Sexologia: Perguntas Frequentes Parte 2

Seguido da parte 1 ::

12. Por que existem diferentes tipos de orgasmos?
Na verdade, não é que existam diferentes tipos de orgasmos, já que o orgasmo é sempre contrações rítmicas, etc., etc. (resposta da pergunta 6). O que varia, pode variar e é muito bom que varie, são os caminhos, os meios, as formas de chegar ao orgasmo. Mas o orgasmo é um só, mais ou menos intenso, conseguido com mais ou menos esforço, com certa posição, com certo tipo de estímulo, etc., etc. No fim, o orgasmo é igual.

13. Por que uma pessoa fica excitada? Por que a gente se esquenta?
Os seres humanos são seres sexuados e, como tal, temos diferentes caminhos para manter essa sexualidade. Nas mulheres, o sentido que mais permite a excitação sexual é o tato; já nos homens, a maior produção de excitação vem do sentido da visão. Além disso, temos hormônios: substâncias que determinam, entre outros efeitos, mudanças nos estados de ânimo, e o ânimo erótico sexual é um deles. Existem também hormônios sexuais que atuam nas funções sexuais da pessoa. A testosterona é um hormônio chamado de "hormônio do desejo", e ambos os sexos a possuem em proporções diferentes. Ela tem muito a ver com o motivo de a gente se excitar sexualmente. Nosso ambiente está constantemente nos bombardeando com fatores erotizantes nesse mundo consumista, dando uma baita contribuição de provocação sexo-erótica, e cada um responde do seu jeito, de acordo com sua história pessoal, educação, crenças, etc., etc.

14. Por que os homens gostam de receber sexo oral?
As terminações nervosas sensitivas nos genitais do homem e da mulher são extremamente específicas para umidade, temperatura e mudanças de pressão, tanto no homem quanto na mulher. O homem fala, se comunica mais; a cultura machista permite que ele tenha mais liberdade (permissão?) para pedir essa prática sexual. Mais do que a mulher, mas na real é a mesma coisa pros dois sexos. Com certeza, se a mulher estivesse numa situação de liberdade, permissividade e aceitação social igual à masculina, ela pediria do mesmo jeito que o cara. Na verdade, nos casais onde rola igualdade de direitos (cada vez mais, felizmente), cada um pede ou sugere o que mais lhe agrada, sempre com o consentimento dos dois.

15. Qual tem que ser o tamanho do pau pra chegar no fundo da buceta?
A maioria das bucetas tem pouco mais de 10 centímetros, são elásticas e podem se esticar tanto na largura quanto no comprimento. Lembra que pela buceta passa um bebê na hora do parto, cujo volume é bem maior que o do maior pau ereto, e a buceta aguenta de boa. Além disso, dependendo da posição na transa, a buceta encurta (mulher por cima) ou alonga ("de quatro"). A questão do tamanho só é importante na nossa cabeça, nas nossas fantasias.

16. E se na hora do vamos ver eu não tiver ereção?
Pode acontecer por vários motivos (na maioria das vezes psicológicos) de rolar essa situação que você falou. Tem que pensar que pode acontecer e que não precisa se repetir depois, a menos que tenha causas reais que justifiquem. As causas possíveis são muitas. É preciso procurá-las, tirá-las do caminho e o problema some. Os seres humanos não são máquinas monótonas. Na vida podem ter momentos em que nem tudo sai como a gente quer, nunca devemos encarar esse momento como uma situação definitiva. Isso vai permitir a gente corrigir de boa. Vamos ser abertos, flexíveis, maleáveis. Não é uma "falha", é só mais uma situação, diferente do que a gente esperava, mas só "mais uma".

17. Relações anais são ruins?
Como tudo que envolve sexo genital, desde que os dois participantes estejam de acordo, deem o consentimento e aceitem fazer tal ou tal prática, "tá tudo certo"... Com os dois participantes. De uma relação sexo-genital, desde que seja feita com acordo, conhecimento da técnica e boa disposição, não é ruim. Tudo o que fizermos contra a nossa vontade vai deixar uma memória ruim.

A PRIMEIRA VEZ...

Em volta dessa situação existem vários mitos, histórias e crenças que fazem desse momento um marco na história pessoal de cada um. Tanto que o assunto até virou bordão de muitos programas de TV, servindo de "gancho" para prender a atenção do público. Embora a primeira vez que alguém se relaciona "coitalmente" com outra pessoa seja importante, isso não significa que a partir dessa experiência não se possa mudar mais nada. Muitos adolescentes acham que, depois que "faz", é muito difícil voltar atrás, como se não desse para melhorar nem piorar nada. É tipo: "é assim e vai ser pra sempre". Como você vai ver nas perguntas respondidas, isso aparece bastante. O importante da primeira vez é ter consciência de que é e será "mais uma vez" dentro do total de vezes; mesmo marcando um tempo e uma situação especial, não deve ser uma cicatriz na sexualidade em torno da qual o resto da nossa vida sexual vai girar. A ejaculação precoce, por exemplo, um problema muito comum, muitas vezes tem a ver com uma experiência ruim na primeira vez, que, como eu disse antes, deixa uma marca no nosso jeito de funcionar e é difícil de reverter. O vaginismo na mulher também pode aparecer como consequência de uma experiência ruim na primeira relação, por falta de informação sobre o que é o coito. Por isso, é importante que a primeira vez seja esperada como uma situação em que se vai começar um jeito de se relacionar sexualmente com outra pessoa; se a gente ama, vai ser melhor, a gente tem que estar bem disposto, não se estressar, nem perder a capacidade de raciocinar; com certeza vai ser uma experiência gostosa.

1. Por que a primeira relação sexual dói tanto? Quem disse que SEMPRE dói na primeira vez?. Vamos pensar numa primeira experiência qualquer: a gente fica atento ao que vai rolar, fica tenso dependendo do quanto se sente seguro, fica relaxado se já sabe o que esperar, enfim, tudo depende da nossa "preparação e disposição" pra coisa. Assim, com uma informação errada, com uma ideia prévia de que a situação vai ser "dolorosa", com certeza vai doer. Quando a gente se prepara de boa pra uma situação, com certeza vai viver ela de boa. O problema é que, se a gente não tem informação, é como cair no vazio. "Vazio", sim, porque a gente não sabe o que esperar, não sabe do que se trata. Outra coisa é cair em algo que a gente já sabe que é gostoso, a gente "cai" numa situação macia e prazerosa. Os genitais, tanto masculinos quanto femininos, são "preparados" pra uma união prazerosa. Nós: os donos desses genitais, somos quem coloca o prazer ou o desprazer, de acordo com como a gente decide viver. "Relaxa e aproveita" diz o ditado, e tem muito de verdade. Como a gente faz pra relaxar?: Com informação coerente, adequada, que vai acabar com nossos medos, culpas, mitos etc., permitindo a gente viver essa experiência de boa. Com informação, vai ser melhor, mais responsável e, por isso, mais gostosa...

2. Na mulher, dói na primeira vez? E no homem?
Exatamente a mesma resposta da pergunta anterior. Com uma boa disposição pra viver esse momento de boa, com paciência, muita vontade de se sentir bem, com "boa energia" como vocês dizem, com certeza vai ser muito bom viver isso. A entrada da buceta tem uma membraninha chamada hímen, que é feita de um tecido bem frágil, e que é irrigada (alimentada por pequenos vasos sanguíneos) pra se manter viva. Quando o pau ou outra coisa passa pelo buraquinho dela, esse buraco pode se dilatar ou esticar, dando "às vezes", uma pequena perda de sangue. Essa A distensão também pode acontecer sem que esse orifício seja penetrado (ao abrir muito as pernas: ao tentar pular um espaço muito largo, ao montar em algo que afaste demais as pernas da mulher, etc.). Muitas culturas (incluindo a nossa) consideram/consideravam que é nesse lugar que mora a virgindade de uma mulher. Ao entender o que foi explicado acima, você vai sacar que não é bem assim que a banda toca.

Falou!

Donnor OuT...

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