Solidões
A solidão autêntica pode ser melancólica, opressiva ou simplesmente patética.
Mas é sempre em primeira pessoa.
LAURA ISaí do apartamento dele escondida, feito uma criminosa, enxugando mais uma vez as lágrimas de culpa com as costas da mão. Mas essas seriam as últimas. Hoje jurei pra mim mesma, depois do terceiro e mais intenso orgasmo, que nunca mais ia vê-lo.
Dessa vez é pra valer. Tô disposta a recuperar meu casamento.
Desde o nascimento do Luca, já fazia quase três anos, as coisas tinham mudado pra gente. O sexo conjugal foi se transformando num exercício monótono e esporádico, cada vez mais esporádico. Nunca antes na minha vida eu teria imaginado a possibilidade de ser uma mulher infiel. Eu não era desse tipo. Essa não era eu. Mas a verdade é que eu fui, eu sou. Desde um ano atrás a gente se vê toda sexta-feira e ele me faz gozar como há muito tempo eu não gozava. Não sinto por ele nada além de desejo sexual na forma mais animal da palavra. Nele não encontro nada além de uma descarga física, elétrica. Ele nem é meu amante, porque nada relacionado ao amor tem a ver com ele. Ele é a pica dele, os dedos dele, a língua dele...RAUL INão era a primeira vez que eu fazia isso no banheiro público do ministério e, pra ser sincero, não era por tesão, mas por uma necessidade humana e urgente.
Passei o dia inteiro na frente do computador sem conseguir me concentrar direito. Tava no fogo, igual uma égua no cio. Todas as mulheres que passavam na minha frente pareciam uma ostentação de luxúria insuportável. Antes de sair do ministério, passei no banheiro e bati uma no lugar de sempre, o boxe mais afastado da porta.
Depois da gozada, vinham na mesma hora o alívio e a frustração, sensações simultâneas e complementares.
Mais uma vez, voltava pra casa pensando que toda a magia maravilhosa que nosso filho trouxe tinha criado um paradoxo conjugal que a gente não conseguia ou não sabia resolver. Não lembrava da última vez que a gente tinha transado, mas com certeza não tinha sido no último mês. A gente teve algumas tentativas frustradas, umas vezes por causa das enxaquecas dela, outras pela minha falta de... como dizer... motivação. Sem rodeios: não consegui fazer o menino subir.
Muitas vezes penso em arrumar uma amante, pelo menos até essa situação melhorar, mas sempre acabo no mesmo lugar. Laura não aguentaria. Ela não seria capaz de fazer uma coisa dessas comigo e também não toleraria em mim.LAURA IITirei o Luca da creche tentando evitar os outros pais que se aproximavam amigavelmente pra cumprimentar. Sentia que qualquer um que chegasse perto o suficiente podia perceber o cheiro de sexo que eu carregava.
Tomei banho assim que cheguei em casa. Raúl ia chegar do ministério em meia hora. Tava disposta a meter a mão na massa na recuperação do casamento e tinha um plano pra aquela mesma noite de sexta. A verdade é que ainda tava excitada e não queria deixar apagar o último fogo que ardia dentro de mim.
Minha amiga Jimena tinha dois filhos pequenos e todo sábado à noite deixava eles com uma babá que dava comida e colocava pra dormir, enquanto ela saía com o parceiro pra jantar e transar como dois adolescentes.
Com Raúl sempre tivemos receio de deixar o Luquinha com estranhos, mas isso era uma emergência. Peguei o telefone e falei pra minha amiga que tava disposta a tentar. Perguntei se a babá dela estaria livre pra mim naquela mesma noite. Jimena animou com a ideia e ligou pra ela no celular na hora pra consultar. Tava tudo ok. Ana chegaria em casa às oito em ponto e ficaria com o Luca até a manhã seguinte.ANA ITô trancada no meu quarto, largada na cama. Que sexta-feira de merda. Meu pai me colocou de castigo por ter chegado meia hora atrasada da escola e não vou poder encontrar o Esteban como a gente tinha planejado. Ele queria me levar pra casa dele e eu tava pronta pra fazer tudo que ele pedisse. Sinto que já tenho idade pra ficar com um cara. Meu corpo tá pedindo. Ultimamente, não consigo pegar no sono sem antes aliviar essa vontade toda. Faço isso há uns anos, mas agora virou necessidade. Sinto que vivo no limite da minha calcinha. Comecei a usar absorvente diário porque minha bucetinha fica molhada fácil e tenho medo de me sujar na aula, no metrô ou na rua. Minhas amigas não querem falar sobre esses assuntos e riem de mim, mas tenho certeza que elas também fazem. A Chechu, minha melhor amiga, uma vez me contou que usava os dedos quando pensava no João, o crush secreto dela, mas não tinha certeza se já tinha gozado de verdade.
O telefone toca. Deve ser o Esteban. Preciso atender antes que meu pai pegue.
-Alô?- Oi, Ana? É a Jimena falando.- Ah! Oi, Jimena... O que...?- Olha, te liguei porque uma amiga, a Laura, quer saber se você tá disponível hoje à noite pra cuidar do filho dela. É um menino lindo de três anos.- Bom, então... Vamos lá... Sem problemas. Às 8 horas tá de boa?—Beleza. Show. Daqui a pouco te mando uma mensagem com o endereço da Laura. Você se vira sem problemas, vai ver.Jimena era amiga da minha mãe e eu cuidava dos filhos dela há alguns meses.
Entre ficar em casa sem fazer nada e ganhar uma grana extra, não tinha nem o que pensar. Meus pais não iam encher o saco se a Jimena estivesse por trás de tudo. Por outro lado, a ideia em si já me atraía. Eu curtia mais a companhia das crianças do que qualquer outra coisa. E, além disso, porque sempre me dava um tesão a ideia de ficar sozinha numa casa estranha.RAUL IICheguei em casa com vontade de tomar uma cerveja e dormir até amanhã. Mas minha mulher me esperava com uma proposta estranha. Ela queria que a gente saísse pra jantar e depois fosse ao cinema, como nos velhos tempos. Tentei me lembrar se estava esquecendo algum aniversário ou data importante, mas não. Ela disse que tinha contratado uma babá pra cuidar do nosso filho na nossa ausência, o que me pareceu ainda mais estranho, já que ela sempre foi contra a ideia. Imagino que ela deve estar com uma vontade incontrolável de dar uma trepadinha e, de alguma forma, me sinto responsável.
Quando a garota chegou, Ana era o nome dela, Laura começou a dar instruções sobre os hábitos do menino. Fiquei olhando disfarçadamente pra adolescente vestida com roupa esportiva, e não pude deixar de sentir inveja do pequeno que ia passar a noite com ela. O tecido das calças finas de algodão teimava em se enfiar desconfortavelmente entre as nádegas dela, enquanto o elástico da calcinha fio-dental mal aparecia na cintura. Ela não tinha peitos muito grandes, mas o fato de não usar sutiã fazia o contorno dos mamilos se destacar claramente. Fiquei um tempo rondando enquanto olhava a bunda dela, mas quando meu pau começou a ganhar vida própria, saí da sala com medo de ser descoberto.
Durante o jantar com minha mulher, não consegui tirar aquela fruta suculenta da babá da cabeça. Não conseguia pensar em outra coisa, a imagem voltava uma e outra vez. Tava tão perturbado que temia que Laura adivinhasse meus pensamentos obscuros. Pensei em ir ao banheiro me aliviar, mas outra punheta acabaria enterrando de vez uma noite de possível reencontro amoroso. Não queria passar por outra frustração (disfunção) sexual com Laura, então deixei pra lá e tentei me concentrar em outros assuntos. Aí me veio a ideia de começar a falar sobre o filme que íamos ver em seguida.LAURA IIIRaúl ficou surpreso com a proposta e, mais ainda, quando eu disse que viria uma babá pra ficar com nosso filho. Sei que tô no caminho certo. Ele precisa sair da rotina. Nós dois precisamos.
Quando vi a Ana na porta de casa, me arrependi na hora do plano. Ela me parecia nova demais pra ficar de olho no meu Luqui. Depois conversei com ela e ela me fez saber que conhecia o trampo. Parecia ser uma garota responsável. Isso me acalmou. Perguntei se era maior de idade e ela disse que tinha feito dezoito há uns dias. Pensei em pedir os documentos pra confirmar, mas... Que diferença fazia? E se ela tivesse mentindo? Ia mandar ela vazar? Não dava. Sabia que precisava encarar meus medos se quisesse ressuscitar minha vida de casada.
Gostei que o Raúl ficou comigo na sala pra ouvir as instruções que eu dava pra Ana. Eu sei que ele também não se sente seguro em deixar o Luqui na mão de uma estranha. Ele fingia que tava distraído, mas tava ligado na nossa conversa. Dava pra ver que ele tava nervoso.
Mais tarde, no restaurante, notei ele meio distante e calado. Tentei puxar vários assuntos durante o jantar, mas ele não parecia se conectar de verdade. Não queria me decepcionar tão cedo, então tentei controlar minha ansiedade com ele. O vinho ia ajudar a relaxar. Eu tava pegando fogo por dentro. Excitada. Tava com vontade de transar com meu marido. Teria pulado o cinema e ido direto pro motel, mas o Raúl tocou no filme e, pela primeira vez na noite, ele parecia animado com alguma coisa. Então resolvi ir devagar e me servi de outra taça.ANA IILuca é um menino muito tranquilo. Tomara que os filhos da Jimena fossem dóceis como ele. Jantamos sem problemas. Depois ajudei ele com a escova de dentes e, depois de ler uma historinha em que umas galinhas se apaixonavam pelo carrasco delas, o lobo, ele apagou profundamente. A mãe tinha me deixado tonta com as instruções dela: que o purê não pode estar muito quente, que não deixe ele ver TV, que não esqueça de fechar o gás do fogão, que se o alarme da casa tocasse eu me trancasse no quarto do Luqui antes de ligar pra ela no celular, até me perguntou se eu sabia usar um extintor caso acontecesse um acidente!
A real é que eram só dez da noite e já tava tudo resolvido. Era os cinquenta conto mais fáceis da minha vida toda.
Me joguei no sofá da sala na frente da TV e comecei a zapear. Depois de meia hora, ainda tava indo e voltando pelos canais de música, mas minha cabeça tava em outro lugar. A raiva do meu pai tinha voltado por ter cortado meu rolê com o Esteban. O Esteban tinha voltado, e com ele aquele frio na barriga e entre minhas pernas.
Pulei do sofá e fui direto pro andar de cima da casa. Bem em frente ao quarto do menino ficava o quarto dos pais dele. Era exatamente o que eu precisava pra me distrair um pouco. Entrei na surdina e fechei a porta atrás de mim antes de acender a luz. Uma sensação de vertigem, mistura de medo e tesão, me pegou na boca do estômago. Tava invadindo a intimidade de um casal de estranhos. Ali eles se trancavam toda noite pra transar. Tava entrando no ninho de amor deles.RAUL IIIÀs onze e meia começava o filme. Chegamos na hora porque a Laura tinha bebido meia garrafa de vinho no jantar e me implorou pra esperarmos um pouco no carro até a tontura passar. Quando fomos pegar os ingressos, só sobravam lugares na última fila. Que saco! Não sei por quê, mas minha mulher sempre dava um jeito de me deixar de mau humor. Pra piorar, eu tava com a bexiga prestes a estourar e não podia entrar na sala sem antes passar no banheiro.
- Vou mijar. Já vou entrando. Ah! Dá um pulo em casa pra ver como tá tudo, quer?
Será que importava se eu queria ou não? O que teria acontecido se eu respondesse que não, que não queria fazer isso?
Entrei voando no banheiro masculino, que tava completamente vazio. Me posicionei na frente de um mictório e, enquanto abaixava a braguilha e puxava a mangueira com uma mão só, tentando não mijar nas calças, com a outra ligava pra casa como um bom marido obediente que sou.- Alô?-Oi. É o Raul, o pai do Luca.-Olá, Sr. Raúl... Tem... tem algum problema?A voz dela soava como a de uma menina doce e inocente. Uma menina boazinha que não usa sutiã, e com aquela calça de moletão tão bem enfiada dentro da...—Seu Raul... O senhor me ouve?O jato quente de mijo saiu disparado do meu pau contra a louça branca do mictório, me dando uma leve tontura de prazer.
—Sim... Sim, querida... Desculpa, é que... Só queria saber como é que tava tudo por aí...—Ah! Claro... O Luca comeu super bem, escovei os dentes dele, li a historinha que ele queria e já tá na cama dele dormindo que é uma beleza.Continua falando! Não para! Sentia a voz jovem dela no meu ouvido e o pau, que já mal pingava, começava a endurecer com o calor da minha mão.
— Ah! Já entendi... Excelente... E... E o seu...?- Eu?—Quer dizer... Você já comeu?
Aqui tenho uma coisa pra você comer. Acha que consegue enfiar tudo na boca?- Sim, claro! Jantei junto com seu filho. Valeu por se preocupar.- Não... Imagina... Se quiser, pode dormir no sofá... Você tem..? Quer dizer, trouxe pijama?
Sem perceber, já tinha terminado de mijar e estava me masturbando em pé enquanto ouvia a voz meiga da babá.—Pijamas? Não, senhor. Não acho que... Não precisa. Posso dormir com minha roupa. Tenho um moletom e uma calça de moletom que......Eles enfiam bem no seu cu...-...não são desconfortáveis pra dormir.- Tá bom. Como quiser... Acho que não deixamos água na geladeira, mas tenho certeza que tem uma garrafa de porra, se você quiser algo refrescante...
Eu fechava os olhos e tentava imaginá-la com os lábios brancos, manchados de...—O senhor é muito gentil, seu... Mas não precisa, de verdade.- Ah! Já entendi... você não engole porra...- Hã? Não. Não é isso. É que não curto ela gelada... Prefiro o cum quando tá mais morno, mas...Menina maldita! Você vai me fazer gozar aqui mesmo!-...não se preocupa tanto comigo, de verdade, não precisa.Meu cérebro tinha dado um curto-circuito e, igual um disco arranhado, repetia a frase: "Prefiro a porra quando tá mais morna..." com o timbre de voz da Ana.
Tava quase gozando quando a porta do banheiro abriu de repente e alguém entrou.
— Opa!—Oi? O senhor tá se sentindo bem?Guardei tudo na velocidade da luz e saí pro hall do cinema de cabeça baixa.
—É... Sim... Sim, tá tudo bem. Beleza. A gente se vê de manhã. Tchau.
Me enfiei o mais rápido que pude na escuridão da sala pra evitar a vergonha e disfarçar a barraca que meu short tava fazendo. O filme já tinha começado.LAURA IVQuando entrei na sala, as luzes já estavam apagadas e na tela estavam passando os trailers dos próximos lançamentos. Mostrei os ingressos para o lanterninha e ele me indicou o caminho: última fileira, os dois primeiros assentos à esquerda do corredor central. Deixei o primeiro livre pra facilitar a entrada do Raúl e me sentei no segundo. Depois coloquei a bolsa no lugar do meu marido.
O cinema me trazia algumas lembranças boas da nossa época de namoro. Os beijos doces e as sacanagens na penumbra. Nossas mãos se explorando. A umidade das nossas bocas, das nossas línguas, da nossa intimidade. Uma umidade que agora voltava a mim como uma reminiscência do meu próprio corpo, como se a minha buceta também pudesse lembrar. Só uma vez, numa tarde de verão no cinema, eu tinha deixado o Raúl enfiar a mão por baixo da minha calcinha. É que eu tava com tanta vontade! Deixei ele me penetrar de leve com um dos dedos, que depois ele tirou e levou à boca. Ele disse que era o gosto mais doce que já tinha provado.
Essa lembrança me devolveu o ânimo que eu tinha perdido durante o jantar e pensei que dessa vez também seria boazinha se ele tentasse passar dos limites comigo.
O filme tinha começado fazia menos de um minuto quando o Raúl sentou desengonçado do meu lado. Parecia agitado. Procurei a mão dele com a minha e notei que ele tinha colocado a minha bolsa no colo dele. Tentei tirar pra ele ficar mais confortável, mas ele segurou firme. Por fim, ele me estendeu a mão e me apertou com força. Olhei nos olhos dele pra ver se tinha alguma coisa, mas ele tava com o olhar fixo na tela. Depois ele me pegou pelo pulso e levou minha mão até a bolsa. Achei que ele queria que eu pegasse alguma coisa de lá, então comecei a tatear no escuro. O toque dos meus dedos exploradores na pele quente e inchada do pau dele, pelado, me assustou. Eu não tinha enfiado a mão dentro da bolsa, mas sim por baixo. O contato direto e sem aviso com o membro dele me Foi violento. Minha primeira reação foi de rejeição. Mas sem me dar tempo pra nada, ele literalmente envolveu minha mão em volta do pau duro dele e começou a se masturbar com ela. Mais uma vez, tentei relaxar e me deixar levar. Afinal, a ação já tinha começado! Não era um filme romântico como o que minha mente projetava na tela das lembranças, mas fazer o quê... algo é algo.
Quando Raul percebeu que minha mão já agia por conta própria, ele me deixou continuar. Tentei de novo olhar nos olhos dele pra me contagiar um pouco com a paixão dele, com o desejo dele... Mas ele continuava com o olhar perdido na tela.
Continuei masturbando ele por mais alguns segundos, tentando não chamar a atenção do velho que estava sentado do meu lado. Eu tava nervosa e não conseguia me envolver com o que tava fazendo. A cena, do jeito que o Raul tinha montado, não me estimulava em nada. Mas eu não queria cortar a excitação dele. Então, aproximei provocativamente meus lábios do ouvido dele e, bem quando ia sussurrar se ele não queria que a gente vazasse dali, sinto ele me pegar com força pela nuca e me puxar violentamente pra baixo, em direção à virilha dele.
Não consigo precisar exatamente quantos meses tinham se passado desde a última vez que levei o pau dele na boca. Não era algo que eu gostasse particularmente, nem algo que ele pedisse com frequência. Mas agora eu me via obrigada, quase violentada. As mãos dele seguravam minha cabeça pelos lados pra me levantar e me abaixar do jeito que ele queria. Ele me penetrava com força, me sufocava. Fechei os olhos, rezando pra que aquilo acabasse logo, e foi o que aconteceu. O boquete durou menos de cinco segundos e terminou do pior jeito. Ele gozou bestialmente dentro da minha boca, me obrigando a ficar ali recebendo a descarga. Meus olhos se encheram de lágrimas, mais por sufocamento do que por desespero, enquanto uma maré de porra descia sem permissão pela minha garganta. Não tive outra escolha a não ser engolir tudo o que ele me oferecia pra não causar um verdadeiro caos naquele lugar público. Quando achei que ia desmaiar, ele finalmente me soltou. Levantei bem devagar, cheia de ódio. Ouvi o Raúl sussurrar "aí está sua porra morna...". Tive que segurar dois enjôos fortes quando senti uma gota grossa de esperma escorrendo do meu nariz.
Peguei uns lencinhos na bolsa e me limpei como dava. Era um desastre. O delineador tinha escorrido pelo meu rosto todo. Tentei não chorar pra não me sujar de novo.
No fim, recuperei um pouco da minha dignidade e, quando me virei pra pedir uma explicação pro Raúl sobre o que tinha acontecido, percebi que ele tinha caído no sono profundo. Aí fixei o olhar na tela e fiquei em silêncio, sem saber o que fazer.
Em poucos minutos, me deixei enredar pela história de amor batida que tava passando. E ali me perdi de mim mesma e do mundo.ANA IIIAcendi a luz e foi como entrar num mundo perfeito. Um quarto enorme com banheiro privativo. Um guarda-roupa gigante e um espelho que ocupava a parede inteira, do chão ao teto. Nunca tinha visto uma cama igual aquela. Acho que dava pra dormir umas quatro pessoas ali sem ninguém incomodar ninguém. Sem pensar, me joguei de costas nela e comecei a pular no colchão silencioso de molas. Me sentia livre! Livre pra fazer o que quisesse num lugar totalmente estranho. Tudo era novo e tudo era meu por um tempo. Queria começar a explorar meu novo mundo.
Levantei e fiquei na frente do guarda-roupa fechado, brincando de adivinhar qual lado tinha as roupas femininas. Exato! Lá estavam os vestidos e as saias pendurados nos cabides. Que vista linda! Mais embaixo, a cômoda. Lá se esconde o maior tesouro de um guarda-roupa feminino: o enxoval, a roupa íntima.
Laura era uma mulher bem mais nova que minha mãe e se mantinha em boa forma. Qual seria o estilo dela? Mais sóbrio? Mais clássico? Mais sexy? Será que curtia transparências? Ou será que era uma putinha de tangas de couro ou de leopardo? Será que usava aquelas calcinhas com buraco na frente pra foder que via na internet? Naquela gaveta estava a resposta. O lugar mais íntimo da casa que se oferecia inteiramente pra mim.
Comecei a remexer nas roupas íntimas com total impunidade. Tinha de tudo. Muita variedade de cores, marcas e texturas. O que não tinha naquela gaveta era roupa barata. Tudo parecia lingerie fina e cara. E, claro, também não tinha calcinha com furo na buceta. No geral, o estilo era mais sóbrio. Abundavam os tons pastel. Tinha algumas peças estampadas com flores muito bonitas, mas nada de anime, corações ou motivos juvenis. Também tinha um par de tangas fio dental bem pequenas e sutiãs de renda semi transparentes e bem sexy. Mas não era, nem de longe, o estilo principal do enxoval. Minha amiga Chechu as teria chamado de "conjuntos pra ocasião" ou "roupa de batalha".
Eu não costumava usar sutiã. Não porque não tivesse nada pra sustentar, mas porque minha mãe dizia que eu ainda não precisava. "A gravidade começa a fazer efeito depois dos vinte", ela disse uma vez. Além disso, com a Chchu, a gente tinha a teoria de que os caras percebiam quando você não tava usando e isso excitava eles. Então minha atenção ficou toda nas calcinhas e nos tangas.
Me despi completamente e comecei a experimentar algumas peças. Coloquei uma calcinha branca de algodão e lycra, super justa. Fiquei na frente do espelho e comecei a me apreciar de vários ângulos. Por trás, vestia super bem, mas na frente marcava muito os lábios da minha buceta. Pensei que podia ficar desconfortável depois de um tempo usando. Também pensei em como o Esteban ia ficar ao me ver assim, só com essa calcinha.
Pensar no Esteban podia me trazer problemas com a peça branca. Tirei ela e coloquei um dos tangas, um azul marinho bem pequeno. Uau! Era muito mais sexy do que parecia. Sentei na beirada da cama, na frente do espelho, e abri um pouco as pernas. O triângulo de tecido azul cobria meus poucos pelos pubianos, afunilava sobre meus lábios e depois sumia de vista entre minhas coxas, pra baixo e pra dentro. Era estranho me ver naquele espelho gigante. Me dava a sensação de estar me olhando numa tela de cinema. Achei a ideia divertida! Fiquei de joelhos no colchão e olhei pra trás pra poder observar minhas costas nuas e minha bunda através do espelho. Depois apoiei minhas mãos no acolchoado, ficando de quatro. Abrindo um pouco as pernas, dava pra ver como o tecido fino do tanga deslizava na minha intimidade e mal cobria a rugosidade do meu cu. Era estranho e excitante ter essa perspectiva de mim mesma. Deixei os quadris erguidos e apoiei o rosto na cama fofa. O espelho me devolvia uma perspectiva absolutamente obscena da minha própria anatomia. Senti um formigamento estranho e fechei os olhos por um instante. A mesma imagem do meu corpo se oferecendo impudicamente permanecia ali, na minha mente, mas não eram meus olhos que a percebiam. Eram os do Esteban. Eu conseguia ver através deles. Ele se aproximava por trás e acariciava minhas coxas com as mãos suaves. Tinha o pau duro. Eu podia vê-lo de cima, como se fosse meu próprio pinto. Estava bem grosso e suado. Depois, ele colocava as duas mãos na curva suave que formava minhas costas e me segurava com firmeza pela cintura. Eu via com meus próprios olhos como o algodão azul-marinho da calcinha fio-dental começava a absorver a umidade quente que brotava de dentro de mim.
Porra! Abri os olhos de repente e arranquei a peça com um tapa. Já era tarde! Que vergonha! Escondi a calcinha no fundo da gaveta e arrumei tudo de volta como estava.
E agora? Eu estava numa casa estranha, num quarto alheio, completamente nua e super tarada. Não ia ficar enrolando mais a ideia que já vinha rondando minha cabeça. Sabia que ia me masturbar, embora não ainda.
Abri a gaveta de um dos criados-mudos. Dele ou dela? Fácil. Um calçador, umas pastilhas de eucalipto, um perfume masculino, dois charutos, uns abotoadores e uma caixa grande de camisinhas. Uau, como esses caras devem foder! Peguei a caixa, tirei uma camisinha de dentro, rasguei o papel e fiquei com o látex na mão. Estudei com cuidado. Parecia um chapeuzinho de aba. Não é que nunca tivesse visto uma, mas nunca tinha feito isso sozinha. Estava viscosa por causa da lubrificação artificial. Levei ao nariz e cheirei o leve odor neutro da borracha cheia de vaselina. Depois, provei, enfiando a ponta da língua na cabecinha do chapéu. Será que esse gosto encheria minha boca quando o Esteban me pedisse para...? Não. Muito artificial. Esse não era o sabor autêntico de homem, de macho. Não conhecia. Nunca tinha sentido, nunca tinha estado com um homem, e aquilo Desejava, desejava mais que tudo. Mas meu pai parece querer me impedir o tempo todo. Não me deixa sair com ninguém. Controla amizades, companhias, lugares, horários, tudo. Até minhas amigas percebem. Como é que vou conhecer o verdadeiro gosto de um homem? Odeio meu pai por me fazer sentir tão sem jeito, tão sozinha. Mas ali não estava ele. Ali não tinha mais ninguém além de mim.
Quando levei a camisinha de volta à boca, o telefone começou a tocar. Pulei em cima na hora pra não acordar o menino. Era o Raul, o pai do Luca.RAUL IVTava no banheiro masculino do ministério. No privado que eu usava quase todo dia útil pra bater uma. Só que naquele dia o privado não tinha porta.
Algumas pessoas passavam, lavavam as mãos, penteavam o cabelo. Eu via elas passando e elas me viam sentado no vaso enquanto eu tocava uma punheta com gosto.
Tudo ia bem até que minha mulher aparece, ali, de pé na minha frente, no banheiro dos homens. "Como você consegue se masturbar se nem sobe, amor?" Ela me perguntou num tom de preocupação. Na hora olhei pra baixo e percebi que meu pau tava completamente mole. "Conheço alguém que pode te ajudar." Disse Laura antes de sumir da minha vista.
Em poucos segundos aparece a Ana, a babá, e para na minha frente. Eu não parava de bater uma, mas meu membro continuava totalmente murcho. "Você pode me ajudar com isso?" Pergunto pra menina. E ela balança a cabeça negando. Não conseguia falar, mas me encarava sem desgrudar os lábios. Bem quando ia pedir pra ela vazar dali, vejo minha esposa voltar e parar do lado dela. Atrás delas, muitas outras pessoas, entre homens e mulheres, tinham se juntado pra me ver batendo uma sem conseguir a menor chance de uma ereção. Tinha colega de escritório, gente de outros departamentos, pessoal da limpeza, até o próprio Sr. Ministro tava na plateia, entre outras pessoas que eu nunca tinha visto na vida.
Laura me explica que a Ana não podia falar porque alguém tinha gozado na boca dela e a menina não sabia se cuspia ou engolia. "Fala que eu tô pouco me fodendo, mas que ela suma daqui! Que vaze agora!" Então Laura me pega pelo braço e me sacode...
-Vou no banheiro me ajeitar. Me espera no carro.
-Q-Quê? Como..?
A sala tava meia-luz e na tela passava uma lista interminável de nomes desconhecidos. O pessoal passava do meu lado procurando a Saída. Ufa! Dormi o filme inteiro, que buceta. A Laura deve estar furiosa. Espero que não venha com reclamação nenhuma. No fim das contas, ela sabe muito bem que sexta-feira eu chego em casa destruído do trampo da semana.
Saí do cinema e fui direto pro estacionamento.LAURA VO espelho do banheiro me devolveu a imagem da minha própria decepção. Dezenas de mulheres passavam por mim sem perceber, só eu conseguia ver, só eu conseguia sentir. Enxaguei a maquiagem que manchava meu rosto e bebi da torneira para tirar o gosto rançoso que ainda invadia minha garganta e minhas narinas. Depois me tranquei em um dos banheiros vazios, sentei na tampa da privada e peguei meu celular na bolsa, tentando não começar a chorar.
Cinco minutos depois, já estava no carro com meu marido.
— Ei, Raul. Quero falar com você.
— Não começa! Não tive uma semana boa e tô...
— Só quero te dizer que minha mãe ligou, que meu pai não está bem.
— Seu pai...? Ah! Entendi. O que ele tem?
— Ele tá com febre e minha mãe chamou o médico. Ela me perguntou se eu não podia ir dar uma força.
— Bom, então...
— Não estamos longe. Me deixa na casa dos meus pais e vai pra casa com o Luqui. Depois eu vou de manhã pra preparar o café.
— Como você quiser.
— Lembra que você tem que dar os cinquenta conto pra Ana.ANA IVO senhor Raul me encheu o saco por um bom tempo. Parecia que nunca se cansava de falar comigo, até que de repente me cortou bruscamente. Me ofereceu de tudo. A verdade é que parecia ser gente boa, mas eu não conseguia evitar me sentir desconfortável conversando com o dono da casa enquanto estava completamente pelada em cima da cama dele, com a buceta quente e pensando qual seria minha estratégia para... enfim.
Continuei minha exploração. No banheiro, perto da banheira, tinha um cesto onde aparecia uma meia esportiva visivelmente usada. Lá dentro tinha um monte de roupas amontoadas. Comecei a remexer com ansiedade: uma camisa, um moletom, duas meias de homem, uma blusa de alcinha e... ali estava: uma cueca de algodão preta, amassada entre a roupa suja. Ali eu encontraria o que tanto queria conhecer... o cheiro de homem, o verdadeiro cheiro de homem.
Voltei a me jogar na cama com meu butim na mão. Primeiro peguei pelo elástico e observei em detalhe a forma avantajada do tecido que servia para conter a... a pica. Depois não resisti mais à tentação e olhei por dentro. A parte da peça que entrava em contato direto com a intimidade masculina era duplamente grossa e tinha uma marca levemente amarelada que justificava sua estadia no cesto de roupa para lavar. Passei as pontas dos meus dedos por ali e senti uma pontada de excitação se cravando entre minhas pernas. Me senti muito suja e perversa pelo que estava fazendo, e isso me deixava com muito tesão.
Sentei na frente do espelho com as pernas abertas e comecei a me acariciar com a ponta do meu dedão. Podia ver em primeiro plano como minha pequena pérola rosada despertava e se mostrava por baixo da sua capinha. Com a outra mão comecei a esfregar o tecido manchado da cueca para depois levar até o nariz. Lambi meus três dedos do meio buscando o sabor que tanto desejava. Ali estava... Tinha gosto de fermento, sim... mas também de... cloro... Algo muito estranho ao paladar, mas que estava tendo um Efeito letal na minha bucetinha que suava fervorosamente. Esfreguei minha xota com fúria até que o calor da fricção implodiu dentro de mim, me causando um orgasmo intenso e profundo. Tive que usar a roupa masculina como barreira, apertando ela com força contra a entrada da minha buceta para segurar os líquidos que desciam incontroláveis por ali, o que me provocou uma segunda convulsão de prazer quase em seguida.RAUL VEstacionei na frente do condomínio onde os pais da Laura moravam e minha esposa desceu do carro com cara de preocupação. Esperei ela entrar pela porta principal e depois fui pra casa.
Apesar da notícia ruim que a mãe dela tinha dado, ela estava muito mais calma do que eu imaginava. No fim das contas, a noite não tinha sido um fracasso total. A gente tinha dado uma rapidinha apaixonada no cinema, como nos velhos tempos. Rápida, é verdade, mas intensa. E com aquele plus de adrenalina de ter feito num lugar público.
As luzes da casa estavam apagadas. O silêncio quase absoluto da sala só era quebrado pelo som abafado e quase inaudível de uma respiração suave, longa e monótona, típica do sono profundo. Pela luz fraca da calçada que entrava pela janela, dava pra ver a garota deitada de bruços no sofá grande da sala. Era de lá que vinha o som. Tirei os sapatos e subi pro primeiro andar pra ver como meu filho estava. O Luca também dormia profundamente.
Nunca tinha sido tão gostoso chegar no meu quarto. Tava sozinho. Podia aproveitar a cama inteira só pra mim. Só queria dormir. Tirei triunfantemente a roupa e os sapatos, e vesti o pijama. Escovei os dentes e me joguei no colchão. Fechei os olhos e vi a Ana parada na minha frente com a boca fechada. Eu ainda tava sentado no vaso, no banheiro sem porta do masculino do ministério, tentando sem sucesso ter uma ereção. "Se não vai me ajudar com isso, vaza daqui!" Gritei com raiva. Então a Ana se aproximou alguns passos de mim, entrando no banheiro, e abriu a boca com cuidado enquanto colocava a mão em concha debaixo do queixo, como se evitasse um possível derramamento. Ela queria me mostrar o que tinha ali. A língua dela tava mergulhada num líquido branquelo e grosso que lutava pra transbordar pelos cantinhos finos da boca. "Engole. Engole tudo! Ordenei, e ela obedeceu com uma deglutição limpa e sonora. Passou a língua nos lábios e me disse: "Valeu". Depois olhou pra minha rola toda murcha e pegou com os dedos finos e frios. "Agora já posso te ajudar... Já tô com a boca livre...". O serviço estava vazio. Não tinha mais usuários nem espectadores variados. A garotinha se ajoelhou na minha frente e levou à boca o pau adormecido. De repente, a Laura apareceu de novo parada na minha frente. Não sabia o que dizer pra ela, mas ela falou primeiro. "Lembra de dar os 50 conto depois que gozar". Naquele momento, senti que ia gozar e acordei assustado.LAURA VIEntrei no saguão vazio do prédio e ouvi o motor do nosso carro acelerando e indo embora. A porta automática do elevador estava aberta. Me tranquei lá dentro e desabei a chorar que nem uma criança.
O que eu estava fazendo ali, na casa dos meus pais, de madrugada? Por que não tinha voltado pra minha casa, com meu marido e meu filho? Por que tinha deixado meu filho com uma estranha? Por que inventei aquela história sobre meu pai? Será que ia dormir ali, com meus trinta e dois anos? Com que desculpa? Eram perguntas demais. Chorei um tempão sem saber o que pensar. O elevador era meu esconderijo. Não queria sair dali. Tava sozinha. Completamente sozinha.
Passaram mais de vinte minutos até meu corpo resolver ignorar minha mente perturbada e tomar a iniciativa. Aí minha mão pegou o celular da bolsa e fez o que eu tinha planejado desde o começo: discou o número do táxi pra ele vir me buscar.ANA VSenti a pele suada e um calor abafado e incômodo no rosto, aí acordei. O primeiro sol da manhã entrava pela janela e caía direto em cima de mim, eu estava torrando. Levantei mal-humorada do sofá e vi os cinquenta euros em cima da mesinha junto com um bilhete. "Muito obrigado por tudo, Ana. Aqui está o dinheiro. Não precisa nos acordar, a porta está sem chave. Até a próxima." Peguei o dinheiro, guardei na minha carteira e saí de casa.
O ar fresco da manhã me recompôs do mau humor de ter dormido desconfortável, com roupa de sair e no sol. Respirei fundo. Dava pra voltar andando e era isso que eu ia fazer. Era cedo e estava muito gostoso pra caminhar. Até ia desviar um pouco e passar pelo parque.
Pensei como era bom estar fora de casa e meu coração se encheu de alegria. Levantei os braços pra que o ar da manhã entrasse limpo e em boa quantidade nos meus pulmões quando notei que o tecido do meu moletom estava grudado na minha pele na altura dos rins. Toquei ali e percebi algo úmido e viscoso nas minhas costas. Não tinha importância. Com certeza eu tinha me sujado com a comida do moleque. Agora eu seguia pro parque, pronta pra curtir minha solitude.RAUL VIPulei da cama todo excitado e escrevi um bilhete curto. Depois peguei cinquenta conto da minha carteira. Desci pro térreo tentando não fazer barulho e deixei a nota e o dinheiro em cima da mesa da sala, perto do sofá onde a babá dormia.
Lá estava ela, iluminada pela luz fraca e fria do poste que entrava pela janela. Tava de bruços, ocupando o sofá inteiro de três lugares, dormindo profundamente. O tecido cinza da calça de moletom dela teimava em enfiar descaradamente no meio da bunda. Cheguei mais perto, interessado em ter uma visão melhor daquela imagem provocante. Aí me perguntei o que aconteceria se eu colocasse a mão naquela bunda tão firme e empinada. Nada. Absolutamente nada. A Laura não tava ali. Ninguém ia ficar sabendo.
Acariciei ela com cuidado de médico, da cintura até a parte de baixo da coxa, seguindo todas as curvas e contracurvas que apareciam. O tecido era fino e macio. Quando minha mão parou, não consegui tirar ela dali. Meu pau tinha ficado duro que nem um mastro dentro do pijama. Deslizei meus dedos pra parte de dentro da coxa dela e subi de novo. Como um reflexo, a Ana afastou as pernas de leve, deixando na minha vista de cima o sulco que a calça dela fazia ao grudar na buceta. Quando a ponta dos meus dedos indicador e médio tocaram aqueles lábios quentes, senti um fogo interno me dominar por completo. Apertei o mais suave que pude e senti, através do tecido, a carne inchada dela cedendo ao meu toque. Uma tontura me bateu de repente quando a Ana fechou as pernas, prendendo minha mão no meio da xota. Fiquei paralisado, sem respirar, por dez segundos eternos. Ela não tinha acordado, mas o corpo dela tinha sentido minha presença. Minha mão tava presa entre as coxas dela e meus dedos entre os lábios maiores. Senti os músculos dela ficarem tensos, como se contraindo, e depois relaxarem. Naquele momento, decidi que era minha vez. oportunidade de sair dali, mas uma sensação nova me segurou. As pontas dos meus dedos indicador e médio começaram a ficar molhadas. Uma nova tontura me invadiu, mas dessa vez senti a certeza de que estava prestes a gozar. Tirei minha mão abusada de lá e fiquei olhando para ela, besta. A luz branca e fraca da rua fez brilhar as moléculas de umidade nas minhas unhas. Quando coloquei os dedos na boca como um viciado naquele elixir, minha outra mão puxou a rola do pijama no exato momento em que comecei a vomitar porra. Não foi muita. Mas tudo tinha caído nas costas da Ana. Em cima do moletom dela.
Quando me certifiquei de que a mina continuaria dormindo como antes, subi na surdina e me joguei na cama. Dormi na hora, na companhia única daquele gostinho doce.LAURA VIIDepois de me fazer gozar pela segunda vez, ele disse que ter me recebido no meio da madrugada foi uma exceção. E que uma exceção devia ser paga com outra exceção.
Depois de meia hora de preparativos, senti pela primeira vez na vida a aspereza do pau dele me penetrando por trás.
Depois de chegar ao terceiro orgasmo, chupei o pau dele como nunca tinha feito antes e implorei pra ele gozar na minha boca. Ele tava satisfeito e grato. E eu tava pouco me fodendo.
Quando desci pra rua, a brisa da manhã gelou minhas lágrimas. Eu precisava me apressar. Minha família esperava o café da manhã.
FIM
A solidão autêntica pode ser melancólica, opressiva ou simplesmente patética.
Mas é sempre em primeira pessoa.
LAURA ISaí do apartamento dele escondida, feito uma criminosa, enxugando mais uma vez as lágrimas de culpa com as costas da mão. Mas essas seriam as últimas. Hoje jurei pra mim mesma, depois do terceiro e mais intenso orgasmo, que nunca mais ia vê-lo.
Dessa vez é pra valer. Tô disposta a recuperar meu casamento.
Desde o nascimento do Luca, já fazia quase três anos, as coisas tinham mudado pra gente. O sexo conjugal foi se transformando num exercício monótono e esporádico, cada vez mais esporádico. Nunca antes na minha vida eu teria imaginado a possibilidade de ser uma mulher infiel. Eu não era desse tipo. Essa não era eu. Mas a verdade é que eu fui, eu sou. Desde um ano atrás a gente se vê toda sexta-feira e ele me faz gozar como há muito tempo eu não gozava. Não sinto por ele nada além de desejo sexual na forma mais animal da palavra. Nele não encontro nada além de uma descarga física, elétrica. Ele nem é meu amante, porque nada relacionado ao amor tem a ver com ele. Ele é a pica dele, os dedos dele, a língua dele...RAUL INão era a primeira vez que eu fazia isso no banheiro público do ministério e, pra ser sincero, não era por tesão, mas por uma necessidade humana e urgente.
Passei o dia inteiro na frente do computador sem conseguir me concentrar direito. Tava no fogo, igual uma égua no cio. Todas as mulheres que passavam na minha frente pareciam uma ostentação de luxúria insuportável. Antes de sair do ministério, passei no banheiro e bati uma no lugar de sempre, o boxe mais afastado da porta.
Depois da gozada, vinham na mesma hora o alívio e a frustração, sensações simultâneas e complementares.
Mais uma vez, voltava pra casa pensando que toda a magia maravilhosa que nosso filho trouxe tinha criado um paradoxo conjugal que a gente não conseguia ou não sabia resolver. Não lembrava da última vez que a gente tinha transado, mas com certeza não tinha sido no último mês. A gente teve algumas tentativas frustradas, umas vezes por causa das enxaquecas dela, outras pela minha falta de... como dizer... motivação. Sem rodeios: não consegui fazer o menino subir.
Muitas vezes penso em arrumar uma amante, pelo menos até essa situação melhorar, mas sempre acabo no mesmo lugar. Laura não aguentaria. Ela não seria capaz de fazer uma coisa dessas comigo e também não toleraria em mim.LAURA IITirei o Luca da creche tentando evitar os outros pais que se aproximavam amigavelmente pra cumprimentar. Sentia que qualquer um que chegasse perto o suficiente podia perceber o cheiro de sexo que eu carregava.
Tomei banho assim que cheguei em casa. Raúl ia chegar do ministério em meia hora. Tava disposta a meter a mão na massa na recuperação do casamento e tinha um plano pra aquela mesma noite de sexta. A verdade é que ainda tava excitada e não queria deixar apagar o último fogo que ardia dentro de mim.
Minha amiga Jimena tinha dois filhos pequenos e todo sábado à noite deixava eles com uma babá que dava comida e colocava pra dormir, enquanto ela saía com o parceiro pra jantar e transar como dois adolescentes.
Com Raúl sempre tivemos receio de deixar o Luquinha com estranhos, mas isso era uma emergência. Peguei o telefone e falei pra minha amiga que tava disposta a tentar. Perguntei se a babá dela estaria livre pra mim naquela mesma noite. Jimena animou com a ideia e ligou pra ela no celular na hora pra consultar. Tava tudo ok. Ana chegaria em casa às oito em ponto e ficaria com o Luca até a manhã seguinte.ANA ITô trancada no meu quarto, largada na cama. Que sexta-feira de merda. Meu pai me colocou de castigo por ter chegado meia hora atrasada da escola e não vou poder encontrar o Esteban como a gente tinha planejado. Ele queria me levar pra casa dele e eu tava pronta pra fazer tudo que ele pedisse. Sinto que já tenho idade pra ficar com um cara. Meu corpo tá pedindo. Ultimamente, não consigo pegar no sono sem antes aliviar essa vontade toda. Faço isso há uns anos, mas agora virou necessidade. Sinto que vivo no limite da minha calcinha. Comecei a usar absorvente diário porque minha bucetinha fica molhada fácil e tenho medo de me sujar na aula, no metrô ou na rua. Minhas amigas não querem falar sobre esses assuntos e riem de mim, mas tenho certeza que elas também fazem. A Chechu, minha melhor amiga, uma vez me contou que usava os dedos quando pensava no João, o crush secreto dela, mas não tinha certeza se já tinha gozado de verdade.
O telefone toca. Deve ser o Esteban. Preciso atender antes que meu pai pegue.
-Alô?- Oi, Ana? É a Jimena falando.- Ah! Oi, Jimena... O que...?- Olha, te liguei porque uma amiga, a Laura, quer saber se você tá disponível hoje à noite pra cuidar do filho dela. É um menino lindo de três anos.- Bom, então... Vamos lá... Sem problemas. Às 8 horas tá de boa?—Beleza. Show. Daqui a pouco te mando uma mensagem com o endereço da Laura. Você se vira sem problemas, vai ver.Jimena era amiga da minha mãe e eu cuidava dos filhos dela há alguns meses.
Entre ficar em casa sem fazer nada e ganhar uma grana extra, não tinha nem o que pensar. Meus pais não iam encher o saco se a Jimena estivesse por trás de tudo. Por outro lado, a ideia em si já me atraía. Eu curtia mais a companhia das crianças do que qualquer outra coisa. E, além disso, porque sempre me dava um tesão a ideia de ficar sozinha numa casa estranha.RAUL IICheguei em casa com vontade de tomar uma cerveja e dormir até amanhã. Mas minha mulher me esperava com uma proposta estranha. Ela queria que a gente saísse pra jantar e depois fosse ao cinema, como nos velhos tempos. Tentei me lembrar se estava esquecendo algum aniversário ou data importante, mas não. Ela disse que tinha contratado uma babá pra cuidar do nosso filho na nossa ausência, o que me pareceu ainda mais estranho, já que ela sempre foi contra a ideia. Imagino que ela deve estar com uma vontade incontrolável de dar uma trepadinha e, de alguma forma, me sinto responsável.
Quando a garota chegou, Ana era o nome dela, Laura começou a dar instruções sobre os hábitos do menino. Fiquei olhando disfarçadamente pra adolescente vestida com roupa esportiva, e não pude deixar de sentir inveja do pequeno que ia passar a noite com ela. O tecido das calças finas de algodão teimava em se enfiar desconfortavelmente entre as nádegas dela, enquanto o elástico da calcinha fio-dental mal aparecia na cintura. Ela não tinha peitos muito grandes, mas o fato de não usar sutiã fazia o contorno dos mamilos se destacar claramente. Fiquei um tempo rondando enquanto olhava a bunda dela, mas quando meu pau começou a ganhar vida própria, saí da sala com medo de ser descoberto.
Durante o jantar com minha mulher, não consegui tirar aquela fruta suculenta da babá da cabeça. Não conseguia pensar em outra coisa, a imagem voltava uma e outra vez. Tava tão perturbado que temia que Laura adivinhasse meus pensamentos obscuros. Pensei em ir ao banheiro me aliviar, mas outra punheta acabaria enterrando de vez uma noite de possível reencontro amoroso. Não queria passar por outra frustração (disfunção) sexual com Laura, então deixei pra lá e tentei me concentrar em outros assuntos. Aí me veio a ideia de começar a falar sobre o filme que íamos ver em seguida.LAURA IIIRaúl ficou surpreso com a proposta e, mais ainda, quando eu disse que viria uma babá pra ficar com nosso filho. Sei que tô no caminho certo. Ele precisa sair da rotina. Nós dois precisamos.
Quando vi a Ana na porta de casa, me arrependi na hora do plano. Ela me parecia nova demais pra ficar de olho no meu Luqui. Depois conversei com ela e ela me fez saber que conhecia o trampo. Parecia ser uma garota responsável. Isso me acalmou. Perguntei se era maior de idade e ela disse que tinha feito dezoito há uns dias. Pensei em pedir os documentos pra confirmar, mas... Que diferença fazia? E se ela tivesse mentindo? Ia mandar ela vazar? Não dava. Sabia que precisava encarar meus medos se quisesse ressuscitar minha vida de casada.
Gostei que o Raúl ficou comigo na sala pra ouvir as instruções que eu dava pra Ana. Eu sei que ele também não se sente seguro em deixar o Luqui na mão de uma estranha. Ele fingia que tava distraído, mas tava ligado na nossa conversa. Dava pra ver que ele tava nervoso.
Mais tarde, no restaurante, notei ele meio distante e calado. Tentei puxar vários assuntos durante o jantar, mas ele não parecia se conectar de verdade. Não queria me decepcionar tão cedo, então tentei controlar minha ansiedade com ele. O vinho ia ajudar a relaxar. Eu tava pegando fogo por dentro. Excitada. Tava com vontade de transar com meu marido. Teria pulado o cinema e ido direto pro motel, mas o Raúl tocou no filme e, pela primeira vez na noite, ele parecia animado com alguma coisa. Então resolvi ir devagar e me servi de outra taça.ANA IILuca é um menino muito tranquilo. Tomara que os filhos da Jimena fossem dóceis como ele. Jantamos sem problemas. Depois ajudei ele com a escova de dentes e, depois de ler uma historinha em que umas galinhas se apaixonavam pelo carrasco delas, o lobo, ele apagou profundamente. A mãe tinha me deixado tonta com as instruções dela: que o purê não pode estar muito quente, que não deixe ele ver TV, que não esqueça de fechar o gás do fogão, que se o alarme da casa tocasse eu me trancasse no quarto do Luqui antes de ligar pra ela no celular, até me perguntou se eu sabia usar um extintor caso acontecesse um acidente!
A real é que eram só dez da noite e já tava tudo resolvido. Era os cinquenta conto mais fáceis da minha vida toda.
Me joguei no sofá da sala na frente da TV e comecei a zapear. Depois de meia hora, ainda tava indo e voltando pelos canais de música, mas minha cabeça tava em outro lugar. A raiva do meu pai tinha voltado por ter cortado meu rolê com o Esteban. O Esteban tinha voltado, e com ele aquele frio na barriga e entre minhas pernas.
Pulei do sofá e fui direto pro andar de cima da casa. Bem em frente ao quarto do menino ficava o quarto dos pais dele. Era exatamente o que eu precisava pra me distrair um pouco. Entrei na surdina e fechei a porta atrás de mim antes de acender a luz. Uma sensação de vertigem, mistura de medo e tesão, me pegou na boca do estômago. Tava invadindo a intimidade de um casal de estranhos. Ali eles se trancavam toda noite pra transar. Tava entrando no ninho de amor deles.RAUL IIIÀs onze e meia começava o filme. Chegamos na hora porque a Laura tinha bebido meia garrafa de vinho no jantar e me implorou pra esperarmos um pouco no carro até a tontura passar. Quando fomos pegar os ingressos, só sobravam lugares na última fila. Que saco! Não sei por quê, mas minha mulher sempre dava um jeito de me deixar de mau humor. Pra piorar, eu tava com a bexiga prestes a estourar e não podia entrar na sala sem antes passar no banheiro.
- Vou mijar. Já vou entrando. Ah! Dá um pulo em casa pra ver como tá tudo, quer?
Será que importava se eu queria ou não? O que teria acontecido se eu respondesse que não, que não queria fazer isso?
Entrei voando no banheiro masculino, que tava completamente vazio. Me posicionei na frente de um mictório e, enquanto abaixava a braguilha e puxava a mangueira com uma mão só, tentando não mijar nas calças, com a outra ligava pra casa como um bom marido obediente que sou.- Alô?-Oi. É o Raul, o pai do Luca.-Olá, Sr. Raúl... Tem... tem algum problema?A voz dela soava como a de uma menina doce e inocente. Uma menina boazinha que não usa sutiã, e com aquela calça de moletão tão bem enfiada dentro da...—Seu Raul... O senhor me ouve?O jato quente de mijo saiu disparado do meu pau contra a louça branca do mictório, me dando uma leve tontura de prazer.
—Sim... Sim, querida... Desculpa, é que... Só queria saber como é que tava tudo por aí...—Ah! Claro... O Luca comeu super bem, escovei os dentes dele, li a historinha que ele queria e já tá na cama dele dormindo que é uma beleza.Continua falando! Não para! Sentia a voz jovem dela no meu ouvido e o pau, que já mal pingava, começava a endurecer com o calor da minha mão.
— Ah! Já entendi... Excelente... E... E o seu...?- Eu?—Quer dizer... Você já comeu?
Aqui tenho uma coisa pra você comer. Acha que consegue enfiar tudo na boca?- Sim, claro! Jantei junto com seu filho. Valeu por se preocupar.- Não... Imagina... Se quiser, pode dormir no sofá... Você tem..? Quer dizer, trouxe pijama?
Sem perceber, já tinha terminado de mijar e estava me masturbando em pé enquanto ouvia a voz meiga da babá.—Pijamas? Não, senhor. Não acho que... Não precisa. Posso dormir com minha roupa. Tenho um moletom e uma calça de moletom que......Eles enfiam bem no seu cu...-...não são desconfortáveis pra dormir.- Tá bom. Como quiser... Acho que não deixamos água na geladeira, mas tenho certeza que tem uma garrafa de porra, se você quiser algo refrescante...
Eu fechava os olhos e tentava imaginá-la com os lábios brancos, manchados de...—O senhor é muito gentil, seu... Mas não precisa, de verdade.- Ah! Já entendi... você não engole porra...- Hã? Não. Não é isso. É que não curto ela gelada... Prefiro o cum quando tá mais morno, mas...Menina maldita! Você vai me fazer gozar aqui mesmo!-...não se preocupa tanto comigo, de verdade, não precisa.Meu cérebro tinha dado um curto-circuito e, igual um disco arranhado, repetia a frase: "Prefiro a porra quando tá mais morna..." com o timbre de voz da Ana.
Tava quase gozando quando a porta do banheiro abriu de repente e alguém entrou.
— Opa!—Oi? O senhor tá se sentindo bem?Guardei tudo na velocidade da luz e saí pro hall do cinema de cabeça baixa.
—É... Sim... Sim, tá tudo bem. Beleza. A gente se vê de manhã. Tchau.
Me enfiei o mais rápido que pude na escuridão da sala pra evitar a vergonha e disfarçar a barraca que meu short tava fazendo. O filme já tinha começado.LAURA IVQuando entrei na sala, as luzes já estavam apagadas e na tela estavam passando os trailers dos próximos lançamentos. Mostrei os ingressos para o lanterninha e ele me indicou o caminho: última fileira, os dois primeiros assentos à esquerda do corredor central. Deixei o primeiro livre pra facilitar a entrada do Raúl e me sentei no segundo. Depois coloquei a bolsa no lugar do meu marido.
O cinema me trazia algumas lembranças boas da nossa época de namoro. Os beijos doces e as sacanagens na penumbra. Nossas mãos se explorando. A umidade das nossas bocas, das nossas línguas, da nossa intimidade. Uma umidade que agora voltava a mim como uma reminiscência do meu próprio corpo, como se a minha buceta também pudesse lembrar. Só uma vez, numa tarde de verão no cinema, eu tinha deixado o Raúl enfiar a mão por baixo da minha calcinha. É que eu tava com tanta vontade! Deixei ele me penetrar de leve com um dos dedos, que depois ele tirou e levou à boca. Ele disse que era o gosto mais doce que já tinha provado.
Essa lembrança me devolveu o ânimo que eu tinha perdido durante o jantar e pensei que dessa vez também seria boazinha se ele tentasse passar dos limites comigo.
O filme tinha começado fazia menos de um minuto quando o Raúl sentou desengonçado do meu lado. Parecia agitado. Procurei a mão dele com a minha e notei que ele tinha colocado a minha bolsa no colo dele. Tentei tirar pra ele ficar mais confortável, mas ele segurou firme. Por fim, ele me estendeu a mão e me apertou com força. Olhei nos olhos dele pra ver se tinha alguma coisa, mas ele tava com o olhar fixo na tela. Depois ele me pegou pelo pulso e levou minha mão até a bolsa. Achei que ele queria que eu pegasse alguma coisa de lá, então comecei a tatear no escuro. O toque dos meus dedos exploradores na pele quente e inchada do pau dele, pelado, me assustou. Eu não tinha enfiado a mão dentro da bolsa, mas sim por baixo. O contato direto e sem aviso com o membro dele me Foi violento. Minha primeira reação foi de rejeição. Mas sem me dar tempo pra nada, ele literalmente envolveu minha mão em volta do pau duro dele e começou a se masturbar com ela. Mais uma vez, tentei relaxar e me deixar levar. Afinal, a ação já tinha começado! Não era um filme romântico como o que minha mente projetava na tela das lembranças, mas fazer o quê... algo é algo.
Quando Raul percebeu que minha mão já agia por conta própria, ele me deixou continuar. Tentei de novo olhar nos olhos dele pra me contagiar um pouco com a paixão dele, com o desejo dele... Mas ele continuava com o olhar perdido na tela.
Continuei masturbando ele por mais alguns segundos, tentando não chamar a atenção do velho que estava sentado do meu lado. Eu tava nervosa e não conseguia me envolver com o que tava fazendo. A cena, do jeito que o Raul tinha montado, não me estimulava em nada. Mas eu não queria cortar a excitação dele. Então, aproximei provocativamente meus lábios do ouvido dele e, bem quando ia sussurrar se ele não queria que a gente vazasse dali, sinto ele me pegar com força pela nuca e me puxar violentamente pra baixo, em direção à virilha dele.
Não consigo precisar exatamente quantos meses tinham se passado desde a última vez que levei o pau dele na boca. Não era algo que eu gostasse particularmente, nem algo que ele pedisse com frequência. Mas agora eu me via obrigada, quase violentada. As mãos dele seguravam minha cabeça pelos lados pra me levantar e me abaixar do jeito que ele queria. Ele me penetrava com força, me sufocava. Fechei os olhos, rezando pra que aquilo acabasse logo, e foi o que aconteceu. O boquete durou menos de cinco segundos e terminou do pior jeito. Ele gozou bestialmente dentro da minha boca, me obrigando a ficar ali recebendo a descarga. Meus olhos se encheram de lágrimas, mais por sufocamento do que por desespero, enquanto uma maré de porra descia sem permissão pela minha garganta. Não tive outra escolha a não ser engolir tudo o que ele me oferecia pra não causar um verdadeiro caos naquele lugar público. Quando achei que ia desmaiar, ele finalmente me soltou. Levantei bem devagar, cheia de ódio. Ouvi o Raúl sussurrar "aí está sua porra morna...". Tive que segurar dois enjôos fortes quando senti uma gota grossa de esperma escorrendo do meu nariz.
Peguei uns lencinhos na bolsa e me limpei como dava. Era um desastre. O delineador tinha escorrido pelo meu rosto todo. Tentei não chorar pra não me sujar de novo.
No fim, recuperei um pouco da minha dignidade e, quando me virei pra pedir uma explicação pro Raúl sobre o que tinha acontecido, percebi que ele tinha caído no sono profundo. Aí fixei o olhar na tela e fiquei em silêncio, sem saber o que fazer.
Em poucos minutos, me deixei enredar pela história de amor batida que tava passando. E ali me perdi de mim mesma e do mundo.ANA IIIAcendi a luz e foi como entrar num mundo perfeito. Um quarto enorme com banheiro privativo. Um guarda-roupa gigante e um espelho que ocupava a parede inteira, do chão ao teto. Nunca tinha visto uma cama igual aquela. Acho que dava pra dormir umas quatro pessoas ali sem ninguém incomodar ninguém. Sem pensar, me joguei de costas nela e comecei a pular no colchão silencioso de molas. Me sentia livre! Livre pra fazer o que quisesse num lugar totalmente estranho. Tudo era novo e tudo era meu por um tempo. Queria começar a explorar meu novo mundo.
Levantei e fiquei na frente do guarda-roupa fechado, brincando de adivinhar qual lado tinha as roupas femininas. Exato! Lá estavam os vestidos e as saias pendurados nos cabides. Que vista linda! Mais embaixo, a cômoda. Lá se esconde o maior tesouro de um guarda-roupa feminino: o enxoval, a roupa íntima.
Laura era uma mulher bem mais nova que minha mãe e se mantinha em boa forma. Qual seria o estilo dela? Mais sóbrio? Mais clássico? Mais sexy? Será que curtia transparências? Ou será que era uma putinha de tangas de couro ou de leopardo? Será que usava aquelas calcinhas com buraco na frente pra foder que via na internet? Naquela gaveta estava a resposta. O lugar mais íntimo da casa que se oferecia inteiramente pra mim.
Comecei a remexer nas roupas íntimas com total impunidade. Tinha de tudo. Muita variedade de cores, marcas e texturas. O que não tinha naquela gaveta era roupa barata. Tudo parecia lingerie fina e cara. E, claro, também não tinha calcinha com furo na buceta. No geral, o estilo era mais sóbrio. Abundavam os tons pastel. Tinha algumas peças estampadas com flores muito bonitas, mas nada de anime, corações ou motivos juvenis. Também tinha um par de tangas fio dental bem pequenas e sutiãs de renda semi transparentes e bem sexy. Mas não era, nem de longe, o estilo principal do enxoval. Minha amiga Chechu as teria chamado de "conjuntos pra ocasião" ou "roupa de batalha".
Eu não costumava usar sutiã. Não porque não tivesse nada pra sustentar, mas porque minha mãe dizia que eu ainda não precisava. "A gravidade começa a fazer efeito depois dos vinte", ela disse uma vez. Além disso, com a Chchu, a gente tinha a teoria de que os caras percebiam quando você não tava usando e isso excitava eles. Então minha atenção ficou toda nas calcinhas e nos tangas.
Me despi completamente e comecei a experimentar algumas peças. Coloquei uma calcinha branca de algodão e lycra, super justa. Fiquei na frente do espelho e comecei a me apreciar de vários ângulos. Por trás, vestia super bem, mas na frente marcava muito os lábios da minha buceta. Pensei que podia ficar desconfortável depois de um tempo usando. Também pensei em como o Esteban ia ficar ao me ver assim, só com essa calcinha.
Pensar no Esteban podia me trazer problemas com a peça branca. Tirei ela e coloquei um dos tangas, um azul marinho bem pequeno. Uau! Era muito mais sexy do que parecia. Sentei na beirada da cama, na frente do espelho, e abri um pouco as pernas. O triângulo de tecido azul cobria meus poucos pelos pubianos, afunilava sobre meus lábios e depois sumia de vista entre minhas coxas, pra baixo e pra dentro. Era estranho me ver naquele espelho gigante. Me dava a sensação de estar me olhando numa tela de cinema. Achei a ideia divertida! Fiquei de joelhos no colchão e olhei pra trás pra poder observar minhas costas nuas e minha bunda através do espelho. Depois apoiei minhas mãos no acolchoado, ficando de quatro. Abrindo um pouco as pernas, dava pra ver como o tecido fino do tanga deslizava na minha intimidade e mal cobria a rugosidade do meu cu. Era estranho e excitante ter essa perspectiva de mim mesma. Deixei os quadris erguidos e apoiei o rosto na cama fofa. O espelho me devolvia uma perspectiva absolutamente obscena da minha própria anatomia. Senti um formigamento estranho e fechei os olhos por um instante. A mesma imagem do meu corpo se oferecendo impudicamente permanecia ali, na minha mente, mas não eram meus olhos que a percebiam. Eram os do Esteban. Eu conseguia ver através deles. Ele se aproximava por trás e acariciava minhas coxas com as mãos suaves. Tinha o pau duro. Eu podia vê-lo de cima, como se fosse meu próprio pinto. Estava bem grosso e suado. Depois, ele colocava as duas mãos na curva suave que formava minhas costas e me segurava com firmeza pela cintura. Eu via com meus próprios olhos como o algodão azul-marinho da calcinha fio-dental começava a absorver a umidade quente que brotava de dentro de mim.
Porra! Abri os olhos de repente e arranquei a peça com um tapa. Já era tarde! Que vergonha! Escondi a calcinha no fundo da gaveta e arrumei tudo de volta como estava.
E agora? Eu estava numa casa estranha, num quarto alheio, completamente nua e super tarada. Não ia ficar enrolando mais a ideia que já vinha rondando minha cabeça. Sabia que ia me masturbar, embora não ainda.
Abri a gaveta de um dos criados-mudos. Dele ou dela? Fácil. Um calçador, umas pastilhas de eucalipto, um perfume masculino, dois charutos, uns abotoadores e uma caixa grande de camisinhas. Uau, como esses caras devem foder! Peguei a caixa, tirei uma camisinha de dentro, rasguei o papel e fiquei com o látex na mão. Estudei com cuidado. Parecia um chapeuzinho de aba. Não é que nunca tivesse visto uma, mas nunca tinha feito isso sozinha. Estava viscosa por causa da lubrificação artificial. Levei ao nariz e cheirei o leve odor neutro da borracha cheia de vaselina. Depois, provei, enfiando a ponta da língua na cabecinha do chapéu. Será que esse gosto encheria minha boca quando o Esteban me pedisse para...? Não. Muito artificial. Esse não era o sabor autêntico de homem, de macho. Não conhecia. Nunca tinha sentido, nunca tinha estado com um homem, e aquilo Desejava, desejava mais que tudo. Mas meu pai parece querer me impedir o tempo todo. Não me deixa sair com ninguém. Controla amizades, companhias, lugares, horários, tudo. Até minhas amigas percebem. Como é que vou conhecer o verdadeiro gosto de um homem? Odeio meu pai por me fazer sentir tão sem jeito, tão sozinha. Mas ali não estava ele. Ali não tinha mais ninguém além de mim.
Quando levei a camisinha de volta à boca, o telefone começou a tocar. Pulei em cima na hora pra não acordar o menino. Era o Raul, o pai do Luca.RAUL IVTava no banheiro masculino do ministério. No privado que eu usava quase todo dia útil pra bater uma. Só que naquele dia o privado não tinha porta.
Algumas pessoas passavam, lavavam as mãos, penteavam o cabelo. Eu via elas passando e elas me viam sentado no vaso enquanto eu tocava uma punheta com gosto.
Tudo ia bem até que minha mulher aparece, ali, de pé na minha frente, no banheiro dos homens. "Como você consegue se masturbar se nem sobe, amor?" Ela me perguntou num tom de preocupação. Na hora olhei pra baixo e percebi que meu pau tava completamente mole. "Conheço alguém que pode te ajudar." Disse Laura antes de sumir da minha vista.
Em poucos segundos aparece a Ana, a babá, e para na minha frente. Eu não parava de bater uma, mas meu membro continuava totalmente murcho. "Você pode me ajudar com isso?" Pergunto pra menina. E ela balança a cabeça negando. Não conseguia falar, mas me encarava sem desgrudar os lábios. Bem quando ia pedir pra ela vazar dali, vejo minha esposa voltar e parar do lado dela. Atrás delas, muitas outras pessoas, entre homens e mulheres, tinham se juntado pra me ver batendo uma sem conseguir a menor chance de uma ereção. Tinha colega de escritório, gente de outros departamentos, pessoal da limpeza, até o próprio Sr. Ministro tava na plateia, entre outras pessoas que eu nunca tinha visto na vida.
Laura me explica que a Ana não podia falar porque alguém tinha gozado na boca dela e a menina não sabia se cuspia ou engolia. "Fala que eu tô pouco me fodendo, mas que ela suma daqui! Que vaze agora!" Então Laura me pega pelo braço e me sacode...
-Vou no banheiro me ajeitar. Me espera no carro.
-Q-Quê? Como..?
A sala tava meia-luz e na tela passava uma lista interminável de nomes desconhecidos. O pessoal passava do meu lado procurando a Saída. Ufa! Dormi o filme inteiro, que buceta. A Laura deve estar furiosa. Espero que não venha com reclamação nenhuma. No fim das contas, ela sabe muito bem que sexta-feira eu chego em casa destruído do trampo da semana.
Saí do cinema e fui direto pro estacionamento.LAURA VO espelho do banheiro me devolveu a imagem da minha própria decepção. Dezenas de mulheres passavam por mim sem perceber, só eu conseguia ver, só eu conseguia sentir. Enxaguei a maquiagem que manchava meu rosto e bebi da torneira para tirar o gosto rançoso que ainda invadia minha garganta e minhas narinas. Depois me tranquei em um dos banheiros vazios, sentei na tampa da privada e peguei meu celular na bolsa, tentando não começar a chorar.
Cinco minutos depois, já estava no carro com meu marido.
— Ei, Raul. Quero falar com você.
— Não começa! Não tive uma semana boa e tô...
— Só quero te dizer que minha mãe ligou, que meu pai não está bem.
— Seu pai...? Ah! Entendi. O que ele tem?
— Ele tá com febre e minha mãe chamou o médico. Ela me perguntou se eu não podia ir dar uma força.
— Bom, então...
— Não estamos longe. Me deixa na casa dos meus pais e vai pra casa com o Luqui. Depois eu vou de manhã pra preparar o café.
— Como você quiser.
— Lembra que você tem que dar os cinquenta conto pra Ana.ANA IVO senhor Raul me encheu o saco por um bom tempo. Parecia que nunca se cansava de falar comigo, até que de repente me cortou bruscamente. Me ofereceu de tudo. A verdade é que parecia ser gente boa, mas eu não conseguia evitar me sentir desconfortável conversando com o dono da casa enquanto estava completamente pelada em cima da cama dele, com a buceta quente e pensando qual seria minha estratégia para... enfim.
Continuei minha exploração. No banheiro, perto da banheira, tinha um cesto onde aparecia uma meia esportiva visivelmente usada. Lá dentro tinha um monte de roupas amontoadas. Comecei a remexer com ansiedade: uma camisa, um moletom, duas meias de homem, uma blusa de alcinha e... ali estava: uma cueca de algodão preta, amassada entre a roupa suja. Ali eu encontraria o que tanto queria conhecer... o cheiro de homem, o verdadeiro cheiro de homem.
Voltei a me jogar na cama com meu butim na mão. Primeiro peguei pelo elástico e observei em detalhe a forma avantajada do tecido que servia para conter a... a pica. Depois não resisti mais à tentação e olhei por dentro. A parte da peça que entrava em contato direto com a intimidade masculina era duplamente grossa e tinha uma marca levemente amarelada que justificava sua estadia no cesto de roupa para lavar. Passei as pontas dos meus dedos por ali e senti uma pontada de excitação se cravando entre minhas pernas. Me senti muito suja e perversa pelo que estava fazendo, e isso me deixava com muito tesão.
Sentei na frente do espelho com as pernas abertas e comecei a me acariciar com a ponta do meu dedão. Podia ver em primeiro plano como minha pequena pérola rosada despertava e se mostrava por baixo da sua capinha. Com a outra mão comecei a esfregar o tecido manchado da cueca para depois levar até o nariz. Lambi meus três dedos do meio buscando o sabor que tanto desejava. Ali estava... Tinha gosto de fermento, sim... mas também de... cloro... Algo muito estranho ao paladar, mas que estava tendo um Efeito letal na minha bucetinha que suava fervorosamente. Esfreguei minha xota com fúria até que o calor da fricção implodiu dentro de mim, me causando um orgasmo intenso e profundo. Tive que usar a roupa masculina como barreira, apertando ela com força contra a entrada da minha buceta para segurar os líquidos que desciam incontroláveis por ali, o que me provocou uma segunda convulsão de prazer quase em seguida.RAUL VEstacionei na frente do condomínio onde os pais da Laura moravam e minha esposa desceu do carro com cara de preocupação. Esperei ela entrar pela porta principal e depois fui pra casa.
Apesar da notícia ruim que a mãe dela tinha dado, ela estava muito mais calma do que eu imaginava. No fim das contas, a noite não tinha sido um fracasso total. A gente tinha dado uma rapidinha apaixonada no cinema, como nos velhos tempos. Rápida, é verdade, mas intensa. E com aquele plus de adrenalina de ter feito num lugar público.
As luzes da casa estavam apagadas. O silêncio quase absoluto da sala só era quebrado pelo som abafado e quase inaudível de uma respiração suave, longa e monótona, típica do sono profundo. Pela luz fraca da calçada que entrava pela janela, dava pra ver a garota deitada de bruços no sofá grande da sala. Era de lá que vinha o som. Tirei os sapatos e subi pro primeiro andar pra ver como meu filho estava. O Luca também dormia profundamente.
Nunca tinha sido tão gostoso chegar no meu quarto. Tava sozinho. Podia aproveitar a cama inteira só pra mim. Só queria dormir. Tirei triunfantemente a roupa e os sapatos, e vesti o pijama. Escovei os dentes e me joguei no colchão. Fechei os olhos e vi a Ana parada na minha frente com a boca fechada. Eu ainda tava sentado no vaso, no banheiro sem porta do masculino do ministério, tentando sem sucesso ter uma ereção. "Se não vai me ajudar com isso, vaza daqui!" Gritei com raiva. Então a Ana se aproximou alguns passos de mim, entrando no banheiro, e abriu a boca com cuidado enquanto colocava a mão em concha debaixo do queixo, como se evitasse um possível derramamento. Ela queria me mostrar o que tinha ali. A língua dela tava mergulhada num líquido branquelo e grosso que lutava pra transbordar pelos cantinhos finos da boca. "Engole. Engole tudo! Ordenei, e ela obedeceu com uma deglutição limpa e sonora. Passou a língua nos lábios e me disse: "Valeu". Depois olhou pra minha rola toda murcha e pegou com os dedos finos e frios. "Agora já posso te ajudar... Já tô com a boca livre...". O serviço estava vazio. Não tinha mais usuários nem espectadores variados. A garotinha se ajoelhou na minha frente e levou à boca o pau adormecido. De repente, a Laura apareceu de novo parada na minha frente. Não sabia o que dizer pra ela, mas ela falou primeiro. "Lembra de dar os 50 conto depois que gozar". Naquele momento, senti que ia gozar e acordei assustado.LAURA VIEntrei no saguão vazio do prédio e ouvi o motor do nosso carro acelerando e indo embora. A porta automática do elevador estava aberta. Me tranquei lá dentro e desabei a chorar que nem uma criança.
O que eu estava fazendo ali, na casa dos meus pais, de madrugada? Por que não tinha voltado pra minha casa, com meu marido e meu filho? Por que tinha deixado meu filho com uma estranha? Por que inventei aquela história sobre meu pai? Será que ia dormir ali, com meus trinta e dois anos? Com que desculpa? Eram perguntas demais. Chorei um tempão sem saber o que pensar. O elevador era meu esconderijo. Não queria sair dali. Tava sozinha. Completamente sozinha.
Passaram mais de vinte minutos até meu corpo resolver ignorar minha mente perturbada e tomar a iniciativa. Aí minha mão pegou o celular da bolsa e fez o que eu tinha planejado desde o começo: discou o número do táxi pra ele vir me buscar.ANA VSenti a pele suada e um calor abafado e incômodo no rosto, aí acordei. O primeiro sol da manhã entrava pela janela e caía direto em cima de mim, eu estava torrando. Levantei mal-humorada do sofá e vi os cinquenta euros em cima da mesinha junto com um bilhete. "Muito obrigado por tudo, Ana. Aqui está o dinheiro. Não precisa nos acordar, a porta está sem chave. Até a próxima." Peguei o dinheiro, guardei na minha carteira e saí de casa.
O ar fresco da manhã me recompôs do mau humor de ter dormido desconfortável, com roupa de sair e no sol. Respirei fundo. Dava pra voltar andando e era isso que eu ia fazer. Era cedo e estava muito gostoso pra caminhar. Até ia desviar um pouco e passar pelo parque.
Pensei como era bom estar fora de casa e meu coração se encheu de alegria. Levantei os braços pra que o ar da manhã entrasse limpo e em boa quantidade nos meus pulmões quando notei que o tecido do meu moletom estava grudado na minha pele na altura dos rins. Toquei ali e percebi algo úmido e viscoso nas minhas costas. Não tinha importância. Com certeza eu tinha me sujado com a comida do moleque. Agora eu seguia pro parque, pronta pra curtir minha solitude.RAUL VIPulei da cama todo excitado e escrevi um bilhete curto. Depois peguei cinquenta conto da minha carteira. Desci pro térreo tentando não fazer barulho e deixei a nota e o dinheiro em cima da mesa da sala, perto do sofá onde a babá dormia.
Lá estava ela, iluminada pela luz fraca e fria do poste que entrava pela janela. Tava de bruços, ocupando o sofá inteiro de três lugares, dormindo profundamente. O tecido cinza da calça de moletom dela teimava em enfiar descaradamente no meio da bunda. Cheguei mais perto, interessado em ter uma visão melhor daquela imagem provocante. Aí me perguntei o que aconteceria se eu colocasse a mão naquela bunda tão firme e empinada. Nada. Absolutamente nada. A Laura não tava ali. Ninguém ia ficar sabendo.
Acariciei ela com cuidado de médico, da cintura até a parte de baixo da coxa, seguindo todas as curvas e contracurvas que apareciam. O tecido era fino e macio. Quando minha mão parou, não consegui tirar ela dali. Meu pau tinha ficado duro que nem um mastro dentro do pijama. Deslizei meus dedos pra parte de dentro da coxa dela e subi de novo. Como um reflexo, a Ana afastou as pernas de leve, deixando na minha vista de cima o sulco que a calça dela fazia ao grudar na buceta. Quando a ponta dos meus dedos indicador e médio tocaram aqueles lábios quentes, senti um fogo interno me dominar por completo. Apertei o mais suave que pude e senti, através do tecido, a carne inchada dela cedendo ao meu toque. Uma tontura me bateu de repente quando a Ana fechou as pernas, prendendo minha mão no meio da xota. Fiquei paralisado, sem respirar, por dez segundos eternos. Ela não tinha acordado, mas o corpo dela tinha sentido minha presença. Minha mão tava presa entre as coxas dela e meus dedos entre os lábios maiores. Senti os músculos dela ficarem tensos, como se contraindo, e depois relaxarem. Naquele momento, decidi que era minha vez. oportunidade de sair dali, mas uma sensação nova me segurou. As pontas dos meus dedos indicador e médio começaram a ficar molhadas. Uma nova tontura me invadiu, mas dessa vez senti a certeza de que estava prestes a gozar. Tirei minha mão abusada de lá e fiquei olhando para ela, besta. A luz branca e fraca da rua fez brilhar as moléculas de umidade nas minhas unhas. Quando coloquei os dedos na boca como um viciado naquele elixir, minha outra mão puxou a rola do pijama no exato momento em que comecei a vomitar porra. Não foi muita. Mas tudo tinha caído nas costas da Ana. Em cima do moletom dela.
Quando me certifiquei de que a mina continuaria dormindo como antes, subi na surdina e me joguei na cama. Dormi na hora, na companhia única daquele gostinho doce.LAURA VIIDepois de me fazer gozar pela segunda vez, ele disse que ter me recebido no meio da madrugada foi uma exceção. E que uma exceção devia ser paga com outra exceção.
Depois de meia hora de preparativos, senti pela primeira vez na vida a aspereza do pau dele me penetrando por trás.
Depois de chegar ao terceiro orgasmo, chupei o pau dele como nunca tinha feito antes e implorei pra ele gozar na minha boca. Ele tava satisfeito e grato. E eu tava pouco me fodendo.
Quando desci pra rua, a brisa da manhã gelou minhas lágrimas. Eu precisava me apressar. Minha família esperava o café da manhã.
FIM
1 comentários - Solidão Gostosa
van puntos.