
Olá, boa tarde, amigos!! Como vocês estão todos? Quero compartilhar com vocês este post sobre uma fotógrafa e um artigo interessante. Eu dei uma modificada nele pra não ser um "Ctrl+C, Ctrl+V", quis expressar esse relato com minhas próprias palavras e texto. Deixo isso claro pra ninguém achar que fiz isso... mas a informação importante está lá, do jeito que foi dita, só que de outra forma. Então, entrem, vejam e curtam as imagens, que são só ilustrativas e pra acompanhar o texto.

Este é o livro ao qual vou me referir neste post: *Womahood... the barely reality* — algo como "a razão nua e crua" traduzido pro português.

Essa mulher com a câmera fotográfica é a autora do livro. Vamos começar com o conteúdo... 100 mulheres e suas bucetas. A artista Laura Dodsworth reúne em ‘Womanhood: A Realidade Nua’ as fotos de cem bucetas e a história das mulheres que posaram pra ela. O objetivo, o propósito, é conseguir, fazer, reivindicar uma área pras "próprias mulheres", uma área que é muito desconhecida pra elas mesmas, e além disso ajudá-las a se sentirem, entre outras coisas, mais seguras e poderosas.


Dias atrás, em cima de uma mesa tinha um exemplar de 'Womahood' e, ao redor dela, sentadas umas 12 pessoas. Esse exemplar gerou um debate intenso. Tinha homens e mulheres de diferentes idades, condições e nacionalidades. O objetivo desse experimento foi e serviu pra testar a reação deles ao ver fotos de bucetas em primeiríssimo plano. Alguns, ao folhear o livro, reagiram com curiosidade saudável, outros fizeram cara de espanto e até cara de nojo, falando coisas tipo "que nojo!" ou "qual é o sentido disso?", "acho isso vergonhoso ou pornográfico".


A própria autora, Laura Dodsworth, diz que "nenhuma parte do corpo inspira amor e ódio, medo e luxúria da mesma forma que a vulva". Esse mundo de contrastes que gira em torno dela — entre o que se vê e o que realmente é; entre o que se pensa e o que se diz sobre ela —, ela conta que foi uma das motivações para botar esse projeto pra frente, no qual ela pega cem mulheres e, além de entrevistar cada uma, também tira fotos das vulvas, vaginas e da experiência delas de ser mulher: "Nosso principal ponto de referência é o pornô na internet. Por isso as mulheres, especialmente as mais jovens, se comparam com uma vulva limpinha, lisinha, rosada e 'perfeita'. Mas a gente precisa lembrar de uma coisa importante: cada mulher tem a sua, de todos os formatos, tamanhos e cores; nenhuma é igual à outra". Esse é um dos primeiros tabus que esse livro quebra: ele nos mostra mulheres reais. Na real, pra muitas essa foi a primeira vez: "Como as vulvas ficam escondidas e são tão misteriosas, até pra gente mesmo é difícil dar uma olhada na nossa", conta Laura.



Aliás, teve mulher que viu a própria buceta, a própria xota, pela primeira vez na tela da minha câmera fotográfica. As opiniões foram variadas, porque pra algumas delas a delas não era lá essas coisas, outras comentaram como era bonita e teve quem me perguntou se era normal. Mesmo que já tivessem se visto no espelho, olhar uma foto é muito mais nítido. Sei disso pela minha própria foto!” Laura virou uma das 100 mulheres, com idades entre 17 e 99 anos, que formaram o Casting. Porque a autora tirou foto de si mesma pra viver a experiência de verdade. Laura se tornou uma dessas 100 mulheres.


Laura nos conta que procura mulheres de todas as idades, tipos de corpo, etnias, sexualidades, experiências de vida e gêneros.







Ao falar de forma aberta e livre sobre as vulvas, quebra-se o segundo tabu que existe em torno delas, algo que se comprova não só ao ler o livro, mas também assistindo '100 Bucetas', o programa do Channel 4 onde mostram a produção das fotos e os depoimentos na câmera de algumas protagonistas: Podemos dizer que "As entrevistas são o coração do projeto" "Tive acesso aos 'grandes temas': prazer, dor, vida, morte...". Essas cem mulheres falam abertamente, por exemplo, sobre como é o sexo para elas. Tem aquela que conta que "nunca tive um orgasmo até conhecer meu marido; acho que porque com ele eu estava apaixonada". E a que confessa: "com 16 anos só pensava em satisfazer meu namorado, e não pensava no meu prazer sexual. Hoje em dia, gosto de explorar diferentes maneiras de transar". Outra ri dos tabus: "Como mulher gorda, só me é permitido ser engraçada, mãe ou fetiche sexual, mas minha gordura também me dá liberdade", e acrescenta que o fato de ser gorda faz com que as pessoas não a olhem na rua como algo sexual. E tem também aquela que se define como hétero, mas sem muita convicção, porque aos 47 anos continua virgem: "Tem um estigma em torno de ser virgem, como um albatroz voando sobre sua cabeça; mas transar e alguém tirar sarro de mim é meu maior medo".


Algumas falam sobre masturbação —“Tem muita vergonha em torno disso, mas se você não sabe identificar o que te dá prazer, como vai se comunicar com seu parceiro?”— e sobre como e quando gostam de se masturbar: “na banheira”, “de manhã”, “no fim do dia”, “às vezes duas vezes por dia”. “Amo a mulher de 77 anos que diz que adora se masturbar. Quero uma menopausa assim, por favor!”, confessa Laura. Uma delas admite o medo de perder a menstruação “porque tenho receio de perder meu apelo sexual. Sei que não soa muito feminista, mas é a verdade”.












Também tem histórias terríveis: "Eu tinha 7 anos quando uma mulher veio na minha casa e arrancaram meu clitóris e meus lábios. Literalmente só deixaram um buraco pra eu poder mijar e menstruar. Aquilo roubou minha infância." Outra conta que teve que tirar a buceta por causa de um câncer: "sinto minha vulva mutilada, mas nós duas estamos prontas pra um recomeço" e uma terceira que o próprio marido fez um aborto nela sem ela querer.

















Peço desculpas se encontrarem fotos repetidas. Então, amigos, espero que curtam esse post, e se não foi assim, sem drama, fiquem bem, se cuidem e mando um abração pra todos.

Até outra hora
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