Encontro imaginário com uma gostosa do P[mxtronika] [/mxtro

Uns dias atrás, mandei uma mensagem pra MxtroniKa contando que tinha gostado do que escrevi e perguntando se ela se importava de eu escrever algo pensando nela. Ela foi super de boa e disse que não, então fiz. Tem duas partes por enquanto. Nesta, a primeira, eu ainda não sabia nada sobre ela. Na segunda, que vou publicar amanhã, já sabia um pouco mais. Nos dois casos, aposto num parágrafo longo, sem pontos e sem parágrafos, porque acho que tudo meio que é sobre respiração e, com esse tipo de relato, melhor uma respiraçãozona sem pausas. Espero que vocês curtam!Ela eu não conheço. Na real, dizer que não conheço é pouco: nunca vi ela. Não sei a cor do cabelo dela, nem da pele, nem dos olhos. Não sei como é o corpo dela, como ela anda, como fala, como ri. Não sei onde mora, o que diverte ela, que música escuta. Não sei o que ela deseja. Não sei o nome dela. Se tenho que pensar no que sei, só consigo me basear numa forma, numa ideia vaga que é mais resultado de uma leitura do que de uma experiência, tipo quando um moleque imagina um lugar onde estão falando com ele. E do mesmo jeito, por não conhecê-la, posso fazer dela, na minha mente, o que eu quiser. Posso vê-la agora, supor que depois de uma mensagem a gente combinou de se encontrar num bar, e que a brincadeira desse encontro era que a gente só podia se cumprimentar se se reconhecesse por um gesto de cumplicidade entre estranhos. Não tinha combinado de sinais, nem de palavras, nem de roupa. No meio da multidão, a gente tinha que se aproximar por um sorriso casual, um encontro simultâneo no balcão pedindo uma bebida parecida, ou um jeito de olhar a galera andando e sentando nas mesas. E se eu escolho esse encontro, ela pode ser morena, ter cabelo comprido e estar usando uma regata preta e uma saia jeans, justa. E eu posso vê-la andando entre o povo, levantando a cabeça, arrumando o cabelo, colocando a mão nos bolsos, pegando um copo de cerveja, nervosa, procurando alguma coisa. Porque não conheço ela, mas li as palavras dela e quando alguém escreve sempre diz mais de si do que imagina. E dá pra perceber, nela dá pra perceber que é do tipo que busca, que não se contenta em repetir a mesma experiência toda hora, mas que sempre tem a mente e o corpo prontos pra descobrir algo novo que mexa com ela, que dê prazer pra ela, que faça ela sentir o mundo e sentir a si mesma de um jeito diferente dos momentos do dia a dia. Embora também ache que ela curte essa ideia, a de levar essas sensações pro comum do cotidiano, acho que a palavra adequada na hora do lanche pode fazer você sentir de repente o calor na sua pele e acho que ela nunca fugiria desse calor, pelo contrário, iria incitá-lo, provocá-lo mais até que a intensidade desse calor transborde da linguagem e tenha que se levar para essa outra língua que é a dos corpos. Por isso, se eu a imagino agora nesse bar, se te imagino, Mxtronika, com esse alias tão indecifrável, tão misterioso, vou ter que te chamar de Verônica? Ou você só vai estar nesse nome ecoando um ritmo que você gosta? Pouco importa, porque então, agora, eu me aproximo de você, ou de quem imagino que seja você, que já parou de andar e está apoiada no balcão, olhando o barman preparar uma bebida para alguém, e parado atrás de você coloco minha mão na sua cintura, roçando de leve, só pra sentir a presença de alguém, e perto da nuca sussurro seu nome, convencido de que é você. Então você se vira, me olha e sorri. Sua boca é grande, vermelha. A gente se cumprimenta com inocência, mas eu não consigo parar de olhar pra ela. Ela me prende. Me enche de vontade de pular todo um momento pra estar imediatamente beijando ela, sentindo ela, mordendo ela. Mas a gente tá tomando uma bebida, um uísque eu, uma caipirinha você, e a gente conversa e você me conta dos caras do bar que você achou que poderiam ser eu. A gente ri de alguns. Eu te digo que te reconheci na hora, que vi seu corpo, seu jeito de se apoiar no balcão e senti algo que me chamava aos berros de você. Você desconfia que eu tô mentindo um pouco, que devo ter ficado rondando um tempão, e talvez você tenha razão, mas você entra na brincadeira, e eu percebo e gosto disso, porque gosto de jogar e gosto quando a galera se deixa levar pelos jogos. A gente senta num sofazinho branco, um do lado do outro, ainda meio afastados, e enquanto eu olho suas pernas a gente vai deixando as palavras subirem o tom, irem se enlaçando, irem buscando chegar no corpo do outro. Porque a gente tá ali pra falar não com qualquer palavra, mas com palavras que tocam. E te digo isso assim, me aproximando do teu ouvido, quero te dizer palavras que te toquem, quero te dizer palavras que você sinta no corpo, quero te dizer palavras que te dêem vontade de sentir um corpo te perseguindo, te procurando, te percorrendo. Você me pergunta o que eu gostaria de fazer com você. Eu me aproximo um pouco, coloco a mão na tua perna e deixo ela ali, parada, enquanto te falo e te conto que eu gostaria ali, naquele bar, no meio de toda aquela gente, subir com a mão devagar, sem nem te beijar ainda, quase como se fosse escondido, e levar ela pela coxa, do lado de dentro, e que enquanto vou subindo, você vai abrindo as pernas devagar, enquanto te conto o que eu gostaria de fazer contigo na cama, e subir um pouco mais, e apoiar a mão na tua calcinha, e apoiar ali os dedos com firmeza, mas sem mexer nada demais, só pra você sentir que tem algo te procurando, e você começar a fantasiar, e eu começar a sentir como aos poucos você vai ficando molhada. E enquanto te conto isso, você me interrompe, me diz, olha aqueles velhos na frente. E lá estão eles, um velho e uma velha que estão nos olhando, nos julgando, percebendo que a gente tá se esquentando e pensando que isso não se faz ali. Vamos fazer eles ficarem loucos, te digo. Vamos ver até onde eles aguentam olhar. Então você ri e me diz, faz o que você tava com vontade. E você abre um pouco as pernas, e não tira os olhos dos velhos enquanto eu subo e já tô te tocando por cima da calcinha. Você me diz pra parar, que vai ficar muito na cara, que eles vão perceber. É isso que é divertido, te digo, vou te tocar mais, você vai adorar e vai ter que se segurar, fazer cara de nada, aguentar em silêncio. E eu continuo te tocando então, com um pouco mais de intensidade, e sinto como tua calcinha molha, e como meus dedos molham, e então eu afasto ela um pouquinho, te acaricio ali, direto, e sua respiração começa a mudar, começa a ficar mais acelerada, e você me diz, aguenta você também. Então, você coloca a mão por cima da minha calça e sente toda a minha excitação, toda a minha vontade de te agarrar ali mesmo, arrancar sua roupa e me meter dentro de você pra te encher de prazer. Mas a gente se segura enquanto nos olham, e você me pede pra abaixar o zíper da calça. Eu obedeço. Você me agarra com força e começa a mover a mão enquanto eu continuo te tocando, sentindo você cada vez mais molhada, mais quente, e aí eu me animo e enfio um dedo em você, e você acelera a mão, e eu olho pro seu rosto e você está mordendo os lábios, fechando os olhos, e pergunto: você quer que eu te coma? Sim, você diz, quero que você me coma agora. E eu falo: sabe de uma coisa? Tô morrendo de vontade de te comer, mas você vai ter que aguentar mais um pouco. E já sem prestar atenção no jogo com os velhos, chego perto do seu pescoço e começo a beijar, enquanto com uma mão te seguro pela nuca e puxo um pouco seu cabelo. E mordo de leve seu pescoço, e sussurro no seu ouvido que quero morder seu corpo inteiro. Você vira a cabeça, e a gente se beija, se morde, brinca com as línguas enquanto não paramos de nos tocar lá embaixo. Você diz que precisa ir ao banheiro, e eu falo: se você for, eu vou junto. E quando vemos que não tem ninguém, entramos no banheiro feminino e nos trancamos num box. De costas contra a porta, começo a beijar seu pescoço de novo, acariciando, segurando seu rosto com força, te apertando contra aquela saia que me deixa louco, sentindo uma bunda que, quando vi no bar, me deu vontade de me deixar levar pela excitação que ela me causava. E te agarro pela bunda também, e você se vira, e a gente se beija com fúria, cheios de desejo, de tesão, de vontade de sentir o outro por inteiro. E enfio a mão por baixo da sua blusa, percorro seu corpo todo e percebo que você está sem sutiã, e aperto de leve, com cuidado, porque você diz que gosta. E depois de nos beijar e nos tocar como loucos, eu abaixo a calça, abaixo a cueca, e você se abaixa e sente todo o meu tesão. com a sua boca, e você sente como aumenta cada vez mais, porque você tá me deixando louco, e eu falo que quero te comer, que quero te encher inteira, mas quando você para e tira a calcinha, e me pega pra começar, eu falo não, ainda não. Aí eu começo a te tocar e te beijar de novo, e tiro sua camiseta e desço com a boca por todo o seu corpo e começo a te chupar, e falo me avisa quando você quiser que eu meta, e te chupo um tempo, sentindo o quanto você tá molhada até você falar agora, por favor, e eu falo não, ainda não, e continuo te chupando, passando a língua por cima. Depois paro. Te levo de novo de costas pra porta, você se abaixa um pouco e eu te penetro. E mesmo morrendo de vontade de te foder com toda a força, a gente começa devagar, porque a gente gosta de brincar de controlar o prazer juntos, e aos poucos a gente acelera o ritmo, cada vez mais forte, e eu bato na sua bunda com a mão, e a gente esquece que tá no banheiro de um bar. Depois a gente troca de posição, você fica de frente pra mim e eu levanto uma perna sua e seguro no ar. Agora te penetro direto com mais força, e ouço você gemer baixinho, segurando o grito. Aí eu te levanto e te seguro em cima de mim, como se você tivesse no colo, e você começa a se mexer com força pra cima e pra baixo e me fala que mais forte, que quer gozar, que quer que eu te arrebente toda naquele banheiro. E eu obedeço, falo que você é minha putinha, que adoro te comer, que me excita muito como você se mexe. Aí você goza e começa a se mover mais devagar, a respirar mais calma, e me fala que quer que eu termine, que goze na sua boca. E você desce de novo e a gente faz, e fica deitado um tempão no chão. Você sai do banheiro quando não tem ninguém, se limpa rápido e volta. Quero transar mais, eu falo. Eu também, você me responde. Aí eu falo vamos pra um hotel, agora quero ouvir você gritar sem segurar nada.

3 comentários - Encontro imaginário com uma gostosa do P[mxtronika] [/mxtro

Sin palabras me encanto!!!! Van puntines, reco y a favoritos, gracias!