Andrea Garcia: Diretora colombiana de pornô

Foi fundadora do canal Kamasutra e agora vive gravando cenas pra vender na internet. A mulher mais famosa por trás das câmeras do pornô colombiano se pelou pela primeira vez e conta sua história.


Andrea Garcia: Diretora colombiana de pornô
Quando foi que você percebeu que se interessava pelo mundo do sexo?Quando eu era criança, assistia “João Sem Medo”, a seção do El Espacio onde aparecia uma mulher pelada, e falava pra minha mãe: “Eu quero aparecer ali”. E ela respondia que eu era uma vulgar, uma porca. Sempre me interessou esse assunto: sou uma pessoa muito sexual e de mente aberta.Como é que você foi parar na televisão?Eu estudava Teatro, porque desde pequenininha queria ser atriz. Um dia tava vendo um canal regional de Medellín, Paisa Visión, e me deparei com um programa tão ruim que pensei: “Eu posso estar ali, eu posso fazer melhor”. Aí liguei pro diretor, me apresentei e falei que queria trabalhar com ele. Comecei na parte de produção, até que um dia a apresentadora de um magazine ao vivo de moda faltou, e eu falei que queria apresentar. Fiz o teste e passei.E quando foi que se envolveu com o assunto do sexo?Acontece que o programa ia cair por falta de verba, e eu propus ao diretor do canal que não acabasse com ele, que se precisasse, eu vendia os espaços publicitários. Mas ele me disse: "Andrea, você que é tão espertinha, por que não faz seu próprio programa?" Superanimada, me reuni com umas amigas que eram produtoras audiovisuais para jogar ideias. Já existiam programas de esportes, música, moda, então decidimos fazer um de sexo. E olha que eu, com apenas 20 anos, sabia de sexo o que qualquer pessoa normal sabe... bom, de repente um pouquinho mais.Um pouquinho mais? Já tinha feito ménage, por exemplo?Não tinha feito, mas digamos que já tinha pensado nisso e via de forma natural. Tava disposta a explorar.Qual era exatamente o programa?Chamava-se Sex Magazine e tinha convidados que falavam sobre sexo, óbvio: terapeutas, artistas, sexólogos... Além disso, eu entrava nos clubes de swing, fazia entrevistas por lá. Falava sobre as parafilias, os fetiches de pele. Ia em encontros onde o pessoal se reúne pra se tocar com os pés, nem tem penetração, às vezes tem punheta, mas também não rola tanto contato.E aí, como foi o programa?Tá bom. Talvez por causa do gancho, que era a gente colocar uns vídeos eróticos no começo, mas em Medellín naquela época, ano 2000, o pessoal era meio…Meio o quê?Vamos botar assim: falavam “uma coroa falando de sexo?, essa aí é o quê, uma puta?”. Não tinha tanta aceitação, o pessoal precisava que a mídia falasse de temas assim, tinha muita curiosidade em expandir o conhecimento sobre sexo.Quanto tempo durou a Sex Magazine?Durou sete anos, e graças a ele eu montei depois uma loja de sexo e fui me enfiando na cena do entretenimento adulto: comecei a fazer eventos, festas temáticas, levava equipamentos de sadomasoquismo, fazíamos performances… Como o assunto pegou tanta força, me veio a ideia de fazer um canal dedicado exclusivamente ao sexo, algo inédito na Colômbia, e em 2005 convenci o dono da Cable Pacífico a criar o Kamasutra TV.Que tipo de programa ela tinha?Compramos os direitos de alguns filmes, mas queríamos nossa própria produção. Fazíamos programas com nudez, mas nada explícito, bem softcore, sem buceta nem penetração. Também tínhamos um programa de posições sexuais para lésbicas, fazíamos outro de culinária erótica, onde as gostosas apareciam de lingerie, cozinhavam, mostravam os peitos pros convidados...Convidados?Sim, tivemos cantores, humoristas… Lembro de um, melhor não falar o nome, que fez o programa e depois nos ligou e disse: “Por favor, tirem isso…”. Ninguém mandou ele pegar nos peitos das apresentadoras, aí está a hipocrisia de alguns.O que aconteceu com a Kamasutra TV?Quando viajei em 2006 pro Festival Erótico de Barcelona, percebi que naquela época tava rolando uma crise braba, porque todo o conteúdo audiovisual tava migrando pra internet: as empresas tavam fechando, o pessoal que trabalhava na indústria pornô tava quebrando. E eu, começando um canal de televisão? Sem noção. Nesse contexto, conseguimos vender o canal pra Argentina, mas tivemos que fechar, tava complicado. Barcelona me serviu pra conhecer a indústria e pegar coragem. Pensei que se na Espanha podiam fazer pornô, aqui também dava: eu tinha os recursos, o talento, as colombianas que são umas gostosas… tinha chegado a hora de fazer um pornô colombiano de qualidade.Qual foi o primeiro filme que você fez?Um filme lésbico, porque era mais fácil do que fazer um com um cara, se chamava Primas Paisas. Era a história de um encontro de primas: uma reclamava do marido, a outra dizia que tava entrando na onda lésbica, tiravam os brinquedos que a gente tinha comprado e pronto, foi assim que rolou. Depois fizemos Cassino Foyal, Careputica Vermelha, Pó de Fada… agora a gente não coloca mais nomes tão clichês.De onde eles tiravam as atrizes?Fizemos uma reunião com umas minas que apresentavam na Kamasutra TV, contamos pra elas que íamos começar a fazer pornô, e elas toparam.Quem escrevia os roteiros?Dizem que eu pareço o Raúl Gasca, o faz-tudo do circo, porque desde o começo eu tive que fazer câmera, fotos, roteiros, tudo. Mas naquele filme eu tinha um câmera e uma equipe de produção que me ajudavam.Fazia de tudo, até atuar?Não, nunca atuei.Nunca te interessou?Não, eu seria uma péssima puta, não conseguiria fingir um orgasmo.Vocês fingem muito?Sim, é que o pornô não é real. Muitas vezes a atriz acabou de conhecer o ator e não vai ter um orgasmo com qualquer cara. Muito raramente eu vi ela chegar lá.Quando começaram a meter homens nos filmes?Por aquela época. Fizemos uma muito boa que se chamava Passeio sexual: é a história de um passeio milionário onde as cenas de cama são explícitas.Tem penetração?Sim, bucetas, paus, penetração.De onde será que saíam os atores?Pra isso, a gente usava atores naturais. Os câmeras levavam os amigos deles, e aí o boca a boca começou: o dia inteiro chegava gente.Como foi o casting?Era muito intimidador. Naquela época, o cara chegava numa sala, tirava a roupa e a gente colocava um filme pornô, porque precisávamos ver se ele tinha uma ereção fácil. Depois, a gente fazia umas perguntas, olhava se o bagulho tava funcionando direito e tirava umas fotos. Às vezes ele pedia pra gente esperar o pau subir, mas não dava: um bom ator baixa a calça e já fica duro na hora, mas se precisa de uma hora pra se excitar, não serve.E hoje, como os castings mudaram?Temos uma página oficial com um formulário onde quem quiser se cadastra. Se tiver interesse, a gente marca um teste. Agora, se for homem, ele tem que levar a atriz com quem vai fazer a cena de teste. A gente faz isso porque as atrizes cobram e a maioria dos caras não consegue performar no teste, então perdemos muita grana. Além disso, tem homem que vai porque acha que é um jeito fácil de transar de graça, pensa: "Vou lá e uma atriz pornô vai me chupar". Tem gente muito doida.Louca?Sim: mulheres que mandam fotos com os filhos, homens que mandam fotos do cu deles…Tão ligando na pinta do cara?Não tanto. Mais na ereção fácil e em não gozar em três minutos. Tem produções que nem precisa mostrar o ator, só a pica e a atriz.Qual tamanho de pau um ator pornô nacional precisa ter?Tamanho latino: mais ou menos 16, 17, 18 centímetros. Paus muito grandes não são tão funcionais e as atrizes não gostam, elas ficam com medo. Dá pra entender, vai doer porque elas não lubrificam.Tá dizendo que as atrizes não ficam excitadas durante as cenas?Poucas vezes elas estão com tesão. Às vezes a mulher aparece cansada, mal-humorada, por isso tento fazer com que a atriz e o ator se curtam de verdade.Desde os primeiros castings até agora, tem atores que fizeram uma carreira importante?Entram e saem. Meu irmão Johnny era um bom ator. A piroca dele nunca baixava, nunca. Mas ele se apaixonou e agora não quer mais saber desse assunto.Por que o irmão dela foi parar nessa merda?Johnny trabalhava comigo na produção. Um dia, um ator me deixou na mão, então eu falei pra ele atuar. "Fico com vergonha — ele me dizia —, e se não subir?". Mas ele foi lá e fez, sem precisar de tadalafina nem nada. Eu saí de perto porque não conseguia ver aquilo, quando de repente vejo o Christian Cipriani, meu marido, batendo palmas e gritando: "Que puta ator!".É um negócio de família…Sim, e não só pelo meu marido, meu irmão e eu; a mãe do Christian é nossa contadora; o pai, que é engenheiro, cuida de todos os portais; meu pai é um agente aposentado do exército e nos ajuda pra caralho na produção; minha mãe cuida das minhas filhas, que ajuda melhor do que essa?Vincularia as duas filhas na empresa?Se quiserem. É um trabalho como qualquer outro, onde a gente precisa de muito talento. Não é só a parte de atuação, é uma indústria com roteiristas, recepcionistas, maquiadores, fotógrafos...Quantos anos tem a filha mais velha de vocês?Nove.Falam do assunto numa boa?Se a gente coloca mistério, acaba transmitindo isso, como se fosse algo obscuro, proibido. Ela obviamente entende o que eu faço. Às vezes vou fazer compras com ela, e ela diz: "Mãe, olha essa roupa íntima para sua produção, não serve?". Quando ela era menor, uma colega de escola perguntou no que os pais dela trabalhavam, e ela respondeu que eram produtores de cinema e televisão. Eu perguntei se ela tinha dito algo a mais, e ela respondeu: "Não, não falei que você faz pornô". Então perguntei o que significa pornô, e ela disse: "Você sabe, gente pelada…".Quando é que ela começou a trabalhar com o marido dela?No Kamasutra TV: a gente começou a conversar, a sair, e eu convidei ele pra fazer parte do canal com um programa de técnicas sexuais.Ele atua, sim?Não, também não. Ele cuida das produções, e é muito bom: consegue qualquer coisa, faz de tudo.Os dois tão no meio do pornô, nenhum dos dois fica com ciúmes?É que o clima de uma cena não dá espaço pra sentir ciúme. A gente fica concentrada, pensando na produção, e não tem tempo pra ficar excitada. O povo me pergunta se já fiquei com tesão, mas não, quem me dera. A mesma coisa falo com meu marido, não é que chega uma gostosa e ele fica de pau duro.Como vocês lidam com a intimidade?Meu sexo é incrível, e foi evoluindo por causa do assunto, mas não porque a gente aprenda mais ou porque fique mais excitado. Não. É porque abriu mais nossa mente e a capacidade de sentir as coisas de outro jeito. A gente explorou pra caralho.Depois dessas explorações todas, ainda tem fantasias pra realizar?Sim, tenho uma fantasia, mas não sei se sou capaz de realizá-la: quero transar com um negão, mas tem que ser um negão bem dotado.Por que é que não vai ser capaz?Não sei, mas vai uma história: meu marido sabia que eu queria experimentar isso, e uma noite em Los Angeles fomos pra balada com uns atores negros, e meu marido chamou eles pra ir pro quarto depois. De repente, eles começaram a se acariciar e eu entendi que o Christian queria que eu realizasse minha fantasia, mas eu não queria, até porque eu teria que escolher o cara, o que eu quisesse.Alguma outra fantasia?Fazer uma orgia, acho muito massa o sexo grupal. Mas, de novo, eu escolheria o grupo. Não que me imponham um.Você já transou com mulheres?Sim, mas não me considero bissexual; a pessoa é bissexual quando tem capacidade de amar ou ter relacionamentos sentimentais com outra pessoa. Acho divertido, mas nunca fiz isso sozinha, sempre com meu marido. Ele me fala que se eu quiser ter uma namorada, é só ir, que posso até pegar um motel, mas eu tenho preguiça.Ele se dá a liberdade de fazer isso também?Não, e olha que eu já falei isso pra ele. Não acredito em fidelidade, pra mim é mais uma questão de lealdade. Eu sou leal, admiro e respeito ele pra caralho. Não acho que alguém passe 30 ou 50 anos de casamento sem transar com mais ninguém, porque o desejo existe.Quem é melhor no sexo, os homens ou as mulheres?Os homens. O que acontece é que com as mulheres se cria um clima de erotismo e de brincadeira, mas não a ponto de dizer que é melhor.Quantas pessoas geralmente tão na gravação de uma cena?Quanto menos gente, mais a gente faz. Contratar um monte de gente é uma cagada. Geralmente, tem uma maquiadora; outra mina que cuida do cabelo, de buscar as coisas, de vestir; o assistente, que mexe com as luzes, os cabos; eu, que tiro as fotos pra elas ensaiarem posições e tal; e meu marido, que entra quando eu saio pra gravar o vídeo.Eles dão instruções pros atores antes de gravar?Sim, a gente explica todos os movimentos, pra isso servem as fotos: "Você tem que virar, empinar a bunda assim, fechar as pernas, cruzar...".Você já trabalhou com o Nacho Vidal?Sim, somos amigos. Ele não me cobra.Por que ele é tão famoso?Nacho Vidal é uma lenda. As cenas com ele têm muita magia: a gente, mulher, gosta de ser bem comida, e ele passa isso. Tem experiência, é tarado, adoro.Qual é a melhor atriz colombiana?Tenho uma garota chamada Laura Montenegro, que não é a típica atriz cheia de estereótipos. A parada é que quando vendemos conteúdo pros Estados Unidos, por exemplo, eles querem mulheres bem naturais, normais: agora o sucesso do pornô é se aproximar mais da realidade, fazer o povo pensar que a atriz pode ser a vizinha, a professora, a secretária dele. Então, as minas com quem trabalhamos são normais: já tivemos comissárias de bordo, atletas...A identidade não estressa vocês?Pode ser que sim, mas não tem jeito. Às vezes me perguntam se podem gravar de máscara ou antifaz. Mas não, isso aqui não é o Show da Cristina nem o programa do Padre Chucho.Os atores que procuram essas oportunidades querem ser estrelas pornô ou fazem isso por necessidade?Diria que uns 70%, por necessidade. Às vezes chegam mães com filhos no hospital, e eu entendo, porque uma mãe faz de tudo pelos filhos, mas essa mulher não vai curtir, e eu vou me sentir abusando dela. Prefiro trabalhar com uma mina que queira ser uma estrela.Qual é o segredo do sucesso de uma boa atriz?Que tenha atitude, que seja boa pessoa. Evitamos trabalhar com as chatas, as que chegam muito cheias de si: "É que me pagam tanto…". Um exemplo: se o ator precisa de um boquete extra antes da cena e a mina não tá a fim, como é que ele vai ficar duro?, coitadinho. A gente busca energia nas pessoas.O que é mais difícil de conseguir, mulher ou homem?Conseguir homens funcionais. No final, mulher sempre tem.Define "homem funcional".Que o seu aparelho reprodutor funcione.Por quanto tempo?Umas 45 minutos sem gozar.Não tem cenas onde eles cortam pra dar um descanso pro cara?Claro: quando o ator já tá no limite, a gente tem sinais pra ele parar. Cristian fala pra eles pensarem na mãe deles dando sopa, e eu morro de rir.Já trabalharam com a Esperanza Gómez, a Isabella Obregón, a Franceska Jaimes?Com a Franceska, sim. A gente fez a primeira cena que a Franceska e o Nacho gravaram antes de virarem um casal.Quanto custa fazer um filme pornô na Colômbia?Um filme não, uma cena, que é o que se faz hoje em dia. Uma cena de duas horas pode custar cinco ou seis milhões, mais ou menos.É fácil recuperar essa grana?É volume, esse é o segredo do sucesso das produções. Não vou fazer só uma cena pra um cliente; fecho um contrato por um número de cenas. Tento fazer pelo menos três num dia e tirar o máximo proveito da produção.Quanto pagam pra um ator?Isso é bem variado: quando vêm atores americanos, a gente paga entre 500 e 800 dólares. A gente precisa gravar 45 minutos, já na edição corta e fica com 30 ou 28 minutos.E aí, um colombiano?A partir de 300.000 pesos. Então, se der pra fazer três cenas por dia, dá 900.000 pesos. Me falaram que é muito pouco, mas é que eles é que deviam pagar a gente, porque a gente tá ensinando eles. Tem gente que pede uma grana alta, mas a gente sabe quanto se paga no mundo: a Penthouse é uma das empresas que melhor paga e pra uma porn star ela dá 1500 dólares por cena.Como é que funciona o negócio do pornô?Tem várias modalidades: uma é que a gente tem sites próprios onde fazemos nossas cenas e o pessoal pode baixar, dois dos sites são pagos. Mas a gente também é uma produtora que faz conteúdo pra gente de fora. Se a Penthouse ligar e falar: "Precisamos de uma produção, negros com travestis, negros com brancas, com minas superoperadas, booties exagerados...", aí a gente procura e manda quem tiver disponível.Qual é a cena mais bizarra que vocês já fizeram?Quando a gente gravou uma travesti que tinha cortado o pau, já era operada. Aquilo foi muito pesado.Qual é a coisa mais chata pra gravar?As cenas de sapatão. Eu mando como um presente pro cliente, como um agrado, não vendem bem.O que é que vende mais?Coisas bem reais, situações críveis, tipo a mina que chegou de táxi pra atuar e ficou toda tesuda na gravação.Todo o pornô que se vê na internet é produzido? O que a gente pensa que é amador não é amador?Nada é amador, tudo tem contrato. Tem gente que realmente fica excitada pensando que aquilo rolou de verdade, mas é tudo mentira.Tem puta nessa profissão?Acho que 95% das atrizes pornô aqui são profissionais do sexo.Trabalha com modelos?Algumas minas já nos falaram que tão começando no modelito e querem gravar umas cenas. Muita gente acha que isso não aparece na Colômbia, mas é uma idiotice acreditar que um conteúdo que tá na internet nunca vai chegar, mesmo que esteja num site russo. Se existisse um bloqueio pra ver isso na Colômbia, muita mina já teria entrado de cabeça no pornô.Alguma famosa que já fez pornô?Sim, mas não vou contar quem foi. Só tô dizendo que eu tava acompanhando uns gringos numa produção e chegou uma famosa que bateu uma siririca. Umas meia hora depois se arrependeu, fez um escândalo e mandou apagar as memórias das câmeras.Como funciona a parada do pagamento na Colômbia?Tem muito golpe. Aí a gente, colombiano, se fode, acostumamos com tudo de graça. Aqui ainda não somos grandes consumidores.Os canais pornô ainda tão dando lucro?Acho que o maior apoio agora é a web, até pra canais de televisão. A gente ainda tem a ideia de montar um canal porque ama a televisão.Viu aqueles canais?Tenho que ver as cenas novas.Isso te excita?Acho que pornô é bom pra ver a dois, porque a gente aprende um monte de coisa. Isso ajuda às vezes a galera a se soltar mais, se desinibir sexualmente, aprender movimentos, toques, posições. Mas meu marido fala que é melhor ver sozinho.Por quê?Porque ele diz que os homens veem pra bater uma punheta e pronto, que depois disso todos os pensamentos sujos e safados vão embora. Melhor dizendo, é pros homens que querem ser fiéis. Ver pornô só ajuda, claro, a gente fica excitado, bate uma bronha e acabou.Com que frequência você se masturba?Muito frequentemente. Por exemplo, quando meu marido tá dormindo e eu quero pegar no sono, me relaxa pra caralho. Mas mais do que me masturbar, eu transo várias vezes por semana, adoro demais.No que você pensa quando se masturba?Eu faço filmes o tempo todo, vejo tudo com duplo sentido. Sempre tem uma fita rodando na minha cabeça. Se eu tô deitada e o dentista tá ali, já começo a montar histórias.Que viram filmes…Sim, quase sempre.Existe pornô pra mulher?Quero fazer isso.Qual seria a diferença entre o pornô pra homem e pra mulher?A diferença é que o pornô vou fazer eu, do meu ponto de vista. Não vai ter interferência masculina nem na produção, nem na fotografia. Vamos ter homens, mas tudo vai ser dirigido por mim. Vou sempre levar em conta que a gente, mulher, demora uns 15 minutos pra entrar no estado de excitação, é tipo o prelúdio. É uma parada que pros homens às vezes parece chata, mas a gente precisa de mais história, mais magia, mais pele. Quero meter umas fantasias bem femininas.Quais fantasias são bem femininas?O trio, mais com duas mulheres e um homem do que com dois homens e uma mulher. Acho que muitas mulheres já pensaram nisso, mas têm medo de contar pros parceiros; e o contrário também: caras que sonham em transar com duas mulheres e também não falam… falta comunicação.Como é que a indústria pornô colombiana se compara com a de outros países latino-americanos?Na América Latina, a gente é líder, tem várias atrizes do Brasil, Argentina e Venezuela que querem vir trabalhar aqui.Onde é que se consome pornô colombiano?Nos Estados Unidos.Então as atrizes que querem virar estrelas pornô não precisam mais ir pra Los Angeles?Pra chegar em Los Angeles, tem que ter ganhado experiência aqui, senão o mundo engole elas.Você propôs ao Tino Asprilla fazer um filme pornô, por quê?Precisávamos de um ator negro que fosse poderoso. O Tino apareceu no SoHo e tem um tremendo equipamento. Além disso, é mente aberta, excêntrico. Fizemos uma proposta oficial de 20 milhões e ele disse que por essa grana nem mostrava. O que ele não sabia era que a gente pagava 20 milhões, mas pela produção toda, não por uma cena.Com quais famosos você gostaria de fazer um filme então?Tem muito a ver com a personalidade, então com a Marbelle, com a Carla Giraldo... ou de repente com o Petro.A médio ou longo prazo, você se vê trabalhando nisso?Sim, quero criar uma empresa familiar e ter um prédio com meu nome.Ainda sonha em aparecer em algo parecido com "João sem medo"?Por enquanto, tô no SoHo. Mas, repito, sou uma pessoa muito sexual e de mente bem aberta. Qualquer coisa pode rolar.
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entrevista

4 comentários - Andrea Garcia: Diretora colombiana de pornô

Anwek +2
excelente post compañero !!

ya colombia metida en el negocio de la pornografia 😃
Buen trabajo, excelente información la producción del porno en Colombia, que somos muy recatados en ese tema.