Macarena estacionou o carro no posto de gasolina para abastecer, cansada e entediada depois de um longo dia resolvendo problemas no escritório. Acendeu um cigarro enquanto esperava sua vez. Surpreendeu-se ao ver que era uma garota quem vinha atendê-la... quer dizer, já tinha visto mulheres trabalhando em postos, mas não nesse que costumava frequentar, já que era o único que ficava aberto depois das 20h, seu horário habitual de voltar pra casa.
- Sim?
- Completar, por favor.
Distraída, seguiu-a com o olhar enquanto a garota começava a abastecer o tanque, depois pegou a pequena esguichada para limpar o vidro do seu carro. Por alguns segundos seus olhares se cruzaram e ela percebeu que a moça tinha uns lindos olhos verdes. Ficou curiosa para saber como seria seu cabelo, já que ele estava escondido sob o boné cinza que fazia parte do uniforme do posto. Rapidamente a garota limpou seu para-brisa, completou o tanque e disse o valor. Viu-a se afastar para buscar o troco, e notou que mesmo com aquela calça masculina e de cor cinza suja feia, a bunda da garota era firme e redondinha. Chamou a si mesma de velha tarada quando saiu do posto e seguiu até seu apartamento, desejando chegar logo pra se deitar. Naqueles dias não tinha parado um minuto, com a apresentação da campanha para a linha de eletrodomésticos GAFA... era fascinante trabalhar com publicidade, mas exaustivo também.
Durante aquele mês continuou vendo a garota do posto... só que não de forma tão distraída como no primeiro dia. Começou a reparar nela, dava pra adivinhar uma figura bonita debaixo da camisa vermelha e da calça cinza que faziam parte do uniforme do posto... e se formavam duas covinhas maliciosas quando ela sorria por algo. Devia ter uns 25 anos, calculava Macarena... e uma voz muito bonita. Fazia muito tempo que não reparava em uma mulher, tão ocupada estava com o trabalho... que tinha relegado o lado amoroso da sua vida. Naquela noitinha, enquanto Rosana – era assim que a moça se chamava (ela tinha ouvido um dos colegas chamando-a) – limpava seu para-brisa, Macarena pensou que realmente gostava dela. Como se lesse seus pensamentos, Rosana ficou alguns segundos a mais do que o necessário limpando o para-brisa... olhando para ela... Macarena podia jurar que ela estava só olhando para ela. Ficou ainda mais surpresa quando Rosana piscou um olho... quase deu um pulo. Percebeu que um sorriso malandro esvoaçava no rosto de Rosana e pensou que ela estava mais gostosa que nunca. Ficou nervosa e pegou uma nota de valor muito alto para pagar a gasolina. Rosana devolveu o troco num rolinho e se afastou para atender outro carro.
Macarena guardou o dinheiro sem prestar muita atenção. Quando chegou em casa, não resistiu à sua obsessão de guardar as notas organizadas e por valor na carteira... e encontrou o papel branco com o número de telefone anotado. Olhou para ele, incrédula... que atrevida essa Rosana estava se mostrando... ou ela, aos seus trinta e cinco anos, tinha perdido o bonde sobre como pegar uma garota.
Pegou o telefone e discou o número. Reconheceu imediatamente a voz de Rosana.
— Alô.
— Oi... sei que vai soar estranho... mas sou a dona do Corsa azul...
— Aham.
Ela travou um pouco... Rosana não dava sinal de estar esperando a ligação... talvez tivesse se enganado ao colocar o papel no seu troco... se aliviou um pouco ao notar a risadinha leve do outro lado da linha, e a Macarena conquistadora surgiu. Colocou sua melhor voz sedutora e sussurrante para dizer:
— Quer sair pra tomar uma bebida? É sábado à noite... e amanhã você não trabalha.
— Tá bom... passa em casa?
Não havia dúvidas de que essa Rosana era uma atrevida de cuidado... mas Macarena gostou que ela fosse assim. Era o oposto do que ela costumava ser na vida, precavida, cuidadosa e meticulosa... ela gostou.
— Certo... deixa eu anotar o endereço.
Demorou uma hora para se arrumar... fazia muito tempo que ela não tinha um... encontro? Era isso um Encontro? Bom, podia-se dizer que sim... Escolheu uma saia preta na altura da canela, um suéter verde-azulado justinho que colava nos seios, destacando-os, penteou com cuidado o cabelo ruivo e passou um pouco de rímel para aprofundar o olhar dos olhos negros. Deu uma volta na frente do espelho antes de sair e disse para si mesma que estava bem.
Quando estacionou o Corsa em frente ao endereço que Rosana tinha indicado, viu que era uma Escola de Teatro... Nossa, mais surpresas... Por isso Rosana era tão desenrolada. E ela estava linda com aquela saia azul curtíssima, a blusa branca justa e os sapatos pretos de salto... e finalmente viu o cabelo dela, longo e cor de mel, caindo liso e marcando o rosto, que sem o gorro cinza estava esplêndido. Com naturalidade, Rosana sentou ao seu lado e, sorrindo de orelha a orelha, disse:
- Pensei que você não ia ligar.
- Por quê?
- Não sei... foi muito louco te dar o número assim... Espero não ter me enganado.
- Depende... do que você esteja procurando - respondeu Macarena com uma seriedade que estava longe de sentir, já que o desembaraço total de Rosana estava lhe causando muita graça. Causou ainda mais graça ver o constrangimento no rosto de Rosana... e a cor vermelha subindo às suas bochechas. Não acreditava que ainda houvesse mulheres capazes de corar.
- Opa... será que me enganei?
- Bom, não sei... - respondeu Macarena, fingindo desentendimento.
Parou o carro em frente ao restaurante onde pensava em convidar Rosana e se virou. Ficaram se olhando fixamente nos olhos... Rosana ainda corada, ou mais ainda... Macarena com uma serenidade incrível. Sustentou o olhar por alguns segundos - Acho que você pensa que eu gosto de garotas...
Rosana assentiu levemente. Sentia o coração na garganta, pois era a primeira vez que tinha tentado algo tão direto para atrair a atenção de uma mulher... tinha colocado o papel com seu número de telefônio no troco porque estava cansada de esperar que Macarena lhe dissesse algo... e Preferia receber um "não, obrigada, você se enganou" como resposta do que vê-la toda semana e não tentar. Agora queria que a terra a engolisse, caso tivesse interpretado mal os olhares de Macarena e ela não gostasse de garotas.
– Pois é, sabe de uma coisa... você se enganou, eu não gosto...
Rosana sentiu o mundo desabar sobre ela... ela nem sempre era tão atrevida e cara de pau como havia sido com Macarena... geralmente sempre esperava que a outra pessoa desse o primeiro passo... mas não quis esperar com Macarena. Baixou a cabeça, sentindo as orelhas ficarem vermelhas. Macarena esticou a mão e a obrigou a levantar o queixo com suavidade, enquanto aproximava o rosto.
– Eu adoro mulheres em geral... e você em particular me tem fascinada desde o primeiro dia em que te vi.
– Que má você é... quase me matou de susto... – respondeu Rosana, acariciando o nariz de Macarena com a ponta dos dedos. Elas riram, olhando-se nos olhos, descobrindo-se novamente em outro plano... atraindo-se. Macarena ficou um pouco nervosa e disse:
– Vamos jantar...
– Tá bom.
Durante o jantar, conversaram sobre mil coisas. Macarena soube que Rosana trabalhava no posto de gasolina para bancar seus estudos de teatro, que já havia atuado em algumas peças e que esperava poder se tornar uma atriz aceitável algum dia. Rosana soube o porquê de Macarena sempre parecer tão séria, devido às mil e uma coisas que carregava na cabeça. No entanto, Rosana adivinhava um lado sensual naquela mulher tão séria... e queria descobri-lo.
– E você sempre foi tão louca para tentar chamar a atenção de alguém?
– Não... pra ser sincera... eu sempre esperava que se aproximassem de mim... por pânico de rejeição.
– E o que aconteceu comigo?
– Bom... você me atraía demais para esperar... e eu só te via se você fosse ao posto... então pensei bem e me disse que me arrependeria a vida toda se não tentasse. Hmmm... espero não te decepcionar.
- Acho que não vai.
Terminaram o jantar e o garçom veio oferecer café. Macarena fez um gesto negativo e disse baixinho para Rosana:
- Melhor tomamos café em casa.
Ela não costumava levar alguém que mal conhecia para casa... mas naquela noite queria fazer coisas loucas, e principalmente... queria levar aquela mulher para seu apartamento. Fazia muito tempo que não tocava ninguém, nem que alguém a olhasse com a expressão apaixonada com que Rosana a olhava.
Rosana concordou e o coração deu um salto no peito. Pagou a conta que o garçom trouxe. Quinze minutos depois estavam entrando no apartamento de Macarena, que tinha um estilo despojado, não por falta de dinheiro para mobiliar, mas por falta de tempo para escolher as coisas. Na sala só havia um sofá de três lugares, uma cadeira de balanço e uma mesa de centro ampla. Nas paredes, alguns pôsteres de filmes antigos e um aparelho de som no chão. Rosana percorreu o ambiente curiosa, enquanto Macarena foi à cozinha preparar o café, não sem antes acender dois dos incensos que sempre mantinha estrategicamente distribuídos pelo apartamento.
- Posso colocar uma música? - perguntou Rosana da sala.
- Claro.
Rosana ligou o aparelho e escolheu um dos discos de Macarena da prateleira, uma seleção de baladas em inglês. A música e o incenso pareceram muito sensuais para Macarena quando ela voltou com a bandeja com os dois cafés. Sentaram-se no sofá... exageradamente perto uma da outra.
- Açúcar?
- Sim... duas colheres - respondeu Rosana. Macarena colocou o açúcar na xícara e ia entregá-la a Rosana, quando esta fez um movimento imprevisto com a mão, que fez o café derramar sobre sua blusa branca. Ficaram ambas caladas, e Macarena reagiu dizendo:
- Tira essa blusa agora, que eu coloco com um pouco de água para não manchar.
- Mas...
- Eu te empresto algo para vestir, não te... Não se preocupe.
Rosana tirou a blusa, que Macarena levou ao banheiro e colocou na pia com um pouco de sabão para tirar manchas. Quando voltou à sala, teve que admitir que Rosana estava deslumbrante com seu sutiã branco de renda, a saia levantada quase até a virilha e o cabelo caindo dos dois lados do rosto... ficou parada, olhando... sentindo uma vontade louca de beijá-la. Rosana ergueu o olhar e adivinhou suas intenções em seu olhar. Levantou-se e caminhou lentamente até ela, exibindo-se, para sentir aquele olhar ardente em sua pele.
- Você me quer?
- O que você acha?
- Você sempre responde uma pergunta com outra?
- Depende... da pergunta...
- Vamos ver o que você responde a isso - disse Rosana, passando os braços atrás do corpo de Macarena, prendendo-a, transmitindo o calor de seu corpo. Macarena entreabriu os lábios para suspirar, mas não conseguiu, porque Rosana começou a beijá-la suave e ritmicamente, acendendo um fogo dentro dela. E ela não podia fazer nada porque Rosana tinha seus braços presos... então ela se deixou beijar, brincando com a língua de Rosana, sentindo-se quase tonta com o prazer de tê-la assim.
- Você me quer?... - sussurrou Rosana no ouvido de Macarena, antes de percorrer todo o lóbulo com a língua e cobrir seu pescoço com beijinhos leves.
- Você está me deixando louca...
- É isso que eu quero... deixar você louca... desde que te vi pela primeira vez eu me perguntava como seria estar com você... se você seria tão séria e concentrada em tudo - murmurava Rosana em seu ouvido, alternando o comentário com beijos ao longo do pescoço. Soltou um pouco os braços e Macarena agarrou Rosana pela cintura, apertando-a contra seu corpo. Sentia os mamilos duros da garota contra seus próprios seios, que também apontavam desafiadores para frente, ainda cobertos pela blusa.
- E se eu te decepcionar?
- Me prove que me decepciona... ou que não decepciona... - respondeu Rosana, com a boca roçando os lábios de Macarena antes de beijá-la novamente daquele jeito que deixou Macarena fora de controle. Desabotoou o sutiã da garota e jogou-o de lado, depois puxou a saia que caiu no chão, deixando Rosana apenas com a calcinha branca e os sapatos de salto... ela parecia meio engraçada, mas lindíssima... os peitinhos se erguiam com os mamilos duros, as pernas eram finas e compridíssimas, a cintura estreita e os quadris largos... ela adorava aquele corpo. Macarena enterrou o rosto nos seios de Rosana, para senti-la, percorreu com a língua os mamilos eretos, fazendo com que ficassem ainda mais duros. Rosana ficou ainda mais excitada que Macarena com esse simples gesto, adorou sentir o rosto dela entre seus seios... queria que aquela mulher a possuísse o quanto antes.
- Eu te desejo...
- Eu também... vamos - disse Macarena, urgida por sentir completamente a pele de Rosana junto à sua. Pegou-a pela mão e levou-a ao quarto. Lá a sentou na cama e tirou seus sapatos, começando a beijar desde a ponta dos dedos dos pés para cima, passando pelas coxas, até a parte interna delas, bem perto da buceta, sentindo o calor que emanava daquela área... e o cheiro característico de mulher excitada de Rosana. Rosana brincava com o cabelo de Macarena enquanto esta se dedicava à tarefa de percorrer seu corpo com beijos... agora estava na barriga, subindo até os seios, que prendeu com a boca, chupando-os com uma suavidade que parecia imprópria para alguém tão séria. Rosana pegou a parte de baixo do suéter e deu uma puxadinha suave, sinalizando para Macarena suas intenções... ela se levantou um pouco para que Macarena libertasse seu corpo da prisão do suéter e imediatamente o sutiã preto voou para trás, deixando os seios de Macarena bem na altura da boca de Rosana, que os prendeu para chupá-los como desesperada. Poucas vezes ela havia se sentido tão excitada estando na Na cama com alguém...enquanto chupava os seios de Macarena,
de olhos fechados porque não queria sentir nada além do cheiro
do corpo de sua amante, suas mãos desataram a saia...não queria
nada entre elas. Macarena decidiu ajudá-la e rapidamente tirou a
saia e a calcinha, ficando tão nua quanto Rosana. Rosana de costas,
apreciando o espetáculo do corpo de Macarena, percorrendo-a com as mãos
dos seios descendo pela barriga e brincando com os poucos pelos do
Monte de Vênus, sentindo nas pernas o calor que emanava da vagina de
Macarena, que também se deliciava ao vê-la. Macarena baixou o
corpo e se fundiram em um beijo apaixonado, uma guerra de línguas, enquanto
as mãos de ambas se esforçavam no corpo da outra, reconhecendo cada canto,
sem deixar um único centímetro de pele sem tocar.
- Não aguento mais - murmurou Rosana, que se movia debaixo de
Macarena, deixando-a louca. Macarena não se fez de rogada, rapidamente
desceu para colocar a cabeça entre as pernas de Rosana e prender o clitóris
inchado da garota com a boca, chupando-o e trabalhando com a língua dentro
da vagina molhada, embriagando-se com a mistura de aromas que emanava do
corpo jovem de Rosana, agora totalmente à sua mercê...ergueu o olhar
e a expressão de Rosana a deixou louca...acelerou o trabalho
de língua e sucção, até que o orgasmo chegou a Rosana de forma violenta,
tirando-lhe o fôlego. Ela ficou com a cabeça jogada para trás
e os olhos fechados, enquanto sentia Macarena subir lambendo
sua barriga até chegar ao pescoço, com o corpo colado ao seu, movendo-se...convidando-a
a continuar com o jogo amoroso.
- Cansou? - perguntou Macarena...Rosana continuou de olhos
fechados, mas deslizou a mão entre seu corpo e o de Macarena para brincar
com os dedos no clitóris inchado de sua parceira sexual,
que soltou um suspiro ao sentir aquele toque provocante...ela começou a pressionar seu corpo contra a mão de Rosana, que pela forma como a estava masturbando, dava pra ver que não era novata nessas andanças. Ritmicamente, Rosana movia seus dedos pra cima e pra baixo sobre o clitóris de Macarena, apertando e soltando pra apertar de novo enquanto esfregava...Macarena começou a suspirar alto, sentindo sua buceta pegar fogo...apertando o corpo contra o de Rosana pra sentir ela trabalhando lá embaixo...
— Já...não seja cruel — murmurou entre suspiros, logo antes de Rosana enfiar três dedos de uma vez dentro da buceta mais que lubrificada pela quantidade abundante de líquido grosso que ela soltava. Macarena soltou um gritinho de prazer por ser penetrada daquele jeito, e começou a rebolar nos dedos que estavam firmemente enfiados dentro, e que Rosana parecia querer enfiar ainda mais porque ia empurrando pra dentro num ritmo que deixava Macarena totalmente excitada...que não demorou muito pra ter um orgasmo que a fez sentir as paredes da sua buceta se mexendo como loucas. Ela se deixou cair sobre o corpo de Rosana, totalmente exausta...deixou a garota tirar a mão, porque não queria se mexer, só curtir o descanso sobre aquele corpo que tanto a fez gozar. Por uns longos minutos nenhuma das duas falou, até que Rosana disse:
— Não estou nada decepcionada...
— Sério mesmo?
— De novo você me responde com uma pergunta?
— É que se você tá decepcionada...posso fazer você mudar de ideia — respondeu Macarena, começando a beijar o pescoço de Rosana...ainda tinha a noite toda pra fazer Rosana não se arrepender de ter dado o primeiro passo pra propiciar aquele encontro...
- Sim?
- Completar, por favor.
Distraída, seguiu-a com o olhar enquanto a garota começava a abastecer o tanque, depois pegou a pequena esguichada para limpar o vidro do seu carro. Por alguns segundos seus olhares se cruzaram e ela percebeu que a moça tinha uns lindos olhos verdes. Ficou curiosa para saber como seria seu cabelo, já que ele estava escondido sob o boné cinza que fazia parte do uniforme do posto. Rapidamente a garota limpou seu para-brisa, completou o tanque e disse o valor. Viu-a se afastar para buscar o troco, e notou que mesmo com aquela calça masculina e de cor cinza suja feia, a bunda da garota era firme e redondinha. Chamou a si mesma de velha tarada quando saiu do posto e seguiu até seu apartamento, desejando chegar logo pra se deitar. Naqueles dias não tinha parado um minuto, com a apresentação da campanha para a linha de eletrodomésticos GAFA... era fascinante trabalhar com publicidade, mas exaustivo também.
Durante aquele mês continuou vendo a garota do posto... só que não de forma tão distraída como no primeiro dia. Começou a reparar nela, dava pra adivinhar uma figura bonita debaixo da camisa vermelha e da calça cinza que faziam parte do uniforme do posto... e se formavam duas covinhas maliciosas quando ela sorria por algo. Devia ter uns 25 anos, calculava Macarena... e uma voz muito bonita. Fazia muito tempo que não reparava em uma mulher, tão ocupada estava com o trabalho... que tinha relegado o lado amoroso da sua vida. Naquela noitinha, enquanto Rosana – era assim que a moça se chamava (ela tinha ouvido um dos colegas chamando-a) – limpava seu para-brisa, Macarena pensou que realmente gostava dela. Como se lesse seus pensamentos, Rosana ficou alguns segundos a mais do que o necessário limpando o para-brisa... olhando para ela... Macarena podia jurar que ela estava só olhando para ela. Ficou ainda mais surpresa quando Rosana piscou um olho... quase deu um pulo. Percebeu que um sorriso malandro esvoaçava no rosto de Rosana e pensou que ela estava mais gostosa que nunca. Ficou nervosa e pegou uma nota de valor muito alto para pagar a gasolina. Rosana devolveu o troco num rolinho e se afastou para atender outro carro.
Macarena guardou o dinheiro sem prestar muita atenção. Quando chegou em casa, não resistiu à sua obsessão de guardar as notas organizadas e por valor na carteira... e encontrou o papel branco com o número de telefone anotado. Olhou para ele, incrédula... que atrevida essa Rosana estava se mostrando... ou ela, aos seus trinta e cinco anos, tinha perdido o bonde sobre como pegar uma garota.
Pegou o telefone e discou o número. Reconheceu imediatamente a voz de Rosana.
— Alô.
— Oi... sei que vai soar estranho... mas sou a dona do Corsa azul...
— Aham.
Ela travou um pouco... Rosana não dava sinal de estar esperando a ligação... talvez tivesse se enganado ao colocar o papel no seu troco... se aliviou um pouco ao notar a risadinha leve do outro lado da linha, e a Macarena conquistadora surgiu. Colocou sua melhor voz sedutora e sussurrante para dizer:
— Quer sair pra tomar uma bebida? É sábado à noite... e amanhã você não trabalha.
— Tá bom... passa em casa?
Não havia dúvidas de que essa Rosana era uma atrevida de cuidado... mas Macarena gostou que ela fosse assim. Era o oposto do que ela costumava ser na vida, precavida, cuidadosa e meticulosa... ela gostou.
— Certo... deixa eu anotar o endereço.
Demorou uma hora para se arrumar... fazia muito tempo que ela não tinha um... encontro? Era isso um Encontro? Bom, podia-se dizer que sim... Escolheu uma saia preta na altura da canela, um suéter verde-azulado justinho que colava nos seios, destacando-os, penteou com cuidado o cabelo ruivo e passou um pouco de rímel para aprofundar o olhar dos olhos negros. Deu uma volta na frente do espelho antes de sair e disse para si mesma que estava bem.
Quando estacionou o Corsa em frente ao endereço que Rosana tinha indicado, viu que era uma Escola de Teatro... Nossa, mais surpresas... Por isso Rosana era tão desenrolada. E ela estava linda com aquela saia azul curtíssima, a blusa branca justa e os sapatos pretos de salto... e finalmente viu o cabelo dela, longo e cor de mel, caindo liso e marcando o rosto, que sem o gorro cinza estava esplêndido. Com naturalidade, Rosana sentou ao seu lado e, sorrindo de orelha a orelha, disse:
- Pensei que você não ia ligar.
- Por quê?
- Não sei... foi muito louco te dar o número assim... Espero não ter me enganado.
- Depende... do que você esteja procurando - respondeu Macarena com uma seriedade que estava longe de sentir, já que o desembaraço total de Rosana estava lhe causando muita graça. Causou ainda mais graça ver o constrangimento no rosto de Rosana... e a cor vermelha subindo às suas bochechas. Não acreditava que ainda houvesse mulheres capazes de corar.
- Opa... será que me enganei?
- Bom, não sei... - respondeu Macarena, fingindo desentendimento.
Parou o carro em frente ao restaurante onde pensava em convidar Rosana e se virou. Ficaram se olhando fixamente nos olhos... Rosana ainda corada, ou mais ainda... Macarena com uma serenidade incrível. Sustentou o olhar por alguns segundos - Acho que você pensa que eu gosto de garotas...
Rosana assentiu levemente. Sentia o coração na garganta, pois era a primeira vez que tinha tentado algo tão direto para atrair a atenção de uma mulher... tinha colocado o papel com seu número de telefônio no troco porque estava cansada de esperar que Macarena lhe dissesse algo... e Preferia receber um "não, obrigada, você se enganou" como resposta do que vê-la toda semana e não tentar. Agora queria que a terra a engolisse, caso tivesse interpretado mal os olhares de Macarena e ela não gostasse de garotas.
– Pois é, sabe de uma coisa... você se enganou, eu não gosto...
Rosana sentiu o mundo desabar sobre ela... ela nem sempre era tão atrevida e cara de pau como havia sido com Macarena... geralmente sempre esperava que a outra pessoa desse o primeiro passo... mas não quis esperar com Macarena. Baixou a cabeça, sentindo as orelhas ficarem vermelhas. Macarena esticou a mão e a obrigou a levantar o queixo com suavidade, enquanto aproximava o rosto.
– Eu adoro mulheres em geral... e você em particular me tem fascinada desde o primeiro dia em que te vi.
– Que má você é... quase me matou de susto... – respondeu Rosana, acariciando o nariz de Macarena com a ponta dos dedos. Elas riram, olhando-se nos olhos, descobrindo-se novamente em outro plano... atraindo-se. Macarena ficou um pouco nervosa e disse:
– Vamos jantar...
– Tá bom.
Durante o jantar, conversaram sobre mil coisas. Macarena soube que Rosana trabalhava no posto de gasolina para bancar seus estudos de teatro, que já havia atuado em algumas peças e que esperava poder se tornar uma atriz aceitável algum dia. Rosana soube o porquê de Macarena sempre parecer tão séria, devido às mil e uma coisas que carregava na cabeça. No entanto, Rosana adivinhava um lado sensual naquela mulher tão séria... e queria descobri-lo.
– E você sempre foi tão louca para tentar chamar a atenção de alguém?
– Não... pra ser sincera... eu sempre esperava que se aproximassem de mim... por pânico de rejeição.
– E o que aconteceu comigo?
– Bom... você me atraía demais para esperar... e eu só te via se você fosse ao posto... então pensei bem e me disse que me arrependeria a vida toda se não tentasse. Hmmm... espero não te decepcionar.
- Acho que não vai.
Terminaram o jantar e o garçom veio oferecer café. Macarena fez um gesto negativo e disse baixinho para Rosana:
- Melhor tomamos café em casa.
Ela não costumava levar alguém que mal conhecia para casa... mas naquela noite queria fazer coisas loucas, e principalmente... queria levar aquela mulher para seu apartamento. Fazia muito tempo que não tocava ninguém, nem que alguém a olhasse com a expressão apaixonada com que Rosana a olhava.
Rosana concordou e o coração deu um salto no peito. Pagou a conta que o garçom trouxe. Quinze minutos depois estavam entrando no apartamento de Macarena, que tinha um estilo despojado, não por falta de dinheiro para mobiliar, mas por falta de tempo para escolher as coisas. Na sala só havia um sofá de três lugares, uma cadeira de balanço e uma mesa de centro ampla. Nas paredes, alguns pôsteres de filmes antigos e um aparelho de som no chão. Rosana percorreu o ambiente curiosa, enquanto Macarena foi à cozinha preparar o café, não sem antes acender dois dos incensos que sempre mantinha estrategicamente distribuídos pelo apartamento.
- Posso colocar uma música? - perguntou Rosana da sala.
- Claro.
Rosana ligou o aparelho e escolheu um dos discos de Macarena da prateleira, uma seleção de baladas em inglês. A música e o incenso pareceram muito sensuais para Macarena quando ela voltou com a bandeja com os dois cafés. Sentaram-se no sofá... exageradamente perto uma da outra.
- Açúcar?
- Sim... duas colheres - respondeu Rosana. Macarena colocou o açúcar na xícara e ia entregá-la a Rosana, quando esta fez um movimento imprevisto com a mão, que fez o café derramar sobre sua blusa branca. Ficaram ambas caladas, e Macarena reagiu dizendo:
- Tira essa blusa agora, que eu coloco com um pouco de água para não manchar.
- Mas...
- Eu te empresto algo para vestir, não te... Não se preocupe.
Rosana tirou a blusa, que Macarena levou ao banheiro e colocou na pia com um pouco de sabão para tirar manchas. Quando voltou à sala, teve que admitir que Rosana estava deslumbrante com seu sutiã branco de renda, a saia levantada quase até a virilha e o cabelo caindo dos dois lados do rosto... ficou parada, olhando... sentindo uma vontade louca de beijá-la. Rosana ergueu o olhar e adivinhou suas intenções em seu olhar. Levantou-se e caminhou lentamente até ela, exibindo-se, para sentir aquele olhar ardente em sua pele.
- Você me quer?
- O que você acha?
- Você sempre responde uma pergunta com outra?
- Depende... da pergunta...
- Vamos ver o que você responde a isso - disse Rosana, passando os braços atrás do corpo de Macarena, prendendo-a, transmitindo o calor de seu corpo. Macarena entreabriu os lábios para suspirar, mas não conseguiu, porque Rosana começou a beijá-la suave e ritmicamente, acendendo um fogo dentro dela. E ela não podia fazer nada porque Rosana tinha seus braços presos... então ela se deixou beijar, brincando com a língua de Rosana, sentindo-se quase tonta com o prazer de tê-la assim.
- Você me quer?... - sussurrou Rosana no ouvido de Macarena, antes de percorrer todo o lóbulo com a língua e cobrir seu pescoço com beijinhos leves.
- Você está me deixando louca...
- É isso que eu quero... deixar você louca... desde que te vi pela primeira vez eu me perguntava como seria estar com você... se você seria tão séria e concentrada em tudo - murmurava Rosana em seu ouvido, alternando o comentário com beijos ao longo do pescoço. Soltou um pouco os braços e Macarena agarrou Rosana pela cintura, apertando-a contra seu corpo. Sentia os mamilos duros da garota contra seus próprios seios, que também apontavam desafiadores para frente, ainda cobertos pela blusa.
- E se eu te decepcionar?
- Me prove que me decepciona... ou que não decepciona... - respondeu Rosana, com a boca roçando os lábios de Macarena antes de beijá-la novamente daquele jeito que deixou Macarena fora de controle. Desabotoou o sutiã da garota e jogou-o de lado, depois puxou a saia que caiu no chão, deixando Rosana apenas com a calcinha branca e os sapatos de salto... ela parecia meio engraçada, mas lindíssima... os peitinhos se erguiam com os mamilos duros, as pernas eram finas e compridíssimas, a cintura estreita e os quadris largos... ela adorava aquele corpo. Macarena enterrou o rosto nos seios de Rosana, para senti-la, percorreu com a língua os mamilos eretos, fazendo com que ficassem ainda mais duros. Rosana ficou ainda mais excitada que Macarena com esse simples gesto, adorou sentir o rosto dela entre seus seios... queria que aquela mulher a possuísse o quanto antes.
- Eu te desejo...
- Eu também... vamos - disse Macarena, urgida por sentir completamente a pele de Rosana junto à sua. Pegou-a pela mão e levou-a ao quarto. Lá a sentou na cama e tirou seus sapatos, começando a beijar desde a ponta dos dedos dos pés para cima, passando pelas coxas, até a parte interna delas, bem perto da buceta, sentindo o calor que emanava daquela área... e o cheiro característico de mulher excitada de Rosana. Rosana brincava com o cabelo de Macarena enquanto esta se dedicava à tarefa de percorrer seu corpo com beijos... agora estava na barriga, subindo até os seios, que prendeu com a boca, chupando-os com uma suavidade que parecia imprópria para alguém tão séria. Rosana pegou a parte de baixo do suéter e deu uma puxadinha suave, sinalizando para Macarena suas intenções... ela se levantou um pouco para que Macarena libertasse seu corpo da prisão do suéter e imediatamente o sutiã preto voou para trás, deixando os seios de Macarena bem na altura da boca de Rosana, que os prendeu para chupá-los como desesperada. Poucas vezes ela havia se sentido tão excitada estando na Na cama com alguém...enquanto chupava os seios de Macarena,
de olhos fechados porque não queria sentir nada além do cheiro
do corpo de sua amante, suas mãos desataram a saia...não queria
nada entre elas. Macarena decidiu ajudá-la e rapidamente tirou a
saia e a calcinha, ficando tão nua quanto Rosana. Rosana de costas,
apreciando o espetáculo do corpo de Macarena, percorrendo-a com as mãos
dos seios descendo pela barriga e brincando com os poucos pelos do
Monte de Vênus, sentindo nas pernas o calor que emanava da vagina de
Macarena, que também se deliciava ao vê-la. Macarena baixou o
corpo e se fundiram em um beijo apaixonado, uma guerra de línguas, enquanto
as mãos de ambas se esforçavam no corpo da outra, reconhecendo cada canto,
sem deixar um único centímetro de pele sem tocar.
- Não aguento mais - murmurou Rosana, que se movia debaixo de
Macarena, deixando-a louca. Macarena não se fez de rogada, rapidamente
desceu para colocar a cabeça entre as pernas de Rosana e prender o clitóris
inchado da garota com a boca, chupando-o e trabalhando com a língua dentro
da vagina molhada, embriagando-se com a mistura de aromas que emanava do
corpo jovem de Rosana, agora totalmente à sua mercê...ergueu o olhar
e a expressão de Rosana a deixou louca...acelerou o trabalho
de língua e sucção, até que o orgasmo chegou a Rosana de forma violenta,
tirando-lhe o fôlego. Ela ficou com a cabeça jogada para trás
e os olhos fechados, enquanto sentia Macarena subir lambendo
sua barriga até chegar ao pescoço, com o corpo colado ao seu, movendo-se...convidando-a
a continuar com o jogo amoroso.
- Cansou? - perguntou Macarena...Rosana continuou de olhos
fechados, mas deslizou a mão entre seu corpo e o de Macarena para brincar
com os dedos no clitóris inchado de sua parceira sexual,
que soltou um suspiro ao sentir aquele toque provocante...ela começou a pressionar seu corpo contra a mão de Rosana, que pela forma como a estava masturbando, dava pra ver que não era novata nessas andanças. Ritmicamente, Rosana movia seus dedos pra cima e pra baixo sobre o clitóris de Macarena, apertando e soltando pra apertar de novo enquanto esfregava...Macarena começou a suspirar alto, sentindo sua buceta pegar fogo...apertando o corpo contra o de Rosana pra sentir ela trabalhando lá embaixo...
— Já...não seja cruel — murmurou entre suspiros, logo antes de Rosana enfiar três dedos de uma vez dentro da buceta mais que lubrificada pela quantidade abundante de líquido grosso que ela soltava. Macarena soltou um gritinho de prazer por ser penetrada daquele jeito, e começou a rebolar nos dedos que estavam firmemente enfiados dentro, e que Rosana parecia querer enfiar ainda mais porque ia empurrando pra dentro num ritmo que deixava Macarena totalmente excitada...que não demorou muito pra ter um orgasmo que a fez sentir as paredes da sua buceta se mexendo como loucas. Ela se deixou cair sobre o corpo de Rosana, totalmente exausta...deixou a garota tirar a mão, porque não queria se mexer, só curtir o descanso sobre aquele corpo que tanto a fez gozar. Por uns longos minutos nenhuma das duas falou, até que Rosana disse:
— Não estou nada decepcionada...
— Sério mesmo?
— De novo você me responde com uma pergunta?
— É que se você tá decepcionada...posso fazer você mudar de ideia — respondeu Macarena, começando a beijar o pescoço de Rosana...ainda tinha a noite toda pra fazer Rosana não se arrepender de ter dado o primeiro passo pra propiciar aquele encontro...
9 comentários - Fodendo na bomba de gasolina
Me encanta como escribis!
Gracias por compartir
Re Contra Buenooooo