Bruxaria na cama

Eu me gabava da minha segurança, daquela intuição natural que me acompanhou a vida inteira, daquela facilidade de seduzir no sentido mais amplo da palavra. Sempre fui consciente da minha beleza, mesmo sem me achar a rainha do mundo ou me gabar disso. Sabia do efeito que causava nos homens, embora nunca tivesse tirado proveito total disso; no meu ponto de vista, havia formas mais sutis e mais letais de ficar na cabeça de alguém, e confesso que me tornei expert nisso, sentindo até um prazer quase perverso. Mas, no fundo, algo me dizia que faltava alguma coisa. Algo que eu não conseguia ou não queria definir claramente…

Eu levava uma vida familiar harmoniosa, e não importa agora se era feliz ou não. Era uma mulher controlada, misturando a fórmula machista de "uma dama na rua, uma puta na cama". Pra ser sincera, meu marido foi praticamente o único homem que tive, mas ele soube me livrar de medos, tabus e tudo mais, me transformando numa mulher completa, capaz de sentir e dar o máximo de prazer. Nem preciso dizer que nesse aspecto não tinha motivo pra reclamar do meu consorte, coisa que muitos não entenderiam, mas pouco importa agora…

Aquela manhã já começou doida; preparando o documento que tinha que apresentar no tribunal pra defender aquele caso que eu sabia que já tava ganho, fiquei na frente do computador até altas horas da noite. Como o cansaço vinha me derrubando há semanas, simplesmente não ouvi o despertador e continuei dormindo. Acordei assustada mais tarde, só com tempo de tomar um banho e pouco mais. Um café corrido foi meu café da manhã. Entrei no carro, não sem antes ligar pro meu cliente e pros meus contatos no tribunal, avisando que chegaria depois do horário combinado. Tava obviamente tensa, e a única coisa que me faltava era um engarrafamento.

Todo meu controle proverbial se Me encontrava à prova. Tomada pela ansiedade, fiz uma manobra que só piorou a situação, ficando presa no meio da rua com o carro na diagonal, sendo o alvo certo de todos os insultos possíveis e imagináveis. Finalmente consegui me livrar, só para protagonizar uma pequena batida com o carro da frente. O motorista desceu furioso, e eu me preparei para fazer o mesmo, já resignada, mas sem perder a compostura, mesmo que por dentro estivesse prestes a explodir.

- Onde você aprendeu a dirigir?! Num parque de diversões?! Sua puta mal…

Eu ainda não tinha terminado de descer do carro quando o cara já tinha começado a me xingar, vindo na minha direção. O jeito como ele me encarou me revoltou tanto que eu estava prestes a responder do mesmo jeito quando finalmente consegui me levantar e, ao erguer os olhos, me senti de repente tomada. Tinha na minha frente um homem muito bonito, de olhos escuros como a noite, de clara ascendência levantina, que, pelo olho clínico, devia ter uns dez anos a mais que eu. Fiquei muda de repente, sentindo um fogo subir pelas minhas bochechas como uma adolescente idiota. O homem em questão deve ter sentido algo parecido com a minha presença, percebi pelo jeito que ele falou depois, mesmo que aos gritos.

- O que você está fazendo? Não pode dirigir assim. A rua não é só sua, ainda mais com todo mundo amontoado. Todo mundo está com pressa e tem horários para cumprir!
- Eu… bati no seu carro… Vou ligar para o pessoal do seguro – foi tudo o que consegui dizer, pegando meu celular preso na cintura da minha saia graças ao estojo.
- Não tenho tempo de esperar ninguém. Tem gente me esperando… – Aqui está… – sentenciou, estendendo-me um cartão com seus dados, não sem antes rabiscar nervosamente o número e a placa do carro dele.

Ele foi para o carro e foi embora, abrindo caminho entre um trânsito que já tinha aliviado um pouco. Eu Subi no meu e fiz minha parte, me sentindo estranha, como se algo tivesse me violado. Guardei o cartão na minha carteira sem parar pra ler. Não queria me dar ao luxo de continuar perdendo um tempo precioso. Tentei esquecer o que tinha acontecido e, quando cheguei ao destino, senti que a alma tinha voltado pro meu corpo. Tinha voltado a ser a mesma de sempre… Depois, os trâmites de sempre, a espera chata, os cumprimentos protocolares, os cumprimentos obrigatórios, os cumprimentos afetuosos, o celular tocando de vez em quando. O falar no ouvido do meu cliente… porque depois de entregar o documento, eu teria que me encontrar com o Juiz por outro caso que não tinha nada a ver com o que me trouxe até ali. Cumprido o trâmite, só tinha que esperar no outro lado do fórum, tendo feito o meu e despachado o cliente, só queria um momento de sossego antes de ver o Juiz.

Eu não conhecia o Magistrado pessoalmente, mas sabia da capacidade e da fama dele na Faculdade de Direito como Professor da Cátedra. Não era pra me amedrontar, mas não sei se por causa do que tinha me acontecido naquela manhã, eu estava particularmente inquieta e nervosa, o que me deixou meio de mal humor, tipo com raiva de mim mesma. Depois de uma espera que me pareceu eterna, um escrevente me indicou que eu podia passar pro gabinete; devo confessar que me irritou notar que o Juiz não estava lá, tava doida pra vazar daquele lugar o mais rápido possível.

Mal me sentei na frente da mesa enorme, ele apareceu finalmente por uma porta lateral. O sangue gelou nas minhas veias quando vi ele. Era o cavalheiro com quem eu tinha batido poucas horas antes!… Mal consegui sair do meu espanto quando, instintivamente, me levantei e estendi minha mão. A surpresa dele não foi menor e ele retribuiu o cumprimento com firmeza. Notei a mão dele gelada e a minha suada… “Que vergonha!” pensei quando a voz profunda dele me tirou dos meus devaneios.

- Bom, finalmente podemos nos cumprimentar como deve ser, Dra… – dizendo meu sobrenome depois de consultar os papéis que ele segurava na outra mão.
— Parece que sim…
— Me diga o que te traz aqui… não me diga que é por causa da batida.
— Não. Sr. Juiz – respondi com mais calma – Confesso que ainda não vi o cartão que o senhor me deu, guardei ele com minhas coisas tão apressada que…
— Tudo bem – ele me interrompeu, fazendo questão de mostrar seu poder com um gesto displicente da mão – Sente-se, por favor…

Só aí consegui fazer o que me levou até o gabinete dele. Expus minhas opiniões de forma precisa e o mais objetiva possível, completamente convencida de que ia dar certo. Embora fosse uma audiência quase extra protocolar, servia pra eu saber se ele realmente pegaria aquele caso ou não. Confiava na experiência e na imparcialidade do Juiz pra mediar aquele assunto em específico, mas conforme o tempo passava, algo me corroía por dentro: era o olhar silencioso do Magistrado, que parecia me ouvir sem prestar atenção. Me amaldiçoei por dentro ao reconhecer que aquele homem me atraía como ninguém nunca tinha me atraído antes, e na minha mente a ideia de não sair dali começou a me rodar. Imagens ousadas se amontoaram na minha cabeça, e devo ter ficado tonta, porque me vi obrigada a me levantar. Mais rápido que um raio, ele se levantou solícito da cadeira e ficou do meu lado. Não sei se viu que eu estava prestes a desmaiar ou o quê, mas me segurou pelo braço e me levou até a janela que estava aberta pra eu pegar um ar. A brisa bateu no meu rosto, o que era inevitável já que estávamos no terceiro andar, como era o caso. Agradeci o gesto e por um instante esqueci o que estava rolando.

O ar estava tão tenso que dava pra cortar com uma faca, eu estava agitada e confusa, sentia que algo ia acontecer e, pior, eu estava desejando que assim fosse. De repente, senti umas mãos na minha cintura e um hálito quente no meu pescoço. Me arrepiei toda, e essa foi a carta aberta que o Juiz precisava pra se colar no meu corpo por atrás. Poucos instantes depois, percebi que ele impunemente esfregava a ereção dele entre minhas nádegas enquanto sussurrava putarias no meu ouvido, coisas que em outra situação eu não permitiria nem do meu próprio marido. Mas ali estava eu, presa voluntária daquele desconhecido, mesmo ele sendo um profissional respeitável vestindo um terno importado. Não me importava que ele me submetesse ali, à vista de qualquer um que pudesse aparecer nas janelas do prédio da frente. Aquilo me excitava ainda mais, fazia meu sangue ferver, me deixava louca, me esquentava… Meu coração batia forte e minha respiração ficou ofegante. Tudo era tão surpreendente, tão repentino e bizarro…

- Você gosta, sua puta? Que bunda gostosa você tem… Linda pra eu furar… - ele sussurrava atrás da minha orelha. Tonta de tesão, eu não conseguia responder, só por instinto arqueava a cintura, colando minha bunda naquele pau que eu imaginava duro por trás das calças engomadas dele, capaz de esvaziar todo o vulcão que queimava dentro de mim.
- É… claro que você gosta, olha como você se inclina… vou ter que arrebentar essa sua buceta, gata, de castigo por ter batido no meu carro hoje de manhã. Mas eu te comeria do mesmo jeito, mesmo se não tivesse batido… Mmmm, é, se mexe assim – ele dizia enquanto meus quadris continuavam se balançando sabiamente, esfregando o sexo dele, e as mãos dele subiam minha saia em busca da minha bucetinha molhada…

Agora que lembro, não acredito na minha reação, mas nós dois nos sentimos atraídos desde o começo e eu não tive vergonha de me entregar e gozar como nunca. Era como se naquele momento eu tivesse me rebaixado, descobrindo e provando o quanto eu podia ser puta com alguém que realmente me atraía. Que me importava nunca mais vê-lo? A questão era cumprir uma única premissa: gozar, aproveitar, me deliciar…

Os dedos dele encontraram fácil meu clitóris entre minhas pernas, depois de esfregá-lo sabiamente por cima da minha calcinha, me fazendo gemer. De forma inacreditável, recuperamos momentaneamente a sanidade para nos afastarmos da janela. Ele passou a mão no nariz, sentindo o meu cheiro de mulher gostosa que tinha ficado impregnado nos dedos, e ficou me olhando triunfante. Mas mesmo assim, algo quebrou como num passe de mágica o clima louco que tinha se formado, como se nós dois tivéssemos reagido de repente.

O Juiz abaixou a mão e, parado na minha frente, soltou uma desculpa inacreditável, dizendo que tinha se deixado levar. Ele se desfez em pedidos de desculpa, mas as cartas já estavam lançadas. Teria sido mais inacreditável deixar as coisas naquele momento do que seguir em frente. Da minha parte, mesmo que minha respiração tivesse se acalmado um pouco, no meu corpo tinha se desencadeado uma reação em cadeia como nunca tinha sentido antes. Uma sensação totalmente embriagante, eu me sentia dominada por aquele homem, morrendo de vontade de ser possuída por ele, mas o que estou dizendo! Eu queria que ele me comesse com toda a força, que arrancasse de mim o orgasmo mais intenso, aquele que te deixa sem fôlego, com vontade de mais…

Me senti uma idiota depois de tudo, tinha perdido o rumo sem saber o que fazer ou dizer. Não conseguia entender como tinha agido daquele jeito com tanta cara de pau. Mas, porra! Tinha que admitir de uma vez por todas, algo tinha se quebrado definitivamente dentro de mim. Minha sanidade tinha virado fumaça, junto com a "fumaça" que esse Juiz estava me fazendo soltar, ele que tinha me pegado de surpresa. Decidi me jogar de vez, porque já não tinha mais nada a perder e não quis deixar passar a oportunidade, como se estivesse estreando aquele novo estado de espírito que eu tinha.

Sem dar tempo pra ele reagir, quase em uníssono, desabotoei minha blusa de seda e tirei o sutiã, oferecendo a ele o espetáculo dos meus peitos brancos, cheios, com os bicos rosados e durinhos. Algo que nenhum homem conseguia resistir. "Você me deixa louco"... ele murmurou antes de agarrá-los com as mãos e depois prendê-los com os lábios. Me fez berrar de prazer, minha buceta pulsava, desejando sensações mais intensas e diretas. Me arrastou até uma cadeira, me fez segurar no assento pra que eu me Inclinei o suficiente, não me deu muito trabalho bagunçar minha roupa e ali mesmo, me pegando como um sátiro, ele desabotoou a calça liberando aquele pedaço que eu desejava loucamente, bombeando dentro da minha buceta depilada. A excitação era tanta, eu estava tão transbordando de sensações novas, tanto prazer que a iminência daquela foda selvagem estava me dando, que não consegui evitar gemer quando finalmente ele entrou em mim. Tapou minha boca e eu mordi seus dedos sem machucá-lo. Enquanto eu me sacudia a cada estocada, ele enfiava dois dedos na minha boca para eu chupar, antecipando o prazer que daria quando eu o mamasse. A outra mão foi pro meu clitóris, onde com os dedos me apertava com habilidade, me fazendo derreter. Encaixou ainda mais o pau dentro de mim ao ajustar melhor a posição. A boca dele no meu ouvido não parava de incentivar meu orgasmo. Eu me sentia desfalecer. De repente, uma onda atravessou minha espinha, me fazendo vibrar dos pés à cabeça, quase me obrigando a gritar. Ele soltou meus lábios da prisão e eu, num gemido quase inaudível mas raivoso, não parava de dizer: "Tô gozando, tô gozando, tô gozando…" anunciando com pompa minha explosão. Os espasmos da minha buceta o fizeram gemer, ainda não tinham terminado meus últimos estertores quando ele se afastou de mim, dizendo que eu o tinha deixado a ponto. "Vem, ajoelha, tira meu leite", ele disse.

Nem lerda nem preguiçosa, me ajoelhei em pagão ato de adoração, era o mínimo que podia fazer diante daquele falo que me tinha revirado toda. Me deliciei com aquele doce, lambi, chupei, saboreei, limpei suas bolas cheias que brilhavam com meus próprios néctares. Até que, depois de ter brincado o suficiente, as mãos dele na minha cabeça, querendo marcar o ritmo da sucção, me disseram que o final estava perto. Bastaram poucos movimentos para o Juiz se esvaziar na minha boca em meio a um tremor geral. Como boa porquinha que era, engoli sem reclamar seu Produto precioso e sorri de orelha a orelha.

“Como é que aquele filho da puta se salvou...!” ele disse, agitado e com a respiração ofegante. E na mesma hora me deu um beijo de língua dos melhores, curiosamente o primeiro da surpreendente trepada. Recuperado o fôlego, nós dois ajeitamos as roupas e tentamos ficar o mais apresentável possível. Ele me disse para esperá-lo tomando um café no bar da esquina, que passaríamos o resto do dia em algum lugar discreto onde tudo seria melhor. Ele daria uma desculpa de mal-estar repentino e ninguém ligaria muito porque não teria audiências naquela tarde...

Meu despertador toca insistente, de forma impertinente. Acordo e me sento na cama agitada, custo a recuperar o senso de realidade, uma careta incrédula se desenha no meu rosto... estava sonhando e, por mais que fosse um sonho, vivi como real. Me sinto excitada e olho para meu marido, que dorme tranquilamente ao meu lado, com total lascívia. Penso que vou ter que ligar para o trabalho e dar uma desculpa convincente para não ir, mas caio na real de que é sábado e até os meninos não estão em casa porque estão passando uns dias com a avó. Um sorriso safado toma conta da minha boca, me deito encostando meu corpo no dele, que mesmo dormindo não demora a reagir... Hoje vou acordar bem tarde... mas se eu encontrasse alguém como o protagonista do meu sonho, não hesitaria em cair de boca... agora tenho plena certeza disso...

2 comentários - Bruxaria na cama

sencillamente genial...
😉 😉 😉 😉 😉 😉 😉