EmClaro, aqui está a tradução solicitada:
"Você é um tradutor profissional de conteúdo adulto. Traduza o seguinte texto em espanhol para o português brasileiro. Use português brasileiro natural (não português europeu). Use gírias brasileiras quando apropriado (por exemplo, 'buceta' em vez de 'vagina', 'gostosa' em vez de 'bonita'). Preserve toda a formatação. Torne-o natural e envolvente. Retorne APENAS a tradução, nada mais. http://www.poringa.net/morfeus2009/mi/GMLF sem querer, talvez se coloque em discussão o que é um punheteiro: se apenas aquele que pratica a punheta, ou aquele que, através de atos aparentes e chamativos, falsidades, mas sem resultados (pelo menos os que ele se propõe...), tenta se passar por objeto de desejo sexual.
Hoje o Instituto para o Estudo da Buceta e Rabudas Fenomenais propõe um breve resumo sobre a evolução do objeto do punheteiro ao longo dos tempos: A Masturbação, conhecida vulgarmente como punheta.
Nota: este post serve apenas como precedente de um muito mais sério que se intitulará "Fósseis revelam a existência de bronhas há milhões de anos".
Se quiserem, podem começar a leitura, dá o play, por favor.....
A cidade de Mileto, naquela época, tinha ficado famosa em todo o Mediterrâneo por causa do couro que usavam pra fazer os consoladores. Tanto que Lisístrata, a heroína da peça homônima de Aristófanes, era uma mulher que reclamava amargamente da falta de dildos...
Hoje em dia, a punheta ou masturbação ainda é vista como um tabu e tratada como uma atividade vergonhosa, mas nem sempre foi assim. Na antiguidade, era um ato comum, pessoal e privado (na maioria das vezes), mas nunca degradante nem proibido por lei nenhuma. Não se sabe ao certo desde quando começou a ser condenada e vista como algo perverso e imoral, mas do que a gente tem certeza é que grande parte da culpa foi da igreja.
Os mitos mais antigos da Mesopotâmia e do Egito falam do deus Apsu, que nasceu do oceano primordial, se criando a si mesmo através da masturbação, saliva e lágrimas, e assim deu vida à Via Láctea. Por isso não é nada estranho que as rainhas egípcias fossem enterradas há mais de quatro mil anos com todos os objetos que precisariam no além, principalmente roupas, pentes e seus consolos (também chamados de dildos).

Embora só o rígido código dos espartanos condenasse a punheta, o resto dos gregos considerava isso um presente dos deuses, já que o deus Hermes ensinou seu filho Pã, mais conhecido como Fauno, a se masturbar pra aguentar o desprezo da ninfa Eco. O Fauno aprendeu bem a lição, superou a dor e passou o ensinamento pros primeiros pastores da Arcádia grega.

A masturbação era comum entre homens e mulheres, mas é importante destacar que, mesmo sendo um presente dos deuses, era considerada uma atividade privada e bem pessoal, embora, como toda regra, tivesse sua exceção. Por exemplo, o filósofo Diógenes levantava a toga e se masturbava na frente do público na ágora. Obviamente, o povo se surpreendia e as minas — umas mais, outras menos — ficavam vermelhas. Diógenes tentava ensinar que todas as atividades humanas merecem ser feitas em público, que nenhuma delas é tão vergonhosa a ponto de exigir privacidade. De qualquer forma, por mais inovadora e ousada que fosse sua proposta, seus contemporâneos não concordaram e ela não foi seguida.
O famoso médico grego Galeno sustentava que a retenção de esperma no organismo era perigosa e causava má saúde. Ele citava o próprio Diógenes como exemplo de uma pessoa culta, que praticava sexo e também se masturbava para evitar os riscos da retenção.
Os dramaturgos também mencionavam os consolos em suas comédias, enquanto os artesãos os representavam em seus jarros e tigelas. A cidade de Mileto, naquela época, tinha se tornado famosa em todo o Mediterrâneo por causa do couro com que fabricavam seus consolos. Tanto que Lisístrata, a heroína da peça homônima de Aristófanes, reclamava tristemente da escassez de dildos:
“E nem dos amantes sobrou uma faísca, pois desde que os milésios nos traíram, não vi um único consolo de couro de oito dedos de comprimento que nos servisse de alívio ‘bucetal’. Então, se eu encontrasse um jeito, vocês topariam acabar com a guerra com minha ajuda?”
Linha 110
Para quem não sabe, Lisístrata é uma comédia que conta a história de um grupo de mulheres que decidiram suspender as relações sexuais com seus maridos, até que eles pusessem fim à guerra interminável entre Atenas e Esparta. Para cumprir seu objetivo, elas sentem falta dos bons consolos de Mileto feitos com pele de cachorro, sim, de cachorro.

Tem uma coisa importante de notar: a masturbação entre os homens gregos adultos também era vista como sinal de pobreza, porque quando tinham grana preferiam pagar uma profissional do sexo.
Bom, continuando com o curso da história, a masturbação caiu em desgraça na Europa com o início do cristianismo, mas o curioso é que a Bíblia não faz menção nenhuma sobre masturbação. Apesar disso, os primeiros padres da igreja eram contra essa prática, do mesmo jeito que contra qualquer tipo de sexo não reprodutivo. Por exemplo, Agostinho de Hipona (350–430 d.C), um bispo influente dos primeiros anos da igreja cristã, ensinava que a masturbação e outras formas de relação sem penetração eram pecados piores que fornicação, estupro, incesto ou adultério. Ele sustentava que a masturbação e outras atividades sexuais não reprodutivas eram pecados "antinaturais" porque eram anticoncepcionais. Como fornicação, estupro, incesto e adultério podiam levar à gravidez, eram pecados "naturais" e, portanto, muito menos graves que os pecados "antinaturais". Desse jeito e a partir dessa época, a masturbação foi considerada um pecado mais grave que um estupro ou incesto.

A condena de Agostinho de Hipona à masturbação como pecado antinatural foi aceita por toda a igreja durante a Idade Média e reafirmada no século XIII por Santo Tomás de Aquino em sua Summa Theologica.
A história bíblica de Onã, citada frequentemente como um texto contra a masturbação, na verdade se refere ao pecado que Onã cometeu ao se recusar a obedecer ao mandamento de Deus de engravidar sua cunhada viúva. Onã transou com ela, mas se retirou antes de gozar e "derramou sua semente" fora do corpo da mulher, ou seja, fez um simples e comum coitus interruptus. A Lei de Moisés determinava que qualquer pessoa que derramasse seu sêmen em terra infértil estava fazendo isso no lugar errado. No século XVI, Martinho Lutero confunde aquele interruptus com "palma da mão", e com isso contribui para aumentar o estigma que já existia.

Para o século XV, o teólogo Jean Gerson, no seu modelo penitencial *De Confessione Mollities*, ensinava os padres a induzir mulheres e homens a confessar "esse detestável pecado". Gerson sugeria guiá-los com uma pergunta inocente assim: "Amigo, você lembra de ter tido o pau duro durante a infância, por volta dos 10 ou 12 anos?" Depois, sugeria passar a perguntar diretamente ao penitente se ele tinha se tocado ou gozado.
Os manuais de penitência também especificavam as sanções correspondentes, que, convenhamos, eram relativamente leves comparadas a outras penas. Geralmente variavam na faixa de trinta dias de orações especiais e jejum. Tipo, uma bobagem.
No final do século XVI, o cientista Gabriello Fallopio ensinava os homens a puxar o próprio pau com força e frequência para esticá-lo, fortalecê-lo e assim aumentar sua potência de procriação, mas as teorias dele foram igualmente repudiadas pela igreja.
No século XVIII, aparece o nefasto médico Samuel August Tissot, com um livro publicado em 1760 que deveria ter sido queimado. Desse panfleto foram editadas centenas de edições, lidas desde Voltaire e Rousseau até os fundadores dos Estados Unidos, onde se espalhavam os mais horripilantes mitos sobre a punheta e a síndrome "pós-masturbatória". Europa e América do Norte se encharcaram dos avisos que Tissot fazia sobre a masturbação e, curiosamente, foi publicado até bem entrado o século XX, criando um medo quase universal. No seu tratado, Tissot ilustra uma anedota de um homem que, segundo o autor, tinha recebido tratamento tardio para a terrível doença:
". . . fui até a casa dele e o que encontrei era mais um cadáver do que um ser vivo, deitado sobre feno, magricela, pálido, exalando um fedor nauseabundo, quase incapaz de se mexer. Do nariz dele escorria água sanguinolenta, babava sem parar, sofria ataques de diarreia e defecava na cama sem perceber, tinha um fluxo constante de sêmen, seus olhos, esbugalhados, turvos e sem brilho, haviam perdido toda capacidade de movimento, seu pulso estava extremamente fraco e acelerado, sua respiração era difícil, estava totalmente definhado, exceto nos pés que mostravam sinais de edema."
"O transtorno mental era igualmente evidente, não tinha ideias nem memória, era incapaz de conectar duas frases, não tinha capacidade de reflexão, sem medo pelo seu destino, desprovido de todo sentimento exceto o de dor que voltava pelo menos a cada três dias com cada novo ataque. Isso o reduzia ao nível de uma besta, um espetáculo de horror inimaginável, era difícil acreditar que um dia pertencera à raça humana. Morreu várias semanas depois, em junho de 1757, com todo o corpo coberto de edemas."
"Os problemas que as mulheres experimentam são tão explicáveis quanto os dos homens. Como os humores que perdem são menos preciosos, menos perfeitos que o esperma masculino, não se enfraquecem tão rapidamente; mas quando se entregam excessivamente, por seu sistema nervoso ser mais fraco e naturalmente com maior inclinação a espasmos, os problemas são mais violentos."
No capítulo Sexualidade e Cristianismo da obra "Opus Diaboli (Catorze Ensaios Irreconciliáveis sobre o Trabalho na Vinha do Senhor)", do historiador alemão Karlheinz Deschner, diz-se: «Faltando homens e não sendo permitido às freiras nem mesmo um padre confessor, tinham que se contentar muitas vezes com crianças, quadrúpedes ou aparelhos completamente inanimados mas causadores de prazer, de fabricação bem primitiva, às vezes, mas também falos artificiais com suas bolsas escrotais cheias de porra que, simulando uma ejaculação, derramavam no momento de máxima tensão, fria ou quente, na buceta mais ou menos virgem. Não sem razão chamavam na França de "bijoux de religieuse" (joia de freira) a esses substitutos. Ao morrer em 1783, Marguerite Gourdan, a mais famosa das Madames do século -fabricante, além dos mais refinados artifícios de consolação- encontraram em sua casa centenas de pedidos dessas "joias" vindos de conventos franceses.
Assim que se representava a agonia de um homem sofrendo do mal da punhetaNa era vitoriana, a masturbação também era vista quase como a raiz de muitos dos problemas do mundo. Vários livros de medicina do século XIX descrevem como consequências diretas da masturbação o letargia, loucura passiva e a inevitável perda de cabelo. Imaginem só a má fama que um pobre careca inglês carregava. Alguns textos até consideravam a prática potencialmente mortal. "Na minha opinião", escreveu o Dr. Reveillè, "nem a peste nem a guerra tiveram efeitos tão desastrosos para a humanidade quanto o miserável hábito da masturbação". Começou então uma lucrativa onda de tratamentos para essa "doença", levando os curandeiros até os Estados Unidos. Foram patenteados dispositivos bizarros para evitar ereções noturnas indesejadas.


Tipo, nessa mesma época surgiu um fenômeno curioso: os médicos costumavam tratar a histeria feminina estimulando manualmente o clitóris das pacientes até que elas atingissem o orgasmo, que na época era chamado de paroxismo histérico, já que acreditavam que o desejo sexual feminino reprimido era uma doença. Inacreditavelmente, esse costume deu origem ao nascimento dos vibradores, porque os médicos se cansavam de estimular manualmente "tantos clitóris".
Mulher em "paroxismo histérico" depois de ser masturbada por um médicoJá no final do século XIX e começo do século XX, surge Sigmund Freud e reconhece que a punheta podia ter efeitos benéficos, tipo aliviar o estresse e evitar doenças sexualmente transmissíveis. Porém, ele alertava que a bronha podia causar transtornos neuróticos, especialmente neurastenia.
Até o século XIX, essa era a imagem de um homem se masturbandoPatentes de inventos relacionados com a satisfação das necessidades sexuais (de uma perspectiva puramente médica) começaram a aparecer a partir de 28 de agosto de 1846. A imagem abaixo corresponde ao protótipo de um modelo de vibrador alimentado por uma máquina a vapor, apresentado no Escritório de Patentes dos EUA em 1891. Já em 1869, o médico americano George Taylor patenteou um vibrador mecânico também "a vapor" chamado "The Manipulator".
O Doutor Charles K. Mills foi o primeiro a propor a circuncisão de meninos como cura para a masturbação em 1885, e na década de 1890 já se começou a praticar a circuncisão neonatal nos EUA e no Reino Unido para prevenir o "vício solitário". Já as meninas que eram pegas se consolando às vezes sofriam clitoridectomia (remoção do clitóris). Essa técnica foi abandonada lá pelos anos 1930, mas a circuncisão de meninos ainda é praticada hoje em dia.
O Doutor John Harvey Kellogg, que fundaria em 1906 a empresa que produz os cereais tostados Kellogg, recomendava em 1888 para prevenir a masturbação em crianças: servir cereais frios em vez de quentes no café da manhã, enfaixar os genitais ou amarrar as mãos deles no poste da cama durante a noite.
O primeiro vibrador elétrico era anunciado em revistas britânicas desde 1906. Antes do surgimento dos vibradores elétricos, eram comercializados aparelhos que funcionavam manualmente com uma manivela, como o "Veedee" da J.E. Garratt.
Essas engenhocas eram usadas para curar várias doenças e aliviar dores de todo tipo, com várias cabeças para cada uso, então não eram exatamente aparelhos destinados ao prazer sexual, embora incluíssem instruções para o tratamento da histeria feminina através de massagem vaginal. Na década de 1920, os vibradores começaram a aparecer nos "stag films" (filmes eróticos para consumo de cavalheiros endinheirados onde apareciam garotas peladas). Então perderam sua natureza puramente terapêutica.

No outro extremo da balança estavam os artefatos para prevenir a autossatisfação sexual, como: gaiolas genitais com molas pra manter o pau e o saco no lugar, dispositivos que disparavam um alarme se o moleque tivesse uma ereção e ainda davam um choque elétrico, luvas de metal pra cobrir as mãos das crianças, anéis com pontas de metal que furaram o pau se rolasse uma ereção e protetores de metal pra buceta.
O século XX foi avançando e com ele os conhecimentos médicos (fisiológicos e psicológicos). Os especialistas começaram a descartar os argumentos de que a punheta causava problemas físicos, mas muitos ainda mantinham a crença de que a masturbação era consequência ou levava a transtornos mentais. Em 1930, por exemplo, o sexólogo Walter Gallichan avisava que a masturbação nas mulheres era a culpada pela apatia e frieza feminina, que "as gratificações solitárias delas embotavam a sensibilidade pro coito matrimonial".
Em meados do século, o estigma contra a masturbação ainda era fortíssimo. Os estudos mostravam que nove em cada dez crianças que eram pegas se masturbando eram severamente ameaçadas, castigadas e aterrorizadas com o argumento de que iam ficar loucas ou cegas, ou que iam cortar o pau delas ou costurar a buceta. Uns 82% dos calouros da universidade ainda acreditavam que a masturbação era perigosa.
Teve que chegar Alfred Kinsey (junto com um grupo de colegas) e publicar os resultados de mais de 15 anos de pesquisas sobre o comportamento sexual humano. Uma das contribuições mais importantes desse trabalho foi justamente considerar a masturbação como algo normal e enfraquecer o estigma que a cercava. Os resultados eram reveladores: 97% dos homens e 62% das mulheres já tinham se masturbado alguma vez na vida e chegado ao orgasmo.
Alfred KinseyÉ curioso. Os homens, a sociedade, podiam aceitar o relatório Kinsey sobre as atividades sexuais masculinas, mas não conseguiam engolir "a dura realidade" dos comportamentos sexuais das mulheres americanas. Foi um choque, um balde de água fria no machismo, descobrir (ou ouvir na cara) que uma mulher podia se masturbar, ter orgasmos, transar antes e fora do casamento ou com outras mulheres. A igreja levantou sua voz de protesto em todo o país. Sem nem dar uma olhada ou ler o trabalho de Kinsey, o então carismático religioso Billy Graham escreveu: "É impossível estimar o dano que este livro vai causar à já deteriorada moral americana". O baque foi tão grande que até um senador (como sempre, o McCarthy) denunciou o trabalho de Kinsey como parte da conspiração comunista. Em todo o país, pessoas com o sobrenome Kinsey publicavam anúncios nos jornais para esclarecer que não tinham nada a ver com o autor. No fim, por causa do furor causado, a Fundação Rockefeller retirou seu apoio ao trabalho de pesquisa de Kinsey, mas já era tarde demais — a sociedade (pelo menos o mundo ocidental) tinha se livrado dos tabus sexuais.

Os estudos realizados após a morte de Kinsey confirmaram as conclusões dele. Já na década de 70, 84% dos universitários não acreditavam mais que a masturbação causasse instabilidade emocional ou mental — o mito tinha caído. Mesmo assim, em dezembro de 1994, numa conferência sobre AIDS patrocinada pela ONU, a então chefe do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, doutora Joycelyn Elders, disse que talvez a masturbação devesse ser ensinada nas escolas, como parte dos programas educacionais sobre sexualidade. Por essas declarações, o presidente Bill Clinton pediu que ela renunciasse ao cargo, o que ela não fez. No fim, foi demitida.
Apesar de a ciência, há algumas décadas, ter começado a tratar a masturbação como um comportamento normal, até hoje as instituições religiosas mais importantes se recusam a reavaliar os princípios sexuais que as regem há mais de quinze séculos.
"Você é um tradutor profissional de conteúdo adulto. Traduza o seguinte texto em espanhol para o português brasileiro. Use português brasileiro natural (não português europeu). Use gírias brasileiras quando apropriado (por exemplo, 'buceta' em vez de 'vagina', 'gostosa' em vez de 'bonita'). Preserve toda a formatação. Torne-o natural e envolvente. Retorne APENAS a tradução, nada mais. http://www.poringa.net/morfeus2009/mi/GMLF sem querer, talvez se coloque em discussão o que é um punheteiro: se apenas aquele que pratica a punheta, ou aquele que, através de atos aparentes e chamativos, falsidades, mas sem resultados (pelo menos os que ele se propõe...), tenta se passar por objeto de desejo sexual.
Hoje o Instituto para o Estudo da Buceta e Rabudas Fenomenais propõe um breve resumo sobre a evolução do objeto do punheteiro ao longo dos tempos: A Masturbação, conhecida vulgarmente como punheta.
Nota: este post serve apenas como precedente de um muito mais sério que se intitulará "Fósseis revelam a existência de bronhas há milhões de anos".
Se quiserem, podem começar a leitura, dá o play, por favor.....
A cidade de Mileto, naquela época, tinha ficado famosa em todo o Mediterrâneo por causa do couro que usavam pra fazer os consoladores. Tanto que Lisístrata, a heroína da peça homônima de Aristófanes, era uma mulher que reclamava amargamente da falta de dildos...
Hoje em dia, a punheta ou masturbação ainda é vista como um tabu e tratada como uma atividade vergonhosa, mas nem sempre foi assim. Na antiguidade, era um ato comum, pessoal e privado (na maioria das vezes), mas nunca degradante nem proibido por lei nenhuma. Não se sabe ao certo desde quando começou a ser condenada e vista como algo perverso e imoral, mas do que a gente tem certeza é que grande parte da culpa foi da igreja.
Os mitos mais antigos da Mesopotâmia e do Egito falam do deus Apsu, que nasceu do oceano primordial, se criando a si mesmo através da masturbação, saliva e lágrimas, e assim deu vida à Via Láctea. Por isso não é nada estranho que as rainhas egípcias fossem enterradas há mais de quatro mil anos com todos os objetos que precisariam no além, principalmente roupas, pentes e seus consolos (também chamados de dildos).

Embora só o rígido código dos espartanos condenasse a punheta, o resto dos gregos considerava isso um presente dos deuses, já que o deus Hermes ensinou seu filho Pã, mais conhecido como Fauno, a se masturbar pra aguentar o desprezo da ninfa Eco. O Fauno aprendeu bem a lição, superou a dor e passou o ensinamento pros primeiros pastores da Arcádia grega.

A masturbação era comum entre homens e mulheres, mas é importante destacar que, mesmo sendo um presente dos deuses, era considerada uma atividade privada e bem pessoal, embora, como toda regra, tivesse sua exceção. Por exemplo, o filósofo Diógenes levantava a toga e se masturbava na frente do público na ágora. Obviamente, o povo se surpreendia e as minas — umas mais, outras menos — ficavam vermelhas. Diógenes tentava ensinar que todas as atividades humanas merecem ser feitas em público, que nenhuma delas é tão vergonhosa a ponto de exigir privacidade. De qualquer forma, por mais inovadora e ousada que fosse sua proposta, seus contemporâneos não concordaram e ela não foi seguida.
O famoso médico grego Galeno sustentava que a retenção de esperma no organismo era perigosa e causava má saúde. Ele citava o próprio Diógenes como exemplo de uma pessoa culta, que praticava sexo e também se masturbava para evitar os riscos da retenção.
Os dramaturgos também mencionavam os consolos em suas comédias, enquanto os artesãos os representavam em seus jarros e tigelas. A cidade de Mileto, naquela época, tinha se tornado famosa em todo o Mediterrâneo por causa do couro com que fabricavam seus consolos. Tanto que Lisístrata, a heroína da peça homônima de Aristófanes, reclamava tristemente da escassez de dildos:
“E nem dos amantes sobrou uma faísca, pois desde que os milésios nos traíram, não vi um único consolo de couro de oito dedos de comprimento que nos servisse de alívio ‘bucetal’. Então, se eu encontrasse um jeito, vocês topariam acabar com a guerra com minha ajuda?”
Linha 110
Para quem não sabe, Lisístrata é uma comédia que conta a história de um grupo de mulheres que decidiram suspender as relações sexuais com seus maridos, até que eles pusessem fim à guerra interminável entre Atenas e Esparta. Para cumprir seu objetivo, elas sentem falta dos bons consolos de Mileto feitos com pele de cachorro, sim, de cachorro.

Tem uma coisa importante de notar: a masturbação entre os homens gregos adultos também era vista como sinal de pobreza, porque quando tinham grana preferiam pagar uma profissional do sexo.
Bom, continuando com o curso da história, a masturbação caiu em desgraça na Europa com o início do cristianismo, mas o curioso é que a Bíblia não faz menção nenhuma sobre masturbação. Apesar disso, os primeiros padres da igreja eram contra essa prática, do mesmo jeito que contra qualquer tipo de sexo não reprodutivo. Por exemplo, Agostinho de Hipona (350–430 d.C), um bispo influente dos primeiros anos da igreja cristã, ensinava que a masturbação e outras formas de relação sem penetração eram pecados piores que fornicação, estupro, incesto ou adultério. Ele sustentava que a masturbação e outras atividades sexuais não reprodutivas eram pecados "antinaturais" porque eram anticoncepcionais. Como fornicação, estupro, incesto e adultério podiam levar à gravidez, eram pecados "naturais" e, portanto, muito menos graves que os pecados "antinaturais". Desse jeito e a partir dessa época, a masturbação foi considerada um pecado mais grave que um estupro ou incesto.

A condena de Agostinho de Hipona à masturbação como pecado antinatural foi aceita por toda a igreja durante a Idade Média e reafirmada no século XIII por Santo Tomás de Aquino em sua Summa Theologica.
A história bíblica de Onã, citada frequentemente como um texto contra a masturbação, na verdade se refere ao pecado que Onã cometeu ao se recusar a obedecer ao mandamento de Deus de engravidar sua cunhada viúva. Onã transou com ela, mas se retirou antes de gozar e "derramou sua semente" fora do corpo da mulher, ou seja, fez um simples e comum coitus interruptus. A Lei de Moisés determinava que qualquer pessoa que derramasse seu sêmen em terra infértil estava fazendo isso no lugar errado. No século XVI, Martinho Lutero confunde aquele interruptus com "palma da mão", e com isso contribui para aumentar o estigma que já existia.

Para o século XV, o teólogo Jean Gerson, no seu modelo penitencial *De Confessione Mollities*, ensinava os padres a induzir mulheres e homens a confessar "esse detestável pecado". Gerson sugeria guiá-los com uma pergunta inocente assim: "Amigo, você lembra de ter tido o pau duro durante a infância, por volta dos 10 ou 12 anos?" Depois, sugeria passar a perguntar diretamente ao penitente se ele tinha se tocado ou gozado.
Os manuais de penitência também especificavam as sanções correspondentes, que, convenhamos, eram relativamente leves comparadas a outras penas. Geralmente variavam na faixa de trinta dias de orações especiais e jejum. Tipo, uma bobagem.
No final do século XVI, o cientista Gabriello Fallopio ensinava os homens a puxar o próprio pau com força e frequência para esticá-lo, fortalecê-lo e assim aumentar sua potência de procriação, mas as teorias dele foram igualmente repudiadas pela igreja.
No século XVIII, aparece o nefasto médico Samuel August Tissot, com um livro publicado em 1760 que deveria ter sido queimado. Desse panfleto foram editadas centenas de edições, lidas desde Voltaire e Rousseau até os fundadores dos Estados Unidos, onde se espalhavam os mais horripilantes mitos sobre a punheta e a síndrome "pós-masturbatória". Europa e América do Norte se encharcaram dos avisos que Tissot fazia sobre a masturbação e, curiosamente, foi publicado até bem entrado o século XX, criando um medo quase universal. No seu tratado, Tissot ilustra uma anedota de um homem que, segundo o autor, tinha recebido tratamento tardio para a terrível doença:
". . . fui até a casa dele e o que encontrei era mais um cadáver do que um ser vivo, deitado sobre feno, magricela, pálido, exalando um fedor nauseabundo, quase incapaz de se mexer. Do nariz dele escorria água sanguinolenta, babava sem parar, sofria ataques de diarreia e defecava na cama sem perceber, tinha um fluxo constante de sêmen, seus olhos, esbugalhados, turvos e sem brilho, haviam perdido toda capacidade de movimento, seu pulso estava extremamente fraco e acelerado, sua respiração era difícil, estava totalmente definhado, exceto nos pés que mostravam sinais de edema."
"O transtorno mental era igualmente evidente, não tinha ideias nem memória, era incapaz de conectar duas frases, não tinha capacidade de reflexão, sem medo pelo seu destino, desprovido de todo sentimento exceto o de dor que voltava pelo menos a cada três dias com cada novo ataque. Isso o reduzia ao nível de uma besta, um espetáculo de horror inimaginável, era difícil acreditar que um dia pertencera à raça humana. Morreu várias semanas depois, em junho de 1757, com todo o corpo coberto de edemas."
"Os problemas que as mulheres experimentam são tão explicáveis quanto os dos homens. Como os humores que perdem são menos preciosos, menos perfeitos que o esperma masculino, não se enfraquecem tão rapidamente; mas quando se entregam excessivamente, por seu sistema nervoso ser mais fraco e naturalmente com maior inclinação a espasmos, os problemas são mais violentos."
No capítulo Sexualidade e Cristianismo da obra "Opus Diaboli (Catorze Ensaios Irreconciliáveis sobre o Trabalho na Vinha do Senhor)", do historiador alemão Karlheinz Deschner, diz-se: «Faltando homens e não sendo permitido às freiras nem mesmo um padre confessor, tinham que se contentar muitas vezes com crianças, quadrúpedes ou aparelhos completamente inanimados mas causadores de prazer, de fabricação bem primitiva, às vezes, mas também falos artificiais com suas bolsas escrotais cheias de porra que, simulando uma ejaculação, derramavam no momento de máxima tensão, fria ou quente, na buceta mais ou menos virgem. Não sem razão chamavam na França de "bijoux de religieuse" (joia de freira) a esses substitutos. Ao morrer em 1783, Marguerite Gourdan, a mais famosa das Madames do século -fabricante, além dos mais refinados artifícios de consolação- encontraram em sua casa centenas de pedidos dessas "joias" vindos de conventos franceses.
Assim que se representava a agonia de um homem sofrendo do mal da punhetaNa era vitoriana, a masturbação também era vista quase como a raiz de muitos dos problemas do mundo. Vários livros de medicina do século XIX descrevem como consequências diretas da masturbação o letargia, loucura passiva e a inevitável perda de cabelo. Imaginem só a má fama que um pobre careca inglês carregava. Alguns textos até consideravam a prática potencialmente mortal. "Na minha opinião", escreveu o Dr. Reveillè, "nem a peste nem a guerra tiveram efeitos tão desastrosos para a humanidade quanto o miserável hábito da masturbação". Começou então uma lucrativa onda de tratamentos para essa "doença", levando os curandeiros até os Estados Unidos. Foram patenteados dispositivos bizarros para evitar ereções noturnas indesejadas.

Tipo, nessa mesma época surgiu um fenômeno curioso: os médicos costumavam tratar a histeria feminina estimulando manualmente o clitóris das pacientes até que elas atingissem o orgasmo, que na época era chamado de paroxismo histérico, já que acreditavam que o desejo sexual feminino reprimido era uma doença. Inacreditavelmente, esse costume deu origem ao nascimento dos vibradores, porque os médicos se cansavam de estimular manualmente "tantos clitóris".
Mulher em "paroxismo histérico" depois de ser masturbada por um médicoJá no final do século XIX e começo do século XX, surge Sigmund Freud e reconhece que a punheta podia ter efeitos benéficos, tipo aliviar o estresse e evitar doenças sexualmente transmissíveis. Porém, ele alertava que a bronha podia causar transtornos neuróticos, especialmente neurastenia.
Até o século XIX, essa era a imagem de um homem se masturbandoPatentes de inventos relacionados com a satisfação das necessidades sexuais (de uma perspectiva puramente médica) começaram a aparecer a partir de 28 de agosto de 1846. A imagem abaixo corresponde ao protótipo de um modelo de vibrador alimentado por uma máquina a vapor, apresentado no Escritório de Patentes dos EUA em 1891. Já em 1869, o médico americano George Taylor patenteou um vibrador mecânico também "a vapor" chamado "The Manipulator".O Doutor Charles K. Mills foi o primeiro a propor a circuncisão de meninos como cura para a masturbação em 1885, e na década de 1890 já se começou a praticar a circuncisão neonatal nos EUA e no Reino Unido para prevenir o "vício solitário". Já as meninas que eram pegas se consolando às vezes sofriam clitoridectomia (remoção do clitóris). Essa técnica foi abandonada lá pelos anos 1930, mas a circuncisão de meninos ainda é praticada hoje em dia.
O Doutor John Harvey Kellogg, que fundaria em 1906 a empresa que produz os cereais tostados Kellogg, recomendava em 1888 para prevenir a masturbação em crianças: servir cereais frios em vez de quentes no café da manhã, enfaixar os genitais ou amarrar as mãos deles no poste da cama durante a noite.
O primeiro vibrador elétrico era anunciado em revistas britânicas desde 1906. Antes do surgimento dos vibradores elétricos, eram comercializados aparelhos que funcionavam manualmente com uma manivela, como o "Veedee" da J.E. Garratt.
Essas engenhocas eram usadas para curar várias doenças e aliviar dores de todo tipo, com várias cabeças para cada uso, então não eram exatamente aparelhos destinados ao prazer sexual, embora incluíssem instruções para o tratamento da histeria feminina através de massagem vaginal. Na década de 1920, os vibradores começaram a aparecer nos "stag films" (filmes eróticos para consumo de cavalheiros endinheirados onde apareciam garotas peladas). Então perderam sua natureza puramente terapêutica.

No outro extremo da balança estavam os artefatos para prevenir a autossatisfação sexual, como: gaiolas genitais com molas pra manter o pau e o saco no lugar, dispositivos que disparavam um alarme se o moleque tivesse uma ereção e ainda davam um choque elétrico, luvas de metal pra cobrir as mãos das crianças, anéis com pontas de metal que furaram o pau se rolasse uma ereção e protetores de metal pra buceta.
O século XX foi avançando e com ele os conhecimentos médicos (fisiológicos e psicológicos). Os especialistas começaram a descartar os argumentos de que a punheta causava problemas físicos, mas muitos ainda mantinham a crença de que a masturbação era consequência ou levava a transtornos mentais. Em 1930, por exemplo, o sexólogo Walter Gallichan avisava que a masturbação nas mulheres era a culpada pela apatia e frieza feminina, que "as gratificações solitárias delas embotavam a sensibilidade pro coito matrimonial".
Em meados do século, o estigma contra a masturbação ainda era fortíssimo. Os estudos mostravam que nove em cada dez crianças que eram pegas se masturbando eram severamente ameaçadas, castigadas e aterrorizadas com o argumento de que iam ficar loucas ou cegas, ou que iam cortar o pau delas ou costurar a buceta. Uns 82% dos calouros da universidade ainda acreditavam que a masturbação era perigosa.
Teve que chegar Alfred Kinsey (junto com um grupo de colegas) e publicar os resultados de mais de 15 anos de pesquisas sobre o comportamento sexual humano. Uma das contribuições mais importantes desse trabalho foi justamente considerar a masturbação como algo normal e enfraquecer o estigma que a cercava. Os resultados eram reveladores: 97% dos homens e 62% das mulheres já tinham se masturbado alguma vez na vida e chegado ao orgasmo.
Alfred KinseyÉ curioso. Os homens, a sociedade, podiam aceitar o relatório Kinsey sobre as atividades sexuais masculinas, mas não conseguiam engolir "a dura realidade" dos comportamentos sexuais das mulheres americanas. Foi um choque, um balde de água fria no machismo, descobrir (ou ouvir na cara) que uma mulher podia se masturbar, ter orgasmos, transar antes e fora do casamento ou com outras mulheres. A igreja levantou sua voz de protesto em todo o país. Sem nem dar uma olhada ou ler o trabalho de Kinsey, o então carismático religioso Billy Graham escreveu: "É impossível estimar o dano que este livro vai causar à já deteriorada moral americana". O baque foi tão grande que até um senador (como sempre, o McCarthy) denunciou o trabalho de Kinsey como parte da conspiração comunista. Em todo o país, pessoas com o sobrenome Kinsey publicavam anúncios nos jornais para esclarecer que não tinham nada a ver com o autor. No fim, por causa do furor causado, a Fundação Rockefeller retirou seu apoio ao trabalho de pesquisa de Kinsey, mas já era tarde demais — a sociedade (pelo menos o mundo ocidental) tinha se livrado dos tabus sexuais.
Os estudos realizados após a morte de Kinsey confirmaram as conclusões dele. Já na década de 70, 84% dos universitários não acreditavam mais que a masturbação causasse instabilidade emocional ou mental — o mito tinha caído. Mesmo assim, em dezembro de 1994, numa conferência sobre AIDS patrocinada pela ONU, a então chefe do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, doutora Joycelyn Elders, disse que talvez a masturbação devesse ser ensinada nas escolas, como parte dos programas educacionais sobre sexualidade. Por essas declarações, o presidente Bill Clinton pediu que ela renunciasse ao cargo, o que ela não fez. No fim, foi demitida.
Apesar de a ciência, há algumas décadas, ter começado a tratar a masturbação como um comportamento normal, até hoje as instituições religiosas mais importantes se recusam a reavaliar os princípios sexuais que as regem há mais de quinze séculos.
Comentarios Destacados
Un abrazo.
Juajuajuaaaaa ! ! !
No crea ..... tambièn los hay entre los zombies ....
22 comentários - Artesanato ao longo dos tempos
Ya ves , si nos sueltan la mano .... jajajaaaaa ! !
Puntines y Reco amigo !!
Genial como siempre Amigo!!! 🙌
Dale ....
--Pasaste por mis post ?--
abrazoooo ....
Gracias por tu paso !