México gastou US$ 291 milhões no OnlyFans em 2025

O país não só lidera a América Latinagostosa em gastos: combina isso com produção, um crescimento que quase triplica o dos Estados Unidos e uma pergunta incômoda sobre quem realmente lucra. Em 2025, os mexicanos gastaram 291 milhões de dólares no OnlyFans, quase 800.000 dólares por dia. O número coloca o México em quinto lugar no mundo e como líder absoluto de toda a América Latinagostosa. Esse número, do relatório OnlyFans Wrapped 2025 elaborado pelo OnlyGuider, conta muito mais do que um total. Revela um mercado hispanofalante em plena ascensão, um contraste com os mercados maduros e um modelo de negócio —o freemium— que explica como os criadores são encontrados e pagos.México na frenteO dado é contundente. O México gastou 291 milhões de dólares em 2025, ficando na quinta posição global —só atrás dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Itália— e com um crescimento de 19,12% ano a ano, segundoXataka, que cita o relatório do OnlyGuider. O chamativo é o duplo papel do país. "O México não só está participando da economia do OnlyFans, como está dominando a América Latina gostosa", afirmou Sam Pierce, diretor executivo do OnlyGuider, em declarações recolhidas porInfobae. O México consome e produz ao mesmo tempo: é um dos maiores mercados de gastos e um dos principais exportadores de conteúdo da região.O auge do “cinturão sul”O verdadeiro contraste aparece ao comparar ritmos de crescimento. Enquanto Estados Unidos e Reino Unido avançaram apenas 1,95%, os mercados latino-americanos crescem a taxas de 20% a 25% ao ano. No ranking regional, depois do México vêm Brasil, Argentina, Chile e Colômbia, este último com um dos maiores saltos interanuais. O próprio relatório da OnlyGuider fala de um "cinturão sul" de adoção massiva que abrange o sul da Europa e a América Latina. A Cidade do México, por sua vez, ficou entre as cidades que mais gastam, acima de Chicago, Houston ou Roma. O eixo dos gastos está se deslocando para o sul.O modelo "free": a porta de entradaComo é que esses 291 milhões se traduzem em dinheiro de verdade? Não, na maioria das vezes, através de assinaturas caras. Boa parte do OnlyFans funciona com um modelo freemium: muitos criadores oferecem um perfil gratuito como isca e depois monetizam com conteúdo pago, gorjetas e mensagens diretas. O gasto não nasce na porta, mas sim no que acontece depois que o usuário entra. E aí aparece o gargalo. O OnlyFans não tem buscador interno nem página de exploração, então encontrar os criadores — incluindo os que trabalham com contas gratuitas — acontece fora da plataforma, em diretórios que os indexam por nicho, país e tipo de perfil. É aí que se consultamos melhores perfis gratuitos: a camada de descoberta que conecta o público com os criadores que ele procura. A demanda já existe na região; o que decide quem ganha é a visibilidade.O que o número não mostraConvém ler os números com a devida cautela. As estimativas do OnlyGuider vêm de um modelo que cruza buscas de alta intenção, padrões de conversão digital e a receita oficial que o OnlyFans declara aos reguladores britânicos; não vêm de um registro auditado de transações. Não se sabe, por exemplo, quantas pessoas dividiram esses 291 milhões. E por trás do volume há uma realidade desigual: a imensa maioria dos criadores ganha pouco, enquanto uma minoria concentra a maior parte da renda. O total nacional impressiona; a média por criador, muito menos. O número conta o dinheiro que entra. Não conta para quem ele acaba fluindo.

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