A repórter gostosa

Já que sou uma jornalista iniciante, sou obrigada a viajar para qualquer lugar do país, por mais remoto ou miserável que seja. Tudo por uma matéria que possa interessar aos tarados que nos leem. Trabalho numa revista de casos policiais ou notícias bizarras em geral; daquelas que não poupam nenhum pingo de sórdidez. Há um mês e meio, meu chefe mandou eu ir urgentemente pra um certo povoado no norte porque tinham passado uma dica que podia ser uma bomba pra gente. Numa família humilde e ignorante, um homem com retardo mental tinha ficado confinado por vinte anos, e ainda parecia que a irmã tinha suprido as necessidades sexuais dele. O confinamento vergonhoso de um membro deficiente e o uso sexual por parte de uma irmã que com certeza também não era muito sã me pareceram uma combinação ideal pros nossos leitores. E pra quê vou te negar: me intrigou e até me excitou bastante. Na minha mente, se misturaram imagens e dúvidas. Pensei que o quarto do horror devia ficar quase sempre trancado, pra vizinhança achar que tava abandonado, uma espécie de sótão. Imaginei ele imundo, igual ao único habitante. Vi a mulher imoral que se encontrava regularmente com o irmão pra celebrar uma cerimônia atroz de sexo, que ele com certeza não entendia direito, mas logo aprendeu a explorar. "Por que ela preferiu esse amor proibido à chance de uma descarga normal?" "Será que é porque ele tem uma piroca descomunal, como costumam atribuir aos retardados?" "Será isso?" Eu me perguntava. Também vi a irmã, sem se preocupar com o corpo que já começa a perder a forma, ajoelhada com a cabeça na altura da cintura do seu amante idiota. E a piroca grotesca dele jorrando esperma ingênuo na cara dela, que curte com um certo brilho satânico nos olhos. Tudo isso passou pela minha cabeça em poucos instantes. Viu como minha imaginação funciona rápido?

(Como você deve ter percebido, não sou Das que usam palavras suaves pra falar de sexo ou qualquer outra coisa. Mas, principalmente de sexo, não. Poucas vezes você vai me ouvir dizer vagina, busto ou ato sexual; e menos ainda agora que estamos falando na confiança, né? Sabe o que eu acho das palavras obscenas? Amo elas porque têm o poder de trazer à tona a imagem do que nomeiam. Se eu digo pênis, imagino, no máximo, um desenho de livro de anatomia, um cilindro rosado inofensivo. Mas se eu digo cock, cock, ou porra... vejo uma barra de carne pulsante com uma ponta roxa. Quando tô transando, uso muito elas. E você, o que me diz? Prefere que eu diga "quero ter sexo anal com você", ou que eu sussurre: "quero que você me arrombe o cu"?

Peguei o primeiro transporte que apareceu. Foi foda; tive que aguentar dez horas num ônibus meia-boca. Quando cheguei na cidade, pensei que ia morrer. Só umas poucas quadras de casas muito humildes; nem hotel, nem hospital... Antes de fazer qualquer coisa ou falar com alguém, fui pra uma cidade vizinha, pra encontrar um informante chave.

Meu chefe ficou sabendo desse caso através de um médico amigo que vem de vez em quando nessa cidade. Ele atende num pequeno posto de primeiros socorros. Um dia apareceu a que ele achava ser a única filha dos Peralta, por uma coceira na virilha que não deixava ela em paz fazia uma semana. O doutor examinou e colheu algumas amostras, suponho que de dentro da buceta dela... Bom, na verdade não sei os detalhes. O fato é que ele voltou muito preocupado com os resultados. Era uma infecção sexual estranha, inofensiva pra mulher, mas mortal pro homem. Então o doutor exigiu que a paciente revelasse o nome do amante, já que a vida dele tava em perigo. Só assim conseguiu que Maria confessasse o terrível segredo do irmão trancado por vinte anos, não sem antes pedir absoluto sigilo.

Era importante que eu falasse com esse médico. Um ônibus caindo aos pedaços me levou até onde ele atende. de forma estável.

A clínica era de primeiro nível, daquelas que dão vontade de ficar um pouco doente pra ser mimada. Assim que entrei, me disseram que o doutor Claudio Aróstegui, esse é o nome dele, estava ocupado com não sei que caso de emergência. Esperei umas hora até que ele finalmente apareceu, se desmanchando em desculpas. Aceitei, claro; porque já tava me felicitando pelas vantagens do meu trampo, pela gente que me permite conhecer. Era um sonho: o tipo de homem que atrapalha qualquer mulher. A mistura estranha de corpo firme, delicadeza e beleza me excitou na hora. Acho que ele percebeu, porque, depois das formalidades, me propôs tratar um assunto tão confidencial quanto o nosso na segurança da casa dele; e me entregou as chaves pra esperar ele até o fim do expediente.

(Comigo esses joguinhos! Mas não liguei, porque se ele tinha gostado e queria me ter, não ia segurar ele. Na real, minha cabeça já tava trabalhando pra ele. Não consigo evitar.)

Às cinco da tarde cheguei na casa dele. Era uma construção antiga, mas tava em perfeito estado. Me senti à vontade assim que entrei. Como será que ele mantinha uma casa tão grande nessas condições? Tudo transmitia bom gosto, moderação e equilíbrio. Os materiais nobres eram abundantes.

A primeira coisa que fiz foi tomar um banho. Meu corpo precisava; além disso, tava certa de que ele ia conhecer ele inteiro quando voltasse. Bem na hora de sair da água, vi que não tinha toalha à vista. Achei que ele guardava na cômoda do quarto dele. Caminhei pelada até o quarto ao lado, e ao entrar vi meu reflexo num espelho colado numa janela que deixava passar só uns raios de sol. Gostei do que vi — a madeira escura e a pouca luz faziam tudo parecer uma foto antiga —, e por um momento senti vontade de ensaiar poses. Vendo minha barriga e minha bunda, entendi por que os homens enlouqueciam. Comecei a revirar as gavetas. Como tava com frio, não me preocupei. por deixar tudo intacto. Não encontrei nenhum vestígio de toalhas, mas a solução que surgiu superou minhas fantasias. Em uma das gavetas que abri apressadamente, encontrei algo que ainda hoje me causa pontadas de excitação. Era uma sacolinha de supermercado que continha a roupa íntima dele para enviar à lavanderia. Comecei a me secar com as cuecas. O cheiro era meio adocicado, com um toque ácido. Deliciosamente opressivo. Talvez os homens não saibam, mas a gente ama esse cheiro. Dizem que o olfato é o sentido que mais traz lembranças à tona. Minha cabeça fervia e eu não sabia qual escolher. Como um bichinho preso num labirinto de metal quente, eu passava de uma imagem a outra. Depois me masturbei com uma das cuecas. Esfregava na minha buceta e nas minhas pernas, com a impaciência de um glutão.

Um pouco mais calma, me vesti com o melhor que encontrei na minha bolsa. Lembro que hesitei entre a saia azul-escura ou a cinza-pérola. Queria impressioná-lo; queria que me visse como uma mulher de classe. Finalmente escolhi o macacão de lã fina, cor rosa-velho, que mal sugere as bochechas da minha bunda e deixa ver o suficiente das minhas pernas. Calcinha e sutiã de algodão branco; pouca maquiagem e apenas umas gotas de perfume: linda e sóbria.

Já estava escuro quando ele voltou. Estava com outra roupa. Tudo de muito bom gosto, claro. Achou fantástico que eu tivesse tomado um banho, que tivesse seguido o conselho dele de me sentir em casa. Se soubesse como levei a sério a sugestão! Claro, não contei nada sobre a história das toalhas. Durante o jantar que pedimos de um restaurante, ele me contou os detalhes do caso que me levara até lá. Eu apresentei o problema de obter informações sem que os protagonistas percebessem. Ficamos matutando a questão por um bom tempo, até que ele encontrou um caminho aceitável. Você vai saber quando eu continuar essa parte da história, mas agora deixa eu te contar o que rolou entre Nós.
Ele tomou as três iniciativas cruciais: ir pra sala, sugerir umas doses de licor, alertar ou inventar uma postura errada no meu jeito de sentar. Daquilo pra massagens no quarto dele foi só um passo. Era tão óbvio o que a gente queria que quase não teve enrolação. Deitei oferecendo as costas pras mãos dele; mas o que senti, quando ele montou na minha cintura, foi o pau duro dele. Isso dissolveu o que restava de fingimento entre nós.

Ele foi bem porquinho; a primeira coisa que me indicou com gestos foi que eu chupasse ele, ainda vestidos em grande parte. Eu tava deitada olhando pra cima, e ele bombava na minha cara, com os joelhos encaixados no ângulo das minhas axilas. Literalmente me comeu pela boca. Tive medo que bastasse aquilo, que ele quisesse só uma chupada pra gozar na minha boca e nada mais. Mas por sorte era só o começo; de qualquer jeito, não teria deixado. Talvez você se pergunte como faço esse tipo de previsão. As mulheres, ou pelo menos as mulheres sensíveis como eu, sabemos quando um homem tá prestes a gozar na nossa boca: a gente percebe uma leve contração das bolas no instante antes.

Ainda vestidos em parte, ele pediu que eu ficasse de bruços e começou a esfregar ele contra minha bunda. Era uma brincadeira, parecia um ensaio do que viria depois. Como um avião que não se decide a pousar, ele passava o pau por uma linha que começava nas minhas panturrilhas e terminava no começo das minhas nádegas, roçando e levantando com a cabeça a borda da minha saia, pra depois subir de novo. Tava me matando de vontade o filho da puta...! Não queria uma simulação de penetração; resolvi tomar as rédeas. Me virei e ficamos de frente. Abri minhas pernas como pra abraçar ele com elas. Depois de puxar com meus dedos afinados a tira da calcinha, e enquanto olhava nos olhos dele, guiei o pau dele. Que prazer! Senti que a tesão me inundava como uma onda de substâncias tóxicas. Com que força ele metia...! Cada estocada me afundava. mais na cama. Num momento eu quis olhar pro centro da ação, porque adoro ver como entra e sai. Mas foi impossível, porque quando ele entrava, fazia com tanta força que me deixava dura e arqueada na cama, e eu só conseguia olhar pro teto. Era evidente que ele tinha se decidido, e de que jeito!

Ele tinha conseguido tirar a calça e a cueca, mas eu tava quase toda vestida; ainda tinha meu vestido, que já tava molhado e amassado, e não tinha tirado a calcinha, só tinha desviado pra ele me penetrar. Ele me ajudou com a calcinha, mas quis que eu ficasse com o resto. Com uma firmeza suave, me virou e me colocou de quatro, com a saia toda amontoada na minha cintura. Ele abriu as bandas do meu cu e cuspiu bastante saliva no buraco. Eu tremi; sabia o que vinha. Geralmente não tenho problema em dar o cu, mas aquela pica... Mmm... Falei pra ele. Ele me acalmou e começou a rondar com a cabeça roxa no meu esfíncter assustado. Não sei como, mas finalmente relaxou e ele começou a entrar. Parte dos joelhos dele tava em cima das minhas pernas, me causando um pouco de dor. Entendi o recado, ele tava dizendo: "cê tá presa". Afrouxei tudo que pude e ele entrou inteiro. Que prazer!... Embora a posição me limitasse os movimentos, comecei a mexer o tronco, como se quisesse tomar a pica dele na base da força do cu... Não consegui: ele tirou e meteu de novo do jeito dele... e com o rigor do jardineiro que crava a pá na terra preta mansa. Ele adorava me falar putaria. "minha puta", "Chupadora de pica", "Velha puta relaxada!" Em outra hora eu não deixaria ninguém me tratar assim, mas ele me comia tão bem... Era tanto prazer que deixei ele se soltar.

Ele pediu pra eu segui-lo até o banheiro do quarto. Abaixou a tampa do vaso e sentou. Palavras não foram necessárias; a pica dele tava me convidando. Sentei e comecei a cavalgar. Vi que a excitação dele tava demais; ele não sabia o que fazer. Sua Mãos percorriam minhas costas, indecisas, como se procurassem um lugar pra pousar numa superfície quente demais.

Depois me colocou suavemente no chão, mas com certa pressa. Eu tava disposta a qualquer coisa. Ele disse que ia soltar toda a porra que tinha na minha cara, e que era muita. Minha posição era totalmente horizontal sobre a cerâmica fria, e ele me olhava de cima, parado na altura da minha cabeça como se fosse mijar na minha testa. Começou a bater uma. Eu olhava pras bolas dele. Senti elas subirem ligeiramente! Pensei que tinha me enganado, que era cedo demais pra ele gozar; mas não. Começou a descer em direção ao meu rosto. Os joelhos se flexionaram até o pau dele ficar na altura do meu nariz. Parecia uma caldeira prestes a explodir: vermelho, bufando, vibrando. Cheiro intenso...

Fechei os olhos... E uma rede quente de cordões cinzentos grudou na minha cara. Ficou quase toda coberta, mas consegui abrir meu olho direito, que deu pra ver que ele queria dar o toque final na minha boca. Abri o máximo que pude e posicionei minha cabeça pra não desperdiçar nada. Ele agitava o pau com ardor... Conseguiu. Pô, se conseguiu!

A gente tomou banho e dormiu como anjinhos. Na manhã seguinte, depois do café, fomos embora os dois; ele pro trabalho e eu pra um hotel, esperar chover. É, você ouviu direito; não podia aparecer na cidade até chover, isso fazia parte do nosso plano. Por que num hotel e não na casa dele? Bom, o doutor era casado e a mulher dele voltava de um congresso naquele meio-dia.

O que a gente bolou foi eu aparecer na cidade dizendo ser prima dele. Supostamente, viajava de Buenos Aires pra visitá-lo e trazer um remédio muito difícil de achar naqueles lugares. Não passava de um placebo inofensivo, mas eu diria pra Maria, a irmã do retardado, que era necessário pra recuperação do amante proibido dela. Logicamente, diria em segredo, como um suborno pra ela me deixar passar uma noite lá. casa dela. Simplesmente ameaçaria ela de espalhar a verdade. A ideia de aparecer num dia de chuva era dar credibilidade, pros pais, da minha necessidade de abrigo. Não era perfeito, mas pra começar já servia. As lacunas eu preencheria na hora; sou jornalista, porra, não sou?

Por sorte não precisei esperar muito; no terceiro dia no hotel, consegui partir num carro alugado rumo ao meu destino. Cheguei lá pelas nove da noite. O tempo ajudava: chovia e o vento era de lascar. Estacionei o carro na frente da casa dos Peralta. Era um daqueles casarões de dois andares do começo do século, que quase não se vê mais; sombrio e úmido que nem um poço. Uma das paredes que dava pra um terreno baldio tava coberta de unhas-de-gato. Desci correndo e bati com força na porta de madeira descascada. Em cidade pequena, o povo é instintivamente gentil e hospitaleiro. Quem abriu a porta literalmente me puxou pra dentro, e só depois de se certificar que eu tava bem abrigado, me perguntou o que eu tava fazendo naquela hora e com aquele tempo. "Minha filhinha", acho que foram as palavras confiantes que ela usou. Soltei as mentiras planejadas e umas que inventei na hora. Ela disse que eu tinha dado sorte, porque a paciente que eu procurava tava em casa. Era inacreditável, mas ela não tinha desconfiado de nada. E eu também não vi nada suspeito naquela típica gorda de cidade pequena. Bateu uma dúvida sobre a parada toda. Será que não era uma sacanagem da Maria pra matar o tédio naquele fim de mundo? Já tava me decepcionando, quando a Maria apareceu... Aí eu soube que tava no lugar certo, que ia ter minha história.

A Maria mostrou toda a desconfiança que a mãe não tinha tido. Ela era rechonchuda, uns trinta anos, com a pele grossa e ensebada. Soltava um cheiro levemente rançoso. Quando finalmente ficamos a sós, não enrolei. Senti que se agisse com rapidez e energia suficientes, conseguiria dominar ela. Ela me ouviu com cara de tensa e olhar de falcão. Mas, pra minha surpresa, depois de ameaçar tornar público o que rolava entre ela e o irmão, notei uma mudança inesperada na atitude dela. A expressão dela mudou na hora; o rosto suavizou e apareceu a pontinha de um sorriso infantil. Achei que tava lidando com uma louca. Não sei que lugar exato eu ocupei no sistema dela, mas ela começou a me contar os detalhes mais escabrosos como se eu fosse a amiguinha de colégio dela e ela tivesse falando do primeiro encontro. Não escondeu nada. O irmão dela, na real, não era irmão de verdade. Era o filho único de um fazendeiro ricaço da região, pra quem elas tinham trabalhado como empregadas. Dom Martínez, que era o nome dele, tinha sido criado pela mãe da Maria e gostava muito dela. Mas isso não impediu ele de comer a filha dela. E não só isso, ele ainda tentou que o filho dele perdesse a virgindade com a mesma adolescente. Entre parênteses, talvez a Maria não fosse tão feia naquela época. Seja como for, o velho e o filho meteram nela sem dó. Sinceramente, meu coração partiu pelo destino duro daquela mulher.

Pouco antes de morrer, o velho deixou pra elas a casa caindo aos pedaços. E também o filho bobo, porque ele tinha medo de que uns parentes sem escrúpulos usassem o rapaz pra ficar com tudo, se ele não sumisse por um tempo. Tinha uma cláusula complicada no testamento, ela disse, que explicava esse pedido estranho. Foi assim que decidiram esconder ele; e, sem perceber, os anos foram passando. Essa é mais ou menos a história. Não tem muito mais o que contar.

Só um detalhe... Ela acrescentou que não entendia como tinha pegado aquela doença venérea, porque ela só masturbava ele quando percebia que ele tava inquieto; fazia muitos anos que ela não deixava aquele membro monstruoso penetrar ela. Essas palavras ficaram girando na minha mente. Me conheço, e naquela hora soube que não ia embora sem ver aquilo. Por sorte, nada no meu rosto deixou transparecer a putaria doentia que começava a crescer no meu corpo. Ou pelo menos foi o que pensei.

O quarto de hóspedes ficava no andar de cima; pra chegar lá, passei por O galpão interno que servia de casa pro fenômeno. Minha cabeça de novo a mil. Uma cock enorme... Como eu poderia conhecê-la? Eram três da manhã e eu não conseguia dormir. Me sentia muito tensa; e, embora seja do tipo que não consegue fazer nada em casa alheia, tive que descer várias vezes pra um banheiro horrível que não tinha papel suficiente. Odeio me limpar pela metade.

Quando subia pro meu quarto, depois da terceira ida ao banheiro, vi que a María saía do quarto do irmão dela. O que ela poderia estar fazendo naquela hora? Ela me viu e me chamou com gestos. Já na porta, me guiou como se quisesse que eu escutasse encostando meu ouvido. Então aconteceu algo extraordinário. Com rapidez e eficiência, me forçou a cruzar a soleira e fechou a porta... A escuridão era quase total; só uma vela impedia que eu não visse nada. Eu estava aterrorizada, incapaz de qualquer ação. A primeira coisa que senti foi o cheiro. Não consigo imaginar como descrever; era uma mistura nauseabunda. Talvez tenha sido isso que me ativou e me jogou na porta. Mas foi inútil; eu estava presa. Algo se moveu em minha direção. Não terminei de me ligar, quando suas garras me levaram com brutalidade pra uma espécie de catre. Fedia. Senti náuseas. Ele estava nu. Me mordiscava sem ternura; rezei pra que não chegasse na minha boca. Acordei de vez e comecei a gritar. Acho que isso o excitou mais, porque ouvi ele emitir sons que certamente não eram humanos. No entanto, não me assustou. A fúria tomou o lugar do pavor e comecei a chutar, e morder, e arranhar, e...

Eu tinha descido ao ponto em que somos uma única ideia. Queria tirá-lo do meu corpo como escamas de pele alheia.

Rolamos do catre pro chão; eu, um animal protegendo sua cria; e ele, um primata no cio. Não tinha tido tempo de pensar no que a irmã dele falou sobre a cock dele, mas naquele momento notei uma pressão na minha perna. E então, por um instante, senti algo que não consigo descrever como tesão, mas sim como um vislumbre de curiosidade.

Era desmesuradamente forte. De um golpe, ele me derrubou no chão áspero. cobertor. Eu estava usando uma camisola de seda, com saia curta, e uma tanga laranja. Com brutalidade, enquanto eu estava enfiada na cama, ele começou a rasgá-la em tiras, até me deixar completamente nua. Acho que foi uma visão deslumbrante, porque suas expressões de fera eram, por momentos, as de um garoto choramingando. Agora consigo entender; de alguma forma, eu representei um lampejo de suavidade e beleza no seu confinamento. Mas naquele momento eu não estava para me comover; corria sério perigo.

Ele dava voltas como um louco ao redor da cama, sem largar de me segurar com uma das mãos, apertando minha cintura. Eu tinha começado a recuperar minha integridade mental, e me perguntava em que ritual estava metida. Por mais louco que pareça, isso me tranquilizou. Com certeza pensei que tudo ficaria numa cerimônia animal grotesca, que não passaria daquilo. Me enganei. Ele começou a lamber minha bunda. Em outra situação, eu teria ficado incomodada por não estar completamente limpa, mas para aquele animal não parecia importar, e eu o odiava. Literalmente, ele enfiou a língua no meu buraco. Cheirava, mordiscava e lambia, no meio de uma mistura de saliva e merda... Foi aí que tive a ideia que seria minha perdição. Me defendi com o único recurso que tinha. Aproveitei a circunstância de estar presa pela cintura para fazer meu melhor esforço retal. Não consegui grande coisa, mas mesmo assim pensei que daria para espantá-lo. Foi minha perdição porque não só foi inútil, como pareceu deixá-lo mais excitado.

E algo se quebrou na minha organização mental.

Me deixei dominar por uma sensação de desmoronamento. Só tinha uma ideia: ser possuída com brutalidade. Cair imperdoavelmente humilhada em uma multidão. Senti uma vertigem de degradação jamais experimentada.

Mas, o que fazer, como indicar que agora eu queria me submeter? Como pude, consegui me livrar das garras dele e comecei a tocar suas bolas. Verdadeiramente, o pau dele era descomunal. No começo, ele pareceu surpreso. Meus olhos já tinham se adaptado à escuridão, e pude ver sua larga e Rosto pálido; me observava com expectativa. Mesmo assim, segui em frente. Peguei naquelas tripas enormes e comecei a bater uma pra ele. Se a louca não tinha mentido, era nisso que a sexualidade dela se resumia nos últimos anos. Funcionou; aquela coisa começou a crescer entre minhas mãos. Dura, dava medo, mas eu tava disposta a deixar ele me empalar. A situação se inverteu; agora ele era dócil como um cachorrinho. O que aconteceu depois se perdeu um pouco na minha memória. Mas de algum jeito consegui que ele colocasse em mim. Que dor no começo! Achei que não ia aguentar; foi tipo um parto ao contrário. Me contorci, gemi, gritei e chorei quando aquele pistão me inundou. Levantei a cabeça de leve e, depois de passar a mão no macaco desmaiado que pressionava meu peito, contemplei minha pobrezinha da buceta, toda cheia e pegajosa. Inacreditavelmente, levei a mão até lá e trouxe os dedos besuntados pra minha boca. Foi aí que percebi a porta, que tava aberta! Maria e a mãe dela estavam me olhando com um sorriso cúmplice.

As duas me foderam! De novo minha fraqueza... Não aconteceu mais nada naquela noite que valha a pena mencionar. Simplesmente peguei minhas coisas e fui embora. Já veria que desculpa a gente ia inventar com o Claudio pro meu diretor. Mas isso é outra história.

Adrián

4 comentários - A repórter gostosa