A encremada Vital

Uns amigão do meu filho vieram nos visitar, umas feras, que tinham ficado bitolados em ir pras praias do norte. A gente tentou desanimar eles com o trânsito, que a balsa não funciona sempre, que a gente ia morrer de insolação, mas eles estavam determinados.

Com o preço do combustível nesse país, não dava pra levar vários carros, então a gente teve que se espremer na minivan. Meu filho se ofereceu pra dirigir. Entre tantos preparativos e discussões, ficou tarde, chegou perto do meio-dia e a fome começou a bater. Esses caras não esperaram e abriram as Patrícias que tinham na caixa térmica.

Aí entrou outro assunto, recarregar a caixa térmica de novo. O processo de carregar e sair era interminável. Alguns até ficavam de saco cheio e iam a pé pra praia perto. Por sorte alguns ficaram, senão a gente não cabia, porque mesmo assim éramos quatro atrás, contando comigo. Meu filho na frente tinha a namorada quase em cima da perna dele, que atrapalhava ele de passar a marcha, e dois gordões no banco do carona.

Em cada semáforo da avenida, tinha uma campanha comercial de cremes, pro sol, depois do sol, pra água, pra tudo. Eles paravam mais que o sinal vermelho, batiam papo com as promotoras, paqueravam e pediam as amostras grátis. No terceiro semáforo, a gente já conhecia todas as promotoras, de onde eram, o que faziam, quando voltavam, várias argentinas.

Eu tinha ficado entre o full back e um wing, com a mesma organização que aparece no campo, completava o banco um oitavo que eu quase não conhecia. Meu filho não conseguia ver pelo retrovisor. Todo mundo tava tomando Patrícia de litro, no bico. Ia ficar horrível se eu não compartilhasse a garrafa com eles. Não tinha como recusar sem parecer uma mal-educada.

Uns desceram na Tienda Inglesa pra repor as bebidas, aliviou um pouco o banco, mas eu sem querer fiquei apertando meu full back, que passava o braço por cima dos meus ombros, longe demais pra me tocar. Nós dois ficamos distraídos e, quando percebemos, quase ao mesmo tempo, fomos tomados por uma gargalhada. Acho que aquele branco foi culpa da cerveja e do tesão que, de surpresa para nós dois, tomou o controle por uns instantes.

Voltamos a nós, e o full back se desculpou de um jeito que precisaria de outra desculpa. Ele estava à minha esquerda e apertou minha perna esquerda com a mão direita, no meio do caminho entre meus joelhos e meu quadril. Foi uma desculpa bem ousada, eu não tive coragem de olhar pra ele, ele balbuciou alguma frase, mas a cerveja já dominava quase todo mundo na caminhonete. Só paramos de rir quando eles voltaram com mais bebida. A mão do rugbier ficou ali, e ninguém reclamou. Eu mesma percebi que a mão continuava no lugar depois de vários segundos. Eu estava de fio dental e por cima um vestidinho de praia que, sentada, deixava quase toda a perna de fora.

No semáforo seguinte, bem na uma da tarde, um último grupo de promotoras nos aborda, e a cena se repete. Eu, mesmo tonta com a situação, sem perceber, dou um grito. Depois repito, mas num tom mais adequado. A promotora era minha amiga da farmácia Vital. Peço ao oitavo que abaixe o vidro à minha direita e, com a cara de pau que eu já tinha me acostumado e que meus colegas de viagem tinham com as promotoras, cumprimento ela e mostro meu rosto saindo quase pela janela.

Pra isso, me apoiei quase em cima dos caras que dividiam meu banco, com o quadril em cima do wing. O vestido todo torcido. A promotora não hesitou um instante e me cumprimentou como se fôssemos grandes amigas, nos cumprimentamos segurando as mãos desajeitadamente, e ela conseguiu me dar um beijo. Me perguntou se podia se enfiar com a gente, ia pra José Ignacio, pra praia, já que o horário dela estava terminando naquele momento.

Ela olhou direto pro motorista, e meu filho disse pra ela:
— Se você aguentar ir sentadinha lá atrás… O lugar estava vazio sem o terceiro. Sentei, e tinha caixinhas térmicas, cadeirinhas, guarda-sóis, três ameixas, uma garrafa de gin, lonas e areia de várias temporadas.

A gostosa não respondeu, largou minha mão e meu rosto, entregou a sacola com os envelopes de creme que sobravam pro oitavo, foi pra trás e forçou o portão. Gritou pro motorista destravar e se enfiou como pôde entre as coisas.

O trânsito nos levava bem devagar, quase no passo de homem, e minha amiga reencontrada ficou bem atrás de mim e foi me contando sobre os cremes, não entendi muito do que ela disse. Mas deve ter interpretado alguma aceitação, já que naquele momento começou a passar o creme nos meus ombros e fazer massagens. Deu ordem pros rugbiers, que estavam cheios de saquinhos, pra procurarem os de cor laranja e abrirem, que esses eram os que serviam pra massagem.

Mesmo devagar, obedeceram e procuraram, debaixo do banco, entre as pernas, já que estavam por todo lado. Iam jogando os envelopes sem educação. Ela pedia mais, se acharem mais, coloco todos vocês no banco, afirmou. O que faltava ficar pelado tirou a camisa com dificuldade, e assim ficaram todos prontos pra massagem.

A mina pedia mais creme, e que abrissem, que dessem já abertos, ou melhor, que passassem o creme na mão dela. Isso levou a uma busca frenética pelos envelopes, embora tenham esquecido da cor laranja, e já misturavam protetor solar com esfoliante, hidratante, tudo era a mesma merda.

Um envelope ficou na minha entreperna, e da minha posição eu não via. O wing à minha direita, que tinha me tocado quando eu falava pela janela com minha amiga, olhou pro envelope e sem hesitar meteu a mão, embora pudesse ser inocente, não foi.

Já quando eu me recostei nele pra cumprimentar minha amiga Vital, o oitavo se comportou como um cavalheiro no começo, evitando quase como se tivesse nojo de me tocar de algum jeito que pudesse ser mal interpretado. Diante da minha persistência naquela posição, acho que ele não conseguiu evitar deslizar alguma coisa. mano, quase como arrumando meu vestido torcido. O que inicialmente era me apoiar direitinho em cima dele pra me separar da saia dele, fez com que a mão direita, escondida de todos, ficasse na curva do meu quadril. Quase fraternalmente, ele começou a fazer um movimento circular com os dedos cheios de creme na minha barriga baixa e parte do meu púbis coberto pela calcinha fio dental.

Obviamente as cervejas já estavam tomando conta das minhas ações e das de todo mundo, o carinho me pareceu tão natural que demorei pra perceber o que tava rolando. Era como se a parte do meu corpo que ficava dentro do carro não me pertencesse.

Continuei minha conversa pela janela com a promotora, já sabendo perfeitamente que aquela mão tava me excitando, mas pouco pude fazer. O que mais eu podia fazer além de permitir? Porque se fizesse alguma coisa, ia dar um escândalo na frente de parte da minha família. Também não tava sofrendo, né. Me justifiquei.

Mas agora essa situação era diferente, o envelope na entreperna, ele via e me dizia: — Deixa que aqui tem mais. Isso não tinha erro igual a posição anterior. Olhamos um pro outro na cara, e como um convite eu falei bem devagar, pra não ser ouvida na frente: — Onde? Eu não vejo nada. Embora os outros jogadores de rugby estivessem muito bêbados, mas não o suficiente pra perder uma jogada decisiva, eles observaram como se ele estivesse no meio de um ruck, e eu fosse a bola dividida pra ser capturada pelo time dele, todo ansioso.

Levantei um pouco meu vestido pra não ter dúvida do que se tratava. O oitavo entrou com a decisão de quem voa pra limpar o ruck. Ele tinha creme na mão pra uma costa inteira. Pegou o envelope, mas o creme fez ele escorregar. Ficou apertado entre minhas nádegas, o que me fez levantar um pouco pra entrar a mão dele cheia de creme.

A minha temperatura, que já tinha subido por causa do episódio anterior, agora tinha virado uma onda de calor. A mão esqueceu do envelope e foi direto passar creme por debaixo da tanga, toda a bunda molhada. Não consegui segurar minha cara de satisfação. O resto dos jogadores, que esperavam que a guria saísse limpa do rack, não aguentaram e abandonaram a formação de contra-ataque pra se juntar na recuperação da bola.

O primeiro da minha esquerda deixou o conteúdo de pelo menos dez envelopes de creme na minha coxa, como um aviso do que viria depois. Obviamente, a mão dele tava espalhando aquilo por toda a extensão, quase do tornozelo até a virilha. Não tinha mais jeito elegante de segurar aquela carga. Peguei minha bolsa de praia, felizmente gigante, que tava no chão, e coloquei no meu colo pra me esconder dos olhares nos espelhos. Não consegui fazer mais que isso, não tinha forças nem ideia de como parar esses ataques, e o álcool no meu corpo já foi muito que me deixou me cobrir com a bolsa.

A mini bebedeira e as cócegas nas minhas pernas, junto com o nervosismo, me levaram a uma tentação de rir, quase uma gargalhada incontrolável.

Minha perna direita também recebeu sua dose hidratante, ninguém naquele banco tava alheio ao que rolava. Eu vi aquela cara familiar no espelho, que me olhava e, mesmo sem saber exatamente o que tava acontecendo, senti a aprovação dela pro que pudesse rolar. Sem mais conhecimento do assunto.

Minha amiga Vital, que era de tudo, menos distraída pra essas coisas, passou as mãos no meu peito e cobriu com as mãos e creme os dois mamilos, passando pelas minhas axilas. Puxei minha bolsa pra cima, tentando ter um pouco de privacidade, mas não muito, porque a mão entre minhas nádegas já tava firmemente enfiada com dois dedos no meu cu, o creme tornava impossível qualquer contenção. As mãos que tavam entrando e saindo da minha bunda eram de outros jogadores de rúgbi, embora eu não soubesse quais. Só a matemática me dizia que eram outros.

Vital tava fazendo algo na minha nuca, mas eu não sabia o que era, se era a língua, se era creme, do que não tinha dúvida era que era extremamente prazeroso. Ela controlava minha Nuca e meus mamilos.

O rosto do espelho me olhava sorrindo, já sabendo de tudo e quase se divertindo comigo. No banco da frente, não rolava nada menos pesado, parecia que estavam chupando a buceta dela há vários quilômetros. Isso era inconfundível, pela expressão dela no espelho.

Sem saber direito quem me segurava, me levantaram pegando pela cintura, como se eu fosse de papel, e meu parceiro do lado se colocou debaixo de mim. Eu só tinha forças para me manter de pé. Os litros de creme por toda minha bunda e entrepernas fizeram com que a entrada no cu não tivesse problemas de atrito, embora sim de orientação. Tive que ajudar ela a encontrar o lugar. Embora na frente não entrasse nada, já que as duas mãos alheias estavam lá dentro com quase todos os dedos, dispostas de maneira oposta entre si.

Depois de algumas subidas e descidas, meu bêbado que estava atrás se rende à porra que se misturou com o creme. Foi impossível para ele, naquele estado, conter minimamente o orgasmo.

Sem trocar uma palavra, nem negociação, nem nada, e vendo meu estado de necessidade diante de um tratamento tão desconsiderado, o cavalheiro à minha direita me pega e faz a mesma operação, dessa vez sem minha ajuda.

Mexendo-me como uma folha, me subia e descia como se eu fosse minúscula e estivesse num parque de diversões. Não me importava que os poucos que cruzávamos na estrada pudessem nos ver, nem mesmo todos na caminhonete. Mais ainda, sentia mais excitação por ser vista e por eles ficarem excitados comigo.

O terceiro homem esperava sua vez e, ao notar que o segundo tinha terminado, embora continuasse sua tarefa como se nada tivesse acontecido, resolveu me puxar com força. Senti, mesmo bêbada, o poder da situação e a homenagem que me faziam.

Dessa vez, ele escolheu a frente, embora não tenha sido por vontade própria, o creme o levou até lá. Vital cobriu minhas costas com protetor solar e conduziu tudo até minha bunda e o peito de quem me segurava.

Sua mão pequena e cheia de creme entrou até a Última falange no meu cu, e senti ela se surpreender ao notar o pau que se mexia como um pistão dentro de mim.
Meu suor torrencial arrastava a crema do meu corpo todo, depositando nas pernas e na virilha do meu parceiro.
Estávamos chegando lá, e já não me restavam mais adversários, só no banco da frente dava pra começar de novo, mas do meu lado, eles caíam exaustos.
Essa sensação de poder mais que todos, de vontade interminável, me dava um ar de superioridade.

Gozei mil e uma vezes, e a vontade se multiplicava, em vez de apagar, depois de cada orgasmo.
Naquela tarde, ninguém teria conseguido me acompanhar o ritmo.
Eles botavam a culpa na Patrícia, eu acho que meu cu acabador só tem uma pessoa que sabe segurar ele e deixar exausto.

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