Todo sobre rodas - 2ª parte

Naquela noite, fiquei pensando até tarde… qual teria sido o objetivo da resposta dela…

Desde a vez que a gente transou, bem antes do acidente,… ela não tinha mais puxado esse assunto comigo,… também é verdade que eu não tinha criado a situação, ou talvez não tivesse feito por respeito ao meu luto,… e agora ela estava me deixando saber disso….

Se não tivesse custado um ovo pra eu levantar, teria me levantado pra pegar um uísque pra fazer companhia pro cigarro que eu tava fumando. Fiquei bitolado,… olhei o relógio, era meio tarde, mas arrisquei,… até porque se meu amigo atendesse, eu podia falar qualquer besteira,… no geral, o pessoal costuma ser bem condescendente com os inválidos,… disquei,… por uns segundos, meu coração bateu mais acelerado,… tocou, uma,… duas,… três,… na quarta, meu amigo atendeu,… acho que ele ficou feliz de verdade ao me ouvir, apesar da hora,… pedi desculpa, dizendo que tava lendo e tinha perdido a noção do tempo,… falamos umas duas ou três besteiras,… e me despedi.

De brincadeira,… desci minha mão até meu pau,… ele tava ali,… brinquei com ele, mexendo de um lado pro outro,… acho que não tava com pique pra testar se conseguia bater uma punheta.

Naquela noite, acho que sonhei com ela. Na manhã seguinte,… ainda tava com a ideia do comentário dela na cabeça,… tomei café,… liguei o computador,… li os jornais,… atendi um ou outro telefonema,… nada interessante….

Já no fim da tarde, encontrei ela no MSN,… a primeira coisa que ela disse é que ouviu o telefone tocar em casa tarde da noite,… e que ouviu que era eu,… e que, pela nossa conversa da tarde, supunha que eu não tinha ligado tão tarde pra falar com o pai dela,… “tô certa?”, ela me disse/escreveu.

Foi direta ao ponto. Eu não tinha muitos argumentos,… e, pra ser sincero, não tava a fim de mentir,… então falei logo a verdade: “Fiquei muito perturbado com o que você me disse,… e queria muito conversar sobre isso.” “Queria ou quer conversar?”, ela escreveu. “A Verdade é que eu queria começar a entender... porque desde a última vez que a gente ficou junto, nunca mais se falou”,... tentei me justificar.

“OK,... na próxima vez, a gente conversa direito”,...

Veio mais uns comentários,... e a despedida.

Uns amigos vieram jantar em casa,... tomei muito vinho,... quando eles foram embora, tive dificuldade até pra me despir (mais do que o normal),... e mesmo já tendo certa prática,... hesitei várias vezes antes de subir na cama.

Que sensação gostosa é aquela de ir pegando no sono por causa de uma boa comida e um bom vinho,... só faltava uma boa transa, pensei,... não consegui evitar fazer uma careta, parecida com um sorriso,... antes de apagar num sono profundo.

Era quinta-feira,... e no geral era o dia em que minha afilhada vinha pro centro,... ela estudava numa filial da faculdade, mas às quintas vinha pra sede principal que ficava no centro.

Um pouco antes do meio-dia, ela me ligou,... “vai almoçar sozinho, ou prefere na companhia de uma dama”,... ela perguntou, com uma risadinha,... eu falei “se você não for muito exigente com o cardápio,... eu te convido pra comer”,...

“ok, daqui a uma hora tô aí,... levo vinho, bye”.

Quando desliguei, senti que tava brincando com fogo. Juro que naquele momento sentia que não podia foder a vida de ninguém, tentando colocar minha incapacidade nos outros,... não fazia isso com meus pais, não fazia com meu filho, não fazia com meus amigos,... e muito menos faria com uma gatinha que ainda por cima tinha quase 25 anos a menos que eu.

Que engraçadas são as coisas e como as opiniões mudam dependendo de como se olha, ou do contexto,... não tinha hesitado em comer minha cunhada,... não tinha tido nenhum dilema moral em cair na farra com ela,... tinha comido minha afilhada,... e agora,... uns meses depois de ter comido ela e aproveitado o corpo dela e a inocência dela,... sentia que tava ferrando ela por deixar ela se aproximar,... e nem sabia com quais intenções.

Logo ela chegou,... enquanto eu terminava de cozinhar,... ela abriu o vinho, encheu duas taças. E aí propôs um brinde… “pela amizade”… eu soltei uma gargalhada e quase me engasguei… “o que tem de engraçado no que eu falei?” – ela me perguntou…

“Nada” – eu respondi… não podia contar pra ela que aquele tinha sido o brinde que, muito tempo atrás, minha ex-cunhada tinha feito no meu escritório, quando agarrou meu amigo, como começo do nosso plano de cair na farra.

Ela arrumou a mesa… e a gente começou a comer. Obviamente, depois de alguns minutos de conversa, o assunto que surgiu foi a despedida dela… minha reação… e o que nós dois pensávamos.

Ela sentou na minha frente… pegou na minha mão e disse: “A nossa não foi minha primeira experiência sexual… mas foi a primeira vez que eu fiquei com um homem.

Lembro que quando você me deixou na casa da minha amiga… pensei que tinha gostado que minha primeira vez tivesse sido com você.

Depois fiquei sabendo do acidente, e pensei que tinha sido um castigo pelo que a gente tinha feito.
Me afastei… mas depois comecei a pensar que, mesmo não sendo certo, também não tínhamos feito algo tão ruim… você é divorciado e eu sou solteira, e quanto à diferença de idade, não é tão estranho hoje em dia.

Tentei me aproximar de você… mas tive medo de que você tivesse pensado a mesma coisa que eu.

Preferi deixar passar um tempo.”

“É, mas além disso tudo, você tem que somar que, apesar dos seus argumentos, tem a minha realidade… e nesse estado, não sou uma boa companhia.

Além disso, uma relação entre nós ia acabar com um monte de coisas… a relação com seu pai… o pouco que resta da minha família…” – eu falei, enquanto tentava segurar minha vontade de beijar ela.

“Eu não tô te pedindo uma relação… eu tô te pedindo pra me deixar ficar do seu lado” – “eu sou jovem e sei que uma hora vou repensar algumas coisas… mas por enquanto, quero aproveitar de estar com você”…

Eu tava com muito medo, não só pelo lado social, mas porque era a primeira vez desde meu acidente que eu encarava a questão de se ia funcionar ou não sexualmente, e me Ele não tava falando de outra coisa, senão da minha afilhada de vinte e poucos anos... que ele tinha iniciado sexualmente.

Ela, talvez pressentindo minha dúvida, se levantou e me deu um beijo profundo na boca. Quando se abaixou pra me beijar, os peitos dela balançaram na frente do meu peito. Quase automaticamente, levantei minhas mãos e acariciei eles por cima da camiseta. Ela continuou me beijando. Eu já tava segurando os peitos dela com as duas mãos, apertando eles. Meti a mão por baixo da camiseta e pude sentir, por cima do tecido do sutiã, os bicos durinhos.

Ela se levantou, tirou a camiseta, desabotoou o sutiã e aproximou as tetas do meu rosto pra eu chupar elas. Era uma posição meio desconfortável, mas mesmo assim não conseguia parar de chupar. Ela me segurava pelos ombros com as duas mãos, tentando manter o equilíbrio. Eu comecei a sentir os efeitos da estimulação, e meu pau começou a inchar. Depois de tanto tempo, eu tinha dúvidas sobre a resposta que poderia ter. Nunca tinha falado disso com ninguém. Estando paralítico, será que dava pra ter uma relação sexual satisfatória?

Ela se afastou e me perguntou: "Quer ir pra cama?"
"Adoraria", respondi.
Ela disse: "Vai você primeiro, que eu termino de arrumar a mesa e já vou."
Ela tava me dando a chance de fazer o ritual de subir na cama em particular. Achei um gesto de delicadeza.
Ela pegou os pratos, me deu um beijo e falou: "Já vou."
Pela força que eu precisava fazer pra me mover, principalmente nos braços, eu tinha desenvolvido um tronco e uns braços bem atléticos. Fui pro meu quarto, tirei a camisa, me pendurei pra subir na cama e, com muita dificuldade, tirei a calça.
Eu ouvia os barulhos da cozinha. Puxei os lençóis até a cintura.
Se não fosse pelas minhas pernas, eu diria que meu físico tava melhor do que da última vez que transei com ela.
Senti ela usar o banheiro. Deu descarga. Uns... Segundos depois, eu estava entrando pela porta do meu quarto… ela estava usando o conjunto de lingerie que eu tinha trazido pra ela, e que ela usou naquela vez…

“Lembra?”, ela disse… enquanto levantava um braço… e girava pra me mostrar toda a beleza do corpo jovem dela.

Não sei se era o tempo que eu tava sem ver uma mulher nua… ou se ela tinha crescido… mas achei ela uma gostosa.

Ela se aproximou, se enfiou na minha cama… virou de lado, passou a mão no meu peito e me deu um beijo na boca…

Se eu tivesse que dizer qual foi minha primeira reação, poderia dizer que foi “medo”… em pouco tempo eu descobriria como minha vida ia continuar… num aspecto que quase nenhum homem pára pra pensar e que só se associa com a velhice… mas nunca com um cara de menos de 50 anos… eu tinha um corpo jovem do meu lado, se oferecendo de um jeito sensual… será que eu ia dar conta naquela situação…?

CONTINUA

4 comentários - Todo sobre rodas - 2ª parte

Todo sobre rodas - 2ª parte
bueno jolo no hay nada malo...salvo el continuara jajajaj ya quiero saber que pasa 😉
wow eres grande cada vez estoy mas emocionada con la historia!!!