Noites de Carnaval - 3ª parte

Preparei um café da manhã gostoso,…café com porra,…suco de laranja,…uns pães doces que a gente tinha comprado na tarde anterior,…e com a bandeja na mão,…entrei no quarto pra acordar minha mina,…o sol já tava alto,…e as férias tinham acabado de começar.

Ela mal abriu os olhos,…a noite anterior tinha sido agitada,…e mesmo sendo 11 da manhã,…ela ainda tava cansada,…abri as cortinas de leve, pra ela ver o sol lindo que a gente tava perdendo,…ela cobriu a cabeça com o travesseiro,…de brincadeira,…apoiei a bandeja com o café na cômoda do quarto,…e pulei em cima dela pra brigar pelo travesseiro,…que tava impedindo ela de acordar de vez,…a gente brincou um pouco,…e a vontade de tomar o café da manhã,…falou mais alto,…

A gente comeu rápido,…tomou um banho juntos,…uns amassos,…uma tentativa de transar,…e um lembrete dela de que a gente não tinha vindo só pra isso,…que era pra curtir a praia.

No caminho pra praia, passamos pela lanchonete onde a gente tinha comido na noite anterior,…no balcão tava a mulata que nos atendeu,…e ela deu um sorrisão pra minha mina,…ela devolveu com um aceno largo com a mão,…

“Acho que você tá afim dela…” falei
e ela respondeu: – “Ou talvez seja você que tá afim,…e eu sou o caminho pra chegar lá…”

Ela riu,…e quando eu ia responder,…a beleza da praia me deixou mudo.

Jogamos nossas coisas na areia,…e demos um mergulho,…quando saí, senti a mesma coisa que no jantar e no sambódromo,…minha mina chamava a atenção.

Vários caras se viraram sem vergonha nenhuma pra olhar a raba dela,…que ela mostrava generosamente com uma fio dental minúscula, BEM no estilo brasileiro….

Repito que não acho que era só a beleza,…mas a combinação,…de loira,…corpo meio bombado e olhos claros,…parecia que chamava a atenção, e mesmo tendo muitos turistas de todo lugar,…acho que ainda tinha uma atitude de “se quiser olhar,…olha” No meio da tarde, a gente comeu algo na praia.
Caminhamos pela praia, entramos no mar várias vezes, e batemos papo… e claro que a conversa acabou em sexo, na noite anterior.

Ela me contou que a sensação de se sentir desejada quase sem limites, mais a soltura que tanta cerveja tinha dado, e a questão de estar misturado com a dança, e tudo mais, tinha deixado ela muito excitada, e que até não tinha achado desagradável que, entre tanta dança e desejo, tivessem tocado nela.

Nessa altura do relato, eu já tava com o pau duro.

É difícil explicar que sensação pode causar ver sua mulher sendo comida por outro cara, e você poder olhar e participar, mas acho que não tem a ver com a ideia de que ela tá te traindo ou fazendo isso pelas suas costas, com mentiras, ou até te fazendo de otário.

Acho que, no caso de um casal querer aproveitar essa experiência, precisa ter em mente que é um jogo onde os dois participam… e se você tá levando sua parceira ao limite da excitação, pede pra ela se soltar, e depois age como o ciumentinho ou o ofendidinho, você se ferrou… entrou no jogo errado.

E acho que, nessa altura, nós dois tínhamos a mesma vontade, mas os mesmos medos.

E as experiências não se contam… se vivem, e ninguém tem o manual pra saber como vai se sentir quando ver que sua parceira tá fodendo outra gostosa e gozando igual uma égua, e dias depois sua namorada faz uma cena de ciúme, porque sim… ou na verdade porque ficou presa no que você fez na festa.

O mesmo vale pros caras, que falam pra mulher se soltar, e quando veem a mulher chupando outro cara, a primeira coisa que comparam é se o outro tem o pau maior…

Mas voltando ao meu relato, devo confessar que eu tava disposto a jogar, e depois daquela conversa na praia, me pareceu que minha namorada tava começando a ficar com tesão. Curiosidade sincera e sem culpa. Além disso, essas são coisas que a gente tem que fazer por desejo e curiosidade própria, e não pra agradar o parceiro.

Voltamos pro apartamento,… preparei umas caipirinhas,… bom, o que a gente argentino entende por caipirinha, e nos preparamos pra ir jantar,… e curtir nossa segunda noite em Salvador.

Tomamos um banho.

Com o calor que tava,… eu vesti uma bermuda, uma camiseta de algodão de gola redonda,… e umas havaianas. Fui pra cozinha preparar mais caipirinhas.

Quando minha namorada apareceu, quase caí de bunda.

Uma minissaia branca de algodão,… fio dental combinando,… e uma camisa azul clara de bolinhas,… curtinho na barriga,… o cabelo preso numa trança grossa de lado,… e sandálias altas,… uma gostosa,…

Quase sem perceber, fomos parar no mesmo restaurante da noite anterior,… a mesma garçonete,… o mesmo sorriso,… e os mesmos comentários.

Durante o jantar,… e pelo rumo da conversa, me pareceu que minha namorada tava me dando a chance de ir mais longe e ver o que podia rolar com a garçonete,… ela perguntou na lata se eu achava ela gostosa,… e ainda disse que as mulheres morenas sempre pareceram quentes pra ela,… “Deve ser o contraste do branco e preto”,… ela falou e riu.

A gente conversou um tempão,… e quando pedimos mais uma cerveja, minha namorada levou a parada um passo adiante….

A garçonete se aproximou…. e minha namorada perguntou:

“Qual é o teu nome?”

Ela, com um sorrisão, como se tivesse esperando por isso, levou a mão no peito,… e tentando nos ensinar um pouco de português, disse num tom gostoso:

“Meu nome é Martha…”

E minha namorada respondeu num portunhol caprichado:

“Martha, moito gostoso”… ela enfatizou bem a palavra gostoso.

Fazendo uma mistura com “mucho gusto”,… ou bom, era o que eu achava no começo.

Ela olhou pra minha namorada e riu….

Terminamos o jantar,… e voltamos pro barzinho do sambódromo. Já tinha um monte de gente nos cumprimentando. que tinham estado na noite anterior. Procuramos onde sentar, mas não tinha lugar... pedimos umas cervejas em pé... a multidão dançava e se movia em cachos... todo mundo com a melhor vibe... mas era uma multidão... querendo ou não, você dançava... seja por movimento próprio, ou pelo dos que estavam ao lado... o calor humano era insuportável... minha namorada... dançava... e bebia direto da boca da garrafa... estava curtindo ao máximo... tanto as gatas quanto os caras dançavam com quem estava ao lado... ou de repente se formava um pequeno espaço pra dar lugar aos movimentos de alguma mulata que rebolava a bunda como coqueteleira... todo mundo aplaudia, gritava coisas... e o aperto voltava...

Por sorte... e por sermos turistas... o garçom conseguiu um lugar pra sentarmos.

A dança continuava.
Como já falei, dançar não é meu forte... então aproveitei pra sentar, tomar uma cerveja tranquilo e curtir o espetáculo... minha namorada... ia e voltava da multidão... dançava perto da mesa... até que a multidão se fechava e era impossível se separar da massa humana que bebia e dançava... ela voltava... me beijava... tomávamos uma cerveja... falávamos sobre como tudo aquilo era incrível... me puxava pra dançar... e recomeçávamos...

Numa dessas idas e vindas... consegui ver um cara que estava dançando de costas pra minha namorada... abaixou a mão e tocou a bunda dela... ela viu que eu estava olhando e deu de ombros como se não tivesse escapatória... o cara continuou tocando ela e ela ficou... aproveitando a bagunça da música... o cara se virou de frente pra ela e deixou a mão lá embaixo... levantou um pouco a saia... e notei que ele estava tocando a buceta dela... minha namorada estremeceu... e logo se afastou em direção à nossa mesa. Sabia que eu tinha visto.

Não comentei nada. Ela ficou um tempo conversando... até que a dança voltou ao auge... ela me pegou pela mão... e fomos dançar... ela se mexia como possessa... rebolava os quadris... tomamos um Dou um gole na cerveja direto da boca da garrafa… por causa da música, a gente tinha que falar no ouvido… foi aí que eu perguntei…

“Você gostou?”…
Ela sabia do que eu tava falando… e balançou a cabeça…
“E você?”, ela me perguntou

“A situação me deixou com muito tesão”, falei no ouvido dela…

Ela me deu um beijo de língua e disse:

“Vai sentar lá porque o show tá só começando…”

CONTINUA…

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