Elas vivem num mundo cheio de prazeres e excessos. A fama delas é passageira, e só um punhado de escolhidas são lembradas entre milhares e milhares de outras que surgem todo ano na indústria. Tiveram que lutar contra o preconceito, a censura e a rejeição. Doenças modernas como a AIDS e as exigências extremas dos produtores de hoje colocam a saúde delas em risco. E mesmo assim, a indústria pornô continua sendo um ímã pra milhares de aspirantes que, todo ano, sonham em se tornar as deusas das fantasias masculinas do mundo inteiro, além de ser uma fonte de dinheiro fácil.
Mas a história das atrizes pornô é trágica. Talvez porque vivam num mundo sem limites, onde nada parece impossível, o fato é que elas morrem jovens. As que tiveram um pouco de juízo se aposentaram a tempo; mas uma imensa maioria de figuras conhecidas do entretenimento adulto sofreu vidas difíceis e finais bem tristes. Aqui a gente faz um apanhado de algumas das tragédias mais marcantes do mundo do entretenimento adulto.John Holmes: o caso paradigmático
A história do John Holmes é bem conhecida. Nascido em 1944, nos anos 60 ele já tava filmando pornôs curtos (quando a indústria ainda se desenvolvia na clandestinidade). Reconhecido pelo tamanho do pau dele, o Holmes ficou famoso na indústria, especialmente quando ela saiu do gueto no começo dos anos 70.
Mas o Holmes era viciado em droga; o vício não só começou a foder com a potência sexual dele (e a fonte de renda) como também acabou envolvendo ele com o tráfico. Com a diminuição dos papéis nos filmes pornô, o Holmes começou a se endividar, o que levou ele a roubar e fraudar pra bancar o vício em cocaína. Virando traficante de rua, ele se meteu numa guerra de gangues que terminou com a chacina da gangue Wonderland em 1981. O Holmes conseguiu sobreviver ao assassinato de 4 dos parceiros de crime e sair praticamente ileso de tudo, em troca de ser testemunha. Mas a má fama do incidente deixou ele queimado na indústria, e ele acabou trabalhando em filmes gays. No fim da carreira, tanto os excessos sexuais quanto o uso de drogas acabaram infectando ele com AIDS, embora o Holmes – sabendo disso – tenha escondido a doença e continuado trabalhando na indústria pornô, virando uma bomba-relógio. Ele morreu por complicações da AIDS em 1988.
A vida dele foi retratada em dois filmes: Boogie Nights e Wonderland.
Nascida como Linda Susan Boreman em 1949, Lovelace participou de vários curtas pornográficos (conhecidos como stag films) no final dos anos 60. Mas sem dúvida, o papel que mudou sua vida foi o de protagonista do famoso *Deep Throat* de 1972, o filme que tirou a pornografia do gueto depois de uma longa e dura batalha contra a censura. Muitos amigos e familiares descobriram a verdadeira profissão de Lovelace graças à enorme publicidade do filme. Imediatamente, a vida dela começou a desandar — discriminação da família, uso de drogas, desequilíbrio mental, acusações constantes de que foi forçada a entrar na indústria pelo ex-marido Chuck Traynor, que batia nela e a prostituía. Decidida a dar uma guinada de 180 graus na vida, ela publicou vários livros de memórias sobre sua experiência na indústria cinematográfica até que, em 1980, acabou se tornando uma ativista ferrenha contra a pornografia.
Mas em 2002, ela bateu o carro e ficou em coma irreversível. No final de abril do mesmo ano, sua família deu a ordem de desligar os aparelhos que a mantinham viva. Em toda a sua existência, ela nunca viu um centavo dos lucros de *Deep Throat*, apesar de ser o filme pornô mais lucrativo de todos os tempos: mais de 600 milhões de dólares arrecadados desde 1972.
Andrea True é mais uma das estrelas da pornografia dos anos 70. Entrou na indústria por vontade própria, vendo nela uma fonte rápida de grana.
Desenvolvendo uma carreira amadora como cantora, True viu na música o jeito de se livrar da indústria pornô. Em 1976, lançou o hit "More, More, More", que ainda toca no rádio. Tudo parecia ir de vento em popa, mas seus dois álbuns seguintes (White Witch em 1977 e War Machine em 1980) nem chegaram perto das paradas. Depois de uma breve volta como atriz pornô — bem esporádica, já que depois dos trinta anos ficou difícil arrumar trampo —, também teve que se despedir da carreira de cantora por causa de uma cirurgia na tireoide que afetou suas cordas vocais. Hoje em dia, trabalha como taróloga na Flórida.Linda Wong: uma vida de excessos
Nascida em 1951, Linda Wong foi uma das primeiras atrizes asiáticas do cinema adulto. Começou em meados dos anos 70 e logo caiu no mundo das drogas. Passou um ano na cadeia por falsificar uma receita médica pra conseguir droga, e tentou retomar a carreira sem sucesso. Enquanto isso, o ex-marido batia e abusava dela, fazendo Wong se afundar no álcool e em coquetéis de remédios. Foi justamente essa mistura que causou uma overdose, matando ela em 1987, com apenas 36 anos.Kitten Natividadfigura de culto
Conhecida pelos peitões enormes, a Kitten Natividad nasceu no México em 1948. Virou stripper e, aos 21, meteu silicone pra aumentar os peitos. O implante era de péssima qualidade, o que causou um câncer anos depois.
Em 1975, começou a namorar o famoso fotógrafo e diretor Russ Meyer, e acabou atuando nos filmes eróticos dele (Ultra Vixens, etc). O casal Meyer e Natividad durou uns 15 anos, e depois ela entrou pro cinema pornô. Mas no fim dos anos 90, as complicações do silicone forçaram ela a fazer uma mastectomia dupla em 1999. Hoje em dia, ela se vira vendendo os vídeos antigos e tocando uma hot line.Moana Pozzi: final trágico de uma pornstar milionária
O caso da Moana Pozzi é um dos mais extraordinários da história do cinema adulto. Nascida em 1961, ela trabalhava em Roma como modelo e atriz, e logo se envolveu com o Jet Set. Cercada de fama, rapidamente se tornou amante de figuras notáveis e políticos, incluindo o ex-primeiro-ministro italiano Bettino Craxi. Graças à influência do Craxi, a Pozzi chegou à RAI e apresentou um programa infantil. Mas no mesmo ano (1981), ela decidiu participar do filme *Valentina, ragazza in calore*, um filme pornô. Isso gerou um escândalo, e a Pozzi foi demitida da TV enquanto entrava de cabeça na indústria pornográfica italiana.
Formando uma dupla artística com a conhecida Ilona Staller (a Cicciolina), a fama da Pozzi ultrapassou as fronteiras do cinema adulto. Logo ela era convidada para um monte de programas de TV e cultivou amizades com vários intelectuais italianos. Não demorou muito para que a Moana Pozzi se tornasse uma celebridade nacional, reconhecida pela sua inteligência em várias reportagens.
A Pozzi era tão famosa que até ganhou um desenho animado próprio. E o auge da popularidade dela veio quando ela se candidatou — junto com a Cicciolina — a uma vaga no congresso italiano em 1992. Mesmo sem conseguir o cargo desejado, ela alcançou um status de estrela que era impensável para uma figura do cinema adulto.
Mas em 1994, a carreira dela teve um fim repentino. Em pouco tempo, ela adoeceu, perdendo peso, com vômitos e tonturas, e acabou morrendo aos 33 anos. A causa oficial da morte foi câncer no fígado, embora na Itália tenha surgido a lenda de que o atestado de óbito era falso e que ela estava vivendo com uma identidade secreta no exterior. Na morte, ela deixou uma fortuna de mais de 40 milhões de euros.
Fonte: www.datacraft.com.ar
Salve! galera!
Mas a história das atrizes pornô é trágica. Talvez porque vivam num mundo sem limites, onde nada parece impossível, o fato é que elas morrem jovens. As que tiveram um pouco de juízo se aposentaram a tempo; mas uma imensa maioria de figuras conhecidas do entretenimento adulto sofreu vidas difíceis e finais bem tristes. Aqui a gente faz um apanhado de algumas das tragédias mais marcantes do mundo do entretenimento adulto.John Holmes: o caso paradigmático
A história do John Holmes é bem conhecida. Nascido em 1944, nos anos 60 ele já tava filmando pornôs curtos (quando a indústria ainda se desenvolvia na clandestinidade). Reconhecido pelo tamanho do pau dele, o Holmes ficou famoso na indústria, especialmente quando ela saiu do gueto no começo dos anos 70.Mas o Holmes era viciado em droga; o vício não só começou a foder com a potência sexual dele (e a fonte de renda) como também acabou envolvendo ele com o tráfico. Com a diminuição dos papéis nos filmes pornô, o Holmes começou a se endividar, o que levou ele a roubar e fraudar pra bancar o vício em cocaína. Virando traficante de rua, ele se meteu numa guerra de gangues que terminou com a chacina da gangue Wonderland em 1981. O Holmes conseguiu sobreviver ao assassinato de 4 dos parceiros de crime e sair praticamente ileso de tudo, em troca de ser testemunha. Mas a má fama do incidente deixou ele queimado na indústria, e ele acabou trabalhando em filmes gays. No fim da carreira, tanto os excessos sexuais quanto o uso de drogas acabaram infectando ele com AIDS, embora o Holmes – sabendo disso – tenha escondido a doença e continuado trabalhando na indústria pornô, virando uma bomba-relógio. Ele morreu por complicações da AIDS em 1988.
A vida dele foi retratada em dois filmes: Boogie Nights e Wonderland.
Linda Lovelace: a deusa da garganta profunda
Nascida como Linda Susan Boreman em 1949, Lovelace participou de vários curtas pornográficos (conhecidos como stag films) no final dos anos 60. Mas sem dúvida, o papel que mudou sua vida foi o de protagonista do famoso *Deep Throat* de 1972, o filme que tirou a pornografia do gueto depois de uma longa e dura batalha contra a censura. Muitos amigos e familiares descobriram a verdadeira profissão de Lovelace graças à enorme publicidade do filme. Imediatamente, a vida dela começou a desandar — discriminação da família, uso de drogas, desequilíbrio mental, acusações constantes de que foi forçada a entrar na indústria pelo ex-marido Chuck Traynor, que batia nela e a prostituía. Decidida a dar uma guinada de 180 graus na vida, ela publicou vários livros de memórias sobre sua experiência na indústria cinematográfica até que, em 1980, acabou se tornando uma ativista ferrenha contra a pornografia.Mas em 2002, ela bateu o carro e ficou em coma irreversível. No final de abril do mesmo ano, sua família deu a ordem de desligar os aparelhos que a mantinham viva. Em toda a sua existência, ela nunca viu um centavo dos lucros de *Deep Throat*, apesar de ser o filme pornô mais lucrativo de todos os tempos: mais de 600 milhões de dólares arrecadados desde 1972.
Andrea True: atriz pornô de dia, cantora de noite
Andrea True é mais uma das estrelas da pornografia dos anos 70. Entrou na indústria por vontade própria, vendo nela uma fonte rápida de grana.Desenvolvendo uma carreira amadora como cantora, True viu na música o jeito de se livrar da indústria pornô. Em 1976, lançou o hit "More, More, More", que ainda toca no rádio. Tudo parecia ir de vento em popa, mas seus dois álbuns seguintes (White Witch em 1977 e War Machine em 1980) nem chegaram perto das paradas. Depois de uma breve volta como atriz pornô — bem esporádica, já que depois dos trinta anos ficou difícil arrumar trampo —, também teve que se despedir da carreira de cantora por causa de uma cirurgia na tireoide que afetou suas cordas vocais. Hoje em dia, trabalha como taróloga na Flórida.Linda Wong: uma vida de excessos
Nascida em 1951, Linda Wong foi uma das primeiras atrizes asiáticas do cinema adulto. Começou em meados dos anos 70 e logo caiu no mundo das drogas. Passou um ano na cadeia por falsificar uma receita médica pra conseguir droga, e tentou retomar a carreira sem sucesso. Enquanto isso, o ex-marido batia e abusava dela, fazendo Wong se afundar no álcool e em coquetéis de remédios. Foi justamente essa mistura que causou uma overdose, matando ela em 1987, com apenas 36 anos.Kitten Natividadfigura de culto

Conhecida pelos peitões enormes, a Kitten Natividad nasceu no México em 1948. Virou stripper e, aos 21, meteu silicone pra aumentar os peitos. O implante era de péssima qualidade, o que causou um câncer anos depois.
Em 1975, começou a namorar o famoso fotógrafo e diretor Russ Meyer, e acabou atuando nos filmes eróticos dele (Ultra Vixens, etc). O casal Meyer e Natividad durou uns 15 anos, e depois ela entrou pro cinema pornô. Mas no fim dos anos 90, as complicações do silicone forçaram ela a fazer uma mastectomia dupla em 1999. Hoje em dia, ela se vira vendendo os vídeos antigos e tocando uma hot line.Moana Pozzi: final trágico de uma pornstar milionária
O caso da Moana Pozzi é um dos mais extraordinários da história do cinema adulto. Nascida em 1961, ela trabalhava em Roma como modelo e atriz, e logo se envolveu com o Jet Set. Cercada de fama, rapidamente se tornou amante de figuras notáveis e políticos, incluindo o ex-primeiro-ministro italiano Bettino Craxi. Graças à influência do Craxi, a Pozzi chegou à RAI e apresentou um programa infantil. Mas no mesmo ano (1981), ela decidiu participar do filme *Valentina, ragazza in calore*, um filme pornô. Isso gerou um escândalo, e a Pozzi foi demitida da TV enquanto entrava de cabeça na indústria pornográfica italiana.Formando uma dupla artística com a conhecida Ilona Staller (a Cicciolina), a fama da Pozzi ultrapassou as fronteiras do cinema adulto. Logo ela era convidada para um monte de programas de TV e cultivou amizades com vários intelectuais italianos. Não demorou muito para que a Moana Pozzi se tornasse uma celebridade nacional, reconhecida pela sua inteligência em várias reportagens.
A Pozzi era tão famosa que até ganhou um desenho animado próprio. E o auge da popularidade dela veio quando ela se candidatou — junto com a Cicciolina — a uma vaga no congresso italiano em 1992. Mesmo sem conseguir o cargo desejado, ela alcançou um status de estrela que era impensável para uma figura do cinema adulto.
Mas em 1994, a carreira dela teve um fim repentino. Em pouco tempo, ela adoeceu, perdendo peso, com vômitos e tonturas, e acabou morrendo aos 33 anos. A causa oficial da morte foi câncer no fígado, embora na Itália tenha surgido a lenda de que o atestado de óbito era falso e que ela estava vivendo com uma identidade secreta no exterior. Na morte, ela deixou uma fortuna de mais de 40 milhões de euros.
Fonte: www.datacraft.com.ar
Salve! galera!
5 comentários - Nem tudo é gozo na vida deles!