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A AIDS (sigla pra Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, em inglês AIDS) é uma doença que afeta os humanos infectados pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana). Diz-se que uma pessoa tem AIDS quando o corpo dela, por causa da imunossupressão causada pelo HIV, não consegue dar uma resposta imune adequada contra as infecções que atacam os seres humanos. Fala-se que essa infecção é irreversível.
Vale destacar a diferença entre estar infectado pelo HIV e ter AIDS. Uma pessoa infectada pelo HIV é soropositiva, e só desenvolve um quadro de AIDS quando o nível de linfócitos T CD4 (que são o tipo de célula que o vírus ataca) cai pra menos de 200 células por mililitro de sangue.
O HIV é transmitido através dos fluidos corporais (como sangue, porra, secreções da buceta e leite materno).[1]O Dia mundial da luta contra a AIDS é celebrado em 1º de dezembro.
A Real Academia Espanhola (RAE) inclui a palavra aids na vigésima segunda edição do seu dicionário.[/1][2][1]por isso pode ser usada em minúsculas e maiúsculas.[/1][/2][3][2][1]O uso de minúsculas é recomendado pela Organização Pan-Americana da Saúde, agência de saúde da ONU para as Américas.[/1][/2][/3][4][3][2][1]Conteúdo[/1][/2][/3][/4][ocultar][4][3][2][1]1 Introdução
2 Categorias clínicas
3 História
4 Conhecimento atual da doença
5 Teorias dissidentes
5.1 Posição com maior consenso na comunidade científica
6 Estado atual
6.1 As mulheres e a AIDS
7 Prevenção
7.1 Penetração
7.2 Sexo oral
7.3 Via parenteral
7.4 Circuncisão
7.5 Resistência natural
7.6 Saliva
7.7 Abstinência
8 Tratamento
8.1 Bibliografia
8.2 Notas
9 Veja também
10 Links externos
Introdução
Símbolo internacional que representa a luta contra a AIDS. A AIDS é a incapacidade do sistema imunológico de lidar com infecções e outros processos patológicos, e se desenvolve quando o nível de linfócitos T CD4 cai abaixo de 200 células por mililitro de sangue.
Normalmente, os glóbulos brancos e anticorpos atacam e destroem qualquer organismo estranho que entra no corpo humano. Essa resposta é coordenada por um tipo de célula chamado linfócitos CD4. Infelizmente, o HIV ataca especificamente as células que expressam o receptor CD4, uma das mais importantes são os linfócitos T CD4+, e entra nelas. Uma vez dentro, o vírus transforma seu material genético de fita simples (RNA) em fita dupla (DNA) para incorporá-lo ao material genético do hospedeiro (pessoa infectada) e o usa para se replicar ou fazer cópias de si mesmo. Quando as novas cópias do vírus saem das células para o sangue, elas procuram outras células para atacar. Enquanto isso, as células de onde saíram morrem. Esse ciclo se repete várias vezes.
Para se defender dessa produção de vírus, o sistema imunológico de uma pessoa produz muitas células CD4 diariamente. Gradualmente, o número de células CD4 diminui, então a pessoa sofre de imunodeficiência, o que significa que ela não consegue se defender de outros vírus, bactérias, fungos e parasitas que causam doenças, deixando-a suscetível a doenças que uma pessoa saudável seria capaz de enfrentar. de enfrentar, como pneumonia atípica e meningite atípica. Essas doenças são principalmente infecções oportunistas. Como o organismo tem mecanismos de controle de crescimento celular dependentes de células CD4, a destruição progressiva dessas células faz com que esses mecanismos não sejam regulados direito, resultando na presença de algumas neoplasias (câncer) que não ocorreriam em pessoas "saudáveis". O HIV, além disso, é capaz de infectar células cerebrais, causando algumas condições neurológicas.
Como nos outros retrovírus, a informação genética do vírus está em forma de RNA, que contém as "instruções" para a síntese de proteínas estruturais, que ao se juntarem formam o novo vírus (vírion); ou seja, suas características hereditárias, necessárias para se replicar. Normalmente, na natureza, o DNA ou ácido desoxirribonucleico é uma fonte de material genético a partir da qual se produz uma cópia simples de RNA, mas no caso do HIV, ele consegue inverter o sentido da informação, produzindo DNA a partir de sua cópia simples de RNA, operação chamada de transcrição reversa, característica dos retrovírus. O vírus insere sua informação genética no mecanismo de reprodução da célula (núcleo celular), graças à ação da transcriptase reversa.
Categorias clínicas
Fases da infecção por HIVNa tabela a seguir, são apresentados os diferentes estágios da infecção por HIV.
Categoria A: pacientes com infecção primária ou assintomáticos.
Categoria B: pacientes que apresentam ou apresentaram sintomas que não pertencem à categoria C, mas que estão relacionados à infecção por HIV:
Angiomatose bacilar.
Candidíase vulvovaginal, ou candidíase oral resistente ao tratamento.
Displasia de colo do útero ou carcinoma de colo do útero não invasivo.
Doença inflamatória pélvica (DIP).
Febre abaixo de 38,5 ºC ou diarreia, por mais de um mês de duração.
Herpes zóster (mais de um episódio, ou um episódio afetando mais de um dermátomo).
Leucoplasia oral pilosa.
Neuropatia periférica.
Púrpura trombocitopênica idiopática (PTI).
Categoria C: pacientes que apresentam ou já apresentaram algumas complicações incluídas na definição de AIDS de 1987 da OMS:
Infecções oportunistas:
Infecções bacterianas:
Septicemia por Salmonella recorrente (diferente de Salmonella typhi).
Tuberculose.
Infecção pelo complexo Mycobacterium avium (MAC).
Infecções por micobactérias atípicas.
Infecções virais:
Infecção por citomegalovírus (retinite ou disseminada).
Infecção pelo vírus do herpes simples (HSV tipos 1 e 2), podendo ser crônica ou na forma de bronquite, pneumonite ou esofagite.
Infecções fúngicas:
Aspergilose.
Candidíase, tanto disseminada quanto do esôfago, traqueia ou pulmões.
Coccidioidomicose, extrapulmonar ou disseminada.
Criptococose extrapulmonar.
Histoplasmose, seja disseminada ou extrapulmonar.
Infecções por protozoários:
Pneumonia por Pneumocystis jirovecii.
Toxoplasmose neurológica.
Criptosporidiose intestinal crônica.
Isosporíase intestinal crônica.
Processos cronificados: bronquite e pneumonia.
Processos associados diretamente ao HIV:
Demência relacionada ao HIV (encefalopatia por HIV).
Leucoencefalopatia multifocal progressiva.
Síndrome de desgaste ou wasting syndrome.
Processos tumorais:
Sarcoma de Kaposi.
Linfoma de Burkitt.
Outros linfomas não Hodgkin, especialmente linfoma imunoblástico, linfoma cerebral primário ou linfoma de células B.
Carcinoma invasivo de colo do útero.
O HIV se multiplica, após a fase aguda primária da infecção, nos órgãos linfoides, sobrecarregando-os com um esforço que acaba provocando uma redução severa na produção de linfócitos. O enfraquecimento das defesas abre a porta para o desenvolvimento de infecções oportunistas por bactérias, fungos, protistas e vírus. Em muitos casos, os micro-organismos Os responsáveis estão presentes desde antes, mas desenvolvem uma doença só quando deixam de ser contidos pelos mecanismos de imunidade celular que o HIV destrói. Nenhuma dessas doenças ataca apenas os HIV positivos, mas algumas eram quase desconhecidas antes da epidemia de HIV e, em muitos casos, as variantes que acompanham ou definem a aids são diferentes no seu desenvolvimento ou na sua epidemiologia.
História
A era da aids começou oficialmente em 5 de junho de 1981, quando o Center for Disease Control and Prevention (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) dos Estados Unidos convocou uma coletiva de imprensa onde descreveu cinco casos de pneumonia por Pneumocystis carinii em Los Angeles.[/1][/2][/3][/4][/ocultar][5][ocultar][4][3][2][1]No mês seguinte, foram confirmados vários casos de sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer de pele. As primeiras descobertas desses casos foram feitas pelo Dr. Michael Gottlieb, de São Francisco.
Embora os médicos já conhecessem tanto a pneumonia por Pneumocystis carinii quanto o sarcoma de Kaposi, o aparecimento conjunto dos dois em vários pacientes chamou a atenção deles. A maioria desses pacientes eram homens homossexuais sexualmente ativos, muitos dos quais também sofriam de outras doenças crônicas que mais tarde foram identificadas como infecções oportunistas. Os exames de sangue feitos nesses pacientes mostraram que eles não tinham a quantidade adequada de um tipo de célula sanguínea chamada CD4+. A maioria desses pacientes morreu em poucos meses.
Vírus da aids
Por causa do aparecimento de manchas rosadas no corpo do infectado, a imprensa começou a chamar a aids de "peste rosa". Isso gerou confusão e a doença foi atribuída aos homossexuais, embora logo se percebesse que também afetava imigrantes haitianos nos Estados Unidos, usuários de drogas injetáveis, receptores de transfusões sanguíneas e mulheres heterossexuais. Em 1982, a nova doença foi oficialmente batizada como Acquired Immune Deficiency Syndrome (AIDS).
Até 1984, várias teorias sobre a possível causa da aids foram defendidas. A teoria com mais apoio sugeria que a aids era causada por um vírus. As evidências que sustentavam essa teoria eram, basicamente, epidemiológicas. Em 1983, um grupo de nove homens homossexuais com aids de Los Angeles, que tiveram parceiros sexuais em comum, incluindo outro homem em Nova York que manteve relações sexuais com três deles, serviu de base para estabelecer um padrão de contágio típico de doenças infecciosas.
Outras teorias sugerem que a aids surge devido ao uso excessivo de drogas e à alta atividade sexual com diferentes parceiros. Também foi levantado que a inoculação de sêmen no reto durante o sexo anal combinado com o uso de inalantes de nitrito (poppers) causava supressão do sistema imunológico. Poucos especialistas levaram essas teorias a sério, embora algumas pessoas ainda as promovam e neguem que a aids seja resultado da infecção pelo HIV.
A teoria mais aceita atualmente sustenta que o HIV vem de um vírus chamado "vírus da imunodeficiência em símios" (SIV, em inglês), que é idêntico ao HIV e causa sintomas semelhantes à aids em outros primatas.
Em 1984, dois cientistas franceses, Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier, isolaram o vírus da aids e o purificaram. O Dr. Robert Gallo, americano, pediu amostras ao laboratório francês e, se adiantando aos franceses, lançou a notícia de que havia descoberto o vírus e realizado o primeiro teste de detecção e os primeiros anticorpos para combater a doença. Após várias controvérsias legais, decidiu-se compartilhar as patentes, mas a descoberta foi atribuída aos dois pesquisadores originais que isolaram o vírus, e somente eles dois receberam o Nobel conjunto junto com outro pesquisador em 2008, sendo reconhecidos como os verdadeiros descobridores do vírus. Aceitou-se que Robert Gallo se aproveitou do material de outros pesquisadores para fazer todas as suas observações. Em 1986, o vírus foi denominado HIV (vírus da imunodeficiência humana). A descoberta do vírus permitiu o desenvolvimento de um anticorpo, que começou a ser usado para identificar os infectados dentro dos grupos de risco. Também permitiu iniciar pesquisas sobre possíveis tratamentos e uma vacina.
Naquela época, as vítimas da aids eram isoladas pela comunidade, pelos amigos e até pela família. Crianças com aids não eram aceitas nas escolas devido aos protestos dos pais de outras crianças; esse foi o caso do jovem americano Ryan White. As pessoas tinham medo se aproximar dos infectados porque achavam que o HIV podia ser transmitido por contato casual, como apertar a mão, abraçar, beijar ou compartilhar utensílios com alguém infectado.
No começo, a comunidade homossexual foi culpada pelo surgimento e pela expansão da AIDS no Ocidente. Alguns grupos religiosos chegaram a dizer que a AIDS era um castigo de Deus para os gays (essa crença ainda é popular entre certas minorias de cristãos e muçulmanos). Outros apontavam que o estilo de vida "depravado" dos homossexuais era o responsável pela doença. Embora a AIDS tenha se espalhado mais rápido entre as comunidades gays no início, e a maioria dos doentes no Ocidente fosse homossexual, isso se devia, em parte, ao fato de que naquela época o uso de camisinha entre gays não era comum, já que era visto apenas como método anticoncepcional. Por outro lado, a disseminação da doença na África foi principalmente por via heterossexual.[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][6][5][ocultar][4][3][2][1] [/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]A aids conseguiu se espalhar rapidamente porque a atenção ficou só nos homossexuais, isso fez com que a doença se alastrasse sem controle entre os héteros, principalmente na África, no Caribe e depois na Ásia.
Graças à disponibilidade dos antirretrovirais, as pessoas com HIV podem levar uma vida normal, igual a de quem tem uma doença crônica, sem as infecções oportunistas típicas da aids não tratada. Os antirretrovirais estão disponíveis principalmente nos países desenvolvidos. A disponibilidade deles nos países em desenvolvimento tá crescendo, especialmente na América Latina; mas na África, Ásia e Europa Oriental, muita gente ainda não tem acesso a esses remédios, então desenvolvem as infecções oportunistas e morrem alguns anos depois da soroconversão.
Conhecimento atual da doença
Porcentagem por país de adultos infectados pela aidsO HIV é parente de outros vírus que causam doenças parecidas com a aids. Acredita-se que esse vírus passou dos animais para os humanos no começo do século XX. Existem dois vírus diferentes que causam aids nos seres humanos, o HIV-1 e o HIV-2. Do primeiro, a espécie reservatório são os chimpanzés, de cujo vírus próprio, o SIVcpz, ele deriva. O HIV-2 vem do SIVsm, próprio de uma espécie de macacos da África Ocidental. Nos dois casos, a transmissão entre espécies aconteceu várias vezes, mas a pandemia atual resulta da propagação do grupo M do HIV-1, que segundo estimativas veio de uma infecção ocorrida na África Central, onde o vírus mostra a maior diversidade, na primeira metade do século XX.
A pandemia atual começou na África Central, mas passou despercebida até começar a afetar a população de países ricos, onde a imunossupressão da aids não podia ser facilmente confundida com a pobreza causada por outros motivos, especialmente para sistemas médicos e de controle de doenças muito Dotados de recursos. A amostra humana mais antiga que se sabe conter HIV foi coletada em 1959 de um marinheiro britânico, que aparentemente contraiu o vírus no que hoje é a República Democrática do Congo. Outras amostras contendo o vírus foram encontradas em um homem americano que morreu em 1969 e em um marinheiro norueguês em 1976. Acredita-se que o vírus se espalhou através de atividade sexual, possivelmente por meio de prostitutas, nas áreas urbanas da África. Conforme os primeiros infectados viajaram pelo mundo, foram levando a doença para várias cidades de diferentes continentes.
Atualmente, a maneira mais comum de transmissão do HIV é através de sexo sem proteção e do compartilhamento de agulhas entre usuários de drogas injetáveis. O vírus também pode ser transmitido de uma mãe grávida para o filho (transmissão vertical). No passado, a AIDS também foi transmitida por transfusões de sangue e pelo uso de derivados sanguíneos no tratamento da hemofilia, ou pelo compartilhamento de material médico não esterilizado; no entanto, hoje isso é muito raro, exceto o último caso em regiões pobres, devido aos controles realizados sobre esses produtos.
Nem todos os pacientes infectados com o vírus HIV têm AIDS. O critério para diagnosticar a AIDS pode variar de região para região, mas o diagnóstico tipicamente requer:
Uma contagem absoluta de células T CD4 menor que 200 por milímetro cúbico, ou
A presença de alguma das infecções oportunistas típicas, causadas por agentes incapazes de causar doença em pessoas saudáveis.
A pessoa infectada pelo HIV é chamada de "soropositiva" ou "HIV positivo" (HIV+) e os não infectados são chamados de "soronegativos" ou "HIV negativo" (HIV–). A maioria das pessoas soropositivas não sabe que é.
A infecção primária pelo HIV é chamada de "soroconversão" e pode ser acompanhada por uma série de sintomas inespecíficos, parecidos com os de uma gripe, por exemplo, febre, dores musculares e nas articulações, dor de garganta e gânglios linfáticos inchados. Nessa fase, o infectado transmite mais do que em qualquer outra etapa da doença, já que a quantidade de vírus no organismo é a mais alta que vai atingir. Isso acontece porque a resposta imunológica do hospedeiro ainda não se desenvolveu completamente. Nem todos os recém-infectados pelo HIV apresentam esses sintomas, e, no fim, todos os indivíduos se tornam assintomáticos.
Curso típico da infecção pelo HIV. Os detalhes, especialmente os prazos, variam bastante de um infectado para outro. Em azul, evolução da contagem de linfócitos T CD4+. Em vermelho, evolução da carga viral. Durante a fase assintomática, bilhões de vírus HIV são produzidos todos os dias, o que vem acompanhado de uma queda nas células T CD4+. O vírus não está só no sangue, mas em todo o corpo, principalmente nos gânglios linfáticos, no cérebro e nas secreções genitais.
O tempo que leva para o diagnóstico de aids desde a infecção inicial pelo HIV é variável. Alguns pacientes desenvolvem algum sintoma de imunossupressão poucos meses depois de serem infectados, enquanto outros ficam assintomáticos por até 20 anos.
O motivo pelo qual alguns pacientes não desenvolvem a doença e por que há tanta variação entre as pessoas no avanço da doença ainda está sendo estudado. O tempo médio entre a infecção inicial e o desenvolvimento da aids varia de oito a dez anos na ausência de tratamento.
Teorias dissidentes
Artigo principal: Cientistas dissidentes sobre a hipótese que correlaciona HIV com aids
Existe um grupo minoritário de cientistas e ativistas que surgiu na década de 80 e questiona a conexão entre o HIV e a aids, e até mesmo a existência do vírus. Eles também colocam em dúvida a validade dos métodos de teste atuais. Esses dissidentes alegam que não são convidados pras conferências sobre a doença e que não recebem apoio financeiro pras suas pesquisas.
Membros importantes desse movimento são o Professor de Biologia molecular e celular Peter Duesberg, o matemático Serge Lang, a Física médica Eleni Papadopulos-Eleopulos, o biólogo molecular Harvey Bialy, o químico especialista em inibidores de protease David Rasnick e os Prêmios Nobel Kary Mullis (Química em 1993) e Walter Gilbert (Química 1980).
Parte desses cientistas dissidentes acusam os cientistas da aids ortodoxos de incompetência científica e fraude deliberada. Segundo esses dissidentes, os tratamentos aceitos oficialmente causariam a aids.[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]). Segundo eles, essa afirmação é apoiada pela farmacocinética dos medicamentos e pode ser comprovada com uma leitura cuidadosa das bulas.
Posição com maior consenso na comunidade científica
Dentro da comunidade científica, existe um grande consenso sobre HIV/Aids. E, embora ainda existam vários aspectos da doença que são desconhecidos, considera-se que as informações que estabelecem a relação causal entre o HIV e a aids são contundentes.
As teorias dissidentes são classificadas como pseudocientíficas pela maioria da comunidade científica.[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1] [/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][9][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]ao negar a existência do que é considerado uma grande quantidade de evidência empírica que refuta suas hipóteses. Consideram também que as hipóteses não cumprem requisitos científicos básicos: não seguem a estratégia científica da navalha de Occam, não trazem evidência empírica que mostre anomalias nas teorias consolidadas, escolhem a evidência de forma seletiva para validar as hipóteses e se baseiam em conhecimentos obsoletos sobre virologia.
Grande parte da comunidade científica acredita que a posição daqueles que negam a existência do HIV ou sua relação com a doença atrapalha a adoção de medidas preventivas e terapêuticas adequadas, um exemplo disso foi a crise humanitária que a África do Sul sofreu, depois de apoiar essas teorias. Em resposta às hipóteses dos dissidentes da aids, em julho de 2000, mais de 5.000 cientistas assinaram uma declaração, conhecida como a declaração de Durban, que teve como objetivo divulgar em linguagem compreensível os dados considerados mais comprovados sobre a doença.[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][/9][10][9][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]Segundo os apoiadores da teoria mais aceita, os defensores das teorias dissidentes não oferecem explicações cientificamente convincentes para o fato de muitos soropositivos desenvolverem aids antes de iniciar o tratamento, ao qual costumam atribuir a síndrome. Os defensores das teorias dissidentes dão várias explicações (consideradas pouco sérias e sem evidências) para o surgimento da aids em indivíduos que ainda não começaram o tratamento:
Peter Duesberg explica isso por meio de uma imunossupressão causada por drogas "recreativas".[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][/9][/10][11][10][9][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]Kary Mullis explica o surgimento da aids em pacientes não tratados como consequência de uma superestimulação do sistema imunológico, resultado de uma exposição múltipla a antígenos.[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][/9][/10][/11][12][11][10][9][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]Situação atual
Nos países ocidentais, a taxa de infecção pelo HIV caiu um pouco por causa da adoção de práticas de sexo seguro por homens gays e (em menor grau) pela distribuição gratuita de seringas e campanhas pra educar os usuários de drogas injetáveis sobre o perigo de compartilhar as agulhas. A disseminação da infecção entre os héteros foi um pouco mais lenta do que se temia no começo, possivelmente porque o HIV é um pouco menos transmissível pelo sexo vaginal — quando não tem outras doenças sexualmente transmissíveis presentes — do que se achava antes.
Porém, desde o final dos anos 1990, em alguns grupos do Primeiro Mundo, as taxas de infecção começaram a mostrar sinais de aumento de novo. No Reino Unido, o número de pessoas diagnosticadas com HIV subiu 26% de 2000 pra 2001. A mesma tendência aparece nos EUA e na Austrália. Isso é atribuído ao fato de que as gerações mais novas não lembram da pior fase da epidemia nos anos 80 e já se cansaram de usar camisinha. A aids continua sendo um problema entre as putas e os usuários de drogas injetáveis. Por outro lado, a taxa de mortes por doenças relacionadas à aids caiu nos países ocidentais por causa do surgimento de novas terapias de contenção eficazes (embora mais caras) que atrasam o desenvolvimento da aids.
Porcentagem de infectados no continente africano (em 1999)
Queda na expectativa de vida em alguns países da África:
Botsuana
Zimbábue
Quênia
África do Sul
Uganda
Em países subdesenvolvidos, especialmente na região central e sul da África, as más condições econômicas (que fazem, por exemplo, com que os centros de saúde usem seringas já usadas) e a falta de educação sexual por motivos principalmente religiosos resultam numa taxa altíssima de infecção (ver aids na África). Em Em alguns países, mais de um quarto da população adulta é HIV-positiva; só em Botsuana, a taxa chega a 35,8% (estimativa de 1999, fonte em inglês World Press Review). A situação na África do Sul — com 66% de cristãos e o presidente Thabo Mbeki, que compartilha, embora não mais oficialmente, a opinião dos "dissidentes da aids" — está se deteriorando rapidamente. Só em 2002, houve quase 4,7 milhões de infecções. Outros países onde a aids está causando estragos são Nigéria e Etiópia, com 3,7 e 2,4 milhões de infectados em 2003, respectivamente. Por outro lado, em países como Uganda, Zâmbia e Senegal, foram iniciados programas de prevenção para reduzir suas taxas de infecção por HIV, com diferentes graus de sucesso.
No entanto, tem quem duvide das altas taxas estimadas de incidência de aids na África, como o médico austríaco Christian Fiala, já que ela é diagnosticada quase sempre sem testes virais, devido ao custo, e baseada em sintomas não específicos que podem ser causados por desnutrição ou diarreias, ou por outras doenças como tuberculose. Também se denuncia que as taxas são baseadas mais em estimativas e suposições do que em casos diagnosticados. Esses céticos comentam que as mortes reais na África do Sul por aids são muito inferiores ao que deveria ser pelos casos estimados oficialmente, que há países com incidências muito altas de aids com altas taxas de crescimento populacional, como Botsuana, ou países como Uganda, com taxas altíssimas há alguns anos, que agora as têm bem baixas, de modo que é impossível ter caído tão drasticamente.
As taxas de infecção por HIV também aumentaram na Ásia, com cerca de 7,5 milhões de infectados em 2003. Em julho de 2003, estimava-se que havia 4,6 milhões de infectados na Índia, o que representa aproximadamente 0,9% da população adulta economicamente ativa. Na China, a quantidade de infectados era estimada entre 1 e 1,5 milhão, embora Alguns acreditam que o número real de infectados é ainda maior. Por outro lado, em países como Tailândia e Camboja, a taxa de infecção pelo HIV se manteve estável nos últimos anos.
Recentemente, tem havido preocupação com o rápido crescimento da AIDS na Europa Oriental e na Ásia Central, onde se estima que havia 1,7 milhão de infectados em janeiro de 2004. A taxa de infecção pelo HIV vem aumentando desde meados dos anos 1990, devido a um colapso econômico e social, ao aumento do número de usuários de drogas injetáveis e ao aumento do número de prostitutas. Na Rússia, foram reportados 257 mil casos em 2004, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde; no mesmo país, havia 15 mil infectados em 1995 e 190 mil em 2002. Alguns afirmam que o número real é cinco vezes maior que o estimado, ou seja, cerca de um milhão. Ucrânia e Estônia também viram o número de infectados aumentar, com estimativas de 500 mil e 3.700 no início de 2004, respectivamente.
As mulheres e a AIDS
Artigo principal: HIV em mulheres
Segundo o Fundo das Nações Unidas para as Mulheres (UNIFEM), embora a infecção pelo HIV tenha começado concentrada basicamente em homens, hoje as mulheres representam 50% das pessoas infectadas pelo HIV. Em regiões como a África Subsaariana, as mulheres representam 60% do total da população com HIV.
Prevenção
Preservativo femininoA única causa da transmissão é a troca de fluidos corporais, especialmente sangue e secreções genitais. O vírus HIV não pode ser transmitido pela respiração, saliva, contato casual como toque, aperto de mão, abraço, beijo no rosto, masturbação mútua com outra pessoa ou compartilhamento de utensílios como copos, xícaras ou colheres. Por outro lado, é teoricamente possível que o vírus seja transmitido entre pessoas através do beijo de boca a boca, se ambas tiverem feridas sangrantes ou gengivas feridas, mas esse caso não foi documentado. E além disso, é considerado bem improvável, já que a saliva tem concentrações muito mais baixas do que, por exemplo, o sêmen, e também porque a saliva tem propriedades antivirais que destroem o HIV.
**Penetração**
A infecção pelo HIV através de relações sexuais já foi comprovada de homem para mulher, de mulher para homem, de mulher para mulher e de homem para homem. O uso de camisinhas de látex é recomendado para todo tipo de atividade sexual que envolva penetração. É importante enfatizar que deve-se usar a camisinha feita de látex, pois outras camisinhas (de carneiro) que existem no mercado, feitas à base de material orgânico, não são eficazes na prevenção. As camisinhas têm uma taxa estimada de 90-95% de eficácia para evitar gravidez ou transmissão de doenças, e, usadas corretamente — isto é, bem conservadas, abertas com cuidado e colocadas do jeito certo —, são o melhor meio de proteção contra a transmissão do HIV. Já foi comprovado repetidamente que o HIV não passa efetivamente por camisinhas de látex intactas.
O sexo anal, devido à delicadeza dos tecidos do ânus e à facilidade com que se machucam, é considerado a atividade sexual de maior risco. Por isso, as camisinhas também são recomendadas para o sexo anal. A camisinha deve ser usada uma única vez, jogada no lixo e outra camisinha usada a cada vez. Devido ao risco de rasgar (tanto a camisinha quanto a pele e a mucosa das paredes vaginais e anais), recomenda-se o uso de lubrificantes à base de água. Vaselina e lubrificantes à base de óleo ou petróleo não devem ser usados com camisinhas porque enfraquecem o látex e o deixam propenso a rasgar.
**Sexo oral**
Em termos de transmissão do HIV, considera-se que o sexo oral tem menos riscos do que o vaginal ou o anal. No entanto, a relativa falta de pesquisas definitivas sobre o assunto, somada a informações públicas de veracidade duvidosa e influências culturais, levou muitos a acreditarem, de forma incorreta, que sexo oral é seguro. Embora o fator real de transmissão oral do HIV ainda não seja conhecido com precisão, há casos documentados de transmissão através de sexo oral por inserção e por recepção (em homens). Um estudo[citação necessária] concluiu que 7,8% dos homens recentemente infectados em São Francisco provavelmente receberam o vírus através do sexo oral. No entanto, um estudo com homens espanhóis que fizeram sexo oral com parceiros HIV+ sabendo disso não identificou nenhum caso de transmissão oral. Parte da razão pela qual essa evidência é conflitante é porque identificar casos de transmissão oral é problemático. A maioria das pessoas HIV+ teve outros tipos de atividade sexual antes da infecção, o que torna difícil ou impossível isolar a transmissão oral como fator. Fatores como úlceras na boca, etc., também são difíceis de isolar na transmissão entre pessoas "saudáveis". Geralmente se recomenda não permitir a entrada de sêmen ou fluido pré-seminal na boca. O uso de camisinha para sexo oral (ou protetor dental para o cunnilingus) reduz ainda mais o risco potencial. A camisinha que já foi usada para sexo oral deve ser descartada. Caso haja coito posterior, um novo preservativo deve ser usado; já que as microlesões que ocorrem no látex pelo atrito com os dentes permitem a passagem do vírus.
Via parenteral
Sabe-se que o HIV é transmitido quando agulhas são compartilhadas entre usuários de drogas injetáveis, e essa é uma das formas mais comuns de transmissão. Todas as organizações de prevenção da aids alertam os usuários de drogas para não compartilharem agulhas, e para usarem uma agulha nova ou devidamente esterilizada para cada injeção. Os centros e profissionais de saúde e de dependência química têm informações sobre a limpeza de agulhas com água sanitária. Nos Estados Unidos e em outros países ocidentais, estão Agulhas grátis disponíveis em algumas cidades, em locais de troca de agulhas, onde você entrega as usadas e pega novas, ou em sites de injeção segura.
Os profissionais de saúde podem prevenir a propagação do HIV de pacientes para trabalhadores e de paciente para paciente seguindo normas universais de assepsia ou isolamento contra substâncias corporais, como usar luvas de látex ao aplicar injeções ou manusear resíduos ou fluidos corporais, e lavar as mãos com frequência.
O risco de se infectar com o vírus HIV por uma picada de agulha que foi usada em uma pessoa infectada é menor que 1 em 200. Uma profilaxia pós-exposição adequada (com medicamentos anti-HIV) consegue neutralizar esse pequeno risco, reduzindo ao mínimo a chance de soroconversão.
Circuncisão
Um estudo de 2005[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][/9][/10][/11][/12][13][12][11][10][9][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]mostrou que ser circuncidado reduz significativamente a chance de um homem pegar o vírus de uma mulher soropositiva por penetração vaginal. Os boatos nesse sentido, gerados a partir de estudos anteriores não conclusivos, já aumentaram a popularidade da circuncisão em algumas partes da África. Um estudo relacionado[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][/9][/10][/11][/12][/13][14][13][12][11][10][9][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]estima-se que a circuncisão pode se tornar um fator significativo na luta contra a propagação da epidemia.
Resistência natural
Pesquisas recentes confirmaram que, de fato, existem pessoas mais imunes ao vírus, devido a uma mutação no genoma chamada "CCR5-delta 32". Acredita-se que ela tenha surgido há 700 anos, quando a peste bubônica dizimou a Europa. A teoria diz que os organismos com esse gene impedem que o vírus entre nos glóbulos brancos. Esse mecanismo é análogo ao da peste negra. O HIV se desenvolve mais lentamente nessas pessoas, que foram batizadas de "não progressores de longo prazo".
Saliva
Depois do sangue, a saliva foi o segundo fluido corporal onde o HIV foi isolado. A origem do HIV salivar são os linfócitos infectados das gengivas. Essas células migram para a saliva a uma taxa de um milhão por minuto. Essa migração pode aumentar em até 10 vezes (dez milhões de células por minuto) em doenças da mucosa oral, que são frequentes em um hospedeiro imunodeficiente (como um indivíduo com infecção por HIV). Estudos imunocitoquímicos recentes mostram que, em pacientes com aids, há uma concentração mais alta de HIV nos linfócitos salivares do que nos linfócitos do sangue periférico. Isso sugere que os linfócitos infectados recebem uma estimulação antigênica pela flora oral (bactérias na boca), o que resulta em uma maior expressão do vírus" (A. Lisec, "Za zivot", izdanje "U pravi trenutak", Dakovo 1994. p.270-271.)
Abstinência
Os programas que defendem a abstinência sexual como método preventivo exclusivo não demonstraram utilidade para diminuir o risco de contágio do vírus.[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][/9][/10][/11][/12][/13][/14][15][14][13][12][11][10][9][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]Tratamento
Atualmente existem medicamentos, chamados antirretrovirais, que inibem enzimas essenciais, a transcriptase reversa, retrotranscriptase ou a protease, reduzindo assim a replicação do HIV. Dessa forma, o progresso da doença e o surgimento de infecções oportunistas são freados. Então, embora a AIDS não possa ser propriamente curada, com o uso contínuo desses remédios ela pode se tornar uma doença crônica compatível com uma vida longa e quase normal. A enzima do HIV, a retrotranscriptase, é uma enzima que converte RNA em DNA, por isso se tornou um dos principais alvos nos tratamentos antirretrovirais.[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][/9][/10][/11][/12][/13][/14][/15][16][15][14][13][12][11][10][9][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]Em 2007, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou o remédio Atripla, que junta três dos antirretrovirais mais usados num único comprimido. Os princípios ativos são efavirenz, emtricitabina e tenofovir disoproxila. O medicamento é indicado pra tratar o vírus-1 em adultos.[/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][/9][/10][/11][/12][/13][/14][/15][/16][17][16][15][14][13][12][11][10][9][8][2][7][6][5][ocultar][4][3][2][1]
El común denominador de los tratamientos aplicados en la actualidad es la combinación de distintas drogas antiretrovilares, comúnmente llamada "cóctel". Estos "cócteles" reemplazaron a las terapias tradicionales de una sola droga que sólo se mantienen en el caso de las embarazadas VIH positivas. Las diferentes drogas tienden a impedir la multiplicación del virus y, hacen más lento el proceso de deterioro del sistema inmunitario. El "cóctel" se compone de dos drogas inhibidoras de la transcriptasa reversa (las drogas) AZT, DDI, DDC, 3TC y D4T) y un inhibidor de otras enzimas las proteasas.
Al inhibir diferentes enzimas, las drogas intervienen en diferentes momentos del proceso de multiplicación del virus, impidiendo que dicho proceso llegue a término. La ventaja de la combinación reside, justamente, en que no se ataca al virus en un solo lugar, sino que se le dan "simultáneos y diferentes golpes". Los inhibidores de la transcriptasa inversa introducen una información genética equivocada" o "incompleta" que hace imposible la multiplicación del virus y determina su muerte Los inhibidores de las proteasas actúan en las células ya infectadas impidiendo el «ensamblaje» de las proteínas necesarias para la formación de nuevas partículas virales.
Bibliografía
Sontag, Susan: El sida y sus metáforas (104 pág.). Barcelona: El Aleph, 1989. ISBN 84-7669-085-1.
Echevarría Lucas, Lucía; María José del Río Pardo, Manuel Causse del Río: El sida y sus manifestaciones oftalmológicas. Avances tras la Haart. 2006. ISBN 84-9747-116-4
López, Liliana: ¿Se puede prevenir el sida?. Madrid: Biblioteca Nueva. 2004. ISBN 84-9742-315-1.
Irwin, Alexander, Joyce Millen, Dorothy Fallows, Fernando Aguiar González: Sida global: verdades y mentiras: herramientas para luchar contra la pandemia del siglo XXI. Barcelona: Paidós Ibérica. 2004. ISBN 84-493-1626-X.
http://es.wikipedia.org/wiki/AIDS [/1][/2][/3][/4][/ocultar][/5][/6][/7][/2][/8][/9][/10][/11][/12][/13][/14][/15][/16][/17]
7 comentários - A cuidarse 1er post
y los 5 papa????le mentis a esta preciosura???mal ahy!!!que hermosa que sos.....con el tema de tu post gran aporte...siempre es buena mantenerce informado del sida,gracias por compartir!!abrasos
Si bien no esta mal copiar y pegar cosas do otro lado la onda seria quiza q le metas algo tuyo, que podria ser por ej:
"Resaltar lo importante/interesante". con negrita, pintar letras de rojo o algun otro metodo cosa q no de la sensacion de un chorro infinito de cosas q no te da ganas de leer. si bien todo debe ser importante resaltando es como q uno en un toque puede ver de q se trata o leer mas la parte que le interesa.
Suerte!
PD: estas re buena. Yo te doy... pero mal. 🙎♂️
Bye 😀