Como dunas inquietas sob a alva sangrenta do deserto,
as cúpulas soberbas do teu corpo
sorriem dos seus cumes corais.
Ardem cravos no topo,
coroas de fogo de templos proibidos,
onde o beijo dolorido encontra
seu alimento na penumbra da tarde.
Do teu peito, dois poemas túrgidos
me chamam com rubores eróticos;
entre canto e sussurros de sereia
me convidas a beber nos teus bicos.
De fogo e mel transbordam ambas as taças.
Bebo ansioso. A lua se enrubesce.
Brumário
0 comentários - Seus pezões gostosos