Uma das descobertas mais surpreendentes dos últimos anos foi o redescobrimento do ponto G. Com ele, surgiu um conceito ainda mais revolucionário, que é a presença de uma verdadeira ejaculação feminina.
Todo mundo sabe que a mulher produz uma secreção vaginal na hora da excitação, que serve pra lubrificar as paredes da buceta pra que a penetração não seja dolorosa.
No começo, achavam que o relato de várias pacientes sobre expelir um líquido abundante durante o sexo era só essa lubrificação vaginal.
Mas vários pesquisadores foram estudar o fenômeno a fundo e chegaram à conclusão que, em algumas mulheres, além da lubrificação vaginal, sai um líquido pela uretra (o cano da urina) na hora do sexo.
Esse líquido não é urina. Física e quimicamente, ele é diferente da urina, e o fato de sair pela uretra descarta a ideia inicial de que é só lubrificação vaginal.
A ejaculação feminina acontece bem na hora do orgasmo, principalmente em mulheres que manjam das técnicas de estimulação do ponto G (num próximo artigo).
Essa informação é super útil na clínica, porque algumas mulheres acham que tão mijando durante o sexo, e isso trava demais o desempenho sexual delas.
Por outro lado, várias pacientes já foram operadas da bexiga porque tanto o médico quanto a paciente achavam que era um caso de incontinência urinária.
Sabemos que não é incontinência urinária porque acontece mesmo quando a mulher já mijou antes do sexo. Além disso, diferente da incontinência urinária clássica, esse líquido só sai durante o ato sexual, não com esforço físico.
Na prática, os casais percebem que não é urina porque essa secreção não tem cheiro de mijo, e mesmo quando é abundante e molha os lençóis, não vem com aquele cheirinho de urina tão característico.
Do ponto de vista médico, o diagnóstico é relativamente simples. Pede-se para o casal coletar uma amostra do líquido e analisar microscopicamente para diferenciar da urina.
É preciso ser clara: Nem todas as mulheres apresentam a ejaculação feminina, e em vários casos é um problema de retenção de urina.
O que é certo é que um grupo considerável de mulheres experimenta esse fenômeno, que é visto por ambos os membros do casal como mais um deleite no mundo dos prazeres do sexo.
_________
Muitas mulheres experimentam a saída desse líquido durante o sexo. Quando você é bem estimulada, atinge a excitação e é mais provável que chegue ao orgasmo, que causa as contrações rítmicas dos músculos pélvicos, que produzem essa secreção vaginal abundante, também conhecida como ejaculação feminina. Essa secreção vaginal abundante é normal em mulheres que a possuem, e nem todas as mulheres conseguem secretá-la em abundância para ser notada. Quanto mais estimulação clitoriana e vaginal você tiver, maior será "o jatinho" que você secreta, senão será apenas um líquido que escorre, nada mais.
Nem toda mulher tem ejaculação feminina, mas a maioria experimenta algum grau de liberação dessa secreção, embora em muitas possa ser quase imperceptível ou ser absorvida para dentro do corpo.
Como ela vem das glândulas parauretrais ou de Skene* e é expelida pela uretra, muitas mulheres acham erradamente que é xixi escapando por incontinência durante o sexo, e isso causa uma baita inibição na hora da transa.
Como sai bem na hora do orgasmo, esse fluido vaginal também é diferente daquele que é gerado no momento da excitação feminina e que tem como objetivo te lubrificar pra facilitar a penetração. Ainda não se sabe por que rola a ejaculação feminina se a mulher já não precisa dela pra lubrificação.
Portanto, a recomendação é que você pare de se obcecar em não molhar os lençóis durante o sexo. Longe de ser desconfortável ou um obstáculo pro seu prazer sexual, curte esse excesso de lubrificação e sente como mais um deleite no enorme mundo dos prazeres do sexo.
O que são as glândulas de Skene e onde ficam localizadas?
Se a gente contar os buracos que tem ali, vai perceber que: acima da entrada da buceta fica o buraco da uretra, que é por onde a mulher faz xixi. Um pouco mais pra baixo, estão as glândulas de Skene, uma de cada lado da entrada da buceta. Atrás desses buracos, fica a saída dos dutos das glândulas de Skene. Elas desembocam nas paredes da uretra feminina, através de buraquinhos e lacunas na camada interna da uretra.
Tem mais dois buracos mais pra baixo, que são as glândulas de Bartolini.
Aliás, como as glândulas de Skene estão na parede da frente da buceta, ao redor do buraco externo da uretra, elas tão bem ligadas à área onde foca o tal do ponto G.
Essas glândulas também são conhecidas por alguns autores como glândulas uretrais, parauretrais, glândulas vestibulares menores, ponto U e próstata feminina.
O que elas têm a ver com a sexualidade feminina?
Na real, elas são uma parte importante da resposta sexual feminina, porque essas glândulas são as responsáveis por produzir e soltar um líquido. É durante a excitação sexual feminina que as glândulas de Skene produzem e enchem de um líquido que vai ser solto depois da fase do orgasmo.
Não é xixi, como muita gente pensa. Na verdade, é um líquido alcalino secretado pelas glândulas de Skene, composto de creatinina, uma enzima chamada fosfatase ácida prostática (FAP), a proteína PSA, glicose e frutose. Essas substâncias foram encontradas no conteúdo da ejaculação feminina. A quantidade de líquido varia de só umas gotas até meio litro, e também é proporcional à duração do orgasmo da mulher. E essa relação orgasmo/ejaculação é o que torna isso, aos olhos dos amantes, algo muito gostoso. extraordinário.
Esse líquido geralmente é expelido sem precisar atingir o orgasmo, principalmente quando as glândulas estão transbordando de fluido e, como resultado, deixam ele escorrer aos poucos. É bem parecido com o que acontece no corpo dos homens: a produção de muco e esperma continua, gerando uma ejaculação noturna quando não houve atividade sexual por um tempo.
Então isso é algo novo?
Como parte das validações científicas dos últimos tempos, pode até parecer, mas a maioria desconhece os seguintes dados: foi o médico grego Hipócrates que, no século IV a.C., descreveu uma substância chamada "sêmen feminino". Outro dado: em 1672, Regnier de Graaf propôs a existência de uma próstata feminina. E, por último, o nome dessas glândulas se deve à descoberta e descrição feitas pela primeira vez pelo ginecologista escocês Alexander Skene, lá no século XIX.
Isso quer dizer que o orgasmo e a ejaculação não são apenas duas fases distintas, mas também estão intimamente ligados?
A resposta sexual é dividida em seis fases: excitação, platô, orgasmo, ejaculação, resolução e período refratário. Mas cada uma dessas fases está intimamente ligada entre si, e muitas vezes essa conexão é tão sutil que a pessoa nem percebe as diferenças entre uma e outra, especialmente quando falamos das fases do orgasmo e da ejaculação. Ao longo dos anos, na minha experiência profissional, descobri que a maioria das mulheres que têm uma vida sexual plena e que já experimentaram orgasmos intensos são as que ejaculam com mais frequência. Mas também existem mulheres que ejaculam sem ter orgasmos profundos.
Sabemos de antemão que, para os seres humanos, os conceitos formados nas etapas de desenvolvimento são determinantes. Assim, posso te dizer que os elementos Coisas relevantes que permitem ou não uma mulher chegar à ejaculação têm a ver com as crenças, ideias, permissões e informações sobre a sexualidade.
Minha recomendação? O conhecimento básico de cada uma das partes que formam o corpo humano vai permitir que a pessoa entenda claramente para que elas foram feitas e o que vão trazer dentro da resposta sexual. As glândulas de Skene foram feitas para produzir a ejaculação feminina, e isso, por sua vez, permite que a mulher sinta sensações profundas de prazer. Mas outra parada importante é que esse processo liberta a mulher da carga negativa que, por séculos, fizeram ela acreditar. A mulher é capaz de sentir e experimentar desejo sexual e resoluções prazerosas profundas, sem vergonha e sem preconceitos morais arcaicos.
Todo mundo sabe que a mulher produz uma secreção vaginal na hora da excitação, que serve pra lubrificar as paredes da buceta pra que a penetração não seja dolorosa.No começo, achavam que o relato de várias pacientes sobre expelir um líquido abundante durante o sexo era só essa lubrificação vaginal.
Mas vários pesquisadores foram estudar o fenômeno a fundo e chegaram à conclusão que, em algumas mulheres, além da lubrificação vaginal, sai um líquido pela uretra (o cano da urina) na hora do sexo.
Esse líquido não é urina. Física e quimicamente, ele é diferente da urina, e o fato de sair pela uretra descarta a ideia inicial de que é só lubrificação vaginal.
A ejaculação feminina acontece bem na hora do orgasmo, principalmente em mulheres que manjam das técnicas de estimulação do ponto G (num próximo artigo).
Essa informação é super útil na clínica, porque algumas mulheres acham que tão mijando durante o sexo, e isso trava demais o desempenho sexual delas.
Por outro lado, várias pacientes já foram operadas da bexiga porque tanto o médico quanto a paciente achavam que era um caso de incontinência urinária.
Sabemos que não é incontinência urinária porque acontece mesmo quando a mulher já mijou antes do sexo. Além disso, diferente da incontinência urinária clássica, esse líquido só sai durante o ato sexual, não com esforço físico.
Na prática, os casais percebem que não é urina porque essa secreção não tem cheiro de mijo, e mesmo quando é abundante e molha os lençóis, não vem com aquele cheirinho de urina tão característico.
Do ponto de vista médico, o diagnóstico é relativamente simples. Pede-se para o casal coletar uma amostra do líquido e analisar microscopicamente para diferenciar da urina.É preciso ser clara: Nem todas as mulheres apresentam a ejaculação feminina, e em vários casos é um problema de retenção de urina.
O que é certo é que um grupo considerável de mulheres experimenta esse fenômeno, que é visto por ambos os membros do casal como mais um deleite no mundo dos prazeres do sexo.
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Muitas mulheres experimentam a saída desse líquido durante o sexo. Quando você é bem estimulada, atinge a excitação e é mais provável que chegue ao orgasmo, que causa as contrações rítmicas dos músculos pélvicos, que produzem essa secreção vaginal abundante, também conhecida como ejaculação feminina. Essa secreção vaginal abundante é normal em mulheres que a possuem, e nem todas as mulheres conseguem secretá-la em abundância para ser notada. Quanto mais estimulação clitoriana e vaginal você tiver, maior será "o jatinho" que você secreta, senão será apenas um líquido que escorre, nada mais.
Nem toda mulher tem ejaculação feminina, mas a maioria experimenta algum grau de liberação dessa secreção, embora em muitas possa ser quase imperceptível ou ser absorvida para dentro do corpo.Como ela vem das glândulas parauretrais ou de Skene* e é expelida pela uretra, muitas mulheres acham erradamente que é xixi escapando por incontinência durante o sexo, e isso causa uma baita inibição na hora da transa.
Como sai bem na hora do orgasmo, esse fluido vaginal também é diferente daquele que é gerado no momento da excitação feminina e que tem como objetivo te lubrificar pra facilitar a penetração. Ainda não se sabe por que rola a ejaculação feminina se a mulher já não precisa dela pra lubrificação.
Portanto, a recomendação é que você pare de se obcecar em não molhar os lençóis durante o sexo. Longe de ser desconfortável ou um obstáculo pro seu prazer sexual, curte esse excesso de lubrificação e sente como mais um deleite no enorme mundo dos prazeres do sexo.
O que são as glândulas de Skene e onde ficam localizadas?Se a gente contar os buracos que tem ali, vai perceber que: acima da entrada da buceta fica o buraco da uretra, que é por onde a mulher faz xixi. Um pouco mais pra baixo, estão as glândulas de Skene, uma de cada lado da entrada da buceta. Atrás desses buracos, fica a saída dos dutos das glândulas de Skene. Elas desembocam nas paredes da uretra feminina, através de buraquinhos e lacunas na camada interna da uretra.
Tem mais dois buracos mais pra baixo, que são as glândulas de Bartolini.
Aliás, como as glândulas de Skene estão na parede da frente da buceta, ao redor do buraco externo da uretra, elas tão bem ligadas à área onde foca o tal do ponto G.
Essas glândulas também são conhecidas por alguns autores como glândulas uretrais, parauretrais, glândulas vestibulares menores, ponto U e próstata feminina.
O que elas têm a ver com a sexualidade feminina?
Na real, elas são uma parte importante da resposta sexual feminina, porque essas glândulas são as responsáveis por produzir e soltar um líquido. É durante a excitação sexual feminina que as glândulas de Skene produzem e enchem de um líquido que vai ser solto depois da fase do orgasmo.
Não é xixi, como muita gente pensa. Na verdade, é um líquido alcalino secretado pelas glândulas de Skene, composto de creatinina, uma enzima chamada fosfatase ácida prostática (FAP), a proteína PSA, glicose e frutose. Essas substâncias foram encontradas no conteúdo da ejaculação feminina. A quantidade de líquido varia de só umas gotas até meio litro, e também é proporcional à duração do orgasmo da mulher. E essa relação orgasmo/ejaculação é o que torna isso, aos olhos dos amantes, algo muito gostoso. extraordinário.
Esse líquido geralmente é expelido sem precisar atingir o orgasmo, principalmente quando as glândulas estão transbordando de fluido e, como resultado, deixam ele escorrer aos poucos. É bem parecido com o que acontece no corpo dos homens: a produção de muco e esperma continua, gerando uma ejaculação noturna quando não houve atividade sexual por um tempo.
Então isso é algo novo?
Como parte das validações científicas dos últimos tempos, pode até parecer, mas a maioria desconhece os seguintes dados: foi o médico grego Hipócrates que, no século IV a.C., descreveu uma substância chamada "sêmen feminino". Outro dado: em 1672, Regnier de Graaf propôs a existência de uma próstata feminina. E, por último, o nome dessas glândulas se deve à descoberta e descrição feitas pela primeira vez pelo ginecologista escocês Alexander Skene, lá no século XIX.
Isso quer dizer que o orgasmo e a ejaculação não são apenas duas fases distintas, mas também estão intimamente ligados?
A resposta sexual é dividida em seis fases: excitação, platô, orgasmo, ejaculação, resolução e período refratário. Mas cada uma dessas fases está intimamente ligada entre si, e muitas vezes essa conexão é tão sutil que a pessoa nem percebe as diferenças entre uma e outra, especialmente quando falamos das fases do orgasmo e da ejaculação. Ao longo dos anos, na minha experiência profissional, descobri que a maioria das mulheres que têm uma vida sexual plena e que já experimentaram orgasmos intensos são as que ejaculam com mais frequência. Mas também existem mulheres que ejaculam sem ter orgasmos profundos.
Sabemos de antemão que, para os seres humanos, os conceitos formados nas etapas de desenvolvimento são determinantes. Assim, posso te dizer que os elementos Coisas relevantes que permitem ou não uma mulher chegar à ejaculação têm a ver com as crenças, ideias, permissões e informações sobre a sexualidade.
Minha recomendação? O conhecimento básico de cada uma das partes que formam o corpo humano vai permitir que a pessoa entenda claramente para que elas foram feitas e o que vão trazer dentro da resposta sexual. As glândulas de Skene foram feitas para produzir a ejaculação feminina, e isso, por sua vez, permite que a mulher sinta sensações profundas de prazer. Mas outra parada importante é que esse processo liberta a mulher da carga negativa que, por séculos, fizeram ela acreditar. A mulher é capaz de sentir e experimentar desejo sexual e resoluções prazerosas profundas, sem vergonha e sem preconceitos morais arcaicos.
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