Como achar o Ponto G da buceta

Como encontrar o PONTO G femininoComo achar o Ponto G da bucetaEste é um post antigo que a gente editou no começo deste blog. Enquanto a gente tá atualizando e colocando tudo no ar de novo, tô trazendo aqui esse texto que o Steki escreveu e que é o que mais atrai visita pra cá.

Espero que ajude e, cê sabe, daqui a pouco a gente volta. Beijos!!
Sophie

POST ORIGINAL

Finalmente, meninas, vou contar pra vocês o que tanto me pediram pra revelar:
Minha própria experiência com o Ponto G.

E os caras, também fiquem ligados porque, no texto, vocês vão achar o Ponto G de vocês também.
Primeiro, vou dar a versão profissional, que vai estar bem mais explicada, pelo menos na teoria.
Então... presta bem atenção!

Ponto G

O ponto de Gräfenberg, mais conhecido como ponto G, batizado assim em homenagem a quem descobriu, o ginecologista alemão Ernst Gräfenberg, é uma pequena área da região genital das mulheres, localizada atrás do osso púbico e ao redor da uretra. É a mesma coisa que, ou parte de, a uretra esponjosa, onde ficam as glândulas de Skene.
Dizem que a estimulação do ponto G (através da parede frontal da buceta) provoca um orgasmo mais intenso e satisfatório, e é possivelmente a causa da ejaculação feminina. Essa estimulação exige uma empurrada meio que ao contrário do que é preciso pra chegar no auge da excitação do clitóris com o pau.
Muitos livros sobre sexo aconselham os casais que não conseguem fazer a mulher gozar a considerar a estimulação do ponto G como uma técnica sexual.

Um número crescente de especialistas acredita que o motivo pelo qual a estimulação dessa área causa um orgasmo "pra fora" e até a ejaculação feminina é que o ponto G evoluiu pra ser um "gatilho" do parto. A cabeça do bebê empurra esse ponto durante o parto, o que parece disparar a última fase de empurrar. Isso resulta, durante a estimulação sexual normal, numa contração mais forte da buceta.

O ponto G Pode não ser apenas um ponto discreto. Na verdade, alguns cientistas, como Natalie Angier, defendem que se trata do conjunto de nervos profundos do clitóris quando passam pelos tecidos para se conectar com a coluna vertebral. O clitóris tem raízes profundas e pode mudar de tamanho e ligeiramente de posição conforme os níveis hormonais variam nas diferentes fases da vida de uma mulher.
Um pau curvado para cima tem a habilidade natural de exercer mais pressão na parede frontal da buceta. Se um pau não for curvado para cima, então podem ser necessárias diferentes posições sexuais. Por exemplo, um cara cujo pau se curva para baixo pode achar que a penetração por trás é mais adequada para estimular o ponto G, já que a curva vai pressionar a parede frontal.ponto GA estimulação do ponto G usando um dedo ou a língua é possível graças à pressão combinada de empurrar o clitóris para baixo enquanto se arqueia a língua ou o dedo para cima num movimento de "chamar". O dedo ou a língua deve ficar entre 2,5 e 7,5 centímetros dentro da buceta pra funcionar. Mas cada mulher pode precisar de um tipo diferente de estímulo. (Ou vocês achavam que a gente ia facilitar?? hehe)

Acredita-se que a estimulação do ponto G é mais intensa em mulheres acima dos trinta anos, porque as mudanças na estrutura dos tecidos dentro da buceta permitem um acesso mais fácil a esse ponto. Por isso, algumas mulheres acham que é na casa dos trinta que atingem o auge sexual.

O termo ponto G também é usado por analogia como uma gíria pra próstata masculina, que pode ser estimulada com brincadeiras anais ou pressionando o períneo (a pele bem atrás dos testíbulos).

Como achar o ponto G

Em abril de 2001, a Dra. Beverly Whipple visitou a Argentina durante um Congresso de Sexologia organizado pela psicóloga María Luisa Lerer. Nessa ocasião, ela entregou um artigo onde dizia que:

"o ponto G pode ser sentido através da buceta, no meio do caminho entre a parte de trás do osso púbico e o colo do útero, e é detectado como uma pequena protuberância que incha enquanto é estimulada. No começo, quando é tocado, muitas mulheres dizem sentir como uma vontade de mijar, mesmo com a bexiga vazia. Depois de 2 a 10 segundos de estimulação, a reação inicial é substituída, em algumas mulheres, por uma sensação forte e distinta de prazer sexual. Tem mulher que goza só com a estimulação dessa área e algumas chegam a expelir um líquido que sai da uretra quando têm esse tipo de orgasmo. O fluido liberado tem aparência leitosa: não é porra nem mijo, não tem cheiro, gosto nem mancha."

A Dra. Whipple completava lá que "as mulheres dizem ter dificuldade em localizar e estimular o ponto G sozinhas (a menos que usem um consolo, um vibrador de ponto G ou aparelho similar), mas não têm dificuldade em identificar a sensação erótica quando essa área é estimulada por um parceiro. O problema de tentar localizar o ponto de Gräfenberg sozinhas é que são necessários dedos muito longos ou uma vagina curta para alcançar a área enquanto estão deitadas de costas."

Continua dizendo que "ao experimentar com o ponto de Gräfenberg, você precisará aplicar uma pressão maior do que a que faz no clitóris e pode sentir uma sensação interna mais intensa do que a sentida com a estimulação do clitóris".
"Depois que você explorar seu ponto de Gräfenberg, pode querer compartilhar a experiência com um parceiro. O ponto G pode ser estimulado pelos dedos do parceiro (com um tipo de movimento 'vem aqui'), com um consolo ou com o pênis. A posição que mais favorece a estimulação com o pênis é a da mulher sentada sobre o homem. Muitas mulheres dizem experimentar múltiplos orgasmos por esse tipo de estimulação e algumas experimentam a emissão de fluido orgásmico. O orgasmo que resulta desse tipo de estimulação costuma ser uma sensação profunda interna."

A sexóloga norte-americana acrescentava que "ao compartilhar essa informação com vocês, não quero criar um novo objetivo para as mulheres alcançarem. No entanto, quero que tomem consciência da variedade de experiências orgásmicas que uma mulher tem à disposição. Na verdade, algumas mulheres realmente experimentaram seu primeiro orgasmo ao estimular o ponto G. Quero ajudar aquelas mulheres que curtem esse tipo de estimulação e os orgasmos, com ou sem ejaculação de fluido, para que se sintam melhor consigo mesmas e com o que estão vivenciando. Muitas mulheres dizem se sentir 'anormais' porque gostaram desse tipo de estimulação ou porque expeliram um fluido com a estimulação sexual. Em É isso mesmo, algumas mulheres no passado aprenderam a segurar o fluido e também aprenderam a se conter e não ter orgasmos, pra evitar a confusão de serem consideradas "anormais" por elas mesmas.

Adaptado de Beverly Whipple, PhD (coautora do livro "The G Spot and Other Recent Discoveries About Human Sexuality", tem versão em espanhol).

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