Sou uma puta parte 2

Na manhã seguinte, depois da janta pesada e de todo o vinho que beberam, Lucía acordou tarde, já quase meio-dia. Sem dúvida, ela curtia a vida naqueles momentos em que podia e adorava ficar enrolando na cama até mais tarde.

Levantou, preparou café e fez umas torradas de pão de forma, sentando pra tomar café na cozinha. Pela janela, os raios de sol entravam, se projetando como feixes de luz perfeitos no chão de porcelanato. Lucía ficou extasiada vendo milhões de partículas de poeira suspensas flutuando no ar, se movendo majestosamente como abelhas numa colmeia. Hoje ela se sentia muito bem, em paz e de boa consigo mesma. Mas de repente, o subconsciente a traiu e por uns instantes os dias do hospital voltaram à mente, então ela fechou os olhos com força e respirou fundo, afastando aqueles pensamentos ruins.

O truque funcionou, ela se vestiu e decidiu ir fazer compras pra manter a mente ocupada, precisava de roupas apropriadas pra sair à noite, quase todos os vestidos ela deixou no último andar e não quis voltar com medo de que o cara que bateu nela estivesse esperando.

Ao sair, foi andando até o ponto de táxi mais próximo e aproveitou pra ver se o amigo Fran estava nos jardins. E tava sim, com o resto do grupo, no centro debaixo de umas árvores, plantando flores, então não quis atrapalhar e seguiu caminho.

Voltou já no fim da tarde, quando o Sol se preparava pra se esconder no horizonte, e pra surpresa dela viu Fran na portaria, então sentou com ele pra bater um papo.

- Oi, Fran! - gritou alegre enquanto passava o braço no ombro dele.

- Oi, Lucía! - respondeu o garoto, na mesma vibe.

Lucía se aproximou dele e, se inclinando, deu um beijo na bochecha, o menino despertava uma ternura enorme nela e a fazia se sentir muito bem. Perguntou sobre o trabalho dele e ficaram conversando um tempão sobre as flores e a grama. A mãe dele chamou ele pelo escada, então ele se levantou e subiram juntos. Ao chegar no portão, a mãe dele saiu e eles se cumprimentaram. Parece que o lanche já estava pronto e ela o chamava pra comer. Angeles convidou ela pra entrar e acompanhá-los no lanche. Ela se desculpou, mas Angeles pegou no braço dela e literalmente a puxou pra dentro de casa. Então, curtiram café e magdalenas caseiras, Fran tomou Booty-cao e devorou o prato de doces que a mãe dele tinha preparado no forno.

Lucia elogiou a habilidade dela como confeiteira e ficaram conversando e se conhecendo. Parece que Angeles era funcionária pública da prefeitura e trabalhava só de manhã, moravam só ela e o Fran, porque o marido dela morreu tragicamente num acidente de carro uns quatro anos atrás. A mãe dela se mudou pra morar com eles depois disso e também tinha falecido há alguns meses, então estavam sozinhos de novo.

Lucia estava sentada no sofá com o Fran, ele estava muito feliz, parece que pela companhia da nova amiga... pelo menos foi o que a mãe dele disse, que devia conhecê-lo bem. Angeles estava perto dela numa poltrona. Ela, por sua vez, contou pra Angeles que era universitária e que estudava enquanto trabalhava esporadicamente como aeromoça de congressos. Angeles elogiou ela por ser tão gostosa e disse que, sem dúvida, com o corpo dela e sendo tão gostosa, não faltaria trabalho, e até certo ponto não estava errada. E assim continuaram se conhecendo um pouco mais e, de certa forma, ficando íntimas.

A tarde passou e, quando chegou a hora do jantar, Lucia se despediu. Angeles ofereceu pra ela ficar pra jantar, mas Lucia dessa vez não aceitou, e ela também não insistiu mais.

Naquela noite, Lucia já tinha encontro com outro cliente. Dessa vez não foi muito do agrado dela, porque o homem era bem gordo e ficou metendo a pica no cu dela de um jeito bem ruim, até gozar. Lucia ficou feliz por finalmente ter terminado e saiu correndo do hotel. O gordo, apesar de tudo, se comportou bem e deu uma gorjeta generosa. Às vezes acontecia, nem todos os caras eram legais e do agrado dela, mas era o trabalho dela e ela já tinha se mentalizado disso.

No dia seguinte era sábado, por isso estranhou quando bateram na porta. Mesmo assim, Lúcia saiu da cama, ainda de pijama, pra ver quem era. Era a vizinha dela, e com ela vinha o Fran.

— Ah, Lúcia! Cê tava dormindo? — perguntou a vizinha, diante do óbvio. — Não queria te acordar — se desculpou.

— Sem problema, já ia levantar mesmo, é que ontem encontrei umas amigas e fui dormir tarde.

— Ah, claro, claro! Cê é nova, faz bem em sair e se divertir.

— Então, é que preciso ir ao centro, levaria o Fran, mas se eu for com ele, vou me atrasar muito porque ele não para de parar pra falar com as pessoas, olhar as vitrines, enfim. Cê se importaria de ficar com ele até a hora do almoço? Se não puder, tudo bem, não quero te incomodar.

— Ah, claro que não! Ele pode ficar comigo, não tinha planos de fazer nada.

— Então, muito obrigada, Lúcia, te devo um favor! — disse Angeles, dando um beijo na bochecha dela.

O Fran passou pro apartamento dela, e ela o levou até a sala. Lá, ligou a TV e disse pra ele esperar, que precisava se lavar no banheiro e tirar o pijama.

Então, se trancou no banheiro e fez a higiene matinal, depois saiu e foi se trocar no quarto. Como não tinha o costume de fechar a porta, já que morava sozinha, deixou aberta e se despiu. Quando estava trocando a calcinha, viu o Francisco espiando pela porta e se assustou, soltando um grito. O Fran se assustou, deu meia-volta e saiu rápido, mas isso não a acalmou. Horrorizada, percebeu que ele tinha visto ela literalmente pelada, só deu tempo de pegar a camiseta da cama e cobrir os peitos, mas a bucetinha dela tinha ficado exposta... coberta só pela mão pudica dela.

Depois, pensou que o menino devia ter se assustado com o grito dela, então se vestiu e saiu rapidinho pra ver onde ele estava. descobriu ele na sala, de pé perto da janela, se aproximou e viu que ele estava chorando.

- Não queria te assustar! Desculpa... - disse ele entre soluços.

- Ah não, Fran, você não me assustou! - exclamou ela correndo até ele.

Abraçou ele para consolá-lo, apoiando a cabeça no pescoço dele. Fran era bem grandão e os ombros dele eram largos e fortes. Lúcia era alta, mas muito magra, e ficava na altura dos ombros dele. Ficou impressionada ao se ver tão perto daquele corpo enorme.

Quando o consolou um pouco, se separaram...

- Você tá bem? - perguntou Lúcia.

- Tô - disse ele ainda com lágrimas no rosto.

Ela o acompanhou até o sofá e deu uns lenços de papel pra ele enxugar as lágrimas.

- Não tem problema, Fran, eu me assustei porque não esperava te ver e, bem... porque tava pelada - confessou a garota abertamente.

- Bom, é que eu tava entediado e tava olhando sua casa. Os quadros são bonitos, gostei... - concordou Fran.

- Ah, sim! Que bom, fui eu que escolhi - exclamou Lúcia.

- Você também é muito gostosa! - soltou ele de repente.

- Ah, bom, obrigada, Fran! - gaguejou Lúcia sem saber como agir naquela situação constrangedora.

- Você tem namorado?

De repente a situação tinha ficado bem complicada, ela se surpreendeu com Fran fazendo essas perguntas, mas Fran era a inocência em pessoa, não tinha nada a temer e no fundo até achou graça.

- Não, Fran, e você tem namorada?

- Não, também não tenho namorada - concordou ele.

- Mas com certeza você não conhece nenhuma garota, nem no trabalho.

- Bom, sim, conheço a Laura, é uma colega do trabalho - confessou ele.

- É, e ela é bonita? - se interessou Lúcia.

- Sim, um dia ela pegou na minha rola! - admitiu.

- Na rola? - perguntou Lúcia estranhando. - E como foi isso?

- A gente tava junto no jardim e eu tava fazendo xixi, aí me encostei numa árvore, ela me viu, chegou perto e pegou.

- Sério, e você o que fez? - Lúcia não acreditava.

- Bom, nada, ela deixei ela tocar, sim... e ficou bem dura pra mim.

- Ah, mas Fran! - exclamou ela, dando um tapinha nas costas dele, sorrindo.

- Depois ela fez xixi e eu vi... aquilo que você tem também.

- Bom, isso é a bucetinha, então você viu a bucetinha dela também?

- Sim, a gente tava sozinho, todo mundo tinha ido pro outro lado do jardim. Eu também toquei nela.

- Sério! E o que você sentiu?

- Bem, cheirava a xixi... - o garoto admitiu na sinceridade. - Depois ela mandou eu deitar na grama e sentou em cima de mim, sabe? Em cima do meu pau.

Lucía não conseguia acreditar, aquele garoto tinha sido "estuprado por uma colega de trabalho", mas será que era outra garota com a mesma doença dela? Precisava descobrir.

- Mas Fran, Laura, você disse que é uma colega sua, mas ela é como você? Não sei se me explico...

- Bom, Laura é monitora, igual ao Antonio.

Puxa, essa tal Laura, no fim não era bem uma colega, Lucía descobriu pasma.

- Laura é uma amiga muito boa e trata muito bem de mim, ela diz que me ama muito e naquele dia ficou um tempão comigo, o que ela fez eu gostei muito, depois fiquei meio tonto lá deitado, senti muitas cócegas na barriga e senti que fazia xixi dentro... dela.

Enquanto o garoto contava "o segredo dele", mais tesão dava pra Lucía. Tinha que ver a aproveitadora como tinha dado pra ele, e ainda por cima: em público!

- Você também quer tocar no meu pau? - ele perguntou enquanto Lucía estava perdida nos pensamentos dela.

- Ah não Fran, eu não...!

- Olha olha, ficou grande - ele disse se levantando e apontando pra braguilha dele, e de fato ali estava acordando: "o dorminhoco".

Lucía ficou toda vermelha vendo aquela cena, que não esperava nem um pouco, então puxou o braço dele e tentou fazê-lo sentar.

- Escuta, Fran, mas sua amiga Laura, já fez isso mais vezes? Tô falando de sentar em cima de você - ela questionou.

- Só naquele dia, depois não fez mais não. Mas é porque a gente não ficou mais sozinho. Ela me disse que se eu for bonzinho, a gente faz de novo outro dia também.

Puta que é uma biscate essa tia, pensou Lúcia, escandalizada por perverter uma alma pura como o Fran. Depois caiu em si, e pensou no garoto, sem dúvida, com seus dezoito recém-completados, os hormônios tinham que correr soltos nas veias dele. E isso a fez repensar.

— Fran, você gostaria que eu fizesse com você o que sua amiga Laura fez?

— Ah, sim, você é mais gostosa que minha amiga Laura — concordou o garoto sem hesitar.

Lúcia estava em dúvida, se devia fazer algo assim. Por um lado, dava um tesão, por outro, a consciência pesava. Mas o garoto estava claramente de pau duro, e o cacete dele, sem dúvida, devia ser de primeira, a julgar pelo volume na calça.

Decidiu tirar esses pensamentos da cabeça, até porque, se fizesse um favor pro garoto, quem garantia que ele não ia sair contando pra todo mundo "como ela tinha sido boazinha com ele"? Então, pra se distrair, resolveu levá-lo pra passear no parque.

Saíram de casa, o sol já brilhava lá no alto, e ficaram andando pelo parque bonito onde o Fran trabalhava. Ele não parava de contar o que tinham feito lá durante a semana inteira, o garoto falava pelos cotovelos. Lúcia achava graça e ria das besteiras que ele fazia ou dizia.

Como já estava um pouco tarde, resolveram voltar. Lúcia tocou no apartamento dela pra ver se a mãe já tinha chegado, e sim, estava lá. Já estava preparando o almoço, e deduziu que eles tinham saído pra dar uma volta. Então, como pagamento pelo favor, convidou Lúcia pra uma deliciosa comida caseira e, como sempre, insistiu tanto que Lúcia não teve como recusar.

Durante o almoço, ficou falando de como as estudantes comiam mal, e que, sem dúvida, ela era tão magra por causa da pouca comida. A Ângeles não era gorda, digamos que na idade dela se conservava razoavelmente bem, embora o apetite já tivesse saciado a carne dela. e essa fosse abundante, mas sem exagero.

Depois da comida, sentaram no sofá da sala e ficaram vendo um filme de tarde que tava passando na TV, daqueles onde tem uma mulher malvada pra caralho que vai matando todo mundo. O pobre do Fran quase na hora apagou, enquanto a mãe dele e a própria Lúcia fizeram o mesmo, com a moleza que a digestão dá.

Umas hora depois, Lúcia acordou e não acreditava que tinha dormido com a nova família dela. A verdade é que a cena era super familiar, sentada entre a mãe e o filho. Decidiu levantar e ir na cozinha pegar um copo d'água, porque depois da comida tinha ficado com a boca seca. Ficou fuçando um pouco na geladeira e beliscou um doce. Depois foi no banheiro e fez um xixi, os anfitriões ainda estavam apagados quando passou pela sala.

Não conseguiu evitar dar uma olhada no banheiro, tava bem limpo e cuidado, mas entre os potes um chamou a atenção dela, era vermelho e tinha um dosador. Quando examinou com mais cuidado, descobriu que era um lubrificante sexual, que dava sensação de calor.

— Nossa, dona Ángeles, afinal ainda tem fogo entre as pernas — pensou.

E deixou onde tava. Depois deu uma espiada no quarto, nada de mais, fuçou algumas gavetas da cômoda onde guardava calcinhas e sutiãs. Sem dúvida ali devia guardar algum brinquedo de prazer, pra combinar com o lubrificante do banheiro, mas não achou, não devia estar à vista. Finalmente abriu a última gaveta do criado-mudo e, escondido entre as meias, apareceu uma réplica, em látex macio e sedoso, do membro masculino, meio pequeno mas bem modelado. Nessa hora, uns barulhos alertaram ela, então fechou a gaveta de repente e saiu do quarto.

Ángeles tinha acordado, ela entrou bem na hora que a mulher tava se levantando do sofá.

— Quer um café? — perguntou assim que viu ela aparecer.

— Valeu — Lúcia só concordou com a cabeça.

O resto da tarde Passou o tempo conversando com a nova amiga, até que se despediram já tarde da noite. Lúcia tinha um novo encontro e foi se arrumar. Era de novo com o primeiro cliente dela na cidade, então tava tranquila, porque já conhecia ele. No fim, cumpriu a palavra e ligou pra ele de novo.

4

Dessa vez, o homem disse que iam se encontrar na casa dele, porque aparentemente era conhecido na cidade e não queria se arriscar a ser visto com ela no restaurante. Embora já não morasse mais com a esposa, muitos amigos ainda não sabiam que iam se divorciar. Combinou de passar pra buscá-la onde ela dissesse.

Claro que Lúcia não deu o endereço real dela, já tinha aprendido a lição. Em vez disso, disse que esperaria ele num café e que avisasse no celular quando chegasse.

Ele buscou ela no X5 novinho em folha e saíram do local com destino aos arredores da cidade. Lúcia perguntou pra onde iam, ele disse que morava em "La Moraleja". Lúcia sacou na hora que o cara tinha grana pra caralho, porque naquele bairro era cheio de famosos e ricos.

Passaram por uma rua com casarões enormes, separados da calçada por muros de pedra. Num dado momento, o homem apertou um controle remoto pequeno e, alguns metros à frente, um portão se abriu pra dar passagem pra propriedade. Chegaram perto da casa, que ficava a uns metros do portão, por um caminho de cascalho cercado de grama. Ele apertou o controle de novo e a porta da garagem, embaixo da casa, começou a se abrir. Esperaram uns segundos e entraram na garagem — sem dúvida, tudo "muito discreto".

Cavalheirescamente, ele convidou ela pra entrar. Na hora, uma moça negra apareceu, vestida com uniforme de empregada, pra recebê-los, pegando os casacos deles. Ela se dirigiu ao homem com toda educação, mas o chamou de Pedro. Lúcia sorriu — sem dúvida, ele tinha mentido no primeiro encontro, Pedro era o nome real dele. A ela, a moça chamou de "senhorita", pelo visto o nome dela era Lucrécia. Convidou os dois pra entrar na sala, onde a mesa já estava posta, e eles se sentaram. A moça serviu uma taça de vinho pra elas e esperaram ela servir o jantar.

A casa era "de luxo", sem dúvida a Lucía ficou maravilhada com todos os detalhes e os móveis caros. Na sala, a decoração também era gostosa e chique, com madeiras nobres na cor cerejeira e uma luz quente envolvendo tudo. Tinha quadros impressionistas nas paredes.

- Você tem uma casa muito bonita... "Pedro" - admitiu Lucía, chamando ele pelo nome verdadeiro, fazendo uma pausa entre a frase e o nome.

- Obrigado... - respondeu Pedro. - Olha, se te convidei pra minha casa, é, além de ser mais discreto e ninguém nos ver, porque você me passa confiança, mas também não queria te contar meu nome verdadeiro. Assim como também não vou te falar muito sobre mim ou minha vida, entende?

- Perfeitamente, Pedro, eu também não quero compartilhar minha vida com você, só estamos aqui pra passar um tempo agradável, nada mais - respondeu Lucía, sentindo a tensão crescer a cada momento.

Lucrecia chegou com a sopeira bem na hora e serviu pra ambos o caldo de frutos do mar que ela mesma tinha cozinhado, claro, com os melhores ingredientes. Lucía também gostou muito e, quando serviu o segundo prato, perguntou se ela tinha cozinhado e a elogiou pelo quão gostoso estava. Enquanto isso, a tensão foi se dissipando, aos poucos Lucía foi levando a conversa pra temas mais banais, perguntando sobre os quadros e a decoração que a casa exibia.

Pedro foi se soltando e voltou a sorrir pra ela enquanto tomavam uma taça de vinho branco. Lucía tinha se vestido pra ocasião com um terno preto com toques de lantejoulas, muito elegante, o senhor também optou por terno preto, camisa e gravata, sem dúvida ambas de seda, já que parecia ser o estilo dele de se vestir.

Já na sobremesa, Lucrecia pediu permissão ao senhor pra se retirar pro quarto, e ele concedeu de bom grado e a elogiou pela janta que tinha feito. Depois comentou que a Lucrecia era a melhor empregada que já tiveram e que tê-la em casa era uma sorte. Com toda a história da separação, ela estava ajudando ele a superar, já que era ela, por exemplo, quem buscava as crianças quando era a vez dele, evitando assim que ele visse a ex, porque pelo visto ele estava muito magoado com ela. Lúcia percebeu que ele era o corno, pois pelo jeito que ele falava, dava pra notar que ele estava nervoso e afetado.

A noite passava e a hora do sexo parecia que não chegava. Tanto que Lúcia começou a ficar impaciente e começou a se insinuar descaradamente, e num dado momento abriu as pernas e mostrou que não estava de calcinha. Pedro engoliu seco e afrouxou a gravata. Então a garota sentou em cima dele, levantando a saia, e apoiou a buceta nua sobre a braguilha dele, se esfregando contra o terno caro.

O homem abraçou ela e chupou o pescoço dela, passou a mão nos peitos dela e os envolveu com as mãos. Ela tirou o vestido e ficou completamente nua em cima dele, como uma pequena deusa do amor. Ela empurrou ele contra o encosto do sofá e se ajoelhou na frente dele. Desabotoando a calça e a braguilha, procurou o pau dele, que já estava acordado e duro, e tirou ele da cueca com certa dificuldade por uma abertura que não encontrava direito. Finalmente, acabou na boca quente dela, chupando com força, o que sem dúvida agradou pra caralho o anfitrião, que se deixava levar, absorto na contemplação da gostosa que tinha aos pés dele.

Ela deu um boquete daqueles e, quando ia enfiar ele na flor dela, ficou surpresa quando o homem insistiu em acariciar a buceta dela. Então ela deixou. Ela estava de pé e ele ainda sentado no sofá, segurando ela pela cintura com uma mão e apalpando a buceta com a outra. A buceta linda dela, depilada como a de uma novinha, porque era isso que ela era no fundo. Ele beijou ela ali, para surpresa dela, porque ela não esperava. Os clientes dela raramente faziam isso. Ela era uma puta e, sem dúvida, sentiam nojo de lamber algo que sabiam que estava em tantas mãos ao longo das semanas. Já esse homem... Pareceu ignorar isso e começou a lamber o clitóris dela.
Ela deixou rolar e, sinceramente, o cara mandava bem, não tava acostumada com esse tipo de carinho, ficou excitada, conseguiu deixá-la "no fogo", como poucas vezes um cliente tinha conseguido. Pedro mandou ela ficar de quatro no sofá e meteu por trás, apertando a bundinha redonda dela com os braços enquanto enfiava com força.

Depois de foder um tempão nessa posição, perguntou se ela topava fazer "o grego", que ele nunca tinha feito com uma mulher, aí ela disse que sem problemas. Foi até a bolsa, andando pelada que nem uma gata no carpete fofo do chão, e voltou com lubrificante. Passou um pouco no cuzinho apertado dela e mandou o homem brincar com o dedo naquela cavidade enquanto metia mais um pouco.

Isso fez Pedro rir, ele sorriu e seguiu as instruções da sua puta experiente. Foderam mais um tempo enquanto ele enfiava o dedo no cu dela devagar, lambuzando também com o líquido macio e viscoso que ela tinha passado antes. Sem dúvida, o cara tava se divertindo pra caralho com a situação nova e excitante pra ele, percebeu que quando enfiava o dedo, a buceta da Lucía se contraía e reclamava de volta, o que aumentava o prazer dele ao foder ela.

Quando já tinha dilatado e o dedo entrava inteiro sem dificuldade, Lucía se jogou no chão, ficou de quatro no carpete, e mandou ele meter o pau no cu dela. O homem se abaixou um pouco e enfiou por cima, com certa dificuldade por causa da inexperiência dele, mas seguindo as instruções espertas da Lucía, conseguiu meter finalmente sem muitos problemas, bem devagar, isso sim.

Começaram a foder pelo cu dela, enquanto ela ficava com a cara colada no carpete. Com a mão, ela se acariciava o clitóris, isso ajudava a manter o cu dilatado e doer menos, embora, na real, também ela curtia mais a penetração desse jeito e essa noite estava curtindo bastante, não podia reclamar e ainda ia ganhar uma grana pela foda.

O homem educadamente perguntou se podia gozar fora, em cima da bunda dela, ela hesitou uns segundos mas depois aceitou, a única condição é que não podia meter sem camisinha, então ele tinha que tirar rápido se quisesse e gozar por cima. Assim continuaram fodendo mais uns segundos, o homem estava perto do fim então aproveitou pra acelerar o ritmo no final e foder ela com força, fazendo flexões de joelhos enquanto suava e ofegava, agarrado na bundinha dela, apertada e empinada apontando pro teto, enfiando o pauzão naquele buraquinho ardente. Parecia mentira que pudesse existir um prazer daquele, um tesão tão sublime que nublava a mente e só pensava em foder e foder aquela buceta deliciosa.

Lucía sentiu os jatos de porra baterem na pele dela e depois escorrerem pelas costas e pela virilha, sem dúvida foi uma gozada generosa. O homem, exausto, se jogou no sofá, procurando algo pra se limpar. Ela se levantou, nua como uma pequena deusa, e perguntou onde podia se lavar. Pedro apontou o caminho pelo corredor e disse que se quisesse podia tomar um banho, sem problema, então Lucía foi até lá.

Ela entrou no banheiro, estava tudo perfeito, com toalhas limpas e literalmente de tudo. Sentou na privada e em vez de mijar começou a se acariciar a buceta, ainda estava excitada e queria gozar, então se esfregou o clitóris enquanto se penetrava suavemente com os dedos e não demorou pra gozar. Depois mijou e aproveitou o convite, passando pelo chuveiro pra terminar de se limpar.

Quando voltou pra sala, o homem já tinha vestido a camisa e a calça e continuava sentado no sofá ouvindo música clássica com uma taça de licor na mão.

— Uma taça antes de ir? — ele ofereceu.

— Por que não? — ela respondeu.

— Perfeito, o que você toma?

— Se tiver, vou querer um Fray. Angélico —disse ela.

— Claro, é um dos meus favoritos —completou ele.

Colocou gelo num copo e serviu uma dose generosa de licor, passando pra ela. Lúcia pegou e sentaram no mesmo sofá onde tinham transado antes.

— Gostou? —perguntou Lúcia.

— Ah, sim, muito! Com você, o sexo é fenomenal! —exclamou ele, meio empolgado.

— Que bom, tento agradar o cliente —confessou ela, com aquele olhar angelical e um sorriso perfeito na boca recém-pintada.

— Bom, sim, fiquei satisfeito, pra ser sincero. Posso te perguntar uma coisa?

— Pode falar —afirmou Lúcia.

— Quando você faz com seus clientes, sente alguma coisa? Sei que é pergunta clichê, já devem ter te perguntado umas cem vezes, mas fiquei curioso —explicou Pedro, finalmente.

— Nenhuma mulher é de pedra, a não ser que o cara não saiba fazer ou machuque na penetração. É difícil ficar indiferente. Mesmo sendo negócio, a natureza manda.

— Ultimamente eu nem transava mais com minha mulher, e o pior é que não sentia mais desejo por ela. Com você, me redescobri. Você é exatamente o que eu precisava agora.

— Imagino que deve ser foda o momento em que você decide que não sente mais nada pela outra pessoa, né?

— Bastante, mas fazer o quê, a vida é assim, a gente tem que se levantar e seguir em frente.

— Bom, Pedro, foi bom estar com você, mas preciso ir.

— Ah, claro, claro! Já pedi um táxi pra você. Ele vai te esperar na porta, e já está pago, claro.

— Que gentileza, Pedro, você é um cavalheiro! —exclamou Lúcia, agradecida.

Sem dúvida, Pedro se comportava como todo um cavalheiro, fino e educado como poucos que Lúcia conhecera. Naquela noite, ela começou a perceber o quanto gostava dos modos daquele homem.

Pedro saiu pra se despedir dela no portão. O táxi já tinha entrado na garagem e esperava. Se olharam e não souberam o que dizer, então um simples "boa noite" bastou. Lúcia entrou no táxi, que saiu da casa enquanto o portão se fechava. A porta da frente se abriu.

As casas passavam pela janela do táxi, ficando para trás naquela urbanização de luxo, enquanto Lúcia, perdida em pensamentos, desejou poder morar ali um dia. Uma pergunta passou pela sua mente naquela noite, mas ela preferiu afastá-la e não criar falsas esperanças com aquela ideia. Afinal, ela era uma puta — de luxo, como aquela urbanização, mas puta no fim das contas — e nos contos de fadas, as vadias não são princesas...

CONTINUA...

1 comentários - Sou uma puta parte 2

nomr
gracias me haces reflexionar:alaba::alaba::alaba: