DISFUNÇÕES SEXUAIS PARTE 1 - AS FOBIAS

Extraído DA WE e-sexologia:
http://www.e-sexologia.com/index.html
A sexualidade humana, embora seja potencialmente um bem natural, envolve hábitos, comportamentos, atitudes e significados aprendidos, que têm a ver com a história pessoal de cada um. A sexualidade pode – e deve – ser uma fonte de prazer. Infelizmente, quando surgem disfunções, ela se transforma em origem de conflitos, de tristezas intensas, de obstáculos na comunicação, de profunda infelicidade. Dr. Kusnetzoff
Perguntas frequentes* Eles
- Ejaculação precoce:
- incapacidade de controlar voluntariamente o reflexo ejaculatório.
- Disfunção erétil: dificuldade em conseguir e/ou manter a ereção.
* Elas
- Anorgasmia: dificuldade em chegar ao orgasmo.
- Vaginismo: contração involuntária das paredes da buceta que dificulta a penetração.
- Dispareunia: dor na penetração ou durante o sexo.
** Ambos **
- Distúrbios do desejo: falta ou diminuição da vontade de transar.
- Fobias: medos exagerados em várias situações do sexo.

Sofrer de fobia é sofrer de um medo específico. Sofrer de fobia sexual, o nome já tá dizendo, é sofrer de algo relacionado à sexualidade. Aqui vai, sem precisar esgotar o assunto, uma série comum de situações que a gente chamaria de "fobias sexuais":
Os pacientes fóbicos ou então evitam completamente o sexo, ou a ansiedade e a esquiva se restringem a aspectos específicos da sexualidade: fracasso sexual, os genitais, secreções e cheiros sexuais, fantasias sexuais, diversas atividades eróticas, como beijo de língua, sexo oral ou anal, masturbação, orgasmo, tirar a roupa na frente do parceiro, ver o parceiro pelado, gravidez, etc.

Os aspectos psicológicos da avaliação
Diferenciação entre fobias sexuais simples e fobias sexuais subordinadas a um transtorno de pânicoOs pacientes que sofrem de fobias sexuais frequentemente têm transtornos de pânico (síndrome de ansiedade fóbica). Esses sujeitos apresentam, a partir de uma base psico-fisiológica, um limiar anormalmente baixo para a ansiedade. Eles experimentam crises intensas de pânico e tendem a ter múltiplas fobias, incluindo as de caráter sexual.
Pessoas com um limiar de medo ou ansiedade normal também podem ser vítimas de fobias sexuais. É possível supor que esses medos irracionais sejam adquiridos ou "aprendidos" devido a uma disposição neurótica. Claro, isso não significa que pacientes com transtornos de pânico não aprendam a sentir terror ou não estejam sujeitos a processos neuróticos. Pelo contrário, provavelmente sua propensão a se angustiar os torna mais vulneráveis a esses processos.A distinção entre fobia sexual "simples" e fobia decorrenteO transtorno de pânico é um fator de extrema importância no processo de avaliação, já que os pacientes que sofrem crises de pânico precisam, além do tratamento psicológico de praxe, de uma medicação adequada, enquanto os que têm fobias sexuais simples respondem a uma grande variedade de abordagens psicoterapêuticas e não necessitam de remédios.
As fobias simples são muito adequadas para a aplicação da terapia sexual, enquanto os pacientes fóbicos com transtorno de pânico correm o risco de piorar com essa terapia, a menos que estejam protegidos das crises de pânico pelos medicamentos apropriados. Com base na nossa experiência, o prognóstico das disfunções sexuais causadas por fobias é muito favorável quando há uma combinação inteligente entre a terapia sexual e a prescrição farmacológica.

Mas se a fobia sexual e a consequente evitação aparecem como sintomas isolados em pessoas que, no geral, são tranquilas e têm uma base essencialmente não ansiosa, é improvável que a medicação faça qualquer efeito.

Tratamento e prognósticoAs causas que levam à evitação do sexo podem ser várias, entre elas o coito doloroso por causa de um problema ginecológico não diagnosticado, enxergar o parceiro como um ser repulsivo ou um conflito neurótico em torno do prazer e da diversão sexual. Outras vezes, o paciente desenvolveu um padrão sindrômico de evitação por conta de uma síndrome de ansiedade fóbica (transtorno de pânico) não conscientizada. Na maioria dos casos, a evitação fóbica da sexualidade que vem dessas causas tem um prognóstico bem favorável, desde que o agente patogênico seja identificado certinho e a medicação e/ou a terapia psicológica adequadas sejam prescritas.
1 comentários - Sexólogía Disfunciones (Parte 1) - Las Fobias
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