Valeu por aparecer
A indústria pornô nos EUA para por causa de casos de sífilis.
Nove casos de sífilis detectados nas últimas duas semanas assustam a indústria pornô em Los Angeles (Estados Unidos); um número de infectados que ainda pode aumentar segundo fontes oficiais do Departamento de Saúde desse Condado. Essa situação levou a pedir uma parada momentânea em nível nacional na produção de filmes enquanto o milhar de atores se submete a testes e se freia a transmissão dessa doença.
Uma indústria cinematográfica em crescimento que movimenta 1 bilhão de dólares por ano (801 milhões de euros) através de cerca de 11 mil filmes anuais, segundo explica o jornal The New York Times. Nos últimos seis anos, foram gravadas mais de 300 mil cenas de sexo, conforme informa a agência EFE.
"Ninguém se surpreende que nesse tipo de indústria ocorram com frequência doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). É um mundo onde se pratica regularmente o coito sem proteção e entre múltiplos atores", afirmou o doutor Jonathan Fielding, diretor do Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles, à agência The Associated Press. "E esse número de casos vai crescer conforme a investigação avançar", acrescentou. O primeiro caso foi detectado na quinta-feira passada, 16 de agosto.
Desde então, as autoridades alertaram todos que trabalham no mundo pornô - a maioria localizada no Vale de São Francisco, Califórnia - sobre o aumento de casos de sífilis na região. Os quatro mais recentes foram detectados nos parceiros cinematográficos dos primeiros infectados. "Todas as infecções foram entre pessoas que trabalham na indústria pornô, o que não sabemos é se se infectaram no set ou fora dele", sustentou Fielding.
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa doença é frequentemente chamada de "a grande imitadora" porque muitos de seus sintomas não se distinguem facilmente de outros. Essa patologia se transmite de Uma pessoa para outra através do contato direto com uma úlcera sifilítica que geralmente aparece nos genitais externos, na buceta, no cu ou no reto. Também pode sair nos lábios e na boca. A transmissão da bactéria rola durante as relações sexuais vaginais, anais ou orais.
Los Angeles aprovou em janeiro uma ordenança que obriga o uso de camisinha nas filmagens.
A associação de entretenimento adulto Free Speech Coalition (FSC) pediu na última segunda-feira a paralisação temporária das filmagens pornô em todo o país. "Sempre admirei como nossa indústria se une em momentos de necessidade. Sem dúvida, nossa prioridade é a saúde e o bem-estar dos nossos atores. Muito obrigado a todos os produtores que contribuíram ou vão contribuir com essa medida e a todos que vão cumprir essa pausa", disse em um comunicado a diretora executiva da FSC, Diane Duke, no dia do anúncio.
Além disso, essa organização aconselhou todos os atores a fazerem testes de detecção e garantirem que chegassem medicados contra essa DST nos sets. "Depois de tomar antibióticos, eles podem voltar a filmar em 10 dias", garantem dessa organização. Uma simples dose de penicilina pode curar uma pessoa que teve sífilis por menos de um ano, de acordo com dados do Centro de Prevenção de Doenças dos EUA. Se o doente teve a doença por mais tempo, seriam necessárias doses adicionais.
No ano passado, foram detectados 819 casos de sífilis só no Condado de Los Angeles, continuou Fielding. "Embora pareça que o número de casos na indústria é muito pequeno comparado com esses dados, o mundo do pornô tende a ter uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis."
No último dia 5 de julho, a proposta chamada O Condado de Los Angeles pelo Sexo Seguro na Indústria do Cinema Adulto foi aprovada. Essa norma propõe a obrigação do Uso da camisinha nesse setor e será votado em referendo no próximo dia 6 de novembro, no mesmo dia das eleições presidenciais dos EUA, segundo explica a AIDS Health Foundation no seu site.
Em janeiro, a Prefeitura da cidade de Los Angeles, um município onde muitos filmes pornô são gravados, aprovou uma lei que obriga o uso de camisinha nas filmagens. Essa norma entrou em vigor em março, mas sem definir os detalhes de como a fiscalização seria feita, informa a EFE. Além disso, os profissionais do cinema pornô são submetidos a exames frequentes para detectar doenças sexualmente transmissíveis.
Não é a primeira vez que rola uma parada temporária na indústria pornô. No ano passado, os maiores produtores interromperam por quase uma semana as filmagens por causa da descoberta de um caso de HIV, embora na época a própria FSC tenha determinado que era um falso positivo. Não foi assim em 2010, quando o ator pornô Derrick Burts foi diagnosticado com a doença e a confirmação do caso causou uma parada momentânea na indústria; algo que já tinha acontecido em 2004, quando o vírus HIV foi detectado em outros cinco atores.
A indústria pornô nos EUA para por causa de casos de sífilis.
Nove casos de sífilis detectados nas últimas duas semanas assustam a indústria pornô em Los Angeles (Estados Unidos); um número de infectados que ainda pode aumentar segundo fontes oficiais do Departamento de Saúde desse Condado. Essa situação levou a pedir uma parada momentânea em nível nacional na produção de filmes enquanto o milhar de atores se submete a testes e se freia a transmissão dessa doença.Uma indústria cinematográfica em crescimento que movimenta 1 bilhão de dólares por ano (801 milhões de euros) através de cerca de 11 mil filmes anuais, segundo explica o jornal The New York Times. Nos últimos seis anos, foram gravadas mais de 300 mil cenas de sexo, conforme informa a agência EFE.
"Ninguém se surpreende que nesse tipo de indústria ocorram com frequência doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). É um mundo onde se pratica regularmente o coito sem proteção e entre múltiplos atores", afirmou o doutor Jonathan Fielding, diretor do Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles, à agência The Associated Press. "E esse número de casos vai crescer conforme a investigação avançar", acrescentou. O primeiro caso foi detectado na quinta-feira passada, 16 de agosto.
Desde então, as autoridades alertaram todos que trabalham no mundo pornô - a maioria localizada no Vale de São Francisco, Califórnia - sobre o aumento de casos de sífilis na região. Os quatro mais recentes foram detectados nos parceiros cinematográficos dos primeiros infectados. "Todas as infecções foram entre pessoas que trabalham na indústria pornô, o que não sabemos é se se infectaram no set ou fora dele", sustentou Fielding.
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Essa doença é frequentemente chamada de "a grande imitadora" porque muitos de seus sintomas não se distinguem facilmente de outros. Essa patologia se transmite de Uma pessoa para outra através do contato direto com uma úlcera sifilítica que geralmente aparece nos genitais externos, na buceta, no cu ou no reto. Também pode sair nos lábios e na boca. A transmissão da bactéria rola durante as relações sexuais vaginais, anais ou orais.
Los Angeles aprovou em janeiro uma ordenança que obriga o uso de camisinha nas filmagens.
A associação de entretenimento adulto Free Speech Coalition (FSC) pediu na última segunda-feira a paralisação temporária das filmagens pornô em todo o país. "Sempre admirei como nossa indústria se une em momentos de necessidade. Sem dúvida, nossa prioridade é a saúde e o bem-estar dos nossos atores. Muito obrigado a todos os produtores que contribuíram ou vão contribuir com essa medida e a todos que vão cumprir essa pausa", disse em um comunicado a diretora executiva da FSC, Diane Duke, no dia do anúncio.
Além disso, essa organização aconselhou todos os atores a fazerem testes de detecção e garantirem que chegassem medicados contra essa DST nos sets. "Depois de tomar antibióticos, eles podem voltar a filmar em 10 dias", garantem dessa organização. Uma simples dose de penicilina pode curar uma pessoa que teve sífilis por menos de um ano, de acordo com dados do Centro de Prevenção de Doenças dos EUA. Se o doente teve a doença por mais tempo, seriam necessárias doses adicionais.
No ano passado, foram detectados 819 casos de sífilis só no Condado de Los Angeles, continuou Fielding. "Embora pareça que o número de casos na indústria é muito pequeno comparado com esses dados, o mundo do pornô tende a ter uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis."
No último dia 5 de julho, a proposta chamada O Condado de Los Angeles pelo Sexo Seguro na Indústria do Cinema Adulto foi aprovada. Essa norma propõe a obrigação do Uso da camisinha nesse setor e será votado em referendo no próximo dia 6 de novembro, no mesmo dia das eleições presidenciais dos EUA, segundo explica a AIDS Health Foundation no seu site.
Em janeiro, a Prefeitura da cidade de Los Angeles, um município onde muitos filmes pornô são gravados, aprovou uma lei que obriga o uso de camisinha nas filmagens. Essa norma entrou em vigor em março, mas sem definir os detalhes de como a fiscalização seria feita, informa a EFE. Além disso, os profissionais do cinema pornô são submetidos a exames frequentes para detectar doenças sexualmente transmissíveis.
Não é a primeira vez que rola uma parada temporária na indústria pornô. No ano passado, os maiores produtores interromperam por quase uma semana as filmagens por causa da descoberta de um caso de HIV, embora na época a própria FSC tenha determinado que era um falso positivo. Não foi assim em 2010, quando o ator pornô Derrick Burts foi diagnosticado com a doença e a confirmação do caso causou uma parada momentânea na indústria; algo que já tinha acontecido em 2004, quando o vírus HIV foi detectado em outros cinco atores.
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