Um amor estranho para o Dia dos Namorados (Parte 1)

Tô meio confuso, talvez esteja misturando o sentimento de culpa com a indecisão. Tenho uma loja de roupas indianas, bijuterias e outras coisas, e divido o negócio com um parente, então tenho que cuidar dela. 95% da clientela são mulheres, mas só 25% são jovens. Na quinta-feira da semana passada, quase na hora de fechar, eu tava fazendo as contas para fechar o caixa, até que ela entra. Bem simples, com olhos grandes e castanhos, cabelo castanho, um sorriso lindo, com um corpo maravilhoso de todos os ângulos, 89, 64, 91, mas aquela bunda era de cair o queixo porque as pernas eram espetaculares. "A base de uma bunda boa são umas pernas boas", a gente sempre dizia isso quando a galera se reunia pra tomar refri no clube. Voltando ao importante: ela entra, me cumprimenta com uma voz super doce e fofa, que sinceramente foi o que mais me cativou, e eu me preparo para atendê-la, enquanto pensava como ela era gata...

Ela: Oi, olha, tô procurando um arinho pro nariz com strass.
Eu: Sim, sim, tenho esses aqui. Vão ficar lindos em você, você tem um nariz perfeito.
Ela: Ai, obrigada.

Preciso esclarecer que, na real, eu não sou bonitão, mas sempre tive muito jogo de cintura e, fiel ao que diz meu bom amigo das noites, o "negro" Dolina: "nós, os feios, ganhamos na lábia". Uma grande verdade, então por isso me considero "atraente". Sinceramente, tava difícil tirar o arinho, mas eu demorava de propósito pra ficar mais um tempinho com ela e curtir a beleza dela...

Ela: Hehe, parece que tá difícil, né?
Eu: É, sabe como é... Tá com pressa?
Ela: Não, acabei de sair do trabalho, então de boa.
Eu: Ha, bom, vamos conversar um pouco sobre a vida.
Ela: Pode ser, até porque eu quase te conheço, te vejo sempre, hehe.
Eu: Ah, é? Mas me conhece de longe.
Ela: Óbvio. O que você vai fazer segunda? Viu que é Dia dos Namorados?
Eu: Hmm, na real, nada.
Ela: Mas você tem namorada, sim, eu sempre via ela.
Eu: (obviamente menti), é, mas agora tá tudo uma merda, sei lá, não tô com muita vontade de seguir em frente.

Por algo fiz aquela pergunta, isso mexeu comigo, mas a conversa já tava acabando, já tinha tirado o brinco e colocado num envelope pra não perder, cumprimento ela, ela também e na hora entra uma vizinha que compra muita coisa, então não pensei muito naquilo naquele momento. Passam uns 20 minutos, eu já tava puto porque a véia não ia embora, até que vejo ela voltar a entrar, me olha, dá uma risadinha e eu obviamente sorrio, por sorte a senhora, que até então eu tava odiando, comecei a amar porque me fez esperar pra ela voltar.

Eu: Voltou, negri, esqueceu alguma coisa?
Ela: Não, nada, é que fiquei trancada fora de casa e tinha que fazer tempo e como a conversa tava interessante vim, te atrapalha?
Eu: Não, de jeito nenhum, bora fazer o seguinte, fecho a loja e, vamos tomar alguma coisa, quer?
Ela: Ai, mas não tenho grana, adoraria (me fala com uma cara triste mas com um sorriso pela proposta)
Eu: Para de besteira, eu te convido, bora, eu não tenho nada pra fazer agora (por sorte minha namorada tinha saído com uma amiga pra comprar roupa e jantar)

Apesar de não demorar nada pra fechar, naquele dia fechei em menos de 5 minutos. Começamos a caminhar, encontramos um lugar bem legal pra tomar alguma coisa, entramos e ela me diz, "vamos tomar uma cerveja?", na hora respondi que sim, embora fosse mais pela vontade de ficar com ela do que pelo quão gostosa aquela cerveja parecia. Ela me pergunta porque briguei com minha namorada, invento uma história, basicamente conto nossa verdadeira separação que tinha acontecido dois anos antes. Ela chocada, pega na minha mão e me diz que sentia muito, que tudo ia se ajeitar, respondo que na vida tudo passa e que foi um milagre ela ter aparecido, ela mostra de novo aquele sorriso lindo que me deixou tão encantado. Saímos do bar, acompanho ela até em casa, ela me convida pra entrar e eu não aceito a proposta porque já era tarde e No dia seguinte eu tinha um monte de coisas pra fazer e ela estava super arrependida, então entrou na minha casa. No caminho, percebi que nenhum dos dois pediu o número do outro e, pior ainda, nem trocamos nossos nomes. Mas tudo bem, ia ter oportunidade pra tudo isso.
No dia seguinte, quase no mesmo horário da quinta, ela entra...

Ela: Ei, como vai meu vendedor preferido?
Eu: Hehe, tudo bem, gordinha? E você?
Ela: Ótima! Sabe, eu tava pensando... ontem fiquei com vontade de você vir em casa pra gente continuar nossa conversa. Quer vir jantar hoje à noite? Até porque não tem ninguém.
Eu: Sim, claro, sem problema. Não tenho nenhum compromisso...

Na real, eu tinha que inventar alguma coisa pra minha namorada. Nada melhor que encontrar um velho amigo que eu não via há muito tempo. Mandei a mensagem, ela não desconfiou, então tudo estava indo bem. Fechei a loja às 20h20 e fui pra casa dela. Ela abriu a porta, eu entrei, deixei um vinho bom e uma cerveja na mesa — só pra você ver como eu era atencioso. Ela disse que não precisava, mas era mais forte que eu. O vestido preto dela estava lindo, ela estava muito bem arrumada, parecia que ia pra uma festa. Serviu o jantar — muito gostoso, pra ser sincero — e, entre risadas, fiquei olhando fixamente pra ela. Ela me perguntou o que era, e eu, quase brincando, disse: "Eu sei que somos 'amigos' ou 'conhecidos', mas tô te olhando porque você é linda e desde que entrou na loja eu me interessei por você. Mas sabe o que é pior? Te ouvi se expressar, falar, e quase senti como você pensa... você flechou meu coração". Sabia que tinha falado tudo e não tinha volta. "Vou ser sincera, tô sentindo uma coisa forte também. Te vi e não sei... não costumo fazer isso, mas senti assim", ela disse, enquanto eu me jogava em cima dela pra beijá-la.

Começamos a nos beijar com muita paixão. Ela começou a me beijar no pescoço, eu a abraçava forte e acariciava suavemente suas costas descobertas. Os beijos eram intensos de verdade, cada vez mais fortes. Talvez pra esquentar a situação, comecei a beijar... seu pescoço e ela geme de prazer, entre seus suspiros me pergunta meu nome, obviamente respondo e devolvo a pergunta, quase sem conseguir falar e indo para seu quarto ela diz que se chama Yamila, mas que a chame de Milu. Já na cama dela, começo a tirar sua roupa suavemente, beijo seus peitos, seus mamilos, que já estavam bem duros e ela começa a tocar meu pau, obviamente eu estava de pau duro. Sabia que tudo estava acontecendo como devia ser, então não hesitei em enfiar os dedos nela, instantaneamente desço e começo a chupar seu clitóris, seu ponto G, enquanto ela não parava de gritar e tocar os próprios peitos. Começo a sentir que ela estava bem molhadinha, então subo para começar a comê-la, pego a camisinha, coloco e começo a transar, comecei devagar, para quebrar o gelo, embora eu só quisesse quebrar ela, comecei a entrar até o fundo e cada vez mais forte, "me dá mais, por favor, você é lindo, vai por favor, quero tudo de você" ela dizia, enquanto gritava e mordia os lábios, como é meu costume decidi satisfazê-la, dar tudo e um pouco mais. Passaram uns 25 minutos e eu gozo, continuo por alguns segundos e saio meio ofegante.

Começamos a conversar, enquanto ela se refugiava em meus braços e me dava beijos no pescoço. Conversamos sobre a vida, nossas situações, sobre como o momento foi lindo, Milu me conta que tem 23 anos e que não precisava dizer minha idade porque já sabia que eu tinha 19. Eu não queria falar muito, só aproveitar o tempo para depois não levantar suspeitas. Ela desce, me masturba com ternura e beija meu pau, como se fosse uma menina meiga que adorasse seu sorvete. Passa um tempo, ela pega uma camisinha com a boca, coloca em mim e sobe para cavalgar, sinceramente ela destruiu meu pau, essa menina tinha uma força descomunal, além da ternura tinha um animal internamente, "Isso, meu amor!, Isso, me dá até não aguentar mais, me dá forte!, Já gozei, vai, goza comigo!", ela gritava excitadíssima, faltando pouco para as 2 da manhã. acabamos juntos, ele não me deu nem um segundo de respiro, desce automaticamente, tira a camisinha e engole a porra que ainda estava na cabeça do meu pau. Ficamos mais meia hora na cama, voltamos a conversar, mas dessa vez o tempo todo falando do sexo incrível que tivemos e eu peço pra ela chamar um táxi, porque eu tinha que ir embora, ela chama super gentilmente. Enquanto nos vestíamos, ela me pergunta: "gordo, quer passar o dia dos namorados comigo?". Pra falar a verdade, fiquei sem reação, porque eu já tinha tudo combinado com minha namorada e dessa vez não dava pra inventar nada. "Adoraria, mas vou visitar um amigo que tá mal, no hospital, sabe", respondi (uma mentirinha piedosa, por favor que nada aconteça com nenhum amigo). "Tudo bem, gordo, te mando umas mensagens, adorei te ver... te quero", ela sussurra no meu ouvido enquanto nos despedimos com um beijo bem longo. "Eu também te quero e adorei estar aqui com você, que se repita", respondo abrindo a porta do táxi.

Segundos depois chega uma mensagem dela: "Oi gordo, esse é meu celular, a gente pode se ver um pouquinho na segunda?". Deixo a resposta em suspenso, garanto que sim e que adoraria fazer tudo que ela quiser, fecho o celular e penso em como vou continuar essa mentira, gostosa mas ao mesmo tempo cheia de culpa...

fim.SÉRIO QUE É O FIM?

Seus comentários ePONTOSdá vontade de contar minhas histórias pra vocês

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