E tudo por uma aposta de merda, daquelas que você sabe que 90% das vezes vai perder, mas mesmo assim se joga de cabeça com a vã esperança de quebrar as estatísticas.
Vou queimar no inferno, não vai ter piedade de mim, cometi um dos pecados mais horríveis… Transei com a minha irmã, e vou continuar transando. Ou foi o contrário?
Porra! Nunca imaginei algo tão safado, tão gostoso, tão assustador, nunca tinha vivido uma experiência parecida na minha vida e duvido que vá ter de novo.
Vou recapitular e repensar… Melhor, só recapitular.
Não conheci muita gente como a gente, na verdade ninguém. Somos gêmeos, um menino e uma menina. Acho que é bem raro, mas aqui estamos. E ainda por cima, temos uns pais super tarados, nós dois nos chamamos Alex; eu Alejandro, ela Alejandra, já é foda… Podiam ter chamado ela de Sandra, Alexia, ou arranjado outro nome, mas não, tiveram que foder com os dois.
Conclusão, quando éramos pequenos a gente ria pra caralho, era divertido, como a gente andava sempre junto, o pessoal se fodia pra nos diferenciar, ou melhor, pra conseguir a atenção de um de nós.
Conforme fomos crescendo, virou um saco, nenhum de nós achava mais graça, mas ninguém cedia e, pra piorar, nossos pais continuavam com a brincadeira. Considerando que éramos unha e carne, que sempre fazíamos tudo juntos, ter o mesmo nome era um porre.
Uma vez, falei pra Alex, minha irmã, que Alex era nome de menino, que ela devia se chamar Alexia, que era bem bonito. Resposta:
— Alex é nome de menina e Alexia é uma frescura, se chama você de Alexei ou Sandro.
— E o caralho. Alexei é russo e não tenho nada a ver com a Rússia, e Sandro… Qual é, não seja idiota, assim todo mundo vai concordar… — Tentei argumentar com ela.
— Vai tomar no cu! Mamãe e papai sempre me chamaram de Alex e vou continuar me chamando Alex, porra. Meus ovários, seu machista de merda.
- Machista? Você tá é doida. Tá se tornando a tia mais imbecil que já apareceu na minha frente. – Pira, pira, pira com a reação dela.
Fim da conversa e daquela relação tão íntima que a gente tinha. Acho que lembro que a gente tinha uns 14 anos na época, idade insuficiente pra raciocinar direito numa parada dessas, mas suficiente pra, a partir dali, trocar amores por ódios.
No começo, a gente parou de ir junto pra todo canto, só pra escola, infelizmente pra mesma sala. Foi curioso como, de uma única galera, se formaram dois grupinhos bem separados, meus amigos e as amigas dela, o que gerou uma guerra dos sexos enrustida que durou o colégio inteiro.
O que começou por uma bobagem foi se envenenando cada vez mais, e chegou um ponto que a gente nem sabia mais a origem da briga, mas ninguém ia dar o braço a torcer. Não sei que graça eles achavam nisso, mas nem meus pais, os verdadeiros culpados, conseguiram parar essa merda.
Eu tirava notas boas, muito boas, diria eu. A Alex, nem tanto. Nos esportes, nós dois éramos bons, tínhamos atividades separadas, mas nos encontrávamos no Judô. No fim, mesmo indo pra mesma sala e tendo a mesma faixa, os professores não deixavam a gente lutar junto, a não ser que quisessem mostrar como uma luta não deve ser ou como você pode se machucar de verdade com esse esporte.
Tenho que destacar que, graças a ela, nunca peguei ninguém. Lembro de uma garota linda, quase tão gostosa quanto a Alex, que ficou comigo. Não passamos de uns dois encontros, uns beijos no portão da casa dela, só uns amassos nos peitos por cima da blusa. Aquela vaca, minha irmã, quero dizer, deu um ultimato (fiquei sabendo depois): se ela ousasse sair comigo de novo, ia ser expulsa do colégio, ia ser humilhada e nunca mais teria uma amiga na vida de puta dela.
Minha mãe era uma santa, mas minha irmãzinha era filha da puta desse jeito. O foda é que, naquela idade, eu me Conta como a gente tem pouco o que fazer (pelo menos eu) se as mulheres (no caso, minha irmã) se viram contra a gente. Tentei que meus amigos não saíssem com as minas que eram amigas da minha irmã, tentei queimar ela no colégio...
O único resultado foi ficar mais sozinho que o diabo, com os CDFs como únicos amigos e uns caras que não conseguiam que nenhuma gostosa desse bola pra eles.
Até o dia, finalmente, em que terminamos os estudos e o vestibular. Decidi estudar na universidade, pra ter que sair de casa e perder de vista a grande filha da puta em que minha irmã tinha se transformado.
Minha alegria durou pouco. A imbecil da Alex, quando queria, era capaz de tudo, até de tirar notas boas. Sempre achei que ela estudaria em outro lugar, bem longe de mim, mas (com certeza fez só pra me foder) também decidiu estudar em Madri.
A gente é de cidade pequena (não um povoado), nossos pais têm um supermercado franqueado, o maior e, principalmente, o de melhores preços. Dá dinheiro, mas não é pra esbanjar, então, como meu pai sugeriu, mandaram a gente alugar um apê com outros estudantes pra reduzir custos. Nada de colégios internos que custavam uma fortuna. Minha mãe cuidou de tudo: dividiríamos o apê com minha prima Lucía, que também começava a faculdade naquele ano, e mais alguém que a gente encontraria. E encontramos. Outra prima, Ana, que já estava lá há um ano e precisava de moradia.
Que puta sacanagem! Lucía era do grupinho de amigas íntimas da Alex, embora, na surdina, a gente se desse mais ou menos bem, não esperava nada de bom daquilo. Ana era um ano mais velha, conhecia ela bem de família, mas nunca tínhamos conversado muito.
O apê era legal, não era muito velho e os aluguéis tinham caído bastante. Tinha três quartos, dois banheiros, sala, cozinha, etc. Por sorteio, dividimos os quartos. Ou seja: quarto grande com banheiro, quarto normal com duas camas e quartinho minúsculo com uma espécie de... Catre militar.
Por pura sacanagem, fiquei com o quarto principal.
Boa hora! Preferia ter ficado com um depósito de lenha. Minha irmã, por eu ter o melhor quarto, vivia enchendo o saco, entrando no banheiro, largando tudo espalhado, revirando o armário, tornando minha vida um inferno, a ponto de, duas semanas depois, eu já ter trocado de quarto com minha prima Ana, que tinha o pior quarto. Lúcia e Alex dormiam juntas. A questão do banheiro, ter que dividir com minha irmã e a Lúcia, foi um problemão. A Alex levou exatamente 24 horas para deixar ele uma zona, a ponto de eu não conseguir nem tomar banho. Foi uma gentileza da Ana me deixar usar o dela.
Só pra constar, e sem querer ser machista (já adianto que imagino que nem todas as mulheres são iguais), descobri que elas precisam, no banheiro, de um espaço entre três e trinta vezes maior. Eu tinha uma nécessaire com minhas coisas de barbear e um sabonete líquido. A escova de dente e a pasta no copo da pia. A toalha, bem pendurada atrás da porta. Tudo bem arrumadinho.
Elas, pelo menos as que eu morava junto, usavam toalha de banho, toalha de cabelo, toalha de mão, toalha de bidê, maquiagem de todas as cores, rímel, batons, creme demaquilante, líquido de limpeza, pote, base, cremes variados pro corpo ou rosto, hidratante corporal, sabonete líquido, xampu, condicionador, máscara capilar, máscara facial, secador de cabelo, absorventes, tampões... E mais um monte de coisa que com certeza esqueci. Se guardassem tudo, ok, mas tinham a mania de deixar tudo largado. Fim do relato.
Particularmente, dado o clima familiar que eu sentia, passava a maior parte do dia na universidade, até comia e estudava lá pra não ter que ficar em casa com a Alex, a Ana e a Lúcia.
Claro que, a convivência faz a gente mudar certos comportamentos, e isso deve ter acontecido com a Lúcia. Ela era uma mina bonita de se ver, com um corpo bem feito, peitos bem empinados, olhos castanhos e cabelo castanho. Eu curtia ela pra caralho e, sempre que minha irmã não tava por perto, eu dava em cima. Além disso, como era prima de sangue, me dava um tesão extra. Reconheço que, pra mim, transar com uma prima não tem problema nenhum, é como qualquer outra mina.
Enfim, como a Lucía devia estar há um tempão sem dar uma, vai saber por quê, ela decidiu que seria uma boa ideia dar uma trepada comigo, assim aliviava um pouco o calor e dava uma alegria pra aquele corpinho gostoso que ela faz questão de exibir.
Era domingo de manhã, o Alex tinha saído pra alguma atividade esportiva que, obviamente, a gente não participava, e a Ana nem tinha dormido em casa. Eu tava quase acordando, naquele estado gostoso de sonolência quando o despertador não toca. A Lucía, completamente pelada, entrou no meu quarto, me deu uns tapinhas no ombro pra chamar minha atenção e, puxando as cobertas, se meteu na cama comigo. Mal cabíamos de lado.
— Lucía! — Só consegui falar.
— Shhh. Fica quieto e aproveita, que eu tô com um tesão do caralho — Ela respondeu enquanto se abraçava em mim.
Ela me deu um beijo na boca que foi uma bosta, minha boca tava toda pastosa depois de dormir.
— Espera um pouco que vou escovar os dentes — Falei enquanto levantava pra ir ao banheiro.
— Beleza, te espero na minha cama que é maior.
Levei um minuto pra voltar pro quarto do Alex e da Lucía, com a boca fresca e a pica dura que nem uma flecha, pronta pra guerra que tava por vir.
— Aliás, Lucía, eu sei que o Alex não tá, mas se ele descobrir, ele costura sua buceta com grampeador e corta a minha fora. — Comentei enquanto me deitava na cama do lado dela.
— Ah, Alex, não exagera. Sua irmã não é tão ruim quanto você pensa. Além disso, sei que ela tá sempre de olho e preocupada com você.
— De olho, talvez. Preocupada, duvido. — Mas não era o momento de discutir com minha prima sobre nossa relação de irmãos.
Logo comecei a acariciar ela toda, dando atenção especial pra frente dela e aquele tesouro que ela guardava entre umas coxas sensacionais. A gente se beijava com paixão, eu mordia os lábios dela e ela os meus, trocávamos saliva com a língua, chupava as orelhas dela, beijava o pescoço, as clavículas, o começo dos peitos...
Ela também não ficava parada, me devolvendo o mesmo tipo de carinho. Ela pegou no meu pau e começou um movimento de sobe e desce que, se continuasse por muito tempo, ia me levar a uma gozada precoce.
Desci, deixando um rastro de saliva, até os peitos firmes dela, eles eram realmente lindos, chupei e mordi de leve os biquinhos, eles endureceram conforme a excitação dela aumentava.
Continuei acariciando aquelas tetas enquanto as aréolas dela iam inchando. De certa forma era engraçado, além de super erótico pra mim. Elas passaram de formato de meia laranja pra formato de pera.
Continuei beijando a pele macia dela no caminho até o umbigo, me demorei um pouco ali, me fazendo de rogado o máximo possível. Acariciei a parte interna das coxas dela, mordi de leve a virilha, a buceta dela estava praticamente depilada, com um tufinho de pelos na parte de cima. Fiquei beijando e chupando, dando mordidinhas leves por um bom tempo antes de fazer um ataque direto. Quando a Lúcia não aguentou mais, ela me puxou pelo cabelo me arrastando até a feminilidade dela, levantando o quadril na maior oferta que podia fazer.
Não queria decepcionar ela, com a língua fui fazendo um caminho desde o cuzinho rosado dela até o clitóris. Eu nunca tinha feito isso, pelo menos não assim, nunca tinha beijado um cu e só umas duas vezes tinha comido uma buceta direito. Mas sempre fiquei muito por dentro no que diz respeito à teoria.
Quando voltei pro esfíncter apertado da Lúcia, tentei enfiar a língua o máximo que pude, o Amoleci com saliva, fiquei um tempão até que, com um dedo, comecei a introduzir, devagarzinho, a primeira falange. Continuei enchendo o cu inteiro de saliva, cada vez enfiava mais o dedo, os lábios da buceta dela iam se abrindo e dilatando, ou vice-versa, me dando um acesso confortável ao seu tesouro mais divino.
Percorri esses lábios com a língua, a boca, os dentes... Fazia um entra e sai contínuo na entrada da buceta... Lúcia gemia e suspirava, continuava me acariciando e puxando meu cabelo... Quando ataquei o clitóris dela, já tinha o dedo inteiro dentro do cu dela e mexia como um gancho. Enfiei um dedo da outra mão na buceta, fazendo um movimento interno bem rápido (o que a posição permitia) enquanto chupava o clitóris inchado dela, tentando não machucar.
Nunca tinha visto uma mina gozar daquele jeito! Ela agarrou minha cabeça com as duas mãos, esmagando contra a pélvis dela. Levantava e abaixava a bunda na cama, me apertava com as pernas e, principalmente, deu uns gritos que eu nunca tinha ouvido na vida.
- AAAAAAHHHHH, AAAAAHHHHH, AAAAAHHHHH, SIIIIIIIIM, DEEEEEEUS, SIIIIIIIIM, AAAAAHHHHH, AAAAAHHHHH, Ahhhh, ahh, ah, ah, ah CARALHO! Siiiiim! Sim! ,sim, sim. Assim! Caralho!
Buceta! Devia ter acordado meio prédio. Que orgasmo! Eu tava alucinando em cores.
Enquanto ela ia relaxando um pouco, ficando parada em cima da cama e, principalmente, me soltando do abraço sufocante dela, me deitei em cima dela e, com cuidado, enfiei o pau até o fundo.
- AAAAAHHHHH CARALHO! ASSIM! VOCÊ ENFIOU INTEIRO, FILHO DA PUTA.
E o que a buceta esperava? Que eu ficasse olhando o panorama?
Enfim, com não muita habilidade mas com entusiasmo, comecei um entra e sai, cada vez mais rápido, amassava os peitos dela, mordia de leve as orelhas e o pescoço... Fazia muito tempo que não ficava com uma mina, tava com uma excitação enorme, via que ia gozar logo, deixando a Lúcia no meio.
Mudamos de posição, coloquei ela de bruços com os travesseiros debaixo da barriga, Me posicionei entre as pernas dela, enfiando de novo, segurando pelos quadris. Voltei ao movimento de vai e vem, acelerando, esfregando o clitóris dela com os dedos babados. Massageava e estimulava os peitos dela com a outra mão, apoiado inteiramente nas costas dela. Quando percebi que ela mexia mais os quadris, esfreguei mais rápido o botãozinho dela até chegar, inevitavelmente, a uma gozada espetacular.
-AAAAHHHHH, AAAAHHHHH, AAAAHHHHH, SSSIIIIIIIII, SIIIIIIII, PORRA! AAAAHHHHH, AAAAHHHHH, Ahhhh, ahh, ah, ah, ah Isso! Isso! ,isso, isso. Assim! Que delíciaaa!
Senti um puta prazer gozar dentro dela e ver que ela tinha tido outro orgasmo igual ao anterior. Fiquei largado em cima dela, com o pau bem encaixado na bucetinha dela.
-Você não gozou dentro, né? – Perguntou a Lúcia, virando um pouco o rosto.
Porra! Nem tinha pensado em onde gozar ou não.
-Bom, sim, claro. Onde você queria que eu gozasse?
-Isso se pergunta, Alex. Imagina se eu não tomasse nada ou pudesse engravidar. Porque você nem tentou colocar camisinha. – Me repreendeu com carinho, meio sufocada debaixo de mim – Hoje não esquenta, mas se for sair com outras minas, fica mais esperto.
-Ficar mais esperto com o quê? – Perguntou minha irmã entrando pela porta.
-PORRA! MAS QUE PORRA VOCÊS TÃO FAZENDO? – Gritou a Alex ao ver como a gente tava (pelados na cama, eu em cima da Lúcia que ainda tava de bruços). Fez uma cara de… Não sei se de puta raiva, de choque, de nojo ou de tudo junto.
-Alex! Que cedo você voltou! – Disse a Lúcia virando o rosto pra ela. Eu pulei de cima na hora. – Bom, então, cê tá vendo, dando prazer pro corpo. Acho que não precisamos pedir sua permissão, né? – Continuou minha prima. A Alex tava soltando fogo pelos olhos, nos fulminando. – Mana, tava com um tesão do caralho…
-E você transa com seu primo, tá de parabéns! E você, – Disse se virando pra mim, com o rosto vermelho e levantando mais a voz – Você é um imbecil, igual todos os caras! Uma mina dá em cima e vocês Não importa quem seja, sua prima ou a namorada do seu melhor amigo! Acho que até comigo você faria, tarado!
Comecei a encher o saco, essa porra de que os caras vão pra cama com qualquer uma é uma merda (ou não), mas aquela cretina me pegou no calor do momento.
— Até comigo? Você é idiota, porra. Além disso, eu não tenho namorada, posso ir com quem eu quiser, imbecil. Por acaso tenho que te dar satisfação?
— Lucía é sua prima, imbecil! É tipo sua irmã! Isso se chama incesto, seu tarado de merda. — Minha irmã levantava cada vez mais a voz e eu ficava cada vez mais de cara. Lucía continuava na cama, nos olhando divertida.
— Vocês são o típico casal de irmãos, mesmo. O estranho é que, sendo gêmeos, deviam se dar melhor.
— Cala a boca, foxy! — Alejandra disparou — Você também tem culpa no cartório! Não tinha outro? Você é mais puta que galinha!
— Falou a santa! Você é uma puritana de merda, sua vadia! Só tá com ciúmes porque eu transei com o Alex e você não! — Lucía gritou, já saindo do sério.
— Ciúmes de você? De transar com esse imbecil? Não viaja, tia, ele é meu irmão. — Minha irmã respondeu com desprezo.
— É, sim, fala o que quiser…
Lucía se levantou da cama e foi pro banheiro. Me deixou sozinho com aquela maluca. No fundo, acho que minha prima tinha razão, que outras pudessem ficar comigo e ela não, isso a irritava, ela tinha que me dominar em tudo, isso eu já sabia. Mas querer me dominar no sexo? Sei não, Alejandra tava passando um pouco do ponto.
— E você, o que tá olhando? — Ela continuou gritando — Você é idiota, transar com sua prima! Com certeza você fode qualquer coisa! É um tarado! Me dá nojo!
De novo com essa história de que sou tarado! Minha irmã já tava passando dos limites, pra mim, minha prima era só mais uma garota, quero dizer, dentro do que a gente pode ou não desejar. Mas a Alex tava me enchendo o saco pra caralho, devia se achar a Rainha de Sabá.
— Olha, tia, Não sei que ideia você tem dos caras, ou melhor, de mim. Eu durmo com quem eu quero, mas escolhendo. A Lucía é uma gostosa e ela tava a fim, não tem mais o que pensar. Se eu tivesse namorando outra mina, seria fiel.
– Fiel, o quê? Você seria igual a todos, assim que uma buceta se mexer na frente de vocês, vocês caem sempre. Você é tão otário quanto qualquer um – O desprezo da Alex era nítido.
– Olha, mina, eu não peguei muitas garotas, mas nunca traí ninguém. Se eu tô com uma, não vou com outra, mesmo que ela se insinue. É questão de princípio, nunca fazer o que você não gostaria que fizessem com você.
– Ah, é? Te faço uma aposta – Minha irmã continuou – Na hora que eu quisesse, você transaria comigo.
– Transar com você? Pra quê! Além do mais, você é minha irmã, nunca transaria com você, eu ainda tenho moral, diferente de você, que por uma aposta é capaz de ir pra cama com o próprio irmão.
– Já sabia que você ia amarelar, você é tão covarde quanto os outros. Eu não disse que ia fazer, e sim que você ia querer fazer assim que eu me propusesse.
Eu tava puto pra caralho.
– Se eu fosse um tarado, como você diz, te comia agora mesmo. E não, não vou fazer isso. Além disso, mesmo que eu estivesse tão bêbado ou tão drogado que nem soubesse o que tô fazendo, você não conseguiria me comer. Quem quer dar pra mim é você, sua pervertida! Você ainda teria coragem de me pedir um filho!
Não sei por que soltei tudo aquilo, talvez porque eu tivesse esquentado demais. De qualquer forma, tava certo de que minha irmã não ia me pedir uma coisa dessas, muito menos que deixasse ela grávida.
Mas sendo nós dois tão teimosos, continuamos discutindo o assunto, cada vez mais acalorados, até que perdi a cabeça: aceitei a aposta da minha irmã e, se perdesse, mudava de nome e saía de casa. Não sei no que eu tava pensando, ela disse que, assim que se propusesse, eu iria pra cama com ela e, infelizmente, aceitei o desafio.
As semanas seguintes foram um inferno. Minha irmã Ela andava de lingerie pela casa toda, se insinuava pra mim direto e chegou ao ponto de se masturbar na minha frente, na sala, vendo um filme pornô, pouco se fodendo pras nossas primas.
Elas eram as que mais estavam sofrendo, tinham que aturar todas as merdas da minha irmã, além das minhas, que, no fim das contas, mesmo não sendo tão descarado, tentava foder com o Alex do jeito que dava.
Ana e Lucía foram ficando cada vez mais putas com a gente, não era nada agradável viver debaixo do mesmo teto onde rolava uma guerra declarada. Cansado da situação, tentei fazer as pazes com a minha irmã, até porque assim eu poderia pegar a Lucía de novo, que o Alex parecia ter proibido de chegar perto de mim. A Ana tinha namorado e não era tanto problema.
Puxei a minha irmã de lado e sentei com ela na sala.
— Olha, Alex, acho que essa aposta é uma puta idiotice, a gente não pode apostar quem vai transar com quem, somos irmãos e isso não se faz... E mesmo que não fôssemos, ainda seria uma babaquice.
Ela nem me deixou continuar.
— Então, cê tá com medo. Não vale, você se comprometeu a cumprir sua parte.
— Tá bom, vou cumprir. Vou mudar de nome. Olha, de agora em diante me chama de Alejandro, com todas as letras, e nada de Alex.
— Não vale. Você apostou que não ia transar comigo se eu tentasse. E ainda não passou o tempo.
— Mas a aposta era que, se eu perdesse, eu mudava de nome e vazava, pronto. Então vou mudar e ponto final. E se quiser, também vou embora, mas me dá tempo de achar outro lugar.
— Pra mim, mudar de nome ou ir embora é a mesma merda, o que eu quero ver é meu irmãozinho se arrastando aos meus pés... — Ela falou com um puta mau humor, segura da vitória.
Não sei por que, mas de algum jeito, minha irmã sempre ficava puta da vida comigo, tudo que eu fazia irritava ela. Apesar do corpo dela, rosto bonito, cabelo castanho com mechas loiras, olhos verde-mar e, o mais chamativo, uma ratazana de dar inveja. Pernas longas, rabo perfeito e uns peitos que beiravam o divino, tanta sacanagem...
É verdade que, a vida inteira, ela teve que se livrar dos caras. Mas daí a achar que até o próprio irmão dela ia cair na rede dela, era um abismo.
Deixando o Alex se rindo de mim, saí voado pro meu quarto, pra ver como me livrava dessa chata.
Conversei com minhas primas, contei a parada da aposta e como tentei resolver dando ela como perdida. Elas entenderam então o porquê da nossa atitude nos últimos dias, mas acharam graça. A partir daí, disseram, queriam ver quem levava a puta pra água, certas de que eu ia me foder. Que sacanagem!
Deixaram o caminho livre pra grande filha da puta. Se até então ela tentava me seduzir de calcinha e sutiã, quase pelada, etc... Agora eram três me enchendo o saco. Virei um boneco nas mãos de três arpoadoras que não faziam outra coisa senão me deixar de pau duro o dia inteiro. Um dia desses ia estourar a pica, com certeza.
Esqueci de falar que a Ana também não era manca. Depende do gosto, claro, mas pra mim era uma gostosa. Ela era ruiva, de pele branca cheia de sardas, olhos azuis claros, e um corpaço, melhor dizendo, um corpaço. Ela não se achava muito porque, na cidade, quando éramos pequenos, todo mundo chamava ela de cenoura até criar um complexo. Pois em que pedaço de cenoura ela tinha se transformado!
Esse detalhe vem a calhar porque eu não tinha sossego em casa. Elas andavam de calcinha e sutiã como se nada, saíam do banho peladas se sabiam que eu tava na frente... Enfim, eu tava me acabando na punheta tentando aguentar a situação.
Pra piorar, não sei como minha irmã conseguiu que, se eu fosse embora, meus pais parassem de me mandar dinheiro. Eu tinha que ficar com elas, quisesse ou não.
Com base nisso, tentei novas aproximações com minhas primas, repetir com a Lúcia, tentar algo com a Ana que parecia ter largado O namorado dela, mas nada, não teve jeito. Não sei, precisava dar uma rapidinha ou ia acabar ficando maluco.
Tentei também na universidade, todo mundo pegava alguém por lá, mas não, ou eu era um completo inútil pra chegar nas minas ou tinha se espalhado pelo campus inteiro que eu era intocável. Duvido que numa cidade como Madrid, com várias universidades e campi diferentes, ninguém soubesse de mim, ou seja, eu era o inútil.
Tentei até com as que ninguém chegava perto, as feias, as estranhas… Nada. Até encontrei várias minas legais, dispostas a bater um papo, ir ao cinema ou tomar umas comigo, mas nenhuma queria dividir a cama.
Na minha cidade, a maioria das garotas dizia que eu era bem gostoso, traços bonitos, bom corpo, olhos verde-mar, cabelo castanho… Mas, como falei, depois do confronto com minha irmã, virei um zero à esquerda pras meninas de lá. Aqui, em Madrid, esperava me redimir, até tinha dado uma trepada foda com a Lucía, mas agora…
As semanas passavam, eu ia pra nossa casa só pra dormir, tava de saco cheio das mulheres que moravam lá e também de ficar o dia inteiro na faculdade ou na biblioteca.
Toda vez que eu chegava, mesmo que fosse tarde, todas aproveitavam pra tomar banho, colocar o pijama (se é que dá pra chamar assim de ir de calcinha e camiseta, sem sutiã), enfim, eu tinha que me trancar no quarto, quase nunca jantando, e me acabar na punheta. Pra piorar, não tínhamos internet e eu tava enjoado dos vídeos que tinha no notebook. Precisava de sensações novas que, claro, em casa eu não ia conseguir.
Aos poucos, minha moral ia desabando, eu tava ficando louco, agora sim minha irmã tinha razão, eu tava mais tarado que pica de mesa. Mas, pelo meus culhões, não ia ceder nem bêbado.
Já era quase março, tinha acabado de terminar as provas; apesar de ter tido uns dias de relax no Natal, as coisas iam de mal a pior. Pior. Nenhuma das três se segurava na minha frente, se pudessem, minhas primas traziam qualquer cara pra casa e faziam o maior barulho possível. Eu, por outro lado, continuava na mesma, sem entender por que não conseguia pegar nenhuma garota numa cidade tão grande.
Até que não aguentei mais, peguei minhas coisas e voltei pra cidade pequena. A decepção dos meus pais foi enorme, ainda mais porque não consegui explicar o verdadeiro motivo da minha volta. Simplesmente falei que não queria mais estudar, que precisava de um tempo pra refletir. Tive que começar a trabalhar no negócio da família, a franquia de supermercado que ia muito bem.
Como minha irmã não estava por perto, pude começar a sair com as garotas da cidade sem impedimentos, mas claro, tudo tinha que ser em segredo. Nunca entendi por que todo mundo tinha tanto medo da Alex. Talvez por causa do jeito dominador dela, sei lá.
Sempre que dava, em qualquer lugar, principalmente no carro do meu pai, eu comia toda garota que topasse passar um tempo sem compromisso depois. Teve alguma que tentou algo mais, um relacionamento mais sério, mas eu nunca tive interesse.
E quando eu achava que já tinha superado tudo, até as férias da Páscoa já tinham passado, apareceu o motivo das minhas desgraças, a origem dos meus problemas, pra passar um fim de semana em casa. Me esquivei o máximo que pude, trabalhando no supermercado, saindo com amigos pra almoçar no sábado, indo pra farra na cidade vizinha à noite, fazendo exercício no mato no domingo de manhã (todo quebrado e de ressaca)...
Até que, ao meio-dia, minha mãe me puxou pela orelha pra almoçar todo mundo junto, num almoço em família. E claro, ela estava lá, toda sonsa, charmosa, linda, me dando dois beijos no rosto com toda a simpatia (ou cinismo) do mundo.
Depois de uma refeição tranquila e um papo depois do almoço (e olha que eu tava de saco cheio), enquanto meus pais bombardeavam minha irmã com perguntas de todo tipo, Aproveitei pra dar o fora de fininho. Ilusão minha, a Alex se ofereceu pra sair comigo, dizendo que fazia tempo que não me via. E ainda teve a cara de pau de soltar pros meus pais, que ficaram pasmos, que, se eu não tava com ela, era como se faltasse uma metade dela (que cara de pau, hein).
Não tive escolha a não ser sair na rua acompanhado da minha irmã, mas, assim que pisamos na calçada, mandei ela pastar.
— Alex, espera, quero falar com você. — Ela me segurou quando eu já tava virando as costas.
— Eu não tenho nada pra falar — respondi. — Por sua causa, pela sua maldita aposta, por todas as suas putarias mentais, tive que vazar. Tive que largar os estudos e começar a trabalhar no supermercado, se você acha que era isso que eu queria…
— Pois era muito fácil, era só ter me pedido pra transar com você. — Curiosamente, ela falou num tom amigável, não com aquele veneno de sempre. Me deixou tão besta que amoleci um pouco com ela.
— Como é que você queria que eu pedisse isso? Não te entendo, Alex, eu não ia transar com você, acho que ficou bem claro.
— Sim, agora tá claro, não esperava que você fosse me escapar, isso tem seu charme, não acha?
— Não, não acho. Acho que você pirou. Desde quando a gente tá brigado? Desde os 14? Pois já se passaram uns anos, anos em que você não fez outra coisa senão me encher o saco. E tudo por causa do maldito nome. — Desabafei, já cansado dessa merda toda.
— Por causa do nome? Definitivamente, você é burro. Achava que era mais esperto.
Mais esperto? Mais esperto em quê? Comecei a surtar. Tava há cinco anos brigado com minha irmã, e ainda gêmea, por um motivo que, agora, não era nada disso. Esfregando o neurônio, comecei a vislumbrar, de forma meio remota, outro motivo pelo qual a Alex tinha me tratado assim.
Vamos ver, se tirasse o tal nomezinho, sobrava a encheção de saco. O que ela realmente fazia comigo? Principalmente, me afastar do sexo feminino. Se me via com alguma mina ou alguém do sexo oposto se aproximava de mim, era aí que Verdadeiramente, tava tendo problemas.
Por quê? Aí é que tá o “x” da questão. As implicações podiam ser várias e nenhuma boa. A que mais ganhava força era… Era… Era…
Não! Impossível! Como assim minha irmã ia me querer pra ela? Era minha irmã, minha gêmea, minha cara-metade.
Porra! Até eu me toquei quando pensei nisso: Cara-metade? Que nada, que nada, que nada. Tinha sido só um jeito de pensar…
Alex me olhava, se divertindo, devia estar vendo todas as deduções nas minhas expressões. Devia me conhecer bem fundo…
Beleza, então, sem divagar. Vamos pro pior cenário. Minha irmã me quer pra ela, certo. E eu? Quero ela pra mim? E isso tudo supondo que eu tivesse deduzido certo, porque…
— Alex, quero transar com você e ter um filho seu.
Nem ouvi. Continuei na minha, tentando decifrar os motivos de…
— Quê? O que você disse? Que vai ter um filho? — Perguntei, apavorado. Não sei por quê, naquela hora me deu um cagaço de lascar (redundância à parte). Minha Alex ia ter um filho. De outro?
Porra! Que merda de pensamento! Essa mina ia me enlouquecer! Até minhas primas falavam que ela tinha comido metade da faculdade! Normal que engravidasse!
Mas por que isso me fodia tanto?
Ela continuava sorrindo, Deus, que sorriso! Se tinha uma coisa que eu precisava admitir é que nunca vi uma mina tão gostosa quanto minha irmã… Claro, o irmão da Claudia Schiffer deve pensar o mesmo…
Pela primeira vez em anos, ela acariciou meu rosto, com ternura, com carinho… Fiquei besta olhando pra ela, fumegando de tanto quebrar a cabeça.
— Não, Alex, não falei que vou ter um filho. Falei que quero ter um com você.
E solta isso assim, na lata, sem anestesia. Ainda por cima, fala com carinho.
Já não aguentava mais, Alex queria me deixar maluco. “Deus, ajuda esse pobre mortal diante das maquinações dessa mulher.”
Me encostei de costas na parede do prédio, exausto. Se tivesse corrido uma maratona… Não estaria tão acabado, minhas pobres neurônios não davam mais conta. Minha irmã tinha feito de mim o que quis e ia continuar fazendo. E o pior é que estava me fazendo ver que não poderia viver sem ela.
Era verdade, ela era minha cara-metade, mas nem minha educação nem minha moral jamais aceitariam isso. Caralho, que se dane minha caveira de puta! A única mulher com quem eu poderia ser feliz era minha irmã! E tantos anos de putaria pra acabar assim?
— Você me ouviu? — Ela disse com ainda mais carinho.
Se eu ouvi. Bem... Não sei, ouvir até ouvi, entender porra nenhuma. Se ia acontecer que a grande filha da puta era uma santa, que toda a atuação dela (de anos, não esqueçamos) era por puro e simples carinho...
Uma coisa estranha começou a subir pelo meu corpo... Se isso continuasse assim, eu estupraria ela ali mesmo, a vinte passos do portão da minha casa, no meio da tarde e num domingo. Com certeza sairia até no programa de esportes. "Conexão de San Mamés, onde o Athletic vence o Real Madrid por um a zero E CONEXÃO DE ÚLTIMA HORA DA CIDADE ONDE ALEX ACABA DE ESTUPRAR ALEX EM MEIO AOS VIVAS DA MULTIDÃO, NA PORTA DA CASA DELE"
Dito assim, qual Alex era o estuprador? Porque naquele momento eu me sentia o mais usado dos mortais (que as mulheres não se ofendam, não é contra elas).
Por que estava sendo tão difícil admitir?
Admitir o quê?
Que você a ama, imbecil. Se ela já te disse, você parece um idiota.
Claro, é minha irmã. No fundo, tenho muito carinho por ela.
Não me refiro a esse carinho, idiota.
Ah, não?
Não, ao outro.
Mas... É tão óbvio assim?
Olha, acho que até suas primas sabem.
E um caralho. Eu fui embora de lá. Além disso, transei com a Lucía, não acho que dei muito motivo pra pensarem isso.
Você é homem e não percebe. "Quando você vai, eu volto", dizia a música. Não é besteira nenhuma.
Mas é minha irmã!
E daí? Você a ama?
Sim, porra, sim, você já sabe!
Viu? Não foi tão difícil.
Embora essa espécie de conversa comigo mesmo e minhas circunstâncias tinham me deixado meio fora de mim, minha irmã parecia ter escutado melhor do que eu. Outro carinho no rosto, muito afetuoso, um beijinho nos lábios, fugaz, leve, quase o bater de asas de um pássaro… Ninguém na rua pensaria mal, até sorririam… “Alex e Alex fazendo as pazes” Fofoca da cidade pelos próximos meses.
- Você não me respondeu – Ela disse – Embora eu ache que sei o que vai dizer.
Teve um começo de motim. EU NÃO QUERO TE QUERER! Diretamente abafado por uns olhos verde-mar, um sorriso cheio de pérolas, uma mão no meu rosto e outra mão que me levava pro caminho da perdição.
Esse caminho, perdido entre carvalhos e castanheiros, é bem pouco frequentado, deixamos o carro estacionado num mirante enquanto a gente se embrenha na mata com uma barraca iglu, dois sacos de dormir e uma lanterna. Ainda faz frio à tarde e escurece cedo. Enquanto monto a barraca rapidinho, é só soltar as varetas, fincar as estacas e a Alex já está lá dentro juntando os sacos.
Quando entro, ela já se pelou e se meteu entre eles, ainda não acredito que estou aqui, com ela, com ela pelada, com minha irmã. Ela me olha com cara de êxtase, aquelas caras que desarmam um exército, que me desarmam.
Minhas mãos tremem quando tiro o moletom e os tênis. A jeans enrosca por causa do espaço apertado, ela me ajuda puxando pelos pés. Ao fazer isso, ela se sentou e, pela primeira vez, vi elas com calma. Nas outras vezes eram visões de relance, provocações dela onde eu desviava o olhar…
Agora não, me delicio na redondeza dela, nos biquinhos durinhos dela, será do frio? Apontando pra cima. A cara dela é linda. Não devia falar isso, soa brega pra um cara da minha idade, mas é linda.
Demorei séculos pra tirar toda a roupa, pra me deitar com ela entre os sacos, pra sentir o calor dela… Pra sentir os beijos dela, os carinhos, a entrega completa dela. Por que eu? Não tinha outros caras? Melhores? Mais altos, mais gostosos, mais simpáticos… Agora eu vejo, pra ela não, não tem.
Queria contar como é a pele dela, macia, com aquela penugem de pêssego, percorro ela toda com minhas mãos, com meus lábios… Recreio a vista com a beleza dela enquanto a luz da tarde vai sumindo. Ela me acaricia e me beija, é pura doçura, nunca esperaria isso dela.
Amasso os peitos dela com a mão cheia, os bicos com os dedos, passo os polegares nas aréolas antes de levar meus lábios a essa iguaria tão esplêndida. Não tenho pressa, ela recebe os carinhos com gratidão.
Daqui a pouco, não sei se muito ou pouco, tô indo pra baixo, em direção à prenda mais guardada dela, o tesouro mais íntimo. Tateio com a boca, a língua percorre a parte de dentro das coxas, a pele da virilha arrepia toda. Ela suspira de satisfação quando beijo os lábios dela, quando minha língua marca a buceta dela, quando meus lábios agarram o botãozinho de prazer dela…
A Alex curte, sabe curtir. Se deixa acariciar, se deixa beijar… Enfio um dedo na buceta dela, toda molhada. Com cuidado, em vai e vem ritmados, vou até o fundo, com delicadeza, com amor.
Esfrego em círculos, esfrego a parte de cima dela… O clitóris dela tá todo inchado, ela geme mais forte, mais sincopado…
-ALEX, ALEX, MEU AMOR, AAHHH, AAAHHH, AHHHH, ahhh, ahhh
O gosto acre, almiscarado dela, me deixa louco, ficaria a vida inteira assim, entre as pernas dela, dando prazer pra ela.
Ela mesma me puxa pra cima, me deita de barriga pra cima e vai direto pro meu pau, sem dúvida, sem hesitar. Beija, lambe, engole… E eu gozo na boca dela sem conseguir evitar. Mal vejo que ela me olha, mas percebo que ela não sai, que engole, até chupa quando eu termino. Não lembro de ter gozado tanto faz tempo, se é que alguma vez cheguei a fazer isso.
Agora a gente tá mais calmo, nossos beijos têm gosto diferente, melhor, têm gosto da gente, do nosso amor… Não tem palavras, só carinhos e beijos… E urgência, urgência da gente, dos nossos corpos… Ela tá em cima de mim; não sei como conseguiu, mas meu pau tá mais do que pronto pra próxima rodada. Ela me beija, se esfrega na minha rola, acariciando ela entre os lábios dela, os da buceta, claro... Tô na entrada dela, sinto o calor e minha vontade, ela vai enfiando devagar, mesmo com a lubrificação, custa, tá apertado e dá uma forçada...
São metidas curtinhas, vai e vem, cada vez mais fundo... Com mais esforço do que eu esperava, com caras estranhas da Alex, tô inteiro dentro, a gente tá fundido e fica parado.
Escapam umas lágrimas minhas, choro de felicidade, incrédulo, beijo as lágrimas dela, salgadas. Ela também tá chorando. Tudo que passou valeu a pena, esse momento é único, nunca pensei que viveria algo assim...
A temperatura dentro da barraca subiu pra caralho, a gente afasta o saco de dormir. Ela se mexe devagar, pra frente e pra trás, quase sem sair. Tá abraçada em mim, me beija e se afasta, me beija de novo... Ela vai acelerando, ofegante, eu levanto o quadril de uma vez pra ela me sentir mais... Ela dá um gritinho, repito e ela grita de novo...
Eu sincronizo com os movimentos dela, sinto a pélvis dela contra a minha, percebo como ela aperta cada vez mais, como minhas investidas tão deixando ela louca...
Ela acelerou como se a vida dela dependesse disso, talvez seja; a esfregação do clitóris dela em mim é contínua... Eu abraço mais forte, pressentindo meu próprio orgasmo... Quero gozar junto com ela, ela quer gozar junto comigo...
A gente goza gemendo os dois, sinto um prazer imenso que, com outra, sei que não sentiria. Ela tá cravando as unhas nos meus ombros, mordendo meus lábios, e eu continuo soltando minha porra dentro dela.
Fiquei parado, bufando igual um cavalo, a Alex continua em cima de mim, mexendo o quadril bem devagar, sentindo os últimos espasmos de prazer. Ela levanta a cabeça e vejo o sorriso dela na quase escuridão da barraca. Me beija de novo com uma ternura imensa, que eu tento retribuir.
Ela desce e deita do meu lado, a gente se cobre com o saco de dormir. Saquei a barraca há um tempo, dá pra ver que à noite esfria.
Ficamos abraçados por um tempão, em silêncio, sentindo um ao outro. Uma calma imensa tomou conta de mim, uma libertação, soltei um peso que vinha aumentando há anos.
Tá ficando tarde, temos que ir, senão vão se preocupar. A gente se limpa com lenços umedecidos que ela tem, na luz da lanterna que eu trouxe. Vejo vestígios vermelhos na minha pica, entre os pelos do púbis; pasmo, olho o lenço dela e tá mais vermelho ainda. Sei o que isso significa, choro de novo como um moleque, abraço ela bem forte.
— Valeu, Alex.
— Só podia ser pra você.
Guardo a barraca rapidinho e minha irmã pega os sacos de dormir, a gente anda no escuro pelo mato, mas conheço bem o caminho. Em meia hora chegamos no mirante onde o carro ainda tá estacionado, vamos correndo pra casa.
Chegamos bem na hora do jantar, a Alex tá radiante e dá pra notar. Eu devo estar com uma cara de bobo da porra, porque até minha mãe pergunta se tem alguma coisa comigo. Ah, se eu contasse! Nossos velhos percebem que nós dois mudamos.
— Não me digam que vocês fizeram as pazes? — Pergunta meu pai com uma certa gozação.
— Sim, pai. No fim, era só uma bobagem. Já resolvemos, né, Alex? — Responde minha irmã, toda sorridente.
Minha mãe levanta as sobrancelhas, num claro gesto de surpresa.
— Pois pra ser uma bobagem, durou hein — Comenta.
— Ah, aliás, a Alex vai comigo pra Madrid. Já convenci ela a voltar a estudar — Solta a Alejandra.
Agora eu arqueio as sobrancelhas, nem tinha pensado nisso, mas, já que ela falou, vai ser assim. Faltava mais.
O sorriso da minha irmã não saiu do rosto dela a noite inteira no jantar, nem na noite toda que a gente passou acordado, conversando na sala, nem no trem a caminho de Madrid.
Não sei o que ela contou pra Lúcia e Ana, nossas primas, mas a gente se instalou junto no quartão. Se elas não sabem, desconfiam, já tavam vendo isso. Elas me olham com uma cara... sorrindo como quem diz “não tinha como escapar”
E de fato, não tinha. Alex sempre teve isso claro. Ela me conta que, quando cresci e comecei a me interessar por outras garotas, ela não aguentou. Eu era propriedade dela, dela e de mais ninguém. Já naquela época ela entendeu que nunca me dividiria com ninguém, só foi questão de tempo (e de uns culhões maiores que os meus) pra eu perceber.
Ainda temos anos de faculdade pela frente, de morar juntos, de nos amar o máximo que der… Ela sorri pra mim, eu sei o que ela tá pensando, isso não acaba na faculdade.
E eu vou prometer amar e respeitar ela, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, todos os dias da minha vida.
Vou queimar no inferno, não vai ter piedade de mim, cometi um dos pecados mais horríveis… Transei com a minha irmã, e vou continuar transando. Ou foi o contrário?
Porra! Nunca imaginei algo tão safado, tão gostoso, tão assustador, nunca tinha vivido uma experiência parecida na minha vida e duvido que vá ter de novo.
Vou recapitular e repensar… Melhor, só recapitular.
Não conheci muita gente como a gente, na verdade ninguém. Somos gêmeos, um menino e uma menina. Acho que é bem raro, mas aqui estamos. E ainda por cima, temos uns pais super tarados, nós dois nos chamamos Alex; eu Alejandro, ela Alejandra, já é foda… Podiam ter chamado ela de Sandra, Alexia, ou arranjado outro nome, mas não, tiveram que foder com os dois.
Conclusão, quando éramos pequenos a gente ria pra caralho, era divertido, como a gente andava sempre junto, o pessoal se fodia pra nos diferenciar, ou melhor, pra conseguir a atenção de um de nós.
Conforme fomos crescendo, virou um saco, nenhum de nós achava mais graça, mas ninguém cedia e, pra piorar, nossos pais continuavam com a brincadeira. Considerando que éramos unha e carne, que sempre fazíamos tudo juntos, ter o mesmo nome era um porre.
Uma vez, falei pra Alex, minha irmã, que Alex era nome de menino, que ela devia se chamar Alexia, que era bem bonito. Resposta:
— Alex é nome de menina e Alexia é uma frescura, se chama você de Alexei ou Sandro.
— E o caralho. Alexei é russo e não tenho nada a ver com a Rússia, e Sandro… Qual é, não seja idiota, assim todo mundo vai concordar… — Tentei argumentar com ela.
— Vai tomar no cu! Mamãe e papai sempre me chamaram de Alex e vou continuar me chamando Alex, porra. Meus ovários, seu machista de merda.
- Machista? Você tá é doida. Tá se tornando a tia mais imbecil que já apareceu na minha frente. – Pira, pira, pira com a reação dela.
Fim da conversa e daquela relação tão íntima que a gente tinha. Acho que lembro que a gente tinha uns 14 anos na época, idade insuficiente pra raciocinar direito numa parada dessas, mas suficiente pra, a partir dali, trocar amores por ódios.
No começo, a gente parou de ir junto pra todo canto, só pra escola, infelizmente pra mesma sala. Foi curioso como, de uma única galera, se formaram dois grupinhos bem separados, meus amigos e as amigas dela, o que gerou uma guerra dos sexos enrustida que durou o colégio inteiro.
O que começou por uma bobagem foi se envenenando cada vez mais, e chegou um ponto que a gente nem sabia mais a origem da briga, mas ninguém ia dar o braço a torcer. Não sei que graça eles achavam nisso, mas nem meus pais, os verdadeiros culpados, conseguiram parar essa merda.
Eu tirava notas boas, muito boas, diria eu. A Alex, nem tanto. Nos esportes, nós dois éramos bons, tínhamos atividades separadas, mas nos encontrávamos no Judô. No fim, mesmo indo pra mesma sala e tendo a mesma faixa, os professores não deixavam a gente lutar junto, a não ser que quisessem mostrar como uma luta não deve ser ou como você pode se machucar de verdade com esse esporte.
Tenho que destacar que, graças a ela, nunca peguei ninguém. Lembro de uma garota linda, quase tão gostosa quanto a Alex, que ficou comigo. Não passamos de uns dois encontros, uns beijos no portão da casa dela, só uns amassos nos peitos por cima da blusa. Aquela vaca, minha irmã, quero dizer, deu um ultimato (fiquei sabendo depois): se ela ousasse sair comigo de novo, ia ser expulsa do colégio, ia ser humilhada e nunca mais teria uma amiga na vida de puta dela.
Minha mãe era uma santa, mas minha irmãzinha era filha da puta desse jeito. O foda é que, naquela idade, eu me Conta como a gente tem pouco o que fazer (pelo menos eu) se as mulheres (no caso, minha irmã) se viram contra a gente. Tentei que meus amigos não saíssem com as minas que eram amigas da minha irmã, tentei queimar ela no colégio...
O único resultado foi ficar mais sozinho que o diabo, com os CDFs como únicos amigos e uns caras que não conseguiam que nenhuma gostosa desse bola pra eles.
Até o dia, finalmente, em que terminamos os estudos e o vestibular. Decidi estudar na universidade, pra ter que sair de casa e perder de vista a grande filha da puta em que minha irmã tinha se transformado.
Minha alegria durou pouco. A imbecil da Alex, quando queria, era capaz de tudo, até de tirar notas boas. Sempre achei que ela estudaria em outro lugar, bem longe de mim, mas (com certeza fez só pra me foder) também decidiu estudar em Madri.
A gente é de cidade pequena (não um povoado), nossos pais têm um supermercado franqueado, o maior e, principalmente, o de melhores preços. Dá dinheiro, mas não é pra esbanjar, então, como meu pai sugeriu, mandaram a gente alugar um apê com outros estudantes pra reduzir custos. Nada de colégios internos que custavam uma fortuna. Minha mãe cuidou de tudo: dividiríamos o apê com minha prima Lucía, que também começava a faculdade naquele ano, e mais alguém que a gente encontraria. E encontramos. Outra prima, Ana, que já estava lá há um ano e precisava de moradia.
Que puta sacanagem! Lucía era do grupinho de amigas íntimas da Alex, embora, na surdina, a gente se desse mais ou menos bem, não esperava nada de bom daquilo. Ana era um ano mais velha, conhecia ela bem de família, mas nunca tínhamos conversado muito.
O apê era legal, não era muito velho e os aluguéis tinham caído bastante. Tinha três quartos, dois banheiros, sala, cozinha, etc. Por sorteio, dividimos os quartos. Ou seja: quarto grande com banheiro, quarto normal com duas camas e quartinho minúsculo com uma espécie de... Catre militar.
Por pura sacanagem, fiquei com o quarto principal.
Boa hora! Preferia ter ficado com um depósito de lenha. Minha irmã, por eu ter o melhor quarto, vivia enchendo o saco, entrando no banheiro, largando tudo espalhado, revirando o armário, tornando minha vida um inferno, a ponto de, duas semanas depois, eu já ter trocado de quarto com minha prima Ana, que tinha o pior quarto. Lúcia e Alex dormiam juntas. A questão do banheiro, ter que dividir com minha irmã e a Lúcia, foi um problemão. A Alex levou exatamente 24 horas para deixar ele uma zona, a ponto de eu não conseguir nem tomar banho. Foi uma gentileza da Ana me deixar usar o dela.
Só pra constar, e sem querer ser machista (já adianto que imagino que nem todas as mulheres são iguais), descobri que elas precisam, no banheiro, de um espaço entre três e trinta vezes maior. Eu tinha uma nécessaire com minhas coisas de barbear e um sabonete líquido. A escova de dente e a pasta no copo da pia. A toalha, bem pendurada atrás da porta. Tudo bem arrumadinho.
Elas, pelo menos as que eu morava junto, usavam toalha de banho, toalha de cabelo, toalha de mão, toalha de bidê, maquiagem de todas as cores, rímel, batons, creme demaquilante, líquido de limpeza, pote, base, cremes variados pro corpo ou rosto, hidratante corporal, sabonete líquido, xampu, condicionador, máscara capilar, máscara facial, secador de cabelo, absorventes, tampões... E mais um monte de coisa que com certeza esqueci. Se guardassem tudo, ok, mas tinham a mania de deixar tudo largado. Fim do relato.
Particularmente, dado o clima familiar que eu sentia, passava a maior parte do dia na universidade, até comia e estudava lá pra não ter que ficar em casa com a Alex, a Ana e a Lúcia.
Claro que, a convivência faz a gente mudar certos comportamentos, e isso deve ter acontecido com a Lúcia. Ela era uma mina bonita de se ver, com um corpo bem feito, peitos bem empinados, olhos castanhos e cabelo castanho. Eu curtia ela pra caralho e, sempre que minha irmã não tava por perto, eu dava em cima. Além disso, como era prima de sangue, me dava um tesão extra. Reconheço que, pra mim, transar com uma prima não tem problema nenhum, é como qualquer outra mina.
Enfim, como a Lucía devia estar há um tempão sem dar uma, vai saber por quê, ela decidiu que seria uma boa ideia dar uma trepada comigo, assim aliviava um pouco o calor e dava uma alegria pra aquele corpinho gostoso que ela faz questão de exibir.
Era domingo de manhã, o Alex tinha saído pra alguma atividade esportiva que, obviamente, a gente não participava, e a Ana nem tinha dormido em casa. Eu tava quase acordando, naquele estado gostoso de sonolência quando o despertador não toca. A Lucía, completamente pelada, entrou no meu quarto, me deu uns tapinhas no ombro pra chamar minha atenção e, puxando as cobertas, se meteu na cama comigo. Mal cabíamos de lado.
— Lucía! — Só consegui falar.
— Shhh. Fica quieto e aproveita, que eu tô com um tesão do caralho — Ela respondeu enquanto se abraçava em mim.
Ela me deu um beijo na boca que foi uma bosta, minha boca tava toda pastosa depois de dormir.
— Espera um pouco que vou escovar os dentes — Falei enquanto levantava pra ir ao banheiro.
— Beleza, te espero na minha cama que é maior.
Levei um minuto pra voltar pro quarto do Alex e da Lucía, com a boca fresca e a pica dura que nem uma flecha, pronta pra guerra que tava por vir.
— Aliás, Lucía, eu sei que o Alex não tá, mas se ele descobrir, ele costura sua buceta com grampeador e corta a minha fora. — Comentei enquanto me deitava na cama do lado dela.
— Ah, Alex, não exagera. Sua irmã não é tão ruim quanto você pensa. Além disso, sei que ela tá sempre de olho e preocupada com você.
— De olho, talvez. Preocupada, duvido. — Mas não era o momento de discutir com minha prima sobre nossa relação de irmãos.
Logo comecei a acariciar ela toda, dando atenção especial pra frente dela e aquele tesouro que ela guardava entre umas coxas sensacionais. A gente se beijava com paixão, eu mordia os lábios dela e ela os meus, trocávamos saliva com a língua, chupava as orelhas dela, beijava o pescoço, as clavículas, o começo dos peitos...
Ela também não ficava parada, me devolvendo o mesmo tipo de carinho. Ela pegou no meu pau e começou um movimento de sobe e desce que, se continuasse por muito tempo, ia me levar a uma gozada precoce.
Desci, deixando um rastro de saliva, até os peitos firmes dela, eles eram realmente lindos, chupei e mordi de leve os biquinhos, eles endureceram conforme a excitação dela aumentava.
Continuei acariciando aquelas tetas enquanto as aréolas dela iam inchando. De certa forma era engraçado, além de super erótico pra mim. Elas passaram de formato de meia laranja pra formato de pera.
Continuei beijando a pele macia dela no caminho até o umbigo, me demorei um pouco ali, me fazendo de rogado o máximo possível. Acariciei a parte interna das coxas dela, mordi de leve a virilha, a buceta dela estava praticamente depilada, com um tufinho de pelos na parte de cima. Fiquei beijando e chupando, dando mordidinhas leves por um bom tempo antes de fazer um ataque direto. Quando a Lúcia não aguentou mais, ela me puxou pelo cabelo me arrastando até a feminilidade dela, levantando o quadril na maior oferta que podia fazer.
Não queria decepcionar ela, com a língua fui fazendo um caminho desde o cuzinho rosado dela até o clitóris. Eu nunca tinha feito isso, pelo menos não assim, nunca tinha beijado um cu e só umas duas vezes tinha comido uma buceta direito. Mas sempre fiquei muito por dentro no que diz respeito à teoria.
Quando voltei pro esfíncter apertado da Lúcia, tentei enfiar a língua o máximo que pude, o Amoleci com saliva, fiquei um tempão até que, com um dedo, comecei a introduzir, devagarzinho, a primeira falange. Continuei enchendo o cu inteiro de saliva, cada vez enfiava mais o dedo, os lábios da buceta dela iam se abrindo e dilatando, ou vice-versa, me dando um acesso confortável ao seu tesouro mais divino.
Percorri esses lábios com a língua, a boca, os dentes... Fazia um entra e sai contínuo na entrada da buceta... Lúcia gemia e suspirava, continuava me acariciando e puxando meu cabelo... Quando ataquei o clitóris dela, já tinha o dedo inteiro dentro do cu dela e mexia como um gancho. Enfiei um dedo da outra mão na buceta, fazendo um movimento interno bem rápido (o que a posição permitia) enquanto chupava o clitóris inchado dela, tentando não machucar.
Nunca tinha visto uma mina gozar daquele jeito! Ela agarrou minha cabeça com as duas mãos, esmagando contra a pélvis dela. Levantava e abaixava a bunda na cama, me apertava com as pernas e, principalmente, deu uns gritos que eu nunca tinha ouvido na vida.
- AAAAAAHHHHH, AAAAAHHHHH, AAAAAHHHHH, SIIIIIIIIM, DEEEEEEUS, SIIIIIIIIM, AAAAAHHHHH, AAAAAHHHHH, Ahhhh, ahh, ah, ah, ah CARALHO! Siiiiim! Sim! ,sim, sim. Assim! Caralho!
Buceta! Devia ter acordado meio prédio. Que orgasmo! Eu tava alucinando em cores.
Enquanto ela ia relaxando um pouco, ficando parada em cima da cama e, principalmente, me soltando do abraço sufocante dela, me deitei em cima dela e, com cuidado, enfiei o pau até o fundo.
- AAAAAHHHHH CARALHO! ASSIM! VOCÊ ENFIOU INTEIRO, FILHO DA PUTA.
E o que a buceta esperava? Que eu ficasse olhando o panorama?
Enfim, com não muita habilidade mas com entusiasmo, comecei um entra e sai, cada vez mais rápido, amassava os peitos dela, mordia de leve as orelhas e o pescoço... Fazia muito tempo que não ficava com uma mina, tava com uma excitação enorme, via que ia gozar logo, deixando a Lúcia no meio.
Mudamos de posição, coloquei ela de bruços com os travesseiros debaixo da barriga, Me posicionei entre as pernas dela, enfiando de novo, segurando pelos quadris. Voltei ao movimento de vai e vem, acelerando, esfregando o clitóris dela com os dedos babados. Massageava e estimulava os peitos dela com a outra mão, apoiado inteiramente nas costas dela. Quando percebi que ela mexia mais os quadris, esfreguei mais rápido o botãozinho dela até chegar, inevitavelmente, a uma gozada espetacular.
-AAAAHHHHH, AAAAHHHHH, AAAAHHHHH, SSSIIIIIIIII, SIIIIIIII, PORRA! AAAAHHHHH, AAAAHHHHH, Ahhhh, ahh, ah, ah, ah Isso! Isso! ,isso, isso. Assim! Que delíciaaa!
Senti um puta prazer gozar dentro dela e ver que ela tinha tido outro orgasmo igual ao anterior. Fiquei largado em cima dela, com o pau bem encaixado na bucetinha dela.
-Você não gozou dentro, né? – Perguntou a Lúcia, virando um pouco o rosto.
Porra! Nem tinha pensado em onde gozar ou não.
-Bom, sim, claro. Onde você queria que eu gozasse?
-Isso se pergunta, Alex. Imagina se eu não tomasse nada ou pudesse engravidar. Porque você nem tentou colocar camisinha. – Me repreendeu com carinho, meio sufocada debaixo de mim – Hoje não esquenta, mas se for sair com outras minas, fica mais esperto.
-Ficar mais esperto com o quê? – Perguntou minha irmã entrando pela porta.
-PORRA! MAS QUE PORRA VOCÊS TÃO FAZENDO? – Gritou a Alex ao ver como a gente tava (pelados na cama, eu em cima da Lúcia que ainda tava de bruços). Fez uma cara de… Não sei se de puta raiva, de choque, de nojo ou de tudo junto.
-Alex! Que cedo você voltou! – Disse a Lúcia virando o rosto pra ela. Eu pulei de cima na hora. – Bom, então, cê tá vendo, dando prazer pro corpo. Acho que não precisamos pedir sua permissão, né? – Continuou minha prima. A Alex tava soltando fogo pelos olhos, nos fulminando. – Mana, tava com um tesão do caralho…
-E você transa com seu primo, tá de parabéns! E você, – Disse se virando pra mim, com o rosto vermelho e levantando mais a voz – Você é um imbecil, igual todos os caras! Uma mina dá em cima e vocês Não importa quem seja, sua prima ou a namorada do seu melhor amigo! Acho que até comigo você faria, tarado!
Comecei a encher o saco, essa porra de que os caras vão pra cama com qualquer uma é uma merda (ou não), mas aquela cretina me pegou no calor do momento.
— Até comigo? Você é idiota, porra. Além disso, eu não tenho namorada, posso ir com quem eu quiser, imbecil. Por acaso tenho que te dar satisfação?
— Lucía é sua prima, imbecil! É tipo sua irmã! Isso se chama incesto, seu tarado de merda. — Minha irmã levantava cada vez mais a voz e eu ficava cada vez mais de cara. Lucía continuava na cama, nos olhando divertida.
— Vocês são o típico casal de irmãos, mesmo. O estranho é que, sendo gêmeos, deviam se dar melhor.
— Cala a boca, foxy! — Alejandra disparou — Você também tem culpa no cartório! Não tinha outro? Você é mais puta que galinha!
— Falou a santa! Você é uma puritana de merda, sua vadia! Só tá com ciúmes porque eu transei com o Alex e você não! — Lucía gritou, já saindo do sério.
— Ciúmes de você? De transar com esse imbecil? Não viaja, tia, ele é meu irmão. — Minha irmã respondeu com desprezo.
— É, sim, fala o que quiser…
Lucía se levantou da cama e foi pro banheiro. Me deixou sozinho com aquela maluca. No fundo, acho que minha prima tinha razão, que outras pudessem ficar comigo e ela não, isso a irritava, ela tinha que me dominar em tudo, isso eu já sabia. Mas querer me dominar no sexo? Sei não, Alejandra tava passando um pouco do ponto.
— E você, o que tá olhando? — Ela continuou gritando — Você é idiota, transar com sua prima! Com certeza você fode qualquer coisa! É um tarado! Me dá nojo!
De novo com essa história de que sou tarado! Minha irmã já tava passando dos limites, pra mim, minha prima era só mais uma garota, quero dizer, dentro do que a gente pode ou não desejar. Mas a Alex tava me enchendo o saco pra caralho, devia se achar a Rainha de Sabá.
— Olha, tia, Não sei que ideia você tem dos caras, ou melhor, de mim. Eu durmo com quem eu quero, mas escolhendo. A Lucía é uma gostosa e ela tava a fim, não tem mais o que pensar. Se eu tivesse namorando outra mina, seria fiel.
– Fiel, o quê? Você seria igual a todos, assim que uma buceta se mexer na frente de vocês, vocês caem sempre. Você é tão otário quanto qualquer um – O desprezo da Alex era nítido.
– Olha, mina, eu não peguei muitas garotas, mas nunca traí ninguém. Se eu tô com uma, não vou com outra, mesmo que ela se insinue. É questão de princípio, nunca fazer o que você não gostaria que fizessem com você.
– Ah, é? Te faço uma aposta – Minha irmã continuou – Na hora que eu quisesse, você transaria comigo.
– Transar com você? Pra quê! Além do mais, você é minha irmã, nunca transaria com você, eu ainda tenho moral, diferente de você, que por uma aposta é capaz de ir pra cama com o próprio irmão.
– Já sabia que você ia amarelar, você é tão covarde quanto os outros. Eu não disse que ia fazer, e sim que você ia querer fazer assim que eu me propusesse.
Eu tava puto pra caralho.
– Se eu fosse um tarado, como você diz, te comia agora mesmo. E não, não vou fazer isso. Além disso, mesmo que eu estivesse tão bêbado ou tão drogado que nem soubesse o que tô fazendo, você não conseguiria me comer. Quem quer dar pra mim é você, sua pervertida! Você ainda teria coragem de me pedir um filho!
Não sei por que soltei tudo aquilo, talvez porque eu tivesse esquentado demais. De qualquer forma, tava certo de que minha irmã não ia me pedir uma coisa dessas, muito menos que deixasse ela grávida.
Mas sendo nós dois tão teimosos, continuamos discutindo o assunto, cada vez mais acalorados, até que perdi a cabeça: aceitei a aposta da minha irmã e, se perdesse, mudava de nome e saía de casa. Não sei no que eu tava pensando, ela disse que, assim que se propusesse, eu iria pra cama com ela e, infelizmente, aceitei o desafio.
As semanas seguintes foram um inferno. Minha irmã Ela andava de lingerie pela casa toda, se insinuava pra mim direto e chegou ao ponto de se masturbar na minha frente, na sala, vendo um filme pornô, pouco se fodendo pras nossas primas.
Elas eram as que mais estavam sofrendo, tinham que aturar todas as merdas da minha irmã, além das minhas, que, no fim das contas, mesmo não sendo tão descarado, tentava foder com o Alex do jeito que dava.
Ana e Lucía foram ficando cada vez mais putas com a gente, não era nada agradável viver debaixo do mesmo teto onde rolava uma guerra declarada. Cansado da situação, tentei fazer as pazes com a minha irmã, até porque assim eu poderia pegar a Lucía de novo, que o Alex parecia ter proibido de chegar perto de mim. A Ana tinha namorado e não era tanto problema.
Puxei a minha irmã de lado e sentei com ela na sala.
— Olha, Alex, acho que essa aposta é uma puta idiotice, a gente não pode apostar quem vai transar com quem, somos irmãos e isso não se faz... E mesmo que não fôssemos, ainda seria uma babaquice.
Ela nem me deixou continuar.
— Então, cê tá com medo. Não vale, você se comprometeu a cumprir sua parte.
— Tá bom, vou cumprir. Vou mudar de nome. Olha, de agora em diante me chama de Alejandro, com todas as letras, e nada de Alex.
— Não vale. Você apostou que não ia transar comigo se eu tentasse. E ainda não passou o tempo.
— Mas a aposta era que, se eu perdesse, eu mudava de nome e vazava, pronto. Então vou mudar e ponto final. E se quiser, também vou embora, mas me dá tempo de achar outro lugar.
— Pra mim, mudar de nome ou ir embora é a mesma merda, o que eu quero ver é meu irmãozinho se arrastando aos meus pés... — Ela falou com um puta mau humor, segura da vitória.
Não sei por que, mas de algum jeito, minha irmã sempre ficava puta da vida comigo, tudo que eu fazia irritava ela. Apesar do corpo dela, rosto bonito, cabelo castanho com mechas loiras, olhos verde-mar e, o mais chamativo, uma ratazana de dar inveja. Pernas longas, rabo perfeito e uns peitos que beiravam o divino, tanta sacanagem...
É verdade que, a vida inteira, ela teve que se livrar dos caras. Mas daí a achar que até o próprio irmão dela ia cair na rede dela, era um abismo.
Deixando o Alex se rindo de mim, saí voado pro meu quarto, pra ver como me livrava dessa chata.
Conversei com minhas primas, contei a parada da aposta e como tentei resolver dando ela como perdida. Elas entenderam então o porquê da nossa atitude nos últimos dias, mas acharam graça. A partir daí, disseram, queriam ver quem levava a puta pra água, certas de que eu ia me foder. Que sacanagem!
Deixaram o caminho livre pra grande filha da puta. Se até então ela tentava me seduzir de calcinha e sutiã, quase pelada, etc... Agora eram três me enchendo o saco. Virei um boneco nas mãos de três arpoadoras que não faziam outra coisa senão me deixar de pau duro o dia inteiro. Um dia desses ia estourar a pica, com certeza.
Esqueci de falar que a Ana também não era manca. Depende do gosto, claro, mas pra mim era uma gostosa. Ela era ruiva, de pele branca cheia de sardas, olhos azuis claros, e um corpaço, melhor dizendo, um corpaço. Ela não se achava muito porque, na cidade, quando éramos pequenos, todo mundo chamava ela de cenoura até criar um complexo. Pois em que pedaço de cenoura ela tinha se transformado!
Esse detalhe vem a calhar porque eu não tinha sossego em casa. Elas andavam de calcinha e sutiã como se nada, saíam do banho peladas se sabiam que eu tava na frente... Enfim, eu tava me acabando na punheta tentando aguentar a situação.
Pra piorar, não sei como minha irmã conseguiu que, se eu fosse embora, meus pais parassem de me mandar dinheiro. Eu tinha que ficar com elas, quisesse ou não.
Com base nisso, tentei novas aproximações com minhas primas, repetir com a Lúcia, tentar algo com a Ana que parecia ter largado O namorado dela, mas nada, não teve jeito. Não sei, precisava dar uma rapidinha ou ia acabar ficando maluco.
Tentei também na universidade, todo mundo pegava alguém por lá, mas não, ou eu era um completo inútil pra chegar nas minas ou tinha se espalhado pelo campus inteiro que eu era intocável. Duvido que numa cidade como Madrid, com várias universidades e campi diferentes, ninguém soubesse de mim, ou seja, eu era o inútil.
Tentei até com as que ninguém chegava perto, as feias, as estranhas… Nada. Até encontrei várias minas legais, dispostas a bater um papo, ir ao cinema ou tomar umas comigo, mas nenhuma queria dividir a cama.
Na minha cidade, a maioria das garotas dizia que eu era bem gostoso, traços bonitos, bom corpo, olhos verde-mar, cabelo castanho… Mas, como falei, depois do confronto com minha irmã, virei um zero à esquerda pras meninas de lá. Aqui, em Madrid, esperava me redimir, até tinha dado uma trepada foda com a Lucía, mas agora…
As semanas passavam, eu ia pra nossa casa só pra dormir, tava de saco cheio das mulheres que moravam lá e também de ficar o dia inteiro na faculdade ou na biblioteca.
Toda vez que eu chegava, mesmo que fosse tarde, todas aproveitavam pra tomar banho, colocar o pijama (se é que dá pra chamar assim de ir de calcinha e camiseta, sem sutiã), enfim, eu tinha que me trancar no quarto, quase nunca jantando, e me acabar na punheta. Pra piorar, não tínhamos internet e eu tava enjoado dos vídeos que tinha no notebook. Precisava de sensações novas que, claro, em casa eu não ia conseguir.
Aos poucos, minha moral ia desabando, eu tava ficando louco, agora sim minha irmã tinha razão, eu tava mais tarado que pica de mesa. Mas, pelo meus culhões, não ia ceder nem bêbado.
Já era quase março, tinha acabado de terminar as provas; apesar de ter tido uns dias de relax no Natal, as coisas iam de mal a pior. Pior. Nenhuma das três se segurava na minha frente, se pudessem, minhas primas traziam qualquer cara pra casa e faziam o maior barulho possível. Eu, por outro lado, continuava na mesma, sem entender por que não conseguia pegar nenhuma garota numa cidade tão grande.
Até que não aguentei mais, peguei minhas coisas e voltei pra cidade pequena. A decepção dos meus pais foi enorme, ainda mais porque não consegui explicar o verdadeiro motivo da minha volta. Simplesmente falei que não queria mais estudar, que precisava de um tempo pra refletir. Tive que começar a trabalhar no negócio da família, a franquia de supermercado que ia muito bem.
Como minha irmã não estava por perto, pude começar a sair com as garotas da cidade sem impedimentos, mas claro, tudo tinha que ser em segredo. Nunca entendi por que todo mundo tinha tanto medo da Alex. Talvez por causa do jeito dominador dela, sei lá.
Sempre que dava, em qualquer lugar, principalmente no carro do meu pai, eu comia toda garota que topasse passar um tempo sem compromisso depois. Teve alguma que tentou algo mais, um relacionamento mais sério, mas eu nunca tive interesse.
E quando eu achava que já tinha superado tudo, até as férias da Páscoa já tinham passado, apareceu o motivo das minhas desgraças, a origem dos meus problemas, pra passar um fim de semana em casa. Me esquivei o máximo que pude, trabalhando no supermercado, saindo com amigos pra almoçar no sábado, indo pra farra na cidade vizinha à noite, fazendo exercício no mato no domingo de manhã (todo quebrado e de ressaca)...
Até que, ao meio-dia, minha mãe me puxou pela orelha pra almoçar todo mundo junto, num almoço em família. E claro, ela estava lá, toda sonsa, charmosa, linda, me dando dois beijos no rosto com toda a simpatia (ou cinismo) do mundo.
Depois de uma refeição tranquila e um papo depois do almoço (e olha que eu tava de saco cheio), enquanto meus pais bombardeavam minha irmã com perguntas de todo tipo, Aproveitei pra dar o fora de fininho. Ilusão minha, a Alex se ofereceu pra sair comigo, dizendo que fazia tempo que não me via. E ainda teve a cara de pau de soltar pros meus pais, que ficaram pasmos, que, se eu não tava com ela, era como se faltasse uma metade dela (que cara de pau, hein).
Não tive escolha a não ser sair na rua acompanhado da minha irmã, mas, assim que pisamos na calçada, mandei ela pastar.
— Alex, espera, quero falar com você. — Ela me segurou quando eu já tava virando as costas.
— Eu não tenho nada pra falar — respondi. — Por sua causa, pela sua maldita aposta, por todas as suas putarias mentais, tive que vazar. Tive que largar os estudos e começar a trabalhar no supermercado, se você acha que era isso que eu queria…
— Pois era muito fácil, era só ter me pedido pra transar com você. — Curiosamente, ela falou num tom amigável, não com aquele veneno de sempre. Me deixou tão besta que amoleci um pouco com ela.
— Como é que você queria que eu pedisse isso? Não te entendo, Alex, eu não ia transar com você, acho que ficou bem claro.
— Sim, agora tá claro, não esperava que você fosse me escapar, isso tem seu charme, não acha?
— Não, não acho. Acho que você pirou. Desde quando a gente tá brigado? Desde os 14? Pois já se passaram uns anos, anos em que você não fez outra coisa senão me encher o saco. E tudo por causa do maldito nome. — Desabafei, já cansado dessa merda toda.
— Por causa do nome? Definitivamente, você é burro. Achava que era mais esperto.
Mais esperto? Mais esperto em quê? Comecei a surtar. Tava há cinco anos brigado com minha irmã, e ainda gêmea, por um motivo que, agora, não era nada disso. Esfregando o neurônio, comecei a vislumbrar, de forma meio remota, outro motivo pelo qual a Alex tinha me tratado assim.
Vamos ver, se tirasse o tal nomezinho, sobrava a encheção de saco. O que ela realmente fazia comigo? Principalmente, me afastar do sexo feminino. Se me via com alguma mina ou alguém do sexo oposto se aproximava de mim, era aí que Verdadeiramente, tava tendo problemas.
Por quê? Aí é que tá o “x” da questão. As implicações podiam ser várias e nenhuma boa. A que mais ganhava força era… Era… Era…
Não! Impossível! Como assim minha irmã ia me querer pra ela? Era minha irmã, minha gêmea, minha cara-metade.
Porra! Até eu me toquei quando pensei nisso: Cara-metade? Que nada, que nada, que nada. Tinha sido só um jeito de pensar…
Alex me olhava, se divertindo, devia estar vendo todas as deduções nas minhas expressões. Devia me conhecer bem fundo…
Beleza, então, sem divagar. Vamos pro pior cenário. Minha irmã me quer pra ela, certo. E eu? Quero ela pra mim? E isso tudo supondo que eu tivesse deduzido certo, porque…
— Alex, quero transar com você e ter um filho seu.
Nem ouvi. Continuei na minha, tentando decifrar os motivos de…
— Quê? O que você disse? Que vai ter um filho? — Perguntei, apavorado. Não sei por quê, naquela hora me deu um cagaço de lascar (redundância à parte). Minha Alex ia ter um filho. De outro?
Porra! Que merda de pensamento! Essa mina ia me enlouquecer! Até minhas primas falavam que ela tinha comido metade da faculdade! Normal que engravidasse!
Mas por que isso me fodia tanto?
Ela continuava sorrindo, Deus, que sorriso! Se tinha uma coisa que eu precisava admitir é que nunca vi uma mina tão gostosa quanto minha irmã… Claro, o irmão da Claudia Schiffer deve pensar o mesmo…
Pela primeira vez em anos, ela acariciou meu rosto, com ternura, com carinho… Fiquei besta olhando pra ela, fumegando de tanto quebrar a cabeça.
— Não, Alex, não falei que vou ter um filho. Falei que quero ter um com você.
E solta isso assim, na lata, sem anestesia. Ainda por cima, fala com carinho.
Já não aguentava mais, Alex queria me deixar maluco. “Deus, ajuda esse pobre mortal diante das maquinações dessa mulher.”
Me encostei de costas na parede do prédio, exausto. Se tivesse corrido uma maratona… Não estaria tão acabado, minhas pobres neurônios não davam mais conta. Minha irmã tinha feito de mim o que quis e ia continuar fazendo. E o pior é que estava me fazendo ver que não poderia viver sem ela.
Era verdade, ela era minha cara-metade, mas nem minha educação nem minha moral jamais aceitariam isso. Caralho, que se dane minha caveira de puta! A única mulher com quem eu poderia ser feliz era minha irmã! E tantos anos de putaria pra acabar assim?
— Você me ouviu? — Ela disse com ainda mais carinho.
Se eu ouvi. Bem... Não sei, ouvir até ouvi, entender porra nenhuma. Se ia acontecer que a grande filha da puta era uma santa, que toda a atuação dela (de anos, não esqueçamos) era por puro e simples carinho...
Uma coisa estranha começou a subir pelo meu corpo... Se isso continuasse assim, eu estupraria ela ali mesmo, a vinte passos do portão da minha casa, no meio da tarde e num domingo. Com certeza sairia até no programa de esportes. "Conexão de San Mamés, onde o Athletic vence o Real Madrid por um a zero E CONEXÃO DE ÚLTIMA HORA DA CIDADE ONDE ALEX ACABA DE ESTUPRAR ALEX EM MEIO AOS VIVAS DA MULTIDÃO, NA PORTA DA CASA DELE"
Dito assim, qual Alex era o estuprador? Porque naquele momento eu me sentia o mais usado dos mortais (que as mulheres não se ofendam, não é contra elas).
Por que estava sendo tão difícil admitir?
Admitir o quê?
Que você a ama, imbecil. Se ela já te disse, você parece um idiota.
Claro, é minha irmã. No fundo, tenho muito carinho por ela.
Não me refiro a esse carinho, idiota.
Ah, não?
Não, ao outro.
Mas... É tão óbvio assim?
Olha, acho que até suas primas sabem.
E um caralho. Eu fui embora de lá. Além disso, transei com a Lucía, não acho que dei muito motivo pra pensarem isso.
Você é homem e não percebe. "Quando você vai, eu volto", dizia a música. Não é besteira nenhuma.
Mas é minha irmã!
E daí? Você a ama?
Sim, porra, sim, você já sabe!
Viu? Não foi tão difícil.
Embora essa espécie de conversa comigo mesmo e minhas circunstâncias tinham me deixado meio fora de mim, minha irmã parecia ter escutado melhor do que eu. Outro carinho no rosto, muito afetuoso, um beijinho nos lábios, fugaz, leve, quase o bater de asas de um pássaro… Ninguém na rua pensaria mal, até sorririam… “Alex e Alex fazendo as pazes” Fofoca da cidade pelos próximos meses.
- Você não me respondeu – Ela disse – Embora eu ache que sei o que vai dizer.
Teve um começo de motim. EU NÃO QUERO TE QUERER! Diretamente abafado por uns olhos verde-mar, um sorriso cheio de pérolas, uma mão no meu rosto e outra mão que me levava pro caminho da perdição.
Esse caminho, perdido entre carvalhos e castanheiros, é bem pouco frequentado, deixamos o carro estacionado num mirante enquanto a gente se embrenha na mata com uma barraca iglu, dois sacos de dormir e uma lanterna. Ainda faz frio à tarde e escurece cedo. Enquanto monto a barraca rapidinho, é só soltar as varetas, fincar as estacas e a Alex já está lá dentro juntando os sacos.
Quando entro, ela já se pelou e se meteu entre eles, ainda não acredito que estou aqui, com ela, com ela pelada, com minha irmã. Ela me olha com cara de êxtase, aquelas caras que desarmam um exército, que me desarmam.
Minhas mãos tremem quando tiro o moletom e os tênis. A jeans enrosca por causa do espaço apertado, ela me ajuda puxando pelos pés. Ao fazer isso, ela se sentou e, pela primeira vez, vi elas com calma. Nas outras vezes eram visões de relance, provocações dela onde eu desviava o olhar…
Agora não, me delicio na redondeza dela, nos biquinhos durinhos dela, será do frio? Apontando pra cima. A cara dela é linda. Não devia falar isso, soa brega pra um cara da minha idade, mas é linda.
Demorei séculos pra tirar toda a roupa, pra me deitar com ela entre os sacos, pra sentir o calor dela… Pra sentir os beijos dela, os carinhos, a entrega completa dela. Por que eu? Não tinha outros caras? Melhores? Mais altos, mais gostosos, mais simpáticos… Agora eu vejo, pra ela não, não tem.
Queria contar como é a pele dela, macia, com aquela penugem de pêssego, percorro ela toda com minhas mãos, com meus lábios… Recreio a vista com a beleza dela enquanto a luz da tarde vai sumindo. Ela me acaricia e me beija, é pura doçura, nunca esperaria isso dela.
Amasso os peitos dela com a mão cheia, os bicos com os dedos, passo os polegares nas aréolas antes de levar meus lábios a essa iguaria tão esplêndida. Não tenho pressa, ela recebe os carinhos com gratidão.
Daqui a pouco, não sei se muito ou pouco, tô indo pra baixo, em direção à prenda mais guardada dela, o tesouro mais íntimo. Tateio com a boca, a língua percorre a parte de dentro das coxas, a pele da virilha arrepia toda. Ela suspira de satisfação quando beijo os lábios dela, quando minha língua marca a buceta dela, quando meus lábios agarram o botãozinho de prazer dela…
A Alex curte, sabe curtir. Se deixa acariciar, se deixa beijar… Enfio um dedo na buceta dela, toda molhada. Com cuidado, em vai e vem ritmados, vou até o fundo, com delicadeza, com amor.
Esfrego em círculos, esfrego a parte de cima dela… O clitóris dela tá todo inchado, ela geme mais forte, mais sincopado…
-ALEX, ALEX, MEU AMOR, AAHHH, AAAHHH, AHHHH, ahhh, ahhh
O gosto acre, almiscarado dela, me deixa louco, ficaria a vida inteira assim, entre as pernas dela, dando prazer pra ela.
Ela mesma me puxa pra cima, me deita de barriga pra cima e vai direto pro meu pau, sem dúvida, sem hesitar. Beija, lambe, engole… E eu gozo na boca dela sem conseguir evitar. Mal vejo que ela me olha, mas percebo que ela não sai, que engole, até chupa quando eu termino. Não lembro de ter gozado tanto faz tempo, se é que alguma vez cheguei a fazer isso.
Agora a gente tá mais calmo, nossos beijos têm gosto diferente, melhor, têm gosto da gente, do nosso amor… Não tem palavras, só carinhos e beijos… E urgência, urgência da gente, dos nossos corpos… Ela tá em cima de mim; não sei como conseguiu, mas meu pau tá mais do que pronto pra próxima rodada. Ela me beija, se esfrega na minha rola, acariciando ela entre os lábios dela, os da buceta, claro... Tô na entrada dela, sinto o calor e minha vontade, ela vai enfiando devagar, mesmo com a lubrificação, custa, tá apertado e dá uma forçada...
São metidas curtinhas, vai e vem, cada vez mais fundo... Com mais esforço do que eu esperava, com caras estranhas da Alex, tô inteiro dentro, a gente tá fundido e fica parado.
Escapam umas lágrimas minhas, choro de felicidade, incrédulo, beijo as lágrimas dela, salgadas. Ela também tá chorando. Tudo que passou valeu a pena, esse momento é único, nunca pensei que viveria algo assim...
A temperatura dentro da barraca subiu pra caralho, a gente afasta o saco de dormir. Ela se mexe devagar, pra frente e pra trás, quase sem sair. Tá abraçada em mim, me beija e se afasta, me beija de novo... Ela vai acelerando, ofegante, eu levanto o quadril de uma vez pra ela me sentir mais... Ela dá um gritinho, repito e ela grita de novo...
Eu sincronizo com os movimentos dela, sinto a pélvis dela contra a minha, percebo como ela aperta cada vez mais, como minhas investidas tão deixando ela louca...
Ela acelerou como se a vida dela dependesse disso, talvez seja; a esfregação do clitóris dela em mim é contínua... Eu abraço mais forte, pressentindo meu próprio orgasmo... Quero gozar junto com ela, ela quer gozar junto comigo...
A gente goza gemendo os dois, sinto um prazer imenso que, com outra, sei que não sentiria. Ela tá cravando as unhas nos meus ombros, mordendo meus lábios, e eu continuo soltando minha porra dentro dela.
Fiquei parado, bufando igual um cavalo, a Alex continua em cima de mim, mexendo o quadril bem devagar, sentindo os últimos espasmos de prazer. Ela levanta a cabeça e vejo o sorriso dela na quase escuridão da barraca. Me beija de novo com uma ternura imensa, que eu tento retribuir.
Ela desce e deita do meu lado, a gente se cobre com o saco de dormir. Saquei a barraca há um tempo, dá pra ver que à noite esfria.
Ficamos abraçados por um tempão, em silêncio, sentindo um ao outro. Uma calma imensa tomou conta de mim, uma libertação, soltei um peso que vinha aumentando há anos.
Tá ficando tarde, temos que ir, senão vão se preocupar. A gente se limpa com lenços umedecidos que ela tem, na luz da lanterna que eu trouxe. Vejo vestígios vermelhos na minha pica, entre os pelos do púbis; pasmo, olho o lenço dela e tá mais vermelho ainda. Sei o que isso significa, choro de novo como um moleque, abraço ela bem forte.
— Valeu, Alex.
— Só podia ser pra você.
Guardo a barraca rapidinho e minha irmã pega os sacos de dormir, a gente anda no escuro pelo mato, mas conheço bem o caminho. Em meia hora chegamos no mirante onde o carro ainda tá estacionado, vamos correndo pra casa.
Chegamos bem na hora do jantar, a Alex tá radiante e dá pra notar. Eu devo estar com uma cara de bobo da porra, porque até minha mãe pergunta se tem alguma coisa comigo. Ah, se eu contasse! Nossos velhos percebem que nós dois mudamos.
— Não me digam que vocês fizeram as pazes? — Pergunta meu pai com uma certa gozação.
— Sim, pai. No fim, era só uma bobagem. Já resolvemos, né, Alex? — Responde minha irmã, toda sorridente.
Minha mãe levanta as sobrancelhas, num claro gesto de surpresa.
— Pois pra ser uma bobagem, durou hein — Comenta.
— Ah, aliás, a Alex vai comigo pra Madrid. Já convenci ela a voltar a estudar — Solta a Alejandra.
Agora eu arqueio as sobrancelhas, nem tinha pensado nisso, mas, já que ela falou, vai ser assim. Faltava mais.
O sorriso da minha irmã não saiu do rosto dela a noite inteira no jantar, nem na noite toda que a gente passou acordado, conversando na sala, nem no trem a caminho de Madrid.
Não sei o que ela contou pra Lúcia e Ana, nossas primas, mas a gente se instalou junto no quartão. Se elas não sabem, desconfiam, já tavam vendo isso. Elas me olham com uma cara... sorrindo como quem diz “não tinha como escapar”
E de fato, não tinha. Alex sempre teve isso claro. Ela me conta que, quando cresci e comecei a me interessar por outras garotas, ela não aguentou. Eu era propriedade dela, dela e de mais ninguém. Já naquela época ela entendeu que nunca me dividiria com ninguém, só foi questão de tempo (e de uns culhões maiores que os meus) pra eu perceber.
Ainda temos anos de faculdade pela frente, de morar juntos, de nos amar o máximo que der… Ela sorri pra mim, eu sei o que ela tá pensando, isso não acaba na faculdade.
E eu vou prometer amar e respeitar ela, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, todos os dias da minha vida.
13 comentários - Aposta no tesão
me encanto
Ahi te van mis puntos 😃
Chingonsisimo!
Sea o no verdadera, tienes mis felicitaciones y mi respeto.
Me quito el sombrero ante usted, buen señor.
Q sea feliz el de la historia porq todos buscamos a esa persona aunque no sepamos donde esta 😃