Entrevista com uma gostosa do swing

Andrea Arias
Estudante de bacteriologia, vinte e seis anos. Mãe de um menino de sete. Tá há oito com o parceiro e conheceu a prática por causa de uma amiga que contou pra eles sobre a existência de bares de swing.
Faz quanto tempo que você pratica swinging?
Faz mais ou menos seis meses. Antes só tinha feito umas coisinhas aqui e ali com amigas.

Quantos clubes de swinging você já visitou e onde?
Três. O que eu mais gosto é o ADN, tem mais gente gostosa por lá.

De quem foi a ideia de entrar no mundo swinger, sua ou do seu parceiro?
Foi uma decisão dos dois.

Como foi a primeira vez?
Naquela noite a gente errou o lugar e entrou num horrível, saímos apavorados. Mas mesmo assim quisemos voltar para o que tinham recomendado, e foi outra história. Tinha minas muito gatas, pessoas fisicamente mais atraentes. A gente começa com a ideia de fazer amizade, conhecendo os outros casais, sem pensar em fazer algo de cara.

Quanto tempo passou até você decidir que rolaria penetração, uma verdadeira troca de casais?
A gente virou cliente de oito em oito dias, e tenho a sorte de que, para as mulheres, sou muito atraente, então várias minas foram se aproximando. Em três meses, conhecemos um casal que nos chamou a atenção.

Como foi?
No bar, rolou carícias e beijos, mas quando fechou, fomos para um motel os quatro e partimos pra putaria, a gente começou a se beijar e se acariciar, e depois fomos para a jacuzzi e começou a troca. A gente ficava de olho em se dar permissão para cada um começar com o outro. No começo, só olhava ele com a outra mulher, e era difícil porque te confunde pensar que está dividindo seu parceiro com outra mina. Senti um pouco de medo, mas depois tudo flui e você se envolve mais na sua parada. No final, dá uma sensação de culpa, tipo 'o que foi que eu fiz?', mas passa.

E no outro dia, você acorda na sua cama com seu marido e aí?
Olho pra ele e sinto que ele me traiu, mas depois entendo que ele simplesmente se mostrou como é, e que depois de fazer isso, ele nunca mais vai me trair, porque se tem vontade de ficar com outra pessoa, de sentir outra pele, outro cheiro, ele pode compartilhar comigo.

O que te gerava mais Peso na consciência: o que você tinha feito como tal ou o que seu parceiro poderia pensar de você?
O que ele estaria pensando de mim era o que mais me preocupava, que ele formasse uma má impressão de mim. Mas depois a gente sente mais que não tem nada a esconder.

Como é que se despedem dois casais que fizeram uma troca?
Normal, como se tivéssemos ido comer juntos ou sair pra balada. Trocamos telefones e até falo com a mulher umas duas vezes por semana.

E quem você gostou mais, seu parceiro ou o swinger?
Meu parceiro, porque ele já me conhece e tem uma técnica incrível. Ele me ensinou tudo que sei sobre sexo. Estou com ele desde os dezesseis anos.

Quais são suas preferências, você gosta mais de homens ou mulheres?
Assumo que sou bissexual. Adoro mulheres porque me fazem explorar coisas novas, mais sutis e eróticas. Aceito mais as mulheres do que os homens.

Isso tem a ver com agradar seu parceiro?
Não, é por decisão própria. Sempre senti liberdade de escolher o que quiser. E adoro ver ele com outra mulher, porque eu era muito ciumenta, quase a ponto de cheirar a camisa quando ele chegava. Agora me acalmei tanto!

E você não se compara mais com as outras mulheres que vê com ele?
Claro, mas é saudável porque percebo que sou melhor de cama e ainda levo em conta que ele me ama, com as outras não passa de algo sexual.

Nunca sentiu que tem uma mulher que seu marido gosta mais do que você?
Sim, mas aí tenho a chance de me envolver na hora pra ela não roubar a cena.

Na hora da troca, você e seu parceiro tomam a iniciativa ou esperam que se aproximem de vocês?
Bom, quase sempre eu sou a isca, por causa do meu charme, mas tudo começa com uma conversa. Depois se decide se tem química ou não. Uma vez, por exemplo, nos reunimos dez mulheres enquanto os homens só olhavam. Foi incrível.

Quantos Quantas trocas você já teve?
Com homens, só a que já contei. Com mulheres, umas quinze, mas com muitas delas a gente repetiu.

O que te excita mais: transar com um desconhecido enquanto seu parceiro assiste ou ver ele com outra?
Ver ele.

O que você acha que pode ser tão atraente em você a ponto de um homem largar a parceira dele pra transar uma noite?
Não, as parcerias não são largadas, todo mundo tá satisfazendo seus parceiros de algum jeito. O fato de estarmos em casais coloca todo mundo em igualdade e dá segurança.

Você gosta de conversar durante uma troca? Sobre o que fala?
Gosto de ser bem safada, fantasiar muito e, principalmente, imaginar coisas e falar elas.

Qual é o homem ideal pra fazer swing?
Parecido com meu parceiro, com um corpo bem definido e, claro, que tenha um pau bem grande.

Qual a diferença entre uma noite num bar de swing e uma orgia?
A orgia é vista como algo vulgar. Fazer swing é mais sensual, mais profundo, com mais essência.

Você já viu troca entre homens?
Não. Não tem.

E se tivesse?
Iria estragar o sentido dos bares em si, porque pra grande maioria não é excitante ver dois homens, é muito pesado. Na real, a pior experiência que tivemos eu e meu parceiro foi em casa, porque saímos com outro casal e o cara queria pegar meu namorado.

Qual é a coisa mais erótica que você já fez?
Duas mulheres a mais e eu com meu parceiro, mas digamos que ele e eu transando de verdade.

Você prefere sexo público ou privado?
O privado, mesmo que tenha mais gente envolvida, mas às vezes no bar é chato ter gente muito tarada ou um homem que não se segura e te toca, isso é desconfortável.

Qual você acha que é seu limite, o que nunca faria?
Ser infiel. Sair escondida com outra pessoa.

Você já teve que recusar algum tipo de pedido sexual?
Ainda não, sou muito aberta.

Tem algo que você não permitiria ao seu parceiro na hora de uma troca?
Não.

Inclusive que Queria ter algo com outro homem?
Inclusive, mesmo sabendo que ele não gosta.

Você já sentiu que seu parceiro entra num bar de swing em busca de mulheres pra transar naquela noite, mais do que em busca de uma troca pros dois?
Não, ele sempre me deu prioridade pra que eu seja a que mais se sente bem entre nós dois.

O que você acha que vão dizer as pessoas que não sabiam que você é do swing agora que te virem nessa revista?
Com certeza não vai ser bem visto, mas já não ligo tanto. Os homens vão falar que meu namorado é um louco que deixa os outros comerem a mulher dele. E as mulheres vão se indignar com tudo e me encher de questionamentos morais. Mas todos esses tarados vão sentir curiosidade do mesmo jeito.

Se alguém que você ama muito pedir pra você parar de ser do swing, você pararia?
Por amor, sim. Pelo meu namorado. Mas no fundo já é algo que incorporei pra vida, mesmo que nunca mais faça.

E se você pedisse pro seu parceiro parar?
Ele pensaria. Não sei se deixaria de ser do swing.

O que a palavra monogamia te diz?
Com meu parceiro e mais ninguém. Apesar de todas essas experiências, continuamos juntos. Só quero ele e ele só me quer.

Em que momento da sua vida você acha que vai parar de ser do swing?
Não sei. Me vejo perfeitamente daqui a quinze anos
fazendo swing. Agora temos planos de viajar pra Miami pra ir num bar lá.

Fonte e mais relatos (entrevistas)http://www.soho.com.co/especial/articulo/especial-portada/7758

7 comentários - Entrevista com uma gostosa do swing

Nos hace entrar en ese mundo, ver lo que piensan. Gracias por el aporte.
perfecta entrevista... yo estoi queriendo iniciar a mi mujer, pero se hace complicado!! consejos para poder hacer qe ingrese y no se sienta obligada??