No le temas al amor (6)

Fui atrás tentando alcançá-la mas falhei, corri até chegar na casa dela e a mãe dela disse que ela ainda não tinha chegado.

Caminhei até o parque e também não a vi, as lágrimas começaram a inundar meu rosto, eu estava desesperada, me sentia terrivelmente mal.

O que eu tinha acabado de fazer? Beijar um cara que odeia pessoas como eu? Trair a mulher por quem eu estava me apaixonando? Tirar sarro na cara dela? Fazer um completo ridículo? Deus... que porcaria

Eu me arrependi profundamente, fui tão devagar pra casa que cheguei quase na hora e quando abri a porta principal me deparei com minha mãe sentada na sala e Gustavo no outro lado tomando um refri.

- Que foi?

- Meu amor, que grosseria é essa? – minha mãe se levantou e foi me cumprimentar – não vai cumprimentar seu namorado?

- Como é?

- Oi, meu amor – Gustavo se levantou e me roubou um beijo de surpresa

- Ei, ei, ei – eu disse sem nem saber o que significava essa palavra – não tô entendendo o que tá acontecendo aqui?

- Pois é, minha vida – minha mãe começou a falar – o Tavô (haha, conhecia ele há poucos minutos e já tava chamando de Tavô) se apresentou já que você não queria me apresentar

- Ele não é meu namorado – eu falei firme – Gustavo, cai fora da minha casa, por favor

- Melanie, me faz o favor e me respeita

- Mas você não me ouve, ele não é meu namorado

- E o beijo que você me deu agora há pouco, o que quer dizer então?

- Pois esse beijo... eh... não sei, a cerveja me deu uma leve alterada

- Olha, Melanie, não vou ficar de palhaçada com você... Tá bom, quer que a gente converse sério? – ela se sentou e me indicou pra eu fazer o mesmo – Gustavo me contou tudo o que acontece entre você e Manuela e – me apontou com o dedo – além do mais nem precisava ele me contar, eu já suspeitava

Meu mundo, que eu achava que estava plenamente bem, desabou num dois por três, minha mãe começou a falar comigo com repulsa, Gustavo me olhava como se eu não fosse normal

- Você não pode ser assim, filha

- Assim como? Homossexual, lésbica? Haha... tarde, mãe, tarde porque eu já sou

E sabe o que é o pior – me aproximei dela falando no mesmo tom que ela tinha usado comigo minutos antes – foi eu me apaixonar por uma mulher, sim, por Manuela.

Não terminei de dizer o nome dela quando senti um tapa no meu rosto. Nem tentei ouvir o que ela gritava, só me deixei envolver por tudo que tinha acontecido naquele dia.

Fui pro meu quarto e não saí de lá pelo resto da noite e no dia seguinte, nem fui estudar… depois de tanto recusar, aceitei conversar com minha mãe.

Ela entrou no meu quarto com os olhos vermelhos e inchados. Doeu na alma vê-la assim, e mais ainda por ser minha culpa.

– Perdoa-me, filha.

– Mãe…

– Shhh… não diga nada, Melanie. Eu só quero o melhor pra você – ela se acomodou ao meu lado e começou a falar com doçura – Meu amor, você sabe o que a família pode decidir? Na sua escola nem vão te aceitar… além disso, Melanie, você mataria seu pai, e olha como ele tem estado doente.

As lágrimas dela escorriam como se nunca quisessem parar, a voz era de incerteza. Bastou ela mencionar meu pai pra eu pensar direito no que faria da minha vida.

Então…

Teria que sacrificar meus sentimentos pela saúde e pelo bem-estar emocional da minha família e das pessoas próximas?

Hmm, não acho que seria capaz de aguentar isso. Por essa razão decidi pedir à minha mãe um dia, só um dia pra esclarecer as coisas (que ridícula eu fui naquele momento, como se pudesse parar o que não tem como parar, como se num dia gostasse de uma mulher e no outro de um homem).

– Eu só te peço, Melanie, que pense em nós, meu amor. Olha, eu conversei bem com aquele jovem e me pareceu maravilhoso, meu amor. Pense nas coisas, mas principalmente pense no seu futuro.

Fiquei em silêncio e esperei ela sair do meu quarto. Fui me olhar no espelho e até eu me assustei (imagina como eu devia estar, né?). Olhos inchados, olheiras… boca ressecada, cabelo todo desgrenhado e da minha roupa nem se fala.

Entrei no banho e me deixei levar pela água que caía sobre meu corpo, não… não conseguia parar de pensar na Manuela, precisava falar com ela.

Manuela:

Senti quando ela chegou e bateu na porta, minha mãe disse que eu ainda não tinha chegado, vi pela janela sua silhueta de costas, ela estava tão linda… aff, por que dói tanto o que ela fez? Afinal, a gente ainda não era nada… mas, meu Deus… ela transou comigo no mesmo dia que beijou um HOMEM!!

(Um dia depois)

Levantei e fui pra escola, não quis falar com ninguém, não sentia necessidade…

Aquele turbilhão de sentimentos (bons e ruins) estava me afetando, pedi permissão pra sair da aula e fui pra cafeteria tomar alguma coisa pra conseguir me controlar calmamente.

Não prestei atenção no tempo e, quando percebi, já tinham tocado o sinal da saída. Vi a Lina de longe se aproximando de mim, nem deixei ela falar comigo, quando senti que ela estava perto, fui direto pra saída da escola.

Era um daqueles dias tão comuns, era antes de conhecer a Melanie, eram cinzas… eram iguais a quando a Maria foi embora… eram… aff, tô sendo tão patética, eu sei…

Caminho e chego no meu lugar, no meu parque, tiro da mochila meu caderno de pensamentos (aquele que a psicóloga me mandou uma vez) pra anotar tudo que passa pela minha cabeça e me assusto: em 15 minutos já escrevi mais de 4 folhas (8 páginas)…………………………………………………………………..

A tarde toda se vai nisso, escrevendo e pensando, analisando minha vida e as pessoas ao meu redor.

A Paola se aproxima "como se o dia já não estivesse ruim o suficiente" e senta do meu lado, dizendo que já sabe o que aconteceu ontem à noite.

- hmm, ótimo!!

- Manu, sinto muito

- eu sinto mais

Nas mãos dela tem uma garrafa de uísque (truque velho, mas eu caio mesmo assim) – vamos pra minha casa, sim?

Aceno com a cabeça, tô com raiva… esqueci de dizer que alguns minutos atrás cruzei com o cretino (vocês já sabem quem é) e, com um sorrisinho de vitória no rosto, ele me disse:

- "ei, ei… já conheci a sogra lésbica, ela é bem gostosa e ainda por cima… ela gostou de mim, sabia que a Melanie e eu já estamos namorando??"

Pff, o que eu posso pensar sobre isso?...

Eu faço Encontro a Paola e vou com ela, quero esquecer por um minuto como é foda não me sentir com ela... aff, ainda penso nisso e não acredito. Por que ela transa comigo e beija ele? Uff, que triste... triste ver que... talvez... ela seja igual à maioria no final das contas, mas tudo bem! Ótimo, eu mereço isso, quem diabos me mandou ser tão filha da puta de ingênua??

Vou com ela para a casa dela; primeira vez que entro lá, está sozinha... é bem agradável e aconchegante. Quem iria imaginar?

- E sua família?

- Estão trabalhando – ela respondeu, indo para a cozinha pegar 2 copos. Deixei a porta aberta, não queria ficar trancada com ela.

Ela sentou ao meu lado e assim começou uma tarde bem intensa.

Melanie:

Como não fui à escola e não aguentava mais ficar assim, voltei para a escola dela e esperei ela sair. Ela discutiu com os amigos e foi sozinha para o parque.

Não me apressei, apenas me deixei levar pelos meus sentimentos – curiosamente – eles só me diziam para ficar quieta. Segui ela e fiquei mais de 2 horas vendo ela olhar para o céu e escrever no caderno...

Vi Paola se aproximar dela, sentar ao lado e colar mais no corpo dela – puta! – foi tudo que pensei...

Não quis continuar vendo, mas fiquei para ver o pior. Manuela entrou com ela em casa e deixou a porta aberta. De lá, dava para vê-las... naquela hora estavam bebendo...

Meus olhos nem sequer piscavam, estavam abertos, atentos para não perder nenhum momento entre elas... mas... elas brindaram... Manuela a abraçou... e depois... depois... se beijaram (kkkk mentira, impossível as duas protagonistas fazerem a mesma coisa, né?)

Depois... Manuela se levantou e foi embora... Paola ficou chamando, mas depois entrou. Segui aquela garota que eu gostava tanto...

Seu passo era lento, bem lento...

Era suave... ela estava com a cabeça baixa

- Manuela – falei o nome dela sem nem pensar

Ela se virou e me olhou

- O que você faz aqui?

- Vamos conversar, por favor

- Sobre o quê?

Me Cheguei mais perto, ficando a apenas dois passos dela – Manu, me perdoa.

– Por quê? Porque você beijou ele? Hmm... não se preocupe – ela me disse com toda a serenidade – eu não estou brava.

– Fala sério?

– Sim.

Não me importei que tivesse gente na rua nos vendo, me joguei sobre ela e a beijei, ela... quer dizer, seu beijo não foi como os anteriores, nesse eu sentia raiva... muita raiva, mas não quis me separar dela, a abracei pelo pescoço e disse no ouvido que a amava.

Manuela:

Agora ela estava ali... comigo me abraçando e, uff, se a ouvissem, acreditariam que o que me dizia era verdade, até eu cheguei a duvidar... ha... incrível, não achava pouco o que tinha feito comigo para agora acreditar que tudo estava como se nada tivesse acontecido? Pelo amor de Deus... no que ela está pensando?...

Senti tanta raiva, que só agarrei forte sua mão, chamei um táxi e a levei... ela não sabia o que estava fazendo e eu entendo, porque nem eu mesma sabia para onde íamos, ainda estava com meu uniforme e não me importei.

Ela pegava minha mão e a acariciava, cada vez que a olhava me sentia pior... supostamente ela já era namorada do Gustavo, mas vinha e me dizia que me amava, fechei meus olhos e me forcei a não chorar, disse ao motorista que nos levasse a um motel, sim... nunca tinha entrado em um, mas ela seria a primeira pessoa com quem faria isso.

Meus planos naquela altura seriam, deitar com ela novamente, não fazer amor, mas transar... voltava a ser a mesma Manuela de duas semanas atrás... que triste... pff, que patético o amor.

– Manu...

– O quê?

– Por que num motel?

– Ah, você não quer?

– Não é isso, é só que acho que primeiro deveríamos conversar.

Fiquei calada naquele momento – Senhor, pare um momento, por favor.

– Claro – me respondeu, parando o carro.

Desci sem dizer nada e fui até a loja de bebidas, comprei uma garrafa de uísque e entrei no carro de novo, vi o senhor me olhando e com seu rosto me dizendo que eu não devia fazer aquilo.

– Tem algum problema, sabe por quê? Você não é o único taxista dessa cidade

- Manuela, o que foi? – Melanie entrou na conversa falando bem alto e surpresa – Senhor, desculpe

- Não se preocupe, e senhorita – ele olhou pra mim – eu não estou falando nada, e se com meus gestos a fiz me sentir mal, peço desculpas

Nem olhei pra ele, ouvi Melanie falando comigo mas nem quis olhar pra ela, só esperei a gente chegar e pronto.

9 minutos depois ouvi aquele senhor de boné, com uma barba por fazer, olhos castanhos claros profundos anunciar com sua voz rouca que já tínhamos chegado. Paguei ele e peguei pela mão quem eu pensei que seria minha namorada

- Manu, eu não quero…

- Têm certeza? – falei desafiante

- Não… digo, vamos conversar primeiro

- Não quero conversar – soltei a mão dela, peguei a garrafa e coloquei o licor numa garrafa térmica onde levava uma coca no meu bolso. – a gente entra ou não?

Ela assentiu sem vontade…

Dói fazer o que estou fazendo, ou melhor dizendo, o que estou prestes a fazer… mas meu ego, não tanto porque metade do colégio hoje de manhã estava me dizendo "ah… te meteram chifre assim feio… ugh… que merda, Manu" mas sim porque ela, apesar do que fez, continuou com o joguinho dela…

Com a cabeça erguida entrei com ela no lugar

- Boa tarde – a recepcionista me perguntou

- Boa

- Eh…

- Sim – ajudei – somos nós duas

- Que idade vocês têm?

- Vão nos deixar entrar ou não?

- Manuela, para já, que grosseria é essa?

- Não se mete

- Sim, quanto tempo?

Olhei pra Melanie vermelha de vergonha, apertei a mão dela pra que me olhasse

- Quanto tempo? – questionei olhando nos olhos dela

- Eu vou saber? – ela disse

- 2 horas

Ela me entregou um cartão e indicou por onde devíamos ir, subimos pro quarto, passei o cartão na porta e ela abriu, entrei primeiro e sentei no balcão… tirei o uísque da minha bolsa e comecei a beber, ela se aproximou e tirou violentamente de mim

- Por que está com essa atitude? – me perguntou angustiada – o que foi, meu amor?

- Meu amor? – falei num tom sarcástico -Bom, Manuela, você me disse que não estava chateada comigo... então por que me trata assim? -Por nada – tirei minha garrafa térmica e continuei bebendo -Não vou me deitar com você se estiver bêbada -Então o que está esperando para ir embora? – murmurei grosseiramente, a raiva estava me dominando... mais do que eu queria admitir Ela me olhou sem conseguir controlar uma lágrima – Tudo bem, adeus – virou-se e foi em direção à porta, levantei da cadeira e fui atrás dela, agarrei-a por trás, acariciando seu cabelo – não vá Virei-a e ela me abraçou – me perdoa Não disse nada sobre isso – quer que eu não beba? Tudo bem – peguei a garrafa térmica e joguei – não bebo – beijei-a... meu orgulho e minha razão gritavam e exigiam que eu parasse de beijá-la daquele jeito Que jeito? Ora... desse jeito! Do jeito que eu gostava de beijá-la, com amor!... Apertei-a com toda minha força e disse novamente para ela não ir embora... Sem que eu esperasse, ela foi levantando minha blusa, sem parar de me beijar... seus lábios estavam úmidos, quentes... doces... Não quis dar ouvidos à minha raiva interior, mas foi impossível, realmente impossível... fechei meus olhos e só via ela e ele... Deus... é que aquele beijo parecia melhor do que o que ela me dava, ela... ela... ela... queria ele... Uma lágrima escorreu de mim, ela sentiu e tentou se afastar mas não deixei, joguei-a com força na cama e me coloquei em cima dela, tirei sua roupa quase tão rápido quanto ela demorou com minha blusa... estava completamente à minha mercê, olhava para mim sorrindo e meu ódio aumentava. Como podia fazer isso comigo? Me despi também e beijei sua boca... lábios... língua... queixo... mandíbula... início do pescoço... pescoço... orelha... mordi forte... ela gemeu... agh, queria que doesse, não que ela gostasse... desci pelo início de seu peito... apertei seus seios com minhas mãos com força... ela se contorceu fechando os olhos... beijei ali... comecei a lambê-los... a... chupá-los... a... molhá-los... desci minha mão... e... enfiei... em sua intimidade... toquei... ahh... ecoou no quarto... Fui fazendo amor com ela dessa maneira enquanto eu, da mesma forma, Eu mexia no ritmo do corpo dela... comecei a ficar excitada... não queria... merda... agora tinha que parar e não conseguia... agh... cada vez... fiz mais e mais rápido até que ela... gemeu um pouco mais alto e senti o corpo dela tremer com meus dedos em contato com sua buceta...

Ela abriu os olhos... e se virou... não deixei... ela insistiu... e eu me recusei... voltamos à mesma posição inicial... olhei para ela com raiva... com fúria... eu realmente tinha me apaixonado... que idiota eu sou!!!

Me acomodei de modo que minha buceta ficasse entre suas pernas e que ao me mexer ela sentisse... ela fez o mesmo... começamos a nos mover e... mmm... eu gozei... bem rápido...

Deitei e virei dando as costas para ela...

Fechei meus olhos e minutos depois senti suas mãos envolverem minha cintura, enquanto sentia seus lábios no meu cabelo

— você é linda, Manuela, lindíssima

Ela acariciou minhas costas... meus braços... meus seios... comecei a ficar excitada de novo... quando me senti terrivelmente ao ouvi-la dizer "eu te amo"

— por que você é assim? — virei para ficar de frente para ela

— assim como?

— pensei que você era diferente, Melanie... juro que pensei

— do que você está falando?

— DE VOCÊ, É QUE VOCÊ NÃO ME OUVE?!

— Manuela, não grite comigo

Levantei da cama e percebi que estava tonta, me vesti e procurei o uísque, quando já estava pronta a vi chorando sentada na cama

— você ficou comigo por vingança? Por isso tinha tanta raiva? Por isso foi tão bruta? Hein? RESPONDE?!

— você já tem quem fique com você melhor do que eu, não é?

— Manuela, por favor — ela se levantou com o lençol cobrindo seu corpo — aquele beijo foi uma maldita estupidez

— não, Melanie, não foi, sabe?... diga ao seu namorado que ele ganhou... que ficou com você... sabe? — me aproximei dela, a vi tremendo, estava com medo... estava com medo de mim — te conheço há mais ou menos duas semanas, e desde o primeiro momento em que te vi gostei de você, comecei a te tratar e... — pensei um minuto — me apaixonei — vi como ela me olhou — me apaixonei por você... ontem — uma lágrima escorreu de mim, enquanto ela pegava minha mão e me... beijava – quando estávamos juntas foi a melhor coisa que me aconteceu, foi…algo lindo, mas depois…depois eu vi, vi algo estranho em você, tipo arrependimento, te liguei de tarde e…você não estava bem, me senti um lixo sabe?...depois te vejo com ele

- Manu me deixa explicar – sussurrou com a voz embargada

- Deixa eu terminar

Suspirei

- Te vi com ele…vi como você olhava pra ele e como ele olhava pra você…me deu uma raiva…me senti triste – olhei nos olhos dela com uma sutileza máxima – e depois você dança com ele…tá com ele…beija ele…e tudo fica girando e… – quando viro pra ver na esperança de que você venha atrás de mim, continuo te vendo naquelas…por Deus…é que mesmo se eu tivesse feito a pior coisa com você, você não teria sido tão cruel…e pra completar…hoje esbarro nele e ele me diz que já se dá bem com sua mãe, que ela aceitou ele como seu namorado, e que são namorados

- Manuela…

- Shhh sabe como eu me senti? Como quando ela morreu – não queria ter dito isso, nem cheguei a pensar nisso

- Quem é ela, Manuela?

- Me senti o pior, Melanie – ignorei a pergunta dela voltando ao assunto – e você vem…e… – não consigo falar, porra!! Por que eu sou tão fraca… – você me diz que me ama? É que por acaso você é de pedra pra não sentir o que eu posso sentir quando você me diz isso?

- Sinto muito

O celular dela tocou – atende – falei me levantando pra procurar

- Não

- Sim

Peguei do bolso da calça dela e uff…""""Gustavo""""

Sorri…

- Fica bem

- MANUELA!!! Não vai… – chorou – não me deixa

- Vai, atende seu namorado! Vai lá…ele tá te esperando

Saí daquele lugar com meu coração em pedaços, peguei um táxi e fui pra casa.

Melanie:

No táxi ela se comporta diferente…ela…ela não é ela…eu sei, não quero contrariar, não quero perder ela, chegamos num motel

Deus…ontem perdi minha virgindade e hoje tô num motel, briga com a recepcionista, peço pra ela se acalmar e em poucas palavras ela me responde com um – "não se mete" – tipo não seja "METIDA"

Ela só quer beber e beber, me dói ver ela assim, Sei que é por minha culpa, eu me sinto igual, entendo ela, mas não quero que continue bebendo. Estou com medo. Entramos no quarto e ela volta a beber. Tiro a bebida dela, quero ir embora... Ela me segura e me abraça, implorando para que eu não vá. Me vira e me beija.

Deus... Ela me beija igualzinho a ontem. Eu a amo... e... mesmo que isso me machuque... não vou deixar esse sentimento; por minha família, não posso.

Sinto uma lágrima dela na minha bochecha, quero perguntar o que acontece, mas ela não me deixa. Me joga com força na cama e começa a fazer amor de um jeito diferente... Não quero... Não quero...

Não quero que ela seja assim... Não quero. Me deixo fazer o que ela quiser e ela continua chorando. Humm, que martírio isso. Queria voltar no tempo e não ter sido tão estúpida.

[...]

Ela se senta ao meu lado e me diz tudo o que sente. É tão doce, não quer chorar, mas não consegue...

Peço para que me escute e ela não me deixa. Sinto meu coração bater muito rápido, não sei por que, sinto que isso é uma espécie de despedida. Ela continua chorando... O maldito celular toca. Olho e é Gustavo. Não! Não posso ter mais azar...

- Fique bem – ela diz, saindo pela porta.

A única coisa que consigo fazer naquele momento é chorar. Minha mãe armou uma cilada para mim... Por isso foi a atitude dela ontem. Ela se envolveu com ele para me separar de Manuela e... Eu caí na armadilha dela... Por quê? Por quê?—

Me visto e vou para casa. Abro a porta e encontro minhas malas na sala...

Merda, pra que pergunto o que acontece se já sei?

- Melanie, onde você estava? – minha mãe diz, preocupada.

- O que te importa.

- O quê?

- Você já ouviu.

- Ok, perfeito que você esteja assim. Já sabe que essas malas são suas e você vai embora agora mesmo.

- Para onde?

- Para a casa dos seus avós, na praia... Aliás, já falei com seus professores. O ano já está acabando, então não tem problema.

- Por quê?

- Minha querida, é para o seu bem.

- Mãe... Não faça isso comigo, não faça – digo, implorando, quase em lágrimas.

- Sinto muito, filha, mas é para o seu bem – ela me abraça e nem me deixa me despedir do meu pai, me arrasta até o... carro do meu tio e me levam.

Nunca pensei que isso aconteceria, que minha própria mãe faria isso comigo, Manuela não quer saber mais de mim, minha família… hmm… O que posso dizer da minha família? Ou melhor, da minha mãe?---

Fechei meus olhos com uma impotência no coração, então aqui acaba o final de Manuela e eu? Merda… quero morrer…

- Adeus, meu amor – sussurrei para mim mesma – te amo, Manuela…

Manuela:+

- O que aconteceu no final?

- Nada, Lúcia… já acabou tudo

- Você sabe que não é verdade

- Não quero me apaixonar mais, pelo menos não por um tempo

Ela me abraça e eu peço que fique comigo, este é o pior momento que passei em muito tempo.

(Passam 5 dias)

Estou na casa do Nicolás, esperando meus amigos, quero me distrair. Nesses dias não soube nada da Melanie, não sei por que esperava que… não sei, ela talvez me procurasse ou insistisse, mas… pelo visto não fui tão importante.

Batem na porta, vou abrir enquanto o Nicolás está ofuscado tentando preparar uma sobremesa há mais de uma hora. Abro e vejo a Lúcia meio… hmmm, como digo? Ela está…

- O que foi?

- Manuela. É a Melanie.

O tom de voz dela é preocupante, temo o pior - O que aconteceu com ela?

- Você é uma idiota – ela diz entrando na casa – idiota, te contam qualquer coisa e você cai na hora. Né?

- Ei, o que aconteceu com a Melanie?

- Ah, então você se preocupa? Pois é, mas você não queria saber nada dela

- Se não me contar, vou procurá-la, Lúcia

- Vai, vai… ela não está, você não vai mais encontrá-la

A mesma coisa que o Santiago, irmão da Maria, me disse quando ela morreu. Foi tanto o pânico que senti que perdi o equilíbrio e caí.

Abri meus olhos e vejo meus amigos gritando comigo

- Estou bem

- Vamos conversar, tá?

- Ela… Lúcia, ela…

- Não, Manu, ela não morreu – ela sorriu ao ver meu alívio – vamos sair para você tomar um ar

********************************************

- É isso – ela resolveu me contar

Eu sabia agora que ela sentiu ciúmes… nunca imaginei que ela tinha beijado o Gustavo por raiva com Lina, a mãe dela mandou ela não sei pra onde, pra morar com os avós, ela me preferiu a mim em vez deles, e eu estraguei tudo…

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaagggghhhhhhh!!!

Lúcia!!!

- O que eu fiz?

- Manu… já é tarde, isso o irmão dela me contou, eu conversava com ele e nem sabia que eles eram irmãos até agora que vi um documento com os mesmos sobrenomes da Melanie, perguntei e ele me contou tudo.

- Ele não te disse pra onde ela foi?

- Ele nem sabe em que momento ela saiu, a mãe dela não queria que ela fizesse isso, tinha medo de que o marido não deixasse.

Fim da história!VAI CONTINUAR?

3 comentários - No le temas al amor (6)

fem28
guau q impresionante....q mala onda de la madre es una yegua je 😞