Mais um e já vão... 14

Em novembro passado fui com uns amigos dar umas palestras pro sul. Pra uma cidade perto de Caleta Olivia. A gente ia ficar três dias e duas noites. Quando chegamos, paramos numa pousada que era propriedade do amigo de um dos caras que organizou as palestras, chama Ariel.
A pousada era tipo aquelas casarões espanhóis onde os quartos dão pra um pátio aberto cercado por uma galeria coberta.
Como chegamos em cima da hora, mal deu tempo de tomar um banho e trocar de roupa pra ir pra primeira conferência. Passamos a tarde toda numa escola e até bem tarde da noite num jantar com o prefeito.
Cansada como tava da viagem, só consegui voltar pra pousada e me jogar pra dormir. Mas meus amigos ficaram na farra até o amanhecer.
No outro dia, acordei cedo e enquanto tomava uns mates sentada numa poltrona de vime na galeria aberta, apareceu o dono da hospedagem. É um quarentão, de olhos cor de mel. Magro, uma cabeça mais alto que eu. Chegou perto e perguntou pelo resto do meu “contingente”.
— Tão dormindo — respondi, chupando a bombilla.
— E você, que que tá fazendo acordada? — me interrogou.
— Eu me deitei cedo comparado com eles. Então já não tô com sono. Além disso, quero revisar minha palestra — expliquei.
Ele me olhou me estudando. Eu estiquei um mate pra ele, que aceitou. Por um segundo, hesitei se roçava a mão dele ou não. Mas não fiz. Algo me disse que agir com ele como a sem-vergonha que sou não era boa ideia. Ele pediu pra eu contar sobre minha palestra e eu aproveitei pra praticar com alguém que não tinha ouvido minha dissertação sobre biocombustíveis antes.
Ele me olhava nos olhos sempre. Li interesse neles. Mas interpretei como interesse na dissertação. Tava quase terminando quando vários dos meninos saíram pra galeria. Ariel perguntou pelo resto. E meus amigos comentaram que os outros tavam se levantando. Ele se desculpou e foi pedir pra servirem o café da manhã. O dia passou entre conferência e excursões pelos arredores. À noite... Todos estávamos tomando gancia e eu já tinha bebido mais do que o normal. As minas já tinham ido dormir e quase todos os caras também. Eu ia me despir quando lembrei que tinha deixado a câmera fotográfica na mesa, então fui até a sala de jantar pegá-la.
Lá só estavam Ariel e um dos caras chamado Lucio. Não sei do que estavam falando quando entrei, porque na hora calaram a boca. Peguei o que tinha ido buscar. E os dois me seguiram com o olhar. Estavam de pé perto da lareira acesa, ao lado de uns sofás.

Quando passei perto deles de novo, Lucio me perguntou se eu já tinha transado com dois caras ao mesmo tempo. A pergunta me pegou de surpresa, mas com a cabeça meio avoada pelo gancia, respondi que não. E ele se ofereceu pra eu deitar com ele e com Ariel.

Olhei pra ele e neguei com a cabeça. Eu sabia que ele me queria há anos. Mas não dou chance só porque ele é um boca suja e não quero que meu marido descubra minhas aventuras.

Saí da sala de jantar pra varanda aberta, sem acreditar na proposta do Lucio. Ariel me seguiu e pediu desculpas por ele. Disse que meu amigo era um idiota. Algo que pra mim não era novidade.

Falei pra ele não se preocupar, que sabia que Lucio tinha incluído ele na proposta só pra me encher o saco. Ele não disse nada até chegarmos na porta do quarto que eu dividia com duas minas.

Quando ia me despedir, ele me perguntou se eu tinha visto o céu.
— Não — respondi sincera.
— As estrelas aqui são algo que você nunca vai ver em Buenos Aires — completou.

Ele pegou minha mão e me guiou pra trás da casa, onde um campo enorme se estendia na escuridão mais profunda. Caminhamos uns cem metros pra longe da casa e paramos. Ele tinha razão: o céu naquela escuridão era incrivelmente lindo, cheio de estrelas. Parecia que alguém tinha feito photoshop no céu do meu bairro.

Ficamos em silêncio uns dois minutos contemplando o firmamento. Eu tremia de frio, já que só Eu tava com uma camiseta. Pedi pra ele voltar e ele, puto, falou:
- Cê não gosta do que tá vendo?
- É lindo, falei batendo os dentes, mas tô morrendo de frio. Ele me envolveu pelos ombros e sentiu meu corpo tremendo.
- Cê tá tremendo igual uma folha. Exclamou surpreso.
- Falei que tô com frio.
- Vem, falou me fazendo girar.
Voltamos pelo caminho, eu tremia e ele me abraçava.
Quando chegamos, em vez de me levar pro quarto, me levou pra sala. Sentamos no sofá de três lugares na frente da lareira. Ele ainda tinha os braços em volta dos meus ombros. Me aproximei um pouco mais do corpo dele e apoiei a cabeça no ombro dele. Depois de uns minutos de silêncio, Ariel falou:
- Cê é muito gostosa, sabia?
- Se eu disser que sim, sou metida, e se disser que não, é falsa modéstia, respondi. Ele riu e, sem enrolação, me beijou na boca.
O beijo começou suave, ficando cada vez mais urgente, mais faminto. Ele mordia meu lábio inferior. Passava a língua por toda minha boca e as mãos dele entraram por baixo da minha camiseta. Acariciou meus peitos e esperou minha reação. Como não mandei parar, começou a apertar meus peitos.
Desceu os lábios pro meu pescoço e depois pros meus peitos. Eu acariciava as costas e as coxas dele. Uma das mãos dele entrou dentro da minha calça de moletom e uma das minhas foi pra virilha dele.
O polegar dele acariciava meu clitóris e dois dedos entraram no meu interior molhado. Tentei tirar a calça jeans dele e não consegui, então ele tirou as mãos do meu corpo e tirou a calça. Me inclinei sobre ele e comecei a chupar ele.
Primeiro passei a língua por toda a extensão da ereção dele, várias vezes. Depois coloquei a cabeça na boca e fazia círculos com a língua. Aí, com movimentos suaves, comecei a meter e tirar da boca. Os gemidos dele ficavam cada vez mais profundos. Perguntou se podia gozar na minha boca e falei que não. Então ele me fez levantar e tirou minha calça de moletom. Enquanto ele colocava uma camisinha que tirou da carteira, eu fiquei de quatro. De joelhos no sofá e ele me penetrou a buceta por trás. Pra eu gozar mais rápido, ele ficava massageando meu clitóris. Não demorei muito pra chegar lá e cair no abismo do prazer. Ele gozou quase na mesma hora.
Me arrumei a roupa e voltei pro meu quarto. Fiquei umas uma hora olhando pro escuro. Até que não aguentei mais e levantei pra pegar água na cozinha. A pousada tava quase toda escura. Só umas luzes de emergência deixavam ver a silhueta dos móveis. Fui na cozinha e, quando voltava, me pegaram pelo pulso, me viraram e me beijaram. Não consegui reagir. Deixei me beijar. Meu “beijador” me fez andar sem separar os lábios dos meus e entramos num quarto que tava mais escuro que o corredor. Me encostou na parede e começou a me apalpar. Pela altura, pelo jeito que me beijava e me tocava, soube que era o Ariel, então deixei ele fazer. Tirou minha roupa e me deitou na cama. Me penetrou quase na hora. Só consegui falar:
— Não, sem camisinha não.
— Não se preocupa com isso — ele disse, guiando minha mão pro pau dele pra eu sentir o látex.
Me penetrou de papai e mamãe por uns minutos, depois me virou e me penetrou de novo por trás. Ele gozou e eu não.
Ficou deitado do meu lado um tempo enquanto recuperava o fôlego. Depois se ajoelhou entre minhas pernas e começou a chupar minha buceta, enquanto enfiava um dedo na minha booty. Lubrificando com meus sucos vaginais. Depois enfiou dois dedos, girando pra dilatar mais. Isso me fez gozar.
Deixou eu recuperar o ar sem tirar os dedos da minha booty. Me pediu pra ficar de quatro e me penetrou de uma vez até o fundo. Me fez gritar de dor. Ficou parado um momento e depois começou a se mexer. Eu gritava porque doía muito, já que a camisinha não tava bem lubrificada. Ele tirou, enfiou duas ou três vezes na minha buceta e meteu de novo na minha booty. Agora mais lubrificada, doía menos. Ele gemia e falava coisas que eu não entendi. Gozou deitando. nas minhas costas.
Acordei com o barulho dos meus colegas na galeria. Ariel dormia com a mão no meu peito. Eu pensava em como sair dali sem que todo mundo me visse. Levantei devagar. Me vesti e fiquei parada perto da porta até não ouvir mais vozes. Saí e corri pro meu quarto, tava tomando banho quando uma das minhas amigas perguntou se era eu no chuveiro. Falei que sim, e a pergunta inevitável veio:
- Onde você tava?
- Andando pelo campo, respondi.
- Nessa hora e com esse frio? – falou minha colega, incrédula.
- Sim, falei e não acrescentei mais nada.
Sei que ela não acreditou nem na metade, mas quem se importa com o que os outros pensam?

6 comentários - Mais um e já vão... 14

Excelente!!!! :F:F Este fragmento me voló la cabeza "El beso empezo suave haciendoce cada vez mas urgente, mas hambiento. Me mordia el labio inferior. Recorria toda mi boca con su lengua y sus manos se colaron bajo mi camiseta. Me acaricio los pechos y espero mi reaccion. Como no indique que parara empezó a apretar mis pechos"...
a veces alguna frase me sale linda
Excelente relato me dejo prendido. Me gusto mucho cuando dices: " Luego me meti la cabeza en la boca y con la lengua le trazaba circulos. Después con suaves movimientos empece a metermela y sacarmela de la boca. Sus gemidos eran cada vez mas profundos". Gracias por tu relato y te sigo.
Muy bueno, gracias por compartir. Este es el numero 14 pero ya estamos casi a fines de junio, y para llegar a tu meta de voltearte a 52 tipos en 2013 ya tendrias que ir por el 25 mas o menos.

uno mas y van.....14
tengo que escribir unos cuantos que ya cayeron pero no postee. igual ando dudando de llegar. tendre que hechar mano a las ofertas de los muchachos de p!
@lalocadelpizarron Siempre te queda ese recurso. Igual de todas formas como decia un amigo mio, si uno apunta a las estrellas y erra, igual puede pegar en la luna. O sea es mejor tener una meta y no llegar a no tener.