Porno gostoso

História[editar]Veja também: História das representações eróticas
A pornografia e as representações eróticas remontam à antiguidade da civilização, a tempos tão antigos e primitivos da história humana quanto a era do Paleolítico.¹ O conceito moderno de pornografia, que prevalece hoje em dia, se define a partir da comercialização em massa de material erótico no século XIX, durante o período da Era Vitoriana, abandonando seu caráter erótico-artístico e aumentando sua distribuição com a produção em massa que marcou a Segunda Revolução Industrial.² ³ A pornografia moderna ganha maior presença a partir da Revolução Sexual (Era de Ouro do pornô) durante os anos 1970, até os dias atuais.³ ⁴

Antecedentes[/editar][editar][editar]Vênus de Willendorf (c. 25.000 A.C.).
Na sociedade primitiva do homo sapiens nômade, do período Paleolítico, desenvolveu-se o pensamento mágico e as bases empíricas como fundamentos das religiões primitivas, baseando o criacionismo humano no que se observava das capacidades reprodutivas dos animais.¹ ⁵ Nas tribos primitivas, estabeleceu-se o culto totêmico às estruturas anatômicas dedicadas à procriação: o culto ao útero (objeto de adoração por sua capacidade de reter o feto e dar à luz) e o culto fálico (considerado como "depositário da vida").⁶ ⁷ Baseando-se nos cultos antigos, assume-se que as estatuetas paleolíticas de Vênus, como a Vênus de Willendorf, evocam a admiração humana pelos genitais, a maternidade, a fertilidade e o erotismo, através de peitos e bundas de proporções exageradas, com uma possível intenção de representar pornografia.¹ ⁸

Nas culturas clássicas da Índia, as virtudes da sexualidade eram subentendidas em várias de suas formas, como casamento, masturbação, sexo grupal, poligamia e homossexualidade.⁹ ¹⁰ Entendia-se que o sexo, especialmente em filosofias como o Tantra, era parte da divindade natural humana e, às vezes, representava um caminho para a iluminação espiritual.⁹ ¹¹ De acordo com as visões religiosas do Hinduísmo, Budismo e Jainismo, grande parte das práticas religiosas e filosofias espirituais exaltavam a importância da atividade sexual através de práticas e relatos com fortes tons eróticos; como o Ashvamedha Yajna do Rigveda.¹² ¹³ O Kama Sutra de Vatsyayana (c. 400-200 A.E.C.) é o auge da sexualidade na Índia antiga, livro que descreve as práticas sexuais consideradas ideais para um casal hétero no casamento.⁹ ¹⁴

A sociedade da Índia antiga estava acostumada à sexualidade e ao nudismo, a ponto de retratá-los em grande parte da arte sagrada que decorava os centros cerimoniais.9 12 Nos relevos externos que enfeitam Khajuraho é possível observar várias representações sexuais que mostram a sexualidade humana e a sexualidade entre divindades.15 Os poemas épicos do Ramayana e do Mahabharata (c. 1500 A.C.) continham várias alusões eróticas e ambos foram determinantes na construção das sociedades sexualizadas do Oriente antigo, influenciando diretamente as políticas e morais sexuais da cultura japonesa, da cultura chinesa e das culturas tibetanas.9 16 Na China, os primeiros manuais sexuais e poemas eróticos datam de 200 A.C., baseados nas visões teológicas sobre a complementação de gêneros e fortemente influenciados pelos textos da cultura indiana, além disso, surgem as representações gráficas do sexo na arte popular tradicional, como pintura e cerâmica.17 18

Detalhe em cerâmica grega de uma prostituta e um cliente (c. 480 A.C.).

As sociedades clássicas na Grécia Antiga e no antigo Império Romano adotaram a sexualidade humana como base da expressão artística. Na arte Clássica, retoma-se uma forte fixação artístico-estética pela representação de seres mitológicos e do corpo humano, onde o corpo feminino representava os atributos da beleza e da fertilidade, e o corpo masculino representava os atributos da força e da virilidade.19 Dentro da mitologia grega, havia divindades e histórias que mergulhavam na "sexualidade divina" e que abordavam temas como poligamia, homossexualidade, pederastia, abuso sexual, relações amo-escravo, sexo grupal, transgeneridade, intersexualidade e bestialidade.19 20 A arte clássica era frequentemente falocêntrica, colocando os genitais como forma central das artes plásticas (pintura, escultura, cerâmica e mosaico) com uma intenção provavelmente pornográfica.21

A representação de cenas sexuais era comum na arte popular do Império Romano, cujas visões sobre sexualidade se aproximavam moralmente das visões da Grécia Clássica. Um dos exemplos mais claros da moral sexual do antigo Império Romano são os detalhes dos afrescos dos Banhos Suburbanos em Pompeia, onde se podem ver cenas com atos de natureza sexual que incluem formas de sexo grupal, sexo feminino-feminino, cunnilingus e sexo anal masculino. Outros exemplos claros são os detalhes homoeróticos do Cálice Warren (c. Século I) e a tradição romana do fascinus.22 23 Dentro da literatura erótica clássica, destacam-se obras como Erotikos de Plutarco, Tesmoforiantes de Aristófanes e Satyricon de Petrônio; além de autores como: Estraton de Sardes, Safo de Lesbos, Automedonte, Filodemo de Gádara, Marco Argentário, Caio Valério Catulo, Propércio, Tibulo, Ovídio, Marco Valério Marcial, Décimo Júnio Juvenal e Priapeus.22 [citação necessária]

Na Idade Média, com o domínio do Cristianismo, a pornografia era entendida como uma forma de luxúria e, portanto, como um pecado mortal; a masturbação, a fornicação, a sodomia, o adultério e a prostituição eram consideradas ofensas "criminosas" ou "antinaturais" que eram corrigidas com castigos religiosos e até mesmo com tortura e morte na Inquisição.24 A arte na Idade Média se definiu no estilo teocêntrico, através de alusões religiosas a passagens bíblicas e oferendas que exaltavam a perfeição divina, por isso o nu e o sexo eram incompatíveis com as imagens religiosas.25 A literatura erótica aparece, sob controvérsia, nos últimos séculos da Idade Média em obras como Decamerão (1353) de Giovanni Boccaccio, introduzindo a ficção erótica nos períodos pós-clássicos, além de Facécias (século XV) de Gian Francesco Poggio Bracciolini e História de Dois Amantes (1444) de Pio II.

Século XVI[/editar][/editar][editar][editar][editar]**Júpiter e Juno (século XVI)** por Agostino Carracci.

A pornografia, de uma forma parecida com a que a gente conhece hoje (pornografia produzida em massa), aparece no século XVI, durante a cultura da imprensa no início do Renascimento Italiano. Nessa época, a reprodução de literatura e gravuras aumentou pra caralho por causa do aperfeiçoamento da imprensa medieval que Johannes Gutenberg desenvolveu no século XV.³ O nascimento da pornografia nesse período da cultura da imprensa é marcado pelo surgimento dos gravuras pornográficas *I Modi* (1524), de Giulio Romano. Esses gravuras foram publicados sob a direção de Marcantonio Raimondi e mostravam 16 cenas da mitologia greco-romana com nudez e sexo explícito.²⁶ ²⁴ Os gravuras foram confiscados e destruídos por ordem do Papa Clemente VIII, que também mandou prender Raimondi, acusando ele de "imoralidade".³ As versões originais sumiram, mas foram copiadas por Agostino Carracci em meados do século XVI, e essas cópias sobrevivem até hoje.²⁷

*Sonetti lussuriosi* (1527) e *Ragionamenti* (1534-1536), de Pietro Aretino, foram obras importantes que definiram a literatura pornográfica do século XVI, do século XVII e do século XVIII. *Sonetti lussuriosi* era uma prosa pornográfica politicamente incorreta que incorporava a arte de *I Modi*, de Giulio Romano, e fez sucesso entre a aristocracia do século XVI.²⁸ Em 1558, foi publicado o *Heptameron*, de Marguerite de Navarre, outra obra significativa da cultura da imprensa na história da pornografia. Nas artes plásticas, influenciadas pelo humanismo renascentista, a nudez e a admiração pelo corpo humano reapareceram, embora a arte pornográfica tenha começado a se diferenciar da arte simplesmente erótica. Artistas como Michelangelo Buonarroti colocaram características homoeróticas bem marcantes em cenas que não são eróticas na tradição religiosa, como se aprecia no Crucifixo do Santo Spirito (1492), que mostra a imagem de Jesus Cristo totalmente nu e com um corpo neotênico de adolescente; ou o túmulo do Papa Júlio II, monumento religioso adornado por várias figuras masculinas completamente nuas; essa corrente artística peculiar marcou a transição do puritanismo religioso da Idade Média para a admiração estética do Renascimento.24 Por outro lado, artistas como Hans Baldung, Giacomo Caraglio e Agostino Carracci produziam gravuras mais explícitas e menos estilizadas, que incluíam nus e cenas sexuais.24

Charon Ferrying the Shades (c. 1735), de Pierre Subleyras.
Século XVII[/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar]As obras de Pietro Aretino continuaram fazendo um baita sucesso durante o século XVII, sendo traduzidas pra vários idiomas e distribuídas na surdina entre os aristocratas europeus. Já no século XVI, a literatura erótica foi barrada por diferentes visões morais sobre a obscenidade, o que fez os autores publicarem seus trabalhos com nomes falsos e com uma distribuição mais limitada. No século XVII, surgiram obras como L’Ecole des Filles (1655), de autor anônimo, The London Jilt (1683), também anônimo, e Erotopolis: The Present State of Bettyland (1684), de autor anônimo, mas atribuída a Charles Cotton; essa obra é conhecida por ser a primeira do gênero Merryland, um estilo que descreve o corpo da mulher com analogias topográficas e que virou febre na literatura erótica do século XVIII.³ ²⁸

Século XVIII[/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar]No século XVIII, a arte erótica se popularizou com a chegada do Rococó e o fim do Barroco, onde o erotismo era mais sutil e moderado, usando nus e cenas superestilizadas que expressavam sentimentos como amor, paixão, felicidade e raiva. Enquanto as artes plásticas se reinventavam com um erotismo sutil e estilizado, a literatura ficava mais explícita e sexual por causa das correntes sociopolíticas que desafiavam a moral religiosa tradicional, com filosofias como anticlericalismo, ateísmo e as ideias do Iluminismo.

Alguns romances eróticos do século XVIII incluem: *Les bijoux Indiscrets* (1747) de Denis Diderot, *Thérèse Philosophe* (1748) de Jean-Baptiste de Boyer e *La Souriciere. The Mousetrap. A Facetious and Sentimental Excursion through part of Austrian Flanders and France* (1794) de "Timothy Touchit". O romance *Fanny Hill* (1748) de John Cleland é um dos mais importantes da história; ele conta o drama da vida de uma jovem prostituta que se apaixona por um cliente. Figuras filosóficas como o Marquês de Sade foram importantes para o desenvolvimento da literatura erótica, com obras como *Justine ou os Infortúnios da Virtude* (1787) e *Os 120 Dias de Sodoma* (1785), que se destacam por cenários altamente eróticos, geralmente acompanhados de outras situações sociais como crimes sexuais (estupro, pedofilia, sadismo, mutilação e sequestro sexual), além de temas socialmente inaceitáveis na época, como homossexualidade, dominação, bondage, urolagnia e coprofagia.

Na Revolução Francesa, a rainha Maria Antonieta era alvo de piadas sociais, e sua imagem era usada para representá-la como uma prostituta em panfletos eróticos como *Le Godmiché Royal* e *L’Autrichienne en Goguettes*. Do mesmo jeito, como um ataque social, vários aristocratas e clérigos eram retratados para desafiar a moral da época. regime político e beneficiar o movimento da revolução.30

Século XIX[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]O conceito de pornografia que temos até hoje foi definido na Era Vitoriana do século XIX, conceito que ganhou uma nova definição com a invenção e popularidade da fotografia, substituindo os trabalhos de ficção literária e artes plásticas que predominaram nos séculos anteriores.30 A partir da Era Vitoriana, a pornografia se definiu pela sua produção em maior escala, o que levou os governos a estabelecerem leis que proibissem e regulassem sua produção e distribuição, baseando-se em tradições religiosas para promover a prudência e frear o vício e a obscenidade na sociedade.31 A moral da sociedade vitoriana fez com que os autores de pornografia distribuíssem seus trabalhos de forma clandestina para uma clientela selecionada; em outras ocasiões, os trabalhos pornográficos visuais que continham nus (especialmente o nu feminino) eram comercializados sob os parâmetros de "arte", modelo que prevaleceu até as Guerras Púbicas no final dos anos 1960.

Imagem de De Figuris Veneris (século XIX) por Édouard-Henri Avril.

Embora a cultura da sociedade vitoriana fosse definida pelo recato e pela prudência, paralelamente se desenvolviam morais que contradiziam esse princípio socialmente aceito, como a cultura underground dos bordéis e casas de entretenimento.32 33 Os bordéis, os cabarés e a prostituição foram uma das principais fontes econômicas do século XIX em toda a Europa; esses estabelecimentos reuniam uma clientela socialmente inaceitável para a época, como prostitutas, apostadores, consumidores de álcool, travestis, homossexuais e afrodescendentes, criando uma pequena concentração social que se formou paralelamente à moral vitoriana.34 35 A distribuição de pornografia era feita principalmente de forma comercial em lojas especializadas no século XIX, quando os custos de impressão fotográfica caíram consideravelmente, permitindo a produção em massa de pornografia. Com métodos de produção em massa como a impressão em meio-tom, também no ponto em que a fotografia ganhou grande popularidade (por volta de 1845, quando o daguerreótipo se popularizou); os principais consumidores de pornografia nesse tipo de estabelecimento eram homens das classes altas.3 31

Diante dessa crescente popularidade do consumo de material pornográfico e da frequência a locais de comércio sexual, começaram a ser aplicadas várias leis políticas que perseguiam qualquer tipo de comportamento imoral. Em 1857, a coroa do Reino Unido publicou a Obscene Publications Act, como parte das reformas e petições legais obtidas pela Society for the Suppression of Vice, cujo resultado implicou a criminalização de todo material pornográfico e propaganda que promovesse atos imorais para a época (anticoncepção, amor livre e homossexualidade) e a detenção de seus distribuidores sob a acusação de "imoralidade".3 31 De forma similar, em 1873, foram publicadas as leis Comstock nos Estados Unidos, leis que tinham o mesmo objetivo e buscavam a regulamentação da pornografia e dos atos imorais, além de serem fundamentais no nascimento da agenda do feminismo radical pela criminalização do controle de natalidade como direito feminino.36

Fotografia por Auguste Belloc (c. 1855).
O fato de a pornografia ter sido criminalizada favoreceu sua distribuição irregular na forma de contrabando; além disso, os trabalhos pornográficos começaram a chegar ao mercado sob autorias anônimas. Obras como My Secret Life (1888) e a publicação The Pearl (1879-1880) foram alvo de controvérsias legais por serem consideradas "literatura obscena".37 Na fotografia pornográfica, aparecem autores como: Jean Marie Canellas, Jean Louis Marie Eugène Durieu, Wilhelm von Plueschow, Auguste Belloc, Charles Gilhousen, Wilhelm von Gloeden, Louis Jean-Baptiste Igout, Max Koch, Pierre Louÿs, Gaudenzio Marconi, Félix-Jacques Moulin e Louis-Camille d'Olivier. Em áreas relacionadas, Ilustradores como Martin van Maële e Édouard-Henri Avril fizeram ilustrações totalmente pornográficas para ilustrar romances eróticos e sátiras político-sociais em publicações independentes.

O nu foi uma das características naturais do Impressionismo artístico, dedicando-se a retratar cenas simples e cotidianas que expressavam a visão do autor. Esse mesmo nu natural formou um novo padrão de beleza na sociedade vitoriana durante a segunda metade do século XIX, modificando a moralidade que a sociedade percebia no nu e incorporando-a a um novo critério de arte comercial. Essa nova perspectiva artística facilitou a distribuição de pornografia, removendo seu objetivo original e reclassificando-a como uma obra artística. A obra Olympia (1863), de Édouard Manet, é uma das obras mais significativas da arte erótica vitoriana pela recepção negativa e pelas controvérsias legais que gerou na sociedade artística, por se tratar da imagem de uma cortesã completamente nua. Pintores impressionistas como Edgar Degas, Max Liebermann, Henri de Toulouse-Lautrec e Henry Scott Tuke se destacaram na corrente artística do Impressionismo por retratar cenas cotidianas como o banho e as brincadeiras infantis na praia, as quais continham, necessariamente, cenas de nudez em suas imagens. [citação necessária]

Nu com uma flauta (c. 1895), de Wilhelm von Gloeden.

Outro fundamento popular para a distribuição legal da pornografia foram os "propósitos ilustrativos". A pornografia e o nu foram comuns em estudos e ensaios de publicações científicas e enciclopédias ilustrativas, como aquelas que estudavam as sociedades tribais durante a ocupação europeia na Ásia e na África no século XIX, mostrando as tradições regionais e os padrões de beleza entre esses grupos étnicos. Nessa corrente, destacam-se as fotografias e ilustrações de J. Garrigues, Jean Geiser, Rodolphe Neuer e P. Madeleine e de Lehnert & Landrock, que se dedicaram a explorar as sociedades étnicas no sul da Ásia para descrever seus costumes, tirando fotos de mulheres da região com suas roupas tradicionais de forma erótica; essas fotos causaram grande alvoroço social devido às diferenças entre as roupas pesadas vitorianas e as roupas leves e a prática do topless entre as mulheres das etnias em zonas tropicais.

A grande epidemia de pornografia, ilustração francesa do século XIX.
Por volta de 1890, a fotografia pornográfica ganha grande popularidade entre os homens das classes média e alta, consistindo principalmente de fotos de mulheres completamente nuas ou seminuas, sozinhas e com qualidade softcore. É a partir de 1890 que começam a aparecer um número maior de fotos hardcore com sexo penetrativo ou sexo oral entre um homem e uma mulher na maioria das vezes. A pornografia continuava sendo distribuída ilegalmente, principalmente a pornografia para homens gays, que consistia em imagens de homens magros entre 20 e 25 anos, completamente nus na maioria das vezes. A pornografia gay, devido à ilegalidade da homossexualidade em países como Inglaterra e Estados Unidos no século XIX, era principalmente comercializada como arte, por isso seus autores buscavam representar cenas da mitologia greco-romana para que tivesse um caráter mais artístico e destacasse a "beleza greco-romana" que formava a estética sofisticada da nascente cultura gay.4

O cinematógrafo dos irmãos Lumière aparece comercialmente no ano de 1895. É um ano após a publicação comercial quando aparece o primeiro filme pornográfico. O primeiro stag film (termo antigo usado para pornografia antes de sua legalização em 1968) foi o filme francês Le Coucher de la Mariée (1896), dirigido por Léar e produzido por Eugène Pirou, filme que A estrela é a Louise Willy, uma atriz de cabaré, fazendo um striptease e transando com um cara.40 Os stag films foram um puta salto pra pornografia contemporânea, já que trouxeram um novo caráter voyeurista pra fazer o espectador se sentir como se estivesse ali na cena, além de popularizar o vídeo como o principal meio pra publicar pornografia comercial até hoje.3 Século XX[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]Veja também: Revolução Sexual
No século XX, a pornografia passou por vários embates legais e sociais que definiram o conceito contemporâneo que existe hoje. Durante a primeira metade do século XX, a pornografia foi totalmente proibida por diferentes leis nos Estados Unidos e na Inglaterra (principais produtores e consumidores de pornografia nos séculos XX e XXI), que regulavam sua distribuição. A partir da Revolução Sexual nos anos 1960, ela começou a ter uma divulgação maior, devido ao enfraquecimento e à anulação das leis que a regulavam no final dos anos 1960, influenciados pela corrente de busca por direitos sexuais que motivou o movimento da Revolução Sexual.

A partir de 1970, a sociedade começou a se acostumar com várias formas de expressão sexual, incluindo a pornografia, então ela passou a ser distribuída de forma massiva em diferentes meios, como o vídeo, caracterizando-se por uma duração curta ou média e com custos de produção bem baixos. A evolução do vídeo foi fundamental no desenvolvimento da pornografia no século XX.

Era Pré-Código (1900-1929)[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]O cinema comercial começa a florescer nos primeiros anos do século XX a partir de curtas-metragens simples que eram exibidos em cinemas e nickelodeons (cinemas viajantes de baixo custo e pouca capacidade) que foram populares nos Estados Unidos e na Inglaterra entre 1900 e 1920. *A Free Ride* (1915), dirigida por "A Wise Guy", é um dos primeiros filmes pornográficos que sobrevivem até hoje, introduzindo e popularizando os temas que persistem na pornografia atual, como os enredos simples que conectam as cenas de sexo, além de posições e práticas como o voyeurismo e o menage a três.⁴¹ Na fotografia, entre 1900 e 1929, aparecem artistas como Edward Steichen, Fred Holland Day, Heinrich Zille, Anne W. Brigman, Julian Mandel, Stanislaus Walery e Jean Agélou.

Alice Prin por Julian Mandel (c. 1920).

O período Pré-Código foi a era anterior ao Código Hays (1934-1966) em que a regulação dos meios audiovisuais e do cinema não era controlada por nenhuma lei governamental nos Estados Unidos, então os filmes começam a explorar temas lascivos como sexo explícito, nudez, crime, violência e drogas.⁴² Esse período sem regulamentação legal permitiu o amplo e primitivo desenvolvimento do cinema pornográfico em meados dos anos 1920, período que termina com a instituição do Código Hays nos anos 1930 e a crise do boom econômico em 1929.³ Outros aspectos que permitiram o desenvolvimento da pornografia entre 1910 e 1920 foram a cultura sexualizada da mulher flapper, o nascimento do cabaré americano e a instituição comercial do sexo na publicidade para a venda de produtos de consumo principalmente masculino, como álcool e tabaco.³⁴

Bernard Natan é um dos primeiros diretores conhecidos de pornografia, abandonando o anonimato e conseguindo uma grande variedade de títulos, nos quais ele mesmo atuava às vezes, que introduziram temáticas como a bissexualidade, a homossexualidade e o masoquismo no cinema pornográfico. *Le ménage moderne du Madame Butterfly* (1920) é considerada o primeiro filme pornográfico a retratar atividade sexual homossexual (sexo homem-homem e sexo mulher-mulher), filme estrelado pelo próprio Bernard Natan e outros atores desacreditados.³ ⁴³ Alguns filmes pornográficos (alguns considerados filmes históricos ou classificados na categoria de filme perdido) entre 1905 e 1930 incluem: *La Coiffeuse* (1905), *Mousquetaire au Restaurant* (c. 1920), *L'Atelier Faiminette* (1921), *Agenor Fait un Levage* (1925), *L'Heure du Thé* (1925), *La Voyeuse* (c. 1924), *La Fessée à l'École* (c. 1925), *Mr. Abbot Bitt at Convent* (c. 1925) e *Massages* (1930).

Nos anos 1920, na cena do jazz, surgem publicações de distribuição irregular chamadas de *Bíblia de Tijuana* (inglês: *Tijuana bible*), publicações de grande popularidade entre os anos 1920 e 1940, que se caracterizavam por apresentar cenas sexuais de ficção própria envolvendo personagens com personalidades da vida política, celebridades do cinema e personagens com direitos autorais, como os personagens do Fleischer Studios, os personagens da Walt Disney Animation e as tirinhas de jornal do início do século.⁴⁴ Betty Boop, criada pelos irmãos Fleischer do Fleischer Studios, é um claro exemplo da cultura sexualizada do período Pré-Código e a base direta da história em quadrinhos erótica. Esse personagem representa uma mulher sexualizada da Era do Jazz (conhecidas como *flappers*), que teve que ser redesenhada de forma "menos provocante" com a entrada do Código Hays.⁴⁵

O nu e o erotismo na arte, entre 1900 e 1930, já estavam completamente introduzidos e normalizados como técnica artística e elemento frequente nas artes plásticas, visível nas pinturas fauvistas de danças em grupo de Henri Matisse e nas pinturas precisionistas de marinheiros mijando ou se masturbando de Charles Demuth. O nu na arte deixou de representar grande controvérsia por se tratar de trabalhos artísticos que pretendiam enfatizar a beleza natural e a perfeição estética do corpo humano.

Era bombshell (1930-1959)[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]O Código Hays entrou em vigor em 1934 como uma medida pra reduzir as representações consideradas imorais na mídia audiovisual que tinham dominado as primeiras décadas do cinema. A pornografia, quando deixa de ser passatempo de um grupinho restrito, vira um tema polêmico e negativo na sociedade americana da primeira metade do século XX, por causa da neura religiosa de "acabar com o vício e o pecado" de filosofias como o Cristianismo evangélico e o Movimento dos Santos dos Últimos Dias, além da interferência do governo e da cultura do pós-guerra, que viam a masturbação como um método destrutivo que fodia a saúde física dos homens, desenvolvendo métodos e curas alternativas que iam desde o consumo de comidas "milagrosas" (Graham Crackers e Corn Flakes, ambos sucessos de vendas) até a terapia de eletrochoque (usada pra tratar condições consideradas doenças mentais na época, como ser trans e homossexualidade).46 47 48

Capa da Weird Tales (março de 1938).

A pornografia cinematográfica praticamente some até o final dos anos 50, quando o Código Hays começa a enfraquecer. Em vez disso, o erotismo aparecia em versões artísticas mais suaves, como as histórias sensacionalistas do pulp, o design musculoso dos super-heróis na Era de Ouro dos quadrinhos e a arte pin-up. As obras consideradas obscenas eram apreendidas ou fechadas, além de dar cadeia pro autor, o que fez dos trabalhos sexualmente explícitos coisas anônimas e de distribuição irregular ou, simplesmente, sujeitas às regras gerais de censura.4 31 Nos anos 1930 e 1940, popularizou-se uma forma exploração do cinema vendida como cinema Cautionary (de precaução), que mostrava histórias sensacionalistas com sexo explícito, consumo de drogas, prostituição, homossexualidade, fornicação, miscigenação e aborto, como uma forma de alertar os pais sobre os "perigos" aos quais seus filhos adolescentes estavam expostos; os filmes faziam um enorme sucesso comercial.49

A literatura pulp ganha grande popularidade a partir dos anos 1930, caracterizando-se por sua encadernação simples, distribuição barata, capas chamativas com cenas eróticas ou violentas, e histórias focadas em ficção de exploração como sexo, consumo de drogas, ocultismo e violência. As histórias em quadrinhos se consagram nos anos 30 com a publicação em massa de personagens sobrenaturais que combatiam criminosos, personagens com corpos musculosos e roupas justas que geraram várias controvérsias nos anos seguintes com o livro de Fredric Wertham *Seduction of the Innocent* (1954), no qual se afirmava que o design dos quadrinhos continha referências a nudez, fascismo, comunismo e homossexualidade (teorias que andam de mãos dadas com as oposições políticas do Terror Nuclear e se alinham às políticas do Macarthismo).50 Na literatura pulp, gêneros como o *Spicy and Saucy* se popularizam, voltado para o público heterossexual masculino, retratando histórias fantásticas protagonizadas por um personagem masculino aventureiro, corajoso e violento que combatia perigos para resgatar uma personagem feminina em apuros, dando origem à literatura periódica dedicada aos cavalheiros (*Gentlemen's Magazine*).51 52 Em 1947, surge a revista *Bizarre* sob a direção de John Willie, revista especializada em fotografia fetichista que lançou a modelo Bettie Page ao estrelato, mas que desapareceu alguns anos depois por problemas financeiros e controvérsias legais.


Capa da *Yank, the Army Weekly* com Betty Anne Cregan (1945).
A partir da década de 30, surgem as chamadas "Revistas para Cavalheiros" com editoras como *Gentlemen's Quarterly* em 1931 e *Esquire* em 1933, Revistas que, anos depois, dedicariam suas páginas à publicação de fotografia erótica pra atrair o público masculino hétero. As "revistas pra cavalheiros" com conteúdo erótico nasceram nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, surgindo como um incentivo moral (moral booster) distribuído por órgãos do governo pros soldados machos nas frentes de guerra e como uma forma publicitária de chamar a atenção masculina pro alistamento e o combate voluntário.53 A distribuição de revistas com arte pin-up entre os membros do exército e da marinha dos EUA começou com a revista do exército Yank, the Army Weekly, com o objetivo de ser um incentivo pros soldados não contratarem serviços sexuais com putas e não pegarem uma doença sexualmente transmissível como a sífilis, doença que afetou pra caralho as tropas mundiais durante a Segunda Guerra Mundial e que foi freada com a incorporação bem-sucedida da penicilina como tratamento em meados dos anos 1940.52 53

O pin-up ou cheesecake foi um estilo marcante de pintura e fotografia que predominou no período da censura contra a pornografia entre 1890 e 1950, tendo sua maior produção entre 1940 e 1950; a arte pin-up se caracterizou por mostrar imagens provocantes de mulheres, de um jeito que não é considerado obscenidade nem pornografia, destacando o glamour, a beleza, a paquera e a inocência, arte em que se destacam os trabalhos de Gil Elvgren.52 O termo bombshell foi popular entre 1940 e 1950, usado pra definir o que hoje se conhece como símbolo sexual feminino (inglês: sex symbol), definindo atrizes da farra que fizeram fama pela beleza, como Marilyn Monroe, Grace Kelly e Bette Davis, além de artistas pin-up como Frances Rafferty e Jane Greer.54

Depois da Segunda Guerra Mundial e com a chegada do Baby Boom, surge a cultura americana e o American Way of Life, e com isso, As ambições dele para fortalecer o país pra guerra que tava chegando com o Bloco Soviético, então o governo começa a promover campanhas pra introduzir a cultura do esporte e da atividade física, com o objetivo de fortalecer os soldados.55 Diante dessa crescente cultura da saúde, começam a aparecer alguns catálogos, tratamentos e produtos inovadores pra queima de calorias e melhora da massa muscular, além de revistas especializadas em fitness e fisiculturismo que tratavam essas práticas como coisas de macho. Nesse cenário surge a contraparte masculina do pin-up, o beefcake, um estilo de fotografia e publicações relacionadas que mostravam caras musculosos em poses atléticas, com a intenção superficial de distribuir esses panfletos como uma revista de fitness, mas com a visão escondida de viado do autor, feita pro consumo aberto de homens gays e bissexuais. Na arte beefcake, se destacam artistas como Bob Mizer, George Quaintance e Danny Fitzgerald, além de publicações como Physique Pictorial e The Male Figure, que vinham num formato parecido com um catálogo de modelos, com fotos de jovens fisiculturistas, uma lista das capacidades deles e suas medidas, e frequentemente posando de sunga ou suspensório pra driblar as regras de censura e as acusações de homossexualidade e sodomia.4 56

Em 1952, a Suprema Corte dos Estados Unidos decide que o cinema é protegido pela Primeira Emenda e pela Décima Quarta Emenda da Constituição (caso Joseph Burstyn, Inc v Wilson), enfatizando a liberdade de expressão como um elemento da produção audiovisual, o que vai abrir caminho pro nascimento do cinema exploitation nos anos seguintes.3 Em 1953, aparece a revista Playboy, fundada por Hugh Hefner com a intenção de resgatar o estilo de vida sexual do homem de classe média, revista que se tornou a primeira revista revista pornográfica de distribuição em massa no mesmo ano com o centerfold da Marilyn Monroe, embora a revista tenha enfrentado várias controvérsias por obscenidade até 1957.

Capa de The Third Sex (1959).
Após a Segunda Guerra Mundial, surgiram grupos juvenis que se opunham às filosofias do governo e suas políticas militares, cristalizando-se em subculturas como os greasers e os hipsters nos anos 1940, cuja identidade incluía apreciação musical, consumo e sexualidade mais relaxada, dando lugar à Geração Beat.57 No final dos anos 40 e início dos 50, Alfred Kinsey publicou uma série de estudos demográficos nos quais considerava a masturbação e a atração homossexual, estudos que revolucionaram o pensamento americano e detonaram os movimentos homossexuais ao revelar que a masturbação e a homossexualidade eram muito mais frequentes do que se imaginava.58 59 A Geração Beat se caracterizou pela forte crítica às políticas do governo americano e à sociedade conservadora, introduzindo temas como agnosticismo, espiritualidade alternativa, uso de drogas e uma ideia geral de tolerância em relação às raças segregadas e ao público LGBT, corrente na qual se destacam autores como Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William S. Burroughs.60

Na década de 50, surgiram gêneros mais explícitos do pulp, como o Men's Adventure, gênero voltado ao público masculino que continha histórias irreais que afirmavam ser verdadeiras, protagonizadas por um homem sobrevivente em relatos de morte, atacado por animais, mulheres loucas por sexo, exércitos comunistas, etc.61 62 63 Assim, no final dos anos 50, também apareceram outras abordagens mais explícitas, como as da editora Greenleaf Publications, editora de autores anônimos que se envolveu em várias controvérsias ao longo de sua história por publicar histórias pornográficas e, frequentemente, com alusões a sexo explícito, sexo em grupo, sexo casual, adultério, mestiçagem, assassinato, BDSM e homossexualidade.64

Em 1957, a Suprema Corte dos Estados Unidos da América decidiu que o Hicklin Test (parâmetros para considerar um trabalho como obsceno) era inválido e que se consideraria, no caso de o material ser classificado como obsceno por um padrão majoritário e carecer de valor artístico (Roth v United States).3 Esse caso permitiu a venda comercial de pornografia com qualidade de arte, que deixaria de ser arte quando mostrasse genitais femininos expostos (a jurisdição sobre o nu masculino como obsceno continuou até 1962), dando início ao período semi-legal da pornografia para homens héteros conhecido como Guerras Púbicas e permitindo que revistas como a Playboy continuassem no mercado nos anos 1960 como revista de "fotografia artística" e artigos respeitáveis de jornalismo.

Era sexploitation (1960-1969)[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]No começo dos anos 60, o Código Hays começa a enfraquecer por causa das insistências artísticas em proteger a Primeira Emenda e dos novos parâmetros de obscenidade (sexo é diferente de obsceno) que surgem depois das mudanças legais nas leis americanas, dando origem à Era de Ouro do Sexploitation, uma vertente do cinema exploitation que foca nos detalhes sexuais e no nu, com produção de filmes B e exibição em cinemas especiais chamados grindhouse (antecessores diretos dos cinemas pornô que apareceram nos anos 1970, dedicados a mostrar filmes exploitation e obrigados a seguir regras de entrada que só permitiam maiores de idade).65 66

Promocional de Promises! Promises! (1963).

O gênero Sexploitation foi super popular nos anos 60, usando propaganda erótica que mal cobria os requisitos oficiais de censura e avisava que a entrada era só pra maiores de idade; apesar de seguir a lei, o cinema sexploitation vivia se metendo em polêmicas de obscenidade.65 Alguns filmes do gênero incluem: The Twilight Girls (1961), Nude on the Moon (1961), Daughter of the Sun (1962), House of Women (1962), Satan in High Heels (1962), Scum of the Earth! (1963), Lorna (1964), Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965), Orgy of the Dead (1965), Mudhoney (1965), I Am Curious (1967), Space-Thing (1968), The Smashing Bird I Used to Know (1969), Language of Love (1969) e The Secret Sex Lives of Romeo and Juliet (1969). O Sexploitation atinge o pico da produção nos anos 1970 com a chegada do Porno Chic, usando novos gêneros como Nunsploitation, Women in Prison e Nazisploitation.

Em 1962, a Suprema Corte dos Estados Unidos decide, depois de barrar algumas revistas beefcake do correio por considerá-las obscenas e "não enviáveis", que o nu masculino deve se adequar aos Os mesmos parâmetros de obscenidade que se aplicavam ao nu feminino desde 1957 (MANual Enterprises v. Day).4 Nessa nova corrente de fotografia homoerótica masculina, surgem artistas como Jim French (fundador da COLT Studio Group, produtora de pornografia gay que terá grande importância no período do porno chic e da crise da AIDS), que aparecia em suas publicações sob o pseudônimo Rip Colt, e cineastas de cinema experimental como Kenneth Anger, com Scorpio Rising (1964), e Andy Warhol, com filmes como Blow Job (1964), Vinyl (1965) e Flesh (1968). Em meados dos anos 60, surge uma versão formal do Movimento de Libertação LGBT, que se intensifica a partir de 1969 com os Distúrbios de Stonewall, caracterizando-se por defender a ideia de que a eficácia do movimento está na visibilidade sexual.59 Na cultura gay, vem à tona a subcultura leather, uma subcultura sexual underground marcada pela influência greaser e pelo hipermasculinismo, que florescerá até os anos 1970.4

A subcultura hippie é fundamental no desenvolvimento da revolução sexual e na transição dos ideais sociais para o período do pós-modernismo cultural, já que impõe uma filosofia de sexualidade relaxada, inclusiva e tolerante em relação a temas socialmente condenados, como a fornicação (mudando os ideais matrimoniais que ligavam a mulher à castidade e ao recato), a interracialidade (transformando as visões sociais sobre a mistura de raças e favorecendo o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos), a homossexualidade (favorecendo o surgimento político da identidade LGBT e seus movimentos sociais posteriores) e o sexo alternativo (popularizando ideias que redefiniam as práticas sexuais, como sexo tântrico, sexo espiritual, sexo grupal, sexo casual e heteroflexibilidade).67 68 69 A segunda onda do feminismo nasce na segunda metade do século XX com a publicação internacional de Le Segundo Sexo (O Segundo Sexo; 1949) de Simone de Beauvoir em 1953.70 O movimento é influenciado pela venda livre de anticoncepcionais orais e pelo surgimento de uma literatura que analisava de forma crítica as posturas do sexismo, a liberdade procriativa e os papéis de gênero tradicionais na mulher, como os ensaios *Sex and the Single Girl* (1961) de Helen Gurley Brown e *The Feminine Mystique* (1963) de Betty Friedan.71 72

Em 1965, surge a revista inglesa *Penthouse* sob a direção de Bob Guccione, mas ganha alcance internacional com a publicação nos Estados Unidos em 1969, com a intenção principal de competir com o conteúdo da revista *Playboy*. Ela se caracterizava por fotografia muito mais ousada, que mostrava bucetas e pentelhos, numa tentativa de atrair o público masculino que buscava cenas mais picantes. Nos anos seguintes, a *Penthouse* redefiniu a pornografia ao incluir fotos *hardcore* com sexo penetrativo, além de ser a primeira revista a mostrar vulvas e cus femininos de forma gráfica.73

Em 1969, a Suprema Corte dos Estados Unidos retirou as acusações contra um homem que possuía pornografia em vídeo para uso pessoal (Stanley v. Georgia).3 No mesmo ano, a Dinamarca se tornou o primeiro país a legalizar a pornografia, o que resultou na alta produção de filmes com material pornográfico entre 1970 e 1974.74

Porno chic (1970-1989)[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]Veja também: Era de Ouro do Porno
A recente legalização da pornografia na Dinamarca permitiu a produção de dois documentários fundamentais na história da pornografia: *Censorship in Denmark: A New Approach* (1970) e *Sexual Freedom in Denmark* (1970), documentários que foram exibidos publicamente nos Estados Unidos. *Censorship in Denmark: A New Approach* (1970) continha várias formas de pornografia e sexo real, iniciando a categoria de sexo real (inglês: *unsimulated sex*) no cinema mainstream, desafiando conceitos como sexo simulado, embora essa categoria já tivesse alguns antecedentes em filmes europeus como *Un Chant d'Amour* (1950), *Gift* (1966) e a série documental *They Call Us Misfits* (1967).74 Os documentários driblaram as políticas de censura nos EUA por seu "conteúdo educativo", já que formalizavam um tema de "importância social", redefinindo a moral americana sobre a exibição aberta de pornografia.3 No início dos anos 70, começaram a ser produzidos, em massa, uma grande quantidade de filmes eróticos ou pornográficos na Dinamarca, com destaque para a série de filmes *Bedside-films* (1970-1976) e a série *Zodiac-films* (1973-1978).

Promocional de *Deep Throat* (1972).
*Mona the Virgin Nymph* (1970) foi o primeiro filme pornográfico a ter ampla distribuição e arrecadação financeira. O filme conta a história de uma mulher chamada Mona que promete à mãe permanecer virgem até o casamento; por controvérsias legais, o filme original teve que ser exibido sem créditos de atores, sob produção anônima (mais tarde foi revelado que foi produzido por Bill Osco e dirigido por Michael Benveniste e Howard Ziehm), que o distribuiu por vários cinemas pornô e teatros *grindhouse* nas principais cidades dos Estados Unidos.75 Um ano depois, *Boys in the Sand* (1971) se torna o primeiro filme pornográfico gay com maior distribuição aberta e arrecadação. econômica, além de ser o primeiro filme pornográfico a exibir créditos de atores e o primeiro filme pornográfico a parodiar o título de um filme (paródia do título do filme The Boys in the Band).76

Deep Throat (1972) é consagrado como o filme pornográfico de maior distribuição e arrecadação na década de 1970, consagrado como um ícone da revolução sexual e um ícone do porno chic (Era de Ouro da Pornografia), período em que ver pornografia se tornou algo chique (com estilo, com classe, popular).3 Deep Throat incluiu uma trama absurda que conectava as cenas de sexo, além de uma trilha sonora chillout com várias faixas de gêneros como funk e lounge. O filme teve um grande alcance nos Estados Unidos e em outros países, embora estivesse sujeito às jurisdições sobre pornografia, por isso foi proibida sua exibição em algumas localidades dos Estados Unidos. O filme continha créditos com pseudônimos como "Lou Perry" para o produtor Louis Peraino e "Linda Lovelace" para a atriz principal Linda Susan Boreman, além de humor ocasional e efeitos sonoros humorísticos de fundo como sinos e pirotecnia para enfatizar os orgasmos de Lovelace.77

Após os distúrbios no Stonewall Inn em 1969, a comunidade LGBT ganhou maior visibilidade social, nessa tendência surge uma nova cultura de homens gays na Califórnia conhecida como Castro clone, cultura que se apropriava das características do homem homossexual da classe trabalhadora.78 Da mesma forma, surge na cultura popular a subcultura leather que havia se mantido em segredo por várias décadas desde a Segunda Guerra Mundial, subcultura fundamental na perspectiva homossexual da pornografia e da indústria do sexo. Tom of Finland é o maior ícone do leather, responsável por posicionar o leather e outros fetiches (marinheiros, operários, motoqueiros e cowboys) dentro do imaginário da pornografia gay com seus quadrinhos e arte hipermasculinista que exaltava o tamanho dos genitais e bundas dos personagens dela e que enfatizava cenas hipersexualizadas de sexo pesado, BDSM e cruising.79

Em 1973, a Suprema Corte dos Estados Unidos da América determinou que, para considerar um trabalho como obsceno, devem ser seguidos os parâmetros do Miller Test: (1) se uma pessoa média, considerando padrões "da comunidade", considera o trabalho, em sua totalidade, como uma obra de interesse lascivo; (2) se o trabalho retrata, de maneira ofensiva, atos cuja representação uma lei claramente proíbe; e (3) se o trabalho, tomado em sua totalidade, carece de valor do ponto de vista literário, artístico, político ou científico (Miller v California). O trabalho só seria considerado obsceno quando esses três parâmetros estivessem presentes, o que finalmente permitiu a "legalidade da pornografia", já que a maioria dos trabalhos cinematográficos e impressos não cumpria esses três parâmetros.3 Essa modificação legal e a popularidade do VHS como dispositivo doméstico permitiram a distribuição em massa da pornografia nesse formato até o final da década de 1990, quando a Internet começou a ganhar popularidade e o formato DVD se industrializou.

Promocional de Farmer's Daughters (1976).
Alguns filmes pornográficos significativos do período porno chic depois de Deepthroat incluem: Behind the Green Door (1972), The Devil in Miss Jones (1973), Resurrection of Eve (1973), The Cheerleaders (1973), Memories Within Miss Aggie (1974), The Private Afternoons of Pamela Mann (1974), Flesh Gordon (1974), Sensations (1975), The Story of Joanna (1975), A Dirty Western (1975), Alice in Wonderland (1976), Through the Looking Glass (1976), The Opening of Misty Beethoven (1976), Spirit of Seventy Sex (1976), Inside Jennifer Welles (1977), Debbie Does Dallas (1978), Pretty Peaches (1978), Inside Désirée Cousteau (1979), Taboo (1980), Talk Dirty to Me (1980), Insatiable (1980), Nightdreams (1981), Café Flesh. (1982) e Reel People (1984). Alguns produtores do porno chic incluem Bill Osco, Alex de Renzy e Radley Metzger; alguns atores incluem: Linda Lovelace, Marilyn Chambers, Annette Haven, Georgina Spelvin, John Holmes, Johnnie Keyes, Kay Parker, Robert Kerman, Annie Sprinkle, Candida Royalle, Juliet Anderson, Harry Reems, John Leslie, Ron Jeremy, Paul Thomas, Desireé Cousteau, Jennifer Welles, Gloria Leonard, Billy Dee, Lisa De Leeuw, Jacqueline Lorains, Colleen Brennan, Nina Hartley, Seka, Traci Lords, Taija Rae e Vanessa del Rio.

Alguns filmes de pornografia gay no porno chic incluem: *Nights in Black Leather* (1973), *That Boy* (1974), *Kansas City Trucking Co.* (1976), *El Paso Wrecking Corp.* (1978), *A Night at the Adonis* (1978), *L.A. Tool & Die* (1979) e *The Bigger the Better* (1984). Jean-Daniel Cadinot é um dos produtores de pornografia gay mais famosos do período do porno chic. Alguns atores do porno chic incluem: Zebedy Colt, Jamie Gillis, Peter Berlin e Jack Wrangler.

Na era do exploitation e do cinema gore nos anos 70, surge um filme que definiu as posturas feministas sobre a pornografia, *Snuff* (1976). O filme retratava a história de uma mulher envolvida numa seita ocultista numa região da Argentina, que é assassinada após ser abusada sexualmente por homens de identidade desconhecida. O filme, apesar de ter cenas de sexo real, não foi classificado como filme pornográfico e foi promovido como filme snuff (meses depois, descobriu-se que o assassinato visto no filme foi encenado, embora tenha popularizado as lendas urbanas de assassinato real no cinema e, claro, o termo snuff na cultura popular). O filme detonou a crítica feminista por retratar o assassinato sem sentido de uma mulher inocente que é objeto de abuso sexual, avivando as críticas ao sexismo na pornografia e à submissão da mulher para o prazer do homem na indústria do sexo e da prostituição. Essa filosofia intensificou as guerras feministas pelo sexo (debates feministas entre os anos 1970 e 1980 que abordaram posições sobre temas como pornografia, indústria do sexo, prostituição, homossexualidade, bissexualidade, transgeneridade e BDSM) e dividiu o feminismo em duas ideologias: o feminismo antipornografia, que vê a pornografia como um símbolo sexista de repressão e submissão da mulher, e o feminismo pró-sexo, que enxerga a pornografia como uma representação de empoderamento e liberdade sexual autônoma da mulher.

Diante dos novos cenários feministas e da diversidade de opiniões sobre a pornografia, surge a revista Playgirl em 1973, consagrando-se como a primeira revista pornográfica com enfoque feminista (definindo o que hoje se conhece como pornografia feminista ou female friendly). A Playgirl foi voltada para mulheres heterossexuais como uma resposta antissexista à revista Playboy, pois se caracterizou por fotos no estilo beefcake de homens fisicamente atraentes (razão pela qual uma parcela considerável de seus consumidores são homens gays) e, ocasionalmente, fotos de cenas hardcore que eram mais sensíveis ao gosto feminino, já que enfatizavam o erotismo e outros elementos sensuais que contrastavam com a pornografia grosseira de publicações como Playboy, Hustler e Penthouse.

Pornografia contemporânea[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]Capa do My First Sex Teacher Vol. 18.
Em meados dos anos 90, a pornografia surgiu em formato DVD, permitindo uma distribuição maior de material erótico. Entre 1995 e 2000, várias produtoras de pornografia entraram na Internet e abriram os sites oficiais de suas marcas, como a revista Playboy em 1994 e a revista Hustler em 1995. No mesmo ano, o serviço de videoconferência ficou acessível na Internet, possibilitando a capitalização de câmeras ao vivo e serviços de sexo virtual. O anonimato, a acessibilidade e o baixo custo transformaram a Internet num depósito imbatível de pornografia a partir dos anos 2000, dando aos usuários acesso a conteúdo, vídeos, fotos, jogos e serviços como sex cams e hookups, embora também tenha permitido um alcance anônimo de pornografia ilegal.

No final dos anos 90, a atriz Jenna Jameson foi consagrada como The Queen of Porn (A Rainha do Porno). Jameson se tornou a imagem da indústria pornográfica com uma carreira de quinze anos (1993-2008) que a colocou como a atriz pornô mais famosa, com mais de 100 filmes, incluindo: Up and Cummers 11 (1994), Flashpoint (1998), Virtual Sex with Jenna Jameson (1999) e Brianna Loves Jenna (2001). O filme pornô mais vendido da história é a sex tape de Pamela Anderson e Tommy Lee.

Os sites públicos de hospedagem de vídeos Pornhub, Redtube e YouPorn surgiram na segunda metade dos anos 2000, atualmente marcas administradas pela empresa de inteligência computacional Manwin Media (MindGeek). A Manwin Media é a maior companhia de pornografia online do mundo, com estúdios pornôs como Brazzers, Men.com, Digital Playground, Reality Kings, Mofos, JuicyBoys e Tranny Surprise, além de páginas de compartilhamento de vídeos como Pornhub, Redtube, YouPorn, Tube8, XTube, Spankwire, Keezmovies, Extremetube, Sextube e GayTube. Os estúdios online de pornografia registram, atualmente, suas vendas. Em assinaturas e membresias de acesso garantido, além de que a maioria inclui lojas online que vendem as produções próprias da companhia em DVD ou Blu-ray, além de brinquedos sexuais, roupas, memorabilia, etc. A grande maioria dos estúdios pornográficos adota a tecnologia HD para filmar suas produções, além de se promoverem em sites de hospedagem de vídeos e serviços de namoro online e pegação. Sites como Vimeo e Tumblr, por terem termos de conteúdo não tão rígidos, permitem a circulação de pornografia em suas plataformas, apesar de não serem sites pornográficos, o que mostra uma nova cultura (Geração XXX) acostumada com pornografia.
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Tipos de pornografia[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]Embora possam ser feitas várias classificações de acordo com os participantes, a temática ou as posições, uma forma muito comum de agrupar os gêneros pornográficos é do menos ao mais explícito (sejam as poses ou as ações representadas). Dessa forma, teríamos: Softcore[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]Artigo principal: Porno softcore
É o gênero pornográfico onde as cenas de sexo não são mostradas de forma explícita. No cinema e na TV, em especial, não inclui closes de genitais (masculinos nem femininos) e também não mostra em detalhes penetrações e boquetes. Os atores ou modelos geralmente cobrem partes do corpo. Esse gênero já foi e ainda é praticado por muitas mulheres e homens mais ou menos famosos, como a Demi Moore no filme *Striptease*. Também é usado na publicidade, embora esse uso tenha sido criticado por organizações feministas.

Mediumcore ou pornografia convencional[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]É aquela onde os modelos mostram o corpo inteiro em poses mais ou menos provocantes.

As famosas revistas Playboy ou Penthouse são talvez os exemplos mais conhecidos desse tipo de pornografia. Apesar de existirem classificações que as colocam na categoria anterior.

Hardcore[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]Artigo principal: Porno hardcore
É o gênero pornográfico mais extremo, já que mostra explicitamente o ato sexual, seja vaginal, anal ou oral, ou com aparelhos ou qualquer outro tipo de utensílio.

Esse tipo de pornografia se subdivide de acordo com a orientação sexual: heterossexual, homossexual (masculino ou feminino) e bissexual. Os primeiros filmes pornográficos e a grande maioria dos filmes atuais são heterossexuais; os filmes gays são os segundos mais vendidos e produzidos. Existe também a variante do gênero transexual (homens transformados em mulheres por meio do consumo de hormônios e uso de roupas femininas) e a zoofilia (atos sexuais com animais).

Pós-porno[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar][editar]O pós-porno busca deliberadamente subverter as regras do pornô tradicional (e, com isso, dos modelos de sexualidade que o sustentam) com fins políticos (servir como meio para a articulação de outras sexualidades possíveis, alheias aos cânones hegemônicos).81

O conceito «pós-porno» foi introduzido pelo fotógrafo erótico Wink van Kempen e popularizado pela ativista, trabalhadora sexual e artista Annie Sprinkle. Ele se desenvolve na década de 1990 nos EUA e Canadá, conectado com o ativismo queer e o pós-feminismo.82 Surgiu como um novo estatuto da representação sexual: através de uma desconstrução da heteronormatividade e naturalização, Sprinkle nos fez pensar no sexo como uma categoria aberta para o uso e apropriação do prazer, além do quadro de vitimização da censura e do tabu. O movimento continua ativo hoje e corresponde a um ambiente criativo e revolucionário que nos convida a refletir sobre o que é uma imagem pornográfica, o que é o gênero e tudo o que, em suma, o chamado transfeminismo propõe.83 84

É trabalho da pós-pornografia fazer com que sexualidades outras e novas formas de foder saltem para o panorama público e, portanto, político; seu discurso crítico revisa a história do pornô a partir do pós-feminismo e das lutas homossexuais para ganhar um espaço de representação e consumo da sexualidade e permitir a visibilização do outro, antes ausente na pornografia. O pós-porno, compreendido como representação própria do movimento queer, abriga em seu centro dinâmicas de empoderamento, em estreita relação com estratégias de apropriação; é tomada de poder em si mesmo, mas também representação de apropriações possíveis e, portanto, criador de realidades dissidentes do discurso normativo.85[/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar][/editar]

1 comentários - Porno gostoso