Eu decido quando, como e onde.

A festa de aniversário tinha sido um sucesso. Todo mundo participou, cantou e alguns até dançaram. Agora só restavam os cadáveres de algumas garrafas de uísque e duas ou três garrafas de cerveja. Tinha chegado a hora de ir descansar. Quando o penúltimo convidado foi embora, minha família, ele se despediu carinhosamente do meu velho amigo e de mim, como se a gente pudesse se despedir em paz, talvez relembrando alguma lembrança…

— Que bem que a gente se divertiu, né? — quebrou o silêncio. Parece que estamos com sorte… temos música boa, um pouco de energia, e um restinho do bom amigo Juancito.

— É, fiquei meio nervosa, mas não posso reclamar. Tudo foi maravilhoso — suspirei, pegando o copo que ele me oferecia.

— Aquela dança com seu marido foi um espetáculo. E pensar que você sempre jurou que não sabia dançar — provocou com malícia.

— É que eu não sei dançar. Dizem que tenho bom ouvido, e a única coisa que faço é me deixar levar. Mas se você olhar bem, eu não danço, só me mexo em volta do Pablo pra compensar um pouco a confusão dele — me defendi.

— Pô! — protestou. E por que o cara fica confuso? Não é mais fácil se deixar levar e aproveitar o que vem?

— É que dançar nunca foi a praia dele. Já eu… dou conta! Kkkk… Ele diz que eu faço cara de…

— Promíscua! — cravou.

— Aiiii, também não precisava falar assim — protestei entre risadas.

— É que você devora ele com o olhar. Queria que você tivesse dançado assim pra mim naquela oportunidade — disse, relembrando a própria festa dele.

— Kkkkkkkk, teria sido um auê! A ex-namoradinha que chega tímida na festa, tira o recém-casado pra dançar, e se esfrega nele até deixar ele a mil — comentei entre risos.

— Fui eu — interrompeu, com o olhar frio vasculhando meu corpo.

Eu já conhecia aquele olhar, e ele sabia o efeito que tinha em mim. Acho que ele fazia de propósito. Espera o momento certo, quando estou mais relaxada, e então… duas palavras, uma Olhar... e meu corpo fica tenso, minha respiração falha, meu coração fica audível...

- Fui eu? – perguntei, tentando me recompor. Fui eu, o quê?
- Fui eu quem te puxou pra dançar. Você disse que a ex-namoradinha puxa pra dançar... blá, blá, blá... e não foi assim. Fui eu quem te puxou pra dançar. E não canso de repetir... foi como dançar com o Pinóquio – resmungou mais uma vez.

Nossos diálogos sempre foram assim... uma confiança extrema, que permitia isso... ir do flerte à sinceridade mais brutal. Acho que é resultado de se conhecer desde criança. Mesmo assim, já se passaram mais de trinta anos, e eu não me acostumo. Nem com a sinceridade das críticas dele, nem com as mãos dele quando me tocam com paixão, nem com os olhos dele quando me olham com desejo. Assim como fico puta quando ele me menospreza, me desarmo quando ele me toca, e fico molhada quando ele me olha.

- Você teria adorado que eu te rebolasse naquele dia, né? – perguntei, segurando o olhar dele.
- Muito – confirmou na hora, me imobilizando com os olhos.

A bebida esquentava na minha mão, enquanto eu tentava manter um papo cordial com meu último convidado. Ele parecia super à vontade, e longe de pensar em ir embora. Saboreava cada gole de uísque, me olhando. A boca dele tinha um sorrisinho. Sempre essa calma, essa aparente frieza. Parecia um leão, vigiando a presa. Nunca estava com pressa. Os movimentos dele eram calculados. Acho que até adivinhava pra que lado o gelo ia se mexer, enquanto derretia no meu copo. Também percebe que meu gelo derrete muito mais rápido que qualquer outro, enquanto o copo estiver na minha mão, e enquanto ele estiver me olhando. Levanta o copo, sempre com o olhar fixo no meu, como quem brinda.

- Por que a gente brinda? Ou por quem? – quebro o silêncio.
- Pela viagem – respondeu.
- Ah, sim. Foi boa? Muito cansativa? – pergunto, feito uma idiota.

Nós dois rimos. Nos conhecemos. Nos antecipamos. Eu sabia de que viagem ele tava falando, e ele sabia que eu ia fazer essa mistura de termos.

- Sim, Foi bom. Embora cansativo – respondi, entrando na brincadeira.

É um jogo que a gente gosta, e a gente segue desde sempre… deixamos a falsa confusão rolar… e nos diverte ver até onde vai. Às vezes dá umas reviravoltas inesperadas, e cada um de nós dá seu jeito pra tentar deixar o outro no chinelo. Às vezes fica pesado, e outras, muito excitante, de tirar o fôlego.

- Então? Vamos? – perguntou.
- Você já sabe. Você me domina.
- Como tá sua graduação hoje? – sondou.
- “Precisando, grau 8”, seria uma boa definição – sussurrei.
- Mmmmmmmm – soltou um suspiro de desejo.
- E você sabe que eu adoro me deixar levar – minha voz era quase um fio.
- Mesmo que te falte o ar? Você me disse uma vez, é um lugar sem atmosfera. Será seguro? – brincou.
- Você é o único que consegue me levar pra esse lugar… onde minhas pernas fraquejam… e meus sentidos se apagam – falei, já quase sentindo aquele turbilhão de emoções que acompanhava nossos encontros íntimos.
- Depois de tantos anos, pensei que você era uma Ninfomaníaca consumada – sorriu.
- E isso? – perguntei, surpresa.
- Sei lá, me veio isso agora. Quando te encontrei, tinha outras ideias sobre você – lembrou. – Te imaginava fogosa… tendo provado de tudo… ou quase tudo – disse pensativo.
- Pois não – interrompi. – Tava te esperando…
- Tô aqui – ele interrompeu.
- Espero não ter te decepcionado muito – brinquei.

No olhar dele não tinha decepção. Eu diria que ele me analisava. A cabeça dele sempre vai um passo à frente. Cada palavra, cada canto, cada sensação, vai ser base pra algum jogo. Ele não só tem uma habilidade especial pra inventar coisas, como se delicia vendo minha reação à criatividade dele. Às vezes sinto que sou sua cobaia. Uma vez ele me disse: “como você fica comigo, acho que nem eu sei. Acho que em pouco tempo você passaria pra um nível que nem sabe que existe. E eu acho que sou um bom motorista pra você.”

- Cor? – perguntou, me tirando do devaneio.
- Mmmm… vermelho, ou violeta – sabia que Essa pergunta sempre se referia à minha roupa íntima.
— Sim, vai ficar assim. Sua bunda vai ficar assim, depois de uns tapas — ele disse rindo, porque tinha me enganado.
— E é só um fio dental que não vai atrapalhar você — falei, aumentando a aposta.
— Uau, isso muda um pouco as coisas… só a ordem. Não vou conseguir evitar de puxar de lado e meter de uma só vez… até… — ele sorriu com malícia.

Minha boca já estava naquele ponto em que não se abre, porque prefiro ouvir e me deixar levar, antes de interromper essas palavras que adoçam meus ouvidos… Meu corpo já começava a se mover naquele vai e vem que pressagia que estou chegando ao clímax. Silêncio. Meus olhos já tinham se fechado sem querer. Minha mão tinha começado a percorrer meu corpo. Só ouvi-lo já me fazia vibrar. E ele era perfeitamente consciente do que conseguia fazer em mim. Só se ouve o barulhinho do gelo batendo no copo, quando ele bebe. Minha mão desliza para dentro da minha calça, como naquelas velhas sessões de chat, em que ele falava comigo… e eu me satisfazia sozinha, ou achava que sim, já que sem a voz dele, era pouco o grau de emoções que eu conseguia. Meu anel trava, minha mão já não consegue descer até seu destino. Rapidamente, e sem pensar, solto o copo, que cai estrepitosamente no chão, e arranco o anel, num movimento só. Minha mão finalmente está em condições de rastejar até minha buceta. Preciso encontrá-lo, é aquele momento mágico em que só quero enfiar um dedo, ou dois, ou três, numa corrida de louca, como se duvidasse que ele ainda está ali, aberto, expectante, molhado. Algo interrompe essa corrida louca. No caminho, toquei sem querer em algo que me pede carícias. Aquele pontinho está quentinho, e já não consigo parar de tocá-lo. Preciso de outra mão. Ele não parou de me observar, mas já não fala…

— Atéeeeeeeeee?! — pergunto desesperada. Ele tinha parado e eu já não conseguia voltar atrás.
— Até você gritar, óbvio! — respondeu. soberba, me trazendo de volta à realidade.
- Mas eu não grito, nunca grito – protestei.
- Pior pra você – com voz ameaçadora. - ou talvez… melhor!

Lá estava ela de novo. Ele tem esse poder estranho de me levar ao clímax, arrancar alguns suspiros, e até gemidos, e me trazer de volta à realidade, pra logo depois dizer duas palavras, e me elevar a um ponto ainda mais alto, e quando me tem no topo, se delicia em me desconcertar com um silêncio… ou talvez uma palavra.

- Em algumas ocasiões, vou te fazer gritar, e em outras, quando descobrirmos que você, sim, grita, não vou mais deixar você fazer isso.

Meu dedo continua tocando meu clitóris, com renovado vigor. E minha outra mão está tentando atravessar o jeans pra chegar na minha bucetinha.

- Quero te agarrar por trás, com força – ele sussurra, com aquela voz que me domina.
- Com força? – mal me ouço.
- Muita,… te imobilizar… – continua cadenciado.
- Acho que quando você me agarra, brotam braços extras pra me segurar – tento aliviar a tensão.
- Fechar sua boca, até que… eu, precise dela – os lábios dele parecem me beijar com as palavras.
- Eu poderia sufocar, eu falo sem parar… e também rio… quando tô nervosa – falei na defensiva.
- Vou te amordaçar então, até que eu precise da sua boca – sentenciou.

Dentro da minha confusão, consegui ouvir quando ele apoiou o copo na mesa, e senti que ele se aproximava. O calor dele me acariciava, e o cheiro dele me envolvia. Mesmo de olhos fechados, sentia o olhar dele em mim. Sabia que ele me observava e mesmo assim, não conseguia parar de me tocar. Imaginava que ele fosse me beijar, já que sentia a respiração dele no meu rosto. Talvez, fosse me ajudar a tirar a calça, que tinha virado uma quase cinta de castidade, impedindo que minha buceta fosse penetrada pelos meus dedos. O que eu ansiava, com certeza, era que ele assumisse o controle de me tocar, pra eu ter as mãos livres, e pegar com elas, aquele presentinho que tanto se fazia de rogado. Fazia meses que não o via na minha tela. Algo devo ter feito errado. De alguma forma, meu dono tinha me feito Merecedora do pior dos castigos… que era me privar de ver suas próprias sessões orgásmicas. Hoje finalmente poderia tocá-lo, talvez segurá-lo. Não sabia o que ele tinha preparado para mim. Mas com certeza eu ia adorar. Esses segundos se tornam eternos, eu continuo lutando para me satisfazer, e ele continua me privando dos seus beijos, suas carícias, sua voz. Sim, posso sentir o cheiro dele. Minha cabeça estava apoiada no encosto da cadeira, e involuntariamente, se levanta em direção a ele. Anseio beijá-lo, e sei que está a meros centímetros, talvez milímetros. Meus lábios roçam seu pescoço, e num movimento que exigiu grande destreza abdominal da minha parte, consigo cravar um beijo nele.

Qual sapo que vira príncipe com o beijo de sua amada, toda sua doçura e melosidade de segundos atrás pareceram desaparecer num instante. No mesmo instante em que uma mão me pega pelo rabo de cavalo, e me levanta da cadeira, e outra mão me prende pela cintura, me deixando no ar. Sua boca se apoia vorazmente no meu pescoço, e seus dentes me prendem, por alguns segundos, até que fui jogada no sofá. Tento me acomodar desse ataque repentino quando sinto o peso e a pressão do corpo dele em cima de mim. Sua boca já não tem a doçura de minutos atrás, mas a paixão que eu ansiava sentir de novo. Com uma mão, ele me pega e me vira, me deixando de barriga pra cima, para nos beijarmos com a desesperação típica de dois amantes que não se tocam há quase um ano. Suas mãos percorrem com avidez primeiro meu pescoço, depois meus peitos, uma delas para no espacinho que os separa, como que querendo marcar território. O corpo todo dele está sobre mim, e quase não consigo respirar. São só alguns segundos, nos quais a desesperação por beijá-lo me força a tentar escapar dessa pressão. Esse esforço é totalmente inútil, já que o corpo dele não cede nem um milímetro. Sua mão desce um pouco pelo meu abdômen, agora um pouco mais livre, e eu acho que vou ter o primeiro orgasmo da noite, já não aguento mais. Conter isso… estou tremendo da cabeça aos pés… sinto que vou embora, até que a outra mão dele agarra minha cabeça com força e me obriga a olhar para ele.

No olhar dele tem fúria, uma fúria que me encanta, que me seduz… e a voz dele é clara… ele só diz – não!

É uma espécie de tortura voltar à realidade. E não ouso desviar o olhar. Meus olhos estão suplicantes. Ele fica imóvel por alguns segundos, e me impede de fazer qualquer coisa… Só se ouve minha respiração muito irregular, soltando ar em golfadas.

Quando percebe que controlou a situação, continua descendo a mão, que habilmente desabotoa minha calça. Solta minha cabeça para usar as duas mãos num trabalho que normalmente me dá mais trabalho. De um só puxão, abaixa a calça e me deixa com as pernas nuas, exibindo minha pequena tanga, já meio desalinhada, e os sapatos que meu marido me deu de aniversário.

Quando ele me olha de cima a baixo, acho que vai comentar sobre a tanga… mas ele para nos sapatos.

– Assim que eu gosto de você, de tanga e de salto – ele aprovou.

Eu só estava concentrada em não me deixar levar, para não arriscar gozar antes da hora. Mas não parava de tremer igual uma folha. Ele ainda estava vestido, usava uns bermudas verdes, com um moletom branco, que marcava todo o torso dele. Com certeza tinha malhado esse tempo todo para poder exibir os músculos por aqui. Meu olhar percorria o corpo dele, desejando-o, acho que me molhando cada vez mais. Me tentei e olhei para o lugar onde com certeza estava meu presente, e ele deve ter notado, porque de um só puxão, me fez virar de seco, para ficar de bruços, e pegando meus braços, juntou-os nas minhas costas. Eu sentia que ele procurava algo no bolso da calça. Ele se esticou todo sobre mim, prendendo meus braços, para deixar a boca bem perto da minha orelha. Com cuidado, tirou o cabelo do meu rosto, soprando-o, e com um carinho renovado, sussurrou no meu ouvido.

– Eu te falei, no caminho para casa, passei na… Ferreteria do Cno. Carrasco e trouxe o que uma puta como você precisa. Mas não se preocupa, é de algodão. Infelizmente, é meio fina, então sugiro que não resista muito, pra eu não te machucar.

Eu começava a me mexer de novo, ou pelo menos tentar, esfregando minha virilha no tecido do sofá. Por anos eu tinha reclamado daquele sofá, velho e áspero, e agora ele me parecia confortável, mas macio demais pra minha necessidade do momento.

Com a maestria de quem já experimentou muito com nós, fui amarrada pelos braços, e beijada longamente em toda a região da lombar. Eu tinha a cabeça virada pro lado da mesa, e sentia ele tentando se esticar pra alcançar algo. Virei o máximo que pude pra tentar ver o que era, quando ecoou pela sala toda…

-PLAAAAAAAAAFFFF

Pulei no lugar, sem que nada se notasse, já que ele continuava sobre minhas pernas, e meus braços estavam inúteis. Tinha levado uma palmada de antologia. Acho que a primeira da minha vida. A surpresa me chocou por uns segundos, até eu abrir a boca pra começar a reclamar, e então…

-PLAAAAAAF, PLAAAAAAF, PLAAAAAAAF, PLAAAAAAAAAFFF.

Foram só mais quatro; ele batia numa nádega e na outra; a segunda doeu mais que a primeira, a terceira, um pouco menos, embora aquela nádega ainda ardesse. A quarta foi suave, e a última da série, foi tapa ou carícia? Não consegui evitar um sorriso, não sei se de nervoso, de surpresa, de dor, ou de prazer… E então, soltei uma risadinha histérica. O que tava acontecendo comigo? Como é que eu não conseguia diferenciar dor de prazer? Esses pensamentos confusos tomaram conta de mim, a ponto de eu não perceber que ele, finalmente, tinha alcançado o que procurava. Só senti algo gelado naquele buraquinho que se forma no começo das duas nádegas, e a língua dele, saboreando cada gota de uísque derramado nas minhas costas. Perdi o controle, não consegui evitar. Explodi num orgasmo que nem ele conseguiu evitar. Meu corpo se tensionou, minha cabeça batia no sofá, já que minhas pernas continuavam presas, meu ponto mais alto tinha sido alcançado quando senti ele me virar de novo, e a mão dele pegou meu pescoço. Quase não conseguia respirar, e a outra mão dele tava procurando alguma coisa. Nem percebi, mas ele já tinha se despido. Eu ainda tava de calcinha fio dental, e uma blusinha branca com botõezinhos bem delicados, que tava toda amassada, em volta dos meus peitos. Apoiado no lado esquerdo, ele segurava meu pescoço com uma mão, e procurava na minha entrepernas com a outra. Finalmente encontrou o fio da calcinha, e arrebentou ele de uma puxada.

- Aaaahhhhhhh – quase gritei. Tinha me surpreendido.

Isso pareceu lembrar ele que eu não devia falar, nem dizer nada, porque automaticamente, ele tapou minha boca com a dele. A gente se beijou mais uma vez, apaixonadamente. Parecíamos duas feras selvagens, quando senti que um dedo, ou dois, ou três, se enfiavam na minha buceta…. E minhas pernas se abriram, uma delas caindo pro lado do sofá. Depois de minutos nos beijando, sendo penetrada uma e outra vez por aqueles dedos… não sei quantos, ele tentou afastar a boca dele da minha, mas eu tentava não acabar nunca aquele beijo. Comecei a tremer de novo, explodindo em outro orgasmo que parecia não chegar, e prolongar aquele momento exato, bem um segundo antes de estourar. Acho que não era coincidência. Ele tava controlando meu orgasmo com os dedos. Meu prazer era algo indescritível, e assim que ele me deixou alcançar, acho que desmaiei. Já não conseguia nem abrir os olhos. Nunca tinha sentido algo assim, nem tão seguidos. Minha perna continuava pendurada de um lado do sofá, ocasião que foi aproveitada.

Quando aos poucos fui me recuperando, o olhar preocupado dele no meu:

- Tá confortável?
- Siiiiim, – respondi quase sem pensar.

Já não lembrava dos braços, nem sabia como eu tava vestida. Só queria expressar minha gratidão, e foi o que fiz.

- Eu gostaria de te acariciar.
- Já – foi toda a resposta dele.
- Mas preciso das mãos – protestei.
- Ou você cala a boca, ou eu te amordaço – frio e calculista.

Ele pegou um Faca em cima da mesa, e ele passou pela minha perna direita, depois pela virilha, até chegar onde meus quadris se alargam muito. Aquele metal frio deslizando pela minha pele me dava muito prazer. Ele me olhava ameaçador. Não surtia efeito em mim, porque a faca não era uma ameaça. Sabia que era um jogo, acho que efeitos da temperatura, mas que jamais me machucaria, porque nos amávamos muito e tínhamos muita confiança. Confiança absoluta. Os olhos dele estavam nos meus. Ele me olha como quem olha para sua nova aquisição. Sinto que sou toda dele.

- Você está à minha mercê – ele me olhava com orgulho.

Minha respiração era o único som que se ouvia. Eu estava delirando de novo, mas de prazer, e a ponta da faca percorria meu abdômen. De vez em quando parava, para se apoiar de lado, como se aplicasse uma compressa fria na minha pele, que longe de refrescar, me esquentava ainda mais. Finalmente, a faca chega ao destino e, com um único corte, rasga minha blusa e meu sutiã, deixando meus seios balançando. Meus mamilos denunciam meu estado, estão escuros, túrgidos, pedindo um carinho.

Deixando a faca de lado, ele se atira sobre eles e começa primeiro a lamber. Sua língua é quente, firme, experiente. Começa uma série de beijinhos suaves, que culminam em um dos meus mamilos, aprisionando-o com os lábios, primeiro puxões suaves, cada vez mais firmes, e depois mordiscadas. Não consegui evitar um gemido que não sei se era fruto de dor ou de um novo orgasmo que se aproximava. Ele me olha repreendendo e se afasta alguns centímetros, como para me observar. Mas sua reação é outra. Ele dá uns tapinhas nos meus mamilos, me fazendo me contorcer no sofá.

Meu corpo já está todo vermelho e implorante. Ele não se faz de rogado. Passa uma perna por cima de mim, e sinto a ponta do pau dele, já bem crescido, procurando minha entrepernas, para meter tudo de uma só vez.

Tinha certeza de que não gritava nessas circunstâncias. No entanto, e sem que eu pudesse evitar, um grito escapou da minha garganta.

- SIM, SSSSSIIIIIIIIIIIIIIIIIII, isso. Eu gosto. Não para, por favor… Não vai parar. – pedi.

Eu tinha uma teta em cada mão, e ele parecia bem à vontade, puxando elas, pra meter cada vez mais rápido e mais fundo. Achei que tava delirando, quando, com a mesma habilidade e rapidez, ele tirou de uma só vez.

- Nãããããããããããããão, por que você fez isso???? – quase soluçando. – Eu tava gostando tanto.
- Quer que eu meta de novo? – perguntou.
- Siiim, por favor – concordei.
- Até o fundo? – pediu detalhes.
- Siiim, e mais… Mas por favor, deixa eu aproveitar ela – implorei.
- Vou meter forte, de uma vez – quase manifestando um desejo.
- Siiim, mas agora… não se faz de difícil – falei.
- E… quem decide quando, como, e onde entra minha pica? – com um sorriso nos lábios?
- Você, obviamente – respondi, com certa incerteza.

Em vez de premiar minha boa resposta com um sorriso ou um elogio, na mesma hora ele passou um braço por baixo das minhas costas, alcançou o nó das cordas que prendiam meus braços, e, pegando com destreza, puxou, me fazendo girar no ar. Ao mesmo tempo que me deixou de cara contra o assento do sofá, ele me pegou pela cintura e me levantou, deixando minha bunda bem exposta.

- Mas – tentei protestar.
- Já te falei que adoro te pegar pela cintura e encostar sua bunda na minha pica? – é um apoio fenomenal.
- Eu tava dizendo… – comecei.

Não deu tempo pra nada, ele já tinha se ajoelhado atrás de mim, e seus dedos, escorrendo baba, já estavam massageando meu cu, enquanto a outra mão não parava de me acariciar e se enfiar uma e outra vez na minha buceta. Devem ter sido segundos, minutos, não sei. O tempo tinha perdido o sentido. Senti a ponta da pica dele, primeiro tateando meu buraquinho virgem, e quando tentei falar alguma coisa, ele já tinha começado a me penetrar.

Eu me lembrava de todas as vezes que me disseram “relaxa, você vai aproveitar mais”. E Usando todo o controle mental que eu tinha, me deixei levar, relaxando todo o meu corpo. Acho que ele percebeu a falta de pressão que eu fazia, porque de uma vez, ele entrou tudo em mim. Um grito ficou preso nos meus lábios quando senti uma dor profunda. Na mesma hora, eu estava caindo em outro orgasmo, meu corpo começou a tremer, os dedos dele estavam separando magistralmente meus lábios da buceta, enquanto o pau dele entrava e saía à vontade do meu cu. A outra mão dele não parava de vibrar quase mecanicamente na minha buceta. Acho que, através da minha buceta, ele conseguia acariciar o próprio pau. A sensação era incrível. Eu sentia a respiração ofegante dele e uma espécie de bufo que quase assustava. Finalmente, ele gozou, com um pseudo-grito que ecoou nas minhas costas, misturado no meu cabelo. Meu orgasmo contido também estava prestes a explodir. Eu já não conseguia mais me segurar de joelhos, e então as mãos dele me pegam de novo pela cintura. Peço pra ele não parar de tocar meu clitóris, que já tô quase gozando. E rapidamente ele coloca a mão lá. No momento em que tudo ao redor começa a sumir, pra eu sentir meu primeiro orgasmo com o pau enfiado no cu… ele tira.

_ Agora não. – ele diz, sorrindo. – Eu é que digo quando, como e onde você explode.

Ele me dá um beijo, me desamarra… e vai embora.

2 comentários - Eu decido quando, como e onde.