Dos tempos de juventude, a gente guarda um monte de coisas.
Os jogos de futebol, as bebedeiras, as namoradas e as promessas mútuas.
Minha juventude e meu grupo não foram exceção.
Todo mundo prometeu que a gente ia continuar amigo pra vida toda, tocar projetos juntos, se acompanhar na vida.
Foi assim que os primeiros casamentos foram surgindo, e a gente foi testemunha, e na hora de ter filhos, a gente cruzou apadrinhamentos.
Eu fui o último a casar e o primeiro a me divorciar, mas dos meus tempos de jovem, ficaram vários amigos e alguns afilhados. Entre eles, a Gabrielita, uma menina de olhos vivos e carreira curta. Diante de qualquer coisa, ela saía disparada pra se enfiar debaixo da mesa, e de lá ficava olhando o que rolava.
Depois do meu divórcio, me refugiei no trabalho. Pegava qualquer tarefa que aparecesse. Isso me fez viajar pra caramba, e no escritório onde eu trabalhava, ficavam espantados com minha facilidade pra arrumar as malas e sair voando pra qualquer lugar. Acho que no fundo eu era igualzinho à Gabrielita.
Aproveitava minhas curtas estadias em Buenos Aires pra visitar minha família e meus amigos.
Os churrascos de boas-vindas eram quase um ritual.
Todo mundo ia crescendo. As famílias aumentavam.
Eu sempre chegava com algum presente pros filhos dos meus amigos, algo bonito, algo diferente que só se conseguia no exterior.
Sempre tinha que esperar pra dar o presente pra Gabrielita, porque, como de costume, quando me via chegar, ela corria pra se sentar debaixo da mesa, e depois que se sentia à vontade, saía pra receber seu pacotinho.
Os anos foram passando, eu continuava sem parceira, e meus amigos aproveitavam pra fazer piada sobre minha liberdade e a quase certa multidão de mulheres que eu devia ter, dada minha solteirice e minha situação financeira.
Gabrielita virou Gabriela. Uma menina linda, de cabelo loiro liso, olhos vivos e corpo magrinho.
Quando ela fez quinze anos, eu estava viajando. Fiquei muito chateado por ela, já que no fim das Conta que eu era padrinho dela e não pude ir na festa.
Quase pra compensar, naquela manhã liguei pra dar parabéns e perguntei o que ela queria de presente, qualquer coisa, eu daria.
Ela disse que o presente não era o importante, que ela queria que eu estivesse lá, e que comprasse o que quisesse, que igual todos os meus outros presentes, com certeza ia gostar.
Naquele mesmo dia, na saída do escritório, passei na Tiffany e comprei um pingente com um brilhantinho.
Já esperando a volta pra Buenos Aires, aproveitei pra passar no free-shop e perguntei por um perfume que estivesse na moda. A vendedora recomendou uma fragrância e também comprei.
No fim de semana seguinte fui visitá-la.
Ela abriu a porta e se pendurou no meu pescoço, junto com um beijo estalado.
“Feliz aniversário” “Desculpa por não ter ido”
A sacola azul-clara, com as fitas de seda branca, balançou na mão dela.
Entreguei o outro presente.
Todo mundo estava reunido, as mulheres morrendo de inveja do pingente, os homens me olhando como se eu tivesse dinheiro sobrando.
As duas coisas causaram um baita impacto. Ela voltou pra me dar outro beijo de agradecimento.
Brindamos e fomos comer.
Não lembro por qual motivo, um dos meus amigos comentou como era estranho eu ser solteiro, que com certeza eu devia ter uns rolos passageiros pra compensar.
Estranhei a resposta da minha afilhada: “Não seria surpresa, meu padrinho sabe como agradar as mulheres”. Todo mundo riu, o comentário veio de uma mina de 15 anos recém-feitos.
Eu fiquei olhando pra ela, percebi que tava falando sério, e também notei pela primeira vez como ela era gostosa.
Eu segui com a minha vida, os outros com a deles.
Já mais velhos e com mais confiança, os filhos dos meus amigos me usavam de correio toda vez que eu viajava.
Joguinhos de computador, perfumes, filmes. Tudo fazia parte da minha carga quando voltava das viagens.
Tudo era jogado em cima da mesa, e Como se fosse um mercado, cada um procurava o que tinha encomendado e pagava certinho o pedido. Esse tinha sido o trato. Mas tenho que admitir que na bolsa da Gabriela sempre tinha alguma besteira fora do combinado.
Ela não falava nada. Era nosso segredo.
Certa vez, ela me pediu uma câmera digital, com a condição expressa de que eu cobrasse.
Aceitei porque sabia do orgulho dela, e que de outro jeito ela não aceitaria. No fim das contas, já tinha 18 anos, estudava, trabalhava e, segundo ela, tava em condições de pagar os próprios luxos.
"Olha, tô procurando esse modelo aqui, mas se você ver algo melhor pelo mesmo preço, me avisa"
"À noite tô no MSN, qualquer coisa a gente troca ideia"
Eu fui viajar, e a verdade é que não conseguia tirar ela da cabeça, com a liberdade e maturidade que a Gabriela se movia, pra idade dela.
Ela se mostrava decidida, objetiva, livre.
Naquela mesma noite, me conectei.
"Chegou como?"
"Encontrou alguma coisa?" ela perguntou
"Sim, mas nada me convence, acho que deve ter algo melhor, amanhã continuo procurando"
"Relaxa, sem problemas" "Aproveita e vai visitar alguma das suas namoradas"
Estranhei o comentário dela. Era a primeira vez que ela mencionava algo concreto sobre minha vida particular.
"Namoradas??" "Não paro de trabalhar" "Além disso, não liga pra fofoca"
"Não é o que tão falando por aqui", ela disse, e mandou um emoticon de carinha feliz
"Bom, você devia ouvir o que tão falando dos seus namorados", escrevi pra devolver a brincadeira.
Ficamos um tempinho trocando ideia no chat, mandando indiretas divertidas um pro outro.
Desligamos, e percebi que tava me divertindo conversando com uma garota, que tinha mais de 20 anos a menos que eu.
A verdade é que não sei se tava me divertindo ou me excitando.
CONTINUA……..
Os jogos de futebol, as bebedeiras, as namoradas e as promessas mútuas.
Minha juventude e meu grupo não foram exceção.
Todo mundo prometeu que a gente ia continuar amigo pra vida toda, tocar projetos juntos, se acompanhar na vida.
Foi assim que os primeiros casamentos foram surgindo, e a gente foi testemunha, e na hora de ter filhos, a gente cruzou apadrinhamentos.
Eu fui o último a casar e o primeiro a me divorciar, mas dos meus tempos de jovem, ficaram vários amigos e alguns afilhados. Entre eles, a Gabrielita, uma menina de olhos vivos e carreira curta. Diante de qualquer coisa, ela saía disparada pra se enfiar debaixo da mesa, e de lá ficava olhando o que rolava.
Depois do meu divórcio, me refugiei no trabalho. Pegava qualquer tarefa que aparecesse. Isso me fez viajar pra caramba, e no escritório onde eu trabalhava, ficavam espantados com minha facilidade pra arrumar as malas e sair voando pra qualquer lugar. Acho que no fundo eu era igualzinho à Gabrielita.
Aproveitava minhas curtas estadias em Buenos Aires pra visitar minha família e meus amigos.
Os churrascos de boas-vindas eram quase um ritual.
Todo mundo ia crescendo. As famílias aumentavam.
Eu sempre chegava com algum presente pros filhos dos meus amigos, algo bonito, algo diferente que só se conseguia no exterior.
Sempre tinha que esperar pra dar o presente pra Gabrielita, porque, como de costume, quando me via chegar, ela corria pra se sentar debaixo da mesa, e depois que se sentia à vontade, saía pra receber seu pacotinho.
Os anos foram passando, eu continuava sem parceira, e meus amigos aproveitavam pra fazer piada sobre minha liberdade e a quase certa multidão de mulheres que eu devia ter, dada minha solteirice e minha situação financeira.
Gabrielita virou Gabriela. Uma menina linda, de cabelo loiro liso, olhos vivos e corpo magrinho.
Quando ela fez quinze anos, eu estava viajando. Fiquei muito chateado por ela, já que no fim das Conta que eu era padrinho dela e não pude ir na festa.
Quase pra compensar, naquela manhã liguei pra dar parabéns e perguntei o que ela queria de presente, qualquer coisa, eu daria.
Ela disse que o presente não era o importante, que ela queria que eu estivesse lá, e que comprasse o que quisesse, que igual todos os meus outros presentes, com certeza ia gostar.
Naquele mesmo dia, na saída do escritório, passei na Tiffany e comprei um pingente com um brilhantinho.
Já esperando a volta pra Buenos Aires, aproveitei pra passar no free-shop e perguntei por um perfume que estivesse na moda. A vendedora recomendou uma fragrância e também comprei.
No fim de semana seguinte fui visitá-la.
Ela abriu a porta e se pendurou no meu pescoço, junto com um beijo estalado.
“Feliz aniversário” “Desculpa por não ter ido”
A sacola azul-clara, com as fitas de seda branca, balançou na mão dela.
Entreguei o outro presente.
Todo mundo estava reunido, as mulheres morrendo de inveja do pingente, os homens me olhando como se eu tivesse dinheiro sobrando.
As duas coisas causaram um baita impacto. Ela voltou pra me dar outro beijo de agradecimento.
Brindamos e fomos comer.
Não lembro por qual motivo, um dos meus amigos comentou como era estranho eu ser solteiro, que com certeza eu devia ter uns rolos passageiros pra compensar.
Estranhei a resposta da minha afilhada: “Não seria surpresa, meu padrinho sabe como agradar as mulheres”. Todo mundo riu, o comentário veio de uma mina de 15 anos recém-feitos.
Eu fiquei olhando pra ela, percebi que tava falando sério, e também notei pela primeira vez como ela era gostosa.
Eu segui com a minha vida, os outros com a deles.
Já mais velhos e com mais confiança, os filhos dos meus amigos me usavam de correio toda vez que eu viajava.
Joguinhos de computador, perfumes, filmes. Tudo fazia parte da minha carga quando voltava das viagens.
Tudo era jogado em cima da mesa, e Como se fosse um mercado, cada um procurava o que tinha encomendado e pagava certinho o pedido. Esse tinha sido o trato. Mas tenho que admitir que na bolsa da Gabriela sempre tinha alguma besteira fora do combinado.
Ela não falava nada. Era nosso segredo.
Certa vez, ela me pediu uma câmera digital, com a condição expressa de que eu cobrasse.
Aceitei porque sabia do orgulho dela, e que de outro jeito ela não aceitaria. No fim das contas, já tinha 18 anos, estudava, trabalhava e, segundo ela, tava em condições de pagar os próprios luxos.
"Olha, tô procurando esse modelo aqui, mas se você ver algo melhor pelo mesmo preço, me avisa"
"À noite tô no MSN, qualquer coisa a gente troca ideia"
Eu fui viajar, e a verdade é que não conseguia tirar ela da cabeça, com a liberdade e maturidade que a Gabriela se movia, pra idade dela.
Ela se mostrava decidida, objetiva, livre.
Naquela mesma noite, me conectei.
"Chegou como?"
"Encontrou alguma coisa?" ela perguntou
"Sim, mas nada me convence, acho que deve ter algo melhor, amanhã continuo procurando"
"Relaxa, sem problemas" "Aproveita e vai visitar alguma das suas namoradas"
Estranhei o comentário dela. Era a primeira vez que ela mencionava algo concreto sobre minha vida particular.
"Namoradas??" "Não paro de trabalhar" "Além disso, não liga pra fofoca"
"Não é o que tão falando por aqui", ela disse, e mandou um emoticon de carinha feliz
"Bom, você devia ouvir o que tão falando dos seus namorados", escrevi pra devolver a brincadeira.
Ficamos um tempinho trocando ideia no chat, mandando indiretas divertidas um pro outro.
Desligamos, e percebi que tava me divertindo conversando com uma garota, que tinha mais de 20 anos a menos que eu.
A verdade é que não sei se tava me divertindo ou me excitando.
CONTINUA……..
6 comentários - Os meninos crescem - 1ª parte
wooooaaaaaaaaa!!!!! como pinta esto!!!!!!! ya quiero leer la segunda parte!!! chifla cuando la subas 😉 😉
+5 y quiero mas 😛
y ojala me puedas mandar un msjito para avisarme!!!
Re bienvenido!!!