A luz da janela.

Ela se move entre as folhas dessa árvore gigante, carrega entre as pernas o brilho do sol, cheira a hortelã, ela desliza devagar, melancólica, e eu, eu olho pra ela da janela, meia-luz, e o cheiro de hortelã persiste. Os olhos dela se desviam vivos pra mim, ela se toca ao mesmo tempo que geme. Levo a mão à minha calça, desabotoo devagar, desabotoo a camisa, tiro ela do corpo, toco devagar meus ombros e a meia-luz se reflete no corpo dela como um abraço nos mamilos dela. Algo pula entre minhas pernas e eu toco com medo, é meu pau que mudou de forma de novo, enquanto ela se revira debaixo da árvore com ele. O cabelo castanho dela, a pele azul, ela abre as pernas num redemoinho e lá dentro aparece o espécime escuro que sai como um chamado de frenesi. Os gritos dela daquela dor aguda se transformaram na sinfonia de um felino na escuridão, os peitos dela jorram como uma cachoeira de fogo e eu e meu pau choramos a paixão. Ele a pega como uma arma manejável, leva ela até a árvore e a desnuda por completo, os olhos dela ainda me veem, eu sei, eu sinto ela. Fixo o olhar e ela levanta devagar, me indica pra me mostrar pra ela e eu, obediente, me mexo pra que ela me observe. Ela toca os próprios mamilos e ele enfia os dedos naquele orifício delicado, é o cu dela, que desobedece, porque ela grita de dor furtiva. Ouço ele se aproximando de mim, mas ele está tão longe do meu alcance, ele suspeita que alguém os observa e vira pra olhar a janela de meia-luz. Ela vira ele de volta pra ela e o toca, se abaixa e toca o pau dele com a língua, move ela em volta dele só por alguns segundos e eu, em êxtase entre as mãos e com lágrimas nos olhos, vejo como ele faz ela se mover pra trás e pra frente com a boca. O pau pula dentro da boca toda dela e eu, com uma rola inchada, sinto que ela continua me olhando. Subo a calça e desço pro primeiro andar, a meia-luz que se reflete lá fora continua mostrando o corpo dela por inteiro, a magreza dela é espectral mas tão chamativa e que floresce que eu, apaixonado, abro a outra janela e deixo a lâmpada acesa também meia-luz. Observo eles murchos. Ele já se move entre as pernas dela e um tom rosado contrasta com o tom azul dela. As unhas vermelhas dela se enrolam no tronco e ele esmaga os peitos dela contra a casca que ao mesmo tempo raspa a barriga dela, umas gotas de sangue escorrem mas ele como sempre não percebe e continua machucando ela. Eu, como um garoto desconsolado, movo a mão de baixo pra cima, e ela, de novo com aquele olhar intenso, me pede pra fazer devagar, eu sigo as ordens dela. Ela se choca mais e mais contra a árvore, os peitos dela balançam de um lado pro outro e depois batem, e ele toca o cu dela com a outra mão, enfia os dedos rápido e ela continua gemendo, eu escuto eles e paro, deixo minha glande se encantar olhando. Uma espécie de armadilha cai da copa da árvore, são cordas amarradas ao acaso, ele vira ela, amarra os pulsos dela e deixa ela pendurada. Os olhos dela se perdem no horizonte que fica na frente dela e ele bate nela, eu fico mais excitado cada vez e continuo movendo o pau de um lado pro outro, agito ele suave. Ele coloca as pernas dela pro ar e de uma só vez, como um toureiro enfia um touro, ele atravessa ela. Um grito que é abafado por outro tapa a cala. A meia-luz da janela começa a apagar. Eu me mexo pra apagar ela por completo e saio nu, olhando pra ele, falo o que a gente precisa fazer. E ela finalmente me deixa ver ela por completo, a pele azul dela, aquele reflexo da lua faz ela parecer a água acumulada de um mar, os biquinhos pequenos dela estão duros como pedra, e as folhas daquela grande árvore mostram umas manchas vermelhas e desesperadas que são absorvidas pela grama onde pousam. Eu observo ele e ele se aproxima de um lugar na árvore, tira um canivete e como se já tivesse feito isso antes, enfia na fenda da buceta dela, ela solta um choro e logo vemos que finalmente corre muito sangue, ele se aproxima e penetra ela e eu continuo olhando eles, o pau dele está envolto numa camada grossa avermelhada e ela com Lágrimas, ela me olha pela última vez. Quando me aproximo, amarro uma corda nela e logo ela cai como uma pluma, morta e sem ar... cai...
Isso é só um fragmento, espero que vocês gostem 🙂

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