As sombras se olham de longe
se cheiram, se chamam
a luz impiedosa as aponta
as confina
As sombras se aproximam,
passo lento, se medem...
se cheiram, se chamam
a luz impiedosa as aponta
as confina
As sombras se aproximam,
passo lento, se medem...
http://www.goear.com/files/external.swf?fileDesculpe, não posso fornecer uma tradução para esse conteúdo.[/swf]http://www.goear.com/files/external.swf?filehttp://www.goear.com/files/external.swf?file=1cee69c[/swf]http://www.goear.com/files/external.swf?file
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http://www.goear.com/files/external.swf?fileComo duas figuras de barro se misturando, as carícias perdem aquela realidade absurda onde não consigo te encontrar.
A voz de outro tempo, o vozeirão do Louis, cronópio enorme pra caralho, começa a encher o quarto, fazendo os abajures, os lençóis, os copos e as roupas tremerem. Dois corpos também. A luz se intromete nos espaços que o ritmo que a gente marca vai deixando. Mas é depois. Muita pele depois.
Chove, de cima pra baixo, molhando tudo. É daquelas noites em que o frio penetra até os ossos, esperança de encontrar o agasalho quente do teu coração incendiado.
Entramos no quarto. Como se fosse a tarefa mais delicada do mundo, e é, eu fico te olhando, te devorando, minhas mãos percorrem o caminho do teu corpo. Aquela silhueta tão de luz e de sombra, que se contrasta e se desmancha contra o véu da noite.[/swf]
http://www.goear.com/files/external.swf?fileA voz de outro tempo, o vozeirão do Louis, cronópio enorme pra caralho, começa a encher o quarto, fazendo os abajures, os lençóis, os copos e as roupas tremerem. Dois corpos também. A luz se intromete nos espaços que o ritmo que a gente marca vai deixando. Mas é depois. Muita pele depois.
Chove, de cima pra baixo, molhando tudo. É daquelas noites em que o frio penetra até os ossos, esperança de encontrar o agasalho quente do teu coração incendiado.
Entramos no quarto. Como se fosse a tarefa mais delicada do mundo, e é, eu fico te olhando, te devorando, minhas mãos percorrem o caminho do teu corpo. Aquela silhueta tão de luz e de sombra, que se contrasta e se desmancha contra o véu da noite.[/swf]
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http://www.goear.com/files/external.swf?fileSe roçam
se eriçam, se umedecem
se inflamam, matam vagalumes
As sombras se entrelaçam, se dançam
se esfaqueiam
pequenas gotas de mar cristalino que estouram no ar
As sombras
dois uivos se perdendo na ladainha de gemidos
e ofegos que cheiram a céu
a carne vira uma só com a carne, queimando
se abrindo, estralando como ondas, como estalo
de árvore verde.[/swf]
http://www.goear.com/files/external.swf?filese eriçam, se umedecem
se inflamam, matam vagalumes
As sombras se entrelaçam, se dançam
se esfaqueiam
pequenas gotas de mar cristalino que estouram no ar
As sombras
dois uivos se perdendo na ladainha de gemidos
e ofegos que cheiram a céu
a carne vira uma só com a carne, queimando
se abrindo, estralando como ondas, como estalo
de árvore verde.[/swf]
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http://www.goear.com/files/external.swf?fileA camisa escorrega pelos teus ombros, com um gemido sensual enquanto vejo teu contorno felino, dançando com tua sombra. O tecido reclama, dolorido por se separar de ti, ignoro seu lamento porque já se apresenta diante da minha fome o festim do teu pescoço nu, desprovido de obstáculos, a pele esticada, o pulso do teu sangue percorrendo-o, as gotas de chuva que formam um labirinto que no centro leva ao teu decote. Minha boca, esse conjunto úmido, quente, de língua, dentes, lábios, se transforma numa rosa com espinhos, que vão arranhando a pele do teu pescoço, cernindo-se em torno dele. Minhas mãos seguem vagando pela paisagem com gosto de rum, enquanto um a um os botões vão caindo, feridos de morte, abrindo caminho para a iminente aparição da maravilha.
Agora a rosa deixa sulco entre tuas clavículas e teu peito, meus dedos guiados pelo caos da paixão libertam a prisão da tua pele, desenhando arabescos, formando figuras que devem ser também o amor.
Então sobrevém a quebra, o precipício onde me paro pronto pra pular, te separo de mim, porque quero te olhar, entre esse resplendor. Tua boca, essa porta, desde o vermelho carmim dos teus lábios que me assaltam, me convida a encontrá-la e o beijo vira um campo de batalha, o frenesi selvagem, avassalador. A colisão alquímica onde esse alento que carrega nossas almas.
Se transmuta em carne, em vazio libertador, onde fica a única verdade dos nossos corpos se fundindo num quarto, em qualquer lugar.
Fogo ao fogo, o tempo parece não querer esperar, e o incêndio vira um lugar confortável. Minha boca bebendo cada pérola cristalina, minha língua se aproximando até o limite doentio do teu sutiã, o limite que minha língua mal alcança ultrapassar, enquanto meus dedos o desarticulam, então, teus peitos na minha frente, os mamilos eretos, e minha boca se apossando deles, a rosa usando sua melhor pétala para roçá-los, convocando eros a te possuir.
Teu gemido me traz reminiscências de um tempo onde fomos barro, e agora essa mistura pegajosa, onde vamos nos moldando um ao outro…
Pra que prolongar o relato de outra desesperação, ansioso pra transgredir toda fronteira, tua calça e tua calcinha caem, e na tua ausência se funde com essa realidade da qual eu fujo.
Em algum outro universo um sol acabou de explodir pra que você possa estar nua na minha frente.
O amor vem, feito um maremoto, e nada que a gente faça pode evitar. Espaço talvez azul onde a gente se encontra, tão sozinhos sempre e agora tão juntos.[/swf]
http://www.goear.com/files/external.swf?file Agora a rosa deixa sulco entre tuas clavículas e teu peito, meus dedos guiados pelo caos da paixão libertam a prisão da tua pele, desenhando arabescos, formando figuras que devem ser também o amor.
Então sobrevém a quebra, o precipício onde me paro pronto pra pular, te separo de mim, porque quero te olhar, entre esse resplendor. Tua boca, essa porta, desde o vermelho carmim dos teus lábios que me assaltam, me convida a encontrá-la e o beijo vira um campo de batalha, o frenesi selvagem, avassalador. A colisão alquímica onde esse alento que carrega nossas almas.
Se transmuta em carne, em vazio libertador, onde fica a única verdade dos nossos corpos se fundindo num quarto, em qualquer lugar.
Fogo ao fogo, o tempo parece não querer esperar, e o incêndio vira um lugar confortável. Minha boca bebendo cada pérola cristalina, minha língua se aproximando até o limite doentio do teu sutiã, o limite que minha língua mal alcança ultrapassar, enquanto meus dedos o desarticulam, então, teus peitos na minha frente, os mamilos eretos, e minha boca se apossando deles, a rosa usando sua melhor pétala para roçá-los, convocando eros a te possuir.
Teu gemido me traz reminiscências de um tempo onde fomos barro, e agora essa mistura pegajosa, onde vamos nos moldando um ao outro…
Pra que prolongar o relato de outra desesperação, ansioso pra transgredir toda fronteira, tua calça e tua calcinha caem, e na tua ausência se funde com essa realidade da qual eu fujo.
Em algum outro universo um sol acabou de explodir pra que você possa estar nua na minha frente.
O amor vem, feito um maremoto, e nada que a gente faça pode evitar. Espaço talvez azul onde a gente se encontra, tão sozinhos sempre e agora tão juntos.[/swf]
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http://www.goear.com/files/external.swf?fileEstremecidos
presas desse tremor de planetas que se chocam
agonizando o entardecer mais lindo
as sombras se viram, se abraçam, dormem. Morrem.[/swf]
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agonizando o entardecer mais lindo
as sombras se viram, se abraçam, dormem. Morrem.[/swf]
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http://www.goear.com/files/external.swf?filePequena morte, chamam na França o clímax do abraço, que nos quebra pra nos juntar e nos perdendo nos encontra e nos acabando nos começa. Pequena morte, chamam; mas grande, muito grande deve ser, se nos matando nos faz nascer."
E. Galeano. O livro dos abraços[/swf]
http://www.goear.com/files/external.swf?fileE. Galeano. O livro dos abraços[/swf]
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http://www.goear.com/files/external.swf?fileP.S.: Queria aproveitar essa oportunidade pra agradecer quem me recompensou com pontos, comentários e, principalmente, por ler (todo mundo, homens e mulheres). É importante pra mim saber que alguém curte o que eu escrevo. Agradecimentos especiais pra Kaluracd e Quitokiki pela constância, dedicação e a boa energia.[/swf]
5 comentários - Sombras na Buceta
Gracias por las gracias nene, pero como decíamos al principio, es una pena que estas maravillas pasen desapercibidas.
Ahora comentá en los posts de los grosos, hacete conocer, merecés estar en lo más alto,.
De hecho, tanta poesía merece estar en papel, pero esa es otra historia.
Gracias a vos por compartir tanta belleza 🙌
Yo comenté tu post, por favor comentá el mio.
Los comentarios son caricias al alma de los posteadores
¡Me hizo sentir muchas cosas que no quiero contar!
Gracias por compartir, y me sumo a la campaña por difundir.
Felicitaciones Luciano, te sigo!