Por que uma mulher provoca sexualmente e depois dá pra trás?
Deixando de lado as críticas feministas, o fato é que, pela biologia evolutiva, dá pra teorizar sobre esse comportamento tão contraditório nas mulheres de chamar atenção com seus atributos sexuais e, ao mesmo tempo, rejeitar essa atenção quando ela é baseada nesses atributos.
A cultura popular diz que as mulheres, no fundo, nunca se arrumam pra agradar os homens, mas sim pra sair vitoriosas numa competição estranha entre outras mulheres. De qualquer forma, essa mesma cultura popular também cunhou expressões chabacanas como "esquentar braguilha", já que esse comportamento de "jogar a pedra e esconder a mão" aparece em mulheres de todas as sociedades.
Faz o teste: olha pra qualquer mulher que reclama que os homens só olham pra ela do pescoço pra baixo. Provavelmente ela usa decote, por exemplo. Essa contradição é explicada de forma bem ilustrativa por Desmond Morris em *O Macaco Nu*.
O ser humano é um primata de sexualidade acentuada, mas, no caso da mulher, chegar até a relação sexual envolve uma série de custos que o homem não tem: a gravidez, por exemplo, ou o custo de fabricar um óvulo em comparação com um espermatozoide. Por isso, a mulher não consegue evitar, por exemplo, os adereços sexuais, mesmo que depois não vá levar essa sexualidade até o fim.
Apesar de todos esses adereços artificiais pra potencializar a sexualidade, depois rolam vários tipos de restrição sexual. Como o Morris coloca: por que refrigerar um cômodo, se depois a gente acende uma fogueira nele? Por um lado, tenta-se evitar um estímulo sexual desenfreado que quebre os laços entre os casais. No entanto, não há uma restrição sexual absoluta em público, mesmo que a mulher já tenha parceiro. Por que não limitar essas exibições sexuais ao âmbito do casal?
Em parte, porque nosso Um alto nível de sexualidade precisa de uma expressão constante e um alívio constante. Essa sexualidade foi criada para manter o casal unido, mas, ao mesmo tempo, é uma fonte de problemas fora do casal, porque também se desenvolve fora da sua atmosfera.
A outra parte da resposta é que o sexo também é usado por motivos de conveniência. Se uma gostosa quer se aproximar de um macho agressivo com fins não sexuais, às vezes ela faz uma exibição sexual, não para transar com ele, mas porque despertar o impulso sexual dele o suficiente também vai eliminar o impulso agressivo dele. Essas formas de comportamento são chamadas de atividades de re-motivação.
A mulher usa o estímulo sexual para re-motivar o macho e conseguir, assim, uma vantagem não sexual. Embora essa estratégia, em uma espécie como a nossa, em que os indivíduos estão presos em casais, tenha seus perigos. O estímulo não pode ir longe demais.
Deixando de lado as críticas feministas, o fato é que, pela biologia evolutiva, dá pra teorizar sobre esse comportamento tão contraditório nas mulheres de chamar atenção com seus atributos sexuais e, ao mesmo tempo, rejeitar essa atenção quando ela é baseada nesses atributos.
A cultura popular diz que as mulheres, no fundo, nunca se arrumam pra agradar os homens, mas sim pra sair vitoriosas numa competição estranha entre outras mulheres. De qualquer forma, essa mesma cultura popular também cunhou expressões chabacanas como "esquentar braguilha", já que esse comportamento de "jogar a pedra e esconder a mão" aparece em mulheres de todas as sociedades.
Faz o teste: olha pra qualquer mulher que reclama que os homens só olham pra ela do pescoço pra baixo. Provavelmente ela usa decote, por exemplo. Essa contradição é explicada de forma bem ilustrativa por Desmond Morris em *O Macaco Nu*.
O ser humano é um primata de sexualidade acentuada, mas, no caso da mulher, chegar até a relação sexual envolve uma série de custos que o homem não tem: a gravidez, por exemplo, ou o custo de fabricar um óvulo em comparação com um espermatozoide. Por isso, a mulher não consegue evitar, por exemplo, os adereços sexuais, mesmo que depois não vá levar essa sexualidade até o fim.
Apesar de todos esses adereços artificiais pra potencializar a sexualidade, depois rolam vários tipos de restrição sexual. Como o Morris coloca: por que refrigerar um cômodo, se depois a gente acende uma fogueira nele? Por um lado, tenta-se evitar um estímulo sexual desenfreado que quebre os laços entre os casais. No entanto, não há uma restrição sexual absoluta em público, mesmo que a mulher já tenha parceiro. Por que não limitar essas exibições sexuais ao âmbito do casal?
Em parte, porque nosso Um alto nível de sexualidade precisa de uma expressão constante e um alívio constante. Essa sexualidade foi criada para manter o casal unido, mas, ao mesmo tempo, é uma fonte de problemas fora do casal, porque também se desenvolve fora da sua atmosfera.
A outra parte da resposta é que o sexo também é usado por motivos de conveniência. Se uma gostosa quer se aproximar de um macho agressivo com fins não sexuais, às vezes ela faz uma exibição sexual, não para transar com ele, mas porque despertar o impulso sexual dele o suficiente também vai eliminar o impulso agressivo dele. Essas formas de comportamento são chamadas de atividades de re-motivação.
A mulher usa o estímulo sexual para re-motivar o macho e conseguir, assim, uma vantagem não sexual. Embora essa estratégia, em uma espécie como a nossa, em que os indivíduos estão presos em casais, tenha seus perigos. O estímulo não pode ir longe demais.
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