguém tossiu tão forte que a gente ficou paralisado, ou era uma crise de tosse ou tava nos escutando. Ofegantes, boca com boca, a gente se acalmou enquanto ria, e eu tentava segurar minha ereção que já doía dentro da calça. Pensando justamente n"isso", sinto a Paula avançar de novo com a boca e a mão esquerda dela... me paralisando... procurando meu pau entre a roupa. Meu cérebro captou a mensagem e começou a dar mais atenção àquilo. Ela massageava meu pau bem devagar, complicando ainda mais minha situação sensível. A gente quase se afogava de tanto se beijar, até que peguei a mão dela e tirei do meu membro porque eu ia explodir. Fui levando a mão dela devagar até os peitos dela. Os mesmos que eu não tinha parado de imaginar a noite toda debaixo daquele vestido sem sutiã, que mostrava eles quase 50%. Por cima e com carícias, comecei a aproveitar eles. Tentei ver como fazer quando, com as duas mãos e parando de me beijar, ela puxou o vestido pra baixo, deixando aquelas delícias totalmente livres e expostas pra mim. Meu pau de novo me avisava da situação, não sei se foi o álcool ou minha incredulidade, mas consegui segurar a gozada. Quase sem pedir permissão, cruzei minha cabeça até o banco dela pra alcançar com minha boca aquelas delícias que eu não sabia como beijar e abocanhar. Ela se jogou pra trás no banco e pegou minha cabeça, brincando com meu cabelo. Os gemidos dela eram música pra mim. Ali, eu não conseguia acreditar nem entender nada, só tentava aproveitar. Quando me dei conta, minha mão direita já tava percorrendo as pernas dela quase instintivamente. Foquei nos mamilos dela e isso a excitou ainda mais. Tanto que, com a mão esquerda, ela começou a levantar o vestido das pernas. até quase levar minha mão até a calcinha fio dental dela. De novo, meu pau inchou quase no limite. Não sabia como me virar pra não perder nada do que tava rolando. Virei mais de lado e comecei a esfregar a buceta dela, sentindo que tava no ponto, toda molhada, quase sentindo o cheiro gostoso dela. Devia estar beijando o umbigo dela já, porque com dois movimentos puxei a fio dental pra baixo e comecei a lamber a buceta dela. A reação foi instantânea, ela ficou dura de tanto prazer que sentiu no corpo todo de surpresa. Dava pra ver como ela se mexia tensa, aproveitando essa minha última jogada. Meu dedo médio direito tava dentro dela enquanto minha língua misturava minha saliva com a umidade dela, fazendo eu beber quase champanhe de novo. Com a outra mão, finalmente podia aproveitar também, torcendo de leve os bicos dos peitos dela. Lembro da cena e tô quase gozando. Isso. Isso ia acontecer quando comecei a aumentar o ritmo no clitóris dela. Ela começou a gemer mais, bem baixinho, quase sussurrando, mas ofegante. Tava tão gostoso que ela segurou minha cabeça com as duas mãos e grudou na buceta dela, me deixando quase imóvel e escravo do orgasmo dela, que dava pra sentir chegando nos tremores. Pra me ajudar, ela não teve ideia melhor do que se sentar e abaixar a cabeça até a minha pra sussurrar no meu ouvido o ofego e palavras de amor e carinho. Minha língua e meus dedos não cãibraram de esforço, pelo contrário, ficaram mais fortes. Assim como meu pau, que quase junto com os gritos de glória da Paula gozou de um jeito que achei que ia inundar o banco inteiro. Por um segundo, senti um incômodo na roupa, mas passou quando senti a Paula me pedindo pra nunca parar. Minha língua já tava cansada do ritmo louco. Eu continuava gozando com espasmos fortes. Comecei a beijar lábio com lábio aquela buceta gloriosa, perfeitamente depilada, mostrando a juventude daquela besta infernal que era a Paula. Depois descobri que ela tinha 20 anos. Enquanto eu beijava, a pressão dela não diminuía na minha cabeça. Finalmente, ela tremeu e se jogou contra o Me apoiei no encosto, duro, como que querendo pausar aquele momento. Fiquei todo dobrado, ofegante, deitado sobre o púbis dela. Minha mão direita foi pro meu pau e vi que a calça inteira tava encharcada de porra, mas pra minha surpresa, o bagulho ainda tava duro. Meu sorriso não cabia no rosto. Eu tinha acabado de ter a cabeça explodida e não conseguia acreditar. Tentei me acalmar, mas fiquei me remoendo com o que tinha acabado de rolar. A respiração da Paula ainda tava meio cortada quando levantei a cabeça, e ainda debaixo das cobertas, alcancei a boca dela. Ela começou a lamber minha cara, saboreando o que tinha nela. Meu pau endureceu de novo em tempo recorde. Com as mãos, eu rodeava os peitos gloriosos dela, acariciando sem parar. De novo a gente se fundiu num beijo, e de novo ela se ajeitou e baixou a mão na minha calça. Dessa vez, sentiu ele bem duro, mas ficou parada. Tinha percebido minha porra. Ela me tocava como se tivesse explorando a umidade. A gente se separou do beijo e ela sussurrou quase incrédula: — Gozou, meu amor? — Não sei se um dia vou tirar essas palavras da cabeça. Beijei ela de novo e falei: — Por sorte gozei, porque quase morri de prazer. — E acho que me saí bem, porque na hora ela se levantou, me mordeu a boca com luxúria, me empurrou contra o encosto com um tapa e ajeitou a cabeça na altura da minha calça. Não sei o que ela fez, mas em milissegundos senti meu pau ao ar livre e a umidade mais gloriosa da boca dela no mesmo instante. Tive que morder a coberta pra não gritar de prazer. A onda foi incrível. Não sei se foi o álcool ou minha mente que me levou a um estado que poucas vezes experimentei. A boca e a língua dela se moviam tão devagar que eu não esperava durar mais de 10 segundos naquele ritmo. De repente, ela começou a lamber só a cabeça bem devagarinho, e eu comecei a ouvir gemidos de tesão, de que ela tava fazendo algo que curtia. Minha mão esquerda, por instinto, foi atrás dos peitos dela e se encheu deles. Acho que não durei muito, o tempo sumiu do meu universo, só sentia algo... Indescritível hoje em dia. Minha mão direita, ao perceber que o final estava chegando, pegou suavemente na cabeça dela, e ela entendeu tudo tão perfeitamente que aumentou a brincadeira com a língua e deixou eu introduzir meu pau quase até o fundo. Minhas duas mãos foram escravas do meu cérebro e da minha mente, e em vez de pressionar a cabeça dela no meu pinto, comecei a acariciá-la, como se quisesse gravar a fogo que uma das modelos mais gostosas que já vi na vida estava me levando ao segundo orgasmo mais incrível da minha vida com... a boca gloriosa dela. Algo que hoje, se eu não escrever, não acredito. Não sei quantos segundos gozei. Meu corpo parecia epiléptico de tanto que se contorcia, mordendo a coberta de dor, e ela continuava me chupando como poucas fizeram. Depois de anos pra mim, segundos reais, ela ficou quieta. Eu não sabia mais o que fazer pra morrer naquele instante de prazer. Senti os lábios dela se afastarem bem devagar e, em seguida, o corpo dela desabar na poltrona, dando um suspiro que, agora sim, se tivesse alguém dormindo no busão, tinha acordado. Minha consciência ainda vagava pelos sonhos mais incríveis que já tive quando me descobri e percebi que o "comissário" estava do meu lado, inclinado, sussurrando pra eu acompanhá-lo até a cabine do motorista. Meu sangue gelou ao entender onde eu estava e a situação que tinha acabado de rolar, ou seja... não com quem nem quão maravilhosa tinha sido, mas o que poderia acontecer. Molhado e suado inteiro, levantei por instinto e segui ele. Entramos na cabine dos motoristas. Um estava dormindo e roncando como prova. O cobrador sentou do lado do motorista e, olhando nos meus olhos, disse: -Por favor, me diz que você fez tudo o que se ouviu- e me olhou cúmplice enquanto o motorista pedia detalhes. Minha vergonha era enorme, principalmente por causa dela. Contei que a gente tinha se beijado e se tocado só, porque estávamos bem bêbados, pra tentar esconder tudo. Acho que não acreditaram muito, mas quase me elogiaram nas palavras deles. Diante da minha curiosidade, me disseram que ninguém tinha reclamado de nada, como se quisessem dar a entender que só eles tinham conseguido ouvir "o show". Antes de eu ir embora, o guarda parou na minha frente e disse: —Me dá a mão e passa pelo menos 10% da sua sorte pra mim. Você é meu ídolo—.
Talvez hoje, diante disso que conto, eu entenda esse cumprimento.
Voltei pro meu assento quase andando em câmera lenta. Meu cérebro ainda não processava nada. Eu tava como drogado. Meu corpo ainda sentia espasmos de prazer por todo lado. Ao sentar, acendi minha luz de leitura e vi que a Paula estava coberta e virada de costas pra janela, com os olhos fechados mas reclamando da claridade. Deitei atrás dela, fazendo colherzinha o máximo que os assentos deixavam. Abracei ela por baixo das cobertas, ela pegou meus braços e apertou eles debaixo dos peitos dela. Minha cara ficou na nuca dela e só consegui falar: —Uau! Se eu morrer agora, não vou ligar—.
Devem ter sido boas palavras, porque ela se virou e me beijou. Meu pau acho que quis reagir a essa nova cena toda, mas o cansaço nos venceu.
5 horas depois, o guarda nos acordou com o café da manhã, acendendo as luzes do nível. Tava entrando na Capital Federal. Me afastei um pouco da Paula, mas ela, acordando, me puxou de volta e, meio dormindo, me deu um sorriso com um —Bom dia—.Desculpa pela minha ortografia e meus erros de escrita, mas isso tá bem cru mesmo.
Bom... espero não ter entediado vocês e que tenham gostado.
Se for o caso... vou continuar contando minhas histórias que ainda tô escrevendo...
Aceito críticas construtivas, como sempre, pra melhorar...
Beijos...
Diego
Esse relato que trago pra vocês hoje é um dos últimos e fez com que eu adiasse vários outros que tô escrevendo, por causa do impacto e da necessidade que senti de escrevê-lo. Tô terminando ele agora porque ainda tá gravado em mim de todas as formas. Deve ser uma das experiências mais doidas e incríveis, além de gostosas, que já rolou na minha vida. Espero que curtam...Não sou de Buenos Aires nem arredores, às vezes por trampo preciso viajar pra grande capital. Quase sempre, uma das empresas que presto serviço precisa que eu vá pra gerenciar clientes ou resolver pepinos de trabalho por lá. E quase sempre vou de avião pra economizar pelo menos um dia de viagem.
Num sábado de manhã, um dos meus chefes me liga e pede que eu vá urgente pra Baires pra fechar um negócio pessoalmente. Segunda-feira de manhã eu já tinha que estar lá. Quase de cor, liguei pra agência de viagens que cuidava dessas paradas e, depois de 2 horas de negociação, a secretária me responde que não tinha nenhum voo que me deixasse na Capital antes das 8 da manhã de segunda. Falei da urgência da situação e ela pediu pra esperar mais meia hora. Nessa espera, liguei pro meu chefe e ele colocou à disposição qualquer um dos carros de luxo dele pra eu ir dirigindo, se precisasse. Preferi esperar a agência de turismo pra não ter que dirigir tanto tempo sozinho.
De fato, meia hora depois o celular toca e a secretária da agência me dá opções de horário pra pegar um busão no domingo pra Baires, sendo a única opção que ela tinha conseguido. Meio puto e contrariado com a situação, aceitei sair domingo à tarde pra não ter que dirigir tanto tempo, além de chegar um pouco mais descansado na reunião.
Naquele sábado saí com uns amigos "na boa" e fomos conhecer um bar novo que tava com muita propaganda e abria naquela noite. Entre cervejas, drinks e umas porções, passamos uma noite da hora, tão boa que fomos notados pelo dono do lugar por ser uma das mesas mais barulhentas e divertidas da noite. Ele agradeceu com umas garrafas de champanhe e energético que tavam fazendo propaganda. Em menos de um piscar de olhos, 5 gostosas deslumbrantes enfiadas em roupas de couro sintético com os logos do champanhe e do energético passaram a nos servir de um jeito bem sensual e posando pras câmeras, várias taças que a gente recebeu com maior gritaria, típica da bebedeira que já tava rolando. Ridicularizando a gente, mas a gente soltava cantadas pras minas gostosas e posando pras câmeras como bêbados felizes, a gente encerrou a menção. Os energéticos aparentemente deram uma segurada e a gente acabou conversando mais civilizadamente nas mesas. Depois de um tempo me acalmando, comecei a olhar pro balcão e pude ver, me excitando de repente, as 5 garotas promotoras dançando entre elas de um jeito mais que sensual. Aquilo me hipnotizou e acho que até babava, fruto de tudo que tava rolando no meu cérebro. Dava pra ver que as minas não tavam muito convencidas. Nisso, o dono, percebendo a situação, pegou as 5 e trouxe elas pra nossa mesa meio na marra. Na nossa frente, ele levantou 5 de nós e ofereceu uma mina pra cada um dançar "sensualmente". Nessa altura, o DJ já tinha colocado uma música no clima. A cena, mesmo eu estando bem "alterado", eu tinha entendido bem, e quando me emparelhei com uma das minas, soube que não tava errado. A mina, talvez a mais escultural e gostosa das 5, começou a rir falso quando pegou na minha mão. Vendo isso e que meus 4 amigos já tinham tomado o controle da cena, peguei ela na cintura, algo que ela tentou evitar, e bem firme no ouvido falei: — Vamos pro lado, não precisa fazer nenhuma cena — falei apontando pros meus amigos que dançavam mais que excitados e felizes. A gente foi pro canto e eu, na frente dela, comecei a "fingir que dançava", mas tampando ela e não deixando ela participar do número armado. O dono olhou umas duas vezes e sorriu pra mim. Não deu nem pra passar uma música inteira e as minas voltaram pro balcão chamadas pelo dono. Quando voltei pra mesa, ouvi no ouvido, quase gritando pra passar por cima da música: — Muito obrigada, você foi foda. Umas 10 segundos depois do atraso que meus sentidos tavam, me virei e vi a promotora impressionante do meu lado se afastando e se juntando com as amigas. Sorrindo, sentei com os caras. Meus amigos e as gargalhadas foram todas pra mim quando me contaram que eu não tinha tocado na mina, sendo que eu tinha pegado a melhor. Meia hora depois, vi as 5 promotoras indo embora com o dono do bar, e ele quase pegando na bunda da morena incrível com quem eu tinha "dançado". Foi uma cena estranha que evaporou igual o álcool no sangue. Quis pensar na situação, mas meus amigos saíram com qualquer uma e apagou tudo da minha cabeça.
No meio da madrugada, decidimos ir embora porque eu precisava descansar um pouco e preparar o que ia levar pra Buenos Aires. Alguns dos meus amigos foram pra balada. Eu, pra minha cama.
No dia seguinte, depois da ressaca, organizei tudo e no meio da tarde já tava esperando o busão na rodoviária. Quase no horário, o ônibus chegou na plataforma e subimos todo mundo que tava esperando. O ônibus era um desses de Primeira Classe, onde todos os assentos viravam cama e, supostamente, te davam o melhor serviço a bordo. Meu lugar era na parte de baixo, no fundão. Acho que atrás só tinha o bagageiro e o motor. O único problema é que não consegui lugar sozinho, era compartilhado. Mas minha alegria era contida porque a gente já ia partir e ninguém tinha ocupado o banco do lado. Me acomodando com o notebook e procurando o Wi-Fi do busão, foi que nem vi as portas fechando e os últimos passageiros subindo. De repente, procurando o mouse que tinha caído entre minhas pernas, ouço um "Com licença, me desculpa". Levanto e vejo uma mulher incrivelmente gostosa com um vestido preto apertadíssimo, curtíssimo e quase de gala, na minha frente. Levantei a cabeça e não consegui evitar de admirar toda aquela escultura de mulher, quase babando enquanto gaguejava um "Pode passar, por favor".
O sorriso dela foi ainda mais cativante quando viu que eu me levantei e deixei ela passar pro lugar dela (janela), quase segurando a mão dela e ajudando, já que o busão começava a se afastar da plataforma. Na correria de me sentar de novo e me acalmar, consegui ver, sem fôlego, ela puxando pra baixo o vestidinho minúsculo que tava usando, que quase tinha virado uma cinturinha quando ela sentou. Até hoje, enquanto escrevo essa história, lembro que o mouse ficou largado em algum lugar daquele ônibus.
Uns 5 minutos depois, nem lembro o que eu tava fazendo perdendo tempo no note, quando chegou o "Auxiliar de bordo" pra falar dos serviços que a gente tinha e dar uns cobertores e meias pra viagem. Agradecemos o gesto e, de repente, minha companheira de assento se inclinou sobre as pernas, tirou os sapatos de festa que tava usando e calçou as meias. Eu tava hipnotizado com aquelas poses e pernas, quando ela se levantou, me olhou e, sorrindo, com a minha cara de espanto, perguntou: — Te incomoda se eu ficar descalça só de meia? Quase engasguei de vergonha de voyeur e soltei um: — Nada... como vai me incomodar se eu também quero tirar os meus. Na mesma hora, fiquei só de meia.
De novo, ela ajeitou o vestido e se recostou no banco, que tava meio reclinado, soltando um suspiro bem longo e decepcionante, quase um lamento. Ao mesmo tempo, as luzes do ônibus diminuíram, já era meio da tarde e o sol de inverno tinha se escondido. A penumbra tomou conta dos nossos assentos, cortada só pela luz da minha tela.
Passaram uns 10 minutos em que eu tentava, sem sucesso, me conectar ao Wi-Fi do busão, quando o celular dela tocou e ela, quase dormindo, deu um pulo assustada. A conversa que ouvi foi mais ou menos assim: — Sim, sim... já tô na viagem... Não, vim sozinha porque a Belém não quis ir... Sei lá, pergunta pra ela. Tchau. E imaginei que a ligação tinha acabado porque ela se reclinou de novo no banco. Não sei por que, mas sentia que ela tava me observando. Devia ser minha ressaca e a vontade.
Não passaram nem 5 minutos quando comecei a ouvir ela respirando meio forçado, estranho. Bem na hora que conectei o Wi-Fi, senti um choro bem afogado nela. O "comissário" desce bem no nosso nível e oferece bebidas, alfajores e sanduíches. Consigo ouvir ela suspirar soluçando e pedir, com a voz embargada, uma garrafinha d'água. O segurança alcança quase que na hora e, de um jeito bem educado, passo pra ela. Consigo ver, entre olhares, o rostinho triste dela. Ela acende a luzinha pessoal dela, como pra se ajeitar, e se vira pra mim com a voz mais firme: —Desculpa pela cena. Espero não te deixar constrangido— falou quase sorrindo, e não sei por quê, mas achei que conhecia aquele sorriso. —Sou a Paula e vou até Buenos Aires— Quase por reflexo, falei: —Sou o Diego e a gente desce na última parada, parece— Ela sorriu de leve e pegou na minha mão como cumprimento. —Tudo bem?— perguntei, quase que de forma idiota. Um suspiro enorme veio antes da resposta dela. —Não, não tá tudo bem, mas fazer o quê. Não tenho outra opção.— E voltou a falar, quase abafando a besteira que eu ia responder: —Você gosta ou entende de tecnologia? Desculpa, mas meu celular tá biruta e isso tá me deixando maluca— Quase engasgado de emoção por ter um contato com ela, falei: —Trabalho com isso, o que que tá rolando?
Dei uma olhada e ensinei ela a usar a Blackberry Z10, último modelo, quase que intuitivamente, porque ela nunca tinha mexido em outro antes, mas dei um curso avançado comparado com o que ela sabia. Batemos um papo bem agradável sobre o assunto e pude ver várias fotos dela posando e de produções de fotos; aparentemente, ela era modelo, e não me surpreendeu nem um pouco. Uma morena de mais de 1,75, esbelta, rosto divino, medidas perfeitas e o melhor de tudo é que parecia ser toda natural. As fotos eram sugestivas, mas dava pra ver que era modelo profissional. Quase no fim da conversa sobre o celular, ela me diz que tinha um cartão de memória de uma câmera digital que queria ver no telefone. Pergunta se isso era possível. Quase ao mesmo tempo em que eu falava que sim, ela remexia na bolsa, tirando uma carteira bem feminina e, de dentro, um cartão de memória minúsculo. Peguei e perguntei o que ela queria fazer. Só ver as fotos que uma amiga tinha passado pra ela. Só de ver as fotos e eu sem ideia de como fazer, coloco a Sweetie no meu notebook e começo a mostrar as fotos pra ela. Aparecem várias minas, aparentemente modelos pela aparência, em situações diferentes no que parecia ser um depósito. Enquanto passava as fotos, percebi que ela sorria e murmurava. Gostosas pra caralho em poses divertidas e algumas ousadas. De repente, algumas me parecem conhecidas, mas eu relevo, pensando que eram modelos e que sempre podem estar em anúncios. Uns dois vídeos curtos sem sentido e, de repente, um camarim com menos minas se vestindo e se maquiando. Devo ter ficado vermelho ao vê-las de calcinha e sutiã, porque ela sorriu e zoou meu constrangimento. De novo caras que achava reconhecer e, de novo, minha descrença. De repente, uma foto em grupo com umas 10 minas me bate na memória. Vestidas de couro, numa formação quase de futebol, consigo identificar algumas das promoter que tinham estado com a gente no bar na noite anterior. Várias fotos em grupo e, em seguida, fotos do tal bar. Várias no balcão, com o dono e com uns caras que achava reconhecer do bar. Umas duas fotos do bar já lotado e, logo depois, outros tapas na minha memória e na minha vergonha. Uma mesa de amigos ao longe onde consigo reconhecer a gente em detalhes, mais fotos do bar e a gente abraçado com elas como troféus. Paula fala, quase rindo: — Não me fala que esse é você!!! — e me apontou numa foto quase deplorável com meus amigos e elas. — Ha... Não acredito — falei, sincero. Depois de mais fotos vergonhosas, vejo uma de um dos meus amigos, completamente bêbado, dançando com a fotógrafa. — Minhas desculpas por esse cara — falei, também envergonhado. E, em seguida, fotos minhas conversando com a promoter que me tocou dançar, várias fotos quase em sequência e eu quase não me reconheci do que lembrava. Eu tava muito bem na fita e a mina com quem eu tava parecia tranquila e quase sorrindo da situação. Umas duas fotos minhas dançando na frente dela. Ela só posando, e umas a mais que confirmavam aquilo que ela tinha me dito no ouvido ao se afastar de mim, mas que coroava com um beijo na minha bochecha. Ainda bem que não percebi aquele beijo na hora, senão eu teria morrido, pensei.
— Não acredito... — disse a Paula.
— Sim... eu era um daqueles bêbados ontem à noite.
— Não... a Belén estava certa.
— Ah, pensei que você tava falando de mim.
— Tô, de você mesmo — ela disse, já me olhando nos olhos.
— Por quê?
— Você foi o cavalheiro pela qual a Belén morreu de paixão ontem à noite! — disse quase com uma voz de fascinação.
— Eu, o quê? — falei com a voz mais sincera de incredulidade que consegui.
— Daí que eu te reconheci quando te vi agora.
— Você me reconheceu?
— Ué... não vai ser fácil te esquecer.
— Ha!... Me conta do que você tá falando, porque juro que não entendi a piada.
— Nenhuma piada. Ontem à noite a gente passou uma noite muito ruim depois que aconteceu tudo isso das fotos.
— Por quê?
— História longa, resumindo: a Belén passou mal depois daquilo ontem à noite, e no apartamento hoje de manhã ela contou maravilhada como você ontem a cativou e cuidou dela.
— O que ela disse que eu fiz? — já gaguejando, falei.
— Não acredito em você!... E ainda é como ela te descreveu, igualzinho, gentil e bonito.
Engasguei com a saliva que quase não conseguia engolir naquela altura.
— A Belén ontem à noite teve que... como dizer?... passar a noite com o dono daquele lugar. Uma situação de merda e uma noite longa. Mas hoje de manhã ela chegou no hotel maravilhada falando do seu gesto de ontem. Tava toda boba. Depois a gente discutiu muito sobre o trampo e eu decidi voltar pra Capital Federal, onde não me pagam como aqui, mas não preciso ficar fazendo "coisas estranhas".
— Vocês não são daqui? — saiu quase involuntariamente do meu espanto.
— Não, somos de vários lugares e viemos contratadas pela franquia do bar por um mês. Mas o de ontem à noite não me agradou e tchau... tô voltando... E COM VOCÊ! — disse quase sorrindo nervosamente.
Respirei fundo vendo as últimas fotos delas fora do bar fechando "a noite" com o dono. do bar que parecia mais que babaca.
Enquanto terminava de ver as fotos e sem saber o que fazer, ouço a Paula começar a falar no celular. Fico olhando de novo as fotos do bar. Misturando na minha cabeça vergonha e uma sensação estranha entre orgulho e tesão.
— Sabe com quem eu tô viajando?... Nem imaginaaaa... Não, não... Nada a ver. Ainda por cima no mesmo banco... Kkkk... Não acredito... O que cê tá fazendo?... Ah... ok. Tá melhor?... Nossa que bom... sim, sim... Bom, adivinha... não... ok... Com o cara que te apaixonou ontem à noite!!! — E ela disse quase em segredo, sussurrando e rindo... e eu, sem saber se queria morrer ou inflar o peito. — Kkk... bom, ok... fala sério... te prometo... depois te conto a loucura. Tchau, beijos... te amo — E desligou.
— Diego, sabe com quem acabei de falar?... Sim... com a Belén... ela manda mil beijos e de novo obrigada por ser um cavalheiro — Ela disse e eu fiquei sem saliva e sem palavras... — É?...
— É... que loucura, né?... Mas amanhã ela volta pra Buenos Aires também... também não aguentou a merda que ofereceram na sua cidade... sem ofensa, né? — E guardou o celular. Eu a via muito... contente, já relaxada.
Nisso, pego o pendrive e devolvo pra ela, ela guarda e quando eu ia criando coragem pra falar algo, o cobrador chega com a comida acendendo todas as luzes do busão.
Enquanto jantamos, conversamos sobre tudo e sempre voltava minha "performance" da noite anterior, a ponto de quase acreditar nessa história de cavalheiro. Enquanto bebíamos vinho, a Paula ia ficando cada vez mais espontânea e relaxada. Terminamos conversando tão animadamente que vários passageiros nos mandaram calar a boca de inveja pra poder ouvir o filme que, entediados, assistiam nos LCDs.
De repente, as telas se apagaram e as luzes ficaram só como ajuda no chão do ônibus. Era madrugada, muito escuro, e só ficamos eu e a Paula conversando na parte de baixo. Sozinhos, iluminados pela luz de leitura dela. De repente, alguém mandou calar a boca e rimos de vergonha. Estávamos terminando a segunda taça de champanhe que o segurança tinha servido com toda educação. Nos reclinamos juntos nos bancos, apagamos a luz e, quase sussurrando, continuamos conversando de lado, cara a cara, bem pertinho pra nos ouvir. A escuridão nos envolveu e meu coração e minha cabeça estavam explodindo por ter uma modelo incrível na minha frente... a poucos centímetros, sentindo o hálito e o pescoço dela. A conversa tinha sido tão gostosa que ela me contou sobre a carreira dela, que a colocava entre as modelos de promoção mais fodas da Argentina. Ela não parava de elogiar minha simpatia e como estava se divertindo depois de tantos dias estranhos. Eu não sabia como me render a ela. Embora já tivesse feito isso desde o começo.
Do nada, ela levanta o cobertor que estava usando e sussurra: — Levanta teu cobertor, por favor. — O quê? — Levanta teu cobertor que quero te falar uma coisa? — Nossas vozes, mesmo com todo mundo dormindo e em silêncio, não eram fáceis de ouvir por causa do barulho chato do motor do ônibus. Entrando na brincadeira e pensando em não acordar ninguém, levantei meu cobertor também. Ela enfiou os braços entre os meus e os cobertores, e de repente estávamos cobertos, totalmente tampados até a cabeça. — Shhhhhhh — disse ela, cúmplice, a um centímetro do meu rosto. Quase dava pra sentir os lábios dela roçando meu nariz, meu cérebro começou a despertar partes do meu corpo. A proximidade era única.
— Posso te beijar? — disse ela, e apoiou a mão esquerda na minha bochecha, puxando os poucos milímetros que faltavam do meu rosto. O beijo foi suave porque eu quase não conseguia reagir, mas foi incrivelmente incrível. Ela se afastou quase mordendo meus lábios e sussurrou: — Não quer me beijar? — Aí eu não aguentei mais e quase machuquei a boca dela de tanto tentar devorá-la. As línguas começaram a se enroscar na hora... Era inacreditável e meu cérebro nem sabia onde eu estava sentado. Algo que hoje me envergonha um pouco... ou não. Minha mão direita foi Peguei ela pela nuca, tentando soldar a boca dela na minha. Ela começou a quase gemer, passava a língua nos meus lábios e isso me mostrava que ela tava muito excitada. Devemos ter nos beijado por vários minutos, porque já comecei a beijar o pescoço dela e lamber. A gente não se via, mas a imagem dela parecia nítida enquanto eu passava a língua. De repente, alguém tossiu tão forte que a gente ficou paralisado, ou era uma crise de tosse ou tava nos escutando. Ofegantes, boca com boca, a gente se acalmou enquanto ria, e eu tentava segurar minha ereção que já doía dentro da calça. Pensando justamente n"isso", sinto a Paula avançar de novo com a boca e a mão esquerda dela... me paralisando... procurando meu pau entre a roupa. Meu cérebro captou a mensagem e começou a dar mais atenção àquilo. Ela massageava meu pau bem devagar, complicando ainda mais minha situação sensível. A gente quase se afogava de tanto se beijar, até que peguei a mão dela e tirei do meu membro porque eu ia explodir. Fui levando a mão dela devagar até os peitos dela. Os mesmos que eu não tinha parado de imaginar a noite toda debaixo daquele vestido sem sutiã, que mostrava eles quase 50%. Por cima e com carícias, comecei a aproveitar eles. Tentei ver como fazer quando, com as duas mãos e parando de me beijar, ela puxou o vestido pra baixo, deixando aquelas delícias totalmente livres e expostas pra mim. Meu pau de novo me avisava da situação, não sei se foi o álcool ou minha incredulidade, mas consegui segurar a gozada. Quase sem pedir permissão, cruzei minha cabeça até o banco dela pra alcançar com minha boca aquelas delícias que eu não sabia como beijar e abocanhar. Ela se jogou pra trás no banco e pegou minha cabeça, brincando com meu cabelo. Os gemidos dela eram música pra mim. Ali, eu não conseguia acreditar nem entender nada, só tentava aproveitar. Quando me dei conta, minha mão direita já tava percorrendo as pernas dela quase instintivamente. Foquei nos mamilos dela e isso a excitou ainda mais. Tanto que, com a mão esquerda, ela começou a levantar o vestido das pernas. até quase levar minha mão até a calcinha fio dental dela. De novo, meu pau inchou quase no limite. Não sabia como me virar pra não perder nada do que tava rolando. Virei mais de lado e comecei a esfregar a buceta dela, sentindo que tava no ponto, toda molhada, quase sentindo o cheiro gostoso dela. Devia estar beijando o umbigo dela já, porque com dois movimentos puxei a fio dental pra baixo e comecei a lamber a buceta dela. A reação foi instantânea, ela ficou dura de tanto prazer que sentiu no corpo todo de surpresa. Dava pra ver como ela se mexia tensa, aproveitando essa minha última jogada. Meu dedo médio direito tava dentro dela enquanto minha língua misturava minha saliva com a umidade dela, fazendo eu beber quase champanhe de novo. Com a outra mão, finalmente podia aproveitar também, torcendo de leve os bicos dos peitos dela. Lembro da cena e tô quase gozando. Isso. Isso ia acontecer quando comecei a aumentar o ritmo no clitóris dela. Ela começou a gemer mais, bem baixinho, quase sussurrando, mas ofegante. Tava tão gostoso que ela segurou minha cabeça com as duas mãos e grudou na buceta dela, me deixando quase imóvel e escravo do orgasmo dela, que dava pra sentir chegando nos tremores. Pra me ajudar, ela não teve ideia melhor do que se sentar e abaixar a cabeça até a minha pra sussurrar no meu ouvido o ofego e palavras de amor e carinho. Minha língua e meus dedos não cãibraram de esforço, pelo contrário, ficaram mais fortes. Assim como meu pau, que quase junto com os gritos de glória da Paula gozou de um jeito que achei que ia inundar o banco inteiro. Por um segundo, senti um incômodo na roupa, mas passou quando senti a Paula me pedindo pra nunca parar. Minha língua já tava cansada do ritmo louco. Eu continuava gozando com espasmos fortes. Comecei a beijar lábio com lábio aquela buceta gloriosa, perfeitamente depilada, mostrando a juventude daquela besta infernal que era a Paula. Depois descobri que ela tinha 20 anos. Enquanto eu beijava, a pressão dela não diminuía na minha cabeça. Finalmente, ela tremeu e se jogou contra o Me apoiei no encosto, duro, como que querendo pausar aquele momento. Fiquei todo dobrado, ofegante, deitado sobre o púbis dela. Minha mão direita foi pro meu pau e vi que a calça inteira tava encharcada de porra, mas pra minha surpresa, o bagulho ainda tava duro. Meu sorriso não cabia no rosto. Eu tinha acabado de ter a cabeça explodida e não conseguia acreditar. Tentei me acalmar, mas fiquei me remoendo com o que tinha acabado de rolar. A respiração da Paula ainda tava meio cortada quando levantei a cabeça, e ainda debaixo das cobertas, alcancei a boca dela. Ela começou a lamber minha cara, saboreando o que tinha nela. Meu pau endureceu de novo em tempo recorde. Com as mãos, eu rodeava os peitos gloriosos dela, acariciando sem parar. De novo a gente se fundiu num beijo, e de novo ela se ajeitou e baixou a mão na minha calça. Dessa vez, sentiu ele bem duro, mas ficou parada. Tinha percebido minha porra. Ela me tocava como se tivesse explorando a umidade. A gente se separou do beijo e ela sussurrou quase incrédula: — Gozou, meu amor? — Não sei se um dia vou tirar essas palavras da cabeça. Beijei ela de novo e falei: — Por sorte gozei, porque quase morri de prazer. — E acho que me saí bem, porque na hora ela se levantou, me mordeu a boca com luxúria, me empurrou contra o encosto com um tapa e ajeitou a cabeça na altura da minha calça. Não sei o que ela fez, mas em milissegundos senti meu pau ao ar livre e a umidade mais gloriosa da boca dela no mesmo instante. Tive que morder a coberta pra não gritar de prazer. A onda foi incrível. Não sei se foi o álcool ou minha mente que me levou a um estado que poucas vezes experimentei. A boca e a língua dela se moviam tão devagar que eu não esperava durar mais de 10 segundos naquele ritmo. De repente, ela começou a lamber só a cabeça bem devagarinho, e eu comecei a ouvir gemidos de tesão, de que ela tava fazendo algo que curtia. Minha mão esquerda, por instinto, foi atrás dos peitos dela e se encheu deles. Acho que não durei muito, o tempo sumiu do meu universo, só sentia algo... Indescritível hoje em dia. Minha mão direita, ao perceber que o final estava chegando, pegou suavemente na cabeça dela, e ela entendeu tudo tão perfeitamente que aumentou a brincadeira com a língua e deixou eu introduzir meu pau quase até o fundo. Minhas duas mãos foram escravas do meu cérebro e da minha mente, e em vez de pressionar a cabeça dela no meu pinto, comecei a acariciá-la, como se quisesse gravar a fogo que uma das modelos mais gostosas que já vi na vida estava me levando ao segundo orgasmo mais incrível da minha vida com... a boca gloriosa dela. Algo que hoje, se eu não escrever, não acredito. Não sei quantos segundos gozei. Meu corpo parecia epiléptico de tanto que se contorcia, mordendo a coberta de dor, e ela continuava me chupando como poucas fizeram. Depois de anos pra mim, segundos reais, ela ficou quieta. Eu não sabia mais o que fazer pra morrer naquele instante de prazer. Senti os lábios dela se afastarem bem devagar e, em seguida, o corpo dela desabar na poltrona, dando um suspiro que, agora sim, se tivesse alguém dormindo no busão, tinha acordado. Minha consciência ainda vagava pelos sonhos mais incríveis que já tive quando me descobri e percebi que o "comissário" estava do meu lado, inclinado, sussurrando pra eu acompanhá-lo até a cabine do motorista. Meu sangue gelou ao entender onde eu estava e a situação que tinha acabado de rolar, ou seja... não com quem nem quão maravilhosa tinha sido, mas o que poderia acontecer. Molhado e suado inteiro, levantei por instinto e segui ele. Entramos na cabine dos motoristas. Um estava dormindo e roncando como prova. O cobrador sentou do lado do motorista e, olhando nos meus olhos, disse: -Por favor, me diz que você fez tudo o que se ouviu- e me olhou cúmplice enquanto o motorista pedia detalhes. Minha vergonha era enorme, principalmente por causa dela. Contei que a gente tinha se beijado e se tocado só, porque estávamos bem bêbados, pra tentar esconder tudo. Acho que não acreditaram muito, mas quase me elogiaram nas palavras deles. Diante da minha curiosidade, me disseram que ninguém tinha reclamado de nada, como se quisessem dar a entender que só eles tinham conseguido ouvir "o show". Antes de eu ir embora, o guarda parou na minha frente e disse: —Me dá a mão e passa pelo menos 10% da sua sorte pra mim. Você é meu ídolo—.
Talvez hoje, diante disso que conto, eu entenda esse cumprimento.
Voltei pro meu assento quase andando em câmera lenta. Meu cérebro ainda não processava nada. Eu tava como drogado. Meu corpo ainda sentia espasmos de prazer por todo lado. Ao sentar, acendi minha luz de leitura e vi que a Paula estava coberta e virada de costas pra janela, com os olhos fechados mas reclamando da claridade. Deitei atrás dela, fazendo colherzinha o máximo que os assentos deixavam. Abracei ela por baixo das cobertas, ela pegou meus braços e apertou eles debaixo dos peitos dela. Minha cara ficou na nuca dela e só consegui falar: —Uau! Se eu morrer agora, não vou ligar—.
Devem ter sido boas palavras, porque ela se virou e me beijou. Meu pau acho que quis reagir a essa nova cena toda, mas o cansaço nos venceu.
5 horas depois, o guarda nos acordou com o café da manhã, acendendo as luzes do nível. Tava entrando na Capital Federal. Me afastei um pouco da Paula, mas ela, acordando, me puxou de volta e, meio dormindo, me deu um sorriso com um —Bom dia—.Desculpa pela minha ortografia e meus erros de escrita, mas isso tá bem cru mesmo.
Bom... espero não ter entediado vocês e que tenham gostado.
Se for o caso... vou continuar contando minhas histórias que ainda tô escrevendo...
Aceito críticas construtivas, como sempre, pra melhorar...
Beijos...
Diego
3 comentários - Fantasias Realizadas Sem Querer: Paula