Oi! Essa é minha primeira postagem, é uma notícia que li no La Nación online, sobre um vírus que afeta homens e mulheres. Não custa nada ficar de olho e se informar sobre isso.
Saúde masculina / 50% vão se infectar em algum momentoPapiloma humano: um vírus que também é coisa de homemCausa metade dos cânceres de pênis, que todo ano provocam 250 amputações
Fabiola Czubaj
LA NACION
O vírus do papiloma humano (HPV), que causa o câncer de colo do útero, não é coisa só de mulher. Um em cada dois homens sexualmente ativos vai se infectar com esse micro-organismo em algum momento, independente das preferências na hora de escolher parceiro.
"Os homens deveriam se preocupar de verdade com o HPV por uma questão de responsabilidade biológica: não virar de graça o transmissor de um vírus que pode causar câncer na parceira e neles mesmos, já que é algo que afeta homens e mulheres, sem importar a orientação sexual", disse ontem o doutor Silvio Tatti, diretor do Programa de Rastreio, Terapêutica e Vacinação do Trato Genital Inferior do Hospital de Clínicas.
O HPV é o responsável por nada mais, nada menos que 50% dos cânceres de pênis no país. E como a consulta para o diagnóstico costuma ser tardia, porque a doença pode não dar sintomas até estar bem avançada, são feitas umas 250 amputações por ano.
Daí a importância de procurar o médico o quanto antes se aparecerem verrugas, manchas brancas ou úlceras no pênis, no escroto, na virilha, no ânus, na boca ou na garganta. É que duas das cepas de alto risco, as 16 e 18, do HPV começaram a competir com o álcool e o tabaco entre as causas do câncer bucal, cuja idade de aparecimento caiu dos 60 para os 30 anos.
"Um estudo da Universidade do Texas sobre cem casos de câncer de língua e de faringe encontrou em 70 a presença dos tipos 16 e 18 do HPV. Isso mostra que os mesmos vírus que causam câncer genital também são oncogênicos para os tecidos bucais. Através do sexo oral, o HPV pode entrar na boca e produzir uma lesão tumoral", explicou ontem à LA NACION o doutor Eduardo Cecotti, professor consultor da Seção de Patologia Oral da Academia Nacional de Medicina e presidente das 35as. Jornadas. Internacionais da Associação Odontológica Argentina, onde hoje terá um curso sobre câncer oral.
Alto e baixo risco
O HPV tem mais de cem tipos, mas entre 30 e 40 infectam os genitais masculinos e femininos. Tem os de "baixo risco" (benignos), que são os que causam as verrugas genitais, e os de "alto risco", que são 13 e provocam os cânceres de colo do útero, orofaríngeo (faringe, amígdalas, base da língua, palato) e de ânus, vagina, vulva e pênis. Entre essas cepas estão os tipos 16 e 18, transmitidos sexualmente.
Até agora, pouco se falava sobre o papel do homem na circulação do vírus do papiloma humano. Aliás, durante uma coletiva de imprensa ontem, o doutor Tatti explicou que para os caras não existem exames de rotina para detectar o HPV, como acontece com o Papanicolau nas mulheres, apesar de 50% dos homens sexualmente ativos estarem infectados com um tipo de alto risco. "Estão começando a aparecer ensaios clínicos sobre a incidência do vírus em homens héteros e que transam com outros homens", disse o presidente eleito da Federação Internacional de Patologia Cervical e Colposcopia.
Além das relações sexuais por via vaginal, anal ou oral, o HPV se transmite pelo contato com as mucosas genitais e não tem muitas medidas para prevenir uma transmissão que, segundo a Organização Mundial da Saúde, é mais frequente de homens para mulheres. "Tem a camisinha, a monogamia, o início tardio das relações sexuais e as parcerias estáveis - enumerou Tatti. E embora pareçam princípios arcaicos, que não têm nada a ver com ideologia ou religião, mas sim com a biologia e a transmissibilidade dos vírus, essas quatro medidas funcionam como uma barreira para diminuir a infecção por via sexual."
O uso da camisinha reduz no máximo 70% o risco de transmitir o HPV. Estima-se que dois terços das pessoas que tiverem contato sexual com outra infectadas vão desenvolver a infecção entre 3 e 6 meses depois. "É um ótimo elemento para se proteger das infecções sexualmente transmissíveis que estão no sangue ou nas secreções, como o sêmen ou o corrimento vaginal - explicou. Mas não é um bom elemento para prevenir infecções nas mucosas, como a vulva. A redução existe, mas é de cerca de 60%."
Com base nos dados disponíveis, está claro que sexo oral e anal são práticas de risco. 90% dos cânceres anais, que Tatti definiu como "em crescimento vertiginoso em homens e mulheres que praticam sexo anal", são causados pelo tipo 16 do HPV. Já Cecotti recomendou consultar o dentista duas vezes por ano para controlar as mucosas bucais se praticar sexo oral. "Os dentistas são treinados para detectar lesões e, diante de uma suspeita, vão encaminhar o paciente, que poderá iniciar o tratamento com sucesso garantido", disse.
Primeiro programa de triagem gratuito
O Hospital de Clínicas lançou o primeiro Programa de Triagem, Terapêutica e Vacinação do Trato Genital Inferior, onde homens e mulheres têm acesso a informações, detecção e tratamento da infecção pelo HPV. Funciona no setor de Consultórios Externos, no mezanino do hospital (Av. Córdoba 2351, Capital) e garante os tratamentos. "Os pacientes que quiserem se vacinar e tiverem indicação poderão fazer isso pelo plano de saúde ou convênio, ou com um desconto de quase 50% na farmácia do hospital", disse o doutor Silvio Tatti, que dirige o programa. Informações: (011) 5950-8582.
Fonte: http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1194197&origen=NLCien
Saúde masculina / 50% vão se infectar em algum momentoPapiloma humano: um vírus que também é coisa de homemCausa metade dos cânceres de pênis, que todo ano provocam 250 amputações
Fabiola Czubaj
LA NACION
O vírus do papiloma humano (HPV), que causa o câncer de colo do útero, não é coisa só de mulher. Um em cada dois homens sexualmente ativos vai se infectar com esse micro-organismo em algum momento, independente das preferências na hora de escolher parceiro.
"Os homens deveriam se preocupar de verdade com o HPV por uma questão de responsabilidade biológica: não virar de graça o transmissor de um vírus que pode causar câncer na parceira e neles mesmos, já que é algo que afeta homens e mulheres, sem importar a orientação sexual", disse ontem o doutor Silvio Tatti, diretor do Programa de Rastreio, Terapêutica e Vacinação do Trato Genital Inferior do Hospital de Clínicas.
O HPV é o responsável por nada mais, nada menos que 50% dos cânceres de pênis no país. E como a consulta para o diagnóstico costuma ser tardia, porque a doença pode não dar sintomas até estar bem avançada, são feitas umas 250 amputações por ano.
Daí a importância de procurar o médico o quanto antes se aparecerem verrugas, manchas brancas ou úlceras no pênis, no escroto, na virilha, no ânus, na boca ou na garganta. É que duas das cepas de alto risco, as 16 e 18, do HPV começaram a competir com o álcool e o tabaco entre as causas do câncer bucal, cuja idade de aparecimento caiu dos 60 para os 30 anos.
"Um estudo da Universidade do Texas sobre cem casos de câncer de língua e de faringe encontrou em 70 a presença dos tipos 16 e 18 do HPV. Isso mostra que os mesmos vírus que causam câncer genital também são oncogênicos para os tecidos bucais. Através do sexo oral, o HPV pode entrar na boca e produzir uma lesão tumoral", explicou ontem à LA NACION o doutor Eduardo Cecotti, professor consultor da Seção de Patologia Oral da Academia Nacional de Medicina e presidente das 35as. Jornadas. Internacionais da Associação Odontológica Argentina, onde hoje terá um curso sobre câncer oral.
Alto e baixo risco
O HPV tem mais de cem tipos, mas entre 30 e 40 infectam os genitais masculinos e femininos. Tem os de "baixo risco" (benignos), que são os que causam as verrugas genitais, e os de "alto risco", que são 13 e provocam os cânceres de colo do útero, orofaríngeo (faringe, amígdalas, base da língua, palato) e de ânus, vagina, vulva e pênis. Entre essas cepas estão os tipos 16 e 18, transmitidos sexualmente.
Até agora, pouco se falava sobre o papel do homem na circulação do vírus do papiloma humano. Aliás, durante uma coletiva de imprensa ontem, o doutor Tatti explicou que para os caras não existem exames de rotina para detectar o HPV, como acontece com o Papanicolau nas mulheres, apesar de 50% dos homens sexualmente ativos estarem infectados com um tipo de alto risco. "Estão começando a aparecer ensaios clínicos sobre a incidência do vírus em homens héteros e que transam com outros homens", disse o presidente eleito da Federação Internacional de Patologia Cervical e Colposcopia.
Além das relações sexuais por via vaginal, anal ou oral, o HPV se transmite pelo contato com as mucosas genitais e não tem muitas medidas para prevenir uma transmissão que, segundo a Organização Mundial da Saúde, é mais frequente de homens para mulheres. "Tem a camisinha, a monogamia, o início tardio das relações sexuais e as parcerias estáveis - enumerou Tatti. E embora pareçam princípios arcaicos, que não têm nada a ver com ideologia ou religião, mas sim com a biologia e a transmissibilidade dos vírus, essas quatro medidas funcionam como uma barreira para diminuir a infecção por via sexual."
O uso da camisinha reduz no máximo 70% o risco de transmitir o HPV. Estima-se que dois terços das pessoas que tiverem contato sexual com outra infectadas vão desenvolver a infecção entre 3 e 6 meses depois. "É um ótimo elemento para se proteger das infecções sexualmente transmissíveis que estão no sangue ou nas secreções, como o sêmen ou o corrimento vaginal - explicou. Mas não é um bom elemento para prevenir infecções nas mucosas, como a vulva. A redução existe, mas é de cerca de 60%."
Com base nos dados disponíveis, está claro que sexo oral e anal são práticas de risco. 90% dos cânceres anais, que Tatti definiu como "em crescimento vertiginoso em homens e mulheres que praticam sexo anal", são causados pelo tipo 16 do HPV. Já Cecotti recomendou consultar o dentista duas vezes por ano para controlar as mucosas bucais se praticar sexo oral. "Os dentistas são treinados para detectar lesões e, diante de uma suspeita, vão encaminhar o paciente, que poderá iniciar o tratamento com sucesso garantido", disse.
Primeiro programa de triagem gratuito
O Hospital de Clínicas lançou o primeiro Programa de Triagem, Terapêutica e Vacinação do Trato Genital Inferior, onde homens e mulheres têm acesso a informações, detecção e tratamento da infecção pelo HPV. Funciona no setor de Consultórios Externos, no mezanino do hospital (Av. Córdoba 2351, Capital) e garante os tratamentos. "Os pacientes que quiserem se vacinar e tiverem indicação poderão fazer isso pelo plano de saúde ou convênio, ou com um desconto de quase 50% na farmácia do hospital", disse o doutor Silvio Tatti, que dirige o programa. Informações: (011) 5950-8582.
Fonte: http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1194197&origen=NLCien
1 comentários - a cuidarse un poco mas!!!