¡¡Denuncie os abusos!!. ¡¡atreva-se!!!
A história mostra que as crianças só tarde demais se tornam uma preocupação para os adultos.
Um problema real, que está vindo à tona.
Estima-se que uma em cada quatro meninas e um em cada oito meninos serão agredidos sexualmente antes de completar 16 anos. Em 90% das vezes, o abusador é um homem e, em mais de 80% dos casos, será alguém conhecido.
Diante de um círculo de silêncio de pais, vizinhos e crianças que não querem falar, todo esforço possível através dos meios de comunicação é bem-vindo para chegar à detecção precoce.
No Chile, sabemos que existe um número indeterminado de crianças abusadas, mas não é possível identificar as vítimas de pedofilia, porque elas são silenciosas. Só na medida em que se começar a conversar, é que se começará a prevenir.
Achamos que é o momento de dizer aos pais que a pedofilia pode acontecer dentro de suas casas, que entendam que o abuso sexual de menores, geralmente, vem de pessoas próximas. Não se trata de criar pânico nem desconfiança irracional, apenas de falar sobre o assunto, apenas de prevenir.
É preciso educar as crianças, e isso passa pelo lar em primeira instância, depois pelos professores, pelos médicos em seus exames periódicos com as crianças e seus pais, pelos jornalistas, para que se fale do problema finalmente.
Não é alarmar, mas fazer com que as pessoas abram os olhos e saibam que o tema existe.
Em 1995, a lei foi modificada e deixou muito claro e punido tudo o que diz respeito ao abuso sexual de menores, mas não foram tocados aspectos relacionados:
1.- Prostituição infantil,
2.- Pedofilia,
3.- Pessoa que paga para ter acesso a uma criança, pornografia infantil e sua divulgação.
Por isso, há instâncias que promovem ajustes interessantes e importantes na legislação:
1.- Abordar o tema da prostituição infantil e punir fortemente quem mantém o negócio;
2.- Punir quem paga para ter acesso a 3.- E o crime de rufianismo, que na doutrina é conhecido como o crime da pessoa que se mantém financeiramente mandando um menor se prostituir. Não é quem tem o negócio, mas sim a pessoa que pode ser o pai ou a mãe, que exerce certa autoridade sobre o menor.
4.- Por último, falta legislar sobre a divulgação e o uso de crianças em vídeos de pornografia.
Hoje é proibido usar menores de 12 anos em vídeos, mas e as crianças entre 12 e 18 anos? Esse grupo fica muito exposto, porque ninguém pode falar nada pra quem está usando elas.
A proposta, então, é subir esse limite de idade para 15 anos, considerando que é o período em que os adolescentes "estão despertando sexualmente e definindo sua identidade, então podem cair numa confusão total. Esses são exatamente os que estão fotografados na Internet".
Definição de abuso sexual.
Os abusos sexuais contra menores são atitudes e comportamentos que um adulto (geralmente homem) realiza para sua própria satisfação sexual, com uma criança ou adolescente.
Para conseguir seu objetivo, usa manipulação emocional como chantagens, enganos, ameaças, etc., e, só em alguns casos, violência física.
Definição de pedofilia
Busca do prazer sexual através de relações sexuais com crianças. Especialistas mundiais indicam que, para classificar a pedofilia como um transtorno sexual, é necessário que o comportamento dure pelo menos seis meses, incluindo fantasias, impulsos ou comportamentos sexuais com crianças pré-púberes ou um pouco mais velhas, geralmente de doze anos ou menos.
Pode acontecer de diferentes formas: em relação à orientação, pode ser heterossexual, homossexual ou ambas; em relação ao objeto, pode ser exclusivamente pedofílico ou não.
As condutas da pedofilia vão do simples exibicionismo até a penetração. O O adulto geralmente ganha a confiança e o carinho da criança e, na maioria dos casos, é alguém conhecido ou da família.
Existem duas variantes na pedofilia: a sentimental homoerótica e a agressiva heterossexual.
Os sentimentais homoeróticos têm pouco ou nenhum interesse por mulheres; toda a capacidade sexual deles se concentra em meninos, concretizando-se na forma de carícias que provocam o orgasmo.
Os agressivos heterossexuais tentam satisfazer seus impulsos com meninas, usando métodos que vão da sedução à violência, terminando (muito raramente) em homicídio sádico-criminal.
Como ocorre o abuso sexual de menores?
A maioria dos abusos sexuais acontece na própria casa das crianças, e o agressor geralmente é o pai, o padrasto, o irmão ou algum parente próximo que tem fácil acesso à vítima. Nessas circunstâncias, o abuso sexual é chamado de incesto.
Qual é a incidência?
Os abusos sexuais não são eventos isolados. Geralmente ocorrem por muito tempo, meses ou anos. Além disso, ao contrário do que se pode imaginar, acontecem em todas as classes sociais e muitas crianças são afetadas. Entre 20% e 30% das mulheres sofreram abuso sexual na infância ou adolescência. Cerca de 15% dos meninos também passaram por isso. No entanto, o silêncio e o segredo que cercam essas experiências, e que permitem que continuem se repetindo, nos fazem pensar que são casos raros. Por isso é tão importante que falemos sobre a existência dos abusos sexuais e os reconheçamos como um problema social que precisa ser enfrentado.
Quais são os comportamentos ou formas de apresentação?
Os comportamentos abusivos vão desde ações que não envolvem contato sexual, como propostas verbais ou exibição dos órgãos genitais, até a penetração anal ou vaginal.
Alguns desses comportamentos são:
" Se exibir nu na frente da criança com o objetivo de se excitar sexualmente. Observar a menina se vestir ou se despir, ou quando está no banheiro, urinando, etc. (com o mesmo objetivo).
- Tocar, beijar, agarrar.
- Forçá-la a ver imagens ou filmes, ouvir conversas sexuais, posar para fotos, ver ou presenciar atividades sexuais.
- Sexo oral ou vaginal.
- Ser submetida a tratamentos médicos desnecessários.
É importante, acima de tudo, considerar que uma conduta é abusiva quando é vivida e sentida desse jeito pela menina, menino ou adolescente, quando é olhada ou tocada de um jeito que a faz se sentir intimidada.
Como saber?
A maioria das meninas e meninos que estão sendo vítimas não conta pra ninguém porque acham que as pessoas vão pensar que não é verdade. Às vezes, nem têm o vocabulário necessário pra falar sobre o assunto e, por isso, não conseguem se expressar direito. Embora geralmente não falem sobre isso, elas demonstram através de algumas mudanças no comportamento.
Devemos ficar alerta quando, de repente, uma menina ou menino começa a apresentar vários dos seguintes comportamentos ao mesmo tempo:
- Resiste a ir a certo lugar ou a ficar com certa pessoa.
- Aparecem problemas no sono (pesadelos, faz xixi na cama, medo de dormir sozinha, precisa de uma luz acesa a noite toda, etc.).
- Aparecem problemas na alimentação (perde o apetite ou de repente come demais).
- Sente novos medos e precisa ser tranquilizada muito mais do que antes.
- Volta a ter comportamentos imaturos, de bebê.
- De repente, rejeita o pai ou a mãe de forma repentina.
- Às vezes, se automutila ou tenta suicídio.
- Pode fugir de casa pra evitar que os abusos continuem.
- Cai o rendimento escolar e muda o comportamento social.
Se uma menina ou menino de repente muda e apresenta vários desses sintomas, há grandes chances de que tenha ou esteja sofrendo abuso sexual.
Quais efeitos os abusos sexuais causam a longo prazo?
As pessoas Moças e mulheres adultas que foram abusadas sexualmente durante a infância ou adolescência carregam problemas por toda a vida e geralmente precisam de apoio ou terapia psicológica especializada pra superar. Os efeitos mais comuns dos abusos sexuais são:
* Ódio do próprio corpo, sensação de estar suja.
* Desvalorização pessoal, autoestima baixa.
* Depressão, fobias, ansiedade e problemas psicossomáticos.
* Dificuldade de se relacionar com outras pessoas, tanto social quanto sexualmente.
* Medo da intimidade e incapacidade de impor limites e se afirmar.
* Comportamentos autodestrutivos, como se cortar, se queimar ou se bater, e tentativas de suicídio.
* Entrar em várias relações de abuso, até de violência; os homens vitimizados tendem a se tornar abusadores e agressores, enquanto as mulheres vitimizadas tendem a sofrer violência e ser abusadas de novo.
* Brincadeiras além do típico papai-mamãe ou médico; introduzir objetos na buceta ou no cu.
Geralmente fazem desenhos hipersexualizados ou não incluem olhos, genital ou boca. Ou as meninas se desenham como adultas, pintadas e de salto.
O que fazer se uma menina (ou menino) contar que está sendo abusada(o) sexualmente?
" Um adulto não deve esperar que uma criança revele o que está acontecendo; ela teria que ser muito madura e forte. Por isso campanhas de divulgação dos direitos da criança são importantes, explicar pra elas que devem cuidar do corpo, dizer que ninguém pode tocá-las a menos que elas queiram.
Descobrir que abusaram de uma menina ou menino pode ser algo muito angustiante pra qualquer um. Mas nossa primeira reação é crucial pra vítima, já que muitas vezes elas não contam porque acham que ninguém vai acreditar. Então:
Acredite nela, dê crédito às palavras dela.
O essencial é acreditar na criança ao primeiro sinal. Nunca dizer que ela mente, porque ela não é capaz de inventar uma coisa dessas. O segundo passo é oferecer ajuda ao cuidador da vítima e avisar que ela pode conseguir apoio pra que o abuso não continue acontecendo com ela e com outras crianças. É importante ter consciência de que a criança nunca tem culpa, nem pensar que ela fez algo pra provocar.
Não é fácil descobrir, porque a vítima confunde os abusos com jogos de sedução, e porque muitas vezes tem ameaças por parte do agressor. Eles entram numa dinâmica de fogo e faca, o abusador manipula muito as emoções: "Se sua mãe descobrir, por sua culpa podem me prender e você vai ser castigada". Ou falam que fazem isso porque amam muito.
* Deixar bem claro que ela não tem culpa do que aconteceu. O adulto é o responsável.
* Dizer e agradecer por ela ter contado.
* Mostrar que você sente muito por ela ter passado por isso e que outras crianças também já passaram. Dizer que vai ajudar e proteger ela. Incentivar de forma calma pra ela falar sobre isso e não ficar furiosa, porque ela pode se sentir culpada por ter contado.
* Se não for a mãe, peça permissão pra conversar com ela ou pedir ajuda profissional especializada.
É especialmente doloroso pra uma mãe saber que o abuso foi cometido pelo marido. Nesse caso, ela também é outra vítima. Além disso, vai ter que decidir se é necessário fazer um exame médico na filha ou filho, se vai fazer uma denúncia e se vai processar o agressor. Todas essas decisões que ela precisa tomar depois de um caso de abuso sexual são muito difíceis. Pra encarar esse fato terrível e tomar as medidas certas, ela também vai precisar de apoio.
É comum que as mães neguem o conflito de forma sistemática, apesar dos sinais que o filho dá.
Como são os agressores sexuais?
Os agressores sexuais nem sempre são os "velhos tarados" que a gente imagina. São pessoas consideradas "normais" de quase todos os pontos de vista. Muitas vezes são pessoas respeitadas, até aparentam ter valores morais firmes. e religiosos. Às vezes, o agressor é um jovem menor de idade.
**Sinais de um pedófilo**
A pedofilia abrange um grupo de abusadores sexuais que escolhem se fixar em crianças de uma certa idade. Eles não seguem um perfil psicológico definido, podem ser muito funcionais em algumas áreas e não têm personalidades extremas. São pessoas imaturas emocionalmente, com pouca capacidade de se conectar com o outro, focadas nas próprias necessidades. Inclusive, são valorizados socialmente — esclarecem.
A isso se soma a habilidade de manter suas agressões em segredo.
Na maioria, os pedófilos são homens, menos agressivos que os estupradores; muitos deles são alcoólatras ou psicóticos de mente lenta ou antissociais, e sua idade varia entre 30 e 40 anos; geralmente, com fortes convicções religiosas. No geral, são homens fracos, imaturos, solitários e cheios de culpa.
A personalidade do agressor de meia-idade ou mais velho é de um indivíduo solitário e com dificuldade para estabelecer relações heterossexuais normais, costuma ter baixa autoestima, poucos recursos para lidar com situações de estresse e frequentemente abusa de álcool e/ou substâncias. Em geral, não apresenta transtorno psicopatológico. No entanto, já se viu que dois terços dos presos pedófilos maduros cometeram esse comportamento em momentos em que sofriam situações estressantes.
O pedófilo pode até se sentir culpado, mas não consegue parar porque, de forma viciante, começa a precisar de outras crianças perto dele.
Pouco se sabe sobre as causas, mas dizem que uma delas é o aprendizado de atitudes negativas em relação ao sexo, como experiências de abuso sexual na infância, sentimentos de insegurança e baixa autoestima, com dificuldade em relações pessoais, etc.; o que facilita a relação adulto-criança. Quanto ao condicionamento, ele não se extingue por condições gratificantes.
A maioria desses agressores nega o abuso com veemência. Só sob evidências. Legais e pressão, alguns aceitam a acusação parcialmente, mas afirmam que:
"não foi nada grave, nada de importância".
"não machuquei ela".
"a culpa foi dela".
Quando se veem descobertos, costumam dizer que sentem muito, que nunca mais vão fazer de novo, que aconteceu porque estavam bêbados ou drogados. Os agressores sexuais são muito convincentes, a ponto de talvez nos fazer duvidar seriamente da criança. Mas lembremos que as crianças não mentem sobre uma questão tão grave, já que pouco ou nada sabiam sobre sexo e sua linguagem.
Apesar do arrependimento que os agressores sexuais possam sentir, sabemos que costumam reincidir e repetir seus abusos, a menos que alguém intervenha e os pare. Praticamente nenhum vai desistir voluntariamente; vão precisar de uma intervenção judicial.
Como evitar que as crianças sejam abusadas sexualmente?
Como protegê-las do abuso sexual?
É difícil proteger seus filhos do abuso sexual de membros da família ou amigos íntimos, mas você pode ficar alerta para muitas situações potencialmente perigosas.
Esteja ciente de onde seu filho está e o que está fazendo: sua supervisão atenta é a melhor proteção contra o abuso sexual. Claro, você não pode estar com eles o tempo todo.
Peça a outro adulto responsável para cuidar deles quando você mesmo não puder.
Se você não conseguir encontrar supervisão de adultos, organize para que as crianças andem ou brinquem durante esses períodos.
Conheça os amigos dos seus filhos. Especialmente aqueles que são um pouco mais velhos que seu filho ou filha.
Ensine seus filhos a zelar pela própria segurança.
Ensine-os a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos.
Avise-os para nunca aceitar passear com alguém que não conhecem.
Diga a eles o que podem fazer se alguém se aproximar.
Diga aos seus filhos para procurar a ajuda de outro adulto ou pessoa mais velha imediatamente quando um adulto os fizer sentir desconfortáveis ou os Assusta.
Explique pra eles que é certo chamar a atenção, gritar e fazer escândalo nessas situações.
Lembre eles que muitas crianças são vítimas de pessoas que elas conhecem.
Diga que eles não precisam aceitar pedidos pra ter contato físico íntimo.
Garanta que é totalmente certo dizer não até pra parentes próximos e amigos.
Incentive eles a contar pra você ou outro adulto imediatamente se alguém tocar ou se aproximar deles de um jeito estranho.
Fale com eles sem assustar.
Se você já deu pros seus filhos regras de segurança direto, tipo: como atravessar uma rua movimentada, o que fazer quando se machucam e outras coisas assim, as precauções sobre abuso sexual viram uma parte natural das conversas sobre segurança no geral.
Existem regras certas pra cada idade da criança e elas mudam conforme a criança cresce.
Essas medidas de prevenção devem começar cedo, já que muitos casos de abuso sexual são com crianças em idade pré-escolar. As dicas a seguir vão te ajudar a conversar sobre o assunto de acordo com a idade do seu filho:
Plano de prevenção pra cada idade
18 meses.- Ensine pro seu filho os nomes certos das partes do corpo.
3-5 anos.- Ensine pro seu filho as "partes íntimas" do corpo e a dizer "NÃO" pra qualquer investida sexual. Dê respostas diretas pras perguntas dele sobre sexo.
5-8 anos.- Explique a segurança fora de casa e a diferença entre um carinho bom e um carinho ruim. Incentive seu filho a falar sobre experiências que tenham dado medo.
8-12 anos.- Ensine segurança pessoal. Explique as regras de conduta sexual que a família aceita.
13-18 anos.- Reforce a segurança pessoal. Explique sobre estupro, doenças sexuais e gravidez indesejada.
Os professores do seu filho e o pediatra podem ajudar você a ensinar seu filho a evitar o abuso sexual. Eles sabem como fazer isso sem que a criança se sinta assustada ou incomodada. O pediatra dela entende a importância da comunicação entre pais e filhos. O médico é treinado pra detectar sinais de abuso sexual. Peça conselho ao seu médico pra proteger seus filhos.
Talvez seu filho não saiba do perigo que pode correr ao atender pessoas que chamam a atenção dele e que ele não conhece. A supervisão atenta da criança é a melhor proteção contra o abuso sexual.
O abuso sexual afeta milhares de crianças todo ano e, na grande maioria dos casos, os agressores são pessoas que elas conhecem e em quem confiam, por isso muitas vezes fica difícil prevenir esse tipo de ataque.
O mais importante é que a gente fale sobre a existência de abusos sexuais por pessoas da família e conhecidas, e não só dos que são cometidos por estranhos. Também podem abusar pessoas próximas da família, amigos, vizinhos. 85% dos abusos são cometidos por pessoas conhecidas.
A gente costuma ensinar as crianças que elas devem sempre obedecer aos adultos, fazendo elas acreditarem que esses adultos sempre sabem o que é certo. Às vezes, a gente obriga elas a beijar pessoas quando não querem. Essa educação contribui pra que os abusos possam acontecer. Pra evitar isso, é importante:
* Conversar com as crianças sobre a existência de abusos sexuais e como eles acontecem.
* Ensinar que elas têm direito à privacidade do corpo delas. Ninguém deve tocar ou olhar de um jeito desagradável. Elas podem se recusar a isso.
* Se alguém olhar ou tocar nelas de um jeito que não gostam, elas devem contar na hora. Faça elas saberem que podem confiar em você, que você vai acreditar e proteger elas.
* Explicar as formas como os agressores tentam intimidar pra que elas guardem o abuso em segredo. Ensine que elas nunca devem guardar esse tipo de segredo, mesmo que peçam ou ameacem.
Reconhecer a existência dos abusos sexuais é uma forma de preveni-los.
Se você sofreu algum Familiar ou filho, abusos sexuais, não cale, busque ajuda!
O incesto não é um tabu, é uma agressão e um crime.
4.- Por último, falta legislar sobre a divulgação e o uso de crianças em vídeos de pornografia.
Hoje é proibido usar menores de 12 anos em vídeos, mas e as crianças entre 12 e 18 anos? Esse grupo fica muito exposto, porque ninguém pode falar nada pra quem está usando elas.
A proposta, então, é subir esse limite de idade para 15 anos, considerando que é o período em que os adolescentes "estão despertando sexualmente e definindo sua identidade, então podem cair numa confusão total. Esses são exatamente os que estão fotografados na Internet".
Definição de abuso sexual.
Os abusos sexuais contra menores são atitudes e comportamentos que um adulto (geralmente homem) realiza para sua própria satisfação sexual, com uma criança ou adolescente.
Para conseguir seu objetivo, usa manipulação emocional como chantagens, enganos, ameaças, etc., e, só em alguns casos, violência física.
Definição de pedofilia
Busca do prazer sexual através de relações sexuais com crianças. Especialistas mundiais indicam que, para classificar a pedofilia como um transtorno sexual, é necessário que o comportamento dure pelo menos seis meses, incluindo fantasias, impulsos ou comportamentos sexuais com crianças pré-púberes ou um pouco mais velhas, geralmente de doze anos ou menos.
Pode acontecer de diferentes formas: em relação à orientação, pode ser heterossexual, homossexual ou ambas; em relação ao objeto, pode ser exclusivamente pedofílico ou não.
As condutas da pedofilia vão do simples exibicionismo até a penetração. O O adulto geralmente ganha a confiança e o carinho da criança e, na maioria dos casos, é alguém conhecido ou da família.
Existem duas variantes na pedofilia: a sentimental homoerótica e a agressiva heterossexual.
Os sentimentais homoeróticos têm pouco ou nenhum interesse por mulheres; toda a capacidade sexual deles se concentra em meninos, concretizando-se na forma de carícias que provocam o orgasmo.
Os agressivos heterossexuais tentam satisfazer seus impulsos com meninas, usando métodos que vão da sedução à violência, terminando (muito raramente) em homicídio sádico-criminal.
Como ocorre o abuso sexual de menores?
A maioria dos abusos sexuais acontece na própria casa das crianças, e o agressor geralmente é o pai, o padrasto, o irmão ou algum parente próximo que tem fácil acesso à vítima. Nessas circunstâncias, o abuso sexual é chamado de incesto.
Qual é a incidência?
Os abusos sexuais não são eventos isolados. Geralmente ocorrem por muito tempo, meses ou anos. Além disso, ao contrário do que se pode imaginar, acontecem em todas as classes sociais e muitas crianças são afetadas. Entre 20% e 30% das mulheres sofreram abuso sexual na infância ou adolescência. Cerca de 15% dos meninos também passaram por isso. No entanto, o silêncio e o segredo que cercam essas experiências, e que permitem que continuem se repetindo, nos fazem pensar que são casos raros. Por isso é tão importante que falemos sobre a existência dos abusos sexuais e os reconheçamos como um problema social que precisa ser enfrentado.
Quais são os comportamentos ou formas de apresentação?
Os comportamentos abusivos vão desde ações que não envolvem contato sexual, como propostas verbais ou exibição dos órgãos genitais, até a penetração anal ou vaginal.
Alguns desses comportamentos são:
" Se exibir nu na frente da criança com o objetivo de se excitar sexualmente. Observar a menina se vestir ou se despir, ou quando está no banheiro, urinando, etc. (com o mesmo objetivo).
- Tocar, beijar, agarrar.
- Forçá-la a ver imagens ou filmes, ouvir conversas sexuais, posar para fotos, ver ou presenciar atividades sexuais.
- Sexo oral ou vaginal.
- Ser submetida a tratamentos médicos desnecessários.
É importante, acima de tudo, considerar que uma conduta é abusiva quando é vivida e sentida desse jeito pela menina, menino ou adolescente, quando é olhada ou tocada de um jeito que a faz se sentir intimidada.
Como saber?
A maioria das meninas e meninos que estão sendo vítimas não conta pra ninguém porque acham que as pessoas vão pensar que não é verdade. Às vezes, nem têm o vocabulário necessário pra falar sobre o assunto e, por isso, não conseguem se expressar direito. Embora geralmente não falem sobre isso, elas demonstram através de algumas mudanças no comportamento.
Devemos ficar alerta quando, de repente, uma menina ou menino começa a apresentar vários dos seguintes comportamentos ao mesmo tempo:
- Resiste a ir a certo lugar ou a ficar com certa pessoa.
- Aparecem problemas no sono (pesadelos, faz xixi na cama, medo de dormir sozinha, precisa de uma luz acesa a noite toda, etc.).
- Aparecem problemas na alimentação (perde o apetite ou de repente come demais).
- Sente novos medos e precisa ser tranquilizada muito mais do que antes.
- Volta a ter comportamentos imaturos, de bebê.
- De repente, rejeita o pai ou a mãe de forma repentina.
- Às vezes, se automutila ou tenta suicídio.
- Pode fugir de casa pra evitar que os abusos continuem.
- Cai o rendimento escolar e muda o comportamento social.
Se uma menina ou menino de repente muda e apresenta vários desses sintomas, há grandes chances de que tenha ou esteja sofrendo abuso sexual.
Quais efeitos os abusos sexuais causam a longo prazo?
As pessoas Moças e mulheres adultas que foram abusadas sexualmente durante a infância ou adolescência carregam problemas por toda a vida e geralmente precisam de apoio ou terapia psicológica especializada pra superar. Os efeitos mais comuns dos abusos sexuais são:
* Ódio do próprio corpo, sensação de estar suja.
* Desvalorização pessoal, autoestima baixa.
* Depressão, fobias, ansiedade e problemas psicossomáticos.
* Dificuldade de se relacionar com outras pessoas, tanto social quanto sexualmente.
* Medo da intimidade e incapacidade de impor limites e se afirmar.
* Comportamentos autodestrutivos, como se cortar, se queimar ou se bater, e tentativas de suicídio.
* Entrar em várias relações de abuso, até de violência; os homens vitimizados tendem a se tornar abusadores e agressores, enquanto as mulheres vitimizadas tendem a sofrer violência e ser abusadas de novo.
* Brincadeiras além do típico papai-mamãe ou médico; introduzir objetos na buceta ou no cu.
Geralmente fazem desenhos hipersexualizados ou não incluem olhos, genital ou boca. Ou as meninas se desenham como adultas, pintadas e de salto.
O que fazer se uma menina (ou menino) contar que está sendo abusada(o) sexualmente?
" Um adulto não deve esperar que uma criança revele o que está acontecendo; ela teria que ser muito madura e forte. Por isso campanhas de divulgação dos direitos da criança são importantes, explicar pra elas que devem cuidar do corpo, dizer que ninguém pode tocá-las a menos que elas queiram.
Descobrir que abusaram de uma menina ou menino pode ser algo muito angustiante pra qualquer um. Mas nossa primeira reação é crucial pra vítima, já que muitas vezes elas não contam porque acham que ninguém vai acreditar. Então:
Acredite nela, dê crédito às palavras dela.
O essencial é acreditar na criança ao primeiro sinal. Nunca dizer que ela mente, porque ela não é capaz de inventar uma coisa dessas. O segundo passo é oferecer ajuda ao cuidador da vítima e avisar que ela pode conseguir apoio pra que o abuso não continue acontecendo com ela e com outras crianças. É importante ter consciência de que a criança nunca tem culpa, nem pensar que ela fez algo pra provocar.
Não é fácil descobrir, porque a vítima confunde os abusos com jogos de sedução, e porque muitas vezes tem ameaças por parte do agressor. Eles entram numa dinâmica de fogo e faca, o abusador manipula muito as emoções: "Se sua mãe descobrir, por sua culpa podem me prender e você vai ser castigada". Ou falam que fazem isso porque amam muito.
* Deixar bem claro que ela não tem culpa do que aconteceu. O adulto é o responsável.
* Dizer e agradecer por ela ter contado.
* Mostrar que você sente muito por ela ter passado por isso e que outras crianças também já passaram. Dizer que vai ajudar e proteger ela. Incentivar de forma calma pra ela falar sobre isso e não ficar furiosa, porque ela pode se sentir culpada por ter contado.
* Se não for a mãe, peça permissão pra conversar com ela ou pedir ajuda profissional especializada.
É especialmente doloroso pra uma mãe saber que o abuso foi cometido pelo marido. Nesse caso, ela também é outra vítima. Além disso, vai ter que decidir se é necessário fazer um exame médico na filha ou filho, se vai fazer uma denúncia e se vai processar o agressor. Todas essas decisões que ela precisa tomar depois de um caso de abuso sexual são muito difíceis. Pra encarar esse fato terrível e tomar as medidas certas, ela também vai precisar de apoio.
É comum que as mães neguem o conflito de forma sistemática, apesar dos sinais que o filho dá.
Como são os agressores sexuais?
Os agressores sexuais nem sempre são os "velhos tarados" que a gente imagina. São pessoas consideradas "normais" de quase todos os pontos de vista. Muitas vezes são pessoas respeitadas, até aparentam ter valores morais firmes. e religiosos. Às vezes, o agressor é um jovem menor de idade.
**Sinais de um pedófilo**
A pedofilia abrange um grupo de abusadores sexuais que escolhem se fixar em crianças de uma certa idade. Eles não seguem um perfil psicológico definido, podem ser muito funcionais em algumas áreas e não têm personalidades extremas. São pessoas imaturas emocionalmente, com pouca capacidade de se conectar com o outro, focadas nas próprias necessidades. Inclusive, são valorizados socialmente — esclarecem.
A isso se soma a habilidade de manter suas agressões em segredo.
Na maioria, os pedófilos são homens, menos agressivos que os estupradores; muitos deles são alcoólatras ou psicóticos de mente lenta ou antissociais, e sua idade varia entre 30 e 40 anos; geralmente, com fortes convicções religiosas. No geral, são homens fracos, imaturos, solitários e cheios de culpa.
A personalidade do agressor de meia-idade ou mais velho é de um indivíduo solitário e com dificuldade para estabelecer relações heterossexuais normais, costuma ter baixa autoestima, poucos recursos para lidar com situações de estresse e frequentemente abusa de álcool e/ou substâncias. Em geral, não apresenta transtorno psicopatológico. No entanto, já se viu que dois terços dos presos pedófilos maduros cometeram esse comportamento em momentos em que sofriam situações estressantes.
O pedófilo pode até se sentir culpado, mas não consegue parar porque, de forma viciante, começa a precisar de outras crianças perto dele.
Pouco se sabe sobre as causas, mas dizem que uma delas é o aprendizado de atitudes negativas em relação ao sexo, como experiências de abuso sexual na infância, sentimentos de insegurança e baixa autoestima, com dificuldade em relações pessoais, etc.; o que facilita a relação adulto-criança. Quanto ao condicionamento, ele não se extingue por condições gratificantes.
A maioria desses agressores nega o abuso com veemência. Só sob evidências. Legais e pressão, alguns aceitam a acusação parcialmente, mas afirmam que:
"não foi nada grave, nada de importância".
"não machuquei ela".
"a culpa foi dela".
Quando se veem descobertos, costumam dizer que sentem muito, que nunca mais vão fazer de novo, que aconteceu porque estavam bêbados ou drogados. Os agressores sexuais são muito convincentes, a ponto de talvez nos fazer duvidar seriamente da criança. Mas lembremos que as crianças não mentem sobre uma questão tão grave, já que pouco ou nada sabiam sobre sexo e sua linguagem.
Apesar do arrependimento que os agressores sexuais possam sentir, sabemos que costumam reincidir e repetir seus abusos, a menos que alguém intervenha e os pare. Praticamente nenhum vai desistir voluntariamente; vão precisar de uma intervenção judicial.
Como evitar que as crianças sejam abusadas sexualmente?
Como protegê-las do abuso sexual?
É difícil proteger seus filhos do abuso sexual de membros da família ou amigos íntimos, mas você pode ficar alerta para muitas situações potencialmente perigosas.
Esteja ciente de onde seu filho está e o que está fazendo: sua supervisão atenta é a melhor proteção contra o abuso sexual. Claro, você não pode estar com eles o tempo todo.
Peça a outro adulto responsável para cuidar deles quando você mesmo não puder.
Se você não conseguir encontrar supervisão de adultos, organize para que as crianças andem ou brinquem durante esses períodos.
Conheça os amigos dos seus filhos. Especialmente aqueles que são um pouco mais velhos que seu filho ou filha.
Ensine seus filhos a zelar pela própria segurança.
Ensine-os a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos.
Avise-os para nunca aceitar passear com alguém que não conhecem.
Diga a eles o que podem fazer se alguém se aproximar.
Diga aos seus filhos para procurar a ajuda de outro adulto ou pessoa mais velha imediatamente quando um adulto os fizer sentir desconfortáveis ou os Assusta.
Explique pra eles que é certo chamar a atenção, gritar e fazer escândalo nessas situações.
Lembre eles que muitas crianças são vítimas de pessoas que elas conhecem.
Diga que eles não precisam aceitar pedidos pra ter contato físico íntimo.
Garanta que é totalmente certo dizer não até pra parentes próximos e amigos.
Incentive eles a contar pra você ou outro adulto imediatamente se alguém tocar ou se aproximar deles de um jeito estranho.
Fale com eles sem assustar.
Se você já deu pros seus filhos regras de segurança direto, tipo: como atravessar uma rua movimentada, o que fazer quando se machucam e outras coisas assim, as precauções sobre abuso sexual viram uma parte natural das conversas sobre segurança no geral.
Existem regras certas pra cada idade da criança e elas mudam conforme a criança cresce.
Essas medidas de prevenção devem começar cedo, já que muitos casos de abuso sexual são com crianças em idade pré-escolar. As dicas a seguir vão te ajudar a conversar sobre o assunto de acordo com a idade do seu filho:
Plano de prevenção pra cada idade
18 meses.- Ensine pro seu filho os nomes certos das partes do corpo.
3-5 anos.- Ensine pro seu filho as "partes íntimas" do corpo e a dizer "NÃO" pra qualquer investida sexual. Dê respostas diretas pras perguntas dele sobre sexo.
5-8 anos.- Explique a segurança fora de casa e a diferença entre um carinho bom e um carinho ruim. Incentive seu filho a falar sobre experiências que tenham dado medo.
8-12 anos.- Ensine segurança pessoal. Explique as regras de conduta sexual que a família aceita.
13-18 anos.- Reforce a segurança pessoal. Explique sobre estupro, doenças sexuais e gravidez indesejada.
Os professores do seu filho e o pediatra podem ajudar você a ensinar seu filho a evitar o abuso sexual. Eles sabem como fazer isso sem que a criança se sinta assustada ou incomodada. O pediatra dela entende a importância da comunicação entre pais e filhos. O médico é treinado pra detectar sinais de abuso sexual. Peça conselho ao seu médico pra proteger seus filhos.
Talvez seu filho não saiba do perigo que pode correr ao atender pessoas que chamam a atenção dele e que ele não conhece. A supervisão atenta da criança é a melhor proteção contra o abuso sexual.
O abuso sexual afeta milhares de crianças todo ano e, na grande maioria dos casos, os agressores são pessoas que elas conhecem e em quem confiam, por isso muitas vezes fica difícil prevenir esse tipo de ataque.
O mais importante é que a gente fale sobre a existência de abusos sexuais por pessoas da família e conhecidas, e não só dos que são cometidos por estranhos. Também podem abusar pessoas próximas da família, amigos, vizinhos. 85% dos abusos são cometidos por pessoas conhecidas.
A gente costuma ensinar as crianças que elas devem sempre obedecer aos adultos, fazendo elas acreditarem que esses adultos sempre sabem o que é certo. Às vezes, a gente obriga elas a beijar pessoas quando não querem. Essa educação contribui pra que os abusos possam acontecer. Pra evitar isso, é importante:
* Conversar com as crianças sobre a existência de abusos sexuais e como eles acontecem.
* Ensinar que elas têm direito à privacidade do corpo delas. Ninguém deve tocar ou olhar de um jeito desagradável. Elas podem se recusar a isso.
* Se alguém olhar ou tocar nelas de um jeito que não gostam, elas devem contar na hora. Faça elas saberem que podem confiar em você, que você vai acreditar e proteger elas.
* Explicar as formas como os agressores tentam intimidar pra que elas guardem o abuso em segredo. Ensine que elas nunca devem guardar esse tipo de segredo, mesmo que peçam ou ameacem.
Reconhecer a existência dos abusos sexuais é uma forma de preveni-los.
Se você sofreu algum Familiar ou filho, abusos sexuais, não cale, busque ajuda!
O incesto não é um tabu, é uma agressão e um crime.
29 comentários - Abuso sexual y pedofilia.
opino = q los chicos!!, super recomendado!!!, para q se to me conciencia!!! ;)
recomendado!!
detengamos juntos la pedofilia y la pornografia infantil
gracias por compartir saludos CARDENASX
Gracias.
Recomendado.
difundamos