E aí, galera do Poringa, sei que a última coisa que vocês querem é ler, mas como o assunto que trago me toca diretamente, achei que seria bom iluminar os miolos degenerados de vocês com um pouco de conhecimento sobre sexualidade. Além disso, acho que é uma boa oportunidade pra mostrar que a beleza e o erotismo não têm a ver só com um corpo perfeito nem com os padrões que a sociedade impõe cruelmente. O homem é um ser complexo e, por isso, existem tantas maneiras e escolhas quanto pessoas no mundo. Pra alguns, isso vai ser difícil de entender; pra outros, talvez seja a chance de entrar num mundo complexo, mas não por isso menos excitante.
Nota: tudo que está sublinhado e, em alguns casos, em negrito são ideias ou fatos que quero destacar.
DEVOTOS
O que é um devotee?
É uma pessoa que sente atração sexual por pessoas com deficiência ou que
só
eles admiram como eles levam suas vidas apesar das limitações. Mas o importante é que quando essa atração é apenas de tipo sexual, pode virar uma obsessão. Mais ainda, se essa obsessão durar mais de seis meses, se o único objetivo for se relacionar sexualmente com pessoas com deficiência, estamos falando de uma parafilia.
O olhar profissional
Os devotos vivem em profunda solidão e sofrimento.
E o que seria uma parafilia?
É o termo moderno usado para o que antes se chamava de perversões ou desvios. Quando a relação ocorre sem o consentimento do outro e quando esse desejo causa dano ao outro, estamos falando de parafilias. Caso contrário, pode ser apenas uma preferência sexual. É o caso dos devotos. Mas os wannabes (desses vamos falar mais adiante) já são outra coisa, acho que têm algum transtorno, porque não é qualquer um que deseja ser deficiente.
A etimologia da palavra parafilia remete a um amor paralelo à forma convencional. Para a maioria da sociedade, o sexo convencional tem as características de ser heterossexual, coital, com finalidade procriativa e sob determinadas posturas e hábitos. Para a sexologia, é necessário evitar essas convenções e não estigmatizar, impondo uma marca discriminatória sobre temas tão controversos como a sexualidade humana.
Segundo a Dra. Isabel Boschi, sexóloga: "O uso do termo 'parafilias' para substituir o conceito de 'perversões' é uma descoberta da sexologia do século XX. Não se trata meramente de uma nova denominação diagnóstica. Pressupõe uma abordagem humanística científica que integra desde as descobertas do funcionamento cerebral, conforme a neurociência, até as manobras sistêmicas dos terapeutas que tratam a conduta sexual humana. Conhecer as variantes do erotismo em suas diversas formas de estimulação e sua expressão comportamental amplia o conhecimento da sexualidade chamada 'normal'."
Os termos precisos que diversas correntes dentro da sexologia empregam para falar de devotos e wannabes são "apotemnofilia", onde o desejo ou excitação sexo-erótica depende de ter (ou desejar ter) um membro amputado e onde o apotemnófilo pode se obcecar em se autoinfligir uma amputação ou conseguir uma no hospital; e "acrotomofilia", para aqueles devotos de pessoas que sofrem amputações ou deficiência sem pretender sê-lo ou se lesionar.
A etimologia da palavra parafilia remete a um amor paralelo à forma convencional. Para a maioria da sociedade, o sexo convencional tem as características de ser heterossexual, coital, com finalidade procriativa e sob determinadas posturas e hábitos. Para a sexologia, é necessário evitar essas convenções e não estigmatizar, impondo uma marca discriminatória sobre temas tão controversos como a sexualidade humana.
Segundo a Dra. Isabel Boschi, sexóloga: "O uso do termo 'parafilias' para substituir o conceito de 'perversões' é uma descoberta da sexologia do século XX. Não se trata meramente de uma nova denominação diagnóstica. Pressupõe uma abordagem humanística científica que integra desde as descobertas do funcionamento cerebral, conforme a neurociência, até as manobras sistêmicas dos terapeutas que tratam a conduta sexual humana. Conhecer as variantes do erotismo em suas diversas formas de estimulação e sua expressão comportamental amplia o conhecimento da sexualidade chamada 'normal'."
Os termos precisos que diversas correntes dentro da sexologia empregam para falar de devotos e wannabes são "apotemnofilia", onde o desejo ou excitação sexo-erótica depende de ter (ou desejar ter) um membro amputado e onde o apotemnófilo pode se obcecar em se autoinfligir uma amputação ou conseguir uma no hospital; e "acrotomofilia", para aqueles devotos de pessoas que sofrem amputações ou deficiência sem pretender sê-lo ou se lesionar.
É censurável o sentimento de devoção que os devotos expressam quando são emocionalmente movidos por pessoas com deficiência ou incapacidade? Podemos colocar no mesmo plano psíquico e emocional uma pessoa com predileção estética ou afetiva por indivíduos que não se enquadram no padrão de beleza, em comparação com aqueles que buscam apenas obter prazer "fetiche" ao entrar em contato com uma pessoa mutilada ou deficiente, focando apenas no coto ou na cadeira de rodas como objeto de desejo e deixando para trás a pessoa como um todo?
Junto com essa questão vêm outras que também envolvem pessoas com deficiência. É comum encontrar em fóruns pessoas com deficiência que, mesmo sabendo que são vistas apenas parcialmente, ainda assim aceitam se relacionar com devotos extremos, pois ao sofrerem deficiências severas ou terem a autoestima baixa, enxergam nos devotos uma oportunidade de obter um relacionamento que lhes permita experimentar prazer sexual e companhia que a maioria das pessoas não pode oferecer. Podemos realmente condenar essa necessidade ou esse acordo?
Podemos estabelecer qual é a fronteira que separa o devotee de alguém que a psicologia chamava, e em muitos casos ainda chama, de "perverso"?
Lic. María Elena Villa Abrille*: O primeiro ponto é distinguir, diferenciar os vários tipos de devotee. O devotee comum sente uma atração sexual muito forte por pessoas com deficiência.
Por outro lado, temos o "admirador", que não sente esse desejo sexual, mas admira como as pessoas com deficiência levam suas vidas adiante. Esse tipo de devotee geralmente trabalha próximo a pessoas com deficiência.
Também é importante destacar que existem 20% a mais de devotees homens do que mulheres.
É muito comum que os devotees, embora costumem ter um bom nível socioeconômico e cultural, vivam em profunda solidão e sofrimento porque veem seus sentimentos como vergonhosos. Existe um grupo de devotees que pode ser considerado psicologicamente como parafilia, assim como temos outros grupos de pessoas que, desde muito jovens, sentem atração por pessoas com deficiência, mas sua maneira de se relacionar com elas é global, não focada na deficiência, e podem chegar a ter relacionamentos estáveis.
Por outro lado, temos o "admirador", que não sente esse desejo sexual, mas admira como as pessoas com deficiência levam suas vidas adiante. Esse tipo de devotee geralmente trabalha próximo a pessoas com deficiência.
Também é importante destacar que existem 20% a mais de devotees homens do que mulheres.
É muito comum que os devotees, embora costumem ter um bom nível socioeconômico e cultural, vivam em profunda solidão e sofrimento porque veem seus sentimentos como vergonhosos. Existe um grupo de devotees que pode ser considerado psicologicamente como parafilia, assim como temos outros grupos de pessoas que, desde muito jovens, sentem atração por pessoas com deficiência, mas sua maneira de se relacionar com elas é global, não focada na deficiência, e podem chegar a ter relacionamentos estáveis.
Quais características os devotos com uma atitude parafílica possuem?
M.E.B.A: Geralmente são pessoas que sentem essa atração desde os 3 aos 6 anos de idade e isso deixou uma marca. Quem age realmente a partir de uma atitude parafílica tende a rondar a pessoa com deficiência e seu grande desejo compulsivo é ter relações sexuais com essas pessoas. O homem geralmente escolhe a mulher com amputação de uma perna, e a mulher prefere homens em cadeira de rodas. O devotee parafílico não se importa com a outra pessoa nem com o dano que pode causar, portanto tende ao engano ou a estabelecer uma relação de poder, conflituosa e problemática.
E os devotos não parafílicos?
M.E.B.A: Neste caso, estamos falando de respeito e aceitação mútua. Essa pessoa poderia se enquadrar nas chamadas pseudo-parafilias, que, desde que não prejudiquem o outro e estabeleçam relações de comum acordo, não são patológicas. O que é novo é que, além da condenação social, nos fóruns da internet, pessoas com deficiência estão pedindo companhia devotee para relacionamentos estáveis ou não, com cada vez mais frequência. Se a sociedade atual não dá espaço a essas pessoas na busca pela imagem perfeita, harmonia e beleza, menos espaço elas terão na expressão sexual. Isso me faz pensar: o que há de errado em uma pessoa tetraplégica poder ter uma relação sexual sem compromisso com um devotee?
O lado positivo do surgimento social desses temas é de grande ajuda: por um lado, para os devotees não parafílicos, perderem o sentimento de culpa e solidão; por outro, para as pessoas com deficiência ficarem mais atentas àqueles que se aproximam com uma atitude obsessiva e que possa ser prejudicial.
O lado positivo do surgimento social desses temas é de grande ajuda: por um lado, para os devotees não parafílicos, perderem o sentimento de culpa e solidão; por outro, para as pessoas com deficiência ficarem mais atentas àqueles que se aproximam com uma atitude obsessiva e que possa ser prejudicial.
E como são os devotee parafílicos?
Eles costumam rondar pessoas com deficiência e seu grande desejo compulsivo é ter relações sexuais com essas pessoas. Os homens geralmente escolhem mulheres com amputações nas pernas, e as mulheres preferem homens em cadeira de rodas. O devotee parafílico não se importa com a outra pessoa nem com o dano que pode causar.
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Esta é uma entrevista feita com um devotee e publicada na web.
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Esta é uma entrevista feita com um devotee e publicada na web.
www.sexovida.com
, me pareceu uma boa forma de mostrar num caso real esse fenômeno.
Rodrigo foi o primeiro devoto que conheci. Com ele posso dizer – não acho que ele me contradiria – que já somos companheiros. Digo isso porque já nos vimos quatro ou cinco vezes e trocamos mensagens com bastante frequência. Digo isso porque desde nosso primeiro encontro até hoje, a vida dele deu uma virada de 180 graus.
Primeiro – para ir entendendo um pouco o que é todo esse lance do devotismo – peço que ele me explique o que sente pelas pessoas com deficiência, e ele me diz que a vida inteira teve esses sentimentos, essa admiração por elas. Admiração que sentia ao vê-las subir num ônibus em cadeira de rodas ou andar pelo centro com suas bengalas, despreocupadas. Ele admira que sigam em frente apesar dos obstáculos que a vida coloca no caminho.
Rodrigo me esclarece que no mundo devotee, sobre gostos não há nada escrito, e que há todo tipo de deficiências para cada devoto. Assim como alguns admiram paraplégicos, há outros que se sentem exclusivamente atraídos por amputados. "Mas o que mais me interessa são os desvios na coluna e a falta de motricidade. Acho que vem por esse lado. Tudo relacionado aos aparelhos ortopédicos". Mas ele me esclarece que não é simplesmente gostar de mulheres com um andar defeituoso e pronto. Primeiro tem que gostar dela como mulher, como pessoa. Como todo mundo.
Agora ele já não brinca mais com esse jogo, diz que se curou, mas meses atrás, quando andava pela rua, não conseguia parar de olhar para as pessoas com deficiência. "Lembro de observá-las sem conseguir tirar os olhos de cima". Chegou ao extremo de cronometrar os horários de diferentes pessoas com deficiência para conhecer seus movimentos e assim vê-las de novo e de novo. "E aí eu me atormentava, me perguntando por que isso acontece comigo. No entanto, nunca me cansava de olhar, de admirar".
Esses questionamentos se transformaram em pesadelos e em insônias eternas e noturnas. Dentro da sua cabeça, ele escarava a ideia de que era o único pervertido do mundo que gostava de pessoas com deficiência. "Entre os devotee, a gente diz: estamos doentes, mas não queremos a cura. A gente curte a doença. Eu, por um tempo, sofri com essa doença, mas agora posso dizer que estou curtindo." Vocês vão ver por quê.
Numa dessas longas noites de insônia, Rodrigo teve uma ideia meio extravagante: quebrar a própria perna para poder usar muletas. Com uns pedaços de madeira que sobraram, ele criou um sistema de estacas e roldanas e colocou um peso sustentado por uma corda no alto do teto, para depois deixá-lo cair sobre a perna e quebrá-la em mil pedaços. "Tinha 13 anos e já sabia que me atraía pelo assunto. Queria ver como era a sensação de ser uma pessoa com deficiência. No último instante, pensei: que porra é essa que eu tô fazendo? E joguei tudo pro alto." Felizmente para ele, esses desejos de fingir ser uma pessoa com deficiência já passaram. Felizmente para ele e para as pernas dele.
Depois dessa revelação, já me sinto mais à vontade para fazer uma pergunta mais... sei lá, íntima, digamos.
Rodrigo foi o primeiro devoto que conheci. Com ele posso dizer – não acho que ele me contradiria – que já somos companheiros. Digo isso porque já nos vimos quatro ou cinco vezes e trocamos mensagens com bastante frequência. Digo isso porque desde nosso primeiro encontro até hoje, a vida dele deu uma virada de 180 graus.
Primeiro – para ir entendendo um pouco o que é todo esse lance do devotismo – peço que ele me explique o que sente pelas pessoas com deficiência, e ele me diz que a vida inteira teve esses sentimentos, essa admiração por elas. Admiração que sentia ao vê-las subir num ônibus em cadeira de rodas ou andar pelo centro com suas bengalas, despreocupadas. Ele admira que sigam em frente apesar dos obstáculos que a vida coloca no caminho.
Rodrigo me esclarece que no mundo devotee, sobre gostos não há nada escrito, e que há todo tipo de deficiências para cada devoto. Assim como alguns admiram paraplégicos, há outros que se sentem exclusivamente atraídos por amputados. "Mas o que mais me interessa são os desvios na coluna e a falta de motricidade. Acho que vem por esse lado. Tudo relacionado aos aparelhos ortopédicos". Mas ele me esclarece que não é simplesmente gostar de mulheres com um andar defeituoso e pronto. Primeiro tem que gostar dela como mulher, como pessoa. Como todo mundo.
Agora ele já não brinca mais com esse jogo, diz que se curou, mas meses atrás, quando andava pela rua, não conseguia parar de olhar para as pessoas com deficiência. "Lembro de observá-las sem conseguir tirar os olhos de cima". Chegou ao extremo de cronometrar os horários de diferentes pessoas com deficiência para conhecer seus movimentos e assim vê-las de novo e de novo. "E aí eu me atormentava, me perguntando por que isso acontece comigo. No entanto, nunca me cansava de olhar, de admirar".
Esses questionamentos se transformaram em pesadelos e em insônias eternas e noturnas. Dentro da sua cabeça, ele escarava a ideia de que era o único pervertido do mundo que gostava de pessoas com deficiência. "Entre os devotee, a gente diz: estamos doentes, mas não queremos a cura. A gente curte a doença. Eu, por um tempo, sofri com essa doença, mas agora posso dizer que estou curtindo." Vocês vão ver por quê.
Numa dessas longas noites de insônia, Rodrigo teve uma ideia meio extravagante: quebrar a própria perna para poder usar muletas. Com uns pedaços de madeira que sobraram, ele criou um sistema de estacas e roldanas e colocou um peso sustentado por uma corda no alto do teto, para depois deixá-lo cair sobre a perna e quebrá-la em mil pedaços. "Tinha 13 anos e já sabia que me atraía pelo assunto. Queria ver como era a sensação de ser uma pessoa com deficiência. No último instante, pensei: que porra é essa que eu tô fazendo? E joguei tudo pro alto." Felizmente para ele, esses desejos de fingir ser uma pessoa com deficiência já passaram. Felizmente para ele e para as pernas dele.
Depois dessa revelação, já me sinto mais à vontade para fazer uma pergunta mais... sei lá, íntima, digamos.
Como é transar com uma mulher com deficiência?
- Nunca transei com uma deficiente. Na verdade, nunca transei com uma mulher de jeito nenhum. Sou virgem.
Sendo devoto e imaculado, não me resta outra opção a não ser perguntar como ele fazia para acalmar todos aqueles desejos libidinosos de estar com uma mulher deficiente. Pergunto se, como todos nós, ele não recorria a material erótico na internet e simplesmente usava a mão para saciar a vontade de prazer. Mas ele responde que não, que nunca sentiu essa necessidade. Ele me responde: "Nunca me masturbei na vida toda.
Sendo devoto e imaculado, não me resta outra opção a não ser perguntar como ele fazia para acalmar todos aqueles desejos libidinosos de estar com uma mulher deficiente. Pergunto se, como todos nós, ele não recorria a material erótico na internet e simplesmente usava a mão para saciar a vontade de prazer. Mas ele responde que não, que nunca sentiu essa necessidade. Ele me responde: "Nunca me masturbei na vida toda.
Nunca se masturbou na vida?!
- Eu juro. Sim, eu estava desesperado para ficar com qualquer tipo de mulher, mas nunca recorri a isso.
E como você satisfazia sua libido se não se masturbava?
- Quando eu tinha 13 anos, fiz um par de muletas com algumas madeiras e, por um tempo, usei escondido em casa. Andava de um lado para o outro com as muletas e isso me excitava muito. Mas nunca foi uma obsessão ficar com uma pessoa com deficiência.
Rodrigo quer deixar bem claro, para ninguém se confundir, que suas intenções sempre foram boas, que tem plena consciência de que está ajudando pessoas que ninguém olha, que todos discriminam. “Nunca foi um peso esses sentimentos. Se você me perguntar se em algum momento eu teria preferido deixar de senti-los, te digo que não, definitivamente. Estou muito feliz com isso que sinto. Além do mais, no meu caso, vai além do sexo. Não sou um fetichista. O que eu quero é um relacionamento, amar uma mulher com deficiência”.
Lembram que eu disse que brincava de seguir pessoas com deficiência para poder admirá-las? Pois é, essa brincadeira inocente deu frutos: foi assim que ele conheceu o amor da sua vida e também a cura para sua doença, segundo ele.
Durante cinco anos seguidos, Rodrigo sempre pegou o mesmo ônibus para ir à mesma escola. Dia após dia. E foi assim que, durante esses cinco anos de viagem de ônibus, Rodrigo admirou e observou secretamente Maria, uma garota com deficiência que usa bengalas nos dois braços para agilizar sua caminhada vacilante.
“Eu me sentava longe dela para que ela não percebesse que eu a observava. Uma vez até passei do ponto para ver onde ela descia. Me chamava muita atenção a habilidade dela para descer do ônibus”.
Mas, ao terminar o ensino médio, terminaram também as viagens de ônibus, e assim Rodrigo não pôde mais admirar Maria. Até que um dia, um amigo com deficiência de Rodrigo, sem saber que ele admirava secretamente Maria, passou o e-mail dela para ele. Coincidência e destino – por que não os dois? – se encontraram na vida do devotee e da pessoa com deficiência.
E foi assim que finalmente eles se conheceram. Primeiro, conversaram por um tempo e trocaram inquietações até que tiveram sua primeira... cita. “Quando a vi foi amor à primeira vista. Não sei o que mais me atraiu, mas lembro que foi muito forte”.
E bem, eles saíram várias vezes mais, foram tomar uns sorvetes pelo bairro, foram se conhecendo e como qualquer outro casal de pombinhos finalmente começaram a namorar. Rodrigo, como todo cavalheiro que se preze, levou a namorada para casa para apresentá-la formalmente à sua família. Mas com certeza sua mãe, como todas as nossas mães, esperava ver entrar pela porta nupcial uma linda garota loira de olhos verdes. Quem entrou foi uma linda garota loira de olhos verdes, mas com alguns pequenos detalhes: por causa de uma doença congênita, Maria tem uma malformação na medula espinhal que a obriga a usar bengalas para poder andar. Digamos que a mamãe rejeitou o casal recém-formado, mas como o amor é mais forte, Rodrigo e Maria foram morar juntos numa pequena pensão e a vida deles mudou radicalmente. Vamos deixar que ele conte.
“A partir da Maria, eu me curei. Eu não discuto que estamos doentes. Sim, estamos, mas nem todas as doenças são ruins. A questão da deficiência ainda me atrai, mas não sexualmente falando. Antes da Maria, se eu via uma mulher com deficiência, eu ficava excitado. Agora não mais, agora vejo mais uma pessoa e ponto”.
Tem um pequeno detalhe dessa história de amor particular que esqueci de contar para vocês. Maria não sabe que Rodrigo a conhece há muito tempo, não sabe que ele a admirava secretamente no ônibus. Maria não sabe que Rodrigo é devotee.
“Ainda não disse a ela que sou devotee. Quando as coisas se acalmarem mais, eu conto. Não sei como ela vai reagir. Mas sempre gostei de dizer as coisas de frente, nunca menti em toda a minha vida. Então, de um jeito ou de outro, vou contar, mas não sei como ela vai reagir. Tenho muito medo que ela diga que eu sou doente e me deixe. Que distorça o que eu sinto por ela. E eu apenas a amo”.
Depois do meu último encontro com Rodrigo, fiquei um pouco preocupado. Não sei se lembram: ele estava por revelar à sua namorada com deficiência que ele é um devotee. "Tenho muito medo que ela diga que eu sou doente e me deixe. E eu só a amo", foi a última coisa que ele me disse. Há poucos dias o encontrei na rua e ele me deu duas ótimas notícias. A primeira, que Maria compreendeu com nobreza seu devotismo e que ele a ama além da sua deficiência.
Depois dessa revelação, Rodrigo se ajoelhou diante dela e pediu-a em casamento. E Maria aceitou. Assim Rodrigo e Maria, o namorado devoto e a namorada errante, se casaram e foram felizes.
Rodrigo quer deixar bem claro, para ninguém se confundir, que suas intenções sempre foram boas, que tem plena consciência de que está ajudando pessoas que ninguém olha, que todos discriminam. “Nunca foi um peso esses sentimentos. Se você me perguntar se em algum momento eu teria preferido deixar de senti-los, te digo que não, definitivamente. Estou muito feliz com isso que sinto. Além do mais, no meu caso, vai além do sexo. Não sou um fetichista. O que eu quero é um relacionamento, amar uma mulher com deficiência”.
Lembram que eu disse que brincava de seguir pessoas com deficiência para poder admirá-las? Pois é, essa brincadeira inocente deu frutos: foi assim que ele conheceu o amor da sua vida e também a cura para sua doença, segundo ele.
Durante cinco anos seguidos, Rodrigo sempre pegou o mesmo ônibus para ir à mesma escola. Dia após dia. E foi assim que, durante esses cinco anos de viagem de ônibus, Rodrigo admirou e observou secretamente Maria, uma garota com deficiência que usa bengalas nos dois braços para agilizar sua caminhada vacilante.
“Eu me sentava longe dela para que ela não percebesse que eu a observava. Uma vez até passei do ponto para ver onde ela descia. Me chamava muita atenção a habilidade dela para descer do ônibus”.
Mas, ao terminar o ensino médio, terminaram também as viagens de ônibus, e assim Rodrigo não pôde mais admirar Maria. Até que um dia, um amigo com deficiência de Rodrigo, sem saber que ele admirava secretamente Maria, passou o e-mail dela para ele. Coincidência e destino – por que não os dois? – se encontraram na vida do devotee e da pessoa com deficiência.
E foi assim que finalmente eles se conheceram. Primeiro, conversaram por um tempo e trocaram inquietações até que tiveram sua primeira... cita. “Quando a vi foi amor à primeira vista. Não sei o que mais me atraiu, mas lembro que foi muito forte”.
E bem, eles saíram várias vezes mais, foram tomar uns sorvetes pelo bairro, foram se conhecendo e como qualquer outro casal de pombinhos finalmente começaram a namorar. Rodrigo, como todo cavalheiro que se preze, levou a namorada para casa para apresentá-la formalmente à sua família. Mas com certeza sua mãe, como todas as nossas mães, esperava ver entrar pela porta nupcial uma linda garota loira de olhos verdes. Quem entrou foi uma linda garota loira de olhos verdes, mas com alguns pequenos detalhes: por causa de uma doença congênita, Maria tem uma malformação na medula espinhal que a obriga a usar bengalas para poder andar. Digamos que a mamãe rejeitou o casal recém-formado, mas como o amor é mais forte, Rodrigo e Maria foram morar juntos numa pequena pensão e a vida deles mudou radicalmente. Vamos deixar que ele conte.
“A partir da Maria, eu me curei. Eu não discuto que estamos doentes. Sim, estamos, mas nem todas as doenças são ruins. A questão da deficiência ainda me atrai, mas não sexualmente falando. Antes da Maria, se eu via uma mulher com deficiência, eu ficava excitado. Agora não mais, agora vejo mais uma pessoa e ponto”.
Tem um pequeno detalhe dessa história de amor particular que esqueci de contar para vocês. Maria não sabe que Rodrigo a conhece há muito tempo, não sabe que ele a admirava secretamente no ônibus. Maria não sabe que Rodrigo é devotee.
“Ainda não disse a ela que sou devotee. Quando as coisas se acalmarem mais, eu conto. Não sei como ela vai reagir. Mas sempre gostei de dizer as coisas de frente, nunca menti em toda a minha vida. Então, de um jeito ou de outro, vou contar, mas não sei como ela vai reagir. Tenho muito medo que ela diga que eu sou doente e me deixe. Que distorça o que eu sinto por ela. E eu apenas a amo”.
Depois do meu último encontro com Rodrigo, fiquei um pouco preocupado. Não sei se lembram: ele estava por revelar à sua namorada com deficiência que ele é um devotee. "Tenho muito medo que ela diga que eu sou doente e me deixe. E eu só a amo", foi a última coisa que ele me disse. Há poucos dias o encontrei na rua e ele me deu duas ótimas notícias. A primeira, que Maria compreendeu com nobreza seu devotismo e que ele a ama além da sua deficiência.
Depois dessa revelação, Rodrigo se ajoelhou diante dela e pediu-a em casamento. E Maria aceitou. Assim Rodrigo e Maria, o namorado devoto e a namorada errante, se casaram e foram felizes.
Esta nota foi publicada em 6 de abril de 2008, na Revista C, do jornal Crítica da Argentina, dirigido por Jorge Lanata.
o que segue é uma carta de uma fã ao autor da nota anterior, fazendo minha própria pesquisa não posso deixar de mencionar que uma luz de esperança acabou de acender em mim, talvez seja verdade aquele ditado que diz: sempre há um roto para um descosido. Seja como for, é interessante ver como a mulher fala de um relacionamento romântico, de entregar amor e carinho. Pergunto: será que o que vemos como perversão não será uma forma de evolução sentimental?
Carta de uma devota que não tem nenhum problema em ser devota:
Querido Pablo:
Me chamo Marcela, tenho 30 anos e sou nicaraguense.
Deixa eu te contar que desde muito pequena sinto atração por homens em cadeira de rodas. Cresci e minhas fantasias foram ficando cada vez mais recorrentes e inexplicáveis para mim. No entanto, nunca tive contato com pessoas com deficiência: alimento minhas fantasias com filmes, novelas e internet. Uso mais a minha imaginação porque minha atração não é sexual, é romântica. Minhas fantasias giram mais em torno do amor, embora amor também inclua, claro, sexo. Mas sem segundas intenções, mais cheio de entrega e doçura, carícias e afagos.
Através da web conheci o termo devotee. Descobri com espanto mensagens de gente como eu tentando estabelecer contato com pessoas com deficiência. Finalmente encontro gente como eu! Digo com orgulho: Sou uma devota! Pela primeira vez na minha vida sei que não sou a única pessoa no mundo que sente e ama dessa maneira.
Que loucura!: há homens com deficiência que sonham com uma mulher que os valorize e os ame e há mulheres que sonham com um homem com deficiência para amar e entregar a vida, mas paradoxalmente o mundo nos impõe preconceitos que impedem que nos conheçamos. Que mundo cruel o nosso! Quantas prisões em nossas cabeças!
Espero que seu artigo sirva para que devotees e pessoas com deficiência se conheçam e sejam mais felizes.
Beijos para todos!
A seguir transcrevo uma nota com uma abordagem mais científica feita por uma psicóloga e sexóloga, apresentando dados bem interessantes. Por uma questão de espaço e para que o tema não fique massante e difícil de ler, principalmente pouco interessante, vou cortar algumas partes. Se alguém quiser a nota completa pode visitar a página que mencionei algumas linhas acima.
Me chamo Marcela, tenho 30 anos e sou nicaraguense.
Deixa eu te contar que desde muito pequena sinto atração por homens em cadeira de rodas. Cresci e minhas fantasias foram ficando cada vez mais recorrentes e inexplicáveis para mim. No entanto, nunca tive contato com pessoas com deficiência: alimento minhas fantasias com filmes, novelas e internet. Uso mais a minha imaginação porque minha atração não é sexual, é romântica. Minhas fantasias giram mais em torno do amor, embora amor também inclua, claro, sexo. Mas sem segundas intenções, mais cheio de entrega e doçura, carícias e afagos.
Através da web conheci o termo devotee. Descobri com espanto mensagens de gente como eu tentando estabelecer contato com pessoas com deficiência. Finalmente encontro gente como eu! Digo com orgulho: Sou uma devota! Pela primeira vez na minha vida sei que não sou a única pessoa no mundo que sente e ama dessa maneira.
Que loucura!: há homens com deficiência que sonham com uma mulher que os valorize e os ame e há mulheres que sonham com um homem com deficiência para amar e entregar a vida, mas paradoxalmente o mundo nos impõe preconceitos que impedem que nos conheçamos. Que mundo cruel o nosso! Quantas prisões em nossas cabeças!
Espero que seu artigo sirva para que devotees e pessoas com deficiência se conheçam e sejam mais felizes.
Beijos para todos!
A seguir transcrevo uma nota com uma abordagem mais científica feita por uma psicóloga e sexóloga, apresentando dados bem interessantes. Por uma questão de espaço e para que o tema não fique massante e difícil de ler, principalmente pouco interessante, vou cortar algumas partes. Se alguém quiser a nota completa pode visitar a página que mencionei algumas linhas acima.
Devotee e Wannabe: Marginales do Ciberespaço
Dra. Maria Elena Villa Abrille
Psicóloga-Sexóloga Clínica - Especialista em Sexualidade de Pessoas com Deficiência - Membro da Comissão de Deficiência da Revista da SASH (Sociedade Argentina de Sexualidade Humana)
A partir dos anos 2000, a internet possibilitou que inúmeras pessoas mantivessem contato e compartilhassem experiências.
Foi assim que se tornou o ponto de encontro de muitos que, durante toda a vida, mantiveram certas atrações e preferências de natureza sexual na mais completa solidão e anonimato.
Entre eles estão as pessoas Devotee e Wannabe, ou "Marginais do Ciberespaço", denominação que alguns deles adotaram.
Este trabalho foi realizado com informações coletadas em fóruns temáticos da internet e a colaboração desinteressada de pessoas Devotee do nosso país e da Espanha.
Devotee –Devoto-
Nessa visão da sexualidade, é a pessoa que sente uma atração especial por pessoas com deficiência. Existem diferentes tipos ou níveis, que é importante diferenciar:
1. Admirador
O admirador coloca a pessoa com deficiência num pedestal e a vê como alguém digno de grande admiração por seu valor na superação de uma desvantagem. É uma pessoa que geralmente tenta se aproximar de pessoas com deficiência, através de trabalhos voluntários ou situações profissionais, como reabilitador ou qualquer outro tipo de profissão relacionada. Pode passar como uma pessoa sensibilizada e altruísta com a questão da deficiência, e claro, essa admiração é totalmente aceita pela sociedade, e até ele mesmo pode ser admirado, por sua vez, pelas pessoas em geral por sua atitude desinteressada.
O admirador é uma pessoa que curte ver imagens e filmes, ou ler livros sobre deficiência física, mas ele vê seus motivos mais como os de um observador interessado, do que como os de um voyeur. Pode justificar seu interesse como algo puramente científico, estudando dessa forma acha que vai se manter mais informado e entender melhor as necessidades e preocupações das pessoas com deficiência.
2. O Devoto no sentido estrito
Por razões absolutamente
1. Admirador
O admirador coloca a pessoa com deficiência num pedestal e a vê como alguém digno de grande admiração por seu valor na superação de uma desvantagem. É uma pessoa que geralmente tenta se aproximar de pessoas com deficiência, através de trabalhos voluntários ou situações profissionais, como reabilitador ou qualquer outro tipo de profissão relacionada. Pode passar como uma pessoa sensibilizada e altruísta com a questão da deficiência, e claro, essa admiração é totalmente aceita pela sociedade, e até ele mesmo pode ser admirado, por sua vez, pelas pessoas em geral por sua atitude desinteressada.
O admirador é uma pessoa que curte ver imagens e filmes, ou ler livros sobre deficiência física, mas ele vê seus motivos mais como os de um observador interessado, do que como os de um voyeur. Pode justificar seu interesse como algo puramente científico, estudando dessa forma acha que vai se manter mais informado e entender melhor as necessidades e preocupações das pessoas com deficiência.
2. O Devoto no sentido estrito
Por razões absolutamente
fora do controle dela
Eles têm um interesse quase obsessivo em observar pessoas com deficiência. Geralmente sentem muita vergonha dessas sensações e perseguem ativamente pessoas com deficiência física, mas fazem isso de forma tão clandestina que raramente alguém percebe essa obsessão.
Eles colecionam fotos, vídeos, livros e tudo relacionado ao objeto de seu desejo e sabem claramente que ninguém entenderia essa fascinação, pois até para eles mesmos é desconcertante.
Usam todo tipo de estratégia para fotografar, filmar ou simplesmente observar pessoas com deficiência em suas tarefas cotidianas, pois é principalmente o movimento dificultoso dos membros e a maneira como a pessoa se desenrola, com sua limitação física, que mais os apaixona.
3. O Pretendente - Wannabe
O pretendente é alguém que se sente atraído pelo estado de invalidez, ou seja, pelo estilo de vida da pessoa com deficiência, embora só precise vivenciá-lo por conta própria de vez em quando.
Pode acabar comprando muletas, bengalas e até cadeira de rodas para realizar suas fantasias.
Eles colecionam fotos, vídeos, livros e tudo relacionado ao objeto de seu desejo e sabem claramente que ninguém entenderia essa fascinação, pois até para eles mesmos é desconcertante.
Usam todo tipo de estratégia para fotografar, filmar ou simplesmente observar pessoas com deficiência em suas tarefas cotidianas, pois é principalmente o movimento dificultoso dos membros e a maneira como a pessoa se desenrola, com sua limitação física, que mais os apaixona.
3. O Pretendente - Wannabe
O pretendente é alguém que se sente atraído pelo estado de invalidez, ou seja, pelo estilo de vida da pessoa com deficiência, embora só precise vivenciá-lo por conta própria de vez em quando.
Pode acabar comprando muletas, bengalas e até cadeira de rodas para realizar suas fantasias.
Avisos e Depoimentos
Ada, 19 anos, México
Desde sempre senti atração por homens com deficiência, sou uma mulher que fica muito excitada ao ver cadeiras de rodas e outros aparelhos que pessoas com deficiência usam. Gostaria de saber, do ponto de vista psicológico e/ou psiquiátrico, a que se deve isso, e se é comum ou não. Obrigada.
Geralmente, essa é uma atividade escondida, feita em segredo dentro de casa, embora só os mais ousados se arrisquem a sair em lugares públicos. Alguns podem até viajar para outra cidade, longe de onde moram, onde ninguém os conhece, para agir como realmente são.
Estar no olhar dos outros, sob olhares fixos e curiosos, se torna um verdadeiro prazer para eles, mas essa sensação gostosa na maioria das vezes é manchada por sérios sentimentos de culpa.
Estar no olhar dos outros, sob olhares fixos e curiosos, se torna um verdadeiro prazer para eles, mas essa sensação gostosa na maioria das vezes é manchada por sérios sentimentos de culpa.
DEPOIMENTO
Vamos ver... realmente sou devotee, desde sempre, desde a infância me lembro de me sentir atraído por garotas com deficiência. Imagino que você saiba que dentro dos devotees há grandes diferenças, já que a atração é muito variada.
Dentro dos devotees há homens que se sentem atraídos por amputadas, paraplégicas, tetraplégicas, com sequelas de pólio, paralisia cerebral... mas dentro dessas categorias por sua vez existem muitos grupos.
No caso particular dos homens atraídos por amputações, há os que se sentem atraídos por amputações de membros superiores, e outros por membros inferiores; mas por sua vez existem preferências sobre a porção do membro amputado.
Se nos concentrarmos nos devotees masculinos, posso te dizer que tem de tudo, mas o fetiche por excelência é a amputada transfemoral unilateral. As mulheres se sentem majoritariamente atraídas por amputados transfemorais bilaterais e paraplégicos.
Falando de mim mesmo, devo te dizer que minha atração, melhor dizendo, o momento da minha 'impregnação', aconteceu aos 3 anos de idade, quando estava na escola e uma garota que faltava uma mão sentou ao meu lado, lembro que me fascinava vê-la brincar com massinha. Outro tema que impacta o devotee, é se ver sozinho no mundo, sem informação e sem conhecer a existência de pessoas como você. Quando conhece a internet tem interesse em aprender o que acontece com você, e percebe que há pouca informação e a que existe é errada. Nesse sentido, gostaria de te dizer que minhas duas graduações universitárias que tenho na área científica, me fazem questionar e reprovar a maior parte das teorias que circulam, a mais engraçada é que somos homossexuais reprimidos e que buscamos no coto a metáfora do falo de um suposto amante. Isso é muito engraçado, tenho 28 anos e tive vários relacionamentos estáveis com garotas incríveis, lindíssimas e maravilhosas, algumas delas modelos e outra em específico estrela da televisão, e nunca passou pela minha cabeça ter um relacionamento homossexual, nem mesmo como experiência. Disso tudo é a única coisa que tenho certeza... Minhas relações sexuais foram maravilhosas e prazerosas, não tenho dúvida, mas sempre senti a necessidade de curtir com uma garota amputada, já que de alguma forma acho esse corpo mais atraente... mas se você me perguntar se eu precisaria ter uma garota amputada como parceira, não saberia responder com certeza, mas te digo que, se acontecesse, não me importaria, aliás, provavelmente seria mais feliz no plano sexual, embora logicamente precisasse que essa pessoa atendesse às minhas preferências como pessoa. Mas sim, em todas as minhas relações sexuais, sempre passou pela minha cabeça a fantasia da amputação.
Dentro dos devotees há homens que se sentem atraídos por amputadas, paraplégicas, tetraplégicas, com sequelas de pólio, paralisia cerebral... mas dentro dessas categorias por sua vez existem muitos grupos.
No caso particular dos homens atraídos por amputações, há os que se sentem atraídos por amputações de membros superiores, e outros por membros inferiores; mas por sua vez existem preferências sobre a porção do membro amputado.
Se nos concentrarmos nos devotees masculinos, posso te dizer que tem de tudo, mas o fetiche por excelência é a amputada transfemoral unilateral. As mulheres se sentem majoritariamente atraídas por amputados transfemorais bilaterais e paraplégicos.
Falando de mim mesmo, devo te dizer que minha atração, melhor dizendo, o momento da minha 'impregnação', aconteceu aos 3 anos de idade, quando estava na escola e uma garota que faltava uma mão sentou ao meu lado, lembro que me fascinava vê-la brincar com massinha. Outro tema que impacta o devotee, é se ver sozinho no mundo, sem informação e sem conhecer a existência de pessoas como você. Quando conhece a internet tem interesse em aprender o que acontece com você, e percebe que há pouca informação e a que existe é errada. Nesse sentido, gostaria de te dizer que minhas duas graduações universitárias que tenho na área científica, me fazem questionar e reprovar a maior parte das teorias que circulam, a mais engraçada é que somos homossexuais reprimidos e que buscamos no coto a metáfora do falo de um suposto amante. Isso é muito engraçado, tenho 28 anos e tive vários relacionamentos estáveis com garotas incríveis, lindíssimas e maravilhosas, algumas delas modelos e outra em específico estrela da televisão, e nunca passou pela minha cabeça ter um relacionamento homossexual, nem mesmo como experiência. Disso tudo é a única coisa que tenho certeza... Minhas relações sexuais foram maravilhosas e prazerosas, não tenho dúvida, mas sempre senti a necessidade de curtir com uma garota amputada, já que de alguma forma acho esse corpo mais atraente... mas se você me perguntar se eu precisaria ter uma garota amputada como parceira, não saberia responder com certeza, mas te digo que, se acontecesse, não me importaria, aliás, provavelmente seria mais feliz no plano sexual, embora logicamente precisasse que essa pessoa atendesse às minhas preferências como pessoa. Mas sim, em todas as minhas relações sexuais, sempre passou pela minha cabeça a fantasia da amputação.
É interessante observar as diferentes perspectivas que existem sobre isso. Por um lado, temos as visões mais tradicionais e preconceituosas, que condenam essas atitudes, enxergando-as como situações de abuso contra a pessoa com deficiência. Por outro, temos o olhar da galera mais jovem, que questiona:
por que não?.... por que sempre tem que ser o padrão 90-60-90?
Para a
queridinha
(contração de "I want to be" – eu quero ser –) pertencer ocasionalmente e de maneira fictícia à comunidade com deficiência, não é suficiente.
Sinta a necessidade avassaladora de ser uma pessoa com deficiência
Para ele, sua vida é nula e incompleta, a menos que seja um membro de pleno direito dessa comunidade como pessoa com deficiência motora.
Existem paralelos entre como um wannabe se sente e como alguém com disforia de gênero se sente.
pois, na verdade, tanto para um quanto para o outro, a percepção que eles têm é a de estar no corpo errado.
Sua completude só é alcançada com a deficiência escolhida e desejada.
O olhar da sociedade condena esses comportamentos, já que na maioria dos casos
consideram as pessoas com deficiência quase anjos, assexuadas e sem nenhuma manifestação sexual, portanto muito menos, se são objeto de desejo de outros
.
(O que foi destacado em negrito anteriormente expressa com exatidão o sentimento ou a sensação que a sociedade tem em relação a nós. Talvez o fato de ver um corpo incompleto ou marcadamente diferente induza a acreditar que ele deixa de ser um corpo funcional e sensorialmente apto para o prazer e o gozo da sexualidade. Desnecessário dizer o quanto esse pensamento é equivocado, mas que, infelizmente, está muito enraizado em nossa cultura. Eu vivo isso dia após dia, e o que mais dói é a negação do amor, e não tanto da sexualidade.)
As possibilidades sexuais são tão variadas e o objeto de erotismo e sedução tão diferentes que nos encontramos em um terreno pouco explorado.
A descoberta da existência de pessoas com essas escolhas e/ou preferências surge principalmente a partir da internet. Embora na literatura médica, como comenta o Dr. Richard Bruno em "Disability and Sexuality
A descoberta da existência de pessoas com essas escolhas e/ou preferências surge principalmente a partir da internet. Embora na literatura médica, como comenta o Dr. Richard Bruno em "Disability and Sexuality
existiam desde o ano de 1800
nesses casos, para um grande número de pessoas, sua aparição remete aos últimos anos.
Lía Crespo, em uma palestra no XIX Congresso Internacional de Reabilitação no ano 2000 no Rio de Janeiro, Brasil, comenta que só em 1999 ouviu falar desse fenômeno pela primeira vez em um centro de reabilitação, e pessoalmente desde 2004, quando me perguntaram sobre o mesmo em um fórum sobre deficiência e sexualidade do qual sou moderadora:
Lía Crespo, em uma palestra no XIX Congresso Internacional de Reabilitação no ano 2000 no Rio de Janeiro, Brasil, comenta que só em 1999 ouviu falar desse fenômeno pela primeira vez em um centro de reabilitação, e pessoalmente desde 2004, quando me perguntaram sobre o mesmo em um fórum sobre deficiência e sexualidade do qual sou moderadora:
www.redconfluir.org.ar
<
http://www.redconfluir.org.ar/
Evidentemente estamos diante de uma parafilia, que surge nos primeiros anos de vida até a adolescência e é observada em homens 20% mais do que em mulheres, conforme relatado por alguns devotee em fóruns temáticos. Em outros casos, poderíamos dizer que funcionam como pseudoparafilias, onde a grande maioria nunca concretiza suas fantasias ao longo da vida.
É importante alertar pessoas com deficiência motora que existem indivíduos com inclinações diferentes e parciais, que não veem a pessoa como um todo, mas sim focam sua atração na cadeira de rodas ou no membro amputado. Eles se aproximam de maneira excessivamente adulatoria em relação à deficiência e suas limitações, mas através de encontros furtivos e enganosos, acabam prejudicando a pessoa.
Em uma investigação publicada na BBC MUNDO em abril de 1995, a revista britânica Disability Now divulgou estatísticas da Inglaterra onde apenas metade das pessoas com deficiência afirmou ter tido relações sexuais em um período de um ano.
Dentro da porcentagem dos "sexualmente ativos", uma grande maioria recorreu a serviços de acompanhantes pagos, evidenciando também que muitos entrevistados se consideraram excluídos da sociedade em relação às suas necessidades sexuais.
A experiência da Grã-Bretanha contrasta com a situação na Holanda, onde esse segmento da população conta com serviços especializados em suas necessidades sexuais.
A Fundação Holandesa para Mediação em Relações Alternativas é um serviço que emprega uma equipe de trabalhadores sexuais de ambos os sexos especialmente voltada para pessoas com deficiências.
Embora a maioria pague o preço total dos serviços sexuais, alguns se beneficiam de subsídios pagos por autoridades locais.
É importante alertar pessoas com deficiência motora que existem indivíduos com inclinações diferentes e parciais, que não veem a pessoa como um todo, mas sim focam sua atração na cadeira de rodas ou no membro amputado. Eles se aproximam de maneira excessivamente adulatoria em relação à deficiência e suas limitações, mas através de encontros furtivos e enganosos, acabam prejudicando a pessoa.
Em uma investigação publicada na BBC MUNDO em abril de 1995, a revista britânica Disability Now divulgou estatísticas da Inglaterra onde apenas metade das pessoas com deficiência afirmou ter tido relações sexuais em um período de um ano.
Dentro da porcentagem dos "sexualmente ativos", uma grande maioria recorreu a serviços de acompanhantes pagos, evidenciando também que muitos entrevistados se consideraram excluídos da sociedade em relação às suas necessidades sexuais.
A experiência da Grã-Bretanha contrasta com a situação na Holanda, onde esse segmento da população conta com serviços especializados em suas necessidades sexuais.
A Fundação Holandesa para Mediação em Relações Alternativas é um serviço que emprega uma equipe de trabalhadores sexuais de ambos os sexos especialmente voltada para pessoas com deficiências.
Embora a maioria pague o preço total dos serviços sexuais, alguns se beneficiam de subsídios pagos por autoridades locais.
Em uma sociedade que presta constante tributo à imagem externa e a um ideal de beleza estereotipado e rígido, pessoas com deficiência que não conseguiram fortalecer sua própria imagem e autoestima vivem em grande isolamento.
Se a isso somarmos as dificuldades de abordar o assunto tanto nas famílias, escolas, espaços de reabilitação e na mídia em geral, essa realidade fica ainda mais desanimadora.
DEPOIMENTOS
Há muito tempo sinto atração por homens amputados das duas pernas. Gostaria de conhecer um cara assim, além de ser sincero, respeitoso e muito carinhoso..."
"Procuro uma namorada amputada, não importa se biamputada, o importante é que seja uma mulher doce."
"Desejo me relacionar com um cara gay amputado, se tiver interesse..."
"Vamos lá! São as pessoas mais incríveis do mundo, assim as prefiro, gostaria de conhecer pessoas com deficiência congênita, pólio, luxação de quadril ou que andem com ritmo, o amor tem que ser aproveitado.
"Procuro uma namorada amputada, não importa se biamputada, o importante é que seja uma mulher doce."
"Desejo me relacionar com um cara gay amputado, se tiver interesse..."
"Vamos lá! São as pessoas mais incríveis do mundo, assim as prefiro, gostaria de conhecer pessoas com deficiência congênita, pólio, luxação de quadril ou que andem com ritmo, o amor tem que ser aproveitado.
(
(Repare na menção ao amor e outras características que não têm nada a ver com o fetiche pela deficiência nos depoimentos anteriores)
Hoje, o ideal de beleza institucionalizado pela cultura e pela moda está dando lugar a outros modelos que sempre existiram e que trazem consigo uma beleza diferente, com novas formas de comunicação, sensualidade e erotismo.
.
É possível que um corpo que evidencie uma deficiência carregue consigo novas formas de sensualidade e erotismo?
Vamos nos concentrar em redefinir o conceito de beleza a partir de cada indivíduo e libertá-lo da avaliação majoritariamente exposta ou aceita, contribuindo para criar novos parâmetros de inclusão em um tema tão complexo e oculto quanto a deficiência.
Artistas como o fotógrafo alemão Rasso Bruckert, em sua exposição "Totalmente Imperfeitos", investigaram a possibilidade estética e erótica, carregada de sensualidade, desses corpos, criando assim uma obra de extrema beleza. O mesmo fizeram Gianfranco Benvenuto com seu calendário de 2000, "Anjos sem Asas", cujas modelos são mulheres com lesão medular, e a australiana Belinda Mason-Lovering com sua série "Encontros Íntimos", que foi proibida em seu país.
Artistas como o fotógrafo alemão Rasso Bruckert, em sua exposição "Totalmente Imperfeitos", investigaram a possibilidade estética e erótica, carregada de sensualidade, desses corpos, criando assim uma obra de extrema beleza. O mesmo fizeram Gianfranco Benvenuto com seu calendário de 2000, "Anjos sem Asas", cujas modelos são mulheres com lesão medular, e a australiana Belinda Mason-Lovering com sua série "Encontros Íntimos", que foi proibida em seu país.
Negar a diversidade do erótico e reduzi-lo exclusivamente ao corporal, ao genital e a grupos cada vez mais restritos, como acontece hoje em dia na nossa sociedade, é também negar a diversidade da vida, reduzindo o desejo até esterilizá-lo.
Banalizar o erotismo talvez seja banalizar também a vitalidade, o desejo, a aprovação da vida e a inteligência.
O escritor Julio Cortazar dizia: “O erotismo é olhos mais inteligência, ouvidos mais inteligência, tato mais inteligência, língua mais inteligência, pituitária mais inteligência, o resto é pornografia...”.
Em nosso país, este ano, a associação "De dentro para o mundo", presidida por Carlos Echeverría, começou a realizar desfiles de moda inclusivos, onde algumas de suas modelos são pessoas com deficiência, uma experiência que tem sido bem recebida na comunidade de Munro, Partido de Vicente López (Argentina).
Para entender melhor o tema que nos convoca, acho útil recorrer aos próprios depoimentos:
Para entender melhor o tema que nos convoca, acho útil recorrer aos próprios depoimentos:
“
Procuro homem com deficiência e sexualmente ativo
”
NÃO SOU MULHER... SOU TRANSFORMISTA. E depois de algumas aventuras satisfatórias e outras nem tanto, decidi voltar a procurar um parceiro sexual fixo para conter e ser contida. Tenho uma bunda boa e pernas, e no geral, produzida com lingerie e maquiagem, posso representar uma mulher bem desejável... e assim como posso ser desejada sexualmente por um cara ruim tanto quanto por um bom, sempre tentei que fosse com um cara bom que eu tentasse chegar a algo... porém hoje, e por causa da minha dupla vida (uma social e outra sexual), não preciso de um Adônis para me exibir em baladas, mas sim de um homem para compartilhar sexo na intimidade de quatro paredes. Acho que um deficiente, certamente, me precisa sexualmente mais do que um homem sem problemas, e como eu não busco compartilhar, como expliquei, uma vida social, mas sim uma sexual e bem íntima.
Como expliquei acima, hoje tenho a necessidade de ter um parceiro fixo (e não é por fetiche nem por $$$$)... que a nível sexual eu possa ajudar e que por sua vez me ajude... e gostaria de fazer isso com alguém que seja uma pessoa Especial... ou seja, um HOMEM-ATIVO, mas cuja vida sexual seja até hoje totalmente nula ou parcialmente incompleta, por alguma deficiência que não afete sua sexualidade. Sou cross dresser....
Como expliquei acima, hoje tenho a necessidade de ter um parceiro fixo (e não é por fetiche nem por $$$$)... que a nível sexual eu possa ajudar e que por sua vez me ajude... e gostaria de fazer isso com alguém que seja uma pessoa Especial... ou seja, um HOMEM-ATIVO, mas cuja vida sexual seja até hoje totalmente nula ou parcialmente incompleta, por alguma deficiência que não afete sua sexualidade. Sou cross dresser....
- "Eu sofro de excitações brutais e incontroláveis toda vez que vejo um homem com poliomielite nas pernas. Quando criança, ao ver garotos com essa doença, eu tinha ereções e palpitações. Tem algum jeito? Sou prisioneiro disso há mais de 30 anos". Rafael, 35, Espanha. Depoimento de
www.sexovida.com
<
http://www.sexovida.com/
- "Tô procurando uma mina amputada que use muletas pra fazer amizade ou algo a mais, sou um cara legal, não faço mal a ninguém, espero resposta..."
- "Oi, sou um cara de 21 anos, carinhoso, sem deficiência, que gostaria de conhecer uma mina amputada pra começar uma amizade ou o que rolar..."
- "Quero conhecer uma mulher amputada, acho importante a capacidade exemplar de enfrentar e compartilhar a vida das pessoas com deficiência...
- "Oi, sou um cara de 21 anos, carinhoso, sem deficiência, que gostaria de conhecer uma mina amputada pra começar uma amizade ou o que rolar..."
- "Quero conhecer uma mulher amputada, acho importante a capacidade exemplar de enfrentar e compartilhar a vida das pessoas com deficiência...
Para completar este artigo sobre os fenômenos devotee e wannabe, preferimos, em vez de teorizar, publicar depoimentos compartilhados em diferentes fóruns, que nos mostram a complexidade do tema:
É foda ser devoto
Há um tempo atrás, escrevi neste fórum me manifestando como devotee (me atraem mulheres amputadas). Minha intenção nunca foi brincar com as pessoas, mas sim entrar em contato com gente para conversar e tentar trocar ideias, já que me considero uma boa pessoa, e não acho justas as afirmações que certas pessoas com deficiência fazem sobre nós (opiniões que respeito).
Não tenho dúvidas de que adquirir uma deficiência, assim como sofrer de uma doença, deve ser um baque importante, mas na maioria dos casos, felizmente, esses traumas são superados, seja com o apoio de profissionais e/ou com a força de vontade das pessoas.
No entanto, ser devotee ou admirador é algo que nasce com a gente e nos acompanha a vida toda, e para o qual não existe nenhum tratamento curativo eficaz (supondo que fosse necessário).
Por isso, gostaria de afirmar que, apesar do que muita gente possa pensar, o devotee não é uma pessoa mais ‘tarada’ que outra, como já se disse, mas sim alguém que sofre em silêncio um problema que o acompanhará por toda a vida, principalmente pela rejeição que experimenta do próprio grupo com o qual gostaria de compartilhar sua vida.
Estou convencido de que minha vida seria muito melhor se conseguisse uma parceira como a que desejo, a quem daria o melhor de mim, e com quem me sentiria sortudo de viver, mas infelizmente ninguém me deu a oportunidade de tentar, porque sou um ‘doente’.
Mas o que mais me dói de tudo é que estou convencido de que, se as garotas com deficiência não tivessem deficiência, não teriam nenhum problema em mostrar seus encantos para usá-los como atrativo sexual, sem se importarem se os caras que estão com elas são doentes porque só se sentissem atraídos pelos seus peitos, ou pela sua bunda, por exemplo.
Enfim, não estamos predestinados a nada. Seremos médicos, donas de casa, bombeiros; teremos filhos, ou não; viveremos bem, ou talvez... justitos...etc.?, só sei que sempre serei um ‘doente’, e que o jogador de futebol da vez é um vencedor porque sempre está com as melhores mulheres. Então. Quem é o doente: eu que tenho uma atração e a manifesto abertamente, ou aquele que acha que eu estou doente?
Li há um tempo algo que me pareceu interessante, e dizia que não podíamos chamar uma pessoa de viciada só porque usa drogas, mas sim que devíamos dizer que é uma pessoa que tem problemas com drogas. Sem querer, ao dizer viciado, rotulamos essa pessoa sem avaliar as circunstâncias que a levaram a isso, e principalmente condenando-a para sempre ao fenômeno do vício. Pois bem, não nos tratem como ‘viciados’, pensem que podemos ter coisas boas, e que nem todo mundo é ruim, simplesmente isso. Obrigado a todos por lerem este texto, escrito com o máximo respeito e carinho para todos. Sejam felizes.
Não tenho dúvidas de que adquirir uma deficiência, assim como sofrer de uma doença, deve ser um baque importante, mas na maioria dos casos, felizmente, esses traumas são superados, seja com o apoio de profissionais e/ou com a força de vontade das pessoas.
No entanto, ser devotee ou admirador é algo que nasce com a gente e nos acompanha a vida toda, e para o qual não existe nenhum tratamento curativo eficaz (supondo que fosse necessário).
Por isso, gostaria de afirmar que, apesar do que muita gente possa pensar, o devotee não é uma pessoa mais ‘tarada’ que outra, como já se disse, mas sim alguém que sofre em silêncio um problema que o acompanhará por toda a vida, principalmente pela rejeição que experimenta do próprio grupo com o qual gostaria de compartilhar sua vida.
Estou convencido de que minha vida seria muito melhor se conseguisse uma parceira como a que desejo, a quem daria o melhor de mim, e com quem me sentiria sortudo de viver, mas infelizmente ninguém me deu a oportunidade de tentar, porque sou um ‘doente’.
Mas o que mais me dói de tudo é que estou convencido de que, se as garotas com deficiência não tivessem deficiência, não teriam nenhum problema em mostrar seus encantos para usá-los como atrativo sexual, sem se importarem se os caras que estão com elas são doentes porque só se sentissem atraídos pelos seus peitos, ou pela sua bunda, por exemplo.
Enfim, não estamos predestinados a nada. Seremos médicos, donas de casa, bombeiros; teremos filhos, ou não; viveremos bem, ou talvez... justitos...etc.?, só sei que sempre serei um ‘doente’, e que o jogador de futebol da vez é um vencedor porque sempre está com as melhores mulheres. Então. Quem é o doente: eu que tenho uma atração e a manifesto abertamente, ou aquele que acha que eu estou doente?
Li há um tempo algo que me pareceu interessante, e dizia que não podíamos chamar uma pessoa de viciada só porque usa drogas, mas sim que devíamos dizer que é uma pessoa que tem problemas com drogas. Sem querer, ao dizer viciado, rotulamos essa pessoa sem avaliar as circunstâncias que a levaram a isso, e principalmente condenando-a para sempre ao fenômeno do vício. Pois bem, não nos tratem como ‘viciados’, pensem que podemos ter coisas boas, e que nem todo mundo é ruim, simplesmente isso. Obrigado a todos por lerem este texto, escrito com o máximo respeito e carinho para todos. Sejam felizes.
Mais depoimentos
Sou um cara de 34 anos com espinha bífida que afeta minhas pernas. Gostaria de fazer cibersexo com alguma garota. Busco alguém sem rodeios e sem vergonha nenhuma, só curtir comigo fazendo sexo de qualquer tipo que a gente tiver vontade. Não me importa a idade, sexo ou se tem alguma deficiência..."
"...Me ofereço para servir mulheres com deficiência, seja qual for sua condição, raça ou idade. Serviria em todos os aspectos, tarefas domésticas incluídas, só em troca de que me domine completamente e se torne minha dona. Serei seu escravo incondicional, sem interesse sexual nem financeiro. Seriedade. Tenho 34 anos e mais ou menos atraente, suponho. Se houver alguma interessada, para não perder tempo com anúncios."
"...Parece meio brega minha mensagem, mas enfim, te conto que busco conhecer uma mulher (com deficiência ou não). Eu tenho deficiência motora. Me deem a chance de me dar a conhecer. Tenho 27 anos....."
"Queria conhecer mulheres com deficiência. Não tenho deficiência e adoraria ter uma linda amizade com alguma delas, não importa onde esteja..."
"....Desejo conhecer mulher paraplégica, séria e atenciosa a partir dos 20 anos, para nos conhecermos e ter um relacionamento bonito. Tenho 26 anos. De qualquer lugar, preferencialmente de....."
"Acabei de ouvir esse termo numa página sobre deficiência e dizem que 'devotees' são pessoas com desajustes psicológicos por se atraírem por próteses, órteses, etc., ou seja, não admiram a pessoa com deficiência, mas se excitam pela deficiência em si. Isso é verdade?..."
"Tenho 39 anos, não tenho deficiência e o que estou fazendo aqui? Muito fácil... todos somos muito capacitados para algumas coisas e muito 'deficientes' para outras... quer dizer, esse rótulo pode servir para qualquer um, e sobre 'inválido' nem se fala... enfim, somos pessoas, é isso que importa. Também não vou deixar vocês ignorarem algo importante sobre mim... sou bissexual, é isso é uma deficiência ou uma capacidade dupla? Que cada um pense o que quiser, o certo é que cada um pode viver isso de maneira muito diferente, principalmente se for algo que se esconde. E outra coisa que pode estranhar muita gente e que também não tenho intenção de calar... é que sinto uma atração muito especial por pessoas com deficiência física, isso não é algo que também pode diminuir a capacidade de amar? ou, pelo contrário, amplia essa capacidade até limites fora do senso comum? Um forte abraço a todos (e força para quem precisar)!
"...Me ofereço para servir mulheres com deficiência, seja qual for sua condição, raça ou idade. Serviria em todos os aspectos, tarefas domésticas incluídas, só em troca de que me domine completamente e se torne minha dona. Serei seu escravo incondicional, sem interesse sexual nem financeiro. Seriedade. Tenho 34 anos e mais ou menos atraente, suponho. Se houver alguma interessada, para não perder tempo com anúncios."
"...Parece meio brega minha mensagem, mas enfim, te conto que busco conhecer uma mulher (com deficiência ou não). Eu tenho deficiência motora. Me deem a chance de me dar a conhecer. Tenho 27 anos....."
"Queria conhecer mulheres com deficiência. Não tenho deficiência e adoraria ter uma linda amizade com alguma delas, não importa onde esteja..."
"....Desejo conhecer mulher paraplégica, séria e atenciosa a partir dos 20 anos, para nos conhecermos e ter um relacionamento bonito. Tenho 26 anos. De qualquer lugar, preferencialmente de....."
"Acabei de ouvir esse termo numa página sobre deficiência e dizem que 'devotees' são pessoas com desajustes psicológicos por se atraírem por próteses, órteses, etc., ou seja, não admiram a pessoa com deficiência, mas se excitam pela deficiência em si. Isso é verdade?..."
"Tenho 39 anos, não tenho deficiência e o que estou fazendo aqui? Muito fácil... todos somos muito capacitados para algumas coisas e muito 'deficientes' para outras... quer dizer, esse rótulo pode servir para qualquer um, e sobre 'inválido' nem se fala... enfim, somos pessoas, é isso que importa. Também não vou deixar vocês ignorarem algo importante sobre mim... sou bissexual, é isso é uma deficiência ou uma capacidade dupla? Que cada um pense o que quiser, o certo é que cada um pode viver isso de maneira muito diferente, principalmente se for algo que se esconde. E outra coisa que pode estranhar muita gente e que também não tenho intenção de calar... é que sinto uma atração muito especial por pessoas com deficiência física, isso não é algo que também pode diminuir a capacidade de amar? ou, pelo contrário, amplia essa capacidade até limites fora do senso comum? Um forte abraço a todos (e força para quem precisar)!
Colarinhos, aparelhos ortopédicos e afins
Olá a todos. Vou quebrar uma lança em favor do Devotee e do Wannabe. Todos nós já sofremos na pele a sensação de não sermos 'normais' ou de termos desejos que nem todo mundo é capaz de aceitar. Eu reivindico, da minha posição protetora, aqueles Devotos que precisam ser necessitados. Uns querem atenção e outros querem cuidar. É tão estranho assim? Até mesmo nós, que extrapolamos nossa sexualidade para nossa forma de ser, seja protetora ou carente de atenção, temos que entender que isso é uma filosofia de vida. Somos assim e direcionamos nossa forma de ser para nossa sexualidade, como todo mundo. Não se sintam mal aqueles que sofrem ou os que não conseguem entender a realidade do seu eu mais profundo. Eu, do meu fetiche (gosto de cuidar de mulheres engessadas, com colar cervical, em cadeira de rodas, com colete... etc.) e sim, me excita. Tem algo de errado? Se em algo acredito que todos concordamos é na ausência de dor ao outro, no máximo só queremos cuidar ou ser cuidados. Vamos amar este dom maravilhoso que temos".
"Oi, gostaria de conhecer uma garota devotee para o que surgir.... MSN, videocam, cibersex, amizade.... o que você quiser..."
"Sou tetraplégico e gostaria de conhecer gente devotee, para trocar ideias e nos conhecermos. Gostaria de ter um relacionamento real. Se você estiver interessada, me escreva..."
"Senhor gay mais velho devotee deseja contatar rapazes com deficiência entre 25 e 45 anos...."
"Para mim é uma preferência. Assim como gosto de homens com olhos castanhos ou pretos, também gosto de homens com deficiência. Entre meus primeiros sentimentos e memórias está o fato de eu achar que homens e mulheres com deficiência são bonitos. Não sei por quê. Na minha proximidade, nunca estive com ninguém com deficiência - ou pelo menos ninguém em cadeira de rodas -, porque é isso que me atrai. Mas nesses sentimentos não há nada sexual. Eu era muito nova para saber o que é sexualidade".
"Olá a todos. Sou uma garota de 23 anos que se sente atraída por rapazes com deficiência. Não sabia que este... tipo de atração tivesse um nome (devotee), então foi uma grata surpresa encontrar todas as informações que este fórum me trouxe e saber que há mais pessoas como eu.
Só queria dizer que me considero uma garota completamente normal em relação às minhas preferências sexuais, porque acho que no sexo não há regras e cada um entende de um jeito diferente. Já faz vários anos que percebi essa atração que sentia e desde então levo com total normalidade, porque entendo que não se trata de nada ruim. Por outro lado, no meu caso não é algo que me limite na hora de escolher um parceiro, ou seja, também me atraem caras sem deficiência.
De qualquer forma, minha atração por caras com deficiência é só uma atração física. Mas na hora de me apaixonar por alguém, pra mim são muito mais importantes outras qualidades da pessoa, como o jeito de ser. Ou seja, não basta o cara ter deficiência, depois pra que eu possa gostar dele, preciso me atrair pela personalidade também. Por tudo isso, não considero essa atração diferente de outras que podem ser consideradas mais normais, como se sentir atraída por caras de cabelo comprido, olhos azuis ou qualquer coisa assim. Pode ser algo menos comum, sim, mas não por isso devo achar que se trata de nenhuma parafilia nem perversão, já que não controla nem limita minha vida. Sou estudante universitária e levo uma vida completamente normal e igual à de qualquer garota da minha idade. Há um ano tive um relacionamento com um cara paraplégico.
No começo me senti atraída pela deficiência dele, mas depois foram o senso de humor, o jeito de ver o mundo, a sinceridade, o carisma e a cultura absurda que ele tinha que fizeram eu me apaixonar. Desde o primeiro momento em que nos conhecemos, ele soube da minha atração pela condição física dele e achou maravilhoso e benéfico pro nosso relacionamento que eu pudesse sentir aquilo. Esse é só o meu caso e minha experiência. Acho que a forma de sentir e de vivenciar isso será diferente para cada devotee.
De qualquer forma, com esta mensagem, só tento fazer com que as pessoas que escreveram sobre esse tema de maneira desrespeitosa possam entendê-lo melhor e talvez respeitá-lo um pouco mais.
Algo que li no fórum sobre esse assunto me chamou muita atenção: como poderíamos nos alegrar com o mal dos outros. Esses comentários me surpreenderam demais.
Em nenhum momento fico feliz ao ver que um cara tem sua mobilidade limitada. Meu sentimento não é de alegria ou regozijo por uma desgraça, é um sentimento de atração por uma determinada condição física, é bem diferente.
"Oi, gostaria de conhecer uma garota devotee para o que surgir.... MSN, videocam, cibersex, amizade.... o que você quiser..."
"Sou tetraplégico e gostaria de conhecer gente devotee, para trocar ideias e nos conhecermos. Gostaria de ter um relacionamento real. Se você estiver interessada, me escreva..."
"Senhor gay mais velho devotee deseja contatar rapazes com deficiência entre 25 e 45 anos...."
"Para mim é uma preferência. Assim como gosto de homens com olhos castanhos ou pretos, também gosto de homens com deficiência. Entre meus primeiros sentimentos e memórias está o fato de eu achar que homens e mulheres com deficiência são bonitos. Não sei por quê. Na minha proximidade, nunca estive com ninguém com deficiência - ou pelo menos ninguém em cadeira de rodas -, porque é isso que me atrai. Mas nesses sentimentos não há nada sexual. Eu era muito nova para saber o que é sexualidade".
"Olá a todos. Sou uma garota de 23 anos que se sente atraída por rapazes com deficiência. Não sabia que este... tipo de atração tivesse um nome (devotee), então foi uma grata surpresa encontrar todas as informações que este fórum me trouxe e saber que há mais pessoas como eu.
Só queria dizer que me considero uma garota completamente normal em relação às minhas preferências sexuais, porque acho que no sexo não há regras e cada um entende de um jeito diferente. Já faz vários anos que percebi essa atração que sentia e desde então levo com total normalidade, porque entendo que não se trata de nada ruim. Por outro lado, no meu caso não é algo que me limite na hora de escolher um parceiro, ou seja, também me atraem caras sem deficiência.
De qualquer forma, minha atração por caras com deficiência é só uma atração física. Mas na hora de me apaixonar por alguém, pra mim são muito mais importantes outras qualidades da pessoa, como o jeito de ser. Ou seja, não basta o cara ter deficiência, depois pra que eu possa gostar dele, preciso me atrair pela personalidade também. Por tudo isso, não considero essa atração diferente de outras que podem ser consideradas mais normais, como se sentir atraída por caras de cabelo comprido, olhos azuis ou qualquer coisa assim. Pode ser algo menos comum, sim, mas não por isso devo achar que se trata de nenhuma parafilia nem perversão, já que não controla nem limita minha vida. Sou estudante universitária e levo uma vida completamente normal e igual à de qualquer garota da minha idade. Há um ano tive um relacionamento com um cara paraplégico.
No começo me senti atraída pela deficiência dele, mas depois foram o senso de humor, o jeito de ver o mundo, a sinceridade, o carisma e a cultura absurda que ele tinha que fizeram eu me apaixonar. Desde o primeiro momento em que nos conhecemos, ele soube da minha atração pela condição física dele e achou maravilhoso e benéfico pro nosso relacionamento que eu pudesse sentir aquilo. Esse é só o meu caso e minha experiência. Acho que a forma de sentir e de vivenciar isso será diferente para cada devotee.
De qualquer forma, com esta mensagem, só tento fazer com que as pessoas que escreveram sobre esse tema de maneira desrespeitosa possam entendê-lo melhor e talvez respeitá-lo um pouco mais.
Algo que li no fórum sobre esse assunto me chamou muita atenção: como poderíamos nos alegrar com o mal dos outros. Esses comentários me surpreenderam demais.
Em nenhum momento fico feliz ao ver que um cara tem sua mobilidade limitada. Meu sentimento não é de alegria ou regozijo por uma desgraça, é um sentimento de atração por uma determinada condição física, é bem diferente.
Além da deficiência
Numa sociedade que só agora começa a superar preconceitos e ampliar seu olhar sobre a vida sexual das pessoas com deficiência, falar sobre devotee ou wannabe é sem dúvida um processo espinhoso. Um processo que também divide opiniões entre profissionais da saúde, psicologia e sexualidade. "Costumamos usar critérios estatísticos ou ideológicos para classificar as formas do desejo, excitação e orgasmo humano". Havelock Ellis, o eminente médico inglês, refere-se às alternativas ou variantes sexuais quando afirma: 'Nem todo mundo é como você, nem como seus amigos e vizinhos. Até seus amigos e vizinhos podem não ser tão parecidos com você quanto você imagina'. Compreender as parafilias implica saber até que ponto os fatos do desenvolvimento do sexo e suas emoções podem ser uniformes e constantes", analisa a Dra. Isabel Boschi.
Mas se podemos deixar claro, além de abrir um espaço de questionamentos, que o mais importante é que qualquer prática onde a pessoa seja parcializada e não considerada em sua totalidade, representa um problema concreto. Da mesma forma, as pessoas com deficiência não devem permitir que sejam reduzidas, quando na realidade são muito mais do que a deficiência que possuem.
De qualquer forma, a chegada desses temas à mídia, e consequentemente à sociedade, ajuda a quebrar barreiras no ideário social enrijecido, permitindo debater uma grande dívida acumulada contra as pessoas com deficiência: o direito ao prazer e o reconhecimento e desenvolvimento de uma sexualidade plena.
Mas se podemos deixar claro, além de abrir um espaço de questionamentos, que o mais importante é que qualquer prática onde a pessoa seja parcializada e não considerada em sua totalidade, representa um problema concreto. Da mesma forma, as pessoas com deficiência não devem permitir que sejam reduzidas, quando na realidade são muito mais do que a deficiência que possuem.
De qualquer forma, a chegada desses temas à mídia, e consequentemente à sociedade, ajuda a quebrar barreiras no ideário social enrijecido, permitindo debater uma grande dívida acumulada contra as pessoas com deficiência: o direito ao prazer e o reconhecimento e desenvolvimento de uma sexualidade plena.
Em resumo (meu resumo):
Como a maioria das coisas na vida, nisso não há preto no branco, temos um leque de nuances que nos permitem encontrar uma definição precisa para cada caso, não há certo ou errado, melhor dizendo, o limite é tênue e impreciso talvez por se dever à dimensão do tema, sexo sempre é difícil de abordar e mais ainda quando adicionamos o contexto da deficiência.
Alguns dados curiosos que valem a pena mencionar porque trazem um contexto mais exato e portanto maior clareza para entender do que estamos falando:
* Há 20% a mais de homens devotados do que mulheres
* Em geral os homens preferem ou sentem atração por mulheres amputadas
* A atração ou a preferência das mulheres se concentra em homens usuários de cadeiras de rodas (vamos, caramba!)
* O perfil sociocultural dos devotados médios é médio-alto
* Tanto devotados quanto wannabes apresentam uma média alta de autoestima e pensamento intuitivo, mas porcentagens baixas em interesse social, estabilidade emocional e relações interpersonais.
Às vezes, e digo isso como pessoa com deficiência, a solidão é insuportável e se a isso somamos o alto nível de ignorância que nossa sociedade tem sobre nossa realidade sexual, não temos outra saída a não ser arriscar um relacionamento que poderia nos machucar mais do que nos fazer bem.
Podemos considerar maior perversão a atração que alguém sente
Alguns dados curiosos que valem a pena mencionar porque trazem um contexto mais exato e portanto maior clareza para entender do que estamos falando:
* Há 20% a mais de homens devotados do que mulheres
* Em geral os homens preferem ou sentem atração por mulheres amputadas
* A atração ou a preferência das mulheres se concentra em homens usuários de cadeiras de rodas (vamos, caramba!)
* O perfil sociocultural dos devotados médios é médio-alto
* Tanto devotados quanto wannabes apresentam uma média alta de autoestima e pensamento intuitivo, mas porcentagens baixas em interesse social, estabilidade emocional e relações interpersonais.
Às vezes, e digo isso como pessoa com deficiência, a solidão é insuportável e se a isso somamos o alto nível de ignorância que nossa sociedade tem sobre nossa realidade sexual, não temos outra saída a não ser arriscar um relacionamento que poderia nos machucar mais do que nos fazer bem.
5 comentários - Sexo com Deficientes: Devotees e Wannabes
Te dejo puntos y gracias.
Me encantaría seguir charlando con vos de esto.
Soy un hombre con discapacidad.
Saludos