Perder la Virginidad, consejos para no sentir dolor

Outro dos muitos grandes mitos da sexualidade alega que “a primeira vez dói ou deve doer”, vai ter sangue e você pode acabar andando de pernas abertas por semanas. Muitas minas, por isso, chegam nessa primeira vez em que serão penetradas com medo e dúvidas. Mais do que uma poderosa convicção de serem merecedoras daquele momento mágico; que deveriam ter escolhido com plena responsabilidade e consciência. Espero que sim.

O processo esperado e saudável é que antes elas tenham tido experiências eróticas (de contato), de exploração e autoexploração, de vivenciar o desejo daquele ‘Já quero’, de excitação e daquelas primeiras e surpreendentes respostas sexuais. Claro, nesse mundo sexofóbico e desinformado, a maioria acabou surpresa e sem saber ‘se era normal’ que a boca enchesse de saliva, que a vulva ficasse molhada, que percebessem contrações uterinas, um inchaço do clitóris ou ereção dos mamilos. O corpo deu sinais daquele desejo sexual pleno, mas elas ficaram – como dizem as tias – ‘De bobeira’. Talvez ninguém tenha explicado as reações corporais que experimentariam nessas práticas eróticas. E nem vamos falar de autoerotismo, porque também uma grande porcentagem nem sequer olhou ou tocou ‘pra lá’, até que um gato bonito mostrou que elas tinham genitais.

Mas chega o dia, talvez planejado, quando o próprio desejo, o tesão, a pressão ou até a rebeldia (cada caso é um caso) levou elas a dizerem: este é OOOO DIA em que ‘vou deixar de ser virgem’: coisa igualmente subjetiva, porque elas podem já ter sido penetradas analmente antes, terem feito sexo oral ou clittage (roçar a vulva no pênis), ou já terem sido estimuladas manualmente na vulva. Cada uma dá o valor que quer a essa palavra poderosa e quase hilária, ‘Virgindade’.

Então, elas chegam ‘no matadouro’, convencidas de que vai doer. Já aí começamos mal. Lembrem-se do poder irrefutável da resposta sensorial motivada por razões psicológicas. Se você acredita que Você deu o sinal de que vai ter dor, é bem provável que ela apareça. O estímulo envolve uma série de comandos, inclusive o emocional.

Depois, vem a confirmação prática. Lá está a adolescente (geralmente. Nossa idade média atual de estreia fica entre 15 e 17 anos), com aquela carga emocional que a deixa não só nervosa, mas com medo. E, muito provavelmente, vai doer de verdade. Mais uma que entra pra estatística e vai reforçar o mito: ‘Dói’.

Os nervos, aquela mistura de ‘Quero, mas não quero’, de expectativa, vulnerabilidade, excitação pelo desconhecido é super normal; até gostosinha, é justamente uma das partes mais marcantes da experiência: aquela sensação que a gente repete poucas vezes na vida e no repertório sexual. As mesmas áreas do cérebro são ativadas, tipo quando você vai pular de bungee jump ou encarar a montanha-russa mais radical do parque de diversões, então o corpo se protege, se contrai e fica em alerta contra o que você, emocionalmente, vende pra ele como ‘perigo’. Então, claro, rola uma contração óbvia da região pélvica, dos músculos pubococcígeos, dos levantadores, do assoalho pélvico. A buceta, portanto, se fecha. Além disso, as glândulas não respondem da mesma forma e justamente as que promovem a lubrificação não vão funcionar 100%. Por isso muitas não entendem por que, se estão excitadas ou se em outras ocasiões sentiram a vulva encharcada, agora está seca, se-ca. Logicamente, com a contração do útero e do vestíbulo vaginal, junto com a pouca lubrificação, na hora que o querido parceiro tentar penetrar, mesmo que seja devagar ou ‘bem de leve’, dói, arde.

Mas não se assustem, queridas que estão prestes a começar as primeiras transas, ou aquelas que já se acostumaram a sentir dor no começo e podem até estar há anos na estrada. Tem uns ‘truques’ que desmentem essa parada.

Primeiro, é preciso conhecer o corpo, e não só na teoria. Os Os músculos de uma virgem estão rígidos, porque duvido muito que a mãe dela tenha dito desde a puberdade que ela devia fazer kegels. Por falta de mobilidade, eles estão atrofiados, novinhos. É preciso dar tônus a eles, isso desde já vai trazer milhares de benefícios pra vida toda. Façam contrações ânus-vaginais sempre que lembrarem, pelo menos uma série de 10. Principalmente quando estiverem nos preliminares, ou seja, no amasso, tentem fazer isso enquanto erotizam outras áreas com o parceiro. Essas contrações vão mandar mais sangue pra região pélvica (processo circulatório) e aumentar a capacidade de sentir os estímulos. Lembrem que o clitóris fica ereto com o sangue que chega na área. Dá até pra sentir uma excitação maior (tem quem chegue ao orgasmo só fazendo contrações). Isso vai começar a relaxar a região pélvica e o vestíbulo ou entrada da buceta, ao mesmo tempo que melhora a lubrificação.

Depois, peçam pro parceiro (atenção, senhores, isso vale pra todo mundo, mesmo que a mina não seja virgem) que — como já repetimos até a exaustão aqui — comecem erotizando todas as áreas longe da pelve. Muito beijo, carícias, roçadas desde a cabeça, a barriga, as pernas, principalmente na virilha, onde tem um ponto reflexo do clitóris. E já bem "trabalhadas", aí partam pra vulva. Se a lubrificação não estiver boa, ou seja, se ao tocar ainda estiver seca, podem passar nos dedos lubrificante à base d'água ou, na pior das hipóteses, um pouco de saliva, e massageiem começando pelos lábios grandes, depois os pequenos, o clitóris e, com o dedo indicador molhado e só um par de falanges, penetrem a buceta, pressionando com as pontas o vestíbulo pra baixo, na direção do períneo. Como se os dedos amortizassem subindo e descendo bem suavemente. Aí vão relaxar ainda mais a buceta.

Sempre que estiverem prontas, se sentirem prontas, excitadas, seguras, confiantes, amadas, e um longo etcétera, coloquem-se numa posição que permita Controlar a entrada do pau, como se estivessem montadas na pélvis dele. A maioria escolhe pela primeira vez o Papai e Mamãe, que deixa todo o controle da penetração pra ele, erro. Quem tem que medir a penetração é você, é você que sente até onde é confortável. Antes, claro, se CERTIFIQUEM de que ele colocou a camisinha direitinho e - de preferência - tenha passado por cima da camisinha (já colocada) umas gotinhas de lubrificante à base d'água, e vão deixando o pau entrar na buceta de vocês aos poucos. Deslizando o quadril. Se começar a doer, voltem no caminho, continuem estimulando e relaxando. Sem pressão, com paciência.

A sensação pode não ser ultra prazerosa no começo, mas também não deve doer, não e não. Com o tempo dessas primeiras tentativas de meter, ou de entrada do pau, acariciem o clitóris lubrificado, aumentem a excitação. Naqueles segundos em que já 'vai entrar', o nervosismo pode aumentar, então respirem, devagar, soltem o ar pela boca, e se permitam sentir o resto dos estímulos. Quando sentirem que o pau entrou por completo, não se joguem querendo meter na buceta igual filme pornô. Vocês, minas, mexam o quadril pra direções diferentes, devagar, até irem medindo quais roçadas dão mais prazer. A experiência de sentir pela primeira vez um pau enchendo a buceta de vocês merece que se deem espaço pra observar as sensações, ou melhor, senti-las, valha a redundância.

Então, ele poderá entrar em ação e meter ou mexer o quadril pra massagear a buceta com o pau dele. Não esquecer que, mesmo que não seja a primeira vez dele, ele vai estar nervoso e também vai ter que trabalhar as sensações dele (já preparo um post sobre a primeira vez deles), então compartilhem, se deem permissão pra expressar o que estão percebendo; ambos. Também importante, que - apesar de ser bem provável que ele esteja acostumado a se masturbar dando estímulos rápidos e fortes pra caralho - ele comece com metidas na buceta suaves, doces. Tão começando. Não exagerem.

A questão do hímen também é um tópico à parte. Nem toda mina tem hímen, nem toda tem ele flexível. Algumas têm ele rígido, então na primeira enfiada, vai romper e é provável que saia um pouco de sangue. Nem toda vai sangrar. Existem tantos e tantos tipos de hímen, assim como diferentes níveis de elasticidade nessa membrana, que é impossível saber como vai ser o seu até a hora. A forma em si não é o que importa agora, mas quanto mais rígido ele for, maiores as chances de que atravessar ele exija mais pressão. Por isso, mais lubrificação e mais relaxamento dos músculos. Principalmente pra evitar estourar a camisinha. Se rolar e sangrar um pouco, não se desesperem, vão ser só umas gotinhas, não achem que vai virar uma maré vermelha ali. É o sangue do rompimento da membrana, a buceta não é que sangra. Relaxa.

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