É o método ideal e mais eficaz de anticoncepção entre adolescentes. A abstinência é algo bom, possível, natural e saudável. Pra entender e aceitar esse conceito, a educação sexual é básica e fundamental, começando desde a infância ou no início da puberdade. A abstinência deve ser voluntária e bem informada.
As relações sexuais na adolescência apresentam um risco emocional e físico. Emocional porque não tem a maturidade e a responsabilidade necessárias pra estabelecer esse tipo de relação, e físico porque o corpo e a mente ainda não tão preparados pra uma possível gravidez e porque cê tá se arriscando a pegar alguma doença sexualmente transmissível (DST). É por isso que a abstinência é uma boa alternativa pra adiar esses riscos, até que cê esteja preparado emocional e fisicamente pra saber lidar com eles.
Tem dois tipos de abstinência e ambos previnem a gravidez e evitam esperma na buceta.
A Abstinência Periódica, usada por muitas mulheres que têm uma vida sexual ativa e querem evitar uma gravidez. Exige que cê conheça quais são seus dias férteis, ou seja, os dias que cê pode engravidar, pra se abster de transar nessas datas. Esse método é recomendado pra aquelas mulheres que já têm uma vida sexual estabelecida. Portanto, não é recomendável na adolescência.
Abstinência Constante, que consiste em não ter relações sexuais de nenhum tipo, nem brincadeiras sexuais, e é essa que a gente vai discutir.
Efetividade: É 100% pra evitar uma gravidez.
Vantagens:
Não causa alterações médicas nem hormonais.
Evita a transmissão de doenças sexuais.
Outros métodos anticoncepcionais têm um custo financeiro, a abstinência.
NÃO TE CUSTA NADA
As mulheres que se abstêm de ter relações sexuais até os 20 anos e que ao longo da vida têm menos parceiros não colocam a saúde em risco, como acontece com aquelas mulheres que começam a vida sexual desde cedo. aos 12 ou 13 anos que correm um risco muito alto de pegar doenças sexualmente transmissíveis, ficar inférteis ou desenvolver câncer de colo do útero.
Todos somos seres sexuais. Como jovem que você é, sabe curtir os pensamentos e as sensações sexuais, e toda essa energia gerada pode ser canalizada pra atividades recreativas, intelectuais ou esportivas que vão te ajudar a manter a abstinência que você escolheu até estar preparado pra ter uma relação sexual com responsabilidade.
Quase todo mundo, homem ou mulher, se abstém de transar em alguma fase da vida. Pode ser um jeito de lidar com sua sexualidade como algo que você vai decidir, no seu corpo, na sua mente, no seu espírito e na sua saúde sexual.
A sexualidade humana, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é definida assim:
"Um aspecto central do ser humano, presente ao longo de toda a vida. Abrange o sexo, as identidades e os papéis de gênero, o erotismo, o prazer, a intimidade, a reprodução e a orientação sexual. É vivida e expressa através de pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relações interpessoais. A sexualidade pode incluir todas essas dimensões, mas nem todas são sempre vivenciadas ou expressas. A sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, éticos, legais, históricos, religiosos e espirituais."²
Propõe-se que a sexualidade é um sistema da vida humana composto por quatro características, que significam sistemas dentro de um sistema. Essas características interagem entre si e com outros sistemas em todos os níveis do conhecimento, especialmente nos níveis biológico, psicológico e social.
As quatro características são: o erotismo, a vinculação afetiva, a reprodutividade e o sexo genético (genótipo) e físico (fenótipo). O Erotismo é a capacidade de sentir prazer através da resposta sexual, ou seja, através do desejo sexual, da excitação sexual e do orgasmo.
A vinculação afetiva é a capacidade de desenvolver e estabelecer relações interpessoais significativas.
A reprodutividade é mais do que a capacidade de ter filhos e criá-los; inclui efetivamente os sentimentos de maternidade e paternidade, as atitudes de cuidar como pai ou mãe, além das atitudes que favorecem o desenvolvimento e a educação de outros seres.
A característica do sexo desenvolvido compreende o grau em que se vivencia o pertencimento a uma das categorias dimórficas (feminino ou masculino). É de suma importância na construção da identidade, parte da estrutura sexual, baseada no sexo, e inclui todas as construções mentais e comportamentais de ser homem ou mulher. É importante saber quais são nossas atitudes mais pessoais e íntimas em relação à sexualidade.
Um dos produtos da interação desses holons é a orientação sexual. De fato, quando interagem o erotismo (a capacidade de sentir desejo, excitação, orgasmo e prazer), a vinculação afetiva (a capacidade de sentir, amar ou se apaixonar) e o gênero (o que nos faz homens ou mulheres, masculinos ou femininos), obtemos alguma das orientações sexuais, a saber: bissexualidade, heterossexualidade e homossexualidade.
A definição de trabalho proposta pela OMS (2006) também orienta a necessidade de atender e educar a sexualidade humana. Para isso, é de suma importância reconhecer os direitos sexuais (WAS, OPS, 2000):
O direito à liberdade sexual.
O direito à autonomia, integridade e segurança sexual do corpo.
O direito à privacidade sexual.
O direito à equidade sexual.
O direito ao prazer sexual.
O direito à expressão sexual emocional.
O direito à livre associação sexual.
O direito à tomada de decisões reprodutivas, livres e responsáveis.
O direito à informação baseada no conhecimento científico.
O direito à educação sexual integral.
O direito ao atendimento da saúde sexual.
Na medida em que esses Direitos forem reconhecidos, exercidos e respeitados, teremos sociedades mais saudáveis sexualmente.
É importante notar que a sexualidade se desenvolve e se expressa de diferentes maneiras ao longo da vida, de forma que a sexualidade de uma criança não será a mesma que a de um adolescente ou de um adulto. Cada fase da vida precisa de conhecimentos e experiências específicos para seu ótimo desenvolvimento. Nesse sentido, para as crianças é importante conhecer o próprio corpo, suas próprias sensações e aprender a cuidar dele. Um menino ou uma menina que consegue nomear as partes do corpo (incluindo pênis, escroto ou vulva) e que aceitou que isso faz parte dele, é mais capaz de cuidar e defender esse corpo. Também é importante para elas conhecer as diferenças e aprender que tanto meninos quanto meninas são valiosos e podem realizar atividades parecidas. Nessa fase, aprendem a amar primeiro suas figuras importantes (os pais, os irmãos) e as pessoas ao redor, podem ter seus primeiros namoricos infantis (que são diferentes dos namoricos dos adolescentes) e também vivem as primeiras separações ou perdas, aprendendo a lidar com a dor diante disso. Quanto à reprodutividade, começam a aprender a cuidar dos menores (podem começar com bonecos ou bichos de estimação) e vão desenvolvendo sua capacidade reprodutiva. Também têm grandes dúvidas sobre sua origem, geralmente as perguntas sobre a relação sexual precisam de esclarecimento sobre o sentido amoroso e o desejo que os pais tiveram de tê-los. Elas acham interessante a gravidez e o nascimento num sentido de conhecer a própria origem. Acima de tudo, será importante investigar a pergunta e respondê-la no nível de conhecimento de acordo com a idade da criança.
A sexualidade adulta contém os quatro elementos em uma interação constante. Por exemplo, se uma mulher se sente satisfeita e orgulhosa de ser mulher, é provável que se sinta mais livre para sentir prazer e buscá-lo por conta própria. Isso gera um ambiente de proximidade afetiva e sexual com o parceiro e um clima de maior confiança que, por sua vez, repercute nas atividades pessoais ou familiares que expressam a reprodutividade. Na verdade, poderíamos começar por qualquer uma das características nessas repercussões positivas ou também negativas.
Cada uma das características apresentará problemas bem específicos. Assim, encontramos no sexo os problemas de homofobia, violência contra a mulher, desigualdade sexual, etc. Na vinculação afetiva, estão as relações de amor/ódio, a violência no casal, o ciúme, o controle do parceiro. O erotismo apresentará problemas como disfunções sexuais ou infecções sexualmente transmissíveis. Quanto à reprodutividade, observam-se distúrbios de fertilidade, violência e maus-tratos infantis, abandono dos filhos, etc.
Assim como muitos animais, os seres humanos usam a excitação sexual para fins reprodutivos e para manter vínculos sociais, mas acrescentam o gozo e o prazer próprio e do outro. O sexo também desenvolve facetas profundas da afetividade e da consciência da personalidade. Em relação a isso, muitas culturas dão um sentido religioso ou espiritual ao ato sexual (veja Taoísmo, Tantra), assim como veem nele um método para melhorar (ou perder) a saúde.
A complexidade dos comportamentos sexuais dos humanos é produto de sua cultura, sua inteligência e de suas sociedades complexas, e não são governados inteiramente pelos instintos, como ocorre em quase todos os animais. No entanto, o motor base de grande parte do comportamento sexual humano continua sendo os impulsos biológicos, embora sua forma e expressão dependam da cultura e de escolhas pessoais; isso dá origem a uma gama Muito complexa de comportamentos sexuais. Em muitas culturas, a mulher carrega o peso da preservação da espécie.
Do ponto de vista psicológico, a sexualidade é a maneira de viver a própria situação. É um conceito amplo que abrange tudo relacionado à realidade sexual. Cada pessoa tem seu próprio jeito de viver o fato de ser mulher ou homem, sua própria maneira de se situar no mundo, se mostrando exatamente como é. A sexualidade inclui a identidade sexual e de gênero, que formam a consciência de ser uma pessoa sexuada, com o significado que cada um dá a esse fato. A sexualidade se manifesta através dos papéis de gênero que, por sua vez, são a expressão da própria identidade sexual e de gênero.
A diversidade sexual nos mostra que existem muitos modos de ser mulher ou homem, além dos estereótipos rígidos, sendo o resultado da própria biografia, que se desenvolve num contexto sociocultural. Hoje em dia, usam-se as siglas GLTB (ou LGTB) para designar o coletivo de Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais.
A sexualidade também se manifesta através do desejo erótico que gera a busca por prazer erótico por meio das relações sexuais, ou seja, comportamentos sexuais tanto autoeróticos (masturbação), quanto heteroeróticos (direcionados a outras pessoas, estes por sua vez podem ser heterossexuais ou homossexuais). O desejo erótico (ou libido), que é uma emoção complexa, é a fonte motivacional dos comportamentos sexuais. O conceito de sexualidade, portanto, não se refere exclusivamente às "relações sexuais", mas estas são apenas uma parte daquilo.
As relações sexuais na adolescência apresentam um risco emocional e físico. Emocional porque não tem a maturidade e a responsabilidade necessárias pra estabelecer esse tipo de relação, e físico porque o corpo e a mente ainda não tão preparados pra uma possível gravidez e porque cê tá se arriscando a pegar alguma doença sexualmente transmissível (DST). É por isso que a abstinência é uma boa alternativa pra adiar esses riscos, até que cê esteja preparado emocional e fisicamente pra saber lidar com eles.
Tem dois tipos de abstinência e ambos previnem a gravidez e evitam esperma na buceta.
A Abstinência Periódica, usada por muitas mulheres que têm uma vida sexual ativa e querem evitar uma gravidez. Exige que cê conheça quais são seus dias férteis, ou seja, os dias que cê pode engravidar, pra se abster de transar nessas datas. Esse método é recomendado pra aquelas mulheres que já têm uma vida sexual estabelecida. Portanto, não é recomendável na adolescência.
Abstinência Constante, que consiste em não ter relações sexuais de nenhum tipo, nem brincadeiras sexuais, e é essa que a gente vai discutir.
Efetividade: É 100% pra evitar uma gravidez.
Vantagens:
Não causa alterações médicas nem hormonais.
Evita a transmissão de doenças sexuais.
Outros métodos anticoncepcionais têm um custo financeiro, a abstinência.
NÃO TE CUSTA NADA
As mulheres que se abstêm de ter relações sexuais até os 20 anos e que ao longo da vida têm menos parceiros não colocam a saúde em risco, como acontece com aquelas mulheres que começam a vida sexual desde cedo. aos 12 ou 13 anos que correm um risco muito alto de pegar doenças sexualmente transmissíveis, ficar inférteis ou desenvolver câncer de colo do útero.
Todos somos seres sexuais. Como jovem que você é, sabe curtir os pensamentos e as sensações sexuais, e toda essa energia gerada pode ser canalizada pra atividades recreativas, intelectuais ou esportivas que vão te ajudar a manter a abstinência que você escolheu até estar preparado pra ter uma relação sexual com responsabilidade.
Quase todo mundo, homem ou mulher, se abstém de transar em alguma fase da vida. Pode ser um jeito de lidar com sua sexualidade como algo que você vai decidir, no seu corpo, na sua mente, no seu espírito e na sua saúde sexual.
A sexualidade humana, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é definida assim:
"Um aspecto central do ser humano, presente ao longo de toda a vida. Abrange o sexo, as identidades e os papéis de gênero, o erotismo, o prazer, a intimidade, a reprodução e a orientação sexual. É vivida e expressa através de pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relações interpessoais. A sexualidade pode incluir todas essas dimensões, mas nem todas são sempre vivenciadas ou expressas. A sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, éticos, legais, históricos, religiosos e espirituais."²
Propõe-se que a sexualidade é um sistema da vida humana composto por quatro características, que significam sistemas dentro de um sistema. Essas características interagem entre si e com outros sistemas em todos os níveis do conhecimento, especialmente nos níveis biológico, psicológico e social.
As quatro características são: o erotismo, a vinculação afetiva, a reprodutividade e o sexo genético (genótipo) e físico (fenótipo). O Erotismo é a capacidade de sentir prazer através da resposta sexual, ou seja, através do desejo sexual, da excitação sexual e do orgasmo.
A vinculação afetiva é a capacidade de desenvolver e estabelecer relações interpessoais significativas.
A reprodutividade é mais do que a capacidade de ter filhos e criá-los; inclui efetivamente os sentimentos de maternidade e paternidade, as atitudes de cuidar como pai ou mãe, além das atitudes que favorecem o desenvolvimento e a educação de outros seres.
A característica do sexo desenvolvido compreende o grau em que se vivencia o pertencimento a uma das categorias dimórficas (feminino ou masculino). É de suma importância na construção da identidade, parte da estrutura sexual, baseada no sexo, e inclui todas as construções mentais e comportamentais de ser homem ou mulher. É importante saber quais são nossas atitudes mais pessoais e íntimas em relação à sexualidade.
Um dos produtos da interação desses holons é a orientação sexual. De fato, quando interagem o erotismo (a capacidade de sentir desejo, excitação, orgasmo e prazer), a vinculação afetiva (a capacidade de sentir, amar ou se apaixonar) e o gênero (o que nos faz homens ou mulheres, masculinos ou femininos), obtemos alguma das orientações sexuais, a saber: bissexualidade, heterossexualidade e homossexualidade.
A definição de trabalho proposta pela OMS (2006) também orienta a necessidade de atender e educar a sexualidade humana. Para isso, é de suma importância reconhecer os direitos sexuais (WAS, OPS, 2000):
O direito à liberdade sexual.
O direito à autonomia, integridade e segurança sexual do corpo.
O direito à privacidade sexual.
O direito à equidade sexual.
O direito ao prazer sexual.
O direito à expressão sexual emocional.
O direito à livre associação sexual.
O direito à tomada de decisões reprodutivas, livres e responsáveis.
O direito à informação baseada no conhecimento científico.
O direito à educação sexual integral.
O direito ao atendimento da saúde sexual.
Na medida em que esses Direitos forem reconhecidos, exercidos e respeitados, teremos sociedades mais saudáveis sexualmente.
É importante notar que a sexualidade se desenvolve e se expressa de diferentes maneiras ao longo da vida, de forma que a sexualidade de uma criança não será a mesma que a de um adolescente ou de um adulto. Cada fase da vida precisa de conhecimentos e experiências específicos para seu ótimo desenvolvimento. Nesse sentido, para as crianças é importante conhecer o próprio corpo, suas próprias sensações e aprender a cuidar dele. Um menino ou uma menina que consegue nomear as partes do corpo (incluindo pênis, escroto ou vulva) e que aceitou que isso faz parte dele, é mais capaz de cuidar e defender esse corpo. Também é importante para elas conhecer as diferenças e aprender que tanto meninos quanto meninas são valiosos e podem realizar atividades parecidas. Nessa fase, aprendem a amar primeiro suas figuras importantes (os pais, os irmãos) e as pessoas ao redor, podem ter seus primeiros namoricos infantis (que são diferentes dos namoricos dos adolescentes) e também vivem as primeiras separações ou perdas, aprendendo a lidar com a dor diante disso. Quanto à reprodutividade, começam a aprender a cuidar dos menores (podem começar com bonecos ou bichos de estimação) e vão desenvolvendo sua capacidade reprodutiva. Também têm grandes dúvidas sobre sua origem, geralmente as perguntas sobre a relação sexual precisam de esclarecimento sobre o sentido amoroso e o desejo que os pais tiveram de tê-los. Elas acham interessante a gravidez e o nascimento num sentido de conhecer a própria origem. Acima de tudo, será importante investigar a pergunta e respondê-la no nível de conhecimento de acordo com a idade da criança.
A sexualidade adulta contém os quatro elementos em uma interação constante. Por exemplo, se uma mulher se sente satisfeita e orgulhosa de ser mulher, é provável que se sinta mais livre para sentir prazer e buscá-lo por conta própria. Isso gera um ambiente de proximidade afetiva e sexual com o parceiro e um clima de maior confiança que, por sua vez, repercute nas atividades pessoais ou familiares que expressam a reprodutividade. Na verdade, poderíamos começar por qualquer uma das características nessas repercussões positivas ou também negativas.
Cada uma das características apresentará problemas bem específicos. Assim, encontramos no sexo os problemas de homofobia, violência contra a mulher, desigualdade sexual, etc. Na vinculação afetiva, estão as relações de amor/ódio, a violência no casal, o ciúme, o controle do parceiro. O erotismo apresentará problemas como disfunções sexuais ou infecções sexualmente transmissíveis. Quanto à reprodutividade, observam-se distúrbios de fertilidade, violência e maus-tratos infantis, abandono dos filhos, etc.
Assim como muitos animais, os seres humanos usam a excitação sexual para fins reprodutivos e para manter vínculos sociais, mas acrescentam o gozo e o prazer próprio e do outro. O sexo também desenvolve facetas profundas da afetividade e da consciência da personalidade. Em relação a isso, muitas culturas dão um sentido religioso ou espiritual ao ato sexual (veja Taoísmo, Tantra), assim como veem nele um método para melhorar (ou perder) a saúde.
A complexidade dos comportamentos sexuais dos humanos é produto de sua cultura, sua inteligência e de suas sociedades complexas, e não são governados inteiramente pelos instintos, como ocorre em quase todos os animais. No entanto, o motor base de grande parte do comportamento sexual humano continua sendo os impulsos biológicos, embora sua forma e expressão dependam da cultura e de escolhas pessoais; isso dá origem a uma gama Muito complexa de comportamentos sexuais. Em muitas culturas, a mulher carrega o peso da preservação da espécie.
Do ponto de vista psicológico, a sexualidade é a maneira de viver a própria situação. É um conceito amplo que abrange tudo relacionado à realidade sexual. Cada pessoa tem seu próprio jeito de viver o fato de ser mulher ou homem, sua própria maneira de se situar no mundo, se mostrando exatamente como é. A sexualidade inclui a identidade sexual e de gênero, que formam a consciência de ser uma pessoa sexuada, com o significado que cada um dá a esse fato. A sexualidade se manifesta através dos papéis de gênero que, por sua vez, são a expressão da própria identidade sexual e de gênero.
A diversidade sexual nos mostra que existem muitos modos de ser mulher ou homem, além dos estereótipos rígidos, sendo o resultado da própria biografia, que se desenvolve num contexto sociocultural. Hoje em dia, usam-se as siglas GLTB (ou LGTB) para designar o coletivo de Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais.
A sexualidade também se manifesta através do desejo erótico que gera a busca por prazer erótico por meio das relações sexuais, ou seja, comportamentos sexuais tanto autoeróticos (masturbação), quanto heteroeróticos (direcionados a outras pessoas, estes por sua vez podem ser heterossexuais ou homossexuais). O desejo erótico (ou libido), que é uma emoção complexa, é a fonte motivacional dos comportamentos sexuais. O conceito de sexualidade, portanto, não se refere exclusivamente às "relações sexuais", mas estas são apenas uma parte daquilo.
1 comentários - La Abstinencia Sexual y La Sexualidad.